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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Concordo

Mais uma sobre a proteção pro cucuruto adicional ao capacete. 
Olha, é difícil que eu concorde com o Alfonso. Ele tem razão, contudo, quando afirma que a F-1 não precisa de heróis
Aí, ele continua dizendo que devemos confiar plenamente na decisão da FIA. Deste ponto, discordo. Claro que não. Alonso puxa-saco do caramba. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

É ITALIANO OU NÃO?

Outro que desmente o que foi dito em relação ao chocante acidente é El Mimadon.
Agora, seu caso é mais grave.
Desmente tudo o que dona McLaren disse. Falou que vento algum iria fazer o carro derivar daquela forma, o que está certo. Vento não cola. Tenha dó.
Não ficou inconsciente com a batida. Também mais coerente, caso não tivesse levado um choque.
A batida não foi nada tenebrosa.
Não perdeu a memória. Portanto, não acordou em 1995 e não falou italiano.
Tenho a impressão que preferiu abrir o jogo para dar mais um sufoco em Ronron Pênis que admitiu ter mentido num primeiro momento sobre o acidente.
Não sou nem um pouco fã dele mas, gostei da suposta sinceridade.
O problema é que, enquanto isso na caverna do dragão, ninguém explica a batida.
"não acordei em 1995. Acordei em 1983

segunda-feira, 23 de março de 2015

NUM FALEI?

Num post aí atrás falei que Mimadon iria aproveitar a onda do choque e não participar da roubada que vai ser o campeonato pela McLaren e o pum atômico japonês que mais parece um traque.
Irá todo fim de semana na encruzilhada "trabalhar" para que um dos dois pilotos de dona Mercedes seja defenestrado para assumir todo pimpão um dos cockpits.
Estou lendo em blogs de gente grande que pode ser que tal coisa realmente aconteça. Quero dizer, ele não correr este ano.
Como está gravado irei bradar aos quatro ventos interneticais "num falei"?
levanta a mão quem vai faltar neste ano

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Queimem os motores elétricos!

A história do vento de través é difícil de engolir, mas se a razão para o acidente de Fernando Alonso, el Mimadón, em Barcelona, foi um choque elétrico do próprio carro, dificilmente iremos saber. 
A categoria investiu cifras gigantescas no desenvolvimento destas "unidades de potência" mistas, um pouco combustão interna, um pouquinho motor elétrico e recuperação de energia. Pretensamente, isto tem a ver com deixar a Fórmula-1 mais "verde" e ecologicamente correta. 
Não sou especialista na coisa, mas parece uma estupidez pensar que algo coisa movido à bateria possa ser bom para o meio ambiente. Claro, não solta gás, mas, um troço que é metade lata - ou a versão contemporânea da lata -, metade bateria, é terrível. Não vai poluir enquanto estiver em uso, mas qual o destino da bateria quando sua vida útil termina? 
Se, de fato, Alonso bateu em razão de um choque elétrico, este seria um golpe violento nesta ideia que a indústria faria de tudo para abafar. Marcas envolvidas na F-1 estão desenvolvendo há algum tempo seus supercarros movidos parcialmente à eletricidade. Compra-se a ideia da energia limpa, mas ninguém vai querer andar em uma cadeira elétrica. 
Nesta, eu acompanho o Jeremy Clarkson, que não é nada política ou ecologicamente correto: deveríamos ter enfiado este caminhão de dinheiro não em baterias, mas no hidrogênio. 


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Muda o discurso?

Pai Renatão profetiza (lá vem...): neste ano, a babação global em torno de Fernando Alonso vai ser amenizada. O patrocinador de tudo quanto é Grande Prêmio, da própria transmissão da Rede Globo e que vinha acompanhando Alfonso onde quer que ele estivesse, não migrou com ele para a McLaren. O Santander ficou com a Ferrari. Com isso, pode ser que com a Ferrari fique o oba-oba acessório ao que se desempenha em favor dos pilotos brasileiros. 
Vamos esperar para ver. Pai Renatão costuma dar muita bola fora.  

