sábado, 6 de agosto de 2016

ATÉ TU, VÉTUS?

Antigamente era comum pilotos confundirem a última volta como se não houvesse amanhã e dar mais um giro com o de pé embaixo. Não avistavam a bandeira xadrez. Afinal, não havia rádio e a contagem de voltas poderia ser precária. As placas de informação das equipes não eram oficiais. Ou seja, pelo sim pelo não pé embaixo até a certeza de fim de prova.
O contrário também acontecia. Pilotos tiravam o pé ao cruzar a linha na penúltima volta acreditando no fim da corrida.
Eu disse acontecia? 
Vetor cruzou a linha entrando na última volta e está tão de saco cheio com mamã Ferrari que acreditou no término da prova.
Tirou o pé, ligou para o bar mais próximo reservando mesa, distraiu-se mudando o rádio para alguma FM com músicas para baixo astral e acabou saindo da pista. Quando voltou notou um monte de carros acelerando. Num primeiro momento pensou que estavam com pressa para pegar uma mesa melhor que a dele. 
Aparentemente, pela luz vremeia no volante, alguém berrou em suas orelhas "que pássa?" 
Acelerou e terminou em quinto onde estava. Meno male que os carros velozes eram retardatários.



Adeus, Adilson

Acabo de acordar de um sonho gostoso: uma antiga aluna, hoje amiga, estava se casando. A cerimônia era bonita, tinha ares de teatralidade e o noivo utilizava um batom roxo. Preciso contar isso para ela.
Havia, no entanto, uma constante sensação, enquanto sonhava, de que esperava por algo, a forte presença do ausente que me gerava ansiedade. Bom, quem sabe, seja só reflexo das últimas leituras de Paul Ricoeur. 
Enquanto cumprimentava o noivo do casamento sonhado, invadiu-me uma grande vontade de chorar. Julguei estar emocionado com o cerimônia. Talvez, por outro lado, já fosse reflexo dos gritos que, afinal, acordar-me-iam. 
Alguém berrava desesperada e repetidamente na rua: "Adilson!", "Adilson!", "Adilson!". Fiquei prestando atenção para tentar entender o que acontecia, mas não pude distinguir muita coisa, exceto que meu distante interlocutor não fazia parte do sonho e parecia estar tomado de forte comoção. 
Filho do meu pai que sou, passei a arrolar todas as hipóteses trágicas possíveis: a) Adilson morreu; a.1) com um tiro que não ouvi, pois estava em um casamento; a.2) de overdose no final da balada; a.3) atropelado. Não houve sirenes e quem berrou foi apenas um indivíduo, que poderia, por qualquer razão, ter imaginado a morte de Adilson. Levantei, então, a hipótese de que b) Adilson não tivesse morrido. Por que, então, berravam seu nome? b.1) Adilson pode, de fato, ter passado mal e, em desespero por não saber o que fazer, seu namorado e/ou amigo gritou seu nome até acordar alguém que também não ajudou; b.2) Adilson estava em um surto psicótico e gritava o próprio nome; b.3) Adilson encerrou seu relacionamento amoroso, para desespero de meu interlocutor.
No final das contas, não sei nada sobre o Adilson, exceto que alguém que o conhecia chamava seu nome realmente muito alto nas proximidades do nosso apartamento, o que interrompeu uma linda cerimônia de casamento. Espero, sinceramente, que esteja tudo bem com ele e, se não estiver, que se recupere. 
Desenvolveu-se comigo, como efeito do infortúnio do Adilson, o pior tipo de insônia, que é esta que a gente tem depois que já dormiu e acordou pouco depois. Fiquei por ali, tentando dormir de novo e, como se vê, não deu. Levantei e escrevi este texto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

BALANÇA E CAI

O lado interiorano (caipira é a mãe) do blog anda com dificuldades no quesito internet.
Depois de uma reunião interna  resolvemos trocar de operadora.
Pelo visto demos c'os burros n'água.
A TV não é tudo o que prometeram, o telefone fixo não é aquilo tudo que prometeram e, finalmente a internet tem problemas de balançar e cair.
Então, os posts ficam oscilando.
Tanto que nem o lambão da Alemanha foi escolhido. Pela raiva em sentar e ver a luzinha da internet apagada no modem escrito GVT que virou VIVO (moribunda seria mais adequada).
Se não estávamos satisfeitos com a NET estamos insatisfeitos com a VIVO que engoliu a GVT.
A única coisa que permanece é o péssimo atendimento via telefone.
Mas, nossa paciência esgotou. Estamos pensando em jogar o batom longe e voltar aos braços da NET.

FORA DONA CLARA!!

