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domingo, 30 de setembro de 2012

QUEM QUER SER FELIZ?

O mundo do automobilismo é engraçado e trágico.
Todos os pilotos querem, evidentemente, serem os melhores na melhor categoria.
Uns dizem que o cume, o Himalaia do automobilismo, é a F1. Outros pensam que a F-Indy, ou sei lá que nome essa categoria tem, é o máximo.
Eu sempre disse que alguns limites tem que ser respeitados e não vale colocar a mãe na zona para chegar ao topo. Dá para ser feliz ganhando corridas em categorias inferiores do que sofrendo com os carros fabricados pela M.E.R.D.A..
Enfim, leio que Piquetezinho venceu mais uma  corrida na Truck series lá no país que manda no mundo. Mais precisamente em Las Vesgas.
O vídeo das emocionantes voltas finais está aqui.



Piquetezinho tem um enorme talento herdado de seu pai o Piquetezão, não temos dúvidas.
Mas, administrar uma carreira no automobilismo não é para qualquer um. Tem que ter estômago.
Piquetezinho chegou lá. Demonstrou inabilidades em certas ocasiões e pouca resistência a determinadas pressões. Pior, seu chefe era o tristemente famoso Britadore.
A coisa chegou num ponto em que armaram esse acidente para ajudar prima dona alfonsina (ele mesmo!) a vencer uma corrida, já que andava fazendo biquinho de insatisfação com um carro que era uma bosta.



Este vídeo, por sinal, é didático uma vez que mostra o ensaio de Piquetezinho na volta de apresentação.

Fico aqui pensando porque o piloto brasileiro aceitou esta "tática" da equipe.
Não era melhor perder o contrato com a equipe de Britadore e partir para outra?
Sei lá. Talvez tenha faltado confiança.
Mas, hoje vemos que ele tinha razão quando dizia que não era um piloto qualquer.
Este assunto é interessante e voltaremos a ele após os comerciais.

sábado, 22 de setembro de 2012

AH! A NATUREZA HUMANA!

Leio aqui uma entrevista do nosso aposentado shushu declarando orgulho por ter provocado a rodada de Senna aquele (não esse) no GP do Brasil de 1994.
Seria melhor o lemão ter ficado quieto com essa lembrança uma vez que pilotava um carro irregular. O mundo da F1 erroneamente imaginava que Senna aquele ( não esse) levaria imensa vantagem pilotando o carro do momento, Williams.
Com a proibição da suspensão ativa o carro virou uma fezes.
Mas, a Benetton já andava fora do regulamento sob a benção do universo.
Deu no que deu.
Acho engraçado uma declaração dessa uma vez que Dick Vigarista, em sua volta às pistas, desconstrói a aura criada em torno dele. Tentam preservar sua imagem falando mil bobagens e servindo abobrinhas corrida após corrida. Dizem até que ele está se divertindo, nada mais que isso.
O fato é que, apesar de tudo, o piloto alemão continua firme em seu pedantismo.



Schumacher saiu da fábrica sem o software "modéstia"

domingo, 19 de agosto de 2012

PIQUET MAIOR



Para constar, em 17 de agosto Nelson Piquet Souto Maior completou sessenta abóboras.
Engraçado que é um piloto espetacular, tri-campeão de F1, um dos meus favoritos, mas, sua foto na parede de minha memória não tem a mesma luzinha que ilumina a de outros grandes pilotos.
Talvez pela falta de educação ou respeito mesmo pelos outros pilotos.
Em todo caso uma reluzente homenagem.

