terça-feira, 6 de julho de 2010

200

Só para constar: o post do pai do blog com o título "Dona Gertrudes", personagem da próxima novela do F-1 Literária, cuja leitura é altamente recomendada , foi a postagem de número 200 deste que é melhor sítio sobre Fórmula-1 em língua portuguesa, depois do Bandeira Verde, do Última Volta, do Dentro e Fora da Pista, do Blog do Ico, do Tazio, do Blog do Capelli, do F-1 Nostalgia, do Blog do Fábio Seixas, do Voando Baixo, do Grande Prêmio e, é claro, do blog oficial do blogueiro oficial Flavio Gomes.

Observação: se o seu site sobre F-1 é melhor que este e não consta na lista acima, pedimos desculpas. Informe-nos e acrescentaremos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

DONA GERTRUDES

Este blog, num esforço de reportagem, conseguiu acesso a um acervo das mais ricas histórias da F1. As memórias inéditas de Dona Gertrudes. Ela é um desses personagens ligeiramente ocultos que permeiam o mundo dos famosos. No caso a F1. Suas histórias, que talvez rendam um livro ou um processo, fazem parte do rico folclore que envolve esse esporte. Pelo visto, nunca saberemos se reais ou não.
Mas, vamos publicar parte dessas memórias pingando postagens aqui e ali.
Dona Gertrudes não revela a idade. Só diz que nasceu. E, se diz brasileira, com um pé na França e outro na Alemanha. “O jeitinho brasileiro com educação francesa e o estilo deixa que eu chuto alemão”, como sempre repete.
Seu envolvimento na F1 se deu quando, não agüentando mais a aporrinhação que era viver com seu então marido, subiu na mesa de jantar num domingão qualquer, catou uma vassoura como se fosse uma espada e gritou algo como “fui”. Não lembra muito bem porque havia tomado uns goles de uma cachaça feita em casa por ela mesma. Envelhecida por longos dois meses numa garrafa pet embaixo do tanque, junto com produtos de limpeza. “É para dar um gostinho especial” escreveu em suas memórias. Mas, lembra que, ao bater a porta, disse que ia se juntar a um circo.
Na verdade foi para a casa de seus pais. Mas, o projeto de se juntar a um circo estava em pé. Resolveu procurar um. Pegou o jornal de seu pai e leu uma manchete sobre o circo da F1.
Não deu outra: apareceu numa quarta feira em Interlagos procurando emprego. Pulou o muro, apesar da entrada estar franqueada ao público. Estranhou o ambiente. Onde estavam os elefantes, os palhaços, os trapezistas? E, que circo era aquele sem lona nenhuma?
Passando em frente a um dos boxes viu o que pensou ser um astronauta. Um sujeito vestido com um macacão colorido e um capacete estranho. “Achei um palhaço”, pensou.
Na verdade era o Jackie Stewart experimentando o macacão e capacete. Ela não teve dúvidas. Entrou nos boxes pedindo emprego para aquele ser estranho.
Resumindo: vários jornalistas intercederam com pena de Dona Gertrudes e o chefe da poderosa equipe Tyrrel, Ken Tyrrel, perguntou a ela, através de um intérprete, se sabia cozinhar .
“Porra!!!!! Claro que sei” respondeu indo atrás de um livro de culinária. Assim começa a história de Dona Gertrudes dentro do circo de F1.
Ah! Em suas memórias ela relata esse encontro com o piloto Jackie Stewart. Ele tirou o capacete e foi simpático com ela, apesar de não se entenderem por falarem línguas diferentes. Mas, Dona Gertrudes não perdoou. Comentou em suas memórias que o cara era muito feio. “Vesgo, narigudo e com voz esganiçada. Entendi na hora porque usar capacete.”
Depois a gente volta.

God Damn, Fom!

Na madrugada de sábado para domingo, editei, inseri legendas, fiz upload para o YouTube e incorporei a este humilde blog, um trecho do GP da Austrália de 1994. Na verdade, apenas um trecho das "preliminares" da corrida exibidas pela ESPN americana.
A equipe do blog não recebe um tostão com isso aqui, fazemos tudo como um hobby despretensioso. E não é que nossa queria Formula One Management bloqueou o vídeo "com base em direitos autorais"? Direitos autorais? Hum...
Sem maiores delongas técnicas, este blog, repetimos, não rende nada aos seus autores, tem, em média, o acesso de três a cinco pessoas por dia, que nos visitam mais por amizade aos autores que por gosto pelo automobilismo. Todos os vídeos que colocamos no YouTube tiveram a finalidade de figurar neste blog. Nosso "recorde" de audiência no site de videos do Google é de 326 exibições em um ano, um mês e doze dias.
As imagens que são reproduzidas no vídeo, compiladas pela ESPN, encontram-se a rodo no próprio YouTube. Além de que, trata-se de um evento que foi transmitido para o mundo todo, de graça, com grande difusão.

Então, Fom, precisava?



Somos insistentes.

domingo, 4 de julho de 2010

ACIDENTES PENSADOS

As polêmicas envolvendo alguns fatos na f1. Desde cedo, acompanhava a F1 com olhos de menino deslumbrado mas também despontava em mim o lado cético herdado do véio Mero. Sim, meu pai era aquele cara que reclamava até de falta a favor. Lembro que certa vez ele nos levou (“los três hermanos”) ao “jardim suspenso”, o Parque Antártica para assistir ao parmera jogar contra alguém. Nem lembro mais o resultado muito menos o adversário. Lembro que o véio Mero, mesmo com o parmera ganhando desandou a xingar o Dudu e o Ademir da Ghia, craques do time. Tudo isso no meio dos “amigáveis” torcedores parmerenses. Lembrando que as torcidas em campo de futebol sempre viveram na idade da pedra, ou seja, na porrada. Meu pai teve que arrefecer as críticas devido aos olhares e comentários pouco amáveis de seus pares.
Este ceticismo continua me acompanhando. Nem assisto futebol com os familiares. Quero dizer, nesta copa do mundo assisti e quase apanhei porque torci contra o Dunga e seus anões.
Na F1 não é muito diferente. Procuro olhar os fatos por detrás dos fatos. Complicado? Nem tanto. Senão vejamos. Em 1973, estou assistindo o Emersão em primeiro no GP da Áustria. Ele precisava ganhar para tentar aproximar-se do líder do campeonato, o chato do Jackie Stwart. A Lotus mandava ver. Numa certa altura Emersão liderava seguido do Peterson, seu companheiro de equipe, e o chato Stwart em terceiro. Para meu desespero pouco antes do final da corrida o carro do brasileiro encosta na beira da pista, abandonando a corrida. Com os meus comentários no volume máximo o véio Mero não perde a oportunidade e passa pela sala soltando o seu famoso “o Fintinpaldi já quebrou?”
Não havia sinal de motor quebrado nem nada. O “Fintinpaldi” dá uma olhada no motor e vai para casa. Mais tarde ficamos sabendo que ele ficou sem combustível. Duzentas teorias da conspiração se levantaram. Uma delas: o parafuso do cano de combustível estava mezzo solto mezzo preso. Pelo sim pelo não o “Fintinpaldi” prometeu contar tudo isso e mais um pouco quando encerrasse sua carreira. Pelo visto, ainda não encerrou uma vez que nunca contou nada.
De lá para cá, vivo aos berros explicando, por exemplo, porque o schumaquinho não tentou ultrapassar o shumacão no Canadá em 2003 e coisas afins. O chefe do blog é testemunha.
Mas, algumas coisas devem ser pensadas. Vejam o famoso, ou famosos, acidentes envolvendo Prost e Senna. O primeiro em 1989. Eu acabei de assistir um vídeo sobre o acidente e fico com uma dúvida. Porque um piloto com o título na mão, como o Prost, joga o carro sobre seu companheiro de equipe da maneira como o narigudo jogou? As chances de Senna continuariam na Austrália, mas conquistar o título de campeão do mundo seria muito difícil. No entanto, naquela fração de segundo Prost escolheu ser um humano qualquer. Nada de ser um exemplo de esportista ou coisas assim. Simplesmente jogou o carro para cima daquele brasileiro filho da puta e melhor piloto que ele. Em minha opinião o que se seguiu moldou o Senna maquiavélico que veio a seguir nos anos seguintes. Ganhou a corrida, foi desclassificado, ganhou um inimigo declarado na pele do nazista Balestre e tornou-se um piloto obstinado e calculista. Em 1990 avisou: largando do lado sujo a coisa iria sujar como sujou.
Cheguei, enfim aonde eu queria. Senna em 89, Prost em 90, Damon Hill em 94 e etc, etc etc.
O que se seguiria se esses pilotos tivessem um tiquinho a mais de paciência? Será que tudo terminaria da maneira como terminou? Em 90 a situação era um pouco diferente porque era evidente que Senna iria bater em Prost.No entento,se o francês deixasse o brasileiro ir para a frente a corrida poderia ter outros contornos?
Pois é. Eu não sei. E, de certa forma pensar um universo em fração de segundo não é coisa para qualquer um. Nenhum desses pilotos conseguiu o resultado para esta equação.

