Mostrando postagens com marcador pilantragem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pilantragem. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de setembro de 2009

TEORIA DA APARÊNCIA

Vivemos num mundo de aparências. Acredito que somos, desde o nascimento, induzidos a acreditar que toda nossa vida deve seguir um determinado padrão e, quando algo sai deste padrão, queremos acreditar que aquele que se esforçou para a volta ao “status quo” tenha agido imbuído da mais honrosa honestidade.
Temos receio que esse desvio do padrão nos afete a ponto de desmoronar a crença inabalável na retidão das pessoas envolvidas no reparo do estremecimento dos pilares de nossas instituições.
Por isso, acreditamos que o Lula nada sabe, que o Collor nada sabia, que o FHC é um poço de honestidade, e que Brasília não seja sinônimo de podridão e devassidão humana. De minha parte, acredito no altruísmo dessa gente toda e em Papai Noel. Ele nunca me dá o presente pedido. Mas, é porque não sou um bom menino. Prometo melhorar.
Mas, é por esse sentimento que queremos acreditar que o piquetezinho seja um chapeuzinho vermelho em meio aos britadores maus. Queremos acreditar que os “home” tenham posto fim às falcatruas que de vez em quando vem à tona no mundo da F-1.
Mas, sabemos que algumas pessoas não se importam em roubar um troféu, ou que silenciem e não devolvam o que foi usurpado de alguém (a prima dona Alonso deveria devolver o troféu de primeiro colocado e pedir desculpas pelo que a equipe dele aprontou). Essas pessoas têm a seu favor a nossa crença absoluta na teoria da aparência. Até que chegue o dia em que um pai frustrado entregue o esquema todo porque ele acredita na aparência de piloto de seu filho.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Meu pai não é louco

Ano passado, durante o GP de Cingapura, logo após o acidente de Nelson Ângelo Piquet, meu pai disse que o acidente fora muito estranho e que, pela circunstância de colocar Fernando Alonso em uma posição privilegiada para vencer a prova, estava com cara de armação. Achei impossível, afinal havia sido uma estampada razoável. Como alguém pode se jogar no muro de propósito daquele jeito? Para mim, seria impossível.
Mas não é que a FIA está, realmente, investigando o acidente?
Bernnie Ecclestone concedeu uma entrevista ao jornal "The Times", afirmando que Briatore está muito irritado e chateado com toda essa história. Na verdade, o tom de tio Bernnie é de complacência com o italiano, o que pode já ser um prenúncio de que a investigação não vai dar em nada.
Ecclestone, ainda, afirma que Piquet é um jovem "muito nervoso" e dá a entender que tudo não passa de um devaneio do brasileiro.
Seja como for, um piloto parar na pista para ajudar outro ou a si mesmo não é uma novidade. O vídeo abaixo mostra uma situação intrigante. Faltando 9 voltas do fim das 500 milhas de Indianápolis de 1991, Rick Mears está liderando com a Penske e, em segundo lugar, está Michael Andretti, da Newman/Haas. Mears tem alguma vantagem para Andretti. Curiosamente, o companheiro de equipe de Michael, seu pai Mario Andretti, tem um suposto problema de motor, e pára seu carro na entrada dos boxes, provocando uma bandeira amarela que possibilitaria que seu filho alcançasse, novamente, o líder.
Conversas de rádio captadas levantaram indícios de que Mario havia parado propositadamente para favorecer seu filho Michael. Não há comprovação e eu não achei o áudio, mas, naquela época, o Andrettinho podia fazer de tudo...
Essa se deve à memória de meu genitor. A bandeira amarela está, aproximadamente, aos 45 segundos do vídeo.





Mais recentemente, ficou conhecido o episódio protagozinado por Michael Schumacher, também conhecido como Dick Vigarista ou Dick Schuchu, em que o fantástico alemão deliberadamente parou seu carro na curva Rascasse, em Mônaco, impedindo que outros, inclusive a Prima Donna Fernando Alonso pudessem melhorar seus tempos na qualificação, garantindo o alemão, assim, a sua pole-position.
O único que colocou em dúvida a vigarisse foi o blogueiro oficial Flávio Gomes, fã incondicional de Schumacher, que acha, inclusive, que a Ferrari deve desculpas ao aposentado, pois sem os erros da Scuderia, Schumacher teria sido campeão muito mais vezes...
O vídeo abaixo mostra que Schumacher vinha, realmente, pisando. Mas não houve erro, houve estacionamento do veículo.





Opiniões mais autorizadas que as minhas podem ser vistas aqui. Aliás, recomendo que se veja. Trulli, Keke e Nico Rosberg falam do episódio e demonstram não terem dúvidas quanto a ter sido um ato antidesportivo. Schumacher também faz sua defesa, afirmando que "está na F1 há muitos anos e que as pessoas deveriam saber melhor quem e o que ele é, após tantos anos". Pois é...
Há também a opinião de Flávio Briatore, dizendo que "essa é a maneira como a Ferrari lida com as coisas". Irônico o fato de que Briatore agora está do outro lado, sendo ele próprio investigado por uma possível maracutaia.
Esses precedentes não significam que houve gerenciamente da batida de Piquet no úlimo GP de Cingapura. Apenas mostram que não há nada novo nisso. Não seria surpreendente se as investigações apontassem que houve pilantragem. Agora, eu só espero que tenham batido Piquet no muro, por telemetria ou seja como for - eu sei que é proibida a telemetria de mão dupla, mas vai saber -, ou que o fato tenha proporcionado a ele uma grande compensação financeira, pois o sujeito arriscar o próprio pescoço numa dessas é complicado.
Bom, talvez uma batida no muro valha um contrato para a temporada seguinte... Já não dúvido de nada que o Sr. Luiz Alberto fale.