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domingo, 29 de março de 2015

DE VOLTA!

A corrida de F-1 lá onde Judas perdeu a Malásia foi emblemática. Pena que perdi a intimidade que proporciona uma corrida de madrugada assistindo de manhã, no horário alternativo como eles dizem.
Dois arrependimentos: a perda da ação real e aguentar abobrinhas e informações erradas. Coisas básicas como qual piloto está parando nos boxes. E a cereja do bolo. Vetor se esgoelando dentro do carro depois de uma vitória brilhante e os Kicos litos desafazendo da façanha falando em cima da comemoração. Perdemos o pimpolho falando a língua aleitaliana.
Evidente que algo estranho aconteceu para que dona Mercedes elaborasse uma estratégia tão amadora no decorrer da prova. Eu diria que foi a soberba. Sabendo que tem um carro fodão pensaram que a liderança de mamã Ferrari na pele do menino Vettel fosse mais um traque de salão.
Quando o filho do Eric defecou por excesso de entusiasmo provocando um carro madrinha (desnecessário na minha opinião) na volta quatro chamou seus dois pilotos para troca de pneus.
Um monte de gente permaneceu na pista. Inclusive Vetor que abriu um sorriso e uma distância que permitiu a ele vislumbrar não um segundo lugar mas a vitória. Deu no que deu.
Por fim, na última troca colocaram pneus duros no carro de Hamiltão provocando até uma reclamação do inglês uma vez que seria mais difícil descontar a distância para Vetor. Deu no que deu.
Tem gente que vai dormir de orelha quente na equipe lemã.
Quanto ao outro piloto de dona mercedes: alguém precisa avisar roseberg que o campeonato já começou.

                                      
Filho do Eric todo pimpão fazendo a dancinha da brita

A corrida ficou legal, no entanto, depois do erro primário do Filho do Eric quando vários pilotos resolveram não trocar pneus embaralhando a corrida. Penso que dona Williams deveria ter deixado pelo menos um de seus pupilos na pista. Pois era evidente que tomavam pau dos vremeios de mamã Ferrari. Lógico, aqui de fora tudo parece claro e evidente. Não sabemos o que se passa lá no turbilhão. 
Sei que massinha de modelar teve um apagão (um choque?) durante segundos suficientes para ser ultrapassado por vários carros. E, no fim Botinas enfiou a bota no da direita e chegou na frente do brasileiro ultrapassando-o na última volta. Má que respeitar os mais velhos que nada.
Bom, quanto ao resto.
Incrível Hulk deu uma bicada no carro de Kuajato quando estava numa carnificina com os carros da Red Vermelha de Vergonha. Ricardo Sorriso Nem Tanto passou pelos dois. O verdão sem noção foi punido. Seu companheiro de equipe, Força Aí Índia, Chapolin Perez também foi punido (para "alegria" do bar da Índia) porque deu uma ligeira bundada em Romã da Granja tentando proteger a posição. Acho que essa punição só aconteceu porque Chapolin está sempre presente no quesito "quem bateu em quem?". Não foi tão abominável assim.
Nada que já não vimos em outras edições.


Quanto ao outro Felipe. Nariz infelizmente está se tornando uma pedra no sapato de quem está por perto dele no início da corrida. E, outra vez ele se encontra com Vodkanem. Vejam, que barbeiragem cometeu. Vodkanem foi obrigado a dar uma volta inteira com três rodas. E, ele teve o nariz quebrado.
Nariz, tomou um cacete de seu companheiro, o Filho do Eric, o fim de semana inteiro. É a pressão? Não sei.
Mas, precisa aprender a ser mais cauteloso.
Kiwi Vodkanem fez um corrida do cacete. Quando entrou o carro madrinha não conseguiu alcançar o pelotão porque agora tem essa porra do carro madrinha virtual. Não podem passar de uma determinada velocidade. Ele e Nariz (que foi obrigado a trocar o nariz do carro) ficaram bem para trás. Mas, o finlandês parece motivado e acabou num belo quarto lugar. E, merece uma cerveja pela façanha. Sabemos que iria tomar cervejas de qualquer modo. Mas, com motivo é melhor ainda.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Isso tem que parar

