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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ótimo

Luca di Montezemolo ameaça tirar a equipe Ferrari da F-1 caso mudanças não sejam operadas na direção da categoria. A notícia está aqui. O mesmo papinho de alguns poucos anos atrás.
Do ponto de vista esportivo, a F1 não perde nada sem a Ferrari. Aliás, muito pelo contrário. Mas, todos sabemos, eles não vão sair, o pessoal todo vai lamentar uma possível saída da equipe "mais tradicional" do circo, e será uma alívio, principalmente para o bolso dos investidores, quando o mesmo Montezemolo anunciar que fica.
Mas, se querem equipe vermelha no grid, faria bem trazer a Dallara de volta.

J. J. Lehto em Ímola, 1991, a bordo da Dallara BMS 191.
Fonte: Voando baixo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Café

A subida dos boxes, em Interlagos, onde ocorreu no último domingo o acidente fatal de Gustavo Sondermann é, realmente, palco de sérias pancadas. Não é difícil lembrar do acidente de Sperafico e batida que interrompeu o GP do Brasil de Formula 1 em 2003, envolvendo Webber e Alonso.
No entanto, "puxando" da memória, há pelo menos mais episódios recentes em que ocorreram acidentes feios naquele ponto.
Lá em 1999, o francês Stephane Sarrazin fazia aquele que seria seu único fim de semana a bordo de um carro de F-1, justamente no GP do Brasil. E sua única corrida na categoria terminaria na saída do Café, com um bela estampada e trocentos giros em cima do eixo:



Nada de mais grave com o piloto, e ele corre até hoje de Rally.
Outro acidente no mesmo ponto ocorreu em 2006, com Nico Rosberg, piloto da Williams naquele tempo. Ele e seu companheiro de equipe na época, Mark Webber, se estranharam na Descida do Lago. O alemão subiu com o carro já avariado e a pancada foi inevitável:



Em todos os acidentes mencionados, os carros voltaram para a pista, felizmente, sem consequências mais graves, exceto no caso de Sperafico, como já se sabe.
Interlagos é uma pista fantástica como é. Mas, em vista do histórico de acidentes, é inevitável que se repense a subida dos boxes para que se evite que mais pessoas percam a vida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

De novo?

Triste pensar que, novamente, um piloto da Stock Car vem a falecer após uma batida na curva do Café. Desta vez, a vítima foi o piloto da Copa Montana Gustavo Sondermann.
Há 4 anos, foi Rafael Sperafico, em uma batida muito parecida com a de Sondermann.
Coincidência? Fatalidade? Há culpados? Claro que há. Se em 2007 ocorreu um acidente fatal e em 2011 outro, na mesma categoria, no mesmo ponto do circuito, quase do mesmo jeito, é porque não se fez nada a respeito da segurança dos pilotos, nem por parte da administração do autódromo, nem por parte de quem organiza a referida categoria.
Soluções serão propostas, culpados serão encontrados (ou não). Eu não acompanho a Stock Car brasileira de perto. Na verdade, nem de perto e nem de longe. Mas, de todo modo, não posso deixar de me sentir um pouco imbecil por ser entusiasta de um esporte que mata.

Indo para casa... enxarcados

Ontem - a esta hora, anteontem-, o fantástico Ozzy Osbourne fez um show bem legal aqui em São Paulo. Bem legal e bem molhado. Assim que a chuva apertou, a primeira providência de Ozzy foi pegar um balde cheio d'água e virar sobre si mesmo, em solidariedade as fãs enxarcados.
Fica o post para lembrar.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Férias?