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Entre carro e cabeça

Após conquistar quatro títulos mundiais em sequência entre 2010 e 2013, o Sebastian Vettel de 2014 teve atuações apagadas e ficou muito longe da performance que o colocou entre os maiores campões da história da Fórmula-1. Além de deixar de ter nas mãos um carro verdadeiramente vencedor, foi surrado por seu companheiro de equipe, o australiano Daniel Ricciardo, que venceu três corridas ao longo do ano, terminando a temporada com larga vantagem sobre Vettel na pontuação.
O campeonato ruim fez algumas dúvidas surgirem sobre a própria capacidade de Sebastian como piloto. Os grandes campeões não passaram por isso; pior, Fernando Alonso, apontado por boa parte da mídia especializada como o melhor piloto do atual grid, não teria passado por sufoco deste tamanho com qualquer companheiro de equipe ao longo de sua carreira. A baixa performance de Vettel associada ao massacre de Alfonso sobre seu companheiro de equipe Kimi Raikkönen fomentou a ideia, feita divulgar pelo próprio Alonsito e seus fanzitos, de que o espanhol é um injustiçado e só não tem mais títulos na F-1 pela incompetência ferrarista. 
Antes de tudo, comparações entre Vettel e Alonso, neste momento, ainda tendem a ser imperfeitas. São pilotos em momentos muito diferentes na carreira, já que Vettel é significativamente mais jovem e ainda em ascensão, enquanto Alonso é mais experiente e já há alguns anos está com pressa para achar um bom assento que lhe garanta a volta às vitórias antes da aposentadoria. Em suma, Alonso é experiente sem estar ultrapassado, enquanto Vettel ainda não atingiu a plena maturidade enquanto piloto. 
No entanto, pode-se cogitar uma comparação interessante se olharmos os momentos em que cessaram as sequências de títulos do espanhol e do alemão. Em 2007, após ser campeão em 2005 e 2006 pela Renault, Alonso penou com seu jovem companheiro de equipe Lewis Hamilton na McLaren. Por sua vez, Vettel apanhou feio de Ricciardo após o tetra. Acredito que a semelhança entre as duas situações está na menor experiência do companheiro que antagonizou um campeão, sofrendo menor grau de pressão, justamente em razão da falta de compromisso com os resultados. 
No caso de Vettel, o que chama atenção é o abismo que se abriu entre ele e Ricciardo -  o que não aconteceu na disputa acirrada entre Hamilton e Alonso. Parecia que o australiano havia incorporado o melhor de Vettel em sua própria pilotagem: o controle perfeito do ritmo de corrida e do desgaste de pneus para levar o carro ao máximo de sua eficiência. Ricciardo fez com naturalidade o que Vettel lutou para não conseguir. A rodada no GP da Hungria, com pneus desgastados, enquanto Ricciardo rumava para a vitória, foi um momento significativo da diferença entre os dois companheiros.
Seria Vettel, então, uma fraude? Há, por aí, uma série de opiniões a este respeito e todas valem o quanto custam - inclusive a minha: absolutamente nada. Hoje, ainda considero Vettel um dos melhores pilotos que vi correr. É impossível, entretanto, saber como o resto de sua carreira será. Daqui alguns anos, suas belíssimas atuações podem ser lembradas, apenas, como resultado de um projeto magnífico levado a efeito por Adrian Newey e sua equipe. 
Não creio, reitero, que Vettel seja uma farsa automobilística. Para tentar explica seu péssimo 2014, acho significativa a declaração de Christian Horner informando que Vettel considerara encerrar sua carreira em razão da insatisfação com os rumos assumidos pela F-1 neste último ano. Se o sujeito está tão infeliz com seu ambiente de trabalho, é normal que seu rendimento caia, não importa qual a atividade realizada. Digo por mim, com as minhas recorrentes "crises de meio de semestre", quando penso em jogar tudo para o alto e procurar um emprego que me permita jantar antes das 23h. 
Aventou-se, também, o cansaço em razão da disputa do título por cinco anos em sequência - lembrando, é claro, do vice-campeonato em 2009.  Cansaço pode ser um fator, é óbvio, mas só afeta, efetivamente, o piloto, se sua cabeça não está apta a responder adequadamente. 
Agora, o que não se duvida ter sido um fator crucial na queda de rendimento de Sebastian foi a drástica mudança de regulamento que sofreu a categoria de 2013 para 2014. Modelou-se um conjunto de regras técnicas anti-Red Bull e, consequentemente, anti-Sebastian Vettel. Este é um movimento normal na F-1 quando se assiste um longo domínio de um time: chacoalhemos as possibilidades técnicas para nos livrarmos de tudo o que o time em questão tem de vantagem. É feio, mas é mais feio ainda quando acontece no meio do campeonato, como a proibição dos amortecedores de massa em 2006. 
Eu ainda acrescentaria um fator, mas apenas a título de especulação. Fazer o que Vettel fazia até 2013 e o que Ricciardo passou a fazer em 2014, demanda uma perfeita integração piloto-equipe. O controle do ritmo de corrida e do desgaste do equipamento, mencionado alguns parágrafos acima, exigem um fluxo de informações com pouco ruído. Apesar de se dizer que apenas no GP do Japão é que Vettel contou à Red Bull que a deixaria pela Ferrari, já não haveria um pré-contrato ou algo que o valha circulando que teria feito a equipe anglo-austríaca "frear" as informações que chegariam até Vettel? 
Fossem quais fossem as razões para a queda do grande campeão, Vettel recomeça sua carreira vestindo vermelho daqui a poucos dias. Apenas o retorno das velhas velocidade e consistência dissipará a negra nuvem de dúvidas que hoje paira sobre ele. Torço para que o tempo abra, afinal, tem que sobrar um herói. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