A temporada começa de um jeito muito amargo. Na Austrália, foi a coisa toda entre Massa e Alonso. É óbvio que a intensão da equipe era inverter a posição entre os dois. Adiantar o pit-stop de Alfonso é uma coisa, mas segurar Massa na pista por mais três voltas, quando o brasileiro perguntava pelo rádio se não seria melhor parar - e qualquer telespectador via que era melhor parar -, foi, claramente, uma manobra programada para que as posições se invertessem sem maiores dores de cabeça para o Mimadinho Alfonsinho, a Prima Dona.
Daí vem a Malásia. Eu estava preparado para ficar acordado até às 5h da manhã e ver 40 minutos de corrida, pois choveria em seguida, depois não teria luz para continuar, e aquela merda de todos os anos. Mas não foi assim. Fiquei animado de ver a briga entre Vettel e Webber e, naquele memento, achei a conduta da Red Bull exemplar, ainda mais em contraste com as ordens explícitas do bandido Ross Brawn na Mercedes.
O desfecho já é conhecido: Vettel ganhou lindamente, mas não podia ganhar, Hamilton levou o carro cambaleante até o fim, mas deveria estar atrás do Rosberg, e tudo isso vem dando muito o que falar. Até John Watson ressurgiu das cinzas irlandesas para dizer que Vettel deveria ser suspenso pela equipe. O alemão ganhou três títulos em três anos, com 27 corridas vencidas na carreira. Naturalmente, com esse histórico e com tudo o que ganhou para a equipe Red Bull, suspender o cara é o mais indicado. Tenha dó, Watson.
Tenho vários amigos que me dizem: "se o Senna estivesse no lugar do Massa, você acha que ele se sujeitaria a escoltar o Alonso?" A resposta é que é óbvio que não. Se o Senna fizesse o que o Vettel fez, seria um herói nacional. Mas não foi o Senna, foi o Vettel.
Acontece que a Ferrari, ainda no tempo do Comendador, se colocava acima da competição entre os pilotos. É conhecida a história de que o Comendador em pessoa teria pedido para que Gilles Villeneuve não brigasse pelo título com Jody Scheckter e foi assim que um dos maiores ídolos da F-1 e da Ferrari morreu sem vencer um campeonato.
Esta cultura de "equipe acima dos pilotos" se institucionalizou na década de 90 quando uma corja de bandidos salafrários tomou conta das equipes de ponta. Na Ferrari, a quadrilha formada por Luca di Montezemolo, Jean Todt, Ross Brawn, Rory Byrne e, posteriormente, Michael Schumacher manipulava a posição de seus carros pista. Gente como Flavio Briatore e Tom Walkinshaw, que não tem qualquer ligação com o esporte, bárbaros fazedores de dinheiro sem nenhuma compreensão sobre a nobreza do esporte, comerciantes procurando diversificar seus investimentos e lavar o que havia de sujo, passaram a comandar equipes vencedoras ou potencialmente vencedoras. É conhecido o golpe que Walkinshaw deu na Arrows, o que, inclusive, atrapalhou fundamentalmente a carreira de Enrique Bernoldi.
Não existe qualquer razão esportiva para não deixar os carros da mesma equipe brigarem na pista. O que a equipe quer preservar é o seu patrimônio e o lucro dos seus acionistas. Nada mais. Por isso, essas ordens de "não passe", "não brigue", "fique na sua", "cuidado com os pneus", "não assuma o risco", são pura bandidagem, fruto da estratégia de maus elementos que tomaram conta do esporte.
Então, o menino vai lá e desobedece a equipe. Antes de tudo, o piloto é educado para pilotar visando vencer. Nenhum moleque vai andar de kart para não brigar para vencer. O instinto que te leva a sentar em um automóvel de competição é ir o mais rápido possível e mais rápido que todos. E, então, quando ele se torna o mais rápido, o mais rápido de todos, a própria equipe o pede para poupar, ficar atrás, levar o carro de volta para a garagem.
Imaginem um jogo de futebol em que os times combinassem que jogariam sério até os 25 minutos do segundo tempo. Dali em diante, porque estava fazendo muito calor, eles tocariam a bola até o fim, sem correr muito, sem cansar, o resultado ficaria como estivesse. Todo mundo ficaria indignado, mas é exatamente isso que tem acontecido no esporte a motor.
O carro é um instrumento para o talento do piloto; a equipe é, nada mais, que um instrumento para o piloto. Ser piloto de Grand Prix sempre significou correr para ser o mais rápido, para vencer e, então, levar o nome da equipe ao prestígio. Mas sempre, ao longo da história, o nome do piloto vencedor aparece em primeiro plano e, só depois, é que se vai olhar qual a escuderia. Repito: em Grand Prix, a equipe é instrumento. Se a ideia não é essa, que coloquem os pilotos para correr no mesmo carro, como acontece no endurance. Enquanto não for assim, quem vence é o piloto, quem briga é o piloto, quem põe seu pescoço à prova toda corrida é o piloto, o risco é dele, e a única coisa que compensa isso tudo é a vitória. Se o indivíduo mais rápido vai ser privado de brigar para vencer e concordar com isso, melhor é mesmo ir vender pastel na feira ou jogar golfe.
A F-1 tem seus bandidos e alguns estão nomeados acima. Sebastian Vettel não é um deles.