Pelas madrugadas afora...

Já passa da 1 da manhã e eu começo a me perguntar: "por que é que não estou dormindo?". A pergunta, sem graça em princípio, me faz pensar de onde vem meu terrível gosto pelas madrugadas.
Talvez haja alguma razão fisiológica para isso. Pode ser que meu corpo só comece a trabalhar de verdade muito tarde e só termine o expediente com a hora já adiantada. Será?
Mas minhas primeiras lembranças agradáveis das madrugadas da vida se relacionam com o nome deste singelo blog.
Lembro-me de desenvolver o hábito de ler antes de dormir. Passava muito tempo lendo algum livro antes de apagar a luz e pegar no sono.
Depois - ou antes? - vieram as corridas de madrugada. Ah, as corridas de madrugada! Quase sempre, boas lembranças.
Durante algum tempo, eu não tinha autorização para ver corridas fora do horário convencional. Meus pais tinham razão: se eu começasse a desprezar a necessidade de um sono adequado desde tão cedo, eu sequer teria sido aprovado no vestibular. Minha capacidade mental deve ter diminuído algo em torno de 70% nos últimos anos graças à minha indisciplina com o horário de dormir.
Nos GPs que ocorriam de madrugada, meu pai assistia e gravava em VHS. Na manhã seguinte, eu acordava, assistia a corrida - normalmente, meu pai assistia de novo - e, se o Senna tivesse ganhado, ainda víamos o VT da Globo, logo em seguida.
Mas, no ano de 1993, recebi a autorização para assistir ao GP da Austrália, último do ano, que ocorreria sabe-se lá que hora. Muita empolgação. Senna havia vencido o GP do Japão, também transmitido de madrugada para nós aqui no Brasil. Seria sua última corrida pela McLaren e, por alguma razão, eu achava que ele venceria também.
A condição era que eu dormisse antes da corrida. Meu pai me acordaria na hora da largada. Sem problemas.
Lá pelas tantas, desperto, cheio de excitação. Nem precisaram me acordar! Olho em volta e percebo que algo deu errado. O dia já estava claro. Não assistira a corrida.
Levantei revoltado, me senti traído. Como ousaram não me acordar?
A justificativa: meu pai tentou me acordar, mas eu é que não me mexi quando ele chamou. Com pena da criança que dormia como pedra, a " Missão GP da Austrália 1993" foi abortada. E, assim, vi a última vitória de Senna por VHS.
No ano seguinte, contudo, assisti as duas corridas - naquele tempo eram só duas, mesmo - de madrugada. Japão, uma das melhores corridas de Damon Hill, que ficava, agora, a apenas um ponto de Schumacher.
E, então, veio o GP da Austrália.
Ontem - de madrugada, para variar - assisti um trecho dessa corrida. A versão que está gravada no computador tem a narração da ESPN americana. No início da transmissão, o ex-piloto Dereck Dally, que comentou a corrida para a emissora, afirmou que aquele ponto de Schumacher sobre Hill seria uma tentação para que o campeonato terminasse de forma pouco esportiva, como já havia ocorrido com Prost e Senna em 1989 e 1990.

Profético... profético.




Difícil ao ser humano resistir às tentações. Schumacher, após acertar o muro e ver o título escapar de suas mãos, atira seu bólido contra a Williams de Hill.
Lembro bem daquela madrugada. A imagem onboard na Benetton. Meu pai, na hora: "é o Schumacher!"
Terrível. De um lado, pelo caráter que falhou; de outro, pela afobação de querer decidir sem esperar a próxima freada. Pode-se culpar um e outro?
No fim das contas, foi um término apropriado para uma temporada muito sombria. E uma das primeiras de muitas madrugadas em vigília.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Bola Cruzada

Das últimas quatro Copas, o Brasil venceu uma, em 2002. Nas outras três, fomos derrotados e eliminados tomando gols que surgiram de cruzamentos realizados a partir de bolas paradas.
Com exceção do terceiro da França na final de 1998, todos os gols que o Brasil tomou nas partidas decisivas em que foi eliminado aconteceram a partir de faltas ou escanteios em que a defesa brasileira não conseguiu afastar o perigo.

Coincidência?




Afinal, é só um jogo...

E bola para frente, com muito cuidado para não ultrapassar o safety car.

E, sem Seleção, cantemos para nós mesmos, que precisamos mais do que eles.




Ah, eu também não sei qual a razão de o clipe ter sido gravado em um ferro velho...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dia do apito

De forma impressionante, os principais eventos esportivos do último domingo foram decididos com ajuda das autoridades competentes.
Estamos acostumados a ver os erros de arbitragem definirem campeões e perdedores no futebol. Na Formula-1, os exemplos também se multiplicam, claro que não na medida do futebol. Mas no domingo a coisa foi mesmo impressionante. O gol não gol da Inglaterra, o impedimento absurdo de Tevez... e não parou por aí.
O GP da Europa teve um total de 9 carros punidos. Nove carros! Procurei no maravilhoso GPGuide e não há estatísticas sobre corridas com maior número de punições. Mas, se houvesse, a do último fim de semana estaria entre as primeiras da lista.
Oito competidores foram punidos após a corrida, tendo acrescido 5 segundos aos seus respectivos tempos de corrida. No fim das contas, as punições foram apenas para europeu ver, pois as alterações no resultado final foram poucas, pelo menos nas posições mais a frente.
Durante o certame, Lewis Hamilton foi punido por ter ultrapassado o safety car. Pode-se argumentar o que quer que seja: ele não viu a linha do safety car, não fez de má fé, seja lá o que for; o fato é que uma regra foi descumprida e o piloto e sua equipe devem pagar por isso, assim como aconteceu com Schumacher, este ano mesmo, em Mônaco, quando ultrapassou Fernando Alonso sob regime de bandeira amarela, com a regra especial da última volta.
No caso de Hamilton, a punição não foi tão efetiva, já que a única coisa o que ele perdeu foi a chance de brigar com Vettel pela vitória, já que estava em segundo quando foi chamado para cumprir o drive thru e voltou para pista ainda na mesma posição.
Pelo menos na Formula-1, as decisões dos "árbitros" parecem ter sido acertadas, ao contrário do que houve no futebol naquele dia.
Mas, falando da corrida em si, que é o que interessa, além de Vettel, que fez uma corrida muito correta, sem cometer erros lá na frente, a prova teve outros três destaques.
O primeiro deles, Kamui Kobayashi, que, após estrear como gente grande no Brasil no fim do ano passado, andou meio apagado ao longo de 2010. Em Valência, andou na frente, aproveitando-se do safety car e do fato de ter largado com pneus duros. Aguentou firme na frente de Button que, na verdade, sequer o ameaçou. Ultrapassou Fernando Alonso e Sébastien Buemi, esse na última curva da última volta, chegando, assim na 7ª colocação.
O segundo destaque é de Rubens Barrichello e a evolução da Williams. O time que vinha lutando para chegar nos pontos fez um ótimo final de semana em Valência, colocando os dois carros no Q3 no sábado, e chegando ao quarto lugar com Barrichello, no domingo. O piloto brasileiro soma, agora, 19 pontos no mundial, 15 menos que Michael Schumacher, por enquanto...
O último destaque, infelizmente, é o acidente de Mark Webber com Heikki Kovalainen. A pancada de Webber foi impressionante. O carro aterrissou de cabeça para baixo e sem a segurança dos bólidos atuais, talvez o australiano tivesse se dado muito mal.
É bem conhecido o caso de Philippe Streiff, que capotou seu carro devido a uma falha na suspensão em Jacarepagua, nos testes para a temporada de 1989, ficando tetraplégico. O santo antônio de seu carro era preso por parafusos ao chassis e não resistiu ao impacto, provocando sérias lesões no francês. Além disso, naquele tempo não se o usava o HANS.
Felizmente, a época é outra, e Mark Webber pôde sair do seu carro apenas "enjoado" e pronto para outra.


