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domingo, 31 de julho de 2016

Olha, eu não entendo...

Uma coisa primitiva, como uma competição para ver, entre diversos meninos, quem chega na frente com seus carrinhos, deveria ser inteligível para todos. Mas não é. 
Rosberg não foi punido na Hungria semana passada quando, claramente, sentou a bota em meio às bandeiras amarelas duplas. Hoje, fez uma manobra contra Verstappen que, embora dura e arriscada, pareceu limpa. Freou muito tarde e ocupou o espaço; se Verstappen quisesse fazer a curva, teria de fazer atrás dele. Não vejo nada demais, mas quem sou eu? Só um cara que não entende. 
Os comissários, estes entendidos, puniram o homem e terminaram com qualquer chance de recuperação na corrida. Hamilton entra de férias em ascensão no campeonato e arrisco retomar uma afirmação que fiz lá em março
Para a gente pensar, vamos voltar a 2012. Era a última volta e Vettel tentou uma manobra, na mesma curva, sobre Jenson Button. Em um desfecho muito diferente, acabou punido. Disputava, àquela altura, o tricampeonato com o saudoso Fernando Alonso. Quem tem que ser punido, quem não tem, eu não sei e não entendo. 


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Bom para os negócios?

Nas últimas semanas, várias declarações de um dos anões e chefão-mor da F-1 Bernie Ecclestone chamaram atenção por esculachar a alemãozada e enaltecer Lewis Hamilton em função de seu papel na promoção do esporte. 
Hoje, a página brasileira do motorsport.com reproduziu parte de uma entrevista em que o Ecclestone diz que Rosberg e Vettel não são bons promotores do evento e que Hamilton talvez seja o "melhor campeão do mundo que já tivemos". Não sei sob que ponto de vista se poderia afirmar tal coisa com alguma correção. Tecnicamente, é difícil avaliar o desempenho de Lewis com os campões de outra época; do ponto de vista dos negócios, a homérica treta entre Prost e Senna, por exemplo, parece ter trazido mais público para o esporte que a cara emburrada do inglês. 
Hamilton é um cara interessado em música, compõe rap e adora o show business. Outro dia, vi uma entrevista em que ele relatava como havia sido incrível sentar-se perto da Oprah em um determinado evento.  É, também, um cara capaz de vencer uma corrida e permanecer com aquela feição blasé, como quem diz "é óbvio que eu ganhei, sou muito melhor que os outros", ou dar demonstrações  de mimadice quando perde um certame.
Entretanto, ainda que Hamilton tenha infindáveis qualidades, acho que os elogios de Ecclestone tem um caráter de retaliação aos alemães por razões que escapam ao grande público Por que ele não achincalha o Bottas, por exemplo, que é muito menos midiático que todos o demais? Talvez tenha algo a ver com o cancelamento do GP tedesco neste ano. O anão inglês disse que a Alemanha é um país é péssimo para os negócios. Engraçado que, muito antes de ter um campeão na F-1, a Alemanha sediava um dos GPs mais tradicionais da categoria e nunca ouvi falar que seria um país ruim em termos de grana. É só ver as arquibancadas do estádio em Hockenheimring. Sem contar as corridas no incrível Nordschleife.
Fato é que a F-1 está em crise e "tornou-se um produto pouco vendável", como gostam de dizer.  E, claro, a culpa por isto é antes do próprio Ecclestone e sua gestão que de qualquer piloto. Será que, do outro lado da conversa, os alemães não estejam dizendo "tivemos de cancelar nosso GP porque este idiota acabou com a categoria"?

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

RECORDAR É VIVER

Sempre é bom ver os "alemão" se ferrando....
Notem Shushu chamando os fiscais para empurrar seu carrinho como a dizer "podem empurrar. É proibido mas, sou "the king" e piloto uma Ferrari."

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O PUGILISTA!