"If you no longer go for a gap that exists, you're no longer a racing driver". 

segunda-feira, 25 de março de 2013

ESTA DANDO O QUE FALAR

A desobediência de Vetor está dando o que falar. Até o pessoal dos toro vremeios ficaram ligeiramente putos com o menino impertinente.
Vamos voltar ao assunto.
Mas, por ora a gente se diverte com nosso querido Uéber mostrando o dedo médio para o Vetor.
Notem que nem se o alemão estivesse olhando no espelho veria a falta de educação de seu companheiro de equipe.
Meio escondido tal e coisa.
Seria mais produtivo o australiano arrancar o sutiã no pódio e chicotear Vetor faminto.
Ui!!


domingo, 24 de março de 2013

MALÁSIA

O LAMBÃO DA CORRIDA

Terminado o GP da Malásia vamos aos comentários temperados pelo sono devido acordar de madrugada.
No vídeo (e para noooooossssa alegria) o lambão da corrida.
A atitude de prima dona, em ficar na pista com a asa dianteira ferida, mostra que o sujeito não tem respeito pelos companheiros de profissão. A peça, arrastando no chão, poderia se soltar provocando um acidente grave pela proximidade dos carros. Afinal, era a primeira volta. 
No entanto, o mimadinho resolveu arriscar esperando a pista secar mais um pouco e efetuar uma troca de pneus e asa dianteira. 
Não deu certo e acabou atropelado pela própria asa. 
Vale dizer que ele largou bem e estava em segundo atrás de Vetor quando cometeu a barbeiragem em bater na traseira do alemão que tem a bunda dura e nada sofreu.
Alguns globais, por incrível que pareça, primeiro disseram que Vetor pode ter freado antes do tempo e por isso levou uma pimba. Depois insinuaram que Uéber teria tocado no dito. Pelo menos Luciano Burp desmentiu tudo isso, ajudado pelas imagens que não deixaram dúvidas sobre a barbeiragem. 


SAUDADES DE CASA

O momento cômico. Hilário Hamilton faz sua primeira parada nos boxes da .... McLaren. Os frentistas de luxo morrendo de rir, naturalmente, mandam o pimpão trocar óleo em outro lugar. De preferência em sua própria equipe, dona Mercedes.


VEXAME

Dois vídeos que valem por um. Parece replay mas, a escuderia que está à beira da falência mostra o porquê.
Força aí Índia, que não Resta nem Sutileza.
Pelo que informaram houve um problema na junção do parafuso da rebimboca que estolou a porca.
Nos dois carros. Acho que, na verdade, não pagaram a conta da pistola pneumática. 