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Encontro entre presente e passado

Interessantíssimo este viral da McLaren. Lewis Hamilton e Jenson Button são mostrados visitando um galpão repleto de carros antigos da equipe.
Joe Saward, em seu blog, comenta que não havia qualquer roteiro para a gravação e que as câmeras foram postas longe dos pilotos para que eles pudessem "esquecer" que elas estavam lá. O resultado é realmente bem espontâneo.
Particularmente interessante é a reação dos dois pilotos atuais da McLaren, ambos já campeões mundiais, ao se depararem com um velho e muito especial carro da equipe...


segunda-feira, 28 de junho de 2010

HUUMMMM!!!!!!

A Ferrari, que adora mandar na F1, soltou os cachorros contra a suposta demora na punição do Hamilton que, por uma fração de segundo, entrou na frente do safety car e conseguiu um segundo lugar no GP de Valência.
A prima dona alfonsina vociferou uma manipulação do resultado no que foi acompanhado pelo montedemerdazorro.
Esses fatos nos levam a dois huuuuummmmmmm.
Primeiro hummmmmmmmm: a atitude do Hamilton lembra aquela história do "vou não vou. Vou não vou. Vou não vou." Se for e der errado o enterro é as quatro. Se for e der certo a medalha é de ouro.
O Hamilton foi, errou, não morreu, não ganhou medalha (só o troféu do segundo lugar) foi punido e mesmo assim querem que cortem o saco do menino.
Segundo huuuuuuuuummmmmm: a Ferrari é aquela equipe que sempre lança dúvidas sobre as outras quando seu carro anda menos. Quem não se lembra das imagens exaustivamente levadas ao ar que mostravam (não lembro o ano. É duro ficar véio) a asa dianteira do carro do Dick Vigarista (claro!!!!) com um dispostivo que abaixava a dita com a pressão aerodinâmica quando nas retas? A TV alemã mostrou até os milímetros. Pois é.
Na época nem foram punidos. "Foi sem querer", disseram.
E, depois de Cingapura em 2008 o Alfonsinho tem coragem de falar em manipulação?????
Cartão amarelo para eles dona FIA.

sábado, 26 de junho de 2010

Kid Vettel começa bem...

... mas ainda está devendo.
Como o próprio alemão prodígio afirmou hoje na coletiva de imprensa após o treino, o problema da Red Bull tem sido os domingos e não os sábados. De fato, todas as poles, com exceção do Canadá, ficaram com um dos pilotos dos energéticos enlatados. Com relação às vitórias, que são o que interessa, a McLaren venceu mais que a Red Bull, somando 4 triunfos, dois com Button e dois com Hamilton; a Red Bull levou três, dois com Webber e uma com Vettel; e a Ferrari venceu uma prova, com Fernando Alonso, na abertura do mundial.
Sair na frente é importante, mas não é fundamental em Valência. A pista não apresenta muitos pontos de ultrapassagem, mas a corrida pode apresentar surpresas. Basta lembra que, no ano passado, Lewis Hamilton saiu na frente mas acabou perdendo a corrida para Rubens Barrichello, que largara na terceira colocação.
Amanhã, teremos os dois carros da Red Bull dividindo a primeira fila, com Lewis Hamilton em terceiro, e as duas Ferraris logo atrás, com Alonso a frente de Massa. O brasileiro, desta vez, ficou mais perto do espanhol, mas ainda está atrás.
A Red Bull não vence desde o GP de Mônaco. A última vitória de Vettel foi na Malásia, no dia 4 de abril. Vamos ver se, amanhã, o time austríaco converte a superioridade de seus carros em pontos.

Entre Vuvuzelas e Jabulanis

Entre o insuportável som das cornetas e os disparos nem tão precisos de Jabulanis, acontecerá o GP da Europa de F-1, no circuito de rua em Valência.
A maioria dos entendedores não gosta da pista. Eu, como não entendo nada, tenho simpatia pelo traçado, até porque a paisagem é muito bonita.
Hoje, a prima donna Fernando Alonso cravou o melhor tempo, com as duas Red Bull logo atrás - Vettel à frente de Webber.
A Ferrari parece ter encontrado um equilíbrio melhor com as modificações feitas na parte traseira do carro e com o teste disfarçado que realizaram com o subterfúgio de ser uma filmagem comercial. Como se sabe, testes ao longo da temporada estão proibidos na Fórmula-1.
É esperar mais nove horas e ver o que acontece.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

REI BETO


Sábado, 19 de junho, esta infernal (de quente) cidade apagou velinhas. Dentre outras comemorações, rei Beto Carlos realizou um show no campo do Botafogo. Como vocês podem notar, na foto tirada do meulular, casa cheia. O sujeito em pé é um japa que não sentava nem com reza brava (mais uma expressão do tempo de vovó). Então, resolvi esperar que ele virasse para poder registrar a multidão. Notem que a casa estava cheia. A foto foi tirada um pouco antes do show ter início. O que vale o registro é o carisma do Roberto Carlos. Havia público de todas as idades. Alguns de tão novos acabaram dormindo antes da festa começar. Mas, a energia que percorre as pessoas quando aquele pontinho branco (ah, se não fosse o telão) entra no palco é de arrepiar. Eu não sou de freqüentar multidões e muito menos de ir a shows deste e de outros tipos. Confesso que valeu a pena pelos bons momentos. Gosto das músicas antigas do homem. Afinal, quem nunca se apaixonou pela namoradinha do amigo?
Então, este hiato dentro de um blog que respira fumaça de carros de competição.......