HORA DO ADEUS

Antes dos comentários sobre o GP da Espanha lá onde Judas perdeu Barcelona vamos falar sobre algo que está sendo comentado como certo.
Até Montedemerda já declarou que entende a posição do piloto se o fato virar concreto caindo na cabeça de alguém.
A boataria sobre a saída de Don Mimadon no final do ano  é forte e ele deixaria mamã Ferrari sem as alfacinhas daquele banco com logotipo em forma de bosta. Lógico que, mamã não vai ficar na mão, cheia de grana da Fiat. Mas, alfacinhas são sempre bem vindas.
Pois bem, para onde vai Mimadon?
Pela ordem.
Ele estava com muita vontade de pilotar um toro vremeio. Seu empresário vive rondando o caminhão energético feito mariposa nas lampi. Lá tem o mago dos desenhos que se transformam em carros vencedores. Ele já cansou de sugerir que mamã contrate o quase careca Nãoeu, mas, sem sucesso.
Voltar para McLaren seria, digamos, estranho. Ele ferrou a equipe em 2007 depois de exigir mais atenção para si em detrimento de Hamiltão. Jogou um monte de bosta no ventilador mostrando que é um mau caráter de primeira.
Ir para a dona Mercedes seria outra opção. Desta vez seria engraçado. Teriam que mandar Roseberg passear e ele voltaria a ser companheiro de Hamiltão, que por seu lado, o elogiou tempos atrás. Duvido que, apesar dos elogios, aceite dividir os boxes com um piloto como Mimadon. Em todo caso, foi descartado neste fim de semana pelos grandões da equipe. O que não quer dizer nada. Ah, as famosas alfacinhas.
Até que esta novela chegue ao final muita água vai correr para o bueiro.
Mas, quem é o piloto Mimadon?
Com a primeira aposentadoria de Shushu (dizem que voltou mas, não tirou o pijama e não fez niente no retorno) os arautos da F1 tinham que eleger o próximo gênio. O cara que anda apesar do carro. O cara que tira coelho do macacão. E, por aí vai.
O eleito foi Don Mimadon.
Campeão em 2005, quebrando um recorde de séculos que pertencia ao Emersão, foi o mais jovem piloto a levantar o caneco. Repetiu a dose em 2006 apesar da FIA proibir o tal amortecedor de massa (legal até então) numa tentativa de ajudar Shushu e mamã Ferrari.
E a partir daí, como adora dizer Dona Gertrudes, o caldo desandou (Dona Gertrudes é especialista em desandar caldos).
Foi contratado pela McLaren em 2007 provocando o terremoto que conhecemos.
Voltou, em 2008, para a Renault que era dirigida pelo famigerado Britadore. Lá foi beneficiado pelo maior escândalo da F1. A batida proposital de Piquetezinho em Cingapura. Com isso venceu a corrida e ganhou a antipatia do lado caipira do blog porque dizer que não sabia de nada foi um pouco demais.
Amargou 2009 ainda na Renault e foi sentar no colo de mamã em 2010 com os bolsos cheios de alfacinhas.
Tudo indicava que iria levantar centos títulos.
Porém, (ai porém) mesmo com todo o aparato mafioso trabalhando a seu favor está no seco sem KY.
São várias as teorias sobre o fiasco. Tenho uma que somada às outras explica a questão.
Mimadon não consegue agregar (termo na moda) as equipes por anda passa.
Chega ao ponto de subestimar os companheiros e faz questão de diminui-los. Assim foi com Piquetezinho e no último fim de semana desprezou Vodkanem esquecendo que o finlandês não tem carro para competir. Mesmo assim Vodkanem andou na frente dele durante toda a corrida e mamã teve que mexer os pauzinhos para que chegasse na frente de Kiwi.
Pedante à la Shushu acaba por exigir atenção e os holofotes esquecendo de fingir simpatia. Até o alemão tinha seus momentos "sorrisos".
Muitos outros pilotos também exigiam maior atenção. Só para citar alguns, Senna, Prost, e até Mansell.
Mas, davam declarações simpáticas em relação ao companheiro de equipe, por exemplo. Mesmo que colocassem tachinhas na cadeira do dito na hora da entrevista coletiva.
Sabiam também como ajudar a estruturar as equipes e motivá-las. Vejam Shushu quando foi para mamã Ferrari.
Mimadon não pensa assim. Tanto que quando as câmeras o buscam nos boxes (principalmente nos treinos livres quando o tempo permite) invariavelmente ostenta um ar blasé.
Tenho certeza que muitos mecânicos torcem para seu companheiro mesmo sendo obrigados a ajudar o espanhol.
Encerrando, não sei para qual equipe ele vai correr a temporada seguinte. Sei que dificilmente será campeão novamente.

