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sexta-feira, 3 de maio de 2013

O COITADINHO

Estou lendo aqui uma entrevista com Michael Andretti e sua efêmera e desastrada passagem pela F1 em 1993 guiando McLaren e tendo Ayrton Senna como companheiro.
Sempre falei para o chefe do blog que o filho do Mário era um mau caráter e adorava dar totós nos outros carros. Achei um vídeo da corrida de Toronto em 1989 da CART (ou F-Indy).
Não foi possível a incorporação do vídeo mas, aí está o endereço.
A transmissão tem essas porcarias bem norte-americanas em mostrar caras e bocas das mulheres dos pilotos. Elas estão lá só para isso. Caras e bocas.
Mas, nas voltas finais Emersão ia dar um passão no Andretinho  que não pestanejou. Jogou o carro para cima do brasileiro.
Ganhou a corrida e Emersão chegou em segundo. Ainda foi olímpico ao dizer mais ou menos que era melhor ouvir o bestinha antes de qualquer julgamento.
Mas, esse é o Michael que desembarcou na F1.
Sua participação foi um fiasco atrás de outro.
Vinte anos depois diz, ou insinua, que foi barbarizado pelo pessoal da categoria. Pelo menos elogiou Senna que, não lembro, chegou a dizer que ele foi injustiçado.
O que  lembro é que fiquei com a impressão de uma não adaptação ao carro muito mais sensível e leve que os caminhões que dirigia na CART.
Poderia mudar de opinião se ele demonstrasse o porquê da suposta crucificação. Mas, na entrevista, ficou nessa de dizer que não "falo sobre isso."
Então tá.
No vídeo que não incorporou o totó está em 1:45m.
Ah, a mulher dele que merecia um oscar de canastrona do ano (sempre fazendo caras e bocas nas  corridas) levou o estilo para a F1 numa época em que as mulheres dos pilotos não frequentavam os boxes.
Diz a lenda que Ron Dennis não ronronou para ela espinafrando a perua e a expulsando da área do paddock.

http://www.youtube.com/watch?v=qPYKg5D3aa4

Aqui um vídeo da pancada dele sobre Berger no Brasil. Pela câmera de trás dá para notar que ele muda de trajetória ao assustar-se com um carro à sua esquerda indo para a sua direita e "achando" Berger. Hoje ele diz que a marcha não entrou.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

QUE PÓDIO!

Dia 19 de abril é dia do índio. Tem a música da Baby Consuelo que mudou o nome, mas, não importa.
Vamos ouvir enquanto falamos de outro evento ocorrido em 19 de abril de 1970 (acho que nem eu era nascido).



Pois é, foi corrido o GP de Jarama na Espanha.
Olhem só o pódio.
Em primeiro lugar o vesgo Jackie Stwart, correndo com March.

"tá vendo algum vesgo?"




 Em segundo lugar cruzou Bruce McLaren com McLaren. Sim, ele fundou a equipe.

"Vettel copiou o verdadeiro número um"


Em terceiro um dos meus pilotos preferidos de todos os tempos. Vencedor em várias categorias.
Mario Andretti com um March, pai do improvável gordito Michael e avô do menos provável Marco Andretti.

"em verdade, da família, só eu vim com o software pézão"
Para completar, a pole foi do Jack Brabham, com Brabham (sim, ele fundou a equipe).

"não fosse o motor....."
Jack não completou a prova, porém, chegou em sétimo. Sabem porque?
Só cinco pilotos cruzaram a linha de chegada. Doze quebraram e cinco não se qualificaram para a corrida.

Grandes e saudosos tempos. Naquela época só os fortes sobreviviam.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Meu pai não é louco

Ano passado, durante o GP de Cingapura, logo após o acidente de Nelson Ângelo Piquet, meu pai disse que o acidente fora muito estranho e que, pela circunstância de colocar Fernando Alonso em uma posição privilegiada para vencer a prova, estava com cara de armação. Achei impossível, afinal havia sido uma estampada razoável. Como alguém pode se jogar no muro de propósito daquele jeito? Para mim, seria impossível.
Mas não é que a FIA está, realmente, investigando o acidente?
Bernnie Ecclestone concedeu uma entrevista ao jornal "The Times", afirmando que Briatore está muito irritado e chateado com toda essa história. Na verdade, o tom de tio Bernnie é de complacência com o italiano, o que pode já ser um prenúncio de que a investigação não vai dar em nada.
Ecclestone, ainda, afirma que Piquet é um jovem "muito nervoso" e dá a entender que tudo não passa de um devaneio do brasileiro.
Seja como for, um piloto parar na pista para ajudar outro ou a si mesmo não é uma novidade. O vídeo abaixo mostra uma situação intrigante. Faltando 9 voltas do fim das 500 milhas de Indianápolis de 1991, Rick Mears está liderando com a Penske e, em segundo lugar, está Michael Andretti, da Newman/Haas. Mears tem alguma vantagem para Andretti. Curiosamente, o companheiro de equipe de Michael, seu pai Mario Andretti, tem um suposto problema de motor, e pára seu carro na entrada dos boxes, provocando uma bandeira amarela que possibilitaria que seu filho alcançasse, novamente, o líder.
Conversas de rádio captadas levantaram indícios de que Mario havia parado propositadamente para favorecer seu filho Michael. Não há comprovação e eu não achei o áudio, mas, naquela época, o Andrettinho podia fazer de tudo...
Essa se deve à memória de meu genitor. A bandeira amarela está, aproximadamente, aos 45 segundos do vídeo.





Mais recentemente, ficou conhecido o episódio protagozinado por Michael Schumacher, também conhecido como Dick Vigarista ou Dick Schuchu, em que o fantástico alemão deliberadamente parou seu carro na curva Rascasse, em Mônaco, impedindo que outros, inclusive a Prima Donna Fernando Alonso pudessem melhorar seus tempos na qualificação, garantindo o alemão, assim, a sua pole-position.
O único que colocou em dúvida a vigarisse foi o blogueiro oficial Flávio Gomes, fã incondicional de Schumacher, que acha, inclusive, que a Ferrari deve desculpas ao aposentado, pois sem os erros da Scuderia, Schumacher teria sido campeão muito mais vezes...
O vídeo abaixo mostra que Schumacher vinha, realmente, pisando. Mas não houve erro, houve estacionamento do veículo.





Opiniões mais autorizadas que as minhas podem ser vistas aqui. Aliás, recomendo que se veja. Trulli, Keke e Nico Rosberg falam do episódio e demonstram não terem dúvidas quanto a ter sido um ato antidesportivo. Schumacher também faz sua defesa, afirmando que "está na F1 há muitos anos e que as pessoas deveriam saber melhor quem e o que ele é, após tantos anos". Pois é...
Há também a opinião de Flávio Briatore, dizendo que "essa é a maneira como a Ferrari lida com as coisas". Irônico o fato de que Briatore agora está do outro lado, sendo ele próprio investigado por uma possível maracutaia.
Esses precedentes não significam que houve gerenciamente da batida de Piquet no úlimo GP de Cingapura. Apenas mostram que não há nada novo nisso. Não seria surpreendente se as investigações apontassem que houve pilantragem. Agora, eu só espero que tenham batido Piquet no muro, por telemetria ou seja como for - eu sei que é proibida a telemetria de mão dupla, mas vai saber -, ou que o fato tenha proporcionado a ele uma grande compensação financeira, pois o sujeito arriscar o próprio pescoço numa dessas é complicado.
Bom, talvez uma batida no muro valha um contrato para a temporada seguinte... Já não dúvido de nada que o Sr. Luiz Alberto fale.