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa do Mundo

Copa do Mundo rolando e, por uma razão misteriosa, todos paramos para assistir pelo menos os jogos da seleção brasileira.
Eu sempre me emociono nestas grandes competições esportivas. Menos pelo calor das competições e pelo barulho da torcida, mais pelos sonhos realizados, pela superação e pelas dificuldades deixadas para trás que ficam estampadas no rosto de alguns atletas, seja na vitória, na derrota, no esforço exigido pela competição.
Por quem se compete? Os atletas estão lá pelo país? Pelo regime? Pelo dinheiro? Pela fama? Sabe-se lá. Os livros têm a vantagem de a dedicatória explicitar para quem foram escritos. Mas, em geral, não sabemos por que ou por quem se pratica a maior parte dos atos da vida. A vida, por si mesma, não é tão explícita quanto os livros.
O que se sabe é que cada indivíduo tem uma história; cada um carrega consigo uma bagagem que poucas pessoas conhecem. Você é filho da sua mãe, do seu pai, irmão da sua irmã, neto dos seus avós, sobrinho dos seus tios, primo dos seus primos, amigo dos seus amigos. A história de vida de cada um tem uma porção de traços da individualidade alheia que compõe a própria. Por mais sozinhos que estivermos, carregamos todos conosco.
Hoje, o momento mais emocionante - talvez o único momento de emoção - do jogo realizado entre Brasil e Coreia do Norte - ou República Popular Democrática da Coreia do Norte - foi protagonizado por um jogador desse país, cujo nome e história desconheço, mas que foi às lágrimas ao longo da execução de seu hino nacional.



Ignoro por quem ele compete; ignoro ainda mais por que ou por quem chorou. Certo é que, naquelas lágrimas, rolaram muitas histórias e personagens.
Eu, sozinho na sala de casa, me emocionei - como sempre me emociono - e fiz força para não chorar. Talvez tenha lembrado das minhas histórias e personagens, de quem vejo pouco, de quem não vejo mais e de coisas que não mais vou viver.
Talvez tenha me emocionado pela saudade, saudade que aquele atleta de vermelho, quem sabe, também estivesse sentindo. Mas, quer saber? É boa a saudade. A vida sem ela seria um vazio. A saudade é sinal de que atravessamos portas que ficaram abertas atrás de nós, convidando-nos a voltar. E a vida tem que ser saudade.
Quem sabe, no fim das contas, por que chorou o atleta de vermelho? Quem sabe por que me emocionei com ele? Quem sabe, quem sabe?
Quem sabe, no fim das contas, tenha me emocionado simplesmente porque queria poder chorar com ele.

PNEUS



Ainda sobre o GP do Canadá em 13/06 vejam esta foto tirada da TV.
Sem o bueno chefe por perto o Burtman, que já foi piloto e entende muito de F1, comentou que em se tratando de economizar pneus o Schumacher não ajuda muito.
Dá para notar o desgaste dos pneus traseiros da dona mercedes. E, se prestarem atenção, o Buemi mostrando a língua para o lemão.

AINDA O LEMÃO

O chefe do blog já lavou nossa alma vingativa com um post arrebentador (para não dizer arrebatador) sobre o desempenho do Michael Schumacher, nosso “querido” Dick Vigarista, no GP do Canadá no domingo 13/06. Mas, existe outra visão sobre o assunto. Vejamos o que aconteceu com o Dick quando resolveu pendurar as chuteiras (clima de Copa do Mundo). O cara parou por cima da carne seca (como dizia minha avó). Todos os buenos do mundo babando no maior gênio da história da F1. Estava em uma equipe que trabalhava exclusivamente para ele. O “companheiro” de equipe que se virasse com os restos. Alguns pilotos nem pensavam em atrapalhar seu passeio nas pistas da vida. Acredito que pesou um pouco na sua decisão em parar o fato de alguns jovens de pé pesado começarem a ousar andar mais que ele.
Aposentado, ficava ali nos boxes fazendo gracinhas para a TV fingindo que trabalhava como aspone da Ferrari. Certamente ouvindo que se voltasse iria arrebentar com essa molecada braço duro. Motos e tombos à parte, um belo dia seu gerente o esquisitão Free Willie consegue convencê-lo a voltar. Ferrari de portas fechadas é hora de pagar a dívida com a dona Mercedes que comprou seu lugar na F1 em algum lugar do passado. Até comentei aqui que o João Alesi disse que o Schumacher resolveu voltar porque viu o rubim véião quase levantar o título do ano passado. Se um piloto como o rubim quase pode ele certamente pensou que iria não só dar um baile como também ficar com a menina mais bonita. Afinal, a abóbora bráu se transformou na dona Mercedes, dona das mais belas e possantes pernas (motores para os menos iniciados) da F1.
Tudo muito lindo e maravilhoso. Lá veio o homem de cabelos pintados e pescoço novo (para quem acreditou que doeu quando testou para a Ferrari). Pose daqui, pose dali, descobriu um mundo novo.
Ninguém avisou os outros pilotos para fazer reverencias e deixar o Michael mandar bala. E, a F1 hoje está cheia de pilotos louquinhos para mostrar serviço. Até o Weber. Outra coisa: dona Mercedes tem pernas possantes e belas, porém seus peitos de plástico pesam um pouco e afetam a coluna. Mas, o então companheiro dele, o jovem e fogoso roseberg não se importava com isso e se deu bem com a dona Mercedes, andando na frente do Schumacher.
Então aconteceu o que os amantes de uma boa corrida mais temiam. Sabem aqueles memorandos de cima para baixo? Se bem que nunca vi um memorando de baixo para cima. Bom, deixa para lá.
“considerando que o nosso amado Dick tem toda a história a ser respeitada...... blá, blá, blá.
É inadmissível que o roseberg usufrua da dona Mercedes no estado em que se encontra em detrimento do venerando Dick e sua história de glórias.”
Então, pegaram a dona Mercedes internaram a dita numa clínica e deram uma racauchutada na véia. Tudo para ajudar a libido do lemãozão (já que o roseberg é lemão também). Sabem como é: ele gosta de traseiradas e etc.
O roseberg sentiu o baque e rapidinho caiu lá para trás na tabela do campeonato.
Finalmente, chegamos ao Canadá. Este GP é um belo resumo do momento em que vive o Schumacher. O cara não consegue andar junto com os novos botas. Essa é a verdade. A equipe trabalhou e trabalha para ele. Porém, o carro não ajuda e ele não consegue tirar leite de pedra. Só para lembrar: tinha um cara que corria de capacete amarelo que tirava leite de pedra. No final da corrida, com o seu companheiro andando na frente (certamente pedindo desculpas pelo rádio) Schumacher viu seu carro se desmanchando e os jovens e fogosos botas vindo para cima sem piedade nem respeito. Doeu. E o lemão sentiu a dor no coração e fez o que sabe melhor. Freou antes da hora e seu irmãozinho massinha sifu. Cortou chicanes, gramas e nada adiantou. Todo mundo sentiu o gostinho de passar a mão na dona Mercedes.
E, não tenham dúvidas que essa situação vai continuar. Teremos uma ou outra corrida onde os buenos vão dizer que o home voltou, mas a verdade é que o piloto Schumacher é esse mesmo que nós vimos no GP do Canadá.
Ah! Faltou dizer. Imaginem o véio rubim gargalhando a cada fim de corrida com o desempenho do seu desafeto. Só não cai da cadeira porque a Willians é ruim de dar pena.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O "velhinho"

E já que falamos tanto do antigo Interlagos no post anterior, nada mais justo do que uma visão do traçado percorrido pelos carros de F-1.
No demoníaco YouTube, tem este vídeo que vai abaixo. É a primeira volta do GP do Brasil de 1980. Uma pena que cortam justamente no contorno da Curva do Sol para mostrar um replay.
A primeira volta foi liderada por Gilles Villeneuve, que largou muito bem, mas a prova foi vencida por René Arnoux, a bordo de uma Renault.



Fruto da largada do GP de 1980 é também esta maravilhosa foto dos carros entre as Curvas 1 e 2 , publicada no fantástico F-1 Nostalgia, do Rianov Albinov.


Para encerrar, eis aqui um gráfico com a sobreposição do novo traçado sobre o velho, em que dá para perceber bem o que foi que mudou.





