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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

EU NÃO DISSE?

Como relatado no último post e conversado em várias ocasiões com o chefe do blog dá para ser feliz em outros mundos que não o da F1.
Leio aqui que o curitibano Augusto Farfus dominou o fim de semana da categoria DTM, o campeonato alemão de turismo, em Valência.
Largou na pole e venceu praticamente de ponta a ponta pilotando uma BMW.
Ele já havia feito bonito chegando em terceiro, subindo ao pódio, na etapa de Lausitzring.
Foi a primeira vitória de um brasileiro na mais exigente e difícil categoria de turismo da Europa.
Temos então, novidades no mundo do automobilismo com brasileiros fazendo bonito fora da F1, como neste comentário.
Vamos esperar mais chacoalhadas pelo mundo afora.


   Farfus e sua BMW com cara de má.

Este é o topetudo Farfus

segunda-feira, 11 de junho de 2012

GP da Europa

O GP da Europa é, usualmente, utilizado como subterfúgio para que algum país europeu - normalmente, aquele de onde provém mais pecúnia - sedie dois grandes prêmios por ano. Atualmente, é a Espanha a privilegiada (ou onerada). Engraçado que, ainda hoje, a maior parte das corridas se passa na Europa e, mesmo assim, tem-se um GP da Europa...
Fato é que esse GP é itinerante, já aconteceu em Brands Hatch, Nürburgring, Jerez de la Frontera, Donington Park e em Valência. Este último circuito talvez seja, de todos por quê passou o GP da Europa, o mais criticado por proporcionar corridas pouco emocionantes. Pessoalmente, acho a pista divertida porque, apesar de ser um circuito de rua, o traçado contém trechos de alta velocidade combinados com freadas fortes que exigem perícia.
No entanto, um dos GPs da Europa mais marcantes - pelo menos, para mim - foi o de 1999, ocorrido em Nürburgring. Aquela corrida teve de tudo: uma largada que não aconteceu, capotagem, seco, chuva, seco, 708 líderes diferentes e a improvável vitória de Johnny Herbert, com Jarno Trulli em segundo lugar, seguido por Rubens Barrichello.
Infelizmente, o único "resumão" da corrida tem musiquinha (é sempre desagradável esses vídeos de corrida com musiquinhas ao fundo. Não sei para quê fazer isso), mas vale a pena.
Em seguida, o vídeo da primeira largada, em que ocorreu o acidente de Pedro Paulo Diniz, com a narração em alemão, que faz tudo ser mais difícil de compreender.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

EM TEMPO

faz um tempão que aconteceu o último Gp de F1.
Acho que foi em Valência.
Enfim, vejam o vídeo onde nosso desafeto predileto o incrível shushu mais uma vez acerta nosso herói petrão.
Não sei se Dick Vigarista tem alguma coisa contra o russo (ou soviético, para provocar velhos fantasmas fascistas) mas, deu uma cutucada no piloto da Renault sem mais aquela.
A imagem de dentro do carro revela que o lemão ficou impassível diante da defecada como se nada tivesse ocorrido. Mais uma vez, no entanto, os deuses da velocidade fizeram com que o grande queixo se ferrasse quebrando o nariz.
Ah! Todo mundo sabe que o piloto que esta saindo dos boxes, caso do piloto da dona mercedes, deve dar preferência ao que está ralando na pista, caso da vítima preferida do lemão ceguinho.

