Todos conhecem a rigidez das leis em Cingapura. Cidade-estado (ao lado de Mônaco e Vaticano) com mais ou menos 716 Km² com cinco milhões de pessoas vivendo em área urbana (média de pouco mais de 7 mil pessoas por km² ( o Brasi-sil-sil tem 22 e pouco almas por km²).
As leis são rígidas porque não é fácil administrar essa turma toda. Metade da população segue o Islã, o que dispensa maiores comentários .
Enfim, eu já sabia que se o indivíduo jogar, por exemplo, uma guimba de cigarro no chão vai em cana.
Mauricinho (caras e bocas) Aquiíabene jogou. Não sei se conhecia a lei. Mas, o que se espera é que as equipes tenham pessoas encarregadas de explicar usos, costumes e leis dos lugares por onde passa o circo da F-1. Mauricinho (caras e bocas) foi levado para uma delegacia, ficou detido por seis horas e pagou fiança.
Mamã Ferrari quer esquecer o fim de semana em Cingapura. Pelo que entendi. no sábado, montaram a suspensão do carro de Vetor de maneira errada e seu carro virou um tricíclico erguendo as rodas dianteiras a cada curva. Na corrida uma estratégia discutível fez com que Vodkanem perdesse a chance do pódio ao chamar o finlandês após a parada de Hamiltão. O piloto de mamã Ferrari perdeu a vantagem, a posição e não teve carro para alcançar o inglês. Mauricinho (caras e bocas), por mim, deve subir no telhado.
Sim, estamos atrasados em relação ao GP de Cingapura.
Por esta razão o leitão de Dona Gertrudes vai ser encaminhado apesar de ter sido congelado depois de assado. Uma espécie de sorvete de leitão.
Esta parte do blog considera Ven No Tápen Zinho um piloto a ser observado. Os babacas globais criticaram-no por ser, digamos, afoito. Porém, nós que gostamos da cada vez mais chata F-1 queremos ver os sujeitos irem para cima sem aquela de "vamos ver lá na frente o que dá para fazer".
Pois no GP de Cingapura um imbecil deu uma ordem para que Ven No Tápen Zinho trocasse de posição com seu companheiro Carlos Sains Graça porque o espanhol estava com pneus novos e poderia atacar Chapolin Perez que ia à frente.
Ouviu um sonoro "não", E, não houve a troca.
Se Carlinhos estivesse melhor que tentasse ultrapassar seu companheiro de equipe, áras.
Graças a essa ordem ridícula que tanto fere a esportividade o leitão vai para a voz do rádio, seja ele quem for.
Enfim, depois dos fatos pistais o chefe da equipe toro vremeio Chico Tost(ado) resolveu apoiar o piloto belga/holandês/marciano dizendo que Sains Graça não tinha condições de ultrapassagem.
Então tá, Agradecemos e enviaremos o leitão para a voz do rádio. Espero que continue anônimo e quieto nas próximas corridas.
A F1 é uma estranha categoria. Tão visível e, ao mesmo tempo, com suas zonas cinzas.
Decisões são tomadas de uma hora para outra e sem sentido a não ser deixar no ar que alguém deve ser prejudicado. Como exemplo, a recente decisão de se proibir determinadas mensagens via rádio. Virou uma bagunça tão grande que muitas equipes não cumpriram o determinado e não foram punidas.
No GP de Cingapura Kico Roseberg nem alinhou para a largada e teve problemas com o volante faz-tudo de seu carro.
Dona Mercedes finge que não tem preferências em relação a quem levanta o caneco de campeão da temporada deste ano mas, faz de tudo para desestabilizar Roseberg.
Em Monza cheirou mal a escapada dele e a ultrapassagem, em consequência, de Hamilton. O cheiro era de um acerto pelo pneu furado do carro do piloto inglês provocado por uma barbeiragem de Kico.
Enfim, agora a equipe alemã admite que uma substância estranha foi introduzida na coluna de direção e ferrou com os circuitos eletrônicos que mandam nos atuais carros.
Só faltou dizer que foi sabotagem. Dizem que estão investigando a porra da bagaça.
Para nós, que gostamos (nem tanto ultimamente) da F1 fica mais uma certeza. A própria equipe permite/ajuda essas sacanagens.