 Nelson Piquet Souto Maior. Seu nome dispensa apresentações. Bem como o fato de, no início de carreira, ter mudado o nome para competir em Brasília sem que o pai soubesse.
Seu nome original era Nelson Punch Soko Major. Um nobre espanhol adepto do boxe.
Julgando não ter adversários à altura de sua técnica mudou para o automobilismo.
Mas, como podemos ver no vídeo abaixo, o boxe ainda corre em suas veias.
 

domingo, 22 de julho de 2012

QUESTÃO DE OPORTUNIDADE


Sei que vou ser chato, mas o roteiro para o campeonato da prima dona Alfonsina já esta desenhado.
Ao acender as luzes para o GP da Alemanha neste domingo descobrimos que os mandões da F1 tentaram punir a Red Bull procurando pelo em ovo.
Fizeram reunião a respeito do famoso mapeamento do motor e descobriram que não havia embasamento para a punição. Dessa maneira vão mudar o regulamento para punir no GP da Hungria, se a Red Bull não ficar esperta.
A corrida foi, em verdade, monótona. Prima dona saiu na frente e ali permaneceu. Ninguém o incomodou.
Mas, o que eu quero passar neste post é uma questão interessante das decisões que cercam a F1.  É a oportunidade a ser aproveitada em favor deste ou daquele.
No caso deste ano não perdem a chance de ajudar o espanhol da mamã Ferrari.
No início da corrida havia montes de detritos espalhados na pista e nada de carro madrinha a exemplo do que ocorreu em Valência. Lógico, aqui Alfonso estava na frente. Lá era Vettel.
Hoje Vettel ultrapassou Button no final da corrida para ser segundo. A ultrapassagem foi por fora da pista (por fora da tal linha branca) porque não havia espaço para ele uma vez que Button resolveu fechar a curva. No mesmo lugar vimos várias brigas onde os pilotos saíam lado a lado e resolviam a questão na curva seguinte. Neste caso indo para fora, sem brita, Vettel continuou acelerando e realizou a ultrapassagem.
A oportunidade foi essa. Não deixou de ser polêmica a manobra, mas, será que em condições normais de temperatura e pressão Vettel seria punido?
Como o piloto alemão disputa o título com o espanhol mimado não perderam a chance de acrescentar vinte segundos em seu tempo. Caiu para quinto, apesar de subir no pódio e comemorar o segundo lugar.
Estamos mais ou menos na metade do campeonato, mas, já podemos dizer que prima dona Alfonsina é campeão de 2012. É um grande piloto sem dúvida. Será que precisava de tanta ajuda para chegar lá?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

DUAS CENAS


No treino de hoje pela manhã para o GP da Alemanha que acontece no domingo o que valeu foram essas cenas finais.
Correto que o tempo estava chuvoso e a medida em que a pista secava os tempos caíam e quase todo mundo experimentou o gostinho de estar em primeiro.
Mas, como naqueles filmes de gente feia que termina sem final (como diz a rainha da mansão) voltou a chover forte e a graça foi embora.
Mais ou menos.
Shushu mostrou que é o dono do espetáculo. Mandou ver no muro acabando com o treino.
Com a bandeira vremeia faltando poucos minutos para o término do treino o final foi digamos assim com bandeira amarela.
Pastor sem ovelha acabou como o bam-bam-bam do treino.
Agora, o vídeo nos mostra dois tempos. Primeiro shushu comandando a retirada de seu carro. O gordim do guincho fica até meio constrangido. É uma maneira que o piloto alemão usa para roubar a cena. Sempre acompanha essas retiradas de sua obra fatalística.
Vejam também que shushu mostra o que não se deve fazer em pista molhada. Na saída de curva acelerou em cima da zebra (não o mamífero, por favor) e derrapou alegremente em direção ao muro.
Agora a babaquice das equipes quando tem câmera em cima de algo ou alguém que, pensam eles, não deve ser exposto.
O engenheiro mais badalado da F1 Adrian Newey está agachado medindo o escapamento do carro, como bom proctologista que é, quando alguém da equipe percebe a câmera e põe sua bunda na frente. Não satisfeito vira o caderninho para atrapalhar. Só que já vimos que há algo interessante no intestino grosso do carro dos toros vremeios.
Possivelmente as outras equipes vão começar a procurar algo suspeito no escapamento dos carros de Vettel e Weber. Por conta desta idiotice.
   