sábado, 25 de junho de 2011

NADA DE NOVO NO FRONT

Terminado o treino de sábado as coisas não mudaram nada.
Toda essa lenga lenga sobre o ar que assopra o berço dos outros e não assopra o berço do alfonso mimadinho ficou em segundo plano.
Vetor fez a pole e colocou mais uma cruzinha no capacete. Fernandão ficou chupando o volante e resolveu provocar o cachorro moribundo do massa.
Como está virando moda alguns pilotos nem vão para a pista no Q3 para economizar os farelos em forma de pneus.
O tempo da pole vem mais ou menos no meio do tempo que os pilotos tem para gastar.
As voltas finais ficam sem razão e há um anticlímax no ar.
Algo tem que mudar. No mínimo farelos em forma de pneus à vontade para a molecada.
Mas, fico imaginando qual o motivo da prima dona chutar o Massa. Todo mundo sabe que ele, Alonso, é melhor que o Felipe.
Alguma coisa o massa fez para o mimadinho ficar tão embirrado (expressão da minha avó) com o piloto brasileiro.
Deve correr na frente para pegar o macarrão na hora do rango.
Ou não dar descarga no banheiro quando sabe que o próximo é o alfonso.
Ele, Alonso, sai dizendo que pelo menos anda na frente do companheiro de equipe.
"Bela bosta", diria o seu Homero.
Enfim, espero que o Massa responda amanhã, saindo na frente e não entregando a posição. Pode até dar um totó no espanhol que não vou achar ruim....

sexta-feira, 24 de junho de 2011

MIMADINHO

Final do treino de sexta (transmitido nove de la matina) sem muitas surpresas.
A prima dona alfonsina desesperou-se em conseguir o primeiro lugar.
Travou pneus e tudo o que tinha direito.
Vale dizer que o vetor foi atrapalhado quando ia abrir a última volta e ficou sem chances de cravar mais uma cruzinha no melhor do dia.
Alfonso conseguiu ser o melhor. Vamos ver amanhã quando for para valer.
Agora vejam o vídeo.
O que aconteceu é coisa de corrida. Alguém ia entrar nos boxes e como fazer?
Jogar o carro no muro, certamente pensa o Alonso.
Na verdade esta curva que dá acesso aos boxes é mal planejada e já tivemos alguns entreveros no ano passado.
Em relação ao vídeo certamente a prima dona choramingou no rádio e mamã Ferrari prometeu colocar purgante na comida de quem atrapalhou o mimadinho.


MANUAL

Estou assistindo ao treino de sexta feira transmitido pela TV.
Sempre falo para o chefe do blog que antigamente a F1 era melhor, que os pilotos tinham mais importância, que os carros eram mais simples, que a troca mecânica de marchas separava os verdadeiros pilotos daqueles que cresceram jogando vídeo game e etc.
Hoje em dia são tantas variáveis que interferem no desempenho que o piloto não tem importância alguma nos tempos de volta.
Desliguem o dispositivo que sopra o ar quente para o difusor de maneira a grudar o carro no solo. Coloquem pneus duros. Deixem os giros do motor ajustados para “economizar”.
Então, os tempos não virão.
Fica aquela cena engraçada. O carro é mostrado na TV e a primeira reação de todos nós é verificar qual tipo de pneu está sendo usado. Nas corridas não é muito diferente. Quem está andando na frente pode ficar para trás porque os pneus são mais rápidos que os da concorrência. Como são obrigados a usar todo tipo de pneu na corrida, quando trocar vai lá para trás.
E assim por diante.
Todo mundo está adorando as corridas neste ano.
Mas, fica um ar de artificialidade nas corridas por conta dessas variáveis que independem da atitude do piloto.
Pelo menos a justiça está sendo feita.
Na minha opinião, o melhor piloto neste ano está na ponta do campeonato.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Barrichello, 300 [6]

Ah, a juventude! Só percebemos que deixamos um monte de tempo escapar por entre os dedos quando uma simples partida de futebol ocasiona dores por meses a fio.
Exageros à parte, não parece ser esse o caso de Barrichello.
Caminhando para completar sua 18ª temporada na F-1 com 38 anos de idade, o brasileiro parece estar em excelente forma.
Prova disso, é que consegue competir com seus colegas muito mais novos de igual para igual. Já comentamos por aqui, de passagem, o GP da Europa do ano passado. Naquela ocasião, Rubens derrotou o talentoso e muito mais jovem - alguns dias mais jovens, inclusive, do que eu - Lewis Hamilton.
Não foi uma das vitórias mais espetaculares de sua carreira, como foram o GP da Alemanha de 2000 ou o da Inglaterra de 2003, mas chamou atenção, justamente, por este aspecto. Em uma disputa direta pela vitória, Barrichello teve fôlego para brigar e derrotar a estrela nascente, que já tinha, na época, um título mundial nas costas.
Por ser demonstração da boa forma de Rubens, a despeito de ser o segundo piloto mais velho do grid, recordemos o que ocorreu nas ruas de Valência no último ano.
Vitória, aliás, com sabor especial, já que foi o triunfo de número 100 do Brasil na F-1.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dia do apito