Muito significativa a alegria do Totó Lobo quando o piloto alemão se ferra. Nem faz aquela cara de paisagem obrigatória quando enquadrado por uma câmera.
Possivelmente esta história vai morrer como tantas ao longo da história da categoria.
Mas, fica sempre a dúvida da lisura de Dona Mercedes.
Lembro bem da sua vitória no GP da Inglaterra de 2008. Foi o que? um minuto de vantagem sobre o segundo colocado, Rubens Barrichello? Corrida bonita de ver, aquela: Barrichello, correndo de carroça, chegando em segundo e você mais de um minuto a frente de todo mundo. Aniquilou a concorrência. Sentiu-se bem após a bandeirada, não?
Coroando a sua irregular temporada - que teve momentos brilhantes, como em Silverstone, e alguns erros patéticos - veio o título no Brasil. Campeonato suado, vencido na última curva, da última volta, da última corrida. Fantástico para o público, mas isso só ocorreu, Lewis, porque você não se garantiu. Tinha a faca e o queijo na mão, mas não conseguiu ultrapassar Sebastian Vettel, que dirigia uma Toro Rosso - carro significativamente pior que o seu - para levar os pontos que precisava para o título. Teve que contar com a chuva que caiu no fim da corrida em Interlagos para tirar Timo Glock do caminho do triunfo. Não se garantiu, Senhor Hamilton.
Daí você rompeu o relacionamento com a Pussycat, ficou triste, passou dois anos emburradinho, foi para a Mercedes, e vem contando com o apoio do ladrão de plantão Ross Brawn para ficar a frente de seu velho amigo e novo desafeto Rosberguinho.
Então, após a corrida do último domingo em Cingapura, o senhor criticou aquele mesmo Sebastian Vettel, que você não teve capacidade de ultrapassar em 2008, por ganhar muito fácil. Ora, senhor, foi fácil em Silverstone naquele ano? Ou você mereceu aquela vantagem toda porque trabalhou melhor que os outros? Parece-me que a segunda alternativa seria a sua escolha.
Eu não estava lá, mas você estava e pode confirmar: quem foi o piloto que por último saiu do autódromo na sexta e no sábado que antecederam ao Grande Prêmio de Cingapura? Foi o Vettel, não foi? Afirma-se por aí que, hoje, não há piloto mais trabalhador que ele no grid. Claro, esta diferença toda dele para os demais não é um mero golpe de sorte, um mero acaso. Lembro-me de ler uma entrevista sua há alguns anos em que você afirmava que, ao largar para uma corrida, o senhor nem sabia em que volta pararia nos boxes. Afirmava que a equipe, a McLaren, na época, tinha profissionais suficientemente capacitados para tomar estas decisões e que você apenas obedecia quando era chamado. Nunca vi tamanho desleixo em piloto de ponta! Nem perguntava pros caras? Nem dava um palpitinho na sua própria corrida?
Agora vem com esse papo besta fazer coro às vaias do pódium do último domingo. Antes de tudo, a sua preocupação é com outro alemão, o Rosberguinho. Não fosse a ajuda do bandido chefe de vocês, o senhor estaria comendo uma poeira danada. Nico pode não ser mais rápido, mas é infinitamente mais consistente que você.
como aperitivo um toque e depois o controle de massa
Acabou de acabar o treino oficial para o GP de Cingapura.
Em dois vídeos mequetrefes a vida nada fácil de massinha de modelar.
Conhecendo Mamã Ferrari como a gente conhece era de se esperar que dessem um puxão de orelhas nele por causa das declarações recentes quando disse que iria correr para si e não para Don Mimadon.
A trabalheira que ele teve com o carro (notem o movimento alucinado do volante) mostra que deram a ele um carro para lá de instável. Estamos no Q1 no final da volta conseguiu o décimo terceiro tempo.
Agora, o controle que teve do carro quando escapava em uma das curvas não é para qualquer um.
Borrou a cueca. (Com certeza, como diria o Rubim)
Mas, o bom é que massinha de modelar mandou legal no Q3 e vai sair na frente de Don Mimadon. Tome Mamã.
Não podemos esquecer que a classificação por equipe demanda maior suporte financeiro. Portanto, a equipe não pode dar uma carroça para o piloto brasileiro sob pena de não conseguir um din-din melhor no final do campeonato.