"jo soy gostosso!"

domingo, 11 de maio de 2014

CLIMÃO

No GP lá onde Judas perdeu Barcelona tivemos mais um exemplo de como mamã Ferrari é uma equipe de pequenina moral.
Neste fim de semana, perguntado sobre o fato de andar na frente de Kiwi Vodkanem, Don Mimadon respondeu dizendo que sempre andou na frente de seus companheiros de equipe.
Lógico que ninguém lembrou a ele que, invariavelmente neste ano, Kiwi não consegue treinar direito porque seu carro é uma bosta seca.
Como, coincidência ou não, o finlandês andou mais que ele o tempo todo mamã tratou de ferrar seu piloto campeão de 2007 usando uma estratégia questionável durante a corrida para favorecer o espanhol mimadinho.
Pelo jeito de Vodkanem nesta entrevista o climão está armado.


domingo, 27 de outubro de 2013

LAMBÃO EM BUDDH

A corrida de Buddh foi morna em termos de lambança. Nossa comissão reuniu-se quando houve o apito final e foi unânime em escolher Don Mimadon para levar o leitão geneticamente alterado para casa.
Foi uma escolha baseada em observações feitas após o treino de ontem quando Mimadon resolveu entrar no Q3 com pneus mais duros por uma questão de estratégia.
Com isso largou em oitavo, mezzo meio no bolo, mezzo no meio da confusão que sempre acontece em largadas. Não é uma boa idéia. Mesmo sendo a única.
Pensei com meus botões e elástico do short que uma hora a maldição que Mimadon joga nos outros (tipo "o carro dos outros uma hora vai quebrar". "O azar vai aparecer para eles", e coisas do gênero vuduzístico) iria se voltar contra ele.
Não deu outra.
Vamos ao primeiro vídeozinho mambembe.
Enquanto massinha de modelar largou bem, Mimadon se perdeu em alguma trilha na mata e na zona provocada pelo seu amiguinho Uéber (que sempre larga mal) acabou levando uma canelada. De quem? Do próprio Uéber!
O australiano contornou mal a primeira curva e se comportou como aquele gordo no supermercado. Deu uma barrigada em Vodkanem, pediu desculpas, veio para o outro lado e acertou a canela (vulgo bico) do carro de Mimadon.
Até aí, nossa escolha seria Uéber. Ele levaria o leitão geneticamente modificado para casa.
Mas, no seguir da carruagem lá vem Don Mimadon.


Em sequência de dentro de seu carro  a pimba de Uéber. Logo depois Don Mimadon resolveu se enfiar no meio de dois carros. Deu a impressão que se assustou com a presença de um carro à sua direita e abriu para a esquerda onde estava Butão. Houve uma batida roda com roda. Butão teve que sair pela direita (esquerda no caso) e o espanhol lambão ainda perdeu a posição.
Com isso fechou a votação e leva o leitão da quermesse. Bom proveito.


O estranho é que, enquanto alguns saem lááááá de Quebec e chegam em terceiro ou coisa do gênero, outros saem em oitavo e, mesmo tendo que trocar o bico do carro (que foi rápido), correm o tempo todo atrás e chegam em décimo primeiro. Coisas do futebol, né Carol?

domingo, 26 de maio de 2013

SONO

Os pilotos, até por obrigação para com os fãs, vivem dando declarações otimistas sobre as corridas que irão participar. Até quem larga em último diz que vai fazer e acontecer.
Prima dona alfonsinha adora dizer que no domingo o carro é outro. Anda mais na corrida que na classificação.
E, é verdade. A Ferrari tem, na minha opinião, o melhor carro em condições de corrida.
Pois neste fim de semana baixou um marasmo no espanhol.
Fez uma corrida pífia. Levou passão de todo mundo. Ate de Butão que é uma lady na pista.
Tirou um monte de desculpa do baú. Desde plástico na asa (quá, quá, quá) até pedaço do carro de Chapolin Perez debaixo do seu.
O fato é que teve um domingo para esquecer.
Acabou em sétimo beneficiado pela idiotice do mesmo Chapolin que acertou Kiwi Vodkanem.
No vídeo corta a chicane para escapar da sanha passadista de qualquer modos de Chapolin.
Tentou justificar dizendo que se não fosse assim bateria. Já havia usado esta desculpa numa ultrapassagem sobre Kubica por dentro de uma chicane. Desta vez não colou e teve que entregar a posição.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OUTRA TENTATIVA