De forma impressionante, os principais eventos esportivos do último domingo foram decididos com ajuda das autoridades competentes.
Estamos acostumados a ver os erros de arbitragem definirem campeões e perdedores no futebol. Na Formula-1, os exemplos também se multiplicam, claro que não na medida do futebol. Mas no domingo a coisa foi mesmo impressionante. O gol não gol da Inglaterra, o impedimento absurdo de Tevez... e não parou por aí.
O GP da Europa teve um total de 9 carros punidos. Nove carros! Procurei no maravilhoso GPGuide e não há estatísticas sobre corridas com maior número de punições. Mas, se houvesse, a do último fim de semana estaria entre as primeiras da lista.
Oito competidores foram punidos após a corrida, tendo acrescido 5 segundos aos seus respectivos tempos de corrida. No fim das contas, as punições foram apenas para europeu ver, pois as alterações no resultado final foram poucas, pelo menos nas posições mais a frente.
Durante o certame, Lewis Hamilton foi punido por ter ultrapassado o safety car. Pode-se argumentar o que quer que seja: ele não viu a linha do safety car, não fez de má fé, seja lá o que for; o fato é que uma regra foi descumprida e o piloto e sua equipe devem pagar por isso, assim como aconteceu com Schumacher, este ano mesmo, em Mônaco, quando ultrapassou Fernando Alonso sob regime de bandeira amarela, com a regra especial da última volta.
No caso de Hamilton, a punição não foi tão efetiva, já que a única coisa o que ele perdeu foi a chance de brigar com Vettel pela vitória, já que estava em segundo quando foi chamado para cumprir o drive thru e voltou para pista ainda na mesma posição.
Pelo menos na Formula-1, as decisões dos "árbitros" parecem ter sido acertadas, ao contrário do que houve no futebol naquele dia.
Mas, falando da corrida em si, que é o que interessa, além de Vettel, que fez uma corrida muito correta, sem cometer erros lá na frente, a prova teve outros três destaques.
O primeiro deles, Kamui Kobayashi, que, após estrear como gente grande no Brasil no fim do ano passado, andou meio apagado ao longo de 2010. Em Valência, andou na frente, aproveitando-se do safety car e do fato de ter largado com pneus duros. Aguentou firme na frente de Button que, na verdade, sequer o ameaçou. Ultrapassou Fernando Alonso e Sébastien Buemi, esse na última curva da última volta, chegando, assim na 7ª colocação.
O segundo destaque é de Rubens Barrichello e a evolução da Williams. O time que vinha lutando para chegar nos pontos fez um ótimo final de semana em Valência, colocando os dois carros no Q3 no sábado, e chegando ao quarto lugar com Barrichello, no domingo. O piloto brasileiro soma, agora, 19 pontos no mundial, 15 menos que Michael Schumacher, por enquanto...
O último destaque, infelizmente, é o acidente de Mark Webber com Heikki Kovalainen. A pancada de Webber foi impressionante. O carro aterrissou de cabeça para baixo e sem a segurança dos bólidos atuais, talvez o australiano tivesse se dado muito mal.
É bem conhecido o caso de Philippe Streiff, que capotou seu carro devido a uma falha na suspensão em Jacarepagua, nos testes para a temporada de 1989, ficando tetraplégico. O santo antônio de seu carro era preso por parafusos ao chassis e não resistiu ao impacto, provocando sérias lesões no francês. Além disso, naquele tempo não se o usava o HANS.
Felizmente, a época é outra, e Mark Webber pôde sair do seu carro apenas "enjoado" e pronto para outra.


segunda-feira, 28 de junho de 2010

HUUMMMM!!!!!!