sábado, 30 de julho de 2011

Um filme já visto

Falta uma hora para o treino oficial para o GP da Hungria e, por aqui, alguém ouve Raul Seixas a todo volume. Sinto vontade de sair no janela e gritar "toca Rauuuul", o que me faz lembrar que ainda não escrevi uma palavra sequer sobre o GP da Alemanha, da semana passada. Aliás, acho que não escrevi sobre várias dos últimos GPs.
Fato é que estamos assistindo um filme repetido. Basta ver as manchetes jornalísticas após a maravilhosa vitória de Lewis Hamilton para ver que um interrupção no sucesso do Kid e sua Red Bull safada atende ao interesse da grande mídia e dos patrocinadores, que querem ver uma disputa maior pelo título de pilotos - já que no de construtores vai ser difícil se ver uma real ameaça aos carros dos energéticos.
A Fórmula-1 tem dessas. Em tese, para manter a emoção, é necessário que haja vitórias de todo mundo, que não se tenha certeza de quem vai ser campeão até o último momento e etc. Isso é realmente ótimo, mas quando acontece espontaneamente. Forçar uma competitividade por alterações no regulamento - que, este ano, foi voltou, voltou, foi e nada se resolveu - não é atraente para os torcedores. Se um piloto está ganhando tudo por competência sua e de sua equipe, o que queremos ver é este cara ganhando tudo mesmo, simplesmente porque é bonito ver um piloto fantástico vencer.
O pior é que as corridas não têm sido sem graça. Muito pelo contrário. Apesar do sucesso da Red Bull, as disputas estão cheias de emoção.
Quando digo que este é um filme repetido, refiro-me a algumas temporadas em que a estrela e virtual campeão foi "freado" com a intenção de atender interesses diversos. Até o da própria equipe. Veja-se, por exemplo, 1988. Senna reagiu após o GP do Canadá e caminhava para o título sem maiores problemas. Então, na fase Ibérica do ano, a McLaren número 12 simplesmente não andou nada. O carro que vinha dominando tudo amplamente o grid àquela altura, amargou um sexto e um quarto lugares, em Portugal e na Espanha. Dizem as más - ou boas, não sei - línguas que isso ocorreu porque a McLaren, que utilizava os canhões V6 de 1,5 litro, turbo, da Honda, queria encerrar a briga pelo título no Japão, por interesses comerciais. E foi exatamente o que aconteceu.
Também em 1999, quando Schumacher quebrou a perna, não havia ninguém para ameaçar Mika Häkkinen. Havia um tal de Irvine, que não tinha condições de ser campeão. Então, uma série bizonha de acontecimentos estranhos passou a ocorrer com o finlandês, o que dava a nítida de impressão de que havia "forças ocultas" atuando para manter a disputa pelo campeonato em aberto.
Agora é torcer para que as tais forças ocultas deixem que brilhe quem tem que brilhar.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

INJUSTIÇA

Vejam que beleza a destruição da câmera de TV pelo barbeiro cuja batata assa na cozinha da dona Renault.
O Nick Aífield, que nunca foi piloto para as pontas, apesar de se achar, resolveu ultrapassar o boêmio por fora numa curva de frenagem complicada.
O boêmio nem viu a barbeiragem do Aífield e fez a tangência como manda a bíblia.
A imagem fala por si.
Difícil é engolir a punição para o pobre boêmio que, na minha opinião, foi a vitima do amalucado Hick Aífield.

MOMENTO UHÚ!!!

Agora nosso momento UHÚ.
Para desespero dos buenos da vida o hamiltão mostra o porquê de ser considerado bom e combativo. Não deixou a batata assar, emparelhou com o mimadinho e “tchau belo”.
Desse ponto correu para os braços da gostosa glória (sem pensamentos pecaminosos, please).



