sexta-feira, 4 de março de 2011

CHEGANDO

Estamos próximos do início do campeonato deste ano. Campeonato de F1 diga-se.
O chefe do blog e eu estamos "animados" com a nova temporada.
Tanto que tenho que tirar as teias de aranhas e chutar algumas baratas quando entro na "redação".
Só para constar leio que os bovinos vermelhos (não equinos, por favor) estão tão preparados que estão escondendo os chifres. Literais, por favor.
A Toro Rosso, que é a Red Bull versão pobrinha, está fazendo uma boa pré-temporada.
Daí, começam as especulações.
Como vão reagir nas pistas?
Vão abrir caminho para os bovinos mais ilustres?
Previsões de reclamações dos adversários não faltam
Duas coisas: pré-temporada é pré-temporada.
Feito aquele bordão do futebol: jogo é jogo e treino é treino.
E, quem viu o Aquelesoares tirar as chances do Uéber ficar na frente do mimadinho alfonsino na última corrida do ano sabe que especulações costumam morrer na praia.
Ademais reclamar é com a Ferrari mesmo. Os mafiosos não se conformam em não serem os mais belos da pradaria. Eu disse pradaria.
É isso.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PILOTOS

Este post é inspirado no comentário sobre o "Life".
MC (espero que o "doutor" seja ironia....) dentre outras considerações pergunta se a Mari é pilota.
Mari, para quem não sabe, é a minha filha.
Este comentário me remeteu aos tempos remotos de minha adolescência quando iniciei meu aprendizado de maneira autodidata a dirigir automóveis.
Claro que foi escondido do "seu" Homero.
Morávamos em uma casa em São Paulo, com uma garagem que na verdade era um corredor de passagem para outras casas. Havia uma parede, de concreto, que fazia parte de uma dessas casas.
Meu pai guardava neste corredor um Jeep ano 1956 com câmbio seco (ou seja, só entra marcha no tranco) e três marchas, além da ré.
A ré, por sinal era onde fica a primeira nos velhos fuscas.
Diz a lenda que O Jeep participou honrosamente da guerra da Coréia.
Lógico que não porque a guerra em questão durou de 1950 a 1953.
Mas, fazia parte do histórico familiar contar para os incautos que era um Jeep famoso.
Foi neste carro que comecei a dirigir escondido do véio Mero.
Eu ligava o dito, engatava a ré e subia até quase a rua. Depois, desengatava e ele descia sem que eu conseguisse colocar a primeira marcha.
Um dia consegui. Engatei a primeira e antes que pudesse dizer "shazam" bati na parede.
Minha primeira barbeiragem.
Por sorte a parede era de concreto e o Jeep tinha um parachoque dianteiro que mais parecia um trilho de estrada de ferro.
Bom, para encurtar, evoluí para o fusca e a brasília (mais tarde). Sem meu pai saber (pelo menos era o que eu pensava)
Eu fazia faculdade em Ribeirão Preto e só tirei carteira de motorista em janeiro de 1980, já véião.
Um pouco antes de seu falecimento eu estava conversando com o véio Mero e ele disse que sabia que eu pegava o carro escondido.
Como eu gastava parte da mesada recolocando o combustível gasto perguntei: "má como?"
E, ele com a voz empostada, como adorava fazer nas horas de marcar jurisprudência disse: "você repunha a gasolina mas, eu olhava o hodômetro."
O bacana é que ele sabia e não falava nada.
E, o homem era bravo.
Enfim, que eu saiba meus filhos nunca pegaram o carro escondido.
Tiraram CNH direitinho e dirigem como manda o figurino.
Ralo mais o carro que eles.
Agora, sempre gostei de andar rápido.
Eles também.
A Mariana também. Ela é, numa linguagem da minha época, bicudinha.
E, ela é pilota.
E, MC parabéns pelo bom gosto.
Também tenho esse DVD do Jorjão.
Não há como não chorar a falta desses meninos
Ainda bem que o moleque Paulo está vivo e forte.
Consola.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

LIFE

Bom!
Algumas postagens são determinadas por fatores extras.
Não exatamente a F1.
Aliás, a F1 anda muito previsível.
Então, hoje o motivo dese post não tem muito com as corridas materialmente falando.
Tem com alguns liames que embasam a vida desses caminhantes do que podemos chamar de terráqueos.
Sim, meus caros e parcos leitores, eu bebi algumas.
Fora o embaçamento da tela, outros fatores fazem com que eu tecle no éter.
Tivemos uma comemoração de aniversário de um sobrinho, de um sobrinho, de um sobrinho de um sobrinho que sempre fez parte da família, se me entendem.
Ninguém, católico, apostólico, romano, evangélico, macumbeiro, curintiano, santistia, sum paulino e etc, está neste mundo áspero, cruel, e maravilhosamente inesperado à toa.
Hoje eu vim no banco de trás do carro.
Minha filha veio dirigindo e eu pude admirar as paisagens que sempre mudam quando mudamos de banco.
Como trilha sonora desta viagem, os "Britos".
Músicas do ano de 1964.
As paisagens não são as mesmas do ano de 1964 considerando Ribeirão Preto
Não são as mesmas considerando o luizão que vivia em Curitiba na época do lançamento dessas músicas.
Não são as mesmas de quando eu ouvi essas músicas pela primeira vez tendo como pano de fundo as paisagens do caminho que hoje percorremos.
Esse caminho percorrido tendo com pano de fundo esta trilha sonora (como uma tatuagem sideral) é imutável na concepção terráqua e movediça do ponto de vista cosmológica.
O mundo é absurdamente mutável.
Ontem, eu chorava ouvindo "in my life".
Hoje, eu choro ao ouvir "in my life".
Nada mais definitivo do que "All these places had their moments, With lovers and friends I still can recall, Some are dead and some are living, In my life I've loved them all."
Meninos e meninas.
A vida é feita de uma colcha de retalhos do que somos e do que seremos.
Vivam tudo o que tem que ser vivido.
E, quando vierem da chácara no banco de trás, ouvindo a trilha sonora de suas vidas tenham a certeza de que tudo valeu e tudo vale.
Tendo a vida que sonharam e as pessoas as quais você ama.
Estando estas pessoas lá ou cá, mas, sempre em seus corações.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