Leio aqui que prima dona Alfonsinha não desiste de sacanear e levar o título que o banco com símbolo em forma de bosta prometeu a ele.
A notícia por si mata a questão. O que vale é a sinalização de pista e não aquela no volante do piloto.
Mas, tudo é possível.
Aguardemos.


o vídeo da discórdia

ADOREI ERRAR

Confesso que desde os tempos do Senna, aquele e não esse, não ficava tão nervoso em uma corrida de F1.
Principalmente pela torcida oficial dando de barato que prima dona venceria sob chuva.
Então, vamos às impressões de uma corrida vista da sede caipira do blog.
De cara aponto que Vetor largou com muito cuidado. Uéber ficou esperando a atitude do companheiro e ambos ficaram  na alça de mira dos adversários. Vetor acabou no bolo dos malucos da primeira volta.
No final da reta oposta, Vodkanem perdeu o ponto travou tudo o que tinha direito mas, teve o bom senso de sair pela tangente ao invés de bater na traseira do carro do piloto alemão. No entanto, Senna, esse não aquele, encheu a lata da Red Bull numa demonstração de barbeiragem explícita. Quem entende do riscado disse que ele deveria tomar cuidado e não ir afoito no contorno da curva.
Rubim, convidado especial da dona globo e Burti o comentarista oficial. Por sinal Rubim foi muito bem.
Senna disse que Vetor jogou o carro tal e coisa. Que ele, Vetor, não está acostumado a andar no bolo e por aí vai.
A verdade é que o piloto brasileiro faz parte do grupo de pilotos que não consegue evitar batidas nas voltas iniciais. Pensam que a corrida se resume na primeira volta.
Ainda teve uma atitude ligeiramente pedante em jogar a culpa na "vítima" e em não admitir que poderia ter decidido o campeonato numa atitude atabalhoada.
Como bem disse o chefe do blog Vetor mostrou uma força incrível para vencer o campeonato.
Mais uma fez na temporada caiu para último e se recuperou soberbamente mostrando que, de fato, mereceu o título.
Estamos conversados.
Prima dona Alfonsinho nada fez nas últimas corridas a não ser conduzir o carro e ser ajudado por forças estranhas e o funcionário massa.
Neste vídeo o que considerei uma esperteza de Vetor. Percebe-se que ele preferiu deixar massa passar ao invés de brigar. Mesmo porque já havia sido alertado que o piloto funcionário de mamã Ferrari estaria doido para dar uma pimba em seu carro. Lógico que o alerta foi em outras palavras.

Massa faz a alegria no bar da mamã Ferrari

Para não esquecer meu bordão "essas pistas com acostamento que são extensões do traçado ajudam os manés" tem esse vídeo da prima dona errando a freada e passeando ladeira abaixo. Não há um simples obstáculo. Basta ir até o fundo do acostamento e descer beirando o gradil. Ele perde a posição para o incrível Hulk e, na sequência, Uéber mostra que não sabe ultrapassar. Qualquer outro piloto enfiaria o carro e deixaria bater se houvesse resistência. Quem tinha tudo a perder era Alfonsinho. Parece que implico com o piloto australiano e é verdade. Ele ainda segurou Vetor quase uma volta depois de uma troca do companheiro.

Alonso "alargando" a pista

Na foto a situação da corrida na primeira entrada do carro madrinha. Alfonsinho sabia que a única maneira de chegar nos carros da frente seria uma sacanagem como a desnecessária entrada do carro madrinha. Jogaram a corrida na vala comum. Os pilotos que ousaram e permaneceram na pista sem trocar pneus para pista molhada (Butão e incrível Hulk) perderam toda a enorme vantagem.


Alfonsinho não tem braço para chegar? Vamos dar uma ajuda. E, a seu pedido, entra o carro madrinha

Com tudo isso, e, apesar de tudo isso, chegamos ao fim da corrida com Vetor garantindo o título em sexto lugar. Ironia das ironias, shushu em sua última corrida abriu passagem para seu compatriota. A briga pelo título não era um problema seu.
Não aguentei quando o Paulo que Restou batido na curva do café. Comecei a gritar pelo carro madrinha. Alguém ouviu, entrou o carro madrinha e passei a esbravejar "chupa galvão". Liguei para o chefe do blog (coisa que só fazemos no final da corrida) para comemorar.
Ainda aguentamos on line o verdureiro mor dizer que, saindo o carro madrinha, prima dona teria alguns metros para ultrapassar Butão e sagrar-se campeão. Ignorou totalmente as bandeiras amarelas sendo agitadas significando que as ultrapassagens estão proibidas. Tudo bem. Nesta altura o que vale é a cara de tacho deste pessoal todo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O tricampeão dos tricampeões

