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terça-feira, 4 de abril de 2017

Reclamemos, pois



Às vezes, quando quero tirar um cochilo meio fora de hora, uso como estratégia procurar no YouTube alguma corrida antiga, preferencialmente dos anos 80, com a narração inglesa do Murray Walker. Vejo a largada, as primeiras voltas e, geralmente, acordo já no quarto final do certame. 
"Herege! Como ousas falar coisas assim sobre a F-1 dos anos 80? Absurdo!". 
Não tenho certeza porque não vou assistir de novo esta corrida aí acima, mas dê uma olhada: nas voltas finais, apenas os dois líderes, Senna e Prost, estavam na mesma volta; Senna venceria, com Prost em segundo, mas o brasileiro ficou sem combustível, entregando o lugar mais alto do pódio de bandeja. Quanta emoção! 
Os carros eram, com efeito, infinitamente mais bonitos, os pilotos eram mais interessantes - vejam, na imagem congelada do vídeo, Keke Rosberg, o pai do Nico, dando uma tragada antes de sentar no seu bólido - e, especialmente, estavam menos amarrados à estupidez corporativa que toma conta de tudo hoje no esporte a motor. As corridas, no entanto, não eram tão mais interesses que aquelas que assistimos hoje. 
O GP da Austrália, primeira etapa da temporada 2017, reacendeu todas as luzes de alerta em relação à impossibilidade de que dois carros andem próximos o suficiente para que uma ultrapassagem ocorra; a consequência disto seria "falta de emoção" nas corridas. 
A tragédia já era anunciada. O movimento de resgate da F-1 da primeira década dos anos 2000 era um movimento de resgate da F-1 mais chata que a história já viu. Contudo, é preciso lembrar que a F-1 só é realmente chata para quem não tem lá grande interesse em corrida; por outro lado, ela só é efetivamente legal para quem realmente se interessa por corrida. A categoria, então, se coloca em uma posição incômoda de agradar um público altamente especializado, ao mesmo tempo em que procura atrair os olhos de novos entusiastas. Eis a dificuldade e a maluquice toda de regulamento após regulamento. 
A vitória da Ferrari e de Sebastian Vettel pelo menos criou a esperança de um campeonato disputado, ainda que as corridas em si sejam desinteressantes. 
Da minha parte, fosse chato ou não, eu assistiria tudo do mesmo jeito, e com o mesmo entusiasmo de sempre porque, justamente, gosto muito de corrida. Corridas espetaculares sempre foram exceção, assim como um jogo de futebol espetacular também é excepcional. A F-1, com qualquer regulamento, sempre proporcionará 16 a 20 corridas tão boas quanto um bom jogo de Copa de Mundo.
Então, minha reclamação é contra quem vive reclamando. Deixa de reclamar e aproveite enquanto a F-1 ainda existe com carros que têm motor e quatro rodas descobertas. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Poderíamos parar por aqui?

Começou! Mais morno do que esperávamos, dada toda a expectativa gerada pela mudança de regulamento e pelos testes, mas é ótimo ter a Fórmula 1 de volta. 
Nos testes, vimos a Mercedes andando milhões de quilômetros a mais que os outros - Ferrari incluída - e, hoje, vimos o Hamilton detonando a concorrência sem dificuldade, por mais de 0,5s. Vai fazer a pole amanhã de madrugada, vencer a corrida no domingo; ao final das vinte etapas, sagrar-se-á tetracampeão, aposentando-se a seguir. 
A Ferrari começará na frente da Red Bull, mas perderá terreno ao longo do ano e, na metade da temporada, Marchione estará ameaçando demitir meio mundo. 
Pois bem. Estão aí as minhas profecias; torço contro todas elas. Sou ótimo com profecias. Ano passado, escrevi isto aqui após os treinos livres para o GP da Austrália. Analise você, caro leitor, a acurácia da minha clarividência. 