Vetor foi tão superior que saiu dos boxes fez o tempo, voltou e saiu do carro para assistir o resto do treino comendo pipoca. Nem tanto, mas, que é superior isto é. Basta olhar a classificação de seu companheiro de equipe.
Vettel como, qualquer normal, torcendo contra
Abaixo o grid de largada.
1. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 1min42s841 2. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1min42s932 3. Romain Grosjean (FRA/Lotus) – 1min43s058 4. Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min43s152 5. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min43s254 6. Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1min43s890 7. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1min43s938 8. Jenson Button (ING/McLaren) - 1min44s282 9. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso) - 1min44s439 10. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber) – 11. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) – 1min44s555 12. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso) – 1min44s588 13. Kimi Räikkönen (FIN/Lotus) – 1min44s658 14. Sergio Pérez (MEX/McLaren) – 1min44s752 15. Adrian Sutil (ALE/Force India) – 1min45s185 16. Valteri Bottas (FIN/Williams) – 1min45s388 17. Paul di Resta (ESC/Force India) – 1min46s121 18. Pastor Maldonado (VEN/Williams) - 1min46s619 19. Charles Pic (FRA/Caterham) – 1min48s111 20. Giedo van der Garde (HOL/Caterham) – 1min48s320 21. Jules Bianchi (FRA/Marussia) – 1min48s830 22. Max Chilton (ING/Marussi
Os dois últimos posts do chefe foram tão bem escritos que resolvi elaborar um post-saco (mistura de post com puxa-saco).
Adorei a citação em latim. Por sinal explica muito bem a situação em que se meteu mamã Ferrari.
Ao reler o meu último post-puto (mistura de post com putice) notei a repetição de "algumas" para lá e para cá. Poderia editar mas, vou deixar como está porque foi no calor da frustração pelo rumo do campeonato.
Enfim, tenho notado algo e até comentei com o chefe do blog no último fim de semana.
Lá em Austin nossa prima dona não se encontrou na pista. Nos treinos andou sem brilho e, na corrida, mesmo com a ajuda mandrake de mamã Ferrari não mostrou a que veio (ou foi).
Não assisti o treino de sexta em Interlagos mas o piloto espanhol desandou a dizer que "há muito trabalho a ser feito" em relação ao carro.
Joga com todas as cartas possíveis. Carro a ser melhorado e chuva para ajudar. Mas, lógico, sabe que em condições normais de temperatura e pressão não vai andar na frente de Vettel.
Por tudo isso e mais um pouco (o episódio dantesco em Cingapura em 2008, por ex.) temos um herdeiro do apelido de Dick Vigarista.
Nosso aposentado shushu deixa um belo embusteiro em seu lugar.
O mundo do automobilismo é engraçado e trágico.
Todos os pilotos querem, evidentemente, serem os melhores na melhor categoria.
Uns dizem que o cume, o Himalaia do automobilismo, é a F1. Outros pensam que a F-Indy, ou sei lá que nome essa categoria tem, é o máximo.
Eu sempre disse que alguns limites tem que ser respeitados e não vale colocar a mãe na zona para chegar ao topo. Dá para ser feliz ganhando corridas em categorias inferiores do que sofrendo com os carros fabricados pela M.E.R.D.A..
Enfim, leio que Piquetezinho venceu mais uma corrida na Truck series lá no país que manda no mundo. Mais precisamente em Las Vesgas.
O vídeo das emocionantes voltas finais está aqui.
Piquetezinho tem um enorme talento herdado de seu pai o Piquetezão, não temos dúvidas.
Mas, administrar uma carreira no automobilismo não é para qualquer um. Tem que ter estômago.
Piquetezinho chegou lá. Demonstrou inabilidades em certas ocasiões e pouca resistência a determinadas pressões. Pior, seu chefe era o tristemente famoso Britadore.
A coisa chegou num ponto em que armaram esse acidente para ajudar prima dona alfonsina (ele mesmo!) a vencer uma corrida, já que andava fazendo biquinho de insatisfação com um carro que era uma bosta.
Este vídeo, por sinal, é didático uma vez que mostra o ensaio de Piquetezinho na volta de apresentação.
