Mostrando postagens com marcador verstappen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verstappen. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Lambão apócrifo (e atrasado) do GP da Espanha

Dona Gertrudes ignorou todos os procedimentos burocrático-corporativos estabelecidos pelo F-1 Literária Media Corporation e veio direto até mim: 
"Teu pai não te deu o recado?" 
"Sim, sim, o Galvão esqueceu completamente das Force India, da corrida espetacular do Wherlein - com uma parada só, diga-se de passagem..."
"Claro que não, moleque imbecil!"
O recado, na verdade, era que, por ter sido a corrida no dias mães, Dona Gertrudes havia sido agraciada com um leitão extra, que deveria ser entregue ao menino. 
"Que menino, Dona Gertrudes?"
"O menino, o lituano, que é grosso igual ao pai. Não gosto dele!". 
Dona Gertrudes referia-se ao holandês Max Verstappen. Tentei argumentar: 
"Mas ninguém pode ser punido por empurrar um carro de volta para a pista, Dona Gertrudes". 
A resposta foi simples: "não gosto dele". 
A equipe de analistas técnicos do blog foi convocada para uma reunião de emergência a fim de analisar o pleito de nossa colaboradora. Reproduzo, a seguir, a nota informando o parecer final: 

O Conselho Técnico Deliberativo do F-1 Literária Media Corporation, após detida análise dos fatos ocorridos no último dia 14 de maio, na curva 01 (um) do Circuito de Montmeló, Catalunya, Espanha, após a largada do Formula 1 Gran Premio de España Pirelli 2017, concluiu o seguinte: 

1. Não há atribuição de culpa pelo acidente que tirou do certame os pilotos Max Verstappen e Kimi Raikkönen; três carros dividiram a curva e, certamente, daria merda, como deu; 

2. Esquentadinho, o piloto da Red Bull preocupou-se em levantar a mãozinha do volante para reclamar de Raikkönen em vez de frear seu bólido ou direcioná-lo para a área de escape, empurrando, consequentemente, o rival de volta para pista; 

3. Com isso, embora não haja previsão específica no regulamento sobre "forçar carro para dentro - e não para fora - da pista", considerou-se Verstappinho culpado pelo incidente, atribuindo-se-lhe o leitão apócrifo da Dona Gertrudes.

Restou inconcluso, contudo, em vista de trocentos carros vindo atrás de outros dois quebrados semi-estacionados no traçado, como o rebosteio não foi maior. 

CONSELHO TÉCNICO DELIBERATIVO 
F1 LITERÁRIA MEDIA CORPORATION 

Todo este trâmite acabou tomando mais tempo do que gostaríamos e, por isso, o leitão só sai agora, às portas do GP de Mônaco. Dona Gertrudes não está feliz, pois terá trabalho dobrado no final de semana. Suspeita ela, inclusive, que Stroll fará tanta lambança no principado que levará uns dois três suínos de uma vez. 


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

What the fuck?