sábado, 19 de março de 2016

Poderíamos parar por aqui

Já temos um campeão. Lewis Hamilton vai levantar o tetracampeonato no final desta temporada. Rosberg vai muito mal, foi massacrado nos treinos e não vai se recuperar tão cedo. Aliás, foi exatamente isso o que aconteceu no ano passado: quando o alemão reagiu, já era tarde demais. 
As Ferraris não têm velocidade para brigar por vitórias. Pelos treinos de hoje, a Mercedes está colocando três décimos a mais em relação à imensa vantagem que já tinham na última temporada. 
Com isso, então - a não ser que haja uma abismal diferença entre o desempenho de treino e de ritmo de corrida para Ferrari e Mercedes -, a F-1 ganha um novo tetracampeão, ao lado de Alain Prost e Sebastian Vettel. 

Nivelando por baixo

Interessante o novo modelo de classificação que iniciou sua vigência neste final de semana, junto ao Novo Código de Processo Civil brasileiro. Interessante, porque mantém o Q1 e Q2 bem ativos, já que quem bobear, cai fora em um minuto e meio. 
No Q3, a coisa fica muito ruim. O cronometro nem tinha parado ainda e o Vettel já estava de calça jeans. E era óbvio que isso aconteceria. Se o cara não vai brigar pela pole position e os pilotos que poderiam ameaçá-lo são eliminados - deixando, portanto, de ser ameaça -, porque ir para pista, arriscar o carro e gastar pneu que pode ajudar na corrida? Fica todo mundo no boxe. 
Agora, para mim, o pior de tudo neste modelo é que ele nivela a categoria por baixo. Todos ficam na pista em função do risco de eliminação, mas toda a atenção do público vai para a ponta de baixo da tabela: "quem é o mais lento? Quem é que vai ser eliminado?". Nem importa quem está na frente e a disputa pelos primeiros lugares. 
No final das contas, é mais uma tentativa artificial de tornar a categoria mais atraente, mas que tem como resultado deixá-la mais distante de sua própria identidade.

ATUALIZANDO: A primeira notícia na capa do Motorsport-Brasil é esta aqui. Não deu certo. 

quinta-feira, 17 de março de 2016

É hoje!

Ainda não valerá muita coisa, mas hoje, para desespero das senhoras da família, já tem treino de Fórmula-1! 
O GP da Austrália, realizado em Melbourne, completa 20 anos. Rapaz, 20 anos e ainda parece novidade que a corrida na terra do canguru e outros animais medonhos não seja a última da temporada e em Adelaide. 
A corrida de 1996 poderia ter sido ainda mais histórica se um problema no carro não tivesse tirado a vitória de Jacques Villeneuve, que estreava na categoria e poderia já partir vencendo. Não aconteceu, então fiquemos com a pancadaria inicial promovida por Martin Brundle (o vídeo não está bom, mas não encontrei outro melhor no VocêTubo). 