No início das corridas a TV que controla as transmissões da F-1 tem o hábito de mostrar os mandões das equipes fazendo caras e bocas nos boxes/cerquinha cheia de computadores. 
O careteiro Aquivábene é figurinha certa. Totó Lobão também com aquele ar (fingido) blasé.
De vez em quando lembram de Dona Clara Williams. Dizem que ela manda na equipe.
E, a escuderia (que pertence em parte ao seu pai) vai de pior a horrível.
Começam as temporadas com pompa circunstância e um certo pedantismo. Elazinha tem um ar superior.
Pois bem. 
Parece certo que massinha de modelar vai mudar de ares. Elazinha deu entrevista dizendo que Bottas (o amigo de Dora, a aventureira) fica na equipe e (quem sabe?) Jasão Butão iria se juntar a ele. 
Por incrível que pareça a escuderia inglesa faz ânus doce dizendo que não vai esperar por muito tempo o "sim" do piloto inglês, que por sinal, iniciou sua vitoriosa carreira na velha e boa Williams.
Não perceberam que o acento dos carros brancos com tiras homenageando o patrocinador é um belo mico. Butão, certamente, está negociando com outros e deixando os ingleses como última opção.
Deixando a dança das cadeiras de lado vamos analisar a gestão da filha do dono.
A Williams no ano passado teve um espasmo de renascimento. Lembrando que no início dos anos 90 era a mais desejada pelos botas (aqueles, não esse que nem havia nascido). Inclusive por  Senna (o Ayrton, não o Bruno que nem havia nascido).
Equipado com motor Mercedes (o gostoso) o carro andou assustando gente grande (no caso a própria Mercedes).
Diziam que iriam peitar a lemã tal e coisa. Mas, não houve melhorias no carro e veio a decadência sem peitar a Mercedes e nem chegar perto da Glória (esta sim a gostosa).
Então fica assim. De quem é a culpa?
Do técnico, evidentemente.
E, quem é o técnico?
Diria que é a dona Clara. Sua gestão à frente da escuderia não significou o retorno aos bons tempos quando eram comandados por Patrick Head (o bulldog) a quem substituiu.
Não sei quem realmente comanda a nau williamnesca hoje em dia. 
Mas, trocaria dona Clara por insuficiência gestora. 
Chamaria dona Gertrudes de sua aposentadoria para chicotear (literalmente, por sinal) essa gente que tem o melhor motor na mão e não conseguem construir um carro confiável.
Vai para casa dona Clara.

"Fora eu? Sou a dona, querido!"


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

ALIENS TERRÁQUEOS

Esta noite (03) resolvi fazer uma caminhada noturna no parque aqui perto.
Quando vou às segundas feiras o local está lotado por quem está com consciência pesada pelos excessos do fim de semana. Inclusive este que vos tecla.
No resto da semana é mais tranquilo.
Porém, hoje notei algo estranho. Além de uns gatos pingados correndo ou fazendo caminhada uns seres estranhos.
Nunca dantes vistos.
Garotos e garotas recém entrados na puberdade. Andavam em grupos ou sozinhos feitos zumbis. Não prestavam atenção em nada ao redor. Os olhos fixos na tela do lular, I-pad, I-pod, I-posso, I-passo, I-paço, I-pic, I-quéisso e etc.
Fiquei curioso com a zumbizada atrapalhando o trânsito e dei uma olhada numa tela.
Rá!
O que vi descortinou o mistério. Havia uma tela colorida feito aqueles filmes dos anos 70 para dar a impressão que a gente tomou LSD,
Mostrava o caminho em meio à grama.
Sim.
Li a respeito. 
Chegou à Rib's a porra do Pokémom- go.
A zumbizada estava caçando pokiemom. Sinceramente não sei o que pensar. Mesmo porque Henrique logo vai estar nesta maluquice.
Mas, perder uma noite sem o calor infernal, com um visual bacana que é o parque, o céu sem nuvens (olha lá as estrelas) para ficar brincando com jogos nerds não entra na minha cabeça.
Eu jogo online. Adoro games de estratégia e com um pouco de sangue (quem não?).
Só que algumas coisas tem limites. O parque estava mais cheio que o normal para uma quarta à noite.
Pena que os aliens terráqueos nem notaram as pessoas em volta.

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Aliens espalhados pelo parque

Vejam um brilhante ao fundo

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Continuo não entendendo

A falta de consistência das decisões da FIA quanto ao comportamento intra zebras dos pilotos tem chamado a atenção da mídia especializada.
Lembrei hoje de manhã, antes de sair da cama, naqueles momentos de sub-consciência, de dois episódios em que, claramente, Hamiltão jogou o Rosberguinho pra fora da pista.
O primeiro deles, logo abaixo, ocorreu no GP dos EUA do ano passado, certame em que, inclusive, confirmou-se o tricampeonato do inglês.