Sebastian Vettel sagrou-se, neste domingo, o tricampeão mais jovem da história da F-1. Mais que isso, ele é apenas o terceiro piloto a conseguir três títulos consecutivos, depois do lendário Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher. No entanto, é o primeiro a conquistar os três primeiros títulos em sequência.
A temporada foi emocionante, mas com uma boa dose de politicagem, o que não contribui, de forma alguma, para o espetáculo. Sem querer ser muito chato, como venho sendo ultimamente, a corrida de ontem foi uma pequena amostra de como as coisas funcionaram em 2012: Prima Dona "solicitou" pelo rádio um safety-car e foi atendido; a decisão de punir Hülkenberg foi tomada em tempo recorde e, claro, foi para beneficiar Alfonso, que herdaria o terceiro lugar para que Felipe Massa recebesse a ordem de abrir-lhe passagem (diga-se de passagem que não havia razões para a punição, já que, apesar de Nico ter arriscado, foi uma batida de corrida).
Mas Vettel foi espetacular em alguns momentos da temporada, soube aproveitar as oportunidades que teve e, ontem, sua recuperação após a batida da primeira volta foi fantástica. O alemão subiu de último para quinto em 5, 6 voltas. A Red Bull cometeu um erro estratégico - que pode ter sido decorrência do problema com rádio - de não colocar o pneu de chuva para o Vettel em sua segunda parada. Poucas voltas depois, ele teve de voltar para vestir os calçados corretos.
O ritmo de corrida do alemão na pista seca não era bom por causa dos danos causados no carro na batida da primeira volta. No entanto, no molhado, Vettel tinha os melhores tempos, desmentindo de forma vergonhosa o pessoal da emissora oficial, que insistiu o fim de semana todo que o piso molhado era melhor para el Alfonso. 
Sebastian consegue, aos 25 anos de idade, com apenas 101 GPs disputados, um feito incrível: entrar para a galeria dos tricampeões, ao lado dos fabulosos Ayrton Senna, Jackie Brabham, Jackie Stewart, Niki Lauda e Nelson Piquet. Com poucos anos de vida, já ao lado de algumas das maiores lendas do esporte, dá para arriscar dizer que nasce um multicampeão sem precedentes. Vettel pode correr, tranquilamente, por mais dez anos. Quantas glórias ainda o esperam? 
Em tempo, esclarecemos que este post deveria ter ido ao ar ontem, mas quisemos comemorar com um rango típico em homenagem ao campeão. 


sábado, 24 de novembro de 2012

Vamos ver...

Tenho medo do que pode acontecer amanhã na corrida. Alfonso tem procurado, de todas as formas, provocar Vettel, e, em uma recente declaração, disse que se lutasse contra Hamilton, seria impossível vencer - claramente, mais uma vez, procurando diminuir os méritos do piloto alemão. 
A F-1 adoraria ver a Ferrari campeã e ouvir a transmissão pela rede Globo é terrível, pois a torcida pela equipe do Banco é incrível - lembrando que o banco que patrocina a Ferrari é o mesmo que patrocina a transmissão global e tem um setor inteiro exclusivo no GP Brasil. 
Imediatamente após o fim do treino, o pai do blog me ligou ventilando a possibilidade de que Felipe Massa force um acidente com Vettel na primeira curva amanhã. Seria um papel ridículo e espero que nada disso ocorra. Afinal, Vettel fora da corrida não torna Alfonso automaticamente campeão. 
A chuva pode atrapalhar, eles insistem, mas Vettel anda muito na água, assim como a Prima Dona. 
Agora, é só sentar e esperar o anúncio de que Massa teve o lacre do seu copo d'água aberto e perderá cinco posições no grid... 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

F-1 JURÍDICA

Os dois últimos posts do chefe foram tão bem escritos que resolvi elaborar um post-saco (mistura de post com puxa-saco).
Adorei a citação em latim. Por sinal explica muito bem a situação em que se meteu mamã Ferrari.
Ao reler o meu último post-puto (mistura de post com putice) notei a repetição de "algumas" para lá e para cá. Poderia editar mas, vou deixar como está porque foi no calor da frustração pelo rumo do campeonato.
Enfim, tenho notado algo e até comentei com o chefe do blog no último fim de semana.
Lá em Austin nossa prima dona não se encontrou na pista. Nos treinos andou sem brilho e, na corrida, mesmo com a ajuda mandrake de mamã Ferrari não mostrou a que veio (ou foi).
Não assisti o treino de sexta em Interlagos mas o piloto espanhol desandou a dizer que "há muito trabalho a ser feito" em relação ao carro.
Joga com todas as cartas possíveis. Carro a ser melhorado e chuva para ajudar. Mas, lógico, sabe que em condições normais de temperatura e pressão não vai andar na frente de Vettel.
Por tudo isso e mais um pouco (o episódio dantesco em Cingapura em 2008, por ex.) temos um herdeiro do apelido de Dick Vigarista.
Nosso aposentado shushu deixa um belo embusteiro em seu lugar.