LIÇÃO DE MESTRE

Estamos próximos do GP da Hungria de F1 e devo uns filminhos do GP da Alemanha.
Vamos aos dois primeiros.
No primeiro, vetor “pisa” no molhado e escorrega no banheiro.
Coisa de principiante?
Que nada!
Em seguida o mestre shushu mostra ao vetor como é que se escorrega legal. Com direito a acabar virado ao contrário da pista perdendo várias posições. O vetor não perdeu nenhuma pelo jeitão que escorregou.
Em minha opinião essas áreas de escape coração de mãe atrapalham a corrida. Erros como esse acabam passando em branco. Penso que uns obstáculos, no mínimo, deveriam ser colocados para impedir a volta impune dos meninos à pista.





sexta-feira, 22 de julho de 2011

RESPEITE O VIGARISTA MAIS VELHO

No treino de hoje, sexta-feira, para o GP da Alemanha de F1 uma cena chamou a atenção.
A prima dona alfonsina veio com tudo e certamente pensou que, majestadde que é, o Dick Vigarista iria abrir passagem fazendo reverência.
Esqueceu o Alfonso que o shushu já foi piloto da Ferrari e acostumado a mandar no grid.
Então, nem tomou conhecimento do espanhol que pagou um mico vremeio de dar pena.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Can't buy me love...

... mas a grana pode, sim, comprar um assento em um carro de F-1.
Pode parecer absurdo o anúncio da Lotus da Malásia de que o indiano Karun Chandhok irá substituir Jarno Trulli no G.P. da Alemanha, no próximo fim de semana.
O indiano andou no ano passado na Hispania, ao lado de Bruno Senna, sem resultados expressivos. Nem sequer andou o ano inteiro, tendo sido substituído por Sakon Yamamoto a partir do G.P. da Inglaterra.
O italiano Trulli, por sua vez, é muito experiente, somando 243 largadas, 11 pódiuns, 4 poles e 1 vitória, justamente no principado de Mônaco. Claro, não é nenhum gênio, mas tem experiência que pode ser importante para uma equipe pequena e sem dinheiro como a Lotus.
Talvez por isso, seja interessante - ou, simplesmente, sem lógica - a declaração de Trulli de que está aguardando para trabalhar com Karun no fim de semana e que quer ajudá-lo a extrair o máximo possível da experiência. Eu ficaria puto se me tirassem do carro de corrida que eu dirijo para dar para um sujeito qualquer. Você também não ficaria?
O que pode ter deixado Trulli menos puto é o fato de que, muito possivelmente, este fim de semana com o indiano ao volante represente uma injeção de dinheiro na equipe, o que pode ajudar, quem sabe, o desenvolvimento do carro, ou do projeto para o próximo ano. O italiano deve ter pensado ao ceder seu posto: "o que custa? Comigo ou com outro essa coisa não vai a lugar algum mesmo...".

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ferrari, Ferrari...