Amanhã, pai e chefe iniciam uma espécie de férias coletivas. Enquanto o pessoal toma sol e cachaça, estarei ingerindo responsavelmente o antibiótico, ao mesmo tempo que me preocuparei excessivamente com Luís António Verney, reformas pombalinas e o por quê de o direito comercial brasileiro ter virado o que virou.
Vemo-nos em alguns dias!

sábado, 11 de setembro de 2010

Luto

Sim, um carro vermelho fez a pole, mas estou resignado com a ausência de justiça divina.
O luto é por outro fato - de antemão já aviso que não é nada sério.
Anunciou-se, nesta última semana, que o fantástico baterista Mike Portnoy está deixando o Dream Theater para viver novas experiência por aí.
Nunca vi em banda alguma um entrosamento tão grande entre bateria, baixo e guitarra quanto no Dream Theater. Tecnicamente, era impressionante, embora 90% das pessoas não goste.
A banda, contudo, não vai terminar. Ano que vem tem disco novo e uma turnê, já batizada de "The spirit carries on".
Bom, da minha parte, vi o "espírito continuar" em todas as últimas vezes que o Dream Theater tocou em terras brasileiras. Em todas elas, houve uma catarse coletiva. Com esse espírito, tomara que continuem por muitos e muitos anos.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Massa, Brasil e Automobilismo

Bastou que uma ordem da Ferrari se dirigisse a um brasileiro para surgirem opiniões indignadas de todos os lados. Pessoas que se sentiram traídas por Felipe Massa, que se decepcionaram eternamente com o piloto, que nunca mais torcerão por ele e etc.
Dá até impressão que o brasileiro gosta e entende muito de automobilismo. Não é o caso.
Em geral, o público brasileiro não gosta de verdade de corrida de carros. Quantas pessoas nós conhecemos que frequentam algum autódromo? Não estou dizendo para ver F-1. Para ver F-1 vai até gente que não sabe quantas rodas tem no carro.
Quantas horas semanais a televisão dedica ao automobilismo? Quantas notícias são veiculadas sobre pilotos que não correm na F-1?
A maioria de nós só acompanha F-1. Não temos a menor ideia do que ocorre sobre rodas fora dela. Nosso próprio blog aqui não tem lá muitas notas sobre outras categorias.
Mas, mexeu com "um dos nossos", todos se tornam entendidos e tem alguma opinião a dar.
O problema do automobilismo brasileiro não é Felipe Massa, não é Rubens Barrichello, nem Bruno Senna, nem Lucas di Grassi. Esses são os maiores sucessos que o automobilismo brasileiro produziu nos últimos anos. O que virá depois deles é uma incógnita.
Há pouco investimento no esporte a motor no país. Não há lá uma grande organização. A principal categoria que corre em pistas nacionais - a Stock Car - é uma verdadeira piada em diversos aspectos. Não há nenhuma categoria de base consolidada no país. Quem sai do kart e quer andar de monoposto tem que ir para a Europa, o que requer muito investimento e sacrifício, fazendo com que muitos de nossos pilotos se voltem para os Estados Unidos.
Recentemente, criou-se aqui no Brasil a F-Future, com apoio da Fiat e apadrinhada por Felipe Massa. A categoria pretende ser uma categoria escola, algo que falta entre nós. Só que, até agora, conta com apenas nove carros. É um grid muito magro.
A F-3 sul americana agoniza já há algum tempo. Conta com apenas 13 pilotos e, segundo consta, apenas um deles não é brasileiro. Quer dizer, deixou de ser uma categoria que efetivamente prepara os pilotos.
E os autódromos? Quantos autódromos nós temos que podem receber competições de alto nível? Contem comigo: Interlagos... hã... Santa Cruz... Londrina....Brasília... hum... Guaporé, Tarumã... ah! Jacarepaguá! Ah, esqueci, esse já demoliram...
Agora, pelo menos, há o Velopark, que parece ser um projeto interessante. Mas, ainda assim é muito pouco.
O automobilismo brasileiro está acabando porque não tem investimento, não tem mídia e, principalmente, não tem o interesse do grande público.
Talvez muitas das vozes que se erguem para mostrar a indignação contra Massa nem saibam que abrir caminho para Alonso é o menor dos problemas e que o piloto brasileiro é um dos poucos que tem feito algo para enfrentar a decadência em nossas pistas.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

God Damn, Fom!