Um dia para não esquecer

Sábado, 7:55 da manhã, toca o telefone. Dez minutos antes, havia sido meu despertador, e eu ainda relutava para enfrentar o frio e o sono naquela cinza manhã paulistana.
No telefone, era meu amigo Rodrigo Marchini, que já me aguardava em frente ao prédio.
Minutos depois, partíamos os dois desbravadores rumo ao desconhecido. Bem, na verdade, o desconhecido era o simpático e já um pouco idoso - somando 70 anos - autódromo de Interlagos. Posso dizer que, até o último sábado, efetivamente, não o conhecia tão bem.
Ocorreria, no dia 12, a 5ª etapa do Campeonato Paulista de Automobilismo, que reune diversas categorias, como a Classic Cup, a Força Livre, a Stock Paulista etc.
E lá fomos nós, com aquela garoa fina que aumentava ainda mais a sensação de frio. No caminho, expliquei ao Marchini que estacionaríamos o carro mais ou menos onde era a antiga curva do sol, já que o evento permite que se estacione dentro do autódromo.
De posse dessa informação, ao atravessarmos o portão 7, Rodrigo me ofereceu o volante de seu carro, para que eu pudesse ter o gostinho de dirigir, ainda que devagarinho, em um trechinho da pista de Interlagos - gesto que envolve sensibilidade e gentileza só característica das pessoas muito especiais.
E lá fui eu, sem saber muito bem para onde estava indo. A sensação se agravou quando, descendo rumo ao estacionamento, demos de cara com um protótipo que subia - depois soubemos - do reabastecimento de volta aos boxes.
Descemos e avistamos uma fila razoável de carros de competição aguardado para abastecer. E pela primeira vez pensei: "será que realmente posso estar aqui?". De todo modo, havia várias carros estacionados e por ali paramos também. Só quando saímos do carro é que pude perceber que estávamos, mesmo, sobre os restos mortais da antiga Curva do Sol.
O Campeonato Paulista oferece aos seus espectadores a oportunidade de assistir as provas da região do terraço dos boxes. Isso proporciona uma acessibilidade bastante grande a diversas regiões do autódromo. Tanto que, quando tentávamos chegar ao terraço, percebemos que estávamos atrás dos boxes. Caminhamos um pouco, observando os carros, atravessamos um dos boxes, e chegamos à ao pit lane. A essa altura, os carros da Classic Cup estavam saindo para o treino de classificação. E, por uma coincidência do destino, deparamo-nos, assim que saímos da garagem, com o Lada Meianov do blogueiro oficial Flavio Gomes, dono do único site que tem uma cobertura de automobilismo que ameaça a supremacia do F-1 Literária.

O Lada oficial do blogueiro oficial Flavio Gomes, meu concorrente e contendor virtual, ainda que ele não saiba. A foto foi tirada depois da disputa da Classic Cup.


Continuamos explorando, percorrendo cada centímetro possível das dependências do autódromo, aguardando o momento de sermos expulsos. Enquanto isso, apreciávamos as passagens dos carros por ângulos verdadeiramente interessantes, como este:


Contudo, para mim, as cenas mais memoráveis ocorreram quando resolvemos "conhecer" um trecho do traçado antigo de Interlagos. O carro estava na Curva do Sol, e quando o Marchini precisou ir até lá para buscar mais agasalho, fomos "contornando" a curva a pé, notando, de perto, porque ela era tão interessante: começava mais ou menos em subida e terminava em uma descida considerável.
Aliás, uma das coisas interessantes de ver a pista "de dentro", é perceber os detalhes topográficos que, no caso de Interlagos, faziam - e fazem - o traçado realmente especial.
Fiquei impressionado com a descida entre o Sol e o Sargento. Talvez quem esteja na arquibancada ou vendo pela televisão, não consiga ter nítida ideia de como é.
Caminhamos em direção à extinta Curva do Sargento, que me parece ser a única do antigo traçado que não está mais lá. Por esse caminho, chegamos na saída da Descida do Lago e ficamos um tempo vendo o treino da Força Livre próximos ao guard-rail. Nessa hora, até achei que merecíamos ser expulsos.

Irresponsavelmente passando frio próximo a pista.


Em seguida, caminhamos até o Laranja, onde ficamos um tempo observando os carros de diversos pontos: na freada, no contorno e na saída. Impressionante ver que a roda traseira direita de vários carros levanta na saída da curva por causa do deslocamento de peso.


Vista do Laranja. Interessante notar que, neste momento, estávamos em cima do antigo Laranja. O trecho asfaltado em verde é o contorno da antiga Ferradura.


Vista do Laranja para o lago.


Enquanto explorávamos tudo quanto era canto da pista, um carro de segurança se aproximou e, educadamente, informou que não podíamos ficar ali.
Mas a exploração não acabou. Só depois disso é que fomos para o terraço dos boxes, não sem antes gastar R$ 6,00 em um "X-Picanha" de microondas...
A vista do terraço não é a melhor. A gente enxerga a pista mais ou menos assim:

Dá para ver também o outro lado, o "S do Senna".
Mas, pareceu que, na verdade, o melhor lugar mesmo é o estacionamento, em que se vê toda a parte mista da pista. E, em um sábado como aquele, o local foi providencial para aliviar o frio.
Assisitimos a Classic Cup próximos ao "S do Senna", e a Força Livre do tal estacionamento.
Satisfeitos com o que havíamos visto, satisfeitos depois de passar tanto frio, fomos embora por volta das 14h30min. Foi uma experiência realmente interessante para quem gosta de automobilismo. E é tudo de graça: entrada, estacionamento; só se paga o X-Picanha falsificado.
As corridas são muito boas, com vários pegas. O pessoal realmente manda bala.
É muito legal, também, poder ver o automobilismo mais de perto, já que é possível transitar entre pilotos e mecânicos sem maiores problemas e sem "estrelismos". A atmosfera amadora torna o evento ainda mais atraente.
O Marchini, depois de passar o dia todo ouvindo "ali era a curva 1, ali a 2, ali o Sargento, ali o Sol; aqui subia, e não descia, vinha pelo outro lado, tinha também o anel externo" virou especialista em Interlagos e já enviou seu currículo para a Ferrari.
As fotos não cobrem tudo o que vimos. Na verdade, só tinhamos um celular para fotografar e que, para piorar, estava ficando sem bateria. Mas, de um dia como esses é mais importante guardar as sensações do que as imagens.

Mais informações sobre o Campeonato Paulista, aqui: http://www.automobilismopaulista.net/