É difícil acreditar que a Ferrari conseguiu estragar a beleza de uma competição automobilística mais uma vez. Parecia que, depois da Áustria em 2002, a coisa nunca mais aconteceria de forma escancarada. Até porque esse tipo de troca explícita de posições foi proibida e o rádio das equipe é aberto para todo mundo ouvir. Nem assim a Ferrari se preocupou em disfarçar muito.
Não dá para dizer que tirou a vitória de Felipe Massa, pois não há garantias de que o brasileiro aguentaria na frente de Alonso. Mas, pode-se dizer que tirou qualquer possibilidade de que ele brigasse pela vitória. E, na verdade, esse é o problema. O esportista entra em campo para fazer o seu melhor, ainda que não seja vencer. O melhor, ontem, para Massa, era lutar para vencer. A partir do momento em que o esportista deve pensar no "melhor para a empresa" e não em seu desempenho, deixamos de ter uma competição esportiva.
O que a Ferrari pratica não é jogo de equipe, é manipulação de resultado. Jogo de equipe é uma outra coisa. A palavra jogo tem implícita uma carga de álea; o aleatoriedade tem que estar presente, pode dar certo ou não. O que a Ferrari faz é colocar um piloto na frente do outro deliberadamente, por razões internas ao time não compreensíveis ao público e que não dizem respeito necessariamente ao desempenho de seus atletas.
Para mim, um exemplo de um típico jogo de equipe é o que houve no GP do Japão de 1991, quando Ayrton Senna conquistou seu terceiro título mundial. A McLaren precisava evitar que Nigel Mansell vencesse a corrida. Tinha no grid de largada Gerhard Berger, companheiro de Senna, na pole position, o brasileiro em segundo e o inglês apenas em terceiro. Com isso, estipularam uma estratégia em que Senna ficaria em segundo, andando em ritmo mais lento, segurando Mansell, enquanto Berger iria lá para a frente, abrindo uma vantagem segura para Mansell, procurando dificultar a briga do inglês pela vitória e pelo título. Isso é um jogo de equipe.
A Ferrari, muitas vezes, simplesmente escolhe quem será o vencedor, o que não significa que o time "jogou" pelo melhor resultado. Simplesmente entregou-se uma vitória a algum dos pilotos.
O caso da Áustria em 2002 talvez tenha sido ainda pior do que o de ontem. Em 2002, a Ferrari não tinha adversários. Em nenhum momento do campeonato o time italiano foi ameaçado. Então não havia nenhuma necessidade de garantir "mais quatro pontos" para Schumacher, que, aliás, naquele ponto do certame, tinha 42 pontos contra 6 de Barrichello.
Por outro lado, este ano, a Ferrari não é favorita ao título. A briga está acirrada e o time de Maranello está bem atrás na tabela, o que poderia justificar a escolha de um primeiro piloto. Contudo, em vista da superioridade técnica de outras equipes, a vitória na Alemanha pode ter sido meramente ocasional e a Ferrari pode ter se comprometido, novamente, por causa de uma corrida que em nada vai mudar o resultado do campeonato em favor de Fernando Alonso.
São situações muito diferentes, por exemplo, do que houve em 2007, quando Massa teve de ceder a vitória a Kimi Raikönen no Brasil, pois, vencendo, o finlandês sagrar-se-ia campeão, enquanto Massa não tinha mais chance. Ou em 2008, quando o próprio Raikkönen cedeu o segundo lugar para Massa no GP da China para que o brasileiro pudesse chegar em Interlagos em condições de brigar pelo título. Nessas condições, não é ideal que aconteça a troca de posições, mas é, pelo menos, aceitável.
Muitas bobagens são ditas em momentos como este: pelo povo brasileiro, o Massa não devia ter permitido a ultrapassagem; agora será visto como um segundo Barrichello; perdeu o respeito de seus torcedores e mais uma dúzia de pensamentos absolutamente estúpidos. O problema não é com Massa, nem com Barrichello, , nem com Mika Salo , nem com Nigel Mansell, nem com Gilles Villeneuve, nem com Didier Pironi e por aí vai. O problema é a Ferrari. O problema é como a Ferrari lida com as coisas, e isso vem desde os tempos do Comendador.
Diz a lenda que, 1979, ano do último título dos italianos antes da "era Schumacher", o Comendador Enzo Ferrari em pessoa teria chamado Gilles Villeneuve - o sujeito mais pirado que já sentou em um carro de F-1 e, até hoje, um dos maiores ídolos ferraristas - para uma conversa. No diálogo, o Comendador teria pedido ao canadense que abrisse mão da luta pelo título da temporada em favor de Jody Schekter, sul africano, companheiro de Gilles, que teria assentido sob a promessa de que 1980 seria seu ano na equipe.
Essa política faz parte da cultura automobilística deles. Agora, o tiro pode sair pela culatra. Com toda essa repercussão em torno do resultado de ontem, todo mundo vai estar de olho, e qualquer manobra de Alonso sobre Massa será suspeita. Pode ser que em qualquer situação em que Massa esteja a frente do espanhol, o espanhol tenha de ficar ali mesmo para evitar outros escândalos. Em 2002, após o GP da Áustria, Barrichello venceu quatro corridas, pois a Ferrari não tinha mais como tirá-lo da frente. É esperar para ver.

sábado, 24 de julho de 2010

E por falar nisso...