Nestas horas fico imaginando o rosário de palavrões desfiado pelos pilotos. Até na língua venusiana.

A RODA IÔ-IÔ ESTÁ DE VOLTA!!!

Lembram da roda iô-iô relatada aqui?
Pois a McLaren retornou com o projeto. A "vítima" é o mesmo Butão de antes. Desta vez ele nem saiu da área dos boxes. Pelo visto o projeto continua aquela merda.


Para completar: novamente não tivemos os malucos de primeira volta. É uma pena porque a gente tem mais assunto quando pedaços de carros saem voando.
Sim, Pastor sem ovelhas deu uma escapada e perdeu um pedaço da asa, mas não é a mesma coisa.
Tivemos grandes pegas. Por exemplo, entre Uéber e Vetor pela liderança nas voltas finais. Tudo muito dentro da lisura. Uéber ficou naquele mimimi na área de refresco dos pilotos antes do pódio (ele foi segundo e Vetor primeiro). Mas, sem razão alguma. Vetor, tal como a Heidi é faminto.
Rose Bráu lembrou os tempos em que era um dos mandões da mamã Ferrari e ordenou ao pobre Roseberg que sossegasse o facho ficando atrás de seu companheiro Hamiltão apesar de estar mais rápido Tanto que Hamiltão disse, após a corrida que Roseberg deveria estar em seu lugar. Com isso, o alemão ficou em quarto na corrida e Hamiltão o terceiro.
Diga-se de passagem que dona Mercedes colocou seus carros para sambar. Fizeram excelente corrida tendo em vista os tempos de Shushu magro.
Kiwi Vodkanem ficou atrapalhado pelos atrapalhados pilotos intermediários e acabou em 7º atrás do Romã da Granja. Levou até uma tocada de roda do incrível Hulk. Foi muito feio da parte do verdinho.
Ah! Faltou o novamente festejado massinha de modelar. Ele correu como se mimadinho Alfonsinho estivesse na pista. Ou seja, ficou escondido a maior parte da corrida. No final da corrida alguém avisou "cara, você pode mostrar serviço". Então, trocou pneus e fez um grand finale. Uma ultrapassagem por fora sobre incrível Hulk (se não me engano) mostrando grande senso de oportunidade, uma vez que Hulk brigava com Vodkanem pela posição.

sexta-feira, 22 de março de 2013

ONDE ESTÁ A GRAÇA?

Está por pouco o início do treino oficial para o GP de F1 onde Judas perdeu a Malásia num calor que lembra Rib's. Será num horário de Brasília bem legal. Cinco de la matina.
A tônica que domina o grid no entanto são os pneus de farinha preta que a Pirelli leva para os GPs o tempo suficiente para os fãs começarem a detestar esta marca. Não lembro, confesso, desde quando o duende mor da F1, Berne Aquistone, introduziu a ideia de trazer mais emoção com pneus que desmancham.
Uma merda de ideia por sinal.
Estou lendo comentários, reclamações dos pilotos e tudo o mais sobre a dependência química dos carros em relação aos pneus.
Dizem alguns que não haverá sapatos suficientes para a corrida inteira tamanha a degradação.
Sim, sabemos que haverá. Basta andar beeeemmm devagar para economizar os ditos.
E onde está a graça?