Foi tanto fuck no rádio de Vettel hoje que o título da postagem não poderia ser outro. Acabo de ler que alemão, former Crash Kid e tetra campeão, perdeu o pódio em função da disputa com Daniel Ricciardo. 
Não vi sentido na punição. A disputa foi linda e absolutamente de corrida, nada de mais. Não dá para comparar as mudanças de posição de Verstappen ao longo das freadas com a de Vettel em cima de Ricciardo. O holandês, efetivamente, põe os demais em risco, esperando que tomem suas decisões e, então, jogando o carro para cima do adversário; a disputa de hoje foi uma freada roda a roda, como uma disputa deve ser; Verstappen é sujo, Vettel não o foi hoje. 
Vocês três que estão lendo, não me entendam mal: acho Verstappen um puta talento, vai ser multicampeão, com certeza, mas... faz suas maldades com o apoio da organização da F-1. 
A impressão que é que Verstappinho pode fazer o que bem entender, pois tem aval da categoria e é bom para os negócios. Lembra o muito o early Schumacher, o que me fez levantar uma hipótese. Após sua estréia pela Jordan, o Sapateiro foi imediatamente alçado para a Benetton, no lugar de Roberto Pupo Moreno, e à situação de gênio do futuro. O trânsito fácil da equipe média para a que o tornaria bicampeão mundial três anos depois, a liberdade com que o alemão testou todos os limites do regulamento, a benevolência com quê foi tratado pelas "autoridades" - basta lembrar, para ficar em um exemplo fácil, que Sapateiro venceu o GP da Inglaterra, em 1998, sem cumprir a punição que havia recebido, e não aconteceu nada com ele -, lembram muito este início de carreira de Verstappen: a estranha ida da Toro Rosso para a Red Bull, às custas de Kvyat, e as inúmeras manobras estapafúrdias que terminam em pizza. 
Schumacher surgiu no momento em que a Mercedes ensaiava o seu retorno a F-1 e a montadora bancou os primeiros passos de Sapateiro. Não se sabia, naquele ponto, se teriam uma equipe própria ou não, mas havia a expectativa de que o investimento em Schumacher resultaria em uma parceria entre a marca e o piloto, o que apenas se efetivou quando do retorno da equipe Mercedes e do próprio Schumacher à F-1, em 2010. 
A ascensão meteórica de Verstappen coincide com o surgimento de um marca holandesa como a principal patrocinadora da F-1; a ascensão e proteção a Alonso coincidiu com a projeção do Santander, que o acompanhava. Que as decisões dos fiscais são incomodamente inconsistentes nos últimos anos é de conhecimento de todos; o que pouco se discute, por razões óbvias, são os interesses comerciais por trás destas inconsistências. 
Só para encerrar este rodeio todo que dei: o cara hoje cortou caminho, na cara dura, e só foi punido por causa do burburinho que a manobra gerou; o "fuck off" de Vettel para Charlie Whitting resultou, por um lado, em uma resposta imediata com a punição a Verstappen e, por outro, com a retaliação a Vettel, que acabou recebendo uma pena maior que a do próprio Verstappen. 
Meu pai, há alguns (muitos) anos atrás, no auge da veneração ao Schumacher, decidiu parar de ver corrida de F-1. No fim, em vez de acordar às 09h, como eu fazia, ele acordava às 09h30, 09h45, e via só a segunda metade dos certames. Não sei, não, mas, do jeito que a coisa anda, estou prestes a não colocar o despertador para tocar. Será que consigo?

Um brinde à nova cara da F-1!

domingo, 31 de julho de 2016

Olha, eu não entendo...

Uma coisa primitiva, como uma competição para ver, entre diversos meninos, quem chega na frente com seus carrinhos, deveria ser inteligível para todos. Mas não é. 
Rosberg não foi punido na Hungria semana passada quando, claramente, sentou a bota em meio às bandeiras amarelas duplas. Hoje, fez uma manobra contra Verstappen que, embora dura e arriscada, pareceu limpa. Freou muito tarde e ocupou o espaço; se Verstappen quisesse fazer a curva, teria de fazer atrás dele. Não vejo nada demais, mas quem sou eu? Só um cara que não entende. 
Os comissários, estes entendidos, puniram o homem e terminaram com qualquer chance de recuperação na corrida. Hamilton entra de férias em ascensão no campeonato e arrisco retomar uma afirmação que fiz lá em março
Para a gente pensar, vamos voltar a 2012. Era a última volta e Vettel tentou uma manobra, na mesma curva, sobre Jenson Button. Em um desfecho muito diferente, acabou punido. Disputava, àquela altura, o tricampeonato com o saudoso Fernando Alonso. Quem tem que ser punido, quem não tem, eu não sei e não entendo. 


domingo, 29 de novembro de 2015

PELO SIM, PELO NÃO, ENTREGA

Assistir corrida sozinho tem algumas desvantagens. A gente berra impropérios e ninguém comenta. Quando muito algum olhar de repreensão porque Henrique está com três anos e absorvendo tudo o que ouve. Salutar ou não. Outro dia, ao levá-lo para a escolinha soltei uma observação sobre o motorista de um carro que me deu uma fechada e ele disse do alto de sua sapiência que não era bonito o que falei.
Enfim, tento me isolar na hora dos gps.
Hoje, ao ver a cena abaixo ( a segunda ultrapassagem. Esqueçam a primeira sobre o Nariz) fiquei berrando "entrega, entrega". Mas, Ven No Tápen Zinho não entregou a posição. Não me ouviu.
Penso que não deveria ter sido punido com acréscimo de cinco segundos em seu tempo e alguns pontos na carteira. Afinal, o inglês Butão não foi cavalheiro e o empurrou para fora da pista. No entanto, na dúvida entrega a posição. Mesmo porque a tartaruga do Jasão não o ajuda a fugir dos adversários.
Não entregou, levou punição, pontos na carteira e a certeza de que estão de olho nele adorando "dar lição" para que abaixe a bola e seja um piloto comportado e chato.