terça-feira, 17 de março de 2015

Espontaneidade

Após o GP da Austrália, agravou-se ainda mais a crise que a F-1 enfrenta. A falta de barulho já sentida desde o ano passado, somada a uma corrida sem graça com apenas 15 carros alinhando no grid, além dos grandes destaques deste primeiro evento terem ficado para um acidente que ninguém entendeu e uma pendenga judicial que permeou a primeira semana da categoria em 2015. 
Não há nada que se possa fazer por esta F-1. Ela acabou, esgotou-se. No entanto, suas corridas não são mais ou menos chatas que outras de outros tempos. Hoje em dia, o YouTube está infestado de GPs antigos que podem ser assistidos na íntegra. Corrida chata não é um privilégio de nossos tempos. Era normal que houvesse certames terminando com 7, 8 carros, apenas os dois primeiras na mesma volta e este era o esporte. A gente achava lindo. Por que hoje não achamos mais? 
A série de posts "ma che porra" que o patriarca do blog promoveu contém uma parte da explicação. O que se vê ali são várias tentativas e vários erros permitidos ambiente da competição. Quer dizer, havia um regulamento técnico mínimo que dava margem para que engenheiros, mecânicos e pilotos dessem asas à imaginação, colocassem um bólido medonho na pista, quebrassem a cara, voltassem para garagem e tentassem de novo. Era justamente por isso que a categoria desenvolvia tecnologia de ponta. Seus expoentes, literalmente, colocavam a mão na graxa. 
Argumentaram, então, que isso ficava caro. Proibamos os testes! Claro que colocar um carro de F-1 na pista, em qualquer circunstância, custa muito dinheiro (ainda mais se considerarmos os preços da gasolina hoje. Rá!). Mas não é este o problema. 
Até há vinte e tantos anos atrás, a F-1 ainda dava atenção para o esporte. A parte negocial sempre esteve presente e sempre estará, mas hoje ela predomina. A F-1 não custa caro só pela parte esportiva, mas especialmente pelo seu setor de negócios. A categoria é uma plataforma para aproximação de empresários, como uma feira que acontece duas ou três vezes por mês. O tio Bernie tem seu estande para atender seus clientes e seus potenciais novos colaboradores; as equipes tem os seus estandezinhos. E todos têm que oferecer grande conforto para satisfazer empresários e atrair dinheiro. Rigorosamente, sob o pretexto de "redução de custos", a F-1 transferiu dinheiro do esporte a motor para a feira. 
Esta "corporativização" é o problema. Os magos do chamado mundo corporativo, que cagam regras a torto e a direito, determinaram que a aparência da F-1 deveria ser assim e assado, que ela deveria ser política e ecologicamente correta, que os pilotos deveriam usar mordaças, etc, etc, etc. A chatice, então, não está só na pista - aliás, ao contrário: temos uma geração ótima de pilotos brigando e fazendo ótimas corridas! 
Quero voltar a questão do barulho, pois ela é bastante simbólica. Há alguns anos atrás - sei lá, dois anos atrás -, fomos assistir ao WEC em Interlagos. Lá estão misturados carros de tudo que é jeito: protótipos de um tipo, protótipos de outro, carros de turismo, etc. No meio deles, há carros híbridos que quase não produzem barulho. No ano em que fomos ao autódromo, destacavam-se os protótipos da Audi que eram, ao mesmo tempo, extremamente velozes e extremamente silenciosos. A falta de ruído não só não incomodava, como encantava o público, especialmente quando confrontada com o alto brado dos motores V12 da Ferrari que deixavam a gente surdo quando passavam. Por que a diferença? Porque a questão não é o barulho em si, mas o modo como a falta dele foi empurrada goela abaixo das equipes e do público. Não foi um processo natural, em que houvesse liberdade para que alguma equipe surgisse com a ideia de um motor híbrido, julgando que, com ele, pudesser ter vantagens. Não foi um invenção louca e revolucionária para F-1, copiada por outros times até que alguém tivesse uma ideia melhor, como aconteceu com o motor traseiro, o spoiller, o motor turbo, o carro asa, a suspensão ativa, para dar alguns exemplos. 
Um dos problemas desta falta de espontaneidade é que ela inviabilizou qualquer alteração de forças entre as equipes sem que haja uma total reformulação do regulamento técnico. Como as regras são muito restritivas (veja-se, por exemplo, como é complicado mexer no motor ao longo da temporada neste artigo da Julianne Cerasoli) e os testes estão proibidos, a única forma de tentar tornar as corridas mais equilibradas é banir os elementos que fazem determinado carro hegemônico. 
No fim das contas, se a F-1 é chata ou não, pouco importa. O que, de fato, incomoda é perceber que a chatice da categoria reflete a chatice de um mundo forjado para prestigiar seus acionistas. 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Aí, faz sentido

Não procurei outros textos a respeito, mas explica o Victor Martins, do Grande Prêmio, que a van der Garde pode ser só um instrumento para uma manobra mais audaciosa que implica na própria compra da equipe Sauber pela McGregor, grupo liderado por seu sogro. 
Um início de temporada muito estranho, este. Daqui a pouco, tem carro na pista, mas os assuntos são um cara que não vai correr e uma decisão de um tribunal australiano. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Visão do advogado