Na madrugada de sábado para domingo, editei, inseri legendas, fiz upload para o YouTube e incorporei a este humilde blog, um trecho do GP da Austrália de 1994. Na verdade, apenas um trecho das "preliminares" da corrida exibidas pela ESPN americana.
A equipe do blog não recebe um tostão com isso aqui, fazemos tudo como um hobby despretensioso. E não é que nossa queria Formula One Management bloqueou o vídeo "com base em direitos autorais"? Direitos autorais? Hum...
Sem maiores delongas técnicas, este blog, repetimos, não rende nada aos seus autores, tem, em média, o acesso de três a cinco pessoas por dia, que nos visitam mais por amizade aos autores que por gosto pelo automobilismo. Todos os vídeos que colocamos no YouTube tiveram a finalidade de figurar neste blog. Nosso "recorde" de audiência no site de videos do Google é de 326 exibições em um ano, um mês e doze dias.
As imagens que são reproduzidas no vídeo, compiladas pela ESPN, encontram-se a rodo no próprio YouTube. Além de que, trata-se de um evento que foi transmitido para o mundo todo, de graça, com grande difusão.

Então, Fom, precisava?



Somos insistentes.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa do Mundo

Copa do Mundo rolando e, por uma razão misteriosa, todos paramos para assistir pelo menos os jogos da seleção brasileira.
Eu sempre me emociono nestas grandes competições esportivas. Menos pelo calor das competições e pelo barulho da torcida, mais pelos sonhos realizados, pela superação e pelas dificuldades deixadas para trás que ficam estampadas no rosto de alguns atletas, seja na vitória, na derrota, no esforço exigido pela competição.
Por quem se compete? Os atletas estão lá pelo país? Pelo regime? Pelo dinheiro? Pela fama? Sabe-se lá. Os livros têm a vantagem de a dedicatória explicitar para quem foram escritos. Mas, em geral, não sabemos por que ou por quem se pratica a maior parte dos atos da vida. A vida, por si mesma, não é tão explícita quanto os livros.
O que se sabe é que cada indivíduo tem uma história; cada um carrega consigo uma bagagem que poucas pessoas conhecem. Você é filho da sua mãe, do seu pai, irmão da sua irmã, neto dos seus avós, sobrinho dos seus tios, primo dos seus primos, amigo dos seus amigos. A história de vida de cada um tem uma porção de traços da individualidade alheia que compõe a própria. Por mais sozinhos que estivermos, carregamos todos conosco.
Hoje, o momento mais emocionante - talvez o único momento de emoção - do jogo realizado entre Brasil e Coreia do Norte - ou República Popular Democrática da Coreia do Norte - foi protagonizado por um jogador desse país, cujo nome e história desconheço, mas que foi às lágrimas ao longo da execução de seu hino nacional.



Ignoro por quem ele compete; ignoro ainda mais por que ou por quem chorou. Certo é que, naquelas lágrimas, rolaram muitas histórias e personagens.
Eu, sozinho na sala de casa, me emocionei - como sempre me emociono - e fiz força para não chorar. Talvez tenha lembrado das minhas histórias e personagens, de quem vejo pouco, de quem não vejo mais e de coisas que não mais vou viver.
Talvez tenha me emocionado pela saudade, saudade que aquele atleta de vermelho, quem sabe, também estivesse sentindo. Mas, quer saber? É boa a saudade. A vida sem ela seria um vazio. A saudade é sinal de que atravessamos portas que ficaram abertas atrás de nós, convidando-nos a voltar. E a vida tem que ser saudade.
Quem sabe, no fim das contas, por que chorou o atleta de vermelho? Quem sabe por que me emocionei com ele? Quem sabe, quem sabe?
Quem sabe, no fim das contas, tenha me emocionado simplesmente porque queria poder chorar com ele.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O "velhinho"

E já que falamos tanto do antigo Interlagos no post anterior, nada mais justo do que uma visão do traçado percorrido pelos carros de F-1.
No demoníaco YouTube, tem este vídeo que vai abaixo. É a primeira volta do GP do Brasil de 1980. Uma pena que cortam justamente no contorno da Curva do Sol para mostrar um replay.
A primeira volta foi liderada por Gilles Villeneuve, que largou muito bem, mas a prova foi vencida por René Arnoux, a bordo de uma Renault.