E já que falamos da corrida de 10 anos atrás, não dá para fingir que nada mudou em Hockenheimring. A pista onde ocorreu a primeira vitória de Barrichello tinha mais de 6km de extensão no meio da Floresta Negra. Pouquíssima pressão aerodinâmica, o carro leve, leve nas freadas, muitas ultrapassagens e, na chuva, era um salve-se quem puder.
O mapa abaixo dá uma ideia de como era a coisa. É impressionante ver as retas do circuito no meio da Floresta.

View Larger Map

A pista foi mutilada para atender aos (chatos) padrões da F-1 moderna. Não acho que o traçado atual seja de todo ruim. Logo em sua primeira corrida, proporcionou um duelo impressionante entre Juan Pablo Montoya e Kimi Raikkönen:



De todo modo, a pista em que ocorrerá o GP da Alemanha de amanhã não deixa de ser um "puxadinho" burocrático do majestoso traçado de outrora.
Com modificações aqui e ali, novas chincanes para quebrar a velocidade dos carros, itens de segurança que foram sendo insertos, a pista de Hockenheim foi praticamente a mesma por 40 anos até a reforma de 2001.
Talvez um dos momentos mais trágicos do circuito tenha ocorrido quando esse ainda não recebia a F-1: em 1968, em uma corrida de F-2, ocorreu naquela pista a morte de Jim Clark, após o bólido pilotado pelo escocês se chocar contra uma árvore.
Apenas a partir de 1977 o circuito passou a receber a F-1 regularmente, com exceção de 1985. A despeito disso, a primeira prova da categoria em Hockenheim foi em 1970, com a vitória de Jochen Rindt, que sagrar-se-ia campeão póstumo naquela temporada.
A pista alemã sempre foi palco de bons espetáculos. Vamos esperar que o "puxadinho" proporcione mais um amanhã.

Há 10 anos...

No GP da Alemanha de 2000, Rubens Barrichello conquistava sua primeira vitória na F-1. Uma das corridas mais impressionantes de um piloto na categoria. É estranho pensar que um sujeito que consegue pilotar daquele jeito nunca tenha sido campeão mundial: largou em 18º, foi para frente realizando muitas ultrapassagens e, quanto parecia que não alcançaria as McLarens, veio a chuva no Stadium. Häkkinen e Coulthard pararam para colocar pneus de chuva, mas Barrichello não. Apesar da aguaceira no Stadium, Barrichello conseguiu manter um ritmo rápido o suficiente para se manter a frente da concorrência, obtendo uma vitória magnífica.
Naquela época, Rubens tinha sete anos de F-1 e fazia sua primeira temporada na Ferrari. Hoje, Barrichello está na briga há 17 anos, soma, além daquela, mais dez vitórias no currículo e acumula 294 (295 amanhã) corridas em uma carreira respeitável.
Aos 38 anos, o brasileiro dá sinais de que há mais por vir.


0.002

Dois milésimos de segundo foi o tempo que garantiu Vettel na pole position de seu GP de casa na Alemanha. Estava com pinta de Alonso, mas o Kid mandou ver e sai na frente amanhã.
Todas as poles, com exceção de uma, foram conquistadas por pilotos da Red Bull. A exceção foi Lewis Hamilton, no GP do Canadá.
Pelo menos em termos de qualificações, o desempenho da dupla Webber-Vettel, lembra a de Senna-Prost, em 1988. Claro que há um abismo separando as duplas, mas, há 22 anos, Senna e Prost conquistaram 15 das 16 poles, sendo 13 delas de Ayrton Senna. Este ano, até aqui, de 11 poles disputadas, 10 ficaram com a Red Bull. A equipe austríaca não tende a igualar a McLaren de 88, já que cada vez mais a McLaren deste ano e, agora, a Ferrari, estão se aproximando. De todo modo, não deixa de ser um desempenho digno de nota.
Seco ou molhado, tendência para uma boa corrida amanhã.