Não é inédita (aqui, um texto do TotalRace sobre a última vez que algo parecido aconteceu, em 1991, com Alex Caffi), mas é muito estranha esta situação por que passam Giedo van der Garde e a Sauber. 
Van der Garde não é piloto pagante e obteve alguns resultados expressivos nas categorias de base. Em 2008, dominou amplamente a Renault World Series, sendo campeão por antecipação. Sua passagem pela GP2 não foi tão bem sucedida, mas, ainda assim, satisfatória. Na F-1, correndo pela fraca Caterham - scuderia de orçamento limitado e, consequentemente, poucas possibilidades de desenvolvimento -, não impressionou. 
Depois de passar um ano como piloto de testes da Sauber, alegou que tinha contrato para ser titular da equipe em 2015 - e claro que devia ter mesmo, vide o desenvolvimento da situação. Confesso que fiquei surpreso com a decisão tomada na foro australiano. Claro que não conheço a situação de perto, não conheço nem mesmo os termos da decisão da corte, mas um argumento meio óbvio é que este tipo de contrato não comporta execução específica, pois se trata, antes de tudo, de uma decisão técnica da equipe. Então, oferecer-se-ia ao piloto holandês uns milhõezinhos como indenização e toca para o GP com Nasr e o filho do Eric. 
Pode até ser que este imbróglio traga ao começo da temporada a emoção que tende a faltar no resto dela. No entanto, é um retrato interessante da atual situação da F-1: piloto que corre é piloto que paga ou que dispõe de excelentes advogados. Todos os demais requisitos podem ser fabricados.

sexta-feira, 14 de março de 2014

São uns imbecis

Após os testes da pré-temporada, Massa já era campeão. Faltava só abrir o Martini e se embebedar. Claro, a imprensa fez um estardalhaço enorme com a boa performance da Williams e a ruim performance da Red Bull no inverno. "Massa vai ganhar corrida", "Massa vai brigar pelo título". Previsões com pouco fundamento e de realismo questionável. Temos que esperar para ver e criar expectativas sobre um carro ou piloto nesta fase é só um exercício de especulação. 
Então, ontem começou para valer. Massa obteve um pouco significativo 12º lugar nos treinos desta madrugada. "Pouco significativo" aponta que a colocação em um treino livre não quer dizer muita coisa. Pode ser que ele estivesse fazendo simulação de corrida ou seja o que for. Mas a primeira manchete sobre F-1 que leio no dia dizia "Massa decepciona". Está, na página inicial do site. A esta hora, a orelha de Felipe já deve estar fervendo, com ferozes torcedores vociferando que se trata de "um novo [novo?] Barrichello". Ele é que deveria esquentar de porrada a orelha do imbecil que pôs em seus ombros uma pressão que não pediu. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Isso tem que parar

