quarta-feira, 30 de junho de 2010

Encontro entre presente e passado

Interessantíssimo este viral da McLaren. Lewis Hamilton e Jenson Button são mostrados visitando um galpão repleto de carros antigos da equipe.
Joe Saward, em seu blog, comenta que não havia qualquer roteiro para a gravação e que as câmeras foram postas longe dos pilotos para que eles pudessem "esquecer" que elas estavam lá. O resultado é realmente bem espontâneo.
Particularmente interessante é a reação dos dois pilotos atuais da McLaren, ambos já campeões mundiais, ao se depararem com um velho e muito especial carro da equipe...


segunda-feira, 28 de junho de 2010

HUUMMMM!!!!!!

A Ferrari, que adora mandar na F1, soltou os cachorros contra a suposta demora na punição do Hamilton que, por uma fração de segundo, entrou na frente do safety car e conseguiu um segundo lugar no GP de Valência.
A prima dona alfonsina vociferou uma manipulação do resultado no que foi acompanhado pelo montedemerdazorro.
Esses fatos nos levam a dois huuuuummmmmmm.
Primeiro hummmmmmmmm: a atitude do Hamilton lembra aquela história do "vou não vou. Vou não vou. Vou não vou." Se for e der errado o enterro é as quatro. Se for e der certo a medalha é de ouro.
O Hamilton foi, errou, não morreu, não ganhou medalha (só o troféu do segundo lugar) foi punido e mesmo assim querem que cortem o saco do menino.
Segundo huuuuuuuuummmmmm: a Ferrari é aquela equipe que sempre lança dúvidas sobre as outras quando seu carro anda menos. Quem não se lembra das imagens exaustivamente levadas ao ar que mostravam (não lembro o ano. É duro ficar véio) a asa dianteira do carro do Dick Vigarista (claro!!!!) com um dispostivo que abaixava a dita com a pressão aerodinâmica quando nas retas? A TV alemã mostrou até os milímetros. Pois é.
Na época nem foram punidos. "Foi sem querer", disseram.
E, depois de Cingapura em 2008 o Alfonsinho tem coragem de falar em manipulação?????
Cartão amarelo para eles dona FIA.

sábado, 26 de junho de 2010

Kid Vettel começa bem...

... mas ainda está devendo.
Como o próprio alemão prodígio afirmou hoje na coletiva de imprensa após o treino, o problema da Red Bull tem sido os domingos e não os sábados. De fato, todas as poles, com exceção do Canadá, ficaram com um dos pilotos dos energéticos enlatados. Com relação às vitórias, que são o que interessa, a McLaren venceu mais que a Red Bull, somando 4 triunfos, dois com Button e dois com Hamilton; a Red Bull levou três, dois com Webber e uma com Vettel; e a Ferrari venceu uma prova, com Fernando Alonso, na abertura do mundial.
Sair na frente é importante, mas não é fundamental em Valência. A pista não apresenta muitos pontos de ultrapassagem, mas a corrida pode apresentar surpresas. Basta lembra que, no ano passado, Lewis Hamilton saiu na frente mas acabou perdendo a corrida para Rubens Barrichello, que largara na terceira colocação.
Amanhã, teremos os dois carros da Red Bull dividindo a primeira fila, com Lewis Hamilton em terceiro, e as duas Ferraris logo atrás, com Alonso a frente de Massa. O brasileiro, desta vez, ficou mais perto do espanhol, mas ainda está atrás.
A Red Bull não vence desde o GP de Mônaco. A última vitória de Vettel foi na Malásia, no dia 4 de abril. Vamos ver se, amanhã, o time austríaco converte a superioridade de seus carros em pontos.

Entre Vuvuzelas e Jabulanis

Entre o insuportável som das cornetas e os disparos nem tão precisos de Jabulanis, acontecerá o GP da Europa de F-1, no circuito de rua em Valência.
A maioria dos entendedores não gosta da pista. Eu, como não entendo nada, tenho simpatia pelo traçado, até porque a paisagem é muito bonita.
Hoje, a prima donna Fernando Alonso cravou o melhor tempo, com as duas Red Bull logo atrás - Vettel à frente de Webber.
A Ferrari parece ter encontrado um equilíbrio melhor com as modificações feitas na parte traseira do carro e com o teste disfarçado que realizaram com o subterfúgio de ser uma filmagem comercial. Como se sabe, testes ao longo da temporada estão proibidos na Fórmula-1.
É esperar mais nove horas e ver o que acontece.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

REI BETO


Sábado, 19 de junho, esta infernal (de quente) cidade apagou velinhas. Dentre outras comemorações, rei Beto Carlos realizou um show no campo do Botafogo. Como vocês podem notar, na foto tirada do meulular, casa cheia. O sujeito em pé é um japa que não sentava nem com reza brava (mais uma expressão do tempo de vovó). Então, resolvi esperar que ele virasse para poder registrar a multidão. Notem que a casa estava cheia. A foto foi tirada um pouco antes do show ter início. O que vale o registro é o carisma do Roberto Carlos. Havia público de todas as idades. Alguns de tão novos acabaram dormindo antes da festa começar. Mas, a energia que percorre as pessoas quando aquele pontinho branco (ah, se não fosse o telão) entra no palco é de arrepiar. Eu não sou de freqüentar multidões e muito menos de ir a shows deste e de outros tipos. Confesso que valeu a pena pelos bons momentos. Gosto das músicas antigas do homem. Afinal, quem nunca se apaixonou pela namoradinha do amigo?
Então, este hiato dentro de um blog que respira fumaça de carros de competição.......

