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terça-feira, 2 de agosto de 2016

PERDIDÕES

Para entender as punições (ou não) que ocorrem na F-1 basta imaginar um campeonato de futebol.
Os caras, ou estão perdidões, ou estão mal intencionados mesmo.
Lembrando que ex-pilotos relatam várias coisas cabeludas quando do tempo em que corriam e não há o menor interesse em averiguar.
Exceção, lógico, Cingapura em 2008. Só que não. O escândalo não foi suficiente para sequer mudar o resultado da prova. Beneficiado? Mimadon, que venceu a corrida.
Por falar no espanhol essa ultrapassagem sobre Kubica em Silverstone, 2010, é uma clássica arbitragem futebolística.
O cara passou por fora da pista, quase bate no polonês e ficou tudo por isso mesmo. Alegou que Kubica não deixou espaço e, portanto, foi culpado.



Enfim, continuamos a ter decisões polêmicas.
Roseberg ultrapassou o fraldento Max (imo) alargou a curva deixando duas opções para o garoto. Ou fica atrás, ou bate. Acabou punido por capricho dos idiotas que comandam a F-1. Hamiltão agradece.
Aliás, o pobre lemão sofreu dupla punição porque sua equipe não sabe contar até cinco. Na parada para trocas de pneus o pessoal do bar não toca no carro durante cinco segundos. Contaram, no entanto, até oito. Eita burrice.
Com isso, Kiko vai dizendo adeus ao título. Até mesmo por conta da apatia que tomou conta.





quinta-feira, 28 de julho de 2016

TROCA DE TUBULAÇÃO

Véio Mero tinha uma maneira simplista em comentar mudanças nos rumos políticos do nosso brasil-sil-sil. "Muda a tubulação e a merda é a mesma."
Leio que mamã Ferrari dispensou o diretor técnico James Allison (vulgo João Filho do Alli). Ele havia trabalhado, com êxito, na Lotus (essa, não aquela) e Kiwi Vodkanem. 
A F-1 tem seu lado futebolístico. O carro não evoluiu, os Toro Seniores estão nos calcanhares e a equipe chuta o primeiro que aparece pela frente. Pelo que entendi existem razões pessoais para a tomada de decisão por parte do inglês.
Enfim, quando se esperava que Macarrone (o capo) dispensasse Aquivábene (o capinho) sobrou para o boss (zinho). 
No lugar entra Mattia Binotto (vulgo Maria Bonita) que vai operar o milagre. 
Um carro de F-1 não desanda a vencer corridas do dia para a noite. Ou da noite para o dia. Leva tempo e dinheiro. O carro deste ano não é uma merda propriamente dita. Uma bosta talvez.
Certamente os italianos já estão pensando no ano que entra e toda a mudança no regulamento. Maria Bonita vai ter que mostrar a que veio, em verdade, no ano que vem.
Por enquanto se Vetor ou Vodkanem vencerem alguma corrida vai ser por um caso fortuito. Mas, podem ter certeza que algum capo vai dizer "eu não falei? Mudar era preciso".

"É quanto vou ganhar?"

quinta-feira, 21 de julho de 2016

FOI GOL, NÃO FOI GOL

De vez em quando, na F-1, temos algumas decisões que parecem saídas da cabeça de um árbitro de futebol. Se for a favor do curíntia e pênalti. Se for contra é cartão amarelo por simulação. 
Recentemente tivemos algumas punições aos pilotos por extravasarem os limites da pista. Hamiltão teve uma volta cancelada, e quase perde a pole, justamente em casa (Silverstone) por sair fora do traçado.
Na Áustria diversas vezes ficamos naquela dúvida. Saiu com as quatro ou não?
Foi gol ou não?
Agora a FIA (da puta) inova e anuncia que, em alguns trechos das pistas mundo afora, sensores serão instalados e avisarão quando o carro ultrapassar os limites.
Então fica assim. Mesmo com a imagem mostrando a infração teremos que esperar o famoso dispositivo impositivo eletrônico que, se não falhar, dedará os shushus da vida. Digo shushu porque assisti uma corrida, em Hockenheim antiga, onde os irmãos Schumacher cortaram a gincana pelo menos uma vez e nada aconteceu. "Foi sem querer, querendo" disse um deles.
Enfim, Luizão instalaria os famosos bancos de brita e quem exagera que fique de fora (rimou).
Mas, são outros tempos.

"põe um prego aí, Zé"

quinta-feira, 28 de abril de 2016

FICANDO VÉIO

Tornou-se moda, ou não prestava atenção, na mídia de hoje essa coisa de "há centos anos atrás".
São fatos desde moda, política, esporte, sexo, ufologia, literatura e quejandos.
Leio sobre este triste episódio acerca de um enfrentamento (bélico, no caso) das seleções brasileira e uruguaia. Em 1976 (séc passado) em 28/04/1976, uma quarta feira. Um clássico do cacete. Em todos os sentidos.
Ecoavam, então, os acordes do Maracanã em 1950 quando o time do Uruguai venceu, na minha opinião, a copa das copas. Em pleno Maracanã cheirando a tinta fresca, novo que era, a celeste olímpica vencia o Brasil-sil-sil levantando a Copa do Mundo e abaixando a moral deste país (com a moral, hoje, no chiqueiro,  que me perdoem os porcos).
Foi uma puta conquista. Inigualável. 
Em 1970 (eu vi!! Ou melhor assisti pela TV, pela primeira vez,  ao vivo via satélite) lá no México os uruguaios lembravam a cada segundo do episódio de 1950. Brasil e Uruguai jogavam a semi final. Grandes provocações e um grande jogo.
Quem tiver saco que veja os melhores momentos.

