segunda-feira, 31 de maio de 2010

KID VETTEL CONTRA A PASMACEIRA



Após o GP da Turquia neste domingo 30 de maio as opiniões se dividem entre os, vamos assim chamar, formalistas da F1 e os informalistas.
Ou seja, os que pensam em regras a serem obedecidas pelos pilotos em nome da harmonia do cosmos ou os que querem mais é que um cometa venha a cair no nosso quintal.
No caso da Turquia dizem que os pilotos (os quatro ponteiros) não entenderam as mensagens cifradas que as equipes transmitem no decorrer das provas e no calor da corrida muitas vezes o que era abacate vira abacaxi. No caso deste domingo uns entenderam que era para economizar combustível e outros entenderam que “é nóis mano” e foram à luta. Entre os primeiros Webber e Hamilton. Entre os segundos Button e Vettel. As mensagens são cifradas porque é proibido o jogo de equipe na F1. Assim como a proibição do papai Noel se inscrever com sua biga de 680 renas.
Uma das coisas que mais me irritam na F1 é essa coisa de um companheiro respeitar demais o outro a ponto de não ultrapassar, ou não poder ultrapassar para não ficar mal na equipe de modo, por exemplo, a não “esquecerem” de tirar o cavalete de seu carro quando da volta de apresentação. Aconteceu com o rubim na França em 2002. A desculpa? O carro não pegava. Até o pobre rubim deu entrevista dizendo que o carro “não pegou”. Sei, sei.....
Enfim, a torcida quer mais é corridas com disputas entre pilotos sejam de quais equipes forem. Batidas, quer de carro, de maracujá, acontecem nas melhores famílias.
Nosso locutor oficial adora dizer que na Ferrari “isso não acontece”. Numa certa altura da corrida o poderoso chefão diz “tragam as crianças para casa”. Tudo em nome da chatice das corridas.
Eu prefiro um Vettel criando asas e indo para cima mesmo batendo no companheiro de equipe. E, vimos em dois momentos, o que se sucede na F1 em nome da harmonia do cosmos. Primeiro o lemão saiu do carro fazendo gestos de que alguém é biruta. Não necessariamente seu companheiro de equipe. Poderia ser o próprio Vettel, porque não? Depois de ir até ao motorhome e tomar umas seis latinhas de red Bull com croc saiu dizendo as pasmaceiras de sempre.
Para terminar temos duas fotos tiradas da TV com a transmissão da Globo. A segunda (já que saíram invertidas) a batida entre os dois bois. Vejam o Hamilton atrás. Quase dá para ouvir um “UHÚ”.
Na primeira foto a equipe da boiada comemora mais um gol do Curíntias.
Eh eh

sexta-feira, 28 de maio de 2010

FACU X F1




A sexta-feira com treino extra oficial da F1 apresenta um dilema shakespereano: ir ao não ir à facu?
Claro que a F1 vence esse duelo.
Portanto, assisti ao treino que de resto não apresentou muita coisa.
Senão vejamos. A equipe do boi vermelho mandou no treino apesar do Butão ter chacoalhado a jaqueira. Em minha opinião a boiada é mais consistente.
Tivemos, por sinal, o lado pastelão por conta do Weber que, ao ter abandonado o treino entrando num daqueles desvios para uso da fiscalização, tentou se fazer entender gesticulando feito um italiano pedindo mais um chopp. Os fiscais, juntamente com o resto da humanidade, não entendiam o que o australiano queria. Ele apontava as rodas dianteiras, principalmente da direita. Tenho a impressão que pedia que descarregassem o extintor de incêndio nas rodas para esfriar os freios. Mas, nem fumaça saía. Num anticlímax o cara saiu do carro e, novamente junto com o resto da humanidade, pensei que ele ia pegar o extintor da mão do atarantado fiscal e mostrar como se faz freio quente com chantily. Mas, desceu como se não tivesse acontecido nada.
O massinha mostra que sente sua batata assando e não consegue usar o extintor de tempos consistentes para apagar o incêndio que começa a tomar conta de sua cozinha. Ainda saiu da pista, voltou na frente do shushu (mistura de lemão com sushi) e da prima dona alfonsina. Ganhou um tchauzinho do lemão, pelo menos.
E, no placar particular dos escrevinhadores deste blog, o rosebergue ficou na frente do lemão.
A prova está na foto tirada da TV mostrando o próprio lemão e os tempos à esquerda. Chupa esta manga shushu.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CEVERT E A TYRREL


Lembro que no início do meu interesse por F1 uma equipe e piloto chamavam a atenção por serem rivais diretos do Emersão e sua Lotus preta.
Era o carro Tyrrel e o chato Jackie Stewart. Chato por vários motivos. Entre os quais o fato de defender melhores condições de segurança e se aproveitar de certas circunstâncias das corridas para favorecimento próprio. O caso comentado neste blog da morte de Roger Willianson fala tudo.
Stewart não se importava em ser chamado de “escocês voador”, quando na verdade o voador era outro escocês: Jim Clark o Senna da época.
Mas, um piloto da Tyrrel chamou minha atenção em 1973. François Cevert.
Não vou falar sobre ele ou carreira porque disponível aos montes pela diabólica internet.
Mas, eu lembro que fazia o curso colegial em 1973 (sim, sou véio) e achei que o cara tinha futuro. Era considerado o sucessor do chato Stewart, andava muito bem. Lembro da corrida de Nurburgring, em 1973, em que ele não ultrapassou o chefão porque não quis. Ou não podia...
Enfim, estava eu na classe no colegial numa noite qualquer quando umas meninas entraram com uma revista (não lembro qual) falando do Cevert. Eu pensei que eram meninas modernas acompanhando a F1. Que progresso da humanidade tal e coisa.
Que nada!
Elas estavam babando nos olhos azuis e quetais do cara. E,óbvio, nenhuma foto dele dentro do carro.
Quando ele morreu nos treinos em Watkins Glen última corrida do ano fiz uma sacanagem inominável. Arrumei uma revista com as fotos do acidente. Horripilantes. Fui mostrar para as meninas que “adoraram” a minha idéia. Fiquei famoso entre elas e nunca mais me dirigiram a palavra.
Mais tarde eu concluí que realmente foi muita idiotice de minha parte.
Dando uma olhada na internet achei esta foto do Cevert na Tyrrel nº 6.
Vejam o tamanho da entrada de ar. Este carro tinha a entrada deste jeito mesmo. Se colocarmos o carro em pé, teria uma napa respeitável. Daquelas que não deixam ar para mais ninguém...
A foto foi retirada do site www.f1-images.de