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa do Mundo

Copa do Mundo rolando e, por uma razão misteriosa, todos paramos para assistir pelo menos os jogos da seleção brasileira.
Eu sempre me emociono nestas grandes competições esportivas. Menos pelo calor das competições e pelo barulho da torcida, mais pelos sonhos realizados, pela superação e pelas dificuldades deixadas para trás que ficam estampadas no rosto de alguns atletas, seja na vitória, na derrota, no esforço exigido pela competição.
Por quem se compete? Os atletas estão lá pelo país? Pelo regime? Pelo dinheiro? Pela fama? Sabe-se lá. Os livros têm a vantagem de a dedicatória explicitar para quem foram escritos. Mas, em geral, não sabemos por que ou por quem se pratica a maior parte dos atos da vida. A vida, por si mesma, não é tão explícita quanto os livros.
O que se sabe é que cada indivíduo tem uma história; cada um carrega consigo uma bagagem que poucas pessoas conhecem. Você é filho da sua mãe, do seu pai, irmão da sua irmã, neto dos seus avós, sobrinho dos seus tios, primo dos seus primos, amigo dos seus amigos. A história de vida de cada um tem uma porção de traços da individualidade alheia que compõe a própria. Por mais sozinhos que estivermos, carregamos todos conosco.
Hoje, o momento mais emocionante - talvez o único momento de emoção - do jogo realizado entre Brasil e Coreia do Norte - ou República Popular Democrática da Coreia do Norte - foi protagonizado por um jogador desse país, cujo nome e história desconheço, mas que foi às lágrimas ao longo da execução de seu hino nacional.



Ignoro por quem ele compete; ignoro ainda mais por que ou por quem chorou. Certo é que, naquelas lágrimas, rolaram muitas histórias e personagens.
Eu, sozinho na sala de casa, me emocionei - como sempre me emociono - e fiz força para não chorar. Talvez tenha lembrado das minhas histórias e personagens, de quem vejo pouco, de quem não vejo mais e de coisas que não mais vou viver.
Talvez tenha me emocionado pela saudade, saudade que aquele atleta de vermelho, quem sabe, também estivesse sentindo. Mas, quer saber? É boa a saudade. A vida sem ela seria um vazio. A saudade é sinal de que atravessamos portas que ficaram abertas atrás de nós, convidando-nos a voltar. E a vida tem que ser saudade.
Quem sabe, no fim das contas, por que chorou o atleta de vermelho? Quem sabe por que me emocionei com ele? Quem sabe, quem sabe?
Quem sabe, no fim das contas, tenha me emocionado simplesmente porque queria poder chorar com ele.

PNEUS



Ainda sobre o GP do Canadá em 13/06 vejam esta foto tirada da TV.
Sem o bueno chefe por perto o Burtman, que já foi piloto e entende muito de F1, comentou que em se tratando de economizar pneus o Schumacher não ajuda muito.
Dá para notar o desgaste dos pneus traseiros da dona mercedes. E, se prestarem atenção, o Buemi mostrando a língua para o lemão.

AINDA O LEMÃO

O chefe do blog já lavou nossa alma vingativa com um post arrebentador (para não dizer arrebatador) sobre o desempenho do Michael Schumacher, nosso “querido” Dick Vigarista, no GP do Canadá no domingo 13/06. Mas, existe outra visão sobre o assunto. Vejamos o que aconteceu com o Dick quando resolveu pendurar as chuteiras (clima de Copa do Mundo). O cara parou por cima da carne seca (como dizia minha avó). Todos os buenos do mundo babando no maior gênio da história da F1. Estava em uma equipe que trabalhava exclusivamente para ele. O “companheiro” de equipe que se virasse com os restos. Alguns pilotos nem pensavam em atrapalhar seu passeio nas pistas da vida. Acredito que pesou um pouco na sua decisão em parar o fato de alguns jovens de pé pesado começarem a ousar andar mais que ele.
Aposentado, ficava ali nos boxes fazendo gracinhas para a TV fingindo que trabalhava como aspone da Ferrari. Certamente ouvindo que se voltasse iria arrebentar com essa molecada braço duro. Motos e tombos à parte, um belo dia seu gerente o esquisitão Free Willie consegue convencê-lo a voltar. Ferrari de portas fechadas é hora de pagar a dívida com a dona Mercedes que comprou seu lugar na F1 em algum lugar do passado. Até comentei aqui que o João Alesi disse que o Schumacher resolveu voltar porque viu o rubim véião quase levantar o título do ano passado. Se um piloto como o rubim quase pode ele certamente pensou que iria não só dar um baile como também ficar com a menina mais bonita. Afinal, a abóbora bráu se transformou na dona Mercedes, dona das mais belas e possantes pernas (motores para os menos iniciados) da F1.
Tudo muito lindo e maravilhoso. Lá veio o homem de cabelos pintados e pescoço novo (para quem acreditou que doeu quando testou para a Ferrari). Pose daqui, pose dali, descobriu um mundo novo.
Ninguém avisou os outros pilotos para fazer reverencias e deixar o Michael mandar bala. E, a F1 hoje está cheia de pilotos louquinhos para mostrar serviço. Até o Weber. Outra coisa: dona Mercedes tem pernas possantes e belas, porém seus peitos de plástico pesam um pouco e afetam a coluna. Mas, o então