A Ferrari, que adora mandar na F1, soltou os cachorros contra a suposta demora na punição do Hamilton que, por uma fração de segundo, entrou na frente do safety car e conseguiu um segundo lugar no GP de Valência.
A prima dona alfonsina vociferou uma manipulação do resultado no que foi acompanhado pelo montedemerdazorro.
Esses fatos nos levam a dois huuuuummmmmmm.
Primeiro hummmmmmmmm: a atitude do Hamilton lembra aquela história do "vou não vou. Vou não vou. Vou não vou." Se for e der errado o enterro é as quatro. Se for e der certo a medalha é de ouro.
O Hamilton foi, errou, não morreu, não ganhou medalha (só o troféu do segundo lugar) foi punido e mesmo assim querem que cortem o saco do menino.
Segundo huuuuuuuuummmmmm: a Ferrari é aquela equipe que sempre lança dúvidas sobre as outras quando seu carro anda menos. Quem não se lembra das imagens exaustivamente levadas ao ar que mostravam (não lembro o ano. É duro ficar véio) a asa dianteira do carro do Dick Vigarista (claro!!!!) com um dispostivo que abaixava a dita com a pressão aerodinâmica quando nas retas? A TV alemã mostrou até os milímetros. Pois é.
Na época nem foram punidos. "Foi sem querer", disseram.
E, depois de Cingapura em 2008 o Alfonsinho tem coragem de falar em manipulação?????
Cartão amarelo para eles dona FIA.

sábado, 26 de junho de 2010

Kid Vettel começa bem...

... mas ainda está devendo.
Como o próprio alemão prodígio afirmou hoje na coletiva de imprensa após o treino, o problema da Red Bull tem sido os domingos e não os sábados. De fato, todas as poles, com exceção do Canadá, ficaram com um dos pilotos dos energéticos enlatados. Com relação às vitórias, que são o que interessa, a McLaren venceu mais que a Red Bull, somando 4 triunfos, dois com Button e dois com Hamilton; a Red Bull levou três, dois com Webber e uma com Vettel; e a Ferrari venceu uma prova, com Fernando Alonso, na abertura do mundial.
Sair na frente é importante, mas não é fundamental em Valência. A pista não apresenta muitos pontos de ultrapassagem, mas a corrida pode apresentar surpresas. Basta lembra que, no ano passado, Lewis Hamilton saiu na frente mas acabou perdendo a corrida para Rubens Barrichello, que largara na terceira colocação.
Amanhã, teremos os dois carros da Red Bull dividindo a primeira fila, com Lewis Hamilton em terceiro, e as duas Ferraris logo atrás, com Alonso a frente de Massa. O brasileiro, desta vez, ficou mais perto do espanhol, mas ainda está atrás.
A Red Bull não vence desde o GP de Mônaco. A última vitória de Vettel foi na Malásia, no dia 4 de abril. Vamos ver se, amanhã, o time austríaco converte a superioridade de seus carros em pontos.

Entre Vuvuzelas e Jabulanis

Entre o insuportável som das cornetas e os disparos nem tão precisos de Jabulanis, acontecerá o GP da Europa de F-1, no circuito de rua em Valência.
A maioria dos entendedores não gosta da pista. Eu, como não entendo nada, tenho simpatia pelo traçado, até porque a paisagem é muito bonita.
Hoje, a prima donna Fernando Alonso cravou o melhor tempo, com as duas Red Bull logo atrás - Vettel à frente de Webber.
A Ferrari parece ter encontrado um equilíbrio melhor com as modificações feitas na parte traseira do carro e com o teste disfarçado que realizaram com o subterfúgio de ser uma filmagem comercial. Como se sabe, testes ao longo da temporada estão proibidos na Fórmula-1.
É esperar mais nove horas e ver o que acontece.