sexta-feira, 21 de maio de 2010

BUEIRO ABAIXO

Acabei de ler no G1 que foi confirmada a versão de que o rubim abandonou a corrida de Mônaco no domingo passado por causa de uma tampa de bueiro solta.
Não foi pneu ou suspensão.
Eu apostava na suspensão, mas o inusitado me pegou.
O incrível hulk, também da Willians, já havia abandonado por problemas na asa dianteira.
O locutor oficial adora dizer que os pilotos, com exceção do lemão shushu, abandonam as corridas por culpa exclusiva.
Foi asssim com o Luís Hamilton em Barcelona. Ficou esbravejando que o piloto inglês havia jogado fora a oportunidade de ser segundo na última volta da prova.
Não sossegou nem com o replay mostrando que, ou pneu ou suspensão falharam.
Completando, no caso do incrível hulk ele disse que o piloto, também lemão, entrou na parte suja da pista. O comentarista que já foi piloto e manja tudo da coisa explicou como funciona a curva dentro do túnel.
O problema é que o locutor oficial não deixa ninguém completar um pensamento.
Agora seria bom uma mea culpa ao admitir que houve quebra do carro e não erro do incrível hulk.
Ele vai admitir o comentário errado tendo ao lado o verdadeiro papai noel. Ou seja, esperem sentados.
Para encerrar, supema ironia do destino uma tampa de bueiro fazer a corrida do rubim ir para o esgoto.....
ele deve estar em casa se perguntado "má logo eu?"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Webber x Vettel

E Mark Webber vem colocando Vettelzinho no chinelo. O australiano venceu as duas provas da fase européia da temporada, assumindo a ponta da tabela e firmando-se como um forte candidato ao título.
Verdade seja dita: Vettel poderia já ter sumido na frente dos outros, não fosse uma série de problemas mecânicos que o atrapalharam bastante. Outra verdade, porém, é que, desde que o carro parou de quebrar, quem vem vencendo é Webber.
Será que a briga pelo título vai ficar entre os dois? Veremos.

Foto: E-Band

A Promessa

Último domingo, terminada a corrida nas estreitas ruas de Mônaco, eu vociferava contra as injustiças da F-1. Era só o que faltava, o sujeito ultrapassar sob regime de safety car e ficar tudo por isso mesmo - como já ficou, em outros tempos (EUA, 2004).
Prometi a mim mesmo: se Schumacher não for punido, não assistirei mais F-1.
Ocorre que, no meu tempo, não se podia ultrapassar, em relargadas, até a linha de chegada, na reta principal. Ou seja, até que se passasse pela ponto da bandeirada, ninguém podia ultrapassar.
Isso foi modificado, contudo. Agora existe uma tal de safety car line, a partir da qual, dirigindo-se o safety car para os boxes, pode-se ultrapassar. A tal linha fica mais ou menos na entrada dos boxes.
Não sabia que isso existia. Por isso fiquei tão doido da vida, a ponto de meu querido progenitor ter de me pedir calma durante o pódium.
Por outro lado, há uma regra específica para o caso se safety car na última volta. É o item 40.13 do regulamento: If the race ends whilst the safety car is deployed it will enter the pit lane at the end of the last lap and the cars will take the chequered flag as normal without overtaking.
Fizeram um grande estardalhaço, dizendo que Schuchummy só havia sido punido porque Damon Hill estava entre os comissários da corrida. Bullcrap. Schumacher só foi punido porque fez uma manobra ilegal. E Damon Hill, estivesse onde estivesse, não tem teria poderes para decidir nada sozinho.
Aliás, os blogueiros e jornalistas oficiais de F-1 brasileiros estão incorrendo em um venire contra factum proprium: a vida inteira, negaram que houvesse favorecimento da Ferrari ou da FIA a Schuchummy; mas, quando a coisa ocorre contra ele, aí o pobre tedesco foi prejudicado pelas forças malignas que pairam sobre a categoria mais idiota do automobilismo, depois da Stock Car.
Depois de algumas horas, quando vi que Schumacher não ficaria impune, respirei aliviado, e já ajustei o despertador para 08hrs45min no dia 29 de maio.

Em tempo: ninguém entendeu porque o Rosberg, antes de seu pit-stop, ficou algumas voltas andando atrás do Webber, limitado pelo australiano, se, parando antes, teria perdido menos tempo e, talvez, voltado a frente de Schumacher. Eu entendi. A equipe mandou que ele ficasse na pista, justamente para que o escolhido pudesse chegar... em sexto, e o alemão mais novo, logo atrás. Felizmente, a punição colocou as coisas em seus devidos lugares.

sábado, 15 de maio de 2010

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

O título acima é um dos meus bordões preferidos ao encerrar comentários em que não se chega a lugar algum: a humanidade caminha trôpega pelos cosmos sem que ninguém verdadeiramente a defina (não senhores, não bebi).
Na verdade é o feliz título em português para o filme Giants.
O chefe do blog perdeu as estribeiras com toda a razão. Feito eu com o último jogo do meu santios ao levar o título com o invejoso do kreber vociferando ao fundo "perdeu mas ganhou".
Enfim, a F1 começou a perder crédito para mim quando em 1973 (mamma mia!) em pleno séc XX a Lotus não mandou o grande Ronnie Petterson deixar o Emersão passar em Monza e continuar na luta pelo título. Era um título muito difícil de ser consquistado, mas é melhor morrer na praia do que se entregar a uma sereia qualquer em pleno oceano. Pensando bem, a comparação não é boa. Sereia é melhor que areia. Sei lá, sigamos em frente.
Naquela ocasião xinguei todos os deuses e viventes terrenos pela barbaridade. Mas, hoje penso que o Emersão poderia ter forçado um pouco mais. Se ele tenta uma ultrapassagem e bate no Petterson teria uma bela desculpa pela perda do título.
De lá para cá vejo que nada mudou. Pilotos bons não tem bons carros porque como diria o Nerso Piquete "não tem bons advogados".
E, muitos e muitos são tratados como restolho pela própria equipe em detrimento daquele que traz mais grana.
A volta do picareta Schummy (cada bost invento um nome diferente. Culpa dele e sua língua de bêbado. O alemão é melhor falado com dúzias de cerveja para ajudar a enrolar a língua) foi como eu já disse uma paga pelo que a dona mercedes fez pelo então jovem e feio lemão. E, uma jogada de marketing tendo o free Willie como feliz maestro.
Essa atitude de ferrar o roseberg em nome do money supremo já era esperada.
Se a gente (eu e o Renato) já torcíamos contra o shuchu agora torceremos contra em altos brados.
Por sorte a corrida de amanhã não será de madrugada. Os vizinhos agradecem.