LONGO TEMPO

Estou em falta com o blog há algum tempo.
Em verdade, o motivo é um certo desânimo com as coisas do automobilismo.
As notícias da pré temporada são as mesmas de tempos atrás e a única notícia que mereceu minha atenção foi a porcaria do acidente do beto kubico.
Agora, fico indignado com as escolhas das equipes.
Não entendo o motivo da Renault escolher um piloto que nunca foi para substituir o betão enquanto o dito fica xavecando as enfermeiras. Sim, ele é tão bonito que vai ganhar o troféu "o mais lindo paciente".
Brincadeiras de lado, o Hydefield já deu o que não tinha que dar.
Por que não entregar o carro para o Senna sobrinho?
Seria uma atração junto com o Petrão. Uma equipe demonstrando confiança em seus pilotos que em condições normais seriam número 2, mas, diante da fatalidade do afastamento (espero) temporário do piloto principal teriam a chance de mostrar serviço.
E, que bosta de ironia.
A Lotus, a verdadeira Lotus, no século passado viveu a tragédia de ver o seu piloto número um morrer tragicamente em Monza. Ele, por sinal, foi o primeiro e, até agora, único campeão póstumo da F1.
Naquela ocasião a Lotus entregou seu melhor carro para um rapazinho estreante neste mundo áspero que é a F1. Não é que o cara deu o que falar?
Um tal de Fintinpaldi (como dizia o véio Mero).
Hoje, esse arremedo de Lotus não tem culhões para demonstrar ousadia.
Vai passar 2011 em branco.
Pelo menos até a volta do betão.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Doido de pedra

Não sei bem a razão, mas tenho pensando bastante nesta música ultimamente.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

PQP

Muito triste saber do acidente de Robert Kubica na manhã de hoje. O piloto participava do Rali Ronde di Andora, na Itália. A notícia completa está aqui.
Chegou-se a especular que o polonês poderia ter sua mão direita amputada, o que, felizmente, já foi descartado pelo hospital. Apesar de não correr risco de morte, o piloto foi seriamente ferido e não se sabe se poderá disputar as primeiras provas da temporada de F-1. O favorito a assumir a vaga é o reserva da Lotus Renault, Bruno Senna.
Kubica é um dos melhores do grid. É claro que muito se revela sobre um piloto quando ele é submetido a situações de pressão extrema, como a disputa do título mundial, coisa por que o polonês ainda não passou. Mas, ainda assim, considero-o um dos mais - senão o mais - completo piloto da atualidade.
Quando li sobre a possível amputação, lembrei do caso do Alessandro Nanini, piloto italiano extremamente talentoso que teve a carreira interrompida por conta de um acidente de helicóptero em 1990. Na ocasião, Nanini, que vinha tendo um desempenho excelente na temporada, chegou a ter o braço amputado e reimplantado.
O italiano só voltou às competições em 1992, mas nunca pode dar seguimento à sua carreira na F-1.
Resta esperar que a coisa funcione de forma diferente para Kubica e que ele possa levar a efeito todo seu potencial. Como fã, fica minha torcida.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Não tô sabendo

Todo dia que abro as notícias sobre F-1 percebo que estou muito desinformado com os acontecimentos automobilísticos deste ano.
É motor de Golzinho 1.0, asa que mexe pra cá e pra lá... Acabo de ler que o Schumacher vai voltar ao pódium com o novo carro da Mercedes e vou orar antes de dormir para que o sujeito esteja errado.
Uma coisa que não mudou é a Red Bull andar na frente com o Kid sentando a bota.
Enquanto eu me atualizo, vamos com um das antigas, mesmo.
Ecco John Watson!


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

PRONTOS PARA A TEMPORADA

Tal qual prometido eis o carro oficial do blog para esta temporada de 2011.
Um pouco defasado mas bonitão.
Tá certo que os decalques não colam adequadamente mostrando o peso da idade.
A estratégia é acelerar soltando pedaços dos adesivos pela pista atrapalhando os adversários.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DESCOBRIRAM A PÓRVA!!