terça-feira, 24 de julho de 2012

PIRRO O RENASCENTISTA

Da série soltando a imaginação vamos falar de Emanuelle Pirro.
Pintor renascentista contemporâneo de Leonardo da Vinci era também um grande rival deste.
Dizia que Leonardo roubava suas idéias e que, em verdade, ele Emanuelle, seria o inventor do helicóptero “mesmo antes de ser inventado”.
Houve um caso ao mesmo tempo traumático e decisivo na vida de Pirro.
Ele procurava uma “musa definitiva para um quadro definitivo”, segundo dizia.
Perambulando por uma feira em busca de batatas para um purê repentinamente avista uma bela dona com sua criadagem.
Sua figura mais carismática que bela destacava-se em meio ao povaréu que abria passagem fazendo leve reverência para ela.
Emanuelle não teve dúvidas: era ela. Entraria para a história da pintura retratando aquela musa ao mesmo tempo etérea e carnívora, no sentido de estar encarnada.
Jogou-se aos seus pés implorando para que posasse para ele.
A mulher levou um susto e passou a chutar o pobre pintor.
Mesmo assim ele entre súplicas pergunta o nome da dama.
Ela grita “sou Lisa del Giocondo mulher de Francesco Del Giocondo, irmã de Micalatéia (são ouvidos murmúrios entre a multidão: “Micalatéia? Hummmm). O que quer de mim seu maluco?”
Pirro explica que é um grande pintor e que ela seria admirada pelo resto da eternidade bastando ficar quietinha para que ele a retratasse. Nem precisaria tirar a roupa.
Ao contrário do que esperava a mulher enfureceu-se ainda mais.
“O que? Mais um? Leonardo já me convenceu a posar. Foi uma merda. Não acabava nunca! Eu saí com cara de quem segura um peidinho! Sabe lá o que é ficar parada horas sem poder ir ao banheiro? Nunca mais vou posar!”
Este acontecimento calou fundo em Emanuelle. Em absoluto estresse traumático (que não era diagnosticado na época) dirigiu-se até à beira de um precipício para meditar ou se jogar. Iria decidir depois de uma consulta.
Ergueu a voz aos céus pedindo ajuda.
Então, em meio a nuvens brancas, aparece um objeto voador em forma de prato. Dele vem uma voz.
“Diz aí Pirro. O que te aflige meu irmão?”
Ele extasiado pergunta: “Deus?”
A voz do disco responde: “que mané Deus? Somos ETs. Manja? Os cabeções. Estávamos dando um rolê e vimos sua patética figura aí no precipício. Apostamos que você iria se jogar mas, ao invés disso pediu ajuda. Resolvemos interferir só de farra. O que tem em mente?”
Emanuelle não entendia nada, mas, já que era assim resolveu seguir em frente.
“O que tem no futuro? Vocês podem me levar até lá? Esta época não foi generosa comigo. Além disso, ainda não inventaram a descarga. Os banheiros são uma bosta só”.
Então, a voz do disco falou: “Vamos te levar para o futuro onde você desempenhará uma função nada parecida com essa. Topa?”
Pirro acenou que sim meio descrente.
Seria uma louca história. Mas, Emanuelle Pirro nasceu em Roma em 1962. Disputou 40 provas de F1. Nunca venceu e só marcou 3 pontinhos nesta trajetória toda. Também, tadinho, andou de Dallara durante muito tempo. Em 1989 ainda pilotou pela Benetton em dez corridas.
Os ETs não capricharam no chute para o futuro.
 
                                      Lisa e sua vontade em dar um pulo no banheiro.

                                      Emanuelle Pirro em sua versão renascentista



Emanuelle Pirro em sua versão piloto de F1. Notem que herdou a vontade em ir ao banheiro de Lisa.


                     Aqui Pirro em ação pela Benetton que mais parece um catálogo de cores.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

NOVIDADE!!!

Lembrando que este blog nasceu para comentários sobre a F1.
Alguns fatos, e não indícios, são tão óbvios que acabam cansando quando voltam à baila.
Leio que o companheiro de Michael Schumacher nos idos de 1994, seu primeiro título, acusa a Benetton (que tinha, diga-se de passagem, o capo Briatore como chefe) de inserir dispositivos eletrônicos proibidos no carro do Dick Vigarista.
O assunto é velho. Eu vivo levantando esse cadáver aos berros aqui na filial abrasiva do blog.
Mas, é sempre bom alguém lembrar que o Shushu nénada disso.
Os tempos atuais mostram o piloto bem comum que ele é.
Para andar na frente do Rosberg tem que contar com as sacanagens da dona Mercedes.
O link para a reportagem está aqui:
http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2011/12/ex-colega-de-schumi-diz-que-alemao-correu-fora-do-regulamento-em-1994.html.
Lembrando que, mesmo com as sacanagens todas, ele só foi campeão porque, na última corrida, jogou o carro para cima do Damon Hill. Os dois abandonaram e ele foi feliz para casa.
Como diria o “seu” Homero, “bela bosta”.
O vídeo da famosa batida está abaixo. Ele, Dick Vigarista, havia batido na parede e perderia a posição e o campeonato para o inglês. Resolveu jogar o carro para cima de Damon Hill.