domingo, 23 de agosto de 2009

O número é 100

Minhas colocações podem ser repetitivas em relação àquelas já feitas por meu pai, mas acho que valem a pena algumas palavras.
Rubens Barrichello conquistou a centésima vitória de um piloto brasileiro na Fórmula-1 em um GP cercado por algumas curiosidades.
A primeira delas é que o GP da Europa foi o que, nesta temporada, menos chances ofereceu, em termos de probabilidade, para que pilotos brasileiros vencessem. Isso porque dos habituais três representantes verde-amarelos, apenas Barrichello alinhou no grid em Valência.
Outro dado interessante, como já chamou atenção meu pai, nas duas edições da prova de rua espanhola (européia?) venceu um brasileiro: em 2008, Felipe Massa, e este ano, Rubens Barrichello. Mas, de certa forma, Massa esteve na ponta nas duas provas: no ano passado porque venceu, e este ano pela bonita homenagem que lhe prestou Barichello, que pintou o topo do seu capacete com a frase "Felipe, see you on track soon" (te vejo na pista em breve).
Por fim, a vitória brasileira de número 100 aconteceu pelas mãos daquele que reiniciou os triunfos nacionais após a era Senna. Em 2000, quando Rubens venceu sua primeira corrida na Fórmula-1, naquele memorável GP da Alemanha, o Brasil estava estagnado havia 7 anos nas 79 vitórias. A última havia sido, justamente, a vitória de Ayrton Senna no GP da Austrália de 1993. Nove anos depois, Barrichello crava sua décima vitória, que, somada às 14 de Emerson Fittipaldi, à única de José Carlos Pace, às 23 de Nelson Piquet, às 41 de Senna, às 11 de Felipe Massa e às outras 9 do próprio Barrichello, colocam o Brasil entre os países cujos pilotos atingiram cem vitórias. Creio, pelo conjunto da obra e pela corrida de hoje em si, que a marca está em boas mãos.