No segundo, o GP do Canadá de 2016, algo parecido ocorreu, mas de modo menos evidente. Após a maravilhosa largada de Vettel, as duas Mercedes se esfregaram e Rosberguinho ficou sem pista.


Chama atenção que estas manobras sequer foram colocadas sob investigação. Passaram como comportamento duro, mas esportivo. Nas duas oportunidades em que tentou fazer algo parecido, Rosberg acabou punido. 
Não quero amaldiçoar as incoerências dos árbitros automobilísticos contemporâneos; coerência nunca foi o principal atributo desta categoria. Em 1989, por exemplo, quando Senna foi desclassificado do GP do Japão por não ter completado a distância total da corrida, perdendo, então, o título mundial daquela temporada para Alain Prost, Ron Dennis, chefe dos dois, preparou um dossier com algumas imagens de pilotos "cortando" chincanes sem que houvesse qualquer medida semelhantes àquela cominada contra Senna. 
A reclamação é antiga e vai continuar assim, afinal, no mundo corporativo, dentro ou fora da F-1, decisões têm fundo político com fundamentos mesquinhos e arbitrários. Lidemos, pois, com isso. 

PERDIDÕES

Para entender as punições (ou não) que ocorrem na F-1 basta imaginar um campeonato de futebol.
Os caras, ou estão perdidões, ou estão mal intencionados mesmo.
Lembrando que ex-pilotos relatam várias coisas cabeludas quando do tempo em que corriam e não há o menor interesse em averiguar.
Exceção, lógico, Cingapura em 2008. Só que não. O escândalo não foi suficiente para sequer mudar o resultado da prova. Beneficiado? Mimadon, que venceu a corrida.
Por falar no espanhol essa ultrapassagem sobre Kubica em Silverstone, 2010, é uma clássica arbitragem futebolística.
O cara passou por fora da pista, quase bate no polonês e ficou tudo por isso mesmo. Alegou que Kubica não deixou espaço e, portanto, foi culpado.



Enfim, continuamos a ter decisões polêmicas.
Roseberg ultrapassou o fraldento Max (imo) alargou a curva deixando duas opções para o garoto. Ou fica atrás, ou bate. Acabou punido por capricho dos idiotas que comandam a F-1. Hamiltão agradece.
Aliás, o pobre lemão sofreu dupla punição porque sua equipe não sabe contar até cinco. Na parada para trocas de pneus o pessoal do bar não toca no carro durante cinco segundos. Contaram, no entanto, até oito. Eita burrice.
Com isso, Kiko vai dizendo adeus ao título. Até mesmo por conta da apatia que tomou conta.





ESPUMANTE SABOR QUEIJO

Ricardão Sorrisão de bem com a vida. Desta vez os Toro Seniores fizeram a tática certa com ele.
Depois de bajular e ajudar o fraldento Ven No Tápen Zinho a superá-lo em algumas corridas fizeram a coisa certa e a tática da equipe o levou ao segundo lugar. Merecido por sinal.
Tudo está tão certo que o cara improvisou uma taça para o espumante.
Eu nhein?




"dílicia!"

domingo, 31 de julho de 2016

Olha, eu não entendo...

Uma coisa primitiva, como uma competição para ver, entre diversos meninos, quem chega na frente com seus carrinhos, deveria ser inteligível para todos. Mas não é. 
Rosberg não foi punido na Hungria semana passada quando, claramente, sentou a bota em meio às bandeiras amarelas duplas. Hoje, fez uma manobra contra Verstappen que, embora dura e arriscada, pareceu limpa. Freou muito tarde e ocupou o espaço; se Verstappen quisesse fazer a curva, teria de fazer atrás dele. Não vejo nada demais, mas quem sou eu? Só um cara que não entende. 
Os comissários, estes entendidos, puniram o homem e terminaram com qualquer chance de recuperação na corrida. Hamilton entra de férias em ascensão no campeonato e arrisco retomar uma afirmação que fiz lá em março
Para a gente pensar, vamos voltar a 2012. Era a última volta e Vettel tentou uma manobra, na mesma curva, sobre Jenson Button. Em um desfecho muito diferente, acabou punido. Disputava, àquela altura, o tricampeonato com o saudoso Fernando Alonso. Quem tem que ser punido, quem não tem, eu não sei e não entendo. 