Chupa, Schuchumy

Sim, perdi a compostura. Até então, estava paciente, olhando o desenvolvimento da coisa, respeitando mais a atitude corajosa de voltar aos 41 anos, do que os fracos desempenhos do alemão-mor.
A paciência acabou quando, ridiculamente, a equipe Mercedes resolveu construir um chassis novo, com uma tendência a sair de traseira que o Schumacher adora - e só ele consegue dirigir assim - para salvar a temporada do sujeito.
Em termos práticos, aconteceu o seguinte: uma equipe com carro medíocre, que vinha conseguindo bons resultados com um piloto jovem e promissor, que chegou duas vezes ao pódium nesta temporada, abriu mão de qualquer coisa para chegar em quinto ou sexto nas mãos de umeterano que vinha dando mostras de que não acompanharia seu parceiro mais novo. Assim como em outras oportunidades, Ross Brawn precisava justificar o porquê de Schumacher ganhar (em termos financeiros) muito mais que seu companheiro de equipe.
E assim foi. Construíram o tal novo chassis, só dirigível pelo Schumacher. Rosberg penou em Barcelona. Largou lá para trás, e chegou mais para trás ainda. Um veículo de notícias especializado publicou, ridiculamente, "o campeão voltou", por Schuchumy ter chegado bem a frente de Rosberg no GP Espanhol.
Não, campeão não voltou. A Mercedes é que forçou a barra para que ele voltasse. Abriu mão do piloto promissor em nome da reputação de um veterano que veio se divertir e encher ainda mais o bolso de dinheiro.
E hoje, o que vimos na classificação em Mônaco? Um carro medíocre, classificando seus pilotos em sexto e sétimo lugares. Com Rosberg, novamente, a frente de Schumacher.
Dizem que, em Mônaco, é o piloto que faz a diferença. Quem irá negar? Rosberg, com ou sem traseiradas, deu um baile em seu companheiro mais velho. E é o piloto que mais conta com minha torcida neste momento.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

TREINO

Hoje, sexta feira, fiz um programa diferente.
Dei os canos na faculdade para assistir o treino de F1, das nove da manhã no nosso horário, em Barcelona.
Foi um tanto quanto frustrante, devo dizer.
Uma bandeira vermelha interminável e, para completar, o treino encerrado em bandeira amarela.
mais um pouco e eu me arrependeria em ter faltado.
Em dado momento os "meninos" andaram aparentemente com tanque cheio e os tempos ficaram lá em cima.
Para constar, finalmente a dona mercedes enquadrou o roseberg. Pelo que deu para sentir ele não está mais à vontade no carro que foi modificado para atender as necessidades do lemão.
É a ferrarização da dona mercedes.

terça-feira, 27 de abril de 2010

PAU NO LEMÃO

Em todos os lugares o assunto é o lento lemão shuchu.
Então vamos lá.
Nem preciso dizer que nunca gostei dele desde que entrou para a F1 chutando a porta feito um menininho mimado trazido pela dona mercedes que, literalmente, comprou um lugar para o, então, pequeno lemão.
Daí para a frente só carros bons e equipes trabalhando para ele.
Lembrem-se que ele é o genio, o cara das estratégias mirabolantes, o homem que anda na água como ninguém e etc.
Lá na China levou foi uma lavada. Até o Petrão passou a bola no meio das pernas do shuchu.
Agora leio uma declaração do estilingue moss que lavou minha alma (por falar em água, né?). Ele disse "seus sete títulos são, para mim, um numero enganoso". Tá lá no sítio da Globo.
Eu sempre vociferei coisas parecidas para o chefe deste blog.
Na linha do bueno nosso de cada dia "eu já dizia, eu já dizia".
O futuro?
Vão trocar o chassi do dito. Vão enquadrar o roseberg. O seu bráu vai ficar com o dedo no botão vermelho. Se o roseberg se assanhar vai levar um motor estourado na cabeça.
E, o lemão vai voltar a ser o primeiro. Só que entre os últimos, a não ser que avisem aos outros pilotos para respeitar o genio.

domingo, 25 de abril de 2010

Felicidades

Só para constar, neste domingão, 25 de abril, é aniversário de Felipe Massa. Como lembrança, a volta da primeira pole position numa pista em que ele manda.


Alonso, o vilão

Muito do que se comentou após o GP da China decorreu da manobra de Fernando Alonso sobre Felipe Massa antes do pit-stop das Ferraris.
A ultrapassagem representou bem mais do que o ganho de uma posição. Como os dois carros vermelhos iriam parar ao mesmo tempo, aquele estivesse a frente ganharia muito tempo sobre aquele que ficasse atrás, já que esse teria que esperar a equipe completar a troca dos pneus do primeiro.
Colocando-se a frente de Massa, Alonso não só ganhou a posição do brasileiro como conseguiu uma boa vantagem sobre ele.
Fez-se uma alarde geral: Alonso é picareta, é desleal e etc. A questão é a seguinte: se há um acordo entre eles para que esse tipo de manobra não seja realizada, é problema deles, e não nosso. Alonso não fez nada de errado do ponto de vista desportivo.
Aliás, me parece muito positivo que isso tenha acontecido. Uma disputa interna na Ferrari é algo que não se vê há, pelo menos, dois séculos, desde que foi inaugurado o estilo pasteurizado marrom-tedesco insuportável e cínico que dominou a última década da F-1.
Agora, é torcer para que a disputa não vire briga e acabe com campeonatos na base da batida...

sábado, 24 de abril de 2010

McLaren à la Peixe

Quem diria que, de quatro corridas realizadas até aqui na temporada de 2010, duas teriam sido vencidas por Jenson Button? Bem, eu não diria.
Imaginei, no final do ano passado, que Hamilton comeria Button vivo, sem dó nem piedade e, ainda, com a típica frieza inglesa. Nada disso.
Hamilton tem sido, sim, uma espécie de piloto show do ano. É uma pena, contudo, que o show dure até metade da corrida - com exceção da corrida da China, é claro. Parece que o talento de Hamilton consome todo pneu antes dos demais. E, principalmente, antes de Button.
Dizia um outro piloto, que também usava um capacete amarelo e corria pela McLaren, que vencer uma corrida é saber dosar a hora de acelerar feito doido e a hora conservar o equipamento para sobrar fôlego no final. Hamilton é jovem e, assim que aprender, não tem para ninguém.
De todo modo, isso não se aplica à corrida da China, em que o inglês da McLaren nº 2 foi fantástico do início ao fim, conseguindo um excelente segundo lugar, dadas as circunstâncias da corrida.
Mas, mesmo assim, o vencedor foi Button, seu companheiro de equipe, que parecia não ter chances contra Hamilton antes do início do campeonato.
O estilo do inglês nº1 é exatamente o oposto daquele de Hamilton - muito menos apaixonante, diga-se. Tudo é feito na medida certa, e o arrojo está, principalmente, no desenho da estratégia, e não em ultrapassagens ousadas.
O fato é que a McLaren de Martin Whitmarsh vem dando show, com Hamilton, e conseguindo resultados, com Button. Parece um certo time de futebol do litoral paulista. Resta saber se os ingleses de Woking conseguirão aplicar uma goleada na temporada. Como disse o próprio Button, eles estão na frente nos dois campeonatos, mas, na verdade, estão ainda perseguindo a Red Bull, que, em termos de performance, continua dois passos a frente.