Sobre o post do chefe aí embaixo só um comentário: finlandês embriagado?
É redundância....
Mas, esse post é sobre a última piada, quero dizer desculpa, para o nosso sempre lembrado Dick Vigarista ter andado tão mal na temporada passada.
O Kiko Roseberg anda melhor que ele.......
mas, no simulador da dona mercedes.
Diz o site F1 Today (traduzindo seria "Toddy de F1") que o lemão enjoa no simulador e o Kiko (menino moderno) se dá bem na coisa.
Não é preguiça não. Ou seja, o Shushu fica longe do simulador porque tem enjoos e não porque se acha e não precisa brincar de games.
Era só o que faltava.
O cara anda mal porque não consegue brincar no simulador.
Chego a duas conclusões: o chefe do blog iria se dar bem na F1 real porque anda muito bem no GP-4. E, o Roseberg que se cuide. Vão sabotar o video game dele.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Voltas e voltas

Surpreendi-me hoje ao abrir as notícias sobre automobilismo. Lá estava a informação de que o finlandês J. J. Lehto está sendo "indiciado" por homicídio em sua terra natal.
O piloto, que esteve em 70 provas de F-1, classificando-se para competir em 62, entre 1989 e 1994, estava navegando bêbado com um amigo quando atingiu uma ponte. A pancada machucou Lehto e causou a morte de seu companheiro.
Confesso que tive uma sensação de estranheza com a notícia. Lehto faz parte de uma geração de pilotos que vi correr quando era moleque e que ficam naquela zona meio cinzenta da memória: lembro de muitas coisas da carreira do cara da F-1, mas sempre me pergunto "era bom mesmo"? ou "por que não conseguiu maiores progressos"? E é esquisito reencontrar aquela figura, hoje um pouco enevoada pela distância do tempo, numa situação tão diferente de outrora. Sobraram poucos heróis de macacão e capacete.
Abaixo, vai a entrevista concedida por Lehto após o GP de Ímola de 1991, quando o piloto conseguiu o terceiro lugar, seu melhor resultado na F-1. A corrida foi parcialmente realizada sob chuva muito forte, levando Berger e Prost a rodarem ainda na volta de apresentação. O austríaco prosseguiu, mas o francês parou por ali mesmo.
Além de Lehto, outro finlandês atingiria um ponto importante de sua carreira naquele fim de semana: Mika Häkkinen, então piloto da Lotus - a de verdade - conseguia seus primeiros dois pontos na carreira, alcançando o quinto lugar na quarta vez em que alinhava um carro de F-1 no grid. Anos mais tarde, virou senso comum, pelas bocas dos Buenos e Reginaldos da vida, que Mika não sabia andar na água...


sábado, 22 de janeiro de 2011

DIRETO DA OFICINA

Como o chefe do blog já informou o papai Noel trouxe para mim uma réplica da lotus mk III.
Depois de algum tempo hibernando na praia resolvemos testar a velha habilidade em montar essas réplicas e fomos ao trabalho.
Quem já tentou montar essas criaturinhas sabe que tudo é possível. Inclusive uma montagem sem sustos, cola escorrida ou decalques que não colam.
Até agora nada disso aconteceu. Levei vários sustos.
De cara descobri algumas peças que não constam das instruções. Tudo bem se, em compensação, não faltem outras.
Conversa vai, conversa vem, uma peça (da manga de eixo) não encaixava. Ou seja, do jeito que estava a lotus lançaria a moda do eixo de ponta cabeça.
Bom, era uma peça montada ao contrário. Apesar do todo o cuidado.
Fui obrigado a arrancar as peças (dos dois lados) na base da porrada, uma vez que já estavam coladas.
Saíram sem maiores estragos. O problema é que elas foram encaixadas certo. Na verdade, todo o conjunto foi montado ao contrário. Culpa das instruções mal elaboradas (eh, eh).
Mais machadadas e o recomeço da montagem.
Enfim, entre mortos e feridos o carrinho está quase pronto.
Uma crítica antiga que faço é a complicação que existe nessas réplicas em relação a alguns detalhes que não são significantes na montagem final. Por exemplo os canos de escapamento. Por mais cuidado que a gente tenha eles não ficam corretos.
Enfim, voltemos à oficina porque a temporada já vai começar e o carro tem que estar pronto.
Vejam o resultado até aqui.....

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Uma noite fria para três cachorros

Por acaso, quando escrevemos o nostálgico post sobre o número 1, deparamo-nos com uma bela interpretação da canção de Steve Winwood, Jim Capaldi e Chris Wood.
Ficou legal com trio canino cantando.


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Vem da noite a vagabunda..."

Eis o resultado de uma breve expedição lunar:


Já que estamos na pré-temporada não tem nada de mais ficarmos menos F-1 e mais Literários. Com esta foto, dá até para lembrar de um poema de um veterano meu:

Spleen e Charutos

I
Solidão

"Nas nuvens cor de cinza do horizonte
A lua amarelada a face embuça;
Parece que tem frio, e no seu leito
Deitou, para dormir, a carapuça.

Ergueu-se, vem da noita a vagabunda
Sem chale, sem camisa e sem mantilha,
Vem nua e bela procurar amantes;
É doida por amor da noite a filha.

As nuvens são uns frades de joelhos,
Rezam adormecendo no oratório;
Todos têm o capuz e bons narizes
E parecem sonhar o refeitório.

As árvores prateiam-se na praia,
Qual de uma fada os mágicos retiros...
Ó lua, as doces brisas que sussuram
Coam dos lábios teus como suspiros!

Falando ao coração que nota aérea
Deste céu, destas águas se desata?
Canta assim algum gênio adormecido
Das ondas moças no lençol de prata?