Fico aqui pensando porque o piloto brasileiro aceitou esta "tática" da equipe.
Não era melhor perder o contrato com a equipe de Britadore e partir para outra?
Sei lá. Talvez tenha faltado confiança.
Mas, hoje vemos que ele tinha razão quando dizia que não era um piloto qualquer.
Este assunto é interessante e voltaremos a ele após os comerciais.
Esperei ansiosamente pela confirmação de minhas solitárias previsões. Ela veio meio escondida e com imagens ligeiramente desfocadas.
Mas, Senna esse, não aquele, deu a sua famosa bundada no muro. Não sei o abandono ocorreu devido a este fato mas, no finalzinho ele deu adeus à corrida.
No momento deste post a corrida não acabou mas, já temos o vencedor do lambão da corrida. Quem leva o leitão mal passado, cheio de gordura é o aposentado Shushu.
Sem óculos "para ver de perto" não viu a traseira do carro do Berne crescendo e pimba.
Mais ou menos como nós mortais ao bater no carro da frente quando fecha o "farol".
Acredito mesmo, e os quitandeiros também, que o aposentado vai para casa depois desta demonstração de falta de concentração.
Assistir corridas na solidão da sala nos remete a comentar com a almofada.
No entanto, ao ouvir abobrinhas da quitanda da dona globo pensei em um post e resolvi elaborá-lo no calor da batalha, vamos assim dizer.
Ao trocar pneus prima dona alfonsina saiu atrás de Chapolim Perez e Hulk (não o angélico. Que por sinal não é Hulk. Mas vale a piada).
Prima dona com calçados novos sofreu um pouco atrás de Chapolim, que ainda não havia trocado pneus, e, ao ultrapassá-lo recebeu elogios exagerados de todos os quitandeiros da dona globo.
Que é um gênio, que não perde tempo, que tem o campeonato na mão, que tem calculadora dentro do carro, que sabe a hora de atacar e etc.
Foi tão orquestrado que deu a impressão de ter sido planejado com antecedência.
E, vejo agora, para completar ele tem a maior sorte do mundo, segundo os quitandeiros, uma vez que Hamilton acaba de abandonar a corrida.
Ou seja, prima dona na verdade é um deus como shushu foi no passado.
Haja saco.
Enquanto Pastor sem ovelhas mostrava serviço fazendo o segundo tempo para a largada do GP de Cingapura, Senna esse (não aquele) mostrou que é ruim em aprender lições.
Este muro já o chama pelo apelido tamanha a intimidade de ambos.
Ele bateu na sexta destruindo a suspensão, deu uma bundada de leve no treino classificatório de sábado e finalmente esta lambança quando precisava fazer tempo.
Não aprendeu, pelo menos nos treinos, a contornar a curva sem abraçar o muro.
Para completar a Williams trocou o câmbio de seu carro e, com isso, vai largar em 22º.
Espero que saia na maciota com o rádio em alguma música clássica para acalmar e fazer aquela corrida para chegar em 15º ou coisa assim.
Enquanto isso o pessoal que cuida de sua carreira já pode ir se movimentando para encontrar outra equipe para o ano que vem. Ele e Pastor fazem a festa dos guinchos.
Com uma diferença. Pastor é assim com o Chaves venezuelano (não o mexicano) e Senna esse (não aquele) é assim com Hic Batista que anda mais preocupado com Thor o deus playboy. Vai sobrar para o brasileiro.
No treino de hoje, lá onde Judas perdeu a Cingapura, Hamiltão sobrou no Q3.
Fez a pole e, para garantir, fez o segundo melhor tempo.
Ou seja, largaria na pole com o tempo alcançado nesta volta mesmo dando uma bundada no muro.
O piloto inglês, quando de bem com a cabeça, é muito rápido e mostra superioridade em relação aos outros. Melhor até que a prima dona Alfonsina que já ganhou seu presente de Natal do banco com logotipo em forma de bosta. O campeonato de F1 deste ano.
Estou lendo no site “totalrace” que a FOM publicou em seu vídeo oficial sobre o GP de Cingapura ordens do chefe de Massa, Rod Smedley para que o brasileiro destruísse a corrida de Lewis Hamilton.
Eu assisti ao vídeo e de fato aconteceu.