sábado, 30 de julho de 2016

NADA DE NOVO NO FRONT

Terminado o treino que vale a classificação verificamos que nada de novo ocorreu. Dona Mercedes andou sobrando e os dois pilotos de sua equipe largam na frente. Fiquei com a impressão que Hamiltão errou na última volta rápida. Ele negou.  Larga em segundo e Roseberg em primeiro. Como sempre, quando não está na frente, o inglês fez caras e bocas na hora da foto.
Na minha opinião a segunda fileira com os Toro Seniores é surpresa. Os carros austríacos não tem uma unidade de pum atômico mais potente que a mamã Ferrari. Ou não tinham. Numa pista veloz conseguiram ficar na frente dos vremeios italianos. A Tag-Heuer que nada mais é que pum Renault melhorou muito.
Ricardão ficou à frente do fraldento Ven No Tápen Zinho. E, Vodkanem venceu Vetor. O alemão está visivelmente desanimado com a carruagem italiana. 
Gosto de ver Mimadon se ferrar. Só por causa dos babacas babentos. "Um gênio", são unânimes. Concordo. O cara é genioso.
Hoje, errou na última volta rápida (ainda no Q2) e atropelou a zebra que desferiu um coice arrancando uns penduricalhos de seu carro. No entanto, reclamou de Vetor que, supostamente, atrapalhou sua volta. Não houve punição alguma. Ele deve estar chorando numa cama quente. Ficou atrás de Butão. Larga em 14º e Jasão em 12º. Nada tão catastrófico mas, os babentos tem que inventar alguma desculpa toda vez que o "gênio" fica atrás de seu companheiro de equipe.
Massinha de modelar (em 10º) e Felipe Nariz (em 21º) não tem muito o que fazer com carros que não ajudam. 
Então fica assim. Amanhã dia 30 vamos ver os meninos de dona Mercedes brincarem sozinhos no parquinho. Os outros meninos torcendo para que se estranhem caindo juntos do escorregador ("primeiro eu, primeiro eu").


quinta-feira, 28 de julho de 2016

TÁ UMA ZONA

A categoria anda uma zona. O que vale ontem hoje já não vale mais. Lembram da mudança na classificação para a corrida no começo do ano?
Não durou nem para contar história.
Pois agora liberou geral algumas coisas que, ridiculamente, estavam cerceadas.
Liberou os limites da pista. Agora tá liberado para quem quiser passear na arquibancada e voltar para a pista. Neste ponto parece que vale a regra das três escapadas. Na quarta, punição. 
Liberou o rádio. Voltaremos a ouvir desde ordens para deixar companheiros ultrapassarem até mimimis acerca de furto de chupeta.
Em reunião hoje (28/07) o Grupo de Estratégia derrubou tudo. Tomaram todas as biritas e resolveram que nem o Halo (ou Ralo) vai ser instalado para 2017. 
Esse pessoal peitou a diretiva do cassete a quatro no que diz respeito às comunicações via rádio. Essa imbecilidade era fruto da cabecinha de Charlie Whiting, o delegado de prova. 
Esse cara é aquele mostrado de vez em quando no "aquário" sobre a pista que aperta o botão de largada. Responsável por besteiras como a largada com carro de segurança em Silverstone.
É da turma de Berne Aquistone. Ou seja, tá na hora de ir para casa.
Enfim, já neste fim de semana nada será proibido. 
Carlinhos vai estar de bico. E, nós estaremos mais felizes. 

"magoei"

MIMADON RIDES AGAIN

Mimadon anda muito parecido com Totó Lobão. O chefão de dona Mercedes adora falar. Principalmente abobrinhas.
O espanhol é do mesmo time. 
Agora declarou que sua permanência na categoria "máxima" do automobilismo vai depender das novas regras. Se os carros estiverem mais "divertidos" continua.
Lembrando que já ameaçou ir para a WEC, NASCAR e F-Indy. 
Não sei o que significa carro divertido. Talvez, que saiba contar piadas. 
Brincadeiras à parte, dessa vez declarou que o objetivo atual é a economia. Combustível, pneus, bateria, água, dinheiro, câmbio e por aí vai.
Estou com ele quando vai de encontro a este pensamento. Corrida é corrida. Os pilotos querem carros velozes e a economia que se dane. Agradecemos.