Minh'alma tenebrosa se entristece,
É muda como sala mortuária...
Deito-me só e triste, sem ter fome
Vejo na mesa a ceia solitária.

Ó lua, ó lua bela dos amores,
Se tu és moça e tens um peito amigo,
Não me deixes assim dormir solteiro,
À meia-noite vem cear comigo!"

E chega! É muito grande para copiar inteiro...



domingo, 16 de janeiro de 2011

1

Interessante esse número, o 1. O primeiro positivo inteiro depois do zero. Como o zero à esquerda é nada, o 1 acaba sendo mais aclamado, embora o zero seja genial.
Ser o número 1. Muitas pessoas passam a vida toda almejando este status. Ser o número 1 indica que se está em uma posição privilegiada. Subir no lugar do pódium indicado com o número 1 significa que você foi o melhor, o mais rápido de todos. Estar na Fórmula-1 significa estar entre os melhores, justamente porque ela é a número 1 e não 3, ou 2000, 3000, seja lá qual for. Qualquer outro número não é o 1.
Único entre todos. Dois pauzinhos formando um ângulo. Fascinante e magnífico número 1. O número 1 só tem um problema, que não surge sempre, que nem sempre incomoda, e que é, justamente ser único. Não tem nenhum problema, até querer que sejam 2.


sábado, 15 de janeiro de 2011

Aderência mecânica

Fórmula-1. Um assunto cada vez menos recorrente neste humilde blog que se propõe a ser sobre... Fórmula-1. Talvez, haja um desinteresse natural quando se percebe que é um mundo dominado por menininhos mimados, como a Prima Donna Afonsina, e por empresas sem o menor comprometimento e respeito pelos princípios mais fundamentais do esporte, como a mamã mafiosa Ferrari.
Na pré-temporada (ainda tem hífen), temos que buscar inspiração em tempos mais românticos para falar de F-1. Então, enquanto eu andava por aí caçando fantasmas, lembrei do GP do México de 1986. Alguma coisa nesta corrida sempre me deixou intrigado. Como que o Berger conseguiu ganhar? É só ler o anuário. Os destaques são sempre os mesmos: Mansell, Piquet, Prost, Rosberg quebrou e Senna. E de repente está lá o Berger, numa equipe que ainda era secundária, ganhando de toda aquela leva de pilotos fantásticos com carros superiores. Como isso, hein?
Fiquei a imaginar se não é porque naquela época dava-se atenção às coisas que verdadeiramente fazem parte do automobilismo: o piloto (não a sua segurança, mas a que velocidade ele podia ir com seu nível de loucura; Berger era, sem dúvida, muito louco e muito rápido); o motor; os pneus.
Os motores tinham trocentos mil cavalos. Empurrava mesmo. E os pneus? Do lado direito traseiro era composto mole, o dianteiro direito era semimole (sem hífen, agora), do lado esquerdo era tudo duro. E vamos tentar chegar assim até o fim da corrida.
Hoje nada disso é possível. Motores e pneus obedecem a um regramento rígido, o piloto é castrado e só pode falar o que pensa e exercer sua loucura quando a mãe liga no seu celular e não tem nenhum outro membro da equipe por perto.
Então, para compensar, inventa-se um pacote aerodinâmico por corrida. Para corrida ter graça para quem investe na coisa, faz-se festas luxuosas, instalações suntuosas dentro de um motor-home. E ninguém lembra do que a coisa realmente se trata: carrinhos coloridos dando voltas em um pedaço de asfalto para ver quem chega primeiro.
Naquele GP do México, Gerhard Berger, com pneus Pirelli e um carrinho bem colorido, chegou na frente de todo mundo. Chegou na frente porque andou mais rápido, com o pneu enorme que ele escolheu, com um motor com trocentos cilindros que a equipe achou conveniente usar. E com um custo módico, se comparado a quanto custa um motor-home de hoje em dia.

Hoje, vi fantasmas

É interessante transitar por lugares rotineiramente transitados. Pouca coisa muda na paisagem, os nomes das ruas continuam os mesmos, mas, ainda assim, quando paramos para prestar atenção, sempre há algo fora do lugar.
Muda quem está ao seu lado, quem está ao seu lado muda você. Sempre alguma coisa muda de lugar.
Transitando por lugares muitas vezes transitados, costuma-se deparar com espectros, fantasmas de outros tempos, pessoas que estiveram ali e que não vão estar mais - ou, pelo menos, não vão estar mais com você.
O cômodo mesmo de onde, hoje, escrevo mil bobagens. Outrora foi habitado por outro, por outros, outro e outra. Agora, o outro sou eu, vez ou outra tenho companhia, mas as marcas nas paredes revelam a posição em que se encontravam os móveis. A paisagem, assim como a da rua, não está tão diferente. As marcas, porém, não deixam esquecer que há coisas faltando. Os móveis que as deixaram sobre a tinta branca nunca mais ocuparão o mesmo espaço.
E os fantasmas continuam surgindo quando se passa de um quarto para outro, do outro quarto para sala, da sala para cozinha. Os espectros vão contando as histórias, fazendo com que se lembre o papel de cada um deles na imensa parede de saudade que forma a vida. Alguns tijolinho fazem uma falta danada, outros nem tanta e há, ainda, outros tantos a serem acrescentados.
Um dia na convivência de fantasmas e sente-se uma vontade imensa de dar um passo atrás. Mas, veja-se a ironia, um passo atrás e corre-se o risco de passar o resto da vida na convivência apenas... dos fantasmas. Então, paramos, olhamos, pensamos, e deparamo-nos com o grande mistério da vida: como dar o passo a frente?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Férias?