pode escolher qualquer um para equipar seu F1. Todos são uma grande merda

segunda-feira, 9 de abril de 2012

QUASE ESCANCARADO

Sou um cara cético. Herdei esta característica do véio Mero.
Mas, tinha um cunhado, já falecido, que ganhava de goleada.
Para ele tudo era armado.
Futebol, corrida de cavalo, automobilismo, política, culinária, jogo de bicho (jogava em dois sorteios diários aqui em Rib’s), concurso de moda, festival de música, e por aí vai.
No campeonato de 1984, quando Mickey Lauda venceu o nariz Prost por meio ponto, tivemos um inesquecível debate etílico na arquibancada do glorioso e atual bostado time do Botafogo de Rib’s.
Naquele tempo muitas tardes de domingo eram passadas nas arquibancadas do pantera.
Ele dizia que todo mundo deixou Mickey (vulgo Niki) passar para conseguir os pontos suficientes para ser campeão. Seu principal concorrente nariz Prost ganhou e não levou.
A discussão, debate, só acabou quando alguém de saco cheio dos nossos silenciosos argumentos posicionou-se a favor de meu cunhado. Eu, então, resolvi beber mais um copo de cerveja sentadinho na arquibancada. Naquele tempo era permitida a venda de cerveja nos estádios. Em copos descartáveis. Eram descartados arquibancada abaixo, diga-se de passagem.
Eu tento acreditar que algumas coisas são armadas no calor do momento e não casos pensados de inicio.
A última corrida de F1, por exemplo. Lá onde o Judas perdeu a Malásia. Todos diziam que a Ferrari tinha um carro assim e assado. No entanto, a prima dona sai líder do campeonato.
Muuuuito estranho.
A corrida foi estranha. Que o Uéber nem tenta passar o Fernandinho é fato. Passou num desses pit stops. Agora, Hamilton nada fez. Só para citar um que não teve imprevistos durante a prova.
Já cansamos de comentar sobre a atitude da Sauber e o Chapolin Perez.
Agora o site Autosprint informa que mamã Ferrari irá copiar dispositivos do carro (de quem?) Sauber para tentar melhorar a suposta porcaria que criou para o atual campeonato.
Tem até uma montagem fundindo os dois carros. Vejam a foto chupada do site.
Curioso nénão?
Ainda mais que as Sauber usam motores “abençoados” por mamã Ferrari.
Lembrando que várias equipes andaram se enroscando em acusações de plágio.
Até mesmo equipes nanicas como HTR, ou TRH, ou RTH escolham, processou a Katarrã, um laboratório cata-vento, e a Força Aì Índia por um suposto plágio.
Enfim, toda vez que nós (eu e o chefe do blog) pulamos para cima duvidando da lisura da F1, a rainha da mansão, irmã de meu cunhado (dããã) murmura laconicamente “tem gente que assiste”.
Com razão a relatora.

domingo, 1 de abril de 2012

México Lindo

Há séculos atrás, existia o GP do México de Fórmula-1 que ocorria no onduladíssimo traçado do autódromo Hermanos Rodriguez. Os hermanos em questão são Pedro e Ricardo Rodriguez - ambos, obviamente, mexicanos -, que competiram na F-1 com destaque nas décadas de 60 e 70.
A última vitória de um mexicano na história da F-1 foi, justamente, de Pedro Rodriguez, no GP da Bélgica de 1970.
No entanto, de lá para cá, a maior contribuição do México para o automobilismo foi o referido autódromo.


O traçado, encrustrado na cidade, tinha uma das mais belas curvas da F-1 (com um dos melhores nomes de curva também): a lendária Peraltada.
A curva, que levava à reta de chegada, tinha uma leve inclinação e era contornada com velocidade incrivelmente alta. Alguns belos momentos da história das corridas foram protagonizados ali:



Houve, também, momentos perigosos:


Alguns eventos inusitados aconteceram no GP do México, como a dor de barriga de Riccardo Patrese, em 1991 - o italiano, apesar dos incômodos no aparelho digestivo, venceu o certame; em 1986, Nigel Mansell também teve caganeira, mas na hora da largada: o inglês não conseguiu arrancar no momento do sinal verde e perdeu pontos importantes que lhe custariam o título daquela temporada.
É comum que associemos México àqueles dramalhões que o SBT passa no fim da tarde, como Maria do Bairro, e coisas assim. A própria história dos irmãos que dão nome ao circuito comprova que uma dose exagerada de emoção é própria da genética deste povo: ambos morreram na pista, pilotando.
A primeira vitória de Gerhard Berger na F-1, ocorrida no GP do México de 1986, teve um desfecho digno de novela. Ninguém sabia ao certo se o austríaco teria que parar ou não para botar borracha nova em seu Benetton. No fim, venceu por não parar para a troca e por conta dos problemas com Johanson e Patrese.