"precisa ouvir a última que o carro me contou"

TROCA DE TUBULAÇÃO

Véio Mero tinha uma maneira simplista em comentar mudanças nos rumos políticos do nosso brasil-sil-sil. "Muda a tubulação e a merda é a mesma."
Leio que mamã Ferrari dispensou o diretor técnico James Allison (vulgo João Filho do Alli). Ele havia trabalhado, com êxito, na Lotus (essa, não aquela) e Kiwi Vodkanem. 
A F-1 tem seu lado futebolístico. O carro não evoluiu, os Toro Seniores estão nos calcanhares e a equipe chuta o primeiro que aparece pela frente. Pelo que entendi existem razões pessoais para a tomada de decisão por parte do inglês.
Enfim, quando se esperava que Macarrone (o capo) dispensasse Aquivábene (o capinho) sobrou para o boss (zinho). 
No lugar entra Mattia Binotto (vulgo Maria Bonita) que vai operar o milagre. 
Um carro de F-1 não desanda a vencer corridas do dia para a noite. Ou da noite para o dia. Leva tempo e dinheiro. O carro deste ano não é uma merda propriamente dita. Uma bosta talvez.
Certamente os italianos já estão pensando no ano que entra e toda a mudança no regulamento. Maria Bonita vai ter que mostrar a que veio, em verdade, no ano que vem.
Por enquanto se Vetor ou Vodkanem vencerem alguma corrida vai ser por um caso fortuito. Mas, podem ter certeza que algum capo vai dizer "eu não falei? Mudar era preciso".

"É quanto vou ganhar?"

terça-feira, 26 de julho de 2016

OS INTÉRPRETES

As interpretações das portarias e quejandos em todas as áreas são, muitas vezes, entendidas por uns e desentendidas por outros.
Sei que posso arrumar encrenca no "tabáio" mas, acabo me divertindo com as amalucadas interpretações sobre as regras que regem (ui) nossa vida cotidiana do direito aplicado.
Os melhores são os analistas. Para quem não sabe são os caras que não conseguem passar no concurso para magistratura. Passam para o cargo de analista. Normalmente (na prática isso não acontece) são aqueles que ajudam a minutar sentenças. 
Encurtando a parada. Uns tempos atrás publicaram uma portaria. Importância tão grande que não lembro sobre o que se tratava.
Mas, caí na besteira em comentá-la com um analista.
Mais ou menos assim.
Eu: "a portaria define o abacate".
Analista: "lógico que não. Não diz que abacate é verde e tem caroço."
Eu: "mas diz que o abacate é fruta comestível e apetitosa".
Analista: "não. A portaria diz que existem frutas comestíveis e apetitosas. Pode ser abacate, ou não."
Eu: "diz que o abacate tem forma de lâmpada".
Analista: "Pera também tem forma de lâmpada."
Eu: "vá à merda".
Analista: "para isso é necessário outra portaria." 
Esclarecendo mais um pouco e sem puxar a brasa para a sardinha dos técnicos judiciários. 
Depois que entram na justiça muitos técnicos cursam faculdade de direito. A maioria. Aqui em casa são dois. Nossa interpretação é mais prática do que aqueles "poetas" do direito. Que procuram o significado oculto do escrito. "O que o legislador pensava?" Lembrando: as leis saem "daquele" Congresso. 
O problema é que "subir" para o cargo de analista só participando de outro concurso enfrentando uma legião de "concurseiros". Difícil.
Então, a grande maioria dos técnicos são mais práticos que os analistas. "Viajam" menos.
E, são Químicos, Dentistas, Físicos, formados em Letras, História. Só para citar alguns que conheço.
Analista gosta de dizer que os técnicos não devem interpretar e sim cumprir. Eu digo que técnico bota o troço (processo) para andar e o analista gosta de discutir o sexo dos anjos esquecendo da celeridade.
Enfim, se não voltar a escrever é porque algum analista leu o post e resolveu dar trânsito em julgado e baixa findo neste que vos tecla.