Amanhã, pai e chefe iniciam uma espécie de férias coletivas. Enquanto o pessoal toma sol e cachaça, estarei ingerindo responsavelmente o antibiótico, ao mesmo tempo que me preocuparei excessivamente com Luís António Verney, reformas pombalinas e o por quê de o direito comercial brasileiro ter virado o que virou.
Vemo-nos em alguns dias!

Papéis

Olha que legal o presente que comprei para o meu pai no natal:

É um modelo - obviamente, ainda desmontado - que reproduz o Lotus 78, utilizado entre as temporadas de 1977 e 1978. É o primeiro "carro asa" da história da F-1. Com as famosas "saias" laterais, criava-se uma espécie da vácuo sob o chassis, o que prendia o bólido ao solo.
Quando comparado ao Lotus 72, o modelo 78 teve uma existência curta. Já em 1978 foi substituído pelo Lotus 79. Ainda assim, teve uma passagem de sucesso pela Formula-1: venceu 5 corridas em 1977, quatro com Mario Andretti e uma com o sueco Gunnar Nilson. Em 1978, foi conduzido a duas vitórias, uma pelas mãos de Andretti, e outra pelas mãos de Ronnie Peterson, antes de ser substituído pelo Lotus 79.
Nem tudo foram flores, contudo. A vitória de Nilson no GP da Bélgica de 1977 foi a única de sua carreira. Ao final daquele ano, o sueco faleceu, vítima de câncer.
No GP da Itália de 1978, a equipe Lotus já utilizava o modelo 79. No entanto, Peterson foi forçado a voltar a utilizar o modelo 78 em vista de um acidente que danificara o seu 79 nos treinos. Foi a última largada de Ronnie - também sueco: ele não resistiria ao ferimentos causados forte acidente entre vários carros antes da primeira curva do circuito de Monza.
Depois destas duas historinhas, pode parecer um presente mórbido, não? Trata-se, no entanto, de um carro revolucionário, mais uma vez desenvolvido pela equipe do genial Colin Chapman. Tem uma importância inquestionável no desenvolvimento posterior que teve a categoria.
Interessante notar que, aqui em casa, os papéis andam se invertendo. Agora é o filho quem dá carrinhos de presente para o pai. Ano que vem, me visto de Papai Noel.

ANIVERSÁRIO

Interessante a data de aniversário do blog.
Nunca pensei nessa data até o chefe do blog afirmar que tudo começou em um dia 31 de dezembro.
Pelo que pesquisei comecei a escrever no dia 9 de junho de 2009!
E, ao contrário do que diz o chefe, não ganho nada!
Mas, ele que espere uma ação trabalhista em breve.
Enfim, feliz aniversário para nós, tecladores e parcos leitores.....

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano novo, vida...

E começou 2011. Esperança e ânimo renovados? Espero que sim.
Estamos sempre caindo e levantando, implodindo as pedras que nos são atiradas, como bem disse o pai do blog. E é isso que carregamos de ano para ano.
Não estou suficientemente inspirado para uma boa mensagem de início de ano. Deixa o Labrie falar:



E vai com letra e tudo:

To Rise, To Fall.
To Hurt, To Hate.
To Want, To Wait.
To Heal, To Save.

Can't hear it
we fear it
awareness won't come near it

Distractive
Reactive
Disguised in spite of time

I never bared my emotion
My passion always strong
I never lost my devotion
but somewhere fate went wrong

Can't let them rape me again
Your venom's not family here
won't let them fill me with
fatalistic remedies

What if the rest of the world
was hopelessly blinded by fear?
Where would my sanctity live?
Suddenly nobody cares.

It's never enough
You're wasting your time
Isn't there something I could say?
You don't understand
You're closing me out
How can we live our lives this way?

You tell me I'm wrong
I'm risking my life
Still, I have nothing in return
I show you my hands
You don't see the scars
Maybe you'll leave me here to burn.

What if the rest of the world
was hopelessly drowning in vain?
Where would our self pity run?
Suddenly everyone cares.

Blood...Heal me
Fear...Change me
Belief will always save me
Blood...Swearing
Fear...Staring
Conviction made aware

Give up on misery
Turn your back on dissent
Leave their distrust behind
Wash your hands of regret

Do you feel you don't know me anymore?
And do you feel I'm afraid of your love?
And how come you don't want me asking?
And how come my heart's not invited?
You say you want everyone happy
Well, we're not laughing.

And how come you don't understand me?
And how come I don't understand you?
Thirty years say we're in this together
So open your eyes.

People in prayer for me
everyone there for me
Sometimes I feel I should face this alone
My soul exposed
It calms me to know that I won't

Blood...Heal me
Fear...Change me
Belief will always save me
Blood...Swearing
Fear...Staring
Conviction made aware

Give up on misery
Turn your back on dissent
Leave their distrust behind
Wash your hands of regret

Blood...Heal me
Fear...Change me
Belief will always save me
Blood...Swearing
Fear...Staring
Conviction made aware

Learning from misery
Staring back at dissent
Leaving distrust behind
I'm inspired and content

Cumpleaños

No último dia 31, coincidentemente, também o último dia do ano, o F-1 Literária completou dois anos de uma fajuta existência.
Tudo começou após a colação de grau na faculdade, a aprovação no mestrado... precisávamos de um hobby. Gastava muito tempo comentando os textos do blogueiro oficial Flavio Gomes, então, o caminho natural foi começar a escrever o publicar os próprios textos sobre Formula-1. E deu no que deu.
Poucos meses depois da inauguração, conseguimos que o pater familias viesse a trabalhar conosco, ganhando uma miséria por hora. Não fosse isso, possivelmente já teríamos ido à bancarrota.
De lá para cá, tivemos altos e baixos: meses com trinta e dois mil posts, meses com apenas dois. Mas é assim mesmo. Não deixa de ser um hobby.
No fim das contas, o que realmente importa é receber os parabéns dos próprios Beatles.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal

O Formula-1 Literária deseja a todos um feliz natal, ao som de uma bela interpretação de uma bela canção.

ENTÃO É NATAL

O natal já foi uma época de grandes emoções para mim.
Lá em Curitiba, e crente no bom velhinho, as manhãs do dia 25 de dezembro eram cheias de alegria pelos presentes e alguma frustração.
A frustração era por conta da famosa bicicleta que eu pedia e o fidapu do véio Noel não trazia, se fazendo de surdo.
Enfim, hoje o pai Noel sou eu e o natal tem outro sentido.
É um tempo em que os familiares se reúnem, trocam presentes, farpas, bebem, e falam mal uns dos outros.
Mas, é aguardado com grande ansiedade uma vez que a maioria não se reúne o ano inteiro.
O que é uma pena.
Mas, como diz o luizão "assim caminha, e tropeça, a humanidade".
Sim, a frase ("assim caminha a humanidade") é o título em português do filme "Giants", mas eu adotei sua variação como bordão.
Revirando o velho baú, que aliás fica no armário embutido do quarto do chefe do blog, descobri esta revista "Quatro Rodas" de 15 setembro de 1972 (!!!!!) e esta foto que merece uma reflexão.
Todos sabem que comecei a gostar de F1 pelas mãos e capacete do véio Emersão.
E, 1972 marca o ano do primeiro título do Brasil nesta categoria que hoje não é um esporte, mas um negócio.
Se bem que essa afirmação merece um post em separado.
Enfim, o cara havia se sagrado campeão em 10 de setembro, data do GP da Italia em Monza de 1972.
Portanto, quando eu lia a revista (que saía com uma semana de atraso) já sabia que o Emersão era campeão e babava na foto que ilustra este post.
Ele vinha de lado, como era relativamente comum na época, e o Hulme atrás dele pronto para dar o bote.
Era o GP da Africa do Sul e o Denny Hulme, de fato, passou o Emersão que chegou em segundo.
O que importa é que o "Fintimpaldi" (como dizia o véio Mero) levou o título e mostrava ser um piloto do carai. Rápido, agressivo quando precisava, e cerebral quase sempre. Na minha opinião, o piloto mais completo que já vi nas pistas.
Mais tarde, abandonou tudo para ser piloto da "família", e, é outra história.
Lembro, no entanto, que neste natal de 1972, passado em sampa na nossa casa lá no alto do Mandaqui, junto com a primaiada e já com algumas na cabeça (apesar de ser "de menó"), eu falava sobre a conquista de um brasileiro na categoria máxima de um esporte dominado por europeus endinheirados.
Ninguém ouvia, mas, eu falava.

sábado, 18 de dezembro de 2010

E PUR SE MUOVE



Estou relendo algumas revistas e suplementos antigos e achei esta curiosidade de 1975 no suplemento da revista Quatro Rodas nº 179.
Um March 751 que foi pole position nas mãos do Vittorio Brambilla no GP da Suécia daquele ano, disputado em Anderstorp.
Eu gostava dos March porque vira e mexe surpreendiam andando bem.
Agora, esse é feio que dói. Em 1975 existiam carros com desenhos modernos como os UOP Shadow e os lindos Lotus 72 com letras no fim do alfabeto, já que o modelo sobreviveu durante muito tempo. Na Suécia, por exemplo, eram os Lotus 72-E.
Mas, o inusitado é que o March em questão é um Fórmula 2 adaptado como diz o texto.
Ou seja, é como se um carro de GP-2 "mexido" fizesse uma pole qualquer por aí nos dias de hoje.
Notem os "limpa trilhos" que são as asas dianteiras. Nem sei se ajudam ou atrapalham.
Também de destaque os enormes pneus traseiros sem pensar na economia de borracha.
Ah! Para encerrar, não satisfeitos com o "limpa trilhos" os caras adaptaram uns penduricalhos aerodinâmicos nas laterais das asas. Tão às pressas que não houve tempo para pintar com a cor "laranja mecânica" do resto do carro.
Penso que foi esse o detalhe que valeu a pole......
Em tempo: na corrida o Vittorio não sentiu o gosto da vitória (não resisti!)
Teve problemas, foi trocar pneus e chegou em 23º.

domingo, 12 de dezembro de 2010

PASSAGEM PELAS BEIRADAS

Meninos e meninas,
Depois de várias latinhas que fazem parte do “ciclo de comemorações da conclusão do curso de direito etc. e etc.” resolvi dar uma olhada no museu das revistas antigas e etc. etc. (como percebem não estou muito ligado na questão da fundamentação).
Para minha surpresa vejo logo de cara essa reportagem que está na digitalização abaixo.
De quebra imagens de pilotos que admirava como o Clayzão Regazzoni e sua Ferrari, no caso, a number 11.
Ele, segundo as más (ou boas) línguas era, digamos, um dos grandes papadores de garotas da F1.
Coisas do tempo romântico deste esporte.
Na primeira imagem o Rega e a informação acima “no fim da corrida, quando estava em quarto lugar, Jacky Ickx “ e o complemento na imagem seguinte “recebeu ordens da Lotus para deixar Peterson passar à frente”
E, a imagem do Ickx (isso é nome, gente?) com a Lotus nº 2.
A informação é tão banal que li e reli a matéria e não descobri como a ordem foi passada ou se alguém reclamou chutando o balde de gelo do uísque ou cerveja, dependendo do patrocinador da equipe.
Abrindo um parêntese (e não parente porque este é um blog que respeita a família) alguém acredita que uma latinha que te dá asas não tem uma vodkinha básica embutida?
Enfim, hoje nós pulamos do sofá e caímos no tapete quando os massas da vida abrem passagem para quem quer que seja.
Mas, vejam só o sucedido no GP da Alemanha em 1974 !!!!!!! (no século passado, garotada. Não lembro, mas certamente assisti essa corrida. Fazia cursinho pré vestibular!!!!!!!).
O Joaquim Iqsso, piloto que foi respeitado por mim até ser o único que ficou ao lado dos patrões na questão da segurança dos circuitos, anos mais tarde, cedeu lugar ao grande Ronnie Peterson (o filho do Peter, não resisto!).
Ninguém morreu e o complemento da revista 4 rodas (mais o estepe, please), distribuído junto com a revista edição 169 de agosto de 1974 não trouxe nenhum editorial conclamando os leitores a sabotar a equipe Lotus por conta do sucedido.
É o tal de jogo de equipe.
Dois pilotaços (Ickx nem tanto, na minha opinião) obedecendo ordens de equipe.
Hoje, um piloto nem tanto (o massa) obedece a ordens para deixar um piloto como a prima dona alfonsina passar e recebe toda a solidariedade de quem gosta de esporte e f1 pelo despropósito do sucedido, por coincidência no mesmo GP da Alemanha. Episódio, de resto, fartamente documentado e comentado, na ocasião dos fatos.
Mas, esta merda é jogada no ventilador da F1 desde sempre.
Enfim, que equipe teria coragem de mandar uma ordem para que seu piloto, perdão senhoras e senhoritas, fudido, deixasse seu “cumpanheiro” passar?
Imaginem o Senna recebendo uma ordem para que deixasse o Prost (ituto) passar?
Iria, certamente, cruzar a linha de chegada com o dedo em riste para quem quer que ousasse mandar uma ordem dessas. E, com o chorão do Prost (ituto) comendo poeira.
Afinal, como diria o Luizão, assim funciona o bagúio da bagaça..



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Há trinta anos...

Oito de dezembro. Aniversário do Eduardo, da Andresa, dia da Justiça.

E, em 1980, a data em que um débil mental resolveu dar um tiro em um leão marinho.


MUNDÃO VÉIO

Só para sacudir a poeira algo que não tem muito com F1.
Cresci em meio à ditadura militar e o perigo que era em expressar opinião.
Resumindo, tudo o que era abençoado pelos Estados Unidos era do bem, inclusive as ditaduras militares.
Tudo o que era abençoado pela União Soviética ou eixo do mal, como o idiota do Reagan se referia aos "vermelhos", era coisa do diabo.
Os americanos eram a favor das liberdades e mais liberdades.
A União Soviética comia criancinha. Tive um pensamento malévolo sobre a igreja católica mas é melhor deixar para lá.
Eu costumava dizer, e penso que não era um pensamento inédito, que se trocássemos a placa na entrado do Brasil tudo continuaria a mesma merda.
Coisa mais ou menos "powered by USA" trocado por "powered by URSS"
Nós estaríamos no pau de arara de qualquer jeito.
Pois leio que o véio Sam (o tio) está tiririca (não resisti!) com o site Wikileaks por conta das publicações de documentos sigilosos vazados e publicados no site.
Ora, ora!
Não é que o Sam está dando um jeito de frear as informações que mostram a hipocrisia que permeiam as ações daquele país?
Estranhas acusações contra o fundador do site Julian Assange já o colocam na cadeia.
O site vive fora do ar e podemos pensar que logo logo será alçado à condição de porta voz do terrorismo.
Tsc, tsc!
Pois é, meninada!
Estou vivendo e morrendo de rir uma situação como esta.
Tudo é cor de rosa e eu te concedo a liberdade desde que eu seja o dono da bola.
Tá bom. E, o presidente de lá o Barraco Ôba-ôba fica com aquela cara de babaca que caiu do caminhão de mudança.
Como diria aquele "reclame": "o mundo gira e a Lusitânia roda".
Não percam a esperança: ainda veremos empreiteiros na cadeia.

domingo, 28 de novembro de 2010

Outras ironias...

Em 2006, fomos, eu e a ala patriarcal do blog, pela primeira vez a Interlagos. Naquele ano, Schuchummy fazia "sua última temporada" na F-1 e lutava, ao lado da Ferrari e com apoio da FIA, para conseguir seu oitavo título mundial.
Na corrida de Monza, como todos lembram, Alonso, o rival de Schumacher na briga pelo título, foi claramente sacaneado pelas "autoridades competentes". Pouco antes, o grande trunfo da equipe Renault, o tal amortecedor de massa, havia sido proibido. Um carro que brigava por vitórias em quase todas as etapas passou a chegar em quarto, quinto.
No treino de sábado para o GP de Monza, especificamente no Q3, Alonso teve um pneu estourado. A borracha solta detonou os apêndices aerodinâmicos de seu Renault que, claro, ficou mais lento mesmo após a troca de pneu.
Massa - o piloto, não o do amortecedor -, em sua volta rápida, encontrou no caminho aquele que seria no futuro a Prima Donna, com seus apêndices quebrados e caminhando para abrir a sua volta lançada:



Por conta deste encontro, Alonso foi punido, pois a turbulência de seu carro atrapalhou Massa na parabólica... Questionável. Na época, me pareceu um roubo absurdo. Hoje, conhecendo um pouco mais da mente doentia do asturiano, sei lá. Talvez ele tenha mesmo deixado a turbulência lá de propósito...
Mas, por conta de tais eventos, e pela natural torcida contra Ferrari e o Schuchummy, fomos para Interlagos para ver Alonso campeão. Vibramos muito com os problemas enfrentados pelo alemão oficial no sábado e no domingo. Juntamo-nos com os espanhóis vestidos de toureiros que faziam uma grande algazarra - temos, inclusive, fotos com eles. Solidarizamo-nos com um espanhol branquelo que berrava alucinado em todas as passagens "ALONSO! ALONSO!". Chegamos em casa, vermelhos e suados por causa do calor infernal no autódromo, fazendo aquele gesto Alfonsino de vitória, que até hoje não sei o que significa. Ou seja, torcemos muito por Alonso.
Mas o mundo dá voltas. Há duas semanas, sentamos em frente à televisão para torcer desesperadamente contra a Prima Donna, que, no fim das contas, contou com a colaboração de seu antigo rival Schuchummy para perder o título e, ainda, ficou atrás de um carro de sua antiga equipe, a Renault, sem esboçar uma só tentativa consistente de ultrapassagem.

Vitória do esporte. Mas sem igualdade

Com duas semanas de atraso, duas palavras sobre a decisão do campeonato mundial de F-1.
Disse-se, e com razão, que a derrota da Prima Donna Alfonsina foi boa para o esporte, em vista do comportamento cínico e sem ética dos homens vermelhos.
O comportamento da Red Bull foi enaltecido. A equipe foi alçada à condição de exemplo de esportividade por ter deixado seus pilotos brigarem até fim, palmo a palmo, pelo título. Mas será que essa é toda a história?
É difícil esquecer o episódio do GP da Inglaterra, aquele que deram a asa do Webber para o Vettel porque o Kid quebrou a dele. Qual a justificativa para tal atitude? Vettel tinha, na época, alguns pontos a mais do que Webber no campeonato, o que justificaria uma preferência ao alemão prodígio.
Quer dizer, a Red Bull, certamente, não escancarou preferência por nenhum de seus pilotos, como fez - aliás, faz e vai morrer fazendo - a Ferrari. Mas, em um esporte tão preciso ao ponto de qualquer peça com dois graus mais para lá ou mais para cá, a pressão do pneu um pouco menor ou maior, poder fazer o cara chegar em primeiro ou em vigésimo, ainda que não haja ordens de equipe, é possível, sim, privilegiar um piloto em detrimento do outro. São inúmeras as variáveis de desempenho do carro, e qualquer sutil mudança pode fazer o cara perder dois, três décimos de segundo fácil, fácil.
O blogueiro oficial Flavio Gomes, por sua paixão cega pelos alemães sapateiro e Kid , não concordaria comigo. Para ele, aliás, a Ferrari só prejudicou seu segundo piloto em duas ocasiões: Áustria 2001 e 2002. O resto se deve ao talento fora do comum de Schumacher.

sábado, 27 de novembro de 2010

MAIS IRONIAS

Berne alistone foi assaltado lá na terra dele as Engrandes. Em londindon mais exatamente.
Engraçado e irônico porque o pseudo e mal explicado (armação?) assalto frustrado ao butão correu o mundo. Fora o sucedido aos mecânicos da Sauber.
Nessas horas o brasil é sempre lembrado como aquela terra de ninguém. O pior é que é verdade.
Vejam o que anda acontecendo no rio.
Mas, em outros lugares também tem violência. Não vou ficar elencando essas barbaridades porque não é a finalidade do post.
Mas, que é engraçado o duende mor da F1 e seu mais polêmico dirigente ser assaltado, levando porrada e tudo, isso é.
E, lá na terra dos lordes reis e rainhas.
Os ladrões não foram nada gentis.
Certamente não foram da estirpe desses que assaltam condomínios de luxo em sampa usando ternos, pedindo "por favor" e "desculpem o incômodo".
Pois é, nessas horas dá orgulho em ser brasileiro.