AQUELES QUE TUDO SABEM

Neste país do futebol é comum que as pessoas envolvidas com um tema acabem pensando que são os batutas do pedaço (batuta do pedaço é uma expressão de minha avó. Quer dizer os bons). Na maior parte das vezes nem chegam perto disso.
No fim de semana do GP da China tive que exercitar meu lado de monge tibetano. Necessário dizer que esses monges, de vez em quando, exercitam seu lado rambo pondo o templo abaixo. Afinal monge também é gente. E, haja saco!
Enfim, constatada a queimada de largada da prima dona alfonsina fui obrigado a ouvir do bueno da vida aquele “eu já desconfiava”. Pelo menos afirmou que não arriscou dizer por que não tinha certeza. Mas fica aquela sensação de que o cara se acha o batuta do pedaço. Lembrando sempre (uma expressão que ele adora, por sinal) aquela vitória do Berger em 1991 no GP do Japão que deu o título ao Senna, quando o próprio Senna deixou o seu amigo ultrapassá-lo praticamente na linha de chegada. O nosso bueno explodiu em “eu já sabia, eu já sabia” absolutamente constrangedor. Se a gente estivesse no buteco, de madrugada aqui no Brasil, assistindo o GP é claro que todo mundo estaria pulando de alegria, derramando o liquido precioso aos berros de “eu já sabia, eu já sabia”. Mas, o cara é o galvão da emissora mais poderosa do pedaço. Muito chato.
Li também, e pior, um desses pilotos frustrados que virou jornalista escrever que apesar de todos os sensores tal e coisa o alfonsino não queimou porra nenhuma.
Lógico que em alguns casos o cara tem que ser do contra para aparecer. Mas, nessa queimada quem se queimou foi ele. Nem o Alfonso reclamou....

sábado, 17 de abril de 2010

Menino rápido, veterano nem tanto...

E o tal de Vettel, que surgiu como um raio há poucos anos na F-1, mais uma vez sairá na pole position. Basta fazer tudo direitinho para somar mais 25 pontos no mundial.
Webber tem andado bem, mas andar bem não é suficiente para superar o fantástico alemão de 22 anos.
Alonso colocou quatro carros entre ele Massa, que afirma ter perdido muito tempo cometendo um erro na última curva da pista de Xangai. Vamos ver se o brasileiro consegue se recuperar, como fez na Austrália.
Schumacher, mais uma vez, ficou bastante atrás de Rosberguinho. Eu imaginei que na quarta corrida do ano os dois já estariam andando pau a pau. O pessoal tem pegado muito no pé do heptacampeão. Não precisa tanto. Imagino que, sem possibilidade de testar - e sem mecanismo Ross Brawnianos para segurar o Nico - demore até o meio do ano para o Schuchummy pegar a mão da coisa novamente.
Hoje, na transmissão da TV oficial, foi dito que Schumacher nunca respondeu bem à pressão. Isso é verdade, mas em termos. Ele cometeu alguns erros estúpidos em momentos de pressão: as batidas em Hill e Villeneuve são exemplos claros; deixar o carro morrer (ou o carro suicidou-se?) no GP do Japão de 1998, quando decidia o título com Mika Häkkinen, é outro; a batida na traseira de Takuma Sato, também no Japão em 2003, quando lutava pelo hexa foi, igualmente, um erro cometido por ansiedade e nervosismo em momento de pressão . Por outro lado, veja-se a decisão do título em 2000: Schumacher foi soberbo na ocasião.
De todo modo, esses são exemplos tirados de situações isoladas. Uma oposição consistente dentro da própria equipe é algo que Schumacher não enfrentou. Talvez, na Ferrari, tenha havido uma exceção, justamente na temporada de 2003, quando Barrichello foi constantemente mais rápido que o alemão, especialmente após o GP da Inglaterra. Será que andar menos que o companheiro sistematicamente tira Schumacher dos eixos? Ou trata-se, apenas, de um veterano que não corria há três anos e que precisa de rodagem para voltar à boa forma? São respostas que só o desenrolar da temporada vai trazer.
Pessoalmente, ande mais ou ande menos que os outros, eu aplaudo a volta de Schumacher, embora nunca tenha gostado do cidadão. Foi uma atitude de coragem, pois desde o início ele sabia que voltar significaria, necessariamente, dar a cara a bater. E, na F-1, as pessoas batem. Sem dó.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

OBVIEDADES

Certas coisas são tão óbvias que conseguem dar sono e tédio ao mesmo tempo.
Vejamos.
Numa só tacada temos o Schummy dizendo que o povaréu chinês não vai sair "desapontado".
Com o que não sei.
Ah, o rubim. Ele disse que pode vencer em Xangai. Depois reclama da imprensa. Primeiro precisa aprender a apertar direito o da direita (ui!) na hora da largada.
Já estão querendo proibir a suspensão da Red Bull. Lógico, ganharam fácil a última corrida. Se a McLaren ganhar alguma vão dar um jeito de proibir o orifício mágico que tanto encantou o bueno da globo.
O Eclestone de pedra, aquele movido a dinheiro, já planeja ceifar algumas corridas tradicionais e incluir algumas pérolas no calendário.
E, a melhor. O Háu-háu da dona mercedes disse que sem essa de mandar o Schummy para casa antes do final do contrato. Putz!
O homem nem esquentou....
E, tem outra, imaginem o tamanho da indenização que vão ter que pagar para o lemão.
É mais fácil colocá-lo como motorista do caminhão da equipe. Será o mais bem pago do mundo.
Depois dessas, vou dormir.....