Independente da ordem vir antes da batida entre os dois ou não, o fato é que seria bom os chefões investigarem até que ponto estas ordens são, digamos, “de brincadeirinha”.
Ou seja, a destruição não seria física. Massa deveria segurar o inglês o máximo possível.
De qualquer maneira, os dois protagonizaram um toque que resultou na destruição da corrida de ambos.
Várias são as conjecturas a respeito.
Primeiro, a FOM novamente tornar pública as comunicações entre os boxes e os carros da Ferrari.
De outra vez foi para o Massa sair da frente da prima dona.
Agora, coloca um engenheiro que mais parece um hooligan tresloucado berrando na grade de um estádio de futebol.
A FOM parece não morrer de amores pelo estilo mamã mafiosa.
A ordem, porque assim deve entender o piloto mesmo a se considerar as conversas cifradas, não é cabível num esporte onde os bólidos andam rápido o suficiente para que qualquer toque se transforme num acidente feio.
Outro ponto. Mais importante que a ordem foi o fato dela ser passada ao piloto. Não dá para imaginar algum engenheiro dando uma ordem dessas ao Fernando Alonso.
Por mais que não goste de seu estilo “madrinha santander comprou a F1 para mim” ele é um piloto que receberia uma ordem de tal envergadura mandando todo mundo para aquele lugar.
Podemos dizer o mesmo da maioria dos pilotos que ocupam carros um tanto quanto competitivos.
No entanto, o piloto brasileiro desceu alguns degraus na carreira e acaba por contentar-se com a rabeira dentro da equipe. Notamos até pelas desleixadas trocas de pneus nos pit stop que a equipe não se importa muito em acertar com ele.
Além disso, tem um estilo de pilotagem que, como já comentei, não leva em consideração a corrida como um todo e sim como se ela se limitasse a cinco voltas no máximo.
É muito triste que sua corrida em Cingapura se resumisse a atrapalhar a corrida de outro piloto.
Espero que esta revelação tenha desdobramentos e explicações para o bem do esporte.
Caso contrário a F1 pode voltar aos tempos das bigas.
Um calor lascado mesmo com a corrida sendo realizada à noite, ondulações na pista, um traçado difícil e apertado, com poucos espaços para ultrapassagens, mas o pessoal parece adorar o GP de Cingapura mesmo assim.
Da minha parte, acho bom que, pelo menos, o treino classificatório é às 11h e não às 9h, o que não atrapalha tanto o sono do sábado.
Tenho boas recordações destas corridas, especialmente, da primeira delas, em 2008, ocasião em que trouxeram um parachoque para ver o grande prêmio aqui em casa - desta vez não tem nada escondido, tratava-se, mesmo, de um parachoque.
Eu ganhei o tal parachoque, mas o Massa perdeu o título.
Nossa, vocês viram que o Briatore foi excluído de qualquer categoria da FIA? Pois é, o blog está mais atrasado que o Badoer, mas essa não pode passar em branco.
Briatore foi excluído e ainda não sei o que acho disso. Só sei que a pena para Pat Symonds deveria ter sido igual: os dois suspensos por 5 anos, ou os dois excluídos. Também não me agradou muito a imunidade dada a Nelsinho e muito menos o fato de a vitória não ter ficado com Nico Rosberg.
Com relação a Symonds, enquanto escrevo tenho em mãos uma revista F1Racing de agosto de 2007 em que o engenheiro desmente alegações de irregularidades no carro Benetton de 1994 e 1995. Quer dizer, ele trabalhou com Briatore em outros episódios suspeitos e, ao contrário do italiano, que é um comerciante que abriu uma lojinha na Fórmula-1, Symonds tem conhecimentos técnicos do esporte, uma longa carreira dentro das garagens e, por isso mesmo, deveria estar mais ciente da bobagem que estava fazendo.
E o Piquetzão falou que prefere perder a ter que trapacear. Gozado, mas eu me lembro de um carro Brabham com reservatórios de água enchidos na hora da pesagem e esvaziados na hora de correr, para que ficassem mais leves. Questão de interpretação de regulamento? Pode ser.
Mas gasolina adulterada, utilizada pelo tricampeão - e ele mesmo confirma - é trapaça. Gosto muito do Piquetzão, mas essa acho que não colou.