Schumacher Patético

A atuação de Michael Schumacher ontem, no GP do Canadá, foi digna de nota. Infelizmente, não pelo que teve de positivo. Muito pelo contrário, o alemão oficial teve uma das piores - senão a pior - atuações de sua carreira.
No início da disputa, ainda parecia que conseguiria brigar pelas primeiras posições. Ocorre que após suas paradas para troca de pneus, a corrida de Schumacher foi uma lambança só.
Após seu primeiro pit stop, o sapateiro se meteu em uma briga com Robert Kubica, que vinha mais rápido atrás. O alemão espremeu o simpático polonês, que foi obrigado a colocar duas rodas fora da pista. Na curva seguinte, ambos escaparam, seguindo reto e saltitando pela grama.
Pouco depois, Schumacher parou novamente para troca pneus. Assistindo a corrida, imaginei que fosse um lance de estratégia. Pode parecer estranho, mas no contexto da corrida, até faria sentido. Todos os pilotos são obrigados a usar os dois tipos de pneus ao longo da prova. Os pneus mais moles estavam acabando muito rápido, entre 5 e 7 voltas de uso. Seria até razoável, então, que se tentasse uma jogada: andar uma duas voltas com o pneu mole, voltar para o duro e ir até o fim da corrida.
Contudo, parece que não foi isso o que houve. Schumacher teria tido um pneu furado após a briga com Kubica, o que provocou sua nova entrada nos boxes.
Até aí, tudo bem. O único problema, para Schumacher, é que ele nunca soube poupar o carro. Schumacher é o piloto paradigma da era dos pit stops, em que não se precisava pensar muito na manutenção dos pneus, em economizar combustível etc. Com o novo regulamento, largando-se com o carro pesado, é preciso pensar a estratégia não só com relação às paradas para trocas. O piloto deve pensar a sua estratégia, quando é a melhor hora para dar tudo, quando é a melhor hora para poupar o que se tem.
O alemão oficial ontem acabou com seus pneus. E foi ficando para trás. Disse, depois da corrida, que não tinha condições de reagir porque usou o mesmo jogo de pneus por muito tempo. É verdade. Mas não foi diferente para os demais, com exceção de Robert Kubica, que fez 3 paradas.
O fato é que Schumacher, andando muito lento na pista, casou sérios problemas a outros pilotos e merecia uma punição. Um drive thru após a manobra em cima de Kubica não seria um exagero. Depois da disputa com Massa, a punição era um imperativo. Depois das brigas com os carros da Force India, o mínimo que se poderia esperar era que fossem acrescentados ao seu tempo final de corrida 25 segundos. Nada disso aconteceu, e todas as peripécias de Schumacher passaram impunes.
Vejamos: 1) empurrou Kubica para grama; 2) defendeu a posição em cima de Massa alterando sua linha duas vezes, tocando, inclusive, no brasileiro; 3) defendeu a posição em cima de Liuzzi cortando a chincane de entrada da reta; 4) na volta final vazou duas chincanes em disputas de posição, primeiro com Liuzzi, depois com Sutil, na última curva.
A imprensa brasileira, idioticamente, insinuou que a punição para o alemão, em Mônaco, só ocorreu porque Damon Hill estava entre os comissários. Então, pode-se dizer que ele só não foi punido ontem porque Emerson Fittipaldi, amigo do sapateiro, segurou as pontas para ele?
Seja como for, Schumacher agiu muito mal. Tanta lambança que lembrou seu antigo companheiro de equipe, Eddie Irvine. É só lembrar que, em 2000, na corrida do Canadá, irlandês metido a engraçadão não conseguia manter seu carro em linha reta na chuva.
E o que ele dirá ao seu patrão Ross Brawn? "Quero um carro que produza mais pressão aerodinâmica". Já tem. "Quero um carro que saia mais de traseira, e dane-se o Rosberg". Já tem, e já danaram o Rosberg. O que sobra agora?



E já chega! Isto está ficando exagerado: escrevo 15 linhas sobre a corrida em geral, e outras 350 para falar mal do Schumacher.

domingo, 13 de junho de 2010

Hamilton impecável

A corrida no Canadá foi excepcional. Uma pista que proporciona bons momentos; uma pista de verdade, não um desses kartódromos modernos, como já dissemos em algum lugar do passado. Muitas ultrapassagens, muitas disputas, muitos problemas em uma pista que oferece dificuldades para o equipamento; muitas bobagens por parte de um certo piloto alemão.
Pelo visto, o pessoal dos pneus avaliou mal como seria o desgaste na pista do Quebec, e vimos os compostos de borracha se desfazerem no asfalto com uma rapidez inesperada.
Isso proporcionou uma dose extra de incerteza quanto ao resultado. Até o fim, eu estava acreditando que todo mundo faria mais um pit stop, e que, por ter se aguentado na pista com os pneus gastos, Mark Webber faria sua segunda troca ao mesmo tempo que os outros fariam suas terceiras e que, desse modo, o australiano levaria a vitória. Não foi o que aconteceu. Webber terminou em quinto, depois de ter tido problemas no câmbio que levaram sua equipe a trocar o componente e fazê-lo perder cinco posições no grid.
Eu, fiel adepto da teoria da conspiração, creio que a troca pode ter ocorrido para que Vettel largasse, pela primeira vez desde Barcelona, a frente de Webber. Mas deixa isso para depois.
No meio disso tudo, Lewis Hamilton fez hoje uma corrida impecável. Não cometeu erros, enfrentou bem a briga com Alonso - que, aliás, também fez uma ótima corrida -, e, no fim, quando parecia que não tinha mais pneus, fez três voltas inacreditáveis, com tempos na casa de 1min17s.
Para mim, o único problema de o Hamilton andar na frente é que toda hora a TV mostra a insuportável pussycat sua namorada. Nada contra ela, na verdade; mas detesto gente fazendo "caras e bocas". E quem era aquela criança no colo da donzela hoje? Vai saber...
Jenson Button, bem ao seu estilo, fez uma corrida discreta, mas muito eficiente, ficando atrás, apenas, de seu companheiro de equipe, tanto na corrida, quanto no campeonato.
Com mais uma dobradinha, a McLaren mostra muita força na briga pelo mundial. Os dois pilotos estão na ponta da tabela, com duas vitórias cada um. Mais importante, eles vêm brigando sem se dilacerar. Para mim, a equipe de Woking tem os dois candidatos mais fortes ao título. Depois explico porque.
Alonso mais uma vez no pódium. Mais uma vez, Felipe Massa não conseguiu acompanhar o espanhol ao longo do final de semana. Claro que a corrida do brasileiro foi muito problemática, mas Alonso vai se distanciando no campeonato e, pelo visto, Massa não será adversário na luta pelo campeonato.
Quanto ao placar particular do blog, Rosberg aplicou uma goleada no alemão oficial - goleada que será comentada em post específico, pois a atuação patética do sapateiro hoje é digna de um destaque.

terça-feira, 1 de junho de 2010

ESTOQUE


Praticamente não se fala em outras categorias neste blog a não ser a F1.
Dia 30 de maio tivemos as tradicionais 500 milhas de Indianápolis com as mesmas coisas de sempre.
Assisti duas bandeiras amarelas e perdi a última.
porque é assim que funciona a coisa por lá. As corridas são decididas pelas bandeiras amarelas. Quando alguém não bate eles arrumam uma bosta de passarinho para acionar a dita (a famosa frase é do Piquetesão).
Mas, teremos aqui em Rib's em 06 de junho uma etapa da Fórmula Cacá Bueno, ou melhor, stock car. Eu não assisto porque não passa na globo. Eles fingem que passam alguma coisa. Outro dia cortaram os três minutos finais de uma corrida. Acho que de pirraça porque não tinha nenhum bueno na frente.
Peguei birra (como diria minha avó) da stock porque é constrangedora a maneira como os globais torcem para o cocô. Então, deletei a categoria de minha agenda.
Mas, meus colegas ficam perguntanto a cada três minutos se não vou assistir a stock in loco aqui nesta maravilhosa e infernal (de quente) cidade. Quando explico porque não vou todos me olham significativamente. Não enxergam a postura ideológica por detrás da atitude. Bão, deixa para lá.
Domingão, fui no shopis (mais precisamente no Novo Shopis) e lá estava repousando numa das praças internas um carro da stock. Do Nono Figueiredo. Daí, aproveitei para tirar umas fotos. Essa aí é uma delas.
Além disso, fui testar a pista de rua que vai ser usada e, asfalto novo, consegui andar a uns cinquenta por hora. Todo mundo resolveu dar umas voltas no circuito e não consegui desenvolver toda a velocidade que minha Lamborghini 1.0 Total Flex oferece. Tinha até um mané dando ré em plena avenida. Só nesta cidade de trânsito amalucado mesmo.
É isso.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