terça-feira, 7 de julho de 2015

O NOVIÇO

O título parece daquelas comédias pornochanchadas que fizeram com que cometesse o crime em adulterar a carteirinha do colégio.
Mas, vale para Ven no Tápen Zinho que, após Mônaco, enfrenta um período de zica em sua carreira.
Aqui, na relargada, e pneus frios mostra que é rápido mas, precisa de experiência.
E, um banho de sal grosso.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Verstappinho

O acidente de Verstappinho foi normal, coisa que acontece quando um piloto está tentando ultrapassar outro que procura se defender. Grosjean estava tão mais lendo que pode ser mesmo que tenha freado antes do ponto normal, ainda que não por sacanagem. Talvez fosse aquele o ponto permitido pelo seu equipamento naquela altura da corrida e Verstappen Júnior não percebeu em tempo.
Fato é que este tipo de equívoco não foi provocado pela pouca experiência, apenas. Outros pilotos, consagrados, muito consagrados, inclusive, fizeram bobagens como aquela. Veja só: 



Senna já era tricampeão quando cagou pra cima do Mansell. Barrichello nunca foi campeão, mas era já muito experiente quando tentou passar por cima do Ralfinho Schumachinho, irmão do homê, no Brasil, em 2001 (narração em italiano é brinde):



O brasileiro tomou o troco no ano seguinte, na largada do GP da Austrália:



Em 2010, Mark Webber e Heikki Kovalainen protagonizaram um terrível acidente muito parecido com o de Grosjean e Verstappinho. A Caterham de Kovaleinen era tão mais lenta que a Red Bull de Webber que este último cometeu um erro de julgamento e foi aos ares catapultado pelo carro do finlandês:



Agora, um que subia em cima dos outros simplesmente por ser um débil mental era o pai de Verstappinho, o desmiolado Jos Verstappen. Nesta primeira ocasião, ele tenta passar por Irvine e o retardatário Bernard na descida do lago, no GP do Brasil de 1994, fica sem espaço e acaba acertando Brundle, que sabe-se-lá como não morreu:


Este outro é clássico. Também na descida do lago, no GP do Brasil de 2001, Verstappen, então retardatário, deixa Montoya, o líder da corrida, ultrapassar e, depois, o atropela, privando o colombiano daquela que seria sua primeira vitória na F-1, depois de realizar uma ultrapassagem épica sobre Schumacher:


Todos estes pilotos que bateram atrás e são culpados presumidos alegaram suas razões para a lambança e muitas delas são ponderáveis. Assim, não acho que seja possível demonizar o Verstappinho e sua inexperiência. Sim, acho que ele é muito novo para a categoria - afinal, o cara tem 17 anos e já está a dois passos do ápice de sua profissão -, mas não dá para questionar suas habilidades por causa deste acidente. Deixa o menino brincar. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

MENINOS DA FRALDA

Não poderíamos deixar de destacar, neste início de temporada, o desempenho dos dois meninos da Rosso Sem Vergonha.
Max Vemnotapém (vulgo Max Verstappen) e Carlos Saem (vulgo Carlos Sainz Jr).
Ambos foram amamentados com gasolina ao nascer uma vez que filhos de corredores manjados como Jos Verstappen, que correu de F-1 entre 1994 e 2002 e Carlos Sainz piloto espanhol de Rally.
Carlinhos correu bem na Austrália e chegou em nono lugar, enquanto Vemnotapém abandonou.
Já na Malásia mostraram que correm como gente grande e Max tornou-se o mais jovem a pontuar na F-1 com 17 anos, cinco meses, e vinte e sete dias. É mole?
Lembrando que Carlinhos ainda não fez 21, temos uma dupla de crianças "fraldentas" que estão mostrando velocidade e maturidade para desespero dos que previam o caos como os dois na pista.
Principalmente se compararmos com os lambões Pastor sem ovelhas e Romã da Granja que vivem fazendo maldonadices....
"gu gu"
"dá dá"