No último domingo, no GP da Malásia, o México voltou a ser o centro das atenções automobilísticas quando Sérgio Perez perseguiu implacavelmente Fernando Alonso, tirando 1,5s por volta, até receber o fatídico aviso pelo rádio de que deveria ter cuidado ao tentar a vitória. O mundo inteiro querendo ver o menino acabar com a Prima Dona e o merda do engenheiro pedindo cuidado. Que cuidado? O sujeito estava 1,5s por volta mais rápido, passar, nessas circunstâncias, é só questão de ter calma.
Depois de que um cara aí se esborrachou no muro para a Prima Dona ganhar o GP de Cingapura de 2008, eu não duvido de mais nada e não é absurdo pensar que a escapadinha do Perez no fim da corrida foi calculada para não ameaçar mais o mimadinho da mamã Ferrari. Todo mundo ventilou a hipótese de armação. O Luís Fernando Ramos, que entende do riscado, disse que não foi, não. Seja como for, ficou uma coisa estranha no ar.
Tudo indica que o mexicano substituirá Felipe Massa no próximo ano na equipe italiana. É uma pena. Servirá de escudeiro da Prima Dona e, caso o espanhol seja campeão por antecipação, poderá brigar por uma duas vitórias por ano como concessão da equipe e do Banco Santander pelos bons serviços de escudeiro prestados ao longo da temporada.
Assim, o resultado do GP da Malásio pode ter sido triste, na medida que pode significar que o Perez já sucumbiu aos mandos e desmandos dos homens de vermelho. Por outro lado, podemos pensar que, pelas mãos e pés do piloto, o México voltou ao cenário automobilístico e que o país, com suas paixões escabrosas e absurdas, continuará lindo, lindo.

segunda-feira, 26 de março de 2012

CALMA LÁ

Antes de mais nada lanço comentários sobre a atuação do Sergio Perez que da noite para o dia entrou para a galeria dos heróis ao "quase" vencer o GP da chuva lá onde o Judas perdeu a Malásia.
Vinha o Serjão todo babento para cima da tal da gostosa da Glória. Bastava ultrapassar o impassável mimadinho Alfonsinho e sua Ferrari que anda e dizem que não anda.
Motivos não faltavam. Nunca a Sauber ganhou uma porra de corrida (não com esse nome), faz um zilhão de anos que um mexicano não ganha uma porra de corrida.
Meninos, a hora era "H".
Havia uma página em branco no livro da história esperando para ser escrita pelo Sergio Perez.
Então, entra um cretino no ar e diz que que tome cuidado. Precisamos desse lugar.
Ou seja, fique quietinho em segundo.
Como discípulo de Chapolin Colorado Perez deve ter pensado: "e agora? Quem poderá me ajudar?"
Na dúvida acabou perdendo a concentração deu uma volta fora da pista e não encontrou o pique novamente. Fez o que se espera de piloto cuzão. Obedeceu ordens e não escreveu uma fantástica página da história.
Estou lendo por aí que a ordem não foi cifrada. Era porque outras equipes em luta contra a Sauber estavam bem colocadas. Tá bom. Então por que não disseram a ele que maneirasse bem antes quando o segundo lugar já estava garantido? Só enviaram a mensagem quando a ultrapassagem se mostrou inevitável
Dizem também que a Sauber paga pelos motores e não depende de favor de mamã Ferrari.
Essa é risível. Paga e pode receber um monte de motor bichado.
Enfim, rola também que massassinha vai levar um pé na bunda e ceder o lugar para o piloto mexicano.
Azar dos dois. O brasileiro vai para casa, ou correr pela Sauber, e o mexicano vai comboiar a prima dona Alfonsina.
Enfim, pelo menos entendi o que significa o NEC no carro do mexicano.