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Reabilitação

Tenho sérios problemas com corridas. Não consigo ficar sem assistir, sem ler a respeito, sem comentar. Parece que é uma questão genética que gera predisposição a esse vício.
Nesse último final de semana, contudo, tive que me comportar de forma mais normal. Pela primeira vez em duzentos e trinta e dois anos, deixei de assistir a um treino oficial, que ocorreu na madrugada de sábado.
Antes de dormir, pensei: "não tem importância. Eu acordo e assisto sem som mesmo". Mas logo tomei consciência que, naquele apartamento, só o fato de me mexer iria acordar metade da casa. Não acordei, não assisti o treino.
Uma sensação terrível. O dia todo angustiado. "Quem fez a pole?" Ninguém podia responder. Na verdade, não havia uma única alma preocupada com isso.
No sábado, já estávamos planejando: "um dorme na cozinha, outro no banheiro, alguém na sacada, aí ninguém será atrapalhado quando acordarmos para ver a corrida". Então, veio a ideia genial: por que não assistir no salão do prédio? Uma solução simples e salvadora.
Tivesse tido a ideia 24 horas antes, não teria passado um dia na fissura...

terça-feira, 6 de abril de 2010

AH! O RUBIM

Leio que o rubim está bravo com a imprensa brasileira que falou mal dele (para variar) dizendo que ele meteu o pau no carro e que a equipe Willians não iria gostar. Ele disse que o carro é uma "porcaria". Explicou que tudo não passou de uma brincadeira com o loucas de graça.
Eu acho que tudo mundo pega no pé do rubim algumas vezes sem razão.
Mas, é aquela coisa que vai disseminando e a gente não sabe bem como tudo teve início.
Lembro dos idiotas do casseta e planeta (êita programinha sem graça...) tirando uma dele alguns séculos atrás.
Enfim, já escrevi que ele também não ajuda.
Nesta última corrida ficou no grid como nos velhos tempos da bráu.
Sinal que alguma coisa anda errada com o pezinho e não o carro.
Assistimos a última corrida de uma maneira inusitada. Eu e o chefe do blog estávamos na praia (todo mundo tem que relaxar, de vez em quando) e fomos para o salão do prédio. A TV não ajudava muito, mas o que vale é bola na rede.
Mais ou menos seis de la matina entra um rapaz na sala. Boné na cabeça dando a impressão de que chegava de alguma balada. Mas, penso que era um funcionário do prédio.
Ficou ali olhando e eu pensei qual seria a fatal pergunta que faria.
De repente, olhou para nós e perguntou "e o rubim?"
Ahá!!!!!!
Nada mais interessava. Só que fim tinha levado o rubim, que não aparecia nos primeiros lugares.
E, foi só. Não perguntou mais nada.
Ah! O rubim. Todos adoram o rubim. Pelo sim pelo não o cara sempre está na boca do povo....


ATUALIZAÇÃO: Li, ainda há pouco, no blog do jornalista Felipe Motta, o post que esse escreveu sobre o episódio Barrichello na Malásia. Era o próprio Felipe quem estava ouvindo o Rubens quando o piloto brasileiro, brincando com Lucas di Grassi, afirmou que se carro estava uma porcaria. Aqui está o link para o post que, além do texto de Felipe Motta esclarecendo tudo, tem também os áudios das entrevistas concedidas à TV Globo e à rádio Jovem Pan.
Comparem com o que o blogueiro oficial Flavio Gomes escreveu. Estou começando a achar que, mesmo na era digital, é melhor acompanhar automobilismo com quem está pertinho da ação...

segunda-feira, 29 de março de 2010

TADINHO DO LEMÃO

Quem diria que eu iria escrever para dizer que as críticas sobre a corrida do lemão schuchu foram cruéis. Sim, a imprensa européia tirou uma da cara dele por conta de sua apagada corrida. Ainda levou um pedala robinho (ou rubim) de uma virgem.
Acho que, apesar de toda a experiência, o cara tem que se readaptar. Pelo visto não é fácil parar, ir brincar de moto, e voltar competitivo.
Ainda por cima, pelo menos até agora, a equipe está deixando o roseberg andar sem o breque de mão puxado. Ou seja, está dando a mó canseira no companheirão que não consegue acompanhá-lo.
Se bem que, algo me diz, que a hora de tirar uma do lemão é agora. Quando ele tomar gosto pela coisa vou se obrigado a secá-lo como antigamente. O chefe do blog deve lembar do "seca, seca, seca" quando ele parava nos boxes. O único jeito dele se dar mal era um mané travestido de mecânico colocar a roda dianteira no lugar da traseira.....

Dica

Para os aficionados que lêem o blog (se é que há algum além de mim e meu pai), vai uma dica interessante. No site oficial da F-1, está disponível um serviço que entrega mensagens em seu celular nos finais de semana de corrida. São coisas como as classificações de todos os treinos, o grid de largada, alguns comentários durante a corrida, a atualização da pontuação dos mundiais de pilotos e construtores, speed traps e maiores velocidades em cada trecho do circuito.
Enfim, é coisa para doidão, mesmo, mas eu achei bem legal o serviço, principalmente porque é gratuito. É interessante, também, para quem não vai assistir à corrida, já que as informações vêm em tempo real.
O único problema é que, mesmo quando as corridas são de manhã aqui para nós, no Brasil, há treinos que ocorrem de madrugada pelo horário de Brasília. Para evitar sustos na madrugada, é melhor desligar o celular ou cancelar a assinatura do produto - que, cá entre nós, não faz falta alguma...

GP2

Já comentamos, aqui, sobre os carros de GP2 que estão povoando o grid da F-1 neste ano.
Karun Chandock, companheiro de Senna na equipe Hispania, completou a corrida 4 voltas atrás dos líderes, o que significa que terminou muito, muito atrás.
Contudo, isso não é o fim do mundo. Carros que chegavam a 4, 5 voltas atrás do líder sempre houve. Ocorre que, nos últimos anos, as coisas foram bem diferentes. Principalmente no ano passado, quase não se via pilotos tomando volta dos líderes. Os grids de largada eram formados com quase todos os pilotos andando no mesmo segundo. Um equilíbrio assim é que era, realmente, inédito na F-1.
Este ano, como as coisas, digamos, "voltaram ao normal", estamos todos estranhando.
Dias desses, estava assistindo ao GP da Inglaterra de 1985. O líder era Senna, de Lotus, e antes da metade da corrida, Stephan Bellof, de Tyrrel, já estava 4 voltas atrás do líder.
No fim das contas, quando Senna abandonou sem combustível, faltando apenas 5 voltas para a bandeirada, somente ele e Alain Prost estavam na mesma volta. No fim, Prost foi o único a completar as 65 voltas previstas, já que o segundo colocado, Michele Alboreto, completou a prova uma volta atrás.
Senna, apesar do abandono, estava tão na frente que quase pontuou...
Quer dizer, carros mais lentos, retardatários, sempre existiram e sempre existirão - e a F-1 não vai acabar por isso. Os dois últimos anos, especialmente o último ano, é que foram exceções.
De todo modo, ser mais lento é uma coisa; prejudicar a segurança de todos na pista é que é complicado. Na primeira volta do GP da Austrália, houve um acidente forte envolvendo Nico Hulkenberg, Sebastian Buemi e Kamui Kobayashi. Minha primeira impressão foi "esse japonês é louco". Mas, na repetição, ficou claro que caiu a asa dianteira de seu carro, e o piloto nada pôde fazer para evitar o acidente, como ele próprio confirmou, após a corrida.
Esse tipo de acidente não é brincadeira. Foi algo assim que matou Roland Ratzenberger, em 1994. E o que é pior, a Sauber não é, nem de longe, uma equipe "nova".
Assim, o que preocupa não é ter que ultrapassar meia dúzia de retardatários por corrida, algo que sempre existiu, mas ter carros desmanchando no grid. Isso, sim, é que deve preocupar.