MEU HERÓI!!!!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

No limite da esportividade

A Ferrari, mais uma vez, deu o ar da graça no GP dos EUA, realizando uma artimanha de esportividade, no mínimo, duvidosa. Na verdade, a decisão da equipe de romper o lacre da caixa de câmbio de Felipe Massa para que esse perdesse 5 posições no grid e a Prima Dona Afonsina largasse uma posição a frente, consequentemente, do lado limpo da pista, foi uma fraude ao regulamento. Com efeito, o jurista Paulo, em D. 1, 3, 29, aduz que contra legem facit, quid id facit, quod lex prohibet; in fraudem vero, qui salvis verbis legis sententiam eius circumvenit (age contra a lei aquele que faz o que ela proíbe; em fraude à lei age aquele que, respeitando o sentido de seus palavras, subverte (contorna) seu sentido). A Scuderia aproveitou-se do regulamento para subverter a ordem de largada estabelecida pelo treino de sábado. 
O Luiz Fernando Ramos relatou que o Massa ficou puto, e não poderia ser diferente. A Ferrari precisou fazer isso porque o seu piloto Alfonso não se garantiu em Austin. Na corrida que poderia decidir o título, o piloto tem que, pelo menos, andar mais que seu companheiro de equipe. O Kid colocou meio segundo no Webber; Afonso, ao contrário, tomou quase 0,4s do Massa. Aliás, a corrida do Massa foi muito melhor que a do Alfonso, com um ritmo mais consistente e ótimas ultrapassagens.
No entanto, o artifício ferrarista deu certo e ambos os carros no lado limpo da pista fizeram ótimas largadas, principalmente a Prima Dona, que praticamente garantiu o lugar no pódium após a primeira curva. No resto da corrida, só tratou de permanecer na pista em uma de suas atuações mais fracas no ano. Não conseguiu avistar o Hamilton e o Vettel nem de binóculo, enquanto observava pelo espelho a aproximação de um emputecido Felipe Massa.
Como bem escreveu o chefe da redação patriarcal do blog, o título do Afonso já tem uma manchinha - aliás, por todas as situações estranhas deste ano, várias manchinhas. E é uma pena que, em uma temporada que poderia ter sido tão bonita, tivéssemos estes episódios de pouca esportividade para coroar um campeão. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O QUE VIRÁ AGORA?

No GP de Austin, Texas, assistimos uma vergonhosa manobra de mamã Ferrari para ajudar a prima dona Afonsinha.
Que Massa não tem o respeito da escuderia todos sabemos. Mas, fizeram a cena de romper o lacre do câmbio do piloto brasileiro, que perdeu posições no grid, atrapalhando um monte de outros pilotos.
Não é ilegal mas, é imoral.
E, todo mundo justificou dizendo que assim caminha a Fórmula 1 .
Em algumas ocasiões deixei de assistir algumas corridas pela sujeira que acompanha esta categoria. O gosto pelas corridas fez com que voltasse a acompanhar a F-1.
Mas, há um cheiro de podridão no ar.
Todos parecem torcer pela prima dona e ignoram o espetáculo que foi a recuperação de Vettel na reta final do campeonato.
Dizem que é o carro. Só que este não é confiável e seu companheiro não anda metade do que ele com um carro igual.
Prima dona não tem feito nada a não ser acompanhar os pilotos mais velozes à espera de uma ajuda extra que, pelo visto, virá de algum trambique qualquer.
Leio hoje que a chuva esperada para domingo vai ajudar o piloto espanhol. Esquecem que Vettel anda muito bem na chuva.
Enfim, haja saco.

O campeonato virá com um gol de mão, com impedimento, aos 48m do segundo tempo.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O domingo depois do sábado