KID VETTEL CONTRA A PASMACEIRA



Após o GP da Turquia neste domingo 30 de maio as opiniões se dividem entre os, vamos assim chamar, formalistas da F1 e os informalistas.
Ou seja, os que pensam em regras a serem obedecidas pelos pilotos em nome da harmonia do cosmos ou os que querem mais é que um cometa venha a cair no nosso quintal.
No caso da Turquia dizem que os pilotos (os quatro ponteiros) não entenderam as mensagens cifradas que as equipes transmitem no decorrer das provas e no calor da corrida muitas vezes o que era abacate vira abacaxi. No caso deste domingo uns entenderam que era para economizar combustível e outros entenderam que “é nóis mano” e foram à luta. Entre os primeiros Webber e Hamilton. Entre os segundos Button e Vettel. As mensagens são cifradas porque é proibido o jogo de equipe na F1. Assim como a proibição do papai Noel se inscrever com sua biga de 680 renas.
Uma das coisas que mais me irritam na F1 é essa coisa de um companheiro respeitar demais o outro a ponto de não ultrapassar, ou não poder ultrapassar para não ficar mal na equipe de modo, por exemplo, a não “esquecerem” de tirar o cavalete de seu carro quando da volta de apresentação. Aconteceu com o rubim na França em 2002. A desculpa? O carro não pegava. Até o pobre rubim deu entrevista dizendo que o carro “não pegou”. Sei, sei.....
Enfim, a torcida quer mais é corridas com disputas entre pilotos sejam de quais equipes forem. Batidas, quer de carro, de maracujá, acontecem nas melhores famílias.
Nosso locutor oficial adora dizer que na Ferrari “isso não acontece”. Numa certa altura da corrida o poderoso chefão diz “tragam as crianças para casa”. Tudo em nome da chatice das corridas.
Eu prefiro um Vettel criando asas e indo para cima mesmo batendo no companheiro de equipe. E, vimos em dois momentos, o que se sucede na F1 em nome da harmonia do cosmos. Primeiro o lemão saiu do carro fazendo gestos de que alguém é biruta. Não necessariamente seu companheiro de equipe. Poderia ser o próprio Vettel, porque não? Depois de ir até ao motorhome e tomar umas seis latinhas de red Bull com croc saiu dizendo as pasmaceiras de sempre.
Para terminar temos duas fotos tiradas da TV com a transmissão da Globo. A segunda (já que saíram invertidas) a batida entre os dois bois. Vejam o Hamilton atrás. Quase dá para ouvir um “UHÚ”.
Na primeira foto a equipe da boiada comemora mais um gol do Curíntias.
Eh eh

sexta-feira, 28 de maio de 2010

FACU X F1




A sexta-feira com treino extra oficial da F1 apresenta um dilema shakespereano: ir ao não ir à facu?
Claro que a F1 vence esse duelo.
Portanto, assisti ao treino que de resto não apresentou muita coisa.
Senão vejamos. A equipe do boi vermelho mandou no treino apesar do Butão ter chacoalhado a jaqueira. Em minha opinião a boiada é mais consistente.
Tivemos, por sinal, o lado pastelão por conta do Weber que, ao ter abandonado o treino entrando num daqueles desvios para uso da fiscalização, tentou se fazer entender gesticulando feito um italiano pedindo mais um chopp. Os fiscais, juntamente com o resto da humanidade, não entendiam o que o australiano queria. Ele apontava as rodas dianteiras, principalmente da direita. Tenho a impressão que pedia que descarregassem o extintor de incêndio nas rodas para esfriar os freios. Mas, nem fumaça saía. Num anticlímax o cara saiu do carro e, novamente junto com o resto da humanidade, pensei que ele ia pegar o extintor da mão do atarantado fiscal e mostrar como se faz freio quente com chantily. Mas, desceu como se não tivesse acontecido nada.
O massinha mostra que sente sua batata assando e não consegue usar o extintor de tempos consistentes para apagar o incêndio que começa a tomar conta de sua cozinha. Ainda saiu da pista, voltou na frente do shushu (mistura de lemão com sushi) e da prima dona alfonsina. Ganhou um tchauzinho do lemão, pelo menos.
E, no placar particular dos escrevinhadores deste blog, o rosebergue ficou na frente do lemão.
A prova está na foto tirada da TV mostrando o próprio lemão e os tempos à esquerda. Chupa esta manga shushu.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CEVERT E A TYRREL


Lembro que no início do meu interesse por F1 uma equipe e piloto chamavam a atenção por serem rivais diretos do Emersão e sua Lotus preta.
Era o carro Tyrrel e o chato Jackie Stewart. Chato por vários motivos. Entre os quais o fato de defender melhores condições de segurança e se aproveitar de certas circunstâncias das corridas para favorecimento próprio. O caso comentado neste blog da morte de Roger Willianson fala tudo.
Stewart não se importava em ser chamado de “escocês voador”, quando na verdade o voador era outro escocês: Jim Clark o Senna da época.
Mas, um piloto da Tyrrel chamou minha atenção em 1973. François Cevert.
Não vou falar sobre ele ou carreira porque disponível aos montes pela diabólica internet.
Mas, eu lembro que fazia o curso colegial em 1973 (sim, sou véio) e achei que o cara tinha futuro. Era considerado o sucessor do chato Stewart, andava muito bem. Lembro da corrida de Nurburgring, em 1973, em que ele não ultrapassou o chefão porque não quis. Ou não podia...
Enfim, estava eu na classe no colegial numa noite qualquer quando umas meninas entraram com uma revista (não lembro qual) falando do Cevert. Eu pensei que eram meninas modernas acompanhando a F1. Que progresso da humanidade tal e coisa.
Que nada!
Elas estavam babando nos olhos azuis e quetais do cara. E,óbvio, nenhuma foto dele dentro do carro.
Quando ele morreu nos treinos em Watkins Glen última corrida do ano fiz uma sacanagem inominável. Arrumei uma revista com as fotos do acidente. Horripilantes. Fui mostrar para as meninas que “adoraram” a minha idéia. Fiquei famoso entre elas e nunca mais me dirigiram a palavra.
Mais tarde eu concluí que realmente foi muita idiotice de minha parte.
Dando uma olhada na internet achei esta foto do Cevert na Tyrrel nº 6.
Vejam o tamanho da entrada de ar. Este carro tinha a entrada deste jeito mesmo. Se colocarmos o carro em pé, teria uma napa respeitável. Daquelas que não deixam ar para mais ninguém...
A foto foi retirada do site www.f1-images.de

sexta-feira, 21 de maio de 2010

BUEIRO ABAIXO

Acabei de ler no G1 que foi confirmada a versão de que o rubim abandonou a corrida de Mônaco no domingo passado por causa de uma tampa de bueiro solta.
Não foi pneu ou suspensão.
Eu apostava na suspensão, mas o inusitado me pegou.
O incrível hulk, também da Willians, já havia abandonado por problemas na asa dianteira.
O locutor oficial adora dizer que os pilotos, com exceção do lemão shushu, abandonam as corridas por culpa exclusiva.
Foi asssim com o Luís Hamilton em Barcelona. Ficou esbravejando que o piloto inglês havia jogado fora a oportunidade de ser segundo na última volta da prova.
Não sossegou nem com o replay mostrando que, ou pneu ou suspensão falharam.
Completando, no caso do incrível hulk ele disse que o piloto, também lemão, entrou na parte suja da pista. O comentarista que já foi piloto e manja tudo da coisa explicou como funciona a curva dentro do túnel.
O problema é que o locutor oficial não deixa ninguém completar um pensamento.
Agora seria bom uma mea culpa ao admitir que houve quebra do carro e não erro do incrível hulk.
Ele vai admitir o comentário errado tendo ao lado o verdadeiro papai noel. Ou seja, esperem sentados.
Para encerrar, supema ironia do destino uma tampa de bueiro fazer a corrida do rubim ir para o esgoto.....
ele deve estar em casa se perguntado "má logo eu?"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Webber x Vettel

E Mark Webber vem colocando Vettelzinho no chinelo. O australiano venceu as duas provas da fase européia da temporada, assumindo a ponta da tabela e firmando-se como um forte candidato ao título.
Verdade seja dita: Vettel poderia já ter sumido na frente dos outros, não fosse uma série de problemas mecânicos que o atrapalharam bastante. Outra verdade, porém, é que, desde que o carro parou de quebrar, quem vem vencendo é Webber.
Será que a briga pelo título vai ficar entre os dois? Veremos.