Valeu 2


Pódium do GP da Austrália de 2010 - a ausência sentida é, novamente, Sebastian Vettel (Fonte da foto: crash.net)

Foi, realmente, um grande corrida a que ocorreu no último final de semana. E não foi só por causa da chuva.
Claro que as gostas que caíram pouco antes da largada ajudaram a mexer no grid e fazer com que carros mais rápidos (Alonso, Hamilton, Webber e Schumacher) tivessem que avançar pelo pelotão, proporcionando uma quantidade absurda de ultrapassagens.
Mas a emoção da corrida se deu mais por conta das estratégias de pneus. Como já disse meu dileto progenitor, "quem pode
mais, pára menos". E, no domingo, puderam mais os quatro primeiros: Button, Kubica, Massa e Alonso.
Claro que o Hamilton deu espetáculo e foi atropelado pelo Webber duas vezes. Mas, com pneus mais novos, andando 2s ou 2,5s mais rápido que os carros da frente, ele não conseguiu ultrapassar o Alonso e partir para frente. Por que ele não tentou com mais ímpeto, é difícil dizer. Eu prefiro dizer que foi mérito dos carros a frente, que, mesmo com pneus mais desgastados, conseguiram manter uma boa velocidade a frente, impedindo o progresso de Lewis e Mark.
A F-1 sem reabastecimentos vai proporcionar corridas mais bonitas, em que não basta ao piloto acelerar como um doido até a próxima parada de boxes. As corridas vão ser mais bem pensadas (mais pelo piloto e menos pela equipe); vai se sair melhor aquele que souber dosar na hora certa e acelerar feito doido na hora certa.
A corrida de Alonso foi exemplar, caindo para o fim do grid na primeira volta e se recuperando para chegar em quarto, encostado na caixa de câmbio de Massa.
O brasileiro fez uma bela corrida, depois de uma largada excepcional e um carro menos adaptado às condições de pista que o de seu companheiro de equipe - ter um carro mais bem acertado, todavia, não deixa de ser mérito de Alonso.
Não ter cedido o pódium ao asturiano foi essencial para Massa na disputa interna da Ferrari. De certa forma, foi um troco pela largada no Bahrein. Agora, eles estão tecnicamente empatados. Alonso tem 4 pontos a mais que Felipe, mas, em um contexto em que a vitória vale 25 pontos, 4 são muito pouco.
Para mim, o nome da corrida foi Robert Kubica. Um sujeito bacana, que anda demais. Ele carregou o carro nas costas, ontem; verdadeiramente, tirou leite de pedra. Kubica corre de Renault que, embora seja equipada com motores - obviamente - Renault, os mesmos da Red Bull, é um carro muito mais lento e desequilibrado que a Ferrari ou McLaren.
Claro que o polonês contou com alguma sorte na largada, quando Alonso, Schumacher e Button tiveram uns "esbarrões", permitindo com que ele avançasse. Mas ter segurado Massa e Alonso atrás - lembrando que as Ferraris, por serem mais equilibradas, desgastam, teoricamente, menos os pneus - foi um feito digno de nota.
Pena que, dificilmente, o resultado será repetido ao longo do ano.
Button venceu pelo segundo ano consecutivo na Austrália. Fez uma corrida muito boa, ousando em sua primeira troca de pneus, calçando seu carro com slicks com uma pista ainda não totalmente seca. No fim das contas, quando todos ainda estava com intermediários, ele conseguia virar quase 2s mais rápido que o resto. O tempo que ele ganhou nesse período da corrida foi fundamental para sua vitória.
O resultado de Button é muito importante para ele. A estrela da McLaren é Lewis Hamilton, mas quem conseguiu a primeira vitória da equipe no ano foi Button. Isso joga alguma pressão sobre o piloto do capacete amarelo, que não gosta de andar atrás e não se dá muito bem com a pressão. Vamos ver como Hamilton reage.
Quanto aos demais brasileiros, Rubens Barrichello fez uma corrida correta, pontuando novamente, o que é muito importante para a Williams. Infelizmente, para nós, seu carro não permite brigar mais a frente. Segundo consta, os motores Cosworth contam com aproximadamente 25 cv a menos que os motores de ponta. Isso é uma pena, também, porque quase não teremos a oportunidade de ver como se comporta Hulkenberg, companheiro de Rubens, lutando por pontos.
Lucas di Grassi foi até onde seu carro permitiu - já não me lembro a volta em que abandonou. Mas deu um "X" no Schumacher. É algo para se colocar no currículo, já que o Schumacher anda de Mercedes e o di Grassi de Virgin.
Bruno Senna sequer apareceu, abandonou com 3 voltas completadas. Seu companheiro de equipe, Karun Chandock, conseguiu completar a prova 4 voltas atrás do líder - voltaremos a falar disso mais tarde.
Por fim, diga-se que o abandono de Vettel foi uma pena. O alemão, não fossem falhas mecânicas, poderia ter vencido as duas corridas. Infelizmente, para ele e para a Red Bull, não foi assim. Eles tem, certamente, o melhor conjunto carro/motor/piloto. Mas os abandonos permitem que os outros times, em especial a Ferrari, tenham tempo para se "ajeitar", ir pontuando, sem que a Red Bull dispare na liderança da tabela.