Na visão do analista um abacate

APERTEM OS CINTOS: OS PATETAS ASSUMIRAM

Em princípio sou contra as mensagens de rádio. Prefiro os velhos tempos em que os pilotos tinham que se virar para decifrar a esfinge ou abandonar.
Mas, eram outros tempos. Câmbio mecânico, carros sem volante hidráulico, motores que cuspiam fogo. Poucos dominavam a força bruta (bonito. Força bruta).
Hoje os carros são, como dizem, naves espaciais. Piloto, além de rápido, tem que ser doutor em cibernética.
Ou depender do rádio para acertar a posição dos 'centos botões do volante. Lembro que um tempo atrás Pastor sem ovelhas ( que saudade) bateu num treino porque não se entendeu com o volante. Não em virar para cá ou para lá. Entretido com as estações de FM, acabou no gradil. Para nossa alegria.
De uns tempos para cá colocam na transmissão algumas comunicações dos boxes e o piloto. Principalmente mimimis. Fulando reclama com a tia que Cicrano não sai da frente. Ou que pegaram o ursinho de pelúcia dele. Ou que a mamadeira acabou. Ou, aí sim, xingamentos generalizados para o engenheiro. Vodkanem e Mimadon são meus preferidos. Sempre prontos para dar um pontapé no saco de alguém.
O tempo passa e resolvem que: "pera aí. Tem muito blá-blá-blá no rádio. Vamos cortar esse barato."
Algumas coisas são proibidas. O quê, exatamente?
Entra o decifrador de portarias (o analista judiciário). Ninguém se entende.
Vem mais proibição. 
Dependendo do caso o piloto recebe aviso e tem que ir ao boxes. Nem que seja para dar tchauzinho para os meninos do bar.
Só para constar Chapolim Perez estava com problemas de freio na Áustria e não tinha consciência da gravidade. Ficou sem freios na última volta e estampou o gradil. A equipe não podia informá-lo.
Na Hungria, com mais restrições, Butão foi informado sobre o freio com pane hidráulica. Foi aos boxes e mesmo assim foi punido.
Esperneou com toda razão. Se é para interpretar as "leis" do jeito que estão interpretando o melhor é cortar todas as comunicações e ficarmos só com as plaquinhas. 
Melhor ainda: voltar aos velhos tempos. 
Do jeito que vai não vamos.

Mariana diz que ele sempre tem razão


segunda-feira, 25 de julho de 2016

LAMBÃO NA HUNGRIA

Em verdade não houve uma maldonadice digna de valer o leitão porcamente assado de dona Gertrudes.
Mas, há um lambão.
Infelizmente Roseberg mostrou que não tem colhões. Um campeão tem força interior que o faz superar adversidades e encarar qualquer obstáculo mostrando (e chacoalhando) que não vai esmorecer em busca do título.
Ontem, na largada observando a atitude do lemão percebi que o campeonato está nas mãos de Hamiltão. Falta muita corrida até o final da temporada. No entanto, como já disse, o inglês só perde para ele mesmo.
Depois de vários rala e rola entre os dois pilotos de dona Mercedes todos esperam que evitem ao máximo outras batidas e quetais.
Com problemas no freio Kiko tentou mostrar que é o galo alfa do galinheiro lá na Áustria.  Porém, no momento errado. O segundo lugar não era um desastre. A atitude dele, alargando a curva na abertura da última volta e batendo no "companheiro" fez com que perdesse o segundo lugar (já que seria ultrapassado). Acabou em quarto, punido pela maldonadice.
Chegou na Hungria com uma vantagem ínfima de um ponto para Luís.
E com a autoestima lá embaixo. Para completar uma polêmica pole position.
Mesmo assim deveria ter largado como fazem os campeões. Acelera e fecha a porta para quem vem atrás. A posição era dele. No entanto, vacilou e Hamilton ficou com a preferência da curva. Pior, vejam no vídeo do cockpit que preocupou-se com o espelho da direita e Ricardão Sorrisão o passou pela esquerda. Foi obrigado a arriscar uma ultrapassagem por fora na curva seguinte (bonita, por sinal).
De resto, nem tentou uma aproximação digna de possibilitar ultrapassagem. E, olha que Hamiltão quase despistou na frente dele.
O excesso de cautela faz com que mereça o leitão.



sábado, 23 de julho de 2016

CARRO DE INSEGURANÇA

Todos sabemos que o carro de segurança estaciona na saída dos boxes esperando uma eventual oportunidade para ser acionado.
No entanto na Hungria ocorreu o que chamo de patetada. O carro ainda na pista após uma bandeira vermelha, o treino prestes a recomeçar, os carros saindo das garagens e o Mercedão de bicão na parada. Penso que não havia espaço para ele se posicionar no final dos boxes devido aos F-1 já sedentos em ir à pista. Resolveram parar num puxadinho qualquer e por pouco Carlinhos Sainszinho não bate no carro que significa segurança. Irônico.
Notem que um dos tripulantes sai do carro em direção, provável, ao banheiro mais próximo.



PODE ARNALDO?