A temporada começa de um jeito muito amargo. Na Austrália, foi a coisa toda entre Massa e Alonso. É óbvio que a intensão da equipe era inverter a posição entre os dois. Adiantar o pit-stop de Alfonso é uma coisa, mas segurar Massa na pista por mais três voltas, quando o brasileiro perguntava pelo rádio se não seria melhor parar - e qualquer telespectador via que era melhor parar -, foi, claramente, uma manobra programada para que as posições se invertessem sem maiores dores de cabeça para o Mimadinho Alfonsinho, a Prima Dona.
Daí vem a Malásia. Eu estava preparado para ficar acordado até às 5h da manhã e ver 40 minutos de corrida, pois choveria em seguida, depois não teria luz para continuar, e aquela merda de todos os anos. Mas não foi assim. Fiquei animado de ver a briga entre Vettel e Webber e, naquele memento, achei a conduta da Red Bull exemplar, ainda mais em contraste com as ordens explícitas do bandido Ross Brawn na Mercedes.
O desfecho já é conhecido: Vettel ganhou lindamente, mas não podia ganhar, Hamilton levou o carro cambaleante até o fim, mas deveria estar atrás do Rosberg, e tudo isso vem dando muito o que falar. Até John Watson ressurgiu das cinzas irlandesas para dizer que Vettel deveria ser suspenso pela equipe. O alemão ganhou três títulos em três anos, com 27 corridas vencidas na carreira. Naturalmente, com esse histórico e com tudo o que ganhou para a equipe Red Bull, suspender o cara é o mais indicado. Tenha dó, Watson.
Tenho vários amigos que me dizem: "se o Senna estivesse no lugar do Massa, você acha que ele se sujeitaria a escoltar o Alonso?" A resposta é que é óbvio que não. Se o Senna fizesse o que o Vettel fez, seria um herói nacional. Mas não foi o Senna, foi o Vettel.
Acontece que a Ferrari, ainda no tempo do Comendador, se colocava acima da competição entre os pilotos. É conhecida a história de que o Comendador em pessoa teria pedido para que Gilles Villeneuve não brigasse pelo título com Jody Scheckter e foi assim que um dos maiores ídolos da F-1 e da Ferrari morreu sem vencer um campeonato.
Esta cultura de "equipe acima dos pilotos" se institucionalizou na década de 90 quando uma corja de bandidos salafrários tomou conta das equipes de ponta. Na Ferrari, a quadrilha formada por Luca di Montezemolo, Jean Todt, Ross Brawn, Rory Byrne e, posteriormente, Michael Schumacher manipulava a posição de seus carros pista. Gente como Flavio Briatore e Tom Walkinshaw, que não tem qualquer ligação com o esporte, bárbaros fazedores de dinheiro sem nenhuma compreensão sobre a nobreza do esporte, comerciantes procurando diversificar seus investimentos e lavar o que havia de sujo, passaram a comandar equipes vencedoras ou potencialmente vencedoras. É conhecido o golpe que Walkinshaw deu na Arrows, o que, inclusive, atrapalhou fundamentalmente a carreira de Enrique Bernoldi.
Não existe qualquer razão esportiva para não deixar os carros da mesma equipe brigarem na pista. O que a equipe quer preservar é o seu patrimônio e o lucro dos seus acionistas. Nada mais. Por isso, essas ordens de "não passe", "não brigue", "fique na sua", "cuidado com os pneus", "não assuma o risco", são pura bandidagem, fruto da estratégia de maus elementos que tomaram conta do esporte.
Então, o menino vai lá e desobedece a equipe. Antes de tudo, o piloto é educado para pilotar visando vencer. Nenhum moleque vai andar de kart para não brigar para vencer. O instinto que te leva a sentar em um automóvel de competição é ir o mais rápido possível e mais rápido que todos. E, então, quando ele se torna o mais rápido, o mais rápido de todos, a própria equipe o pede para poupar, ficar atrás, levar o carro de volta para a garagem.
Imaginem um jogo de futebol em que os times combinassem que jogariam sério até os 25 minutos do segundo tempo. Dali em diante, porque estava fazendo muito calor, eles tocariam a bola até o fim, sem correr muito, sem cansar, o resultado ficaria como estivesse. Todo mundo ficaria indignado, mas é exatamente isso que tem acontecido no esporte a motor.
O carro é um instrumento para o talento do piloto; a equipe é, nada mais, que um instrumento para o piloto. Ser piloto de Grand Prix sempre significou correr para ser o mais rápido, para vencer e, então, levar o nome da equipe ao prestígio. Mas sempre, ao longo da história, o nome do piloto vencedor aparece em primeiro plano e, só depois, é que se vai olhar qual a escuderia. Repito: em Grand Prix, a equipe é instrumento. Se a ideia não é essa, que coloquem os pilotos para correr no mesmo carro, como acontece no endurance. Enquanto não for assim, quem vence é o piloto, quem briga é o piloto, quem põe seu pescoço à prova toda corrida é o piloto, o risco é dele, e a única coisa que compensa isso tudo é a vitória. Se o indivíduo mais rápido vai ser privado de brigar para vencer e concordar com isso, melhor é mesmo ir vender pastel na feira ou jogar golfe.
A F-1 tem seus bandidos e alguns estão nomeados acima. Sebastian Vettel não é um deles.