Fruto da largada do GP de 1980 é também esta maravilhosa foto dos carros entre as Curvas 1 e 2 , publicada no fantástico F-1 Nostalgia, do Rianov Albinov.


Para encerrar, eis aqui um gráfico com a sobreposição do novo traçado sobre o velho, em que dá para perceber bem o que foi que mudou.





Um dia para não esquecer

Sábado, 7:55 da manhã, toca o telefone. Dez minutos antes, havia sido meu despertador, e eu ainda relutava para enfrentar o frio e o sono naquela cinza manhã paulistana.
No telefone, era meu amigo Rodrigo Marchini, que já me aguardava em frente ao prédio.
Minutos depois, partíamos os dois desbravadores rumo ao desconhecido. Bem, na verdade, o desconhecido era o simpático e já um pouco idoso - somando 70 anos - autódromo de Interlagos. Posso dizer que, até o último sábado, efetivamente, não o conhecia tão bem.
Ocorreria, no dia 12, a 5ª etapa do Campeonato Paulista de Automobilismo, que reune diversas categorias, como a Classic Cup, a Força Livre, a Stock Paulista etc.
E lá fomos nós, com aquela garoa fina que aumentava ainda mais a sensação de frio. No caminho, expliquei ao Marchini que estacionaríamos o carro mais ou menos onde era a antiga curva do sol, já que o evento permite que se estacione dentro do autódromo.
De posse dessa informação, ao atravessarmos o portão 7, Rodrigo me ofereceu o volante de seu carro, para que eu pudesse ter o gostinho de dirigir, ainda que devagarinho, em um trechinho da pista de Interlagos - gesto que envolve sensibilidade e gentileza só característica das pessoas muito especiais.
E lá fui eu, sem saber muito bem para onde estava indo. A sensação se agravou quando, descendo rumo ao estacionamento, demos de cara com um protótipo que subia - depois soubemos - do reabastecimento de volta aos boxes.
Descemos e avistamos uma fila razoável de carros de competição aguardado para abastecer. E pela primeira vez pensei: "será que realmente posso estar aqui?". De todo modo, havia várias carros estacionados e por ali paramos também. Só quando saímos do carro é que pude perceber que estávamos, mesmo, sobre os restos mortais da antiga Curva do Sol.
O Campeonato Paulista oferece aos seus espectadores a oportunidade de assistir as provas da região do terraço dos boxes. Isso proporciona uma acessibilidade bastante grande a diversas regiões do autódromo. Tanto que, quando tentávamos chegar ao terraço, percebemos que estávamos atrás dos boxes. Caminhamos um pouco, observando os carros, atravessamos um dos boxes, e chegamos à ao pit lane. A essa altura, os carros da Classic Cup estavam saindo para o treino de classificação. E, por uma coincidência do destino, deparamo-nos, assim que saímos da garagem, com o Lada Meianov do blogueiro oficial Flavio Gomes, dono do único site que tem uma cobertura de automobilismo que ameaça a supremacia do F-1 Literária.

O Lada oficial do blogueiro oficial Flavio Gomes, meu concorrente e contendor virtual, ainda que ele não saiba. A foto foi tirada depois da disputa da Classic Cup.