Confesso que torço para Kiko Roseberg levar o caneco para casa neste ano. Mas, está difícil. Hamiltão só perde para Hamiltão. Entenderam?
Hoje tivemos um treino oficial cheio de alternativas chuvosas. Bandeira vermelha daqui, bandeira vermelha dali e pensei que teríamos um grid de largada diferente.
Tanto que Mimadon liderou boa parte do Q2 para alegria dos babacas de plantão. Não entendo o orgasmo dessa gente toda vez que o cara solta um peido. Perfume para eles. Nenhuma crítica quando rodou no Q3 atrapalhando geral. Pura barbeiragem.
Pois é.
No apagar das luzes (linda esta expressão) todo mundo em volta rápida com a bandeira quadriculada aparecendo no cantinho do vídeo, a imagem em Hamiltão que vinha que vinha quando Mimadon rodou justo na frente dele. O inglês tirou o pé e lembro que escrevi no zap-zap, zapzap, zap zap whatsapp para o chefe do blog: "cabô". Por falar em orgasmo foi uma ejaculação precoce.
Porém, vimos o lemão Kiko bater o tempo de Luís conquistando a pole. Lógico, sob bandeira amarela não iria valer. Certo Arnaldo?
Só que não.
Mimadon conseguiu retornar à pista e quando Roseberg passou pelo ponto não havia mais a McLaren como possível motivo de acidente. Todavia, bandeira amarela dupla era agitada. O que significa que o piloto tem que estar preparado para parar o carro por possível obstáculo.
Enquanto escrevo está valendo a pole. Parece que nem investigação foi iniciada.
Deixando a questão de lado, de qualquer modo, o momento é do britânico. O cara é rápido em treinos e corrida dando a impressão que vai engolir o lemão nas próximas etapas. Inclusive neste domingo. 
Ricardão Sorrisão superou o fraldento Ven No Tápen Zinho largando lado a lado amanhã. Vetor vem em quinto. Vodkanem perdeu-se na chuva e só larga em 14º. Massinha de modelar bateu no Q1 e sai em 18º. Felipe Nariz fez bonito na chuva enquanto seu companheiro bateu logo de cara ocasionando, por sinal, uma das bandeiras vermelhas. Quando secou a pista a Sauber mostrou seu valor (inverso) e Nariz larga em 16º.
Amanhã a largada pode tornar-se um belo imbróglio com Hamiltão feroz com a direção de prova (foi confirmada a pole de Kiko) e os Toros Seniores mostrando quem é que manda no curral.
No vídeo a volta da pole. Em 0,49 s as bandeiras da discórdia. 


sexta-feira, 22 de julho de 2016

O EXEMPLO


O segundo treino extraoficial, extra-oficial, extra oficial, que não vale nada lá em Hungaroring, palco do GP da Hungria deste fim de semana foi marcado por duas coisas.
Primeiro a predominância dos meninos de dona Mercedes. Muita gente dizia que poderiam ser superados nesta pista travada mas, o que se viu foi um banho alemão.
Lógico. A corrida nem começou. Porém, até aqui nada mudou no front.
Hamiltão saiu da pista no início deixando Roseberg brilhar solitariamente.
No vídeo chupado de um twiter qualquer vejam se não tem razão quem vocifera contra essas pistas com área de escape tipo teta de mãe.
A Mercedes escorrega até bater na proteção. Se houvesse brita não deslizaria tanto. Não quebraria nada e bastaria levar a dita num lava jato (êpa!) qualquer porque ficaria cheia de pedrinhas que Henrique adora trazer para casa.



ESTÁ COMIGO

Danieldo Kuajato comunga do pensamento do lado "caipira" do blog ao dizer que as zebras atuais são verdadeiras merdas.
Diz que o ideal é grama e brita.
Quem ousar que se ferre.
Gostei.

"Tô contigo, Luizão"

DO CONTRA

Tem final mais uma novela da F-1. Kiko Roseberg renovou o contrato com dona Mercedes por mais dois anos.
Com isso muitos babões por um bom cockpit vão continuar a vuduzar por mais tempo. 
Com as renovações de Roseberg e Vodkanem o mercado de pilotos fica mais restrito.
Teremos dança das cadeiras em equipes médias como Williams.
De qualquer modo mudança de ares tende a trazer mais motivação para pilotos que tinham grandes expectativas nas escuderias atuais e percebem que o limite de desenvolvimento do carro foi atingido sem chances de brigar sequer por vitórias. Dona Williams é típico. Não acredito que massinha de modelar e Valério Bottas (o amigo de Dora, a aventureira) continuem.
Enfim, nosso querido chato da ladainha das segundas voltou a atacar.
Diante do fato consumado, renovação de Roseberg, Totó Lobão declara que tal fato pode trazer mais problemas. Cáspite! Não manda nada?
Se não quer problemas com o relacionamento entre os pilotos que impedisse a continuidade do lemão. Senão, fica quieto no cantinho. Cara chato.
Lembrando de declaração sua, meses atrás, que Mimadon seria uma boa opção para dona Mercedes.
Afinal, o espanhol é um cara cordato, com convivência fácil dentro das equipes por onde passou.

"eh eh. Gosto de aparecer."

quinta-feira, 21 de julho de 2016

BELA FOTO

Interessante o contraste das linhas modernas do trem e o prédio ao fundo, todo circunspecto.