"If you no longer go for a gap that exists, you're no longer a racing driver". 

segunda-feira, 25 de março de 2013

ESTA DANDO O QUE FALAR

A desobediência de Vetor está dando o que falar. Até o pessoal dos toro vremeios ficaram ligeiramente putos com o menino impertinente.
Vamos voltar ao assunto.
Mas, por ora a gente se diverte com nosso querido Uéber mostrando o dedo médio para o Vetor.
Notem que nem se o alemão estivesse olhando no espelho veria a falta de educação de seu companheiro de equipe.
Meio escondido tal e coisa.
Seria mais produtivo o australiano arrancar o sutiã no pódio e chicotear Vetor faminto.
Ui!!


domingo, 17 de março de 2013

A ZEBRA BÍPEDE

Nesta madrugada de domingo, depois do chove e molha, aconteceu a primeira etapa da temporada de F1 lá onde o Judas perdeu o guarda chuva. Ou guardachuva, ou guarda-chuva. Sei lá o que virou o acordo pornográfico Pt-Br.
Quase nada mudou, senão vejamos: na largada nosso renomado pé murcho Uéber ficou para trás e nem prestei mais atenção no rapaz.
Massa largou bem e ousou ignorar prima dona babando em seu cangote. Daí, veio o esperado. Mamã Ferrari ferrou seu filhinho de poucas posses para ajudar o filhinho preferido daquele banco.
Grande corrida do Adriano (nada) Sutil. No final ficou sem borracha. Merecia uma melhor estratégia da  Força Aí Índia sua zonza equipe.
Hamilton mostrou que continua fera e dona Mercedes construiu um carro melhor que a McLaren. Pelo menos é o que parece.
E vamos aos destaques: em primeiro a corridaça de Wiwi Vodkanem. Bela estratégia deixando a prima dona Alfonsinha cheia de mimimis. Duas paradas e a vitória zebrada. Ainda esnobou dizendo que foi fácil.Esperamos que continue na mesma toada (como dizia minha avó).
Na parte negativa a corrida do Vetor. Pelos treinos a impressão era de que iria vencer com três rodas. Qual nada. Corrida esquisita, fraca e ficou a impressão de uma certa falta de ânimo. Como é cheio de graça e batizou seu carro de Heidi faminta ou algo assim a gente pode dizer que broxou legal.
Finalmente devemos registrar nossa indignação pela falta de ação dos malucos de primeira volta.
Nem um pedacinho de carro voou durante a corrida. Romã da Granja, Chapolin Perez e aqueles que estreiam não honraram a tradição batista (de bater).
Em certos momentos deu até sono.
Assim não dá. O blog vai enviar uma moção de repúdio ao bom mocismo desse pessoal. Áras!
Tivemos um momento uáu com (claro) Pastor sem ovelhas que errou a freada e deu trabalho para o guincho. Segue o vídeo.
Mas, foi só.


ele vai dar mil desculpas mas, aposto que estava fuçando no rádio

GGRRRRRRRRRRR

"isso nunca aconteceu comigo"

"vira, vira, vira,virou!"

sexta-feira, 15 de março de 2013

COMEÇOU!!!

Acabou de acabar (ui!) o primeiro treino para a primeira corrida da temporada da F1.
Como disse Massa, aqui é onde a coisa pega e não nesses treinos extra-oficiais (foi mais ou menos isso).
Não tivemos muitas novidades.
No vídeo prima dona leva o carro para dançar na curva, roseberg gasta pneus e chapolin perez maltrata a zebra.
Na foto, os primeiros de sempre e o paulo que restou saindo do carro.
Vamos aguardar os outros treinos e a corrida arrastando correntes madrugada adentro para "alegria" da rainha da mansão.