NECAS DE PASSAR O ALONSO.

domingo, 25 de março de 2012

"Be careful...

A Ferrari fornece motores para a equipe Sauber.

... we need this position".

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Absolutamente terrível

A corrida do úlitmo fim de semana foi interessante, movimentada. Terrível mesmo foi o horário para nós brasileiros.
Existem pessoas que dormem, dormem bem, dormem cedo. Acordar às 5 da manhã, para elas, talvez não seja lá um grande problema.
Existem pessoas que não dormem tão bem, ou que simplesmente não dormem diante de mínimas perturbações. Certamente, estou entre essas pessoas. O GP da Malásia significou, para mim, duas noites sem dormir.
Claro que a culpa não foi da corrida. Mas teríamos pegado no sono lá pelas 4, 5 da manhã, se não tivesse o GP.
Seja como for, não sei se gosto dessa coisa de pneus que esfarelam, asas que mexem e sistemas de reaproveitamente de energia. Oitocentas e trinta e sete paradas no boxe é muito. A corrida fica agitada, mas é artificial. Nada está acontecendo de verdade, só que os caras estão parando no boxe.
Foi mais ou menos o que aconteceu quando ressurgiram com a história do reabastecimento durante a corrida. O máximo de emoção que aquele sistema trouxe foi o carro do Verstappen pegando fogo, em 1994.
Fato é que o Kid está sentando a bota e os meninos da McLaren também. Petrov voou, mas quem chegou ao pódium, desta vez, foi o Niki Heidfeld - o que, de novo, me faz imaginar o que seria se Kubica estivesse sentado no bólido preto e dourado.
Chegar a frente de Alonso foi importante para Massa, ainda mais se considerarmos que a equipe tentou colocar ordem na casa no primeiro pit stop, quando seguraram o brasileiro por mais tempo devido a um "erro" do mecânico.
A Prima Donna, por sua vez, teve um momento embaraçoso ao acertar a traseira de Hamilton. Aliás, esse último não merecia punição nenhuma, não.
A Williams teve um fim de semana muito fraco, muito abaixo das expectativas. Ambos os carros abandonaram e parece que a equipe tem um bom tanto a remar para ficar na zona de pontuação nas próximas provas.
O que mais? Não lembro o que mais. Ah, sim, Mark Webber. Bom, eu ainda acredito. Mas, estou achando que ele mesmo está próximo de não acreditar mais. O Kid impressiona.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pode?

Foram lá e acharam um doidão na Malásia que tem uma tatuagem enorme em homenagem ao Schumacher. A foto do doidão está abaixo, e a reportagem pode ser lida aqui.
Bom, eu poderia ficar aqui e discutir o sentido da vida, o vazio das pessoas que se dedicam inteiramente à veneração de alguém ou alguma coisa... mas eu tenho que trabalhar e o café está esfriando.

Foto: globoesporte.com

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Reabilitação

Tenho sérios problemas com corridas. Não consigo ficar sem assistir, sem ler a respeito, sem comentar. Parece que é uma questão genética que gera predisposição a esse vício.
Nesse último final de semana, contudo, tive que me comportar de forma mais normal. Pela primeira vez em duzentos e trinta e dois anos, deixei de assistir a um treino oficial, que ocorreu na madrugada de sábado.
Antes de dormir, pensei: "não tem importância. Eu acordo e assisto sem som mesmo". Mas logo tomei consciência que, naquele apartamento, só o fato de me mexer iria acordar metade da casa. Não acordei, não assisti o treino.
Uma sensação terrível. O dia todo angustiado. "Quem fez a pole?" Ninguém podia responder. Na verdade, não havia uma única alma preocupada com isso.
No sábado, já estávamos planejando: "um dorme na cozinha, outro no banheiro, alguém na sacada, aí ninguém será atrapalhado quando acordarmos para ver a corrida". Então, veio a ideia genial: por que não assistir no salão do prédio? Uma solução simples e salvadora.
Tivesse tido a ideia 24 horas antes, não teria passado um dia na fissura...