domingo, 28 de março de 2010

VALEU

Afinal, valeu ficar acordado. Ninguém pode reclamar da falta de emoção no GP da Austrália neste ano. Algumas sensações que senti. A prima dona afonsina não tentou passar o massa que, de sua parte, largou divinamente mas andou cometendo alguns erros. Pelo bom ambiente tal e coisa senti que o Alonso tirou o pé. Shuchu levou uma cotovelada, trocou o bico e sumiu da corrida. Não se falou mais nele. Esquisito o cara não ter se recuperado como o Alonso, por ex. O carro pode não ser uma brastemp, mas ele perdeu a oportunidade de dar um show. Que de resto foi dado pelo Hamilton. Típico, como diz o luizão. Andou, passou todo mundo, saiu da pista, passou todo mundo, parou para ir ao toalete, passou todo mundo, parou na lanchonete, passou todo mundo, levou uma barrigada do Webber e chegou em sexto. Assim é o Lewis. Pelo menos a gente se diverte com ele.
E, por aí vai. O butão está de parabéns. O locutor oficial (o distribuidor de abobrinhas) disse que o dito trocou prematuramente de pneus (chegou da dar uma escapada). Era o que ele tinha que fazer na situação em que se encontrava. Agiu certo e levou o caneco. O distribuidor de abobrinhas nem se desculpou pela bobagem dita voltas antes. Aliás, a TV dava o Senninha fora da corrida e ele falava como se o Bruno ainda estivesse na pista. Ô lôco.
Depois a gente volta.

sábado, 27 de março de 2010

SONO

Fim de semana com corrida da F1 de madrugada acaba trazendo para nós, que assistimos ao vivo, algumas dúvidas. Dormir antes do treino/corrida?
Bom, vai depender do horário. Lá na Austrália o martelo bateu em não dormir. Três de la matina é cruel. Se vou dormir antes, nem levanto para assistir. Portanto, vigília completa. E tome sono fora de hora.
Neste ano o chefe do blog não veio para rib's e tenho que assistir sozinho. Meio chato porque adoro xingar algum piloto e é sempre bom alguém ouvir.
O treino?
Legal a observação do chefe do blog sobre carros da GP2. É uma prova de que não basta aumentar o número de carros. Tem que haver qualidade. Infelizmente, tem brasileiro bom de braço sendo xicane ambulante por conta da carroça sem cavalo que dirige.
Para encerrar: já começou a ladainha ferrarista (com certeza) no sentido de se proibir a suspensão da Red Bull. Eles sossegaram o facho em relação à tubulação do ar condicionado da McLaren porque não funcionou como deveria. Senão, estariam dando a grita até hoje.
Afinal, não levaram a prima dona Afonsina para andar atrás da plebe. Ele custou caro e vai ter que ser campeão neste ano. Com gol de mão ou penalti arrumado.....

Pitacos

Breves pitacos sobre a classificação na Austrália:
1) Schuchumy encostou no Rosberguinho. Já era de se esperar;
2) Alonso, seja lá porque razão, deu um coro forte no Massa;
3) Vettel é o cara, mas o Webber também está andando bem. Não é igual ao Vettel, mas correndo em casa pode ser que surpreenda;
Aliás, acabo de ler no blog oficial do Flavio Gomes que já estão desconfiados em relação à suspensão da Red Bull. Isso parece aquela história da suspensão de massa da Renault, em 2006 - que não era bem uma questão na suspensão propriamente dita. O que é parecido é quererem proibir alguma coisa que faz alguém andar mais que os outros.
Outra coisa é que o Schuchumy andou reclamando do comportamento de outros pilotos na pista. Não vi nada. Só vi, no Q1, um emaranhado de carros atrapalhando uns aos outros.
Isso porque tem carros da GP2 andando no meio dos da F-1.

quarta-feira, 24 de março de 2010

SENNA

Muito foi falado sobre as qualidades e humanidades, vamos assim dizer, do Ayrton Senna. Prefiro falar sobre o lado pessoal. Meu lado pessoal. Ele começou a carreira como tantos outros brasileiros e sempre com nossa torcida para que tudo desse certo e que fosse mais um brasileiro a chacoalhar a jaqueira dos gringos. Lembro que, no início de sua carreira, eu o achava meio, digamos, ansioso demais. Para não dizer meio doido. Houve uma corrida na Austrália em 1985 quando ele corria com Lotus em que só não bateu na própria sombra. Naquela época eu era mais o Piquet (ezão). Senna sempre carregou uma teimosia teimosa (ai!) que o levava a tomar certas decisões que significavam um tiro no pé, ou no pneu. Por falar em pneu, muitas vezes, e teimosamente não trocava pneus quando já não conseguia parar na pista. Foi mais ou menos o que acontceu na Hungria em 1987 quando levou aquele drible do Piquet (ezão): não tinha mais pneus e não abria mão em ferrar o outro brasileiro de quem já era desafeto e que disputava o título. Porém, o tempo passou e o jeitão dele foi sendo incorporado ao jeitão brasileiro de gostar dos que se destacam. Tinha um ar de menino desconsolado. Pagou um mico indo ao programa da Xuxa (arghhhh!) quase se declarando ao vivo para a dita. Ao lado disso tudo, corridas memoráveis. Na Tolleman, Lotus (preta principalmente). Conquistou a torcida de vez. Começou a fazer parte da família. Não importava quem tinha razão. Mas, aprendemos a odiar o Prost, o Ballestre, e por aí vai. Essa relação da qual participei intensamente até mesmo escrevendo para jornais espinafrando jornalistas esportivos, transcedeu a esfera esportiva. Senna era nosso irmão e maior amigo. Mas, no fundo é algo inexplicável. O que levou a nação a gostar tanto assim de um piloto de F1? Num país, ainda hoje, de torcedores de futebol. Conversando com aqueles que vem comentar comigo corridas e quetais percebo que não conseguem captar a corrida por detrás da corrida. O rubim sofre com isso. Enfim, o Senna falou a todos. Não importava a classe social, ou o grau de conhecimento do esporte que praticava. A torcida era dele. Daí, veio aquela estranha corrida em Ímola. Passamos o resto do domingo torcendo para tudo não fosse um susto. Mas, eu lembro da enorme mancha de sangue quando o puseram na ambulância. Ela ficou no chão denunciando algo mais grave. Depois, soubemos que foi feita uma traqueostomia ali no chão mesmo. O desconsolo de quem o atendeu na pista era visível. Eu já havia perdido entes queridos, mas o nó na garganta em relação ao Senna não se desmanchou. Ainda hoje, quando a gente vê alguma reportagem as lágrimas aparecem. Acredito que são essas coisas que escapam da nossa compreensão. Dizem que ele acreditava ser um predestinado. Que veio cumprir uma missão. Pois conseguiu. Tornou-se um ícone e uma referência. Por mais que o tempo passe ninguém vai pilotar como ele. Nós acreditamos nisso e, portanto, é fato. Para encerrar: ele tinha dois grandes defeitos. Corintiano e malufista. Ninguém é perfeito.