Confesso que, no meio da tarde do último sábado, após saber da exclusão de Vettel do treino classificatório, quase fui às lágrimas e, com a voz pequena, exclamei que não assistiria ao GP de Abu Dhabi. 
Óbvio que não cumpri com a palavra e assisti a corrida toda com muito gosto. Ao contrário do que foi nas três primeiras edições - que também foram as três últimas -, o certame onde Judas perdeu os Emirados (plágio severo da ala patriarcal do blog) foi emocionante, cheio de ação e disputa. 
O destaque, sem dúvida, vai para ele que de gelo é. Este, sim, conseguiu um resultado muito acima do que o equipamento dá a entender que permite. Largou gelidamente bem, foi consistente enquanto estava em segundo e, no fim, aguentou firme a pressão da Prima Dona para conseguir o primeiro triunfo desde sua volta à Fórmula-1. 
Os que disputam o campeonato fizeram boas corridas, cada um na sua. Prima Dona fez bom progresso, saindo de sétimo para segundo e Kid, excelente progresso para sair de último, voltar para último, ter que devolver a posição ao Grosjean e, ainda, chegar ao pódium. Mérito de Newey? É o que dirão por aí, mas a performance de Webber deixa claro que não é bem assim. 
Duas corridas pela frente e a disputa está ótima. Tomara que a Red Bull faça a lição de casa para não deixar que erros estúpidos ocorram de novo. Quase puseram tudo a perder em Abu Dhabi. 
Pode ser só uma (má) impressão, mas desenha-se, nesta temporada, uma rivalidade entre o Kid e a Prima Dona que deve ser a tônica dos próximos anos na F-1. 

MOMENTO MIMIMI!


Fernandinho procurando uma cama quente para chorar.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Com Sebastian, até que o mundo dê outra volta

A tônica do final da temporada será a disputa entre Sebastian Vettel e Fernando Alonso, a Prima Dona, pelo título mundial de 2012. Ambos lutam pelo tricampeonato e, mais que isso, ambos lutam para se tornar o tricampeão mais jovem da história, superando Ayrton Senna, que tinha 31 anos quando conquistou o certame no ano de 1991. 
Toda a grandiosa equipe do F-1 Literária torce, neste momento, por Vettel. Prima Dona é um cara nojento, a Ferrari é detestada por todos nós há séculos, o Vettel é um piloto mais limpo, menos mimadinho e mais talentoso - embora haja um consenso, hoje, de que Alonso é o melhor piloto do grid. 
O espanhol deu início a uma guerra psicológica, menosprezando a pilotagem Vettel, argumentando que o piloto da Red Bull só se destaca por causa da superioridade do equipamento. Nós sabemos que isso não é bem verdade, pois, se a Red Bull apresenta alguma efetiva superioridade, ela só é observada nos treinos classificatórios. Em corrida, a Ferrari está muito bem, e basta lembrar do ritmo de corrida na Índia para verificar que isso é verdade. 
Mas, enquanto vocifero contra a Prima Dona Alfonsina, uma lembrança não me deixa: houve um tempo em que a torci muito pelo Alonso porque era ele o homem que brigava com Schumacher e a Ferrari. É engraçado pensar que toda política e artimanhas que hoje se articulam em favor de Alfonso já estiveram contra ele. 
Em algum lugar do passado, já devo ter escrito sobre isso, mas não é demais lembrar. A temporada de 2006 foi a primeira última de Michael Schumacher, que anunciou, em Monza, que se aposentaria ao final do GP do Brasil daquele ano. 
Assim como ocorreu em 2012, em 2006, a Ferrari deu um jeito de proibir o grande diferencial da equipe Renault naquele ano: o tal amortecedor de massa. Afonso e Fisichella perderam desempenho, Schuchummy encostou no campeonato, e a gota d'água aconteceu no Grande Prêmio de Monza. No treino oficial, Alonso teve um pneu estourado, o que danificou alguns apêndices aerodinâmicos no seu carro (naquele tempo, os carros eram repletos de penduricalhos que ninguém sabia para quê serviam), foi para os boxes, trocou os pneus e voltou para pisto pouco a frente de Felipe Massa. O espanhol não podia abrir passagem, pois, se o fizesse, não teria tempo hábil de fazer uma volta lançada. Massa, após o treino, fez um papel ridículo, servindo aos interesses mafiosos da Ferrari e disse que foi bloqueado por Alonso em sua última volta rápida.  Por conta disso, Alonso foi punido com a perda de posições no grid e, durante a corrida, teve o motor quebrado. O GP foi vencido por Schuchummy, que na entrevista após a bandeirada anunciou sua aposentadoria. Tudo perfeitamente conforme o planejado, como quiseram os homens de vermelho. 
O absurdo da situação fica claro neste vídeo, contendo a entrevista de Afonso e a situação dele e Massa na pista: 



De lá para cá, o mundo girou e mudou. Hoje, Alonso é o homem da Ferrari, e as forças ocultas a favor dele conspiram. Claro que isso gera frustração no torcedor e, quem sabe, toda bronca que nutrimos hoje contra Afonso seja potencializada por este e outros episódios em que ele foi a vítima.
Como já dissemos, hoje, estamos com Vettel, esperando que ele se mantenha íntegro, na medida do possível, dentro deste ambiente tóxico da F-1. Mas, a verdade é que não se pode esperar que a integridade de um homem dure até o fim da temporada.