  

Grandes e inesquecíveis lances. Morava em sampa na av. Santa Inês que era fechada pelos moradores a cada vitória do Brasil-sil-sil. Em 1970, ditadura militar e nada de levarmos porrada. Ah, ah.

Enfim, os anos passaram. Toda aquela rivalidade que resultava em pancadaria generalizada em jogos dos times da sul América (seleções ou não), foram diminuindo.
Em 1976 houve essa tal de Copa Atlântica. E o jogo em questão.
Brasil e Uruguai em Maracanã. Tudo para terminar em pancadaria. E, terminou em pancadaria.
Eu lembro que assisti ao jogo. Um dos protagonistas dos embates UFC foi Rivelino. Na época ele jogava pelo Fluminense mas, fez história no Curintiá. 
A lembrança do Rivelino neste jogo foi a pior possível para o torcedor que quer ver seu profissional agindo como tal. No caso, dando porrada para todo lado. Se é para brigar vamos partir para quebrar cabeças. Afinal, é futebol, nénão? Coisa de gente a ser catequizada. 
No final do jogo, tenso, Ramirez, da seleção uruguaia,  resolveu revidar as provocações de Rivelino. Partiu para cima do brasileiro que saía de campo. Quando percebeu o, então inimigo, partindo para cima, Rivelino, ao invés de revidar, saiu correndo como uma gazela foge da chita. Resultado: escorregou escadas abaixo numa cena de comédia pastelão. Vergonha alheia. Eu esperava uma reação tipo Rambo e veio algo como He-Man. Tenha dó.
Hoje em dia não acompanho mais o futebol. Diria que tem pouca porrada e muito cabelo esquisito.





sem julgamento

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MAIS QUE DOUTOR

Renatão foi mais rápido e fez uma singela homenagem ao Sócrates.
Mas, não posso deixar de dar este pequeno depoimento.
Fomos contemporâneos no campus da USP em Rib’s nos anos 70.
Ele na Medicina e eu na Química. Nunca nos cruzamos dentro do campus. Mas, o vi jogando futebol de salão pela Med.
As regras eram outras e o jogo sempre era uma carnificina. Eu mesmo, limitado que sou, dava porrada uma atrás da outra.
Enfim, neste jogo, o Doutor só conseguiu livrar uma bola antes de levar um pontapé.
Deu o passe para a vitória. Adivinhem como. Claro, de calcanhar.
Diz a lenda que ele jogava movido a cerveja pelo botinha (vulgo Botafogo de Rib’s) nas quartas feiras. Chegava no glorioso estádio e ia direto para o campo.
Sabíamos que não concentrava devido aos afazeres da faculdade.
Fico imaginando como seria sua carreira se fosse um atleta limpo de álcool e cigarro.
Certa vez, nos anos 90, tive uma consulta com ele. Eu tinha, supostamente, um problema cardíaco e um médico o indicou.
No consultório não havia nada que lembrasse sua carreira futebolística. Quando fui tocar no assunto levei uma bronca. Disse, mais ou menos, que ali dentro era um médico e não um ex-jogador de futebol.
Enfim, ele faz parte da história de Rib’s e prefiro lembrar, além da carreira vitoriosa no futebol, sua luta contra a ditadura e a incrível lucidez com que encarava os problemas deste abandonado Brasil.
Ah, o suposto problema cardíaco era, em verdade, sacanagem para me tirar de um concurso. Tétrico, lúgubre, horrível.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MONDO CANE

A F1 tem o seu lado futebolístico por alguns acontecimentos que marcam a categoria no que acontece fora da esfera esportiva.
O lado etílico de alguns pilotos é amplamente divulgado mesmo que não tenha influência no desempenho do, digamos, atleta dentro do carro.
Estou lendo que o Adriano nada Sutil envolveu-se numa briga de boteco com um francês executivo de uma coisa que manda na Lotus Renault.
Agora dizem que o hamiltão também entrou no imbroglio e fingem que ele só acompanhou o rolo por ser amigo do nada sutil.
Enfim, o incrivel Hulk deve estar verde de ansiedade porque o Adriano, pelo jeito, vai perder o banco na Força aí índia.
Outro dia o butão quase saiu no braço porque em outro boteco o virgem santa (charles?) branson mexeu com a mulher dele.
Fico pensando se esses caras frequentam botecos porque são obrigados pelo patrocinador ou porque gostam de beber com os "amigos" ou porque torcem pelo curintiá.