terça-feira, 20 de março de 2012

BRASILEIROS

Gostaria de tecer algumas considerações sobre a atuação dos pilotos brasileiros na GP da Austrália em 2012.
Senna-sobrinho teve um desempenho horrível na classificação e, num arroubo de sinceridade, disse que foi mal porque não arriscou na hora do “vamu vê”.
Com isso largou lá atrás. Comentei com o chefe do blog que ele sai no bolo e não consegue escapar de toques ligeiros ou verdadeiros chega para lá dos outros afoitos pilotos.
Já vimos que levou uma verdadeira encoxada do Ricatchimcardo na primeira curva.
Se largar atrás é inevitável que pelo menos fique pelos cantos com a cabeça baixa até passar o tiroteio.
Nesta corrida, logo de saída foi obrigado a levar o carro para a oficina acabando com suas chances de fazer algo mais que número.
Enquanto isso seu companheiro de equipe mostrou serviço sendo destaque até a última volta quando perdeu o controle do carro e deu de bico no gradil, mostrando que é o Maldonado de sempre.
O Massassinha é caso para análise mais profunda.
Tem toda razão quando reclamou que seu carro comia pneus como um chocólatra devorando os ditos.
Sabemos que a mamã Ferrari é capaz de instalar um ralador de pneus só para queimar seu piloto. Temos aí o rubim que não nos deixa mentir.
Mas, que catso ele faz na Ferrari?
Desde que Prima Dona Alfonsina chegou na sede dos vremeio ele vem sendo preterido a ponto de perguntarem se “entendeu” que teria que dar passagem ao espanhol no GP da Alemanha de 2010.
Mais do que claro que era chegada a hora de dizer adeus.
Sua carreira é gerenciada pelo filho do duende vremeio Jean Todt, o Todinho.
Mal gerenciada por sinal. Felipe vive levando desaforo para casa. Mamã Ferrari não dá um carro que suporte sua maneira de conduzir. Toda a atenção da véia mafiosa vai para seu querido espanhol cheio de grana daquele banco com símbolo em forma de bosta seca. Nem vou falar dos pit-stops vergonhosos em relação ,
Em toda corrida os pneus do carro do massassinha vão para o espaço enquanto Prima Dona que pilota, muitas vezes de maneira agressiva arrastando o carro, tem seus calçados com o solado em forma.
Todinho deveria ter oferecido os préstimos de seu pupilo para outra equipe de ponta antes que a desvalorização o obrigasse a aposentar ou correr por uma Katarrã qualquer. Pelo visto é o que vai ocorrer no fim desta temporada.
Por outro lado Felipe tem uma maneira de pilotar agressiva quando em disputa por posição. Agressiva sem razão principalmente levando em consideração o formato da F1 de hoje onde as corridas muitas vezes embaralham a posição dos pilotos até poucas voltas para o final. Uma posição perdida no meio da corrida não significa que é em definitivo.
No entanto, Massa adora espremer carros que tentam ultrapassá-lo desgastando o seu próprio.
No vídeo notamos que houve um imbróglio com três carros. Ele, Senna-sobrinho e o nosso já conhecido Ricatchimardo.
Notem que massa já vem espremendo o pobre piloto da STR que é obrigado a alargar a curva.
Senna-sobrinho aproveita e enfia o carro no espaço que sobrou. Na sequência o piloto da Ferrari empurra a Williams para fora da curva resultando no abandono dos dois.
Neste mesmo lugar várias outras ultrapassagens e tentativas ocorreram sem que o resultado fosse este vexame.
Todos colocaram panos quentes no acontecimento. Até os buenos da vida durante a transmissão fingiram que foi algo corriqueiro e preferiram falar mal da Ferrari que, segundo eles, vem “ladeira abaixo” sem o Jean Todão.
O problema é que massassinha acabou por dar uma entrevista dizendo que se houve um culpado este foi Senna-sobrinho.
Em minha opinião deveria ter deixado as coisas como “acontecimento de corrida”. E, acalmar o espírito, focar mais no acerto do carro. Para tanto é necessário bater a mão na mesa lá na Ferrari exigindo mais atenção. Enfim, melhorar muito para sair da mamã Ferrari com a cabeça erguida.
Afinal parece claro que seu macarrão está “assando”.


domingo, 18 de março de 2012

CORTADOR DE GRAMA

Nosso shushu e o cortador de grama mais caro do mundo.

PIMBA!!!

As câmeras colocadas em lugares inusitados (sem pensamentos obscenos, por favor) foram pouco acionadas nesta corrida.
Mas, estas imagens são interessantes porque mostram o pobre Riatchimcardo da STR (Somos Todos Retardados) tentando ir para um lado, ôpa tem gente, ir para outro, ôpa tem gente, vou para frente então. Ôpa tem o Senna-sobrinho.