A corrida de hoje não foi das mais emocionantes, mas não deixou de ser interessante por isso: havia dois "novatos" para observar - Badoer não é, exatamente, novato, mas não alinhava no grid desde 1999, enquanto Grosjean não havia testado o carro da Reunault este ano -, Red Bull e Brawn continuariam se pegando pelo campeonato, e a McLaren em uma ascensão até surpreendente, despontando como favorita para o final de semana.
Badoer não foi muito melhor do que havia sido nos treinos; foi até penalizado com um drive through por ter "queimado" a linha branca na saída dos boxes. Foi até pior do que os realmente novatos Grosjean e Alguersuari. Esses, por outro lado, não sofrem a pressão de estar em uma Ferrari, possivelmente na última chance da carreira de mostrar serviço.
Grosjean não prejudicou, mas não andou mais do que andaria Nelsinho Piquet. Cometeu um erro em uma freada, mas corrigiu de forma até bonita para não bater no muro. Não dá para dizer muita coisa ainda, já que fez apenas sua primeira corrida e só havia andado em linha reta com o carro até este fim de semana.
Se houve alguma emoção, foi no momento da "disputa" entre Rubens Barrichello e Lewis Hamilton. Tudo bem, não houve disputa de freadas, manobras de ultrapassam, nada nem perto disso. Mas foi bonito a maneira como alternaram voltas rápidas até a parada desastrosa do inglês para seu segundo pit-stop.
Não tenho certeza de que o erro da McLaren tenha sido determinante no resultado final da corrida. Claro que foi uma grande mão para Rubens assumir a ponta. Mas é possível que ficasse em primeiro mesmo sem o atraso de Hamilton. Barrichello perdeu 20s972 em seu primeiro pit-stop, enquanto Lewis perdeu 22s218; no segundo, Barrichello perdeu 19s021, enquanto Hamilton perdeu 25s599. Como parou antes de Barrichello as duas vezes, talvez Hamilton tivesse de fazer um segundo pit-stop mais longo que o brasileiro, ainda que sem o erro da equipe, fato que poderia ser suficiente para que Rubens tomasse a ponta. Mas é chute; não dá para saber e, certamente, teria sido muito mais apertado sem o erro da McLaren.
De todo modo, Barrichello foi muito feliz ao longo de todo final de semana, a começar pela pintura em homenagem ao Felipe Massa em seu capacete. No sábado, botou tempo em Jenson Button, mesmo tendo mais combustível no carro; abdicou da briga pela pole conscientemente, já que sabia do maior potencial de largada da McLaren em relação à Brawn, pela utilização do KERS. Largou com mais peso, fez tudo certo até assumir a ponta e administrar a vantagem construída.
Button, para mim, foi o ponto negativo da corrida, juntamente com Mark Webber. Os dois principais postulantes ao título se apagaram nas posições intermediárias. Button ainda conseguiu dois pontinhos de refresco, enquanto Webber não obteve nenhum.
Vettel, o quarto postulante, sofreu com uma quebra de motor, mas, ainda sim, foi muito elegante ao parar o carro exatamente na abertura do muro, para que o carro fosse imediatamente retirado do caminho dos demais. Seu rendimento anda muito irregular e o alemãozinho vai ter que acertar a mão para continuar na briga pelo campeonato.
Já o inglês da Brawn vai para a Bélgica enfrentando uma certa pressão: andou muito mal nas últimas corridas e teve um desempenho muito apagado diante de uma corrida praticamente perfeita de Barrichello. Vai ter que se impor em Spa-Framcochamps para impedir um eventual progresso do brasileiro na tabela do campeonato.
Destaque, também para Kimi Raikkönen, em mais um pódium para a Ferrari, em uma atuação discreta, mas muito eficiente, após uma excelente largada, pulando de sexto para quarto, chegando a ameaçar Barrichello pelo terceiro.
Por fim, sem me alongar muito mais, um último destaque: foi particularmente interessante o duelo entre Hamilton e Barrichello pela circunstância de o brasileiro ser o "decano" do grid da Fórmula-1, com 37 anos e 280 largadas nas costas, enquanto Hamilton, com apenas 24 anos, já tem um título na carreira com apenas 46 largadas. Chama a atenção o preparo físico de Barrichello, já que o calor em Valência estava forte, a pista de rua é razoavelmente exigente, e ele aguentou realmente bem.


(Foto enviada por Rubens Barrichello via Twitter)

100% VALÊNCIA

A corrida de Valência valeu pela décima do rubim e centésima vitória do Brasil na F1.
Mas, a corrida foi chata. Não entendi o erro da McLaren na primeira troca do Hamilton.
Aparentemente ele entrou antes e pegou o pessoal no bar tomando umazinha. Considerando que a bráu já ferrou o rubim este ano, tudo bem. Empatou.
O rubim desta vez fez tudo direitinho e mandou bem no da direita. Mereceu.
Os torcedores de futebol devem estar putos da vida com a vitória dele e a má corrida do butão. Não podem tripudiar neste fim de semana.
Ah, cem por cento porque o próprio Massa lembrou que no ano passado ele venceu.
Duas corridas em Valência duas vitórias de pilotos brasileiros.

sábado, 22 de agosto de 2009

LÁ VAI BADOER

Dois comentários sobre a classificação de hoje para o GP de Valência de F1.
Hamilton em primeiro até que não é novidade dada a recuperação da McLaren. Já o Kovalein em segundo merece destaque. Foi só o chefão da equipe lamentar a saída de Alonso e prever a volta do Raikonem que o Kovas andou bonito. Imaginem os próximos comentários....
Esse regulamento amalucado onde ninguém pode treinar entre os GPs acertou uma vítima inocente. Enquanto o Dick Vigarista treinava fazendo de conta que não treinava, o Badoer realmente não andou com o carro deste ano. O primeiro sentiu o pescocinho e resolveu não dar o esperado vexame. Já o Badoer, coitado, não tinha opção.
Ficou centos anos sem andar num GP e deve estar com saudade de casa, como diria o Edgar de Mello Filho.