Continuamos explorando, percorrendo cada centímetro possível das dependências do autódromo, aguardando o momento de sermos expulsos. Enquanto isso, apreciávamos as passagens dos carros por ângulos verdadeiramente interessantes, como este:


Contudo, para mim, as cenas mais memoráveis ocorreram quando resolvemos "conhecer" um trecho do traçado antigo de Interlagos. O carro estava na Curva do Sol, e quando o Marchini precisou ir até lá para buscar mais agasalho, fomos "contornando" a curva a pé, notando, de perto, porque ela era tão interessante: começava mais ou menos em subida e terminava em uma descida considerável.
Aliás, uma das coisas interessantes de ver a pista "de dentro", é perceber os detalhes topográficos que, no caso de Interlagos, faziam - e fazem - o traçado realmente especial.
Fiquei impressionado com a descida entre o Sol e o Sargento. Talvez quem esteja na arquibancada ou vendo pela televisão, não consiga ter nítida ideia de como é.
Caminhamos em direção à extinta Curva do Sargento, que me parece ser a única do antigo traçado que não está mais lá. Por esse caminho, chegamos na saída da Descida do Lago e ficamos um tempo vendo o treino da Força Livre próximos ao guard-rail. Nessa hora, até achei que merecíamos ser expulsos.

Irresponsavelmente passando frio próximo a pista.


Em seguida, caminhamos até o Laranja, onde ficamos um tempo observando os carros de diversos pontos: na freada, no contorno e na saída. Impressionante ver que a roda traseira direita de vários carros levanta na saída da curva por causa do deslocamento de peso.


Vista do Laranja. Interessante notar que, neste momento, estávamos em cima do antigo Laranja. O trecho asfaltado em verde é o contorno da antiga Ferradura.


Vista do Laranja para o lago.


Enquanto explorávamos tudo quanto era canto da pista, um carro de segurança se aproximou e, educadamente, informou que não podíamos ficar ali.
Mas a exploração não acabou. Só depois disso é que fomos para o terraço dos boxes, não sem antes gastar R$ 6,00 em um "X-Picanha" de microondas...
A vista do terraço não é a melhor. A gente enxerga a pista mais ou menos assim:

Dá para ver também o outro lado, o "S do Senna".
Mas, pareceu que, na verdade, o melhor lugar mesmo é o estacionamento, em que se vê toda a parte mista da pista. E, em um sábado como aquele, o local foi providencial para aliviar o frio.
Assisitimos a Classic Cup próximos ao "S do Senna", e a Força Livre do tal estacionamento.
Satisfeitos com o que havíamos visto, satisfeitos depois de passar tanto frio, fomos embora por volta das 14h30min. Foi uma experiência realmente interessante para quem gosta de automobilismo. E é tudo de graça: entrada, estacionamento; só se paga o X-Picanha falsificado.
As corridas são muito boas, com vários pegas. O pessoal realmente manda bala.
É muito legal, também, poder ver o automobilismo mais de perto, já que é possível transitar entre pilotos e mecânicos sem maiores problemas e sem "estrelismos". A atmosfera amadora torna o evento ainda mais atraente.
O Marchini, depois de passar o dia todo ouvindo "ali era a curva 1, ali a 2, ali o Sargento, ali o Sol; aqui subia, e não descia, vinha pelo outro lado, tinha também o anel externo" virou especialista em Interlagos e já enviou seu currículo para a Ferrari.
As fotos não cobrem tudo o que vimos. Na verdade, só tinhamos um celular para fotografar e que, para piorar, estava ficando sem bateria. Mas, de um dia como esses é mais importante guardar as sensações do que as imagens.

