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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Bom para os negócios?

Nas últimas semanas, várias declarações de um dos anões e chefão-mor da F-1 Bernie Ecclestone chamaram atenção por esculachar a alemãozada e enaltecer Lewis Hamilton em função de seu papel na promoção do esporte. 
Hoje, a página brasileira do motorsport.com reproduziu parte de uma entrevista em que o Ecclestone diz que Rosberg e Vettel não são bons promotores do evento e que Hamilton talvez seja o "melhor campeão do mundo que já tivemos". Não sei sob que ponto de vista se poderia afirmar tal coisa com alguma correção. Tecnicamente, é difícil avaliar o desempenho de Lewis com os campões de outra época; do ponto de vista dos negócios, a homérica treta entre Prost e Senna, por exemplo, parece ter trazido mais público para o esporte que a cara emburrada do inglês. 
Hamilton é um cara interessado em música, compõe rap e adora o show business. Outro dia, vi uma entrevista em que ele relatava como havia sido incrível sentar-se perto da Oprah em um determinado evento.  É, também, um cara capaz de vencer uma corrida e permanecer com aquela feição blasé, como quem diz "é óbvio que eu ganhei, sou muito melhor que os outros", ou dar demonstrações  de mimadice quando perde um certame.
Entretanto, ainda que Hamilton tenha infindáveis qualidades, acho que os elogios de Ecclestone tem um caráter de retaliação aos alemães por razões que escapam ao grande público Por que ele não achincalha o Bottas, por exemplo, que é muito menos midiático que todos o demais? Talvez tenha algo a ver com o cancelamento do GP tedesco neste ano. O anão inglês disse que a Alemanha é um país é péssimo para os negócios. Engraçado que, muito antes de ter um campeão na F-1, a Alemanha sediava um dos GPs mais tradicionais da categoria e nunca ouvi falar que seria um país ruim em termos de grana. É só ver as arquibancadas do estádio em Hockenheimring. Sem contar as corridas no incrível Nordschleife.
Fato é que a F-1 está em crise e "tornou-se um produto pouco vendável", como gostam de dizer.  E, claro, a culpa por isto é antes do próprio Ecclestone e sua gestão que de qualquer piloto. Será que, do outro lado da conversa, os alemães não estejam dizendo "tivemos de cancelar nosso GP porque este idiota acabou com a categoria"?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

OBVIEDADES

Certas coisas são tão óbvias que conseguem dar sono e tédio ao mesmo tempo.
Vejamos.
Numa só tacada temos o Schummy dizendo que o povaréu chinês não vai sair "desapontado".
Com o que não sei.
Ah, o rubim. Ele disse que pode vencer em Xangai. Depois reclama da imprensa. Primeiro precisa aprender a apertar direito o da direita (ui!) na hora da largada.
Já estão querendo proibir a suspensão da Red Bull. Lógico, ganharam fácil a última corrida. Se a McLaren ganhar alguma vão dar um jeito de proibir o orifício mágico que tanto encantou o bueno da globo.
O Eclestone de pedra, aquele movido a dinheiro, já planeja ceifar algumas corridas tradicionais e incluir algumas pérolas no calendário.
E, a melhor. O Háu-háu da dona mercedes disse que sem essa de mandar o Schummy para casa antes do final do contrato. Putz!
O homem nem esquentou....
E, tem outra, imaginem o tamanho da indenização que vão ter que pagar para o lemão.
É mais fácil colocá-lo como motorista do caminhão da equipe. Será o mais bem pago do mundo.
Depois dessas, vou dormir.....

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pit Stop

A volta do Schu-Schummy não é a única novidade para 2010 na Fórmula-1. Como já sabemos faz tempo, na próxima temporada não teremos mais os reabastecimentos, que são o "ponto alto" das corridas desde 1994.
A história dos reabastecimentos na F-1 não começa, contudo, em 1994. Em 1982, a Brabham, time liderado por um tal de Bernnie Ecclestone, resolveu arriscar alinhar os carros com menos combustível e, no meio do caminho, pará-los para completar o tanque e ir até o fim.
Houve várias tentativas frustradas por percalços no caminho: falhas mecânicas, batidas e uma luta de karatê entre Nelson Piquet e Eliseo Salazar.
Finalmente, o plano quase funcionou no GP da Áustria, não fosse uma tentativa de Riccardo Patrese de escalar um barranco de marcha-ré.
De qualquer modo, a Brabham inaugurou o reabastecimento na era moderna da F-1. Não foi, todavia, a primeira vez que se encheu o tanque de um carro em uma corrida. Na década de 1950, isso já era feito.
O filminho abaixo, encontrado por acaso no YouTube, conta a historinha, com toques de bom humor do narrador.