domingo, 21 de março de 2010

Cinquentão e ainda em forma

Ayrton Senna faria, hoje, como de conhecimento geral, 50 anos de idade.
Eu fiquei até espantado com a repercussão desse fato na mídia especializada. Não imaginei que fariam especiais, homenagens etc. Pensei que seria apenas uma data a ser lembrada.
O próprio blogueiro oficial Flavio Gomes fez uma série em lembrando alguns momentos pouco conhecidos da carreira do piloto brasileiro lá no seu blog.
O Grande Prêmio também fez um especial, mostrando como Senna ainda é referência entre outros pilotos e esportistas brasileiros.
Na verdade, é difícil de entender e explicar como, mesmo depois de tantos anos de sua morte, Senna continua sendo lembrado com uma certa comoção pelas pessoas. Até porque automobilismo não é um esporte tão fácil de entender e acompanhar. Tanto é assim que muitas pessoas não entendem nada do esporte, mas amam Ayrton Senna.
Exemplo disso são os mais de 2 mil comentário ao post do Flavio Gomes em que o blogueio oficial tentou expor seu ponto de vista no sentido de que Senna não era um deus nem um santo, e que deveria ser lembrado pelo que fez na pista. Quando olhei a última vez, tinha 2.304 comentários, quase todos espinafrando o jornalista. No Brasil, dizer qualquer coisa sobre o Senna que não seja um um elogio é mexer em um vespeiro.
Hoje em dia, quase 16 anos após sua morte, Senna é mais do que um piloto que faleceu em atividade. Sua memória invoca um sem número de outras coisas: projeto social, com o Instituto Ayrton Senna; atividades empreenderas de sucesso, com a marca Senna; invoca uma série de emoções que foram associadas à sua imagem, quisesse ele ou não, antes e depois de sua morte.
Para a "equipe" aqui do blog, é sempre complicado falar de Senna, pois somos, inegavelmente, fãs do piloto. É só olhar a "capa" do site. Em alguma medida, a própria existência do blog deve-se a Senna.
Entretanto, Senna foi, antes de tudo, um piloto de corridas profissional. Era o que ele fazia, era para isso que vivia e, consequentemente, moldava seu comportamento para ter sucesso em sua profissão. E ter sucesso no automobilismo, especialmente na F-1, não implica, de modo algum, ser "bonzinho". Muito pelo contrário, há quem afirme que o sucesso na categoria depende de uma dose de desumanização. Senna não fugiu a essa regra, tanto que o único companheiro de equipe do brasileiro que se tornou seu amigo foi Gerhard Berger.
O próprio Senna explica que o ambiente da F-1 implica "ser durão":




De qualquer modo, isso não significa que Senna fosse "mal caráter", ou coisa que o valha. Muito pelo contrário, ele apenas se adaptou às condições de sua profissão e por isso foi muito bem sucedido, tão bem sucedido que é lembrando ainda hoje pelas marcas que deixou no esporte a motor.
Por fim, como forma de homenagem, deixo abaixo o depoimento de David Crabtree, segundo mecânico do carro de Senna em 1993. O depoimento de Crabtree é interessante porque é um homem que trabalhou diretamente com Senna nos tempos de McLaren, mantendo com ele uma relação profissional. Pode-se dizer, então, que Crabtree conheceu muito bem o piloto Ayrton Senna. Suas palavras, pronunciadas antes da morte do brasileiro, não estão contaminadas pela comoção das condições de seu falecimento.
A frieza britânica deixa entrever a admiração do mecânico por seu piloto:




Em seu quinquagésimo aniversário, é assim que gosto de lembrar de Senna: como o melhor piloto de sua geração, que encantava por sua perícia, bravura e determinação pelas pistas mundo afora.

terça-feira, 16 de março de 2010

ULTRAPASSAGENS

Por uma feliz coincidência assistimos, no sábado dia 13, uma corrida de F-1 de 1980 lá em Brands Hatch, Inglaterra, puxada da infernal inter pelo chefe deste blog. Como neste ano, não havia paradas para reabastecimento, somente permitida a troca de pneus.
Nesta corrida os carros Ligier eram os mais rápidos (muito mais rápidos, por sinal), mas tiveram problemas e abandonaram. Problemas com furos de pneu. Para constar, Alan Jones (Williams) em primeiro, Piquet(ezão) (Brabham) segundo e o Carlos Reutemann (Williams) em terceiro.
A corrida não teve grandes ultrapassagens, mas, foi emocionante pelas quebras, paradas de boxes e os carros andando relativamente juntos. Infelizmente, o Emersão levou 'centas voltas dos líderes por conta de seu carro ser movido a pedal.
Tudo para dizer que já andam reclamando do novo regulamento da F1. Onde estão as ultrapassagens?
Oras, a graça em corrida sem reabastecimento é justamente a tática que o piloto tem que adotar em função do carro estar muito mais pesado no início da corrida. Sou contra a parada obrigatória em função do uso de dois tipos de pneus.
Penso que a troca deveria ser livre. Quem pode mais gasta menos pneu e, numa dessa, leva o troféu para casa.
As ultrapassagens ocorrem mais pela diferença dos carros (uns mais velozes e confiáveis) do que em função do regulamento. Domingo, naquele país desértico, distante, com petróleo saindo pelas torneiras aconteceu mais ou menos a mesma coisa. O Vetor dançou em função do motor. E, o Afonso disse a que veio. Já vou adiantando que torço pelo Vetor e em segundo lugar pela prima dona do Afonso. Ele é um chato, mas manda bem no da direita.
Querem ver ultrapassagens?
Coloquem o grid de ponta cabeça. O Senninha largaria em primeiro e em meia volta já teríamos mais ultrapassagens que em todo o campeonato passado.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pelo menos a publicidade...

Muito boa a campanha publicitária para o GP do Brasil de 2010. Mas, será que vai ter assento na arquibancada este ano?




Já era sem nunca ter sido

E a USF1 foi para o saco. Conforme anunciado pela Autosport, os funcionários do time que restaram foram todos demitidos nesta terça-feira, dia 2 de março.
Estava meio na cara que isso aconteceria. Um dos sócios, Peter Windsor, é (ou foi, não sei bem) jornalista - era editor da F1 Racing, revista inglesa. Os EUA não têm o menor interesse por F-1 e pescar patrocínio por lá seria difícil. Nem mesmo os pilotos norte-americanos têm interesse na F-1. Danica Patrick chegou a declarar que não correria na categoria, pois não queria mudar para a Europa.
Aliás, eu desdenhei quando Peter Windsor falou que Danica era muito para correr na USF1. Para mim, na época, a mocinha deveria agradecer qualquer oportunidade de sentar em um carro de F-1.
Parece que eu errei nessa. Danica é infinitamente maior do que a USF1 foi... sem nunca ter sido.