Foto: E-Band

A Promessa

Último domingo, terminada a corrida nas estreitas ruas de Mônaco, eu vociferava contra as injustiças da F-1. Era só o que faltava, o sujeito ultrapassar sob regime de safety car e ficar tudo por isso mesmo - como já ficou, em outros tempos (EUA, 2004).
Prometi a mim mesmo: se Schumacher não for punido, não assistirei mais F-1.
Ocorre que, no meu tempo, não se podia ultrapassar, em relargadas, até a linha de chegada, na reta principal. Ou seja, até que se passasse pela ponto da bandeirada, ninguém podia ultrapassar.
Isso foi modificado, contudo. Agora existe uma tal de safety car line, a partir da qual, dirigindo-se o safety car para os boxes, pode-se ultrapassar. A tal linha fica mais ou menos na entrada dos boxes.
Não sabia que isso existia. Por isso fiquei tão doido da vida, a ponto de meu querido progenitor ter de me pedir calma durante o pódium.
Por outro lado, há uma regra específica para o caso se safety car na última volta. É o item 40.13 do regulamento: If the race ends whilst the safety car is deployed it will enter the pit lane at the end of the last lap and the cars will take the chequered flag as normal without overtaking.
Fizeram um grande estardalhaço, dizendo que Schuchummy só havia sido punido porque Damon Hill estava entre os comissários da corrida. Bullcrap. Schumacher só foi punido porque fez uma manobra ilegal. E Damon Hill, estivesse onde estivesse, não tem teria poderes para decidir nada sozinho.
Aliás, os blogueiros e jornalistas oficiais de F-1 brasileiros estão incorrendo em um venire contra factum proprium: a vida inteira, negaram que houvesse favorecimento da Ferrari ou da FIA a Schuchummy; mas, quando a coisa ocorre contra ele, aí o pobre tedesco foi prejudicado pelas forças malignas que pairam sobre a categoria mais idiota do automobilismo, depois da Stock Car.
Depois de algumas horas, quando vi que Schumacher não ficaria impune, respirei aliviado, e já ajustei o despertador para 08hrs45min no dia 29 de maio.

Em tempo: ninguém entendeu porque o Rosberg, antes de seu pit-stop, ficou algumas voltas andando atrás do Webber, limitado pelo australiano, se, parando antes, teria perdido menos tempo e, talvez, voltado a frente de Schumacher. Eu entendi. A equipe mandou que ele ficasse na pista, justamente para que o escolhido pudesse chegar... em sexto, e o alemão mais novo, logo atrás. Felizmente, a punição colocou as coisas em seus devidos lugares.

sábado, 15 de maio de 2010

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

O título acima é um dos meus bordões preferidos ao encerrar comentários em que não se chega a lugar algum: a humanidade caminha trôpega pelos cosmos sem que ninguém verdadeiramente a defina (não senhores, não bebi).
Na verdade é o feliz título em português para o filme Giants.
O chefe do blog perdeu as estribeiras com toda a razão. Feito eu com o último jogo do meu santios ao levar o título com o invejoso do kreber vociferando ao fundo "perdeu mas ganhou".
Enfim, a F1 começou a perder crédito para mim quando em 1973 (mamma mia!) em pleno séc XX a Lotus não mandou o grande Ronnie Petterson deixar o Emersão passar em Monza e continuar na luta pelo título. Era um título muito difícil de ser consquistado, mas é melhor morrer na praia do que se entregar a uma sereia qualquer em pleno oceano. Pensando bem, a comparação não é boa. Sereia é melhor que areia. Sei lá, sigamos em frente.
Naquela ocasião xinguei todos os deuses e viventes terrenos pela barbaridade. Mas, hoje penso que o Emersão poderia ter forçado um pouco mais. Se ele tenta uma ultrapassagem e bate no Petterson teria uma bela desculpa pela perda do título.
De lá para cá vejo que nada mudou. Pilotos bons não tem bons carros porque como diria o Nerso Piquete "não tem bons advogados".
E, muitos e muitos são tratados como restolho pela própria equipe em detrimento daquele que traz mais grana.
A volta do picareta Schummy (cada bost invento um nome diferente. Culpa dele e sua língua de bêbado. O alemão é melhor falado com dúzias de cerveja para ajudar a enrolar a língua) foi como eu já disse uma paga pelo que a dona mercedes fez pelo então jovem e feio lemão. E, uma jogada de marketing tendo o free Willie como feliz maestro.
Essa atitude de ferrar o roseberg em nome do money supremo já era esperada.
Se a gente (eu e o Renato) já torcíamos contra o shuchu agora torceremos contra em altos brados.
Por sorte a corrida de amanhã não será de madrugada. Os vizinhos agradecem.

Chupa, Schuchumy

Sim, perdi a compostura. Até então, estava paciente, olhando o desenvolvimento da coisa, respeitando mais a atitude corajosa de voltar aos 41 anos, do que os fracos desempenhos do alemão-mor.
A paciência acabou quando, ridiculamente, a equipe Mercedes resolveu construir um chassis novo, com uma tendência a sair de traseira que o Schumacher adora - e só ele consegue dirigir assim - para salvar a temporada do sujeito.
Em termos práticos, aconteceu o seguinte: uma equipe com carro medíocre, que vinha conseguindo bons resultados com um piloto jovem e promissor, que chegou duas vezes ao pódium nesta temporada, abriu mão de qualquer coisa para chegar em quinto ou sexto nas mãos de umeterano que vinha dando mostras de que não acompanharia seu parceiro mais novo. Assim como em outras oportunidades, Ross Brawn precisava justificar o porquê de Schumacher ganhar (em termos financeiros) muito mais que seu companheiro de equipe.
E assim foi. Construíram o tal novo chassis, só dirigível pelo Schumacher. Rosberg penou em Barcelona. Largou lá para trás, e chegou mais para trás ainda. Um veículo de notícias especializado publicou, ridiculamente, "o campeão voltou", por Schuchumy ter chegado bem a frente de Rosberg no GP Espanhol.
Não, campeão não voltou. A Mercedes é que forçou a barra para que ele voltasse. Abriu mão do piloto promissor em nome da reputação de um veterano que veio se divertir e encher ainda mais o bolso de dinheiro.
E hoje, o que vimos na classificação em Mônaco? Um carro medíocre, classificando seus pilotos em sexto e sétimo lugares. Com Rosberg, novamente, a frente de Schumacher.
Dizem que, em Mônaco, é o piloto que faz a diferença. Quem irá negar? Rosberg, com ou sem traseiradas, deu um baile em seu companheiro mais velho. E é o piloto que mais conta com minha torcida neste momento.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

TREINO

Hoje, sexta feira, fiz um programa diferente.
Dei os canos na faculdade para assistir o treino de F1, das nove da manhã no nosso horário, em Barcelona.
Foi um tanto quanto frustrante, devo dizer.
Uma bandeira vermelha interminável e, para completar, o treino encerrado em bandeira amarela.
mais um pouco e eu me arrependeria em ter faltado.
Em dado momento os "meninos" andaram aparentemente com tanque cheio e os tempos ficaram lá em cima.
Para constar, finalmente a dona mercedes enquadrou o roseberg. Pelo que deu para sentir ele não está mais à vontade no carro que foi modificado para atender as necessidades do lemão.
É a ferrarização da dona mercedes.