Pior de tudo é o Piquetzinho, que ajudou na maracutaia - sabe-se lá sob que condições - e não levou um troféu sequer para casa depois disso.
Ano passado, durante o GP de Cingapura, logo após o acidente de Nelson Ângelo Piquet, meu pai disse que o acidente fora muito estranho e que, pela circunstância de colocar Fernando Alonso em uma posição privilegiada para vencer a prova, estava com cara de armação. Achei impossível, afinal havia sido uma estampada razoável. Como alguém pode se jogar no muro de propósito daquele jeito? Para mim, seria impossível.
Mas não é que a FIA está, realmente, investigando o acidente?
Bernnie Ecclestone concedeu uma entrevista ao jornal "The Times", afirmando que Briatore está muito irritado e chateado com toda essa história. Na verdade, o tom de tio Bernnie é de complacência com o italiano, o que pode já ser um prenúncio de que a investigação não vai dar em nada.
Ecclestone, ainda, afirma que Piquet é um jovem "muito nervoso" e dá a entender que tudo não passa de um devaneio do brasileiro.
Seja como for, um piloto parar na pista para ajudar outro ou a si mesmo não é uma novidade. O vídeo abaixo mostra uma situação intrigante. Faltando 9 voltas do fim das 500 milhas de Indianápolis de 1991, Rick Mears está liderando com a Penske e, em segundo lugar, está Michael Andretti, da Newman/Haas. Mears tem alguma vantagem para Andretti. Curiosamente, o companheiro de equipe de Michael, seu pai Mario Andretti, tem um suposto problema de motor, e pára seu carro na entrada dos boxes, provocando uma bandeira amarela que possibilitaria que seu filho alcançasse, novamente, o líder.
Conversas de rádio captadas levantaram indícios de que Mario havia parado propositadamente para favorecer seu filho Michael. Não há comprovação e eu não achei o áudio, mas, naquela época, o Andrettinho podia fazer de tudo...
Essa se deve à memória de meu genitor. A bandeira amarela está, aproximadamente, aos 45 segundos do vídeo.
Mais recentemente, ficou conhecido o episódio protagozinado por Michael Schumacher, também conhecido como Dick Vigarista ou Dick Schuchu, em que o fantástico alemão deliberadamente parou seu carro na curva Rascasse, em Mônaco, impedindo que outros, inclusive a Prima Donna Fernando Alonso pudessem melhorar seus tempos na qualificação, garantindo o alemão, assim, a sua pole-position.
O único que colocou em dúvida a vigarisse foi o blogueiro oficial Flávio Gomes, fã incondicional de Schumacher, que acha, inclusive, que a Ferrari deve desculpas ao aposentado, pois sem os erros da Scuderia, Schumacher teria sido campeão muito mais vezes...
O vídeo abaixo mostra que Schumacher vinha, realmente, pisando. Mas não houve erro, houve estacionamento do veículo.
Opiniões mais autorizadas que as minhas podem ser vistas aqui. Aliás, recomendo que se veja. Trulli, Keke e Nico Rosberg falam do episódio e demonstram não terem dúvidas quanto a ter sido um ato antidesportivo. Schumacher também faz sua defesa, afirmando que "está na F1 há muitos anos e que as pessoas deveriam saber melhor quem e o que ele é, após tantos anos". Pois é...
Há também a opinião de Flávio Briatore, dizendo que "essa é a maneira como a Ferrari lida com as coisas". Irônico o fato de que Briatore agora está do outro lado, sendo ele próprio investigado por uma possível maracutaia.
Esses precedentes não significam que houve gerenciamente da batida de Piquet no úlimo GP de Cingapura. Apenas mostram que não há nada novo nisso. Não seria surpreendente se as investigações apontassem que houve pilantragem. Agora, eu só espero que tenham batido Piquet no muro, por telemetria ou seja como for - eu sei que é proibida a telemetria de mão dupla, mas vai saber -, ou que o fato tenha proporcionado a ele uma grande compensação financeira, pois o sujeito arriscar o próprio pescoço numa dessas é complicado.
Bom, talvez uma batida no muro valha um contrato para a temporada seguinte... Já não dúvido de nada que o Sr. Luiz Alberto fale.