FOI GOL, NÃO FOI GOL

De vez em quando, na F-1, temos algumas decisões que parecem saídas da cabeça de um árbitro de futebol. Se for a favor do curíntia e pênalti. Se for contra é cartão amarelo por simulação. 
Recentemente tivemos algumas punições aos pilotos por extravasarem os limites da pista. Hamiltão teve uma volta cancelada, e quase perde a pole, justamente em casa (Silverstone) por sair fora do traçado.
Na Áustria diversas vezes ficamos naquela dúvida. Saiu com as quatro ou não?
Foi gol ou não?
Agora a FIA (da puta) inova e anuncia que, em alguns trechos das pistas mundo afora, sensores serão instalados e avisarão quando o carro ultrapassar os limites.
Então fica assim. Mesmo com a imagem mostrando a infração teremos que esperar o famoso dispositivo impositivo eletrônico que, se não falhar, dedará os shushus da vida. Digo shushu porque assisti uma corrida, em Hockenheim antiga, onde os irmãos Schumacher cortaram a gincana pelo menos uma vez e nada aconteceu. "Foi sem querer, querendo" disse um deles.
Enfim, Luizão instalaria os famosos bancos de brita e quem exagera que fique de fora (rimou).
Mas, são outros tempos.

"põe um prego aí, Zé"

quarta-feira, 20 de julho de 2016

DECISÕES, DECISÕES

Nos últimos tempos a equipe Sauber (nada, inocente) vinha despencando escadaria abaixo. Mais um pouco e não acompanharia nem o carro de segurança.
Felipe Nariz tem potencial como piloto e patrocínio forte. A (lava jato) Petrobrás.
Sem um carro decente era (ou é) quase certo que buscaria novas paragens em garagens mais competitivas.
Nasce o problema (ou Nars o problema). 
Para onde ir, cara pálida?
Renault, Haas, Williams?
Nenhuma tem (hoje) um carro decente. 
Para o ano que vem o regulamento promete chacoalhar o grid. Muitas mudanças. Até o tamanho dos pneus.Sabemos, pelo histórico, que não muda muita coisa. Quem tem grana constrói um carro competitivo e o resto corre na rabeira reclamando que o regulamento antigo era melhor.
 Leio que a equipe suíça foi vendida para um grupo de investimentos determinando a aposentadoria de Pedro Sauber (nada, inocente) do comando. Aliás, ele estava no comando do navio à deriva?
Portanto, com dinheiro novo e novos ares mais, digamos, respiráveis a escuderia pode ser um atrativo para Felipe Nariz. Diga-se carro bão. Outro problema: certamente não vai querer a companhia do Filho do Eric com quem trança bigodes de vez em quando. 
Imaginem a cabecinha do rapaz. Acredito que, para ele, 2017 é um ano crucial. Se não dizer a que veio vai (ui) ter sua carreira bastante prejudicada por falta de resultados. 
Daqui de onde estou vejo a fumaça saindo de sua cabeça. 
Pradonevou?  Quecôsou? Cadêguru?

"que macacão vestir?"

segunda-feira, 18 de julho de 2016

PRONTOS PARA A BATALHA

O filme "Rush" tentou, até por motivos comerciais, passar a imagem de uma rivalidade que não existia entre Lauda e Hunt. Como o austríaco já declarou havia mais cordialidade entre eles do que entre Senna e Prost, por exemplo.

quem não conhece a história de Hunt estranha o jeitão

sábado, 16 de julho de 2016

INIMAGINÁVEL NOS DIAS DE HOJE

Desafio gastronômico entre James Hunt e Niki Lauda.
Velhos e bons tempos.
O carro é uma Ligier. Significa que "assaltaram" o restaurante de uma equipe que não representavam.


CTR CHUPADA do pinterest

PARA CONSTAR

O piloto brasileiro Sette Câmera(s) testou um Toro Mirim sem grandes lampejos de piloto emergente. Digamos que foi OK. Sétimo ou oitavo dentre os "testandos".
Mas, leio que a (lava jato) Petrobrás, que o patrocina, está em negociações com com a equipe que cedeu o carro para umas voltas como futuro piloto de F-1.
Ou seja, aí tem.

"tão vendo o logotipo abridor de portas?"

MOMENTO ÓÓÓ

Rosberg pai e filho em Mônaco. Não importa o ano. Mas, o guard rail profetiza o futuro.
Diga-se de passagem que o filho superou o pai em termos de resultado. Não em carisma.

CTR- CHUPADA do pinterest


sexta-feira, 15 de julho de 2016

ASAS PARA QUE TE QUERO

Red Bull te dá asas (com ajuda do guincho).



"para o alto e avante!"

PEDIDO DE NATAL



"Papai Noel não esqueça de mim!"