IMAGINAÇÃO EM FALTA

Todos já conhecem minha opinião sobre a entrada do carro madrinha em situações em que sua presença seria dispensável.
Nesta corrida da Austrália não foi diferente.
Quando vi o carro do nosso inesquecível Petrão, o Katarrã, parado na reta dos boxes sem incomodar ninguém pensei na seguinte situação:
O diretor de prova está lá em sua poltrona com visão privilegiada da corrida. Latinha de cerveja na mão e batata frita em cima do teclado.
Mó monotonia. Mal pode esperar o final da corrida e correr para o banheiro onde fornecerá material para exame anti-doping.
O duende mor do circo está nos boxes atazanando alguém quando é informado que a audiência despenca pela monotonia.
Então, agarra o telefone e grita para o sonolento diretor de prova, “a audiência está caindo, nego! Anima essa porra aí.”
Mas, como?
Punir todos que ousam andar na frente de Dom Prima Dona Alfonsina?
Pode ser.
Seus pensamentos são interrompidos quando visualiza o Katarrã, carro do Petrão, parado em lugar seguro. Basta empurrar o dito cujo para junto da mureta dos boxes.
Que nada!
É a chance que todos esperavam. Aciona imediatamente os bombeiros, o exército, a marinha, a aeronáutica e a estação espacial. Pode ser aquela que caiu mesmo.
O carro do Petrão é literalmente uma bomba e pode explodir a qualquer momento.



Então, o carro madrinha entra garbosamente na pista. Para completar um caminhão sai não sei de onde para resgatar o possante impotente na reta de chegada.
Não é um caminhão qualquer. Não desses que a gente vê pelas ruas do Brasil resgatando carros de passeio desmaiados.
É algo parecido com um trio elétrico. Enorme. Só faltou a Cláudia Milk para atentar contra nossa paciência finita.
Ou o gordim do Montoya para encher a lata do caminhão provocando um incêndio visível em marte.
E, assim caminhou a humanidade.
Eu diria que, em matéria de imaginação, o diretor de prova poderia se inspirar em outras praias.
Esse negócio de imitar a F-Indy e acionar o carro madrinha em todo momento sonolento da corrida já deu né?

sábado, 17 de março de 2012

MERCEDES COM SILICONE

Houve a surpresa, ou não, do bom desempenho mercediano nesta madrugada.
Achei o Roseberg meio afoito e o nosso "amado" Shushu ruim de vista quando mirou a curva e acertou a zebra. Não a quadrúpede, por favor.
Mesmo assim Dona Mercedes veio revitalizada e seus meninos (um nem tanto) conseguiram agarrar galhos mais altos onde as frutas são de melhores tempos.
Mas, todos conhecemos a maneira de agir do Rose Marrom e do Dick Vigarista. Até o Bueno nosso de cada dia.
Na transmissão colocou em dúvida a lisura da Dona Mercedes dizendo que a rádio padock veiculava que existia alguma novidade possivelmente fora do regulamento nos carros prateados.
Como prova citou o fato da foto (ai!). Nosso “amado” shushu dando um help aos meninos da limpeza para tirar a desfalecida Mercedes do atoleiro. O piloto alemão abaixava o bico do carro para evitar aquela foto indiscreta em que poderia aparecer a calcinha das desavisadas.
Se o babado está forte como disse o locutor galvanizado teremos desdobramentos e Dona Mercedes vai ter que mostrar se implantou silicones fora dos padrões.

Surpresas

Hamilton voou, o que não é surpresa. Mas Grosjean em terceiro e aquele que é de gelo apenas em décimo oitavo? Webber na frente de Vettel? Schumacher 3 décimos a frente de Rosberg (efeito do post pé frio anterior)? Tá tudo virado!


Q2

Ambas as Ferraris fora do treino no Q2 e, por enquanto, vai dando Rosberg a frente do Schumacher. É um bom começo de temporada.