Mais informações sobre o Campeonato Paulista, aqui: http://www.automobilismopaulista.net/

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Títulos em campo

Os matemáticos do F-1 Literária andavam meio sem ter o que fazer. Então lhes ocorreu uma coisa: 2010 talvez seja o campeonato com mais títulos de pilotos alinhados no grid da história.
Teremos 7 títulos de Schumacher, 2 de Alonso, 1 de Hamilton e 1 de Button, totalizando 11 triunfos.
Em 1991, por exemplo, havia 2 títulos de Senna, 3 de Piquet e 3 de Prost, perfazendo 8. Em 1985, havia Lauda com 3 títulos, Piquet com 2, Alan Jones com 1 e Rosberg com 1, totalizando 7.
Claro que os matemáticos não olharam ano por ano desde 1950, afinal, não são tão desocupados assim. Mas, parece ser 2010 o ano com mais títulos de pilotos em campo.
Outro dado curioso é que, caso Kimi Raikkönen estivesse na F-1, teríamos no grid todos os campeões da última década: Schumacher, Alonso, Raikkönen, Hamilton e Button. Contudo, o finlandês está feliz da vida capotando por aí no Campeonato Mundial de Rally.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pit Stop

A volta do Schu-Schummy não é a única novidade para 2010 na Fórmula-1. Como já sabemos faz tempo, na próxima temporada não teremos mais os reabastecimentos, que são o "ponto alto" das corridas desde 1994.
A história dos reabastecimentos na F-1 não começa, contudo, em 1994. Em 1982, a Brabham, time liderado por um tal de Bernnie Ecclestone, resolveu arriscar alinhar os carros com menos combustível e, no meio do caminho, pará-los para completar o tanque e ir até o fim.
Houve várias tentativas frustradas por percalços no caminho: falhas mecânicas, batidas e uma luta de karatê entre Nelson Piquet e Eliseo Salazar.
Finalmente, o plano quase funcionou no GP da Áustria, não fosse uma tentativa de Riccardo Patrese de escalar um barranco de marcha-ré.
De qualquer modo, a Brabham inaugurou o reabastecimento na era moderna da F-1. Não foi, todavia, a primeira vez que se encheu o tanque de um carro em uma corrida. Na década de 1950, isso já era feito.
O filminho abaixo, encontrado por acaso no YouTube, conta a historinha, com toques de bom humor do narrador.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Suturas

E mudaram o sistema de pontuação da Fórmula-1. Ficou igual ao da Stock Car. Não parece ter sido uma boa mudança.
Primeiro, porque não afeta a proporção de pontos entre os concorrentes que pontuam. É vantajoso para quem chega em décimo, que terá mais exposição, agradando mais aos patrocinadores. Será vantajoso para o piloto que ganha dinheiro por pontos conquistados, cláusula que as equipes vão abolir a partir de agora. Mas, no geral, não mudou nada, já que 5 pontos entre o primeiro e o segundo colocados é pouco em um contexto em que o vencedor soma 25.
Segundo, porque descaracteriza o campeonato e as estatísticas. Na década de 1980, o sujeito, para marcar 25 pontos, teria que vencer duas corridas, chegar em segundo em outra e em sexto em outra (o sistema era 9-6-4-3-2-1 e só os 11 melhores resultados contavam), ou seja, levaria, pelo menos, 4 corridas para atingir tal somatória; na década de 1990, teria de ganhar duas, e chegar em segundo em outra, levando, pelo menos, 3 corridas (a partir de 1990, passou ao 10-6-4-3-2-1, sem as exclusões). Agora, com um calendário com cada vez mais corridas e esse sistema de pontuação, os pilotos de sucesso encerram suas carreiras com bilhões de pontos, coisa que era impossível há um tempo atrás (claro que "bilhões" é ironia, né).
O campeão também somará dez mil pontos por campeonato, e já era o recorde do Schumacher de campeão com mais pontos somados em uma única temporada.
Enfim, eu gostaria de ver de volta o sistema de 10 pontos para o vencedor, que valorizava bastante as vitórias. O que fizeram foi uma verdadeira "banalização" dos pontos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Di Grassi na F-1

Só uma nota rápida, para não passar em branco - o tempo anda curto demais.
Ainda não é "oficial", mas já é verdade incontestável: conforme divulgado pelo Grande Prêmio hoje de manhã, Lucas di Grassi será piloto da Manor/Virgin no próximo ano. Assim, o grid terá quatro pilotos brasileiros em 2010: Barrichello, Massa, Senna e di Grassi.
Eu confesso que di Grassi é o brasileiro que mais tenho curiosidade de ver na Fórmula-1. Acho até, que pela temporada que fez na GP-2 em 2008, merecia já estar na F-1 já em 2009. Sujeito talentoso, construiu uma carreira bem sucedida sem lá grandes apoios financeiros, se comparado, por exemplo, com Bruno Senna.
Boa sorte a ele!


O próprio avisa, via Twitter, que está na área!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Hamilton x Button

Vai ser interessante observar, no próximo ano, como se comportarão os pilotos e a equipe McLaren tendo os dois últimos campeões ao volante de seus carros.
Os dois, para completar, ingleses.
A temporada de 2010 vai somando particularidades bastante fora do esperado. Uma montadora comprando uma equipe, e uma equipe contratando dois pilotos teoricamente fortes para dividirem o mesmo time, prática em total desuso desde a "era Schumacher".
A última vez que tivemos dois campeões na mesma equipe foi com Senna e Prost em 1989, também na McLaren.
Espero que o time de Woking tenha o bom senso de deixar os dois quebrarem o pau. Pelo bem do esporte.

Brawn e Mercedes

A Mercedes-Benz acaba de adquirir o controle da equipe Brawn GP, como já dito, na contra-mão das demais montadoras, todas abandonando ou querendo abandonar o barco Fórmula-1.
É interessante reparar uma coincidência interessante entre essas duas equipes. A Mercedes já teve equipe própria, na década de 1950, entre as temporadas de 1954 e 1955. Nesse período, disputou 12 Grandes Prêmios, dos quais venceu 9, perfazendo 75% de vitórias em relação a GPs disputados; foi 10 vezes ao pódio, o que significa 83,3% de aproveitamento. A equipe venceu os dois campeonatos de pilotos que disputou com Juan Manuel Fangio (ainda não se disputava o campeonato de construtores); ou seja, 100% de aproveitamento em relação a campeonatos disputados.
Também a Brawn GP tem 100% de aproveitamento em relação a campeonatos disputados, já que a unica temporada em que participou foi vencida por seu piloto Jenson Button. A Brawn levou também o campeonato de construtores. Em relação às vitórias, a Brawn disputou 17 GPs, vencendo 8 deles, o que significa 47% de aproveitamento; a equipe foi ao pódio 11 vezes, perfazendo 64,1%.
Isto é: os números relativos da Mercedes, enquanto equipe, e da Brawn GP são altíssimas, pois tiveram uma trajetória curta extremamente vitoriosa. A Ferrari, por exemplo, disputou 59 temporadas, vencendo 15 vezes o campeonato de pilotos. Isso totaliza "apenas" 25,4% de aproveitamento.
Uma vez li uma campanha publicitária em que uma certa emissora de televisão, para minimizar os números absolutos do Ibope, chamava atenção para o seguinte: "os números não mentem, mas não dizem toda a verdade". E não é que é isso mesmo?

sábado, 14 de novembro de 2009

Balls

E já que falamos em "pista de verdade", não se poderia deixar de mencionar esta: o velho traçado de Nürburgring.
A Fórmula-1 andava em um traçado com quase 23km, cujo recorde em corrida pertence a Clay Regazzoni, com 7min06s. Sim, 7 minutos; em treino de classificação, o recorde (de F-1) é de Niki Lauda, com 6min58s - tudo isso tratando-se do traçado de 22.835km.
A filmagem abaixo foi feita em 2005, a bordo de um protótipo SR8, da Radical Sportscars, que competiu na Le Mans Series. O piloto é Michael Vergers.
Na época, esta volta, em 6min55s, estabeleceu o novo recorde deste traçado de 20.832 km, conhecido como Nordschleife:


(fonte: Wikipedia)

Michael Vergers foi campeão da Le Mans Series na categoria P2 em 2006. É um feito digno de nota. Contudo, não precisaria ter conquistado nada: bastaria ter dado esta volta em Nürburgring. Uma verdadeira obra de arte.
O vídeo é interessantíssimo: dá para ouvir o motor, as marchas, o carro batendo no chão, o carro batendo na zebra, dá para ver as correções que o piloto tem que fazer, o carro pulando; na entrada do Karoussel parece que o carro vai escorregar para a parte de baixo da pista.
Tem uma outra coisa que também dá para perceber: não é para qualquer um andar deste jeito numa pista dessa. Para dizer o mínimo, tem que ter coragem.
Vergers ainda quebrou o recorde deste traçado em uma nova oportunidade, em 2009, cravando o tempo em 6min48s.
Eis a obra de arte:



Depois de assistir a esta filmagem, este cartazinho faz muito sentido para mim:


Pista de verdade

O campeonato de 2009 terminou em uma pista encrencada e sonolenta, mas com um entorno muito bonito e bem construído. É uma Fórmula-1 estanha, em que os petrodólares comandam onde ocorrerá a corrida; quando, é o Sr. Ecclestone quem decide, conforme o horário europeu. É por isso que temos corrida ao anoitecer, no escuro, na chuva equatorial do fim de tarde malasiano e etc.
Abu Dhabi foi um furo n'água. Pista chata, corrida chata, um túnel para sair do box e um hotel que muda de cor. Clap, clap, clap... um monte de dinheiro gasto para atrair mais dinheiro para o bolso de uns e outros. O público que se dane.
Entretanto, o calendário provisório para o ano que vem traz uma "novidade" muito boa: a volta de Montreal para o campeonato.
Montreal é uma das poucas pistas "de verdade" que sobraram na F-1. Entre elas, Interlagos, Monza, Spa-Framcorchamps, Suzuka, e algumas outras, ao gosto do freguês. Aliás, Silverstone não está na lista porque, por enquanto, está fora para o ano que vem.
Dei uma olhada no Youtube e achei essas filmagens do circuito canadense em dois tempos: a primeira, com René Arnoux, de Renault, em 1982; a segunda, Juan Pablo Montoya, com a Williams, exatos vinte anos depois.
O traçado sofreu algumas modificações ao longo desses anos, mas, essencialmente, a pista é a mesma. Basicamente, foram suprimidas as curvas de alta após o grampo, e a reta de chegada foi mudada de lugar. Também foi suprimida uma chincane, que ficava antes do que hoje é a curva 1 - que, aliás, se chama "virage Senna".
Mais impressionante nos vídeos é perceber como os espaços de freada diminuíram, o jeito de acelerar mudou, a maneira de entrar na curva... enfim, a pista é a mesma, mas os estilos de pilotagem divergem diametralmente.
Agora, de 2002 para cá, já ocorreram diversas mudanças, e se formos comparar a pilotagem do Montoya no vídeo com a do Vettel este ano, já encontraremos inúmeras diferenças.
A coisa anda rápido...



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Custe o Que Custar

O programa CQC é bem engraçado. Verdade, sem ironia. Mas desperdiçaram uns 15 minutos hoje para zoar o Barrichello. Eu já tinha visto a perguta do Danilo Gentili na coletiva da Bridgestone, pois ela circulou pelos meios jornalísticos especializados em automobilismo ao longo da semana.
Esse mesmo Danilo Gentili esteve na Peruada, na última sexta-feira. Felizmente, minha saudação não foi um aplauso. Se não me engano, pedi que ele fosse tomar ... uma lata de cerveja num copo.
Sim, eu levo para o lado pessoal.

ATUALIZAÇÃO: Em certa medida, blogueiro oficial tem razão ao atribuir a culpa pela zoação à TV Globo. Talvez ele exagere um pouco, mas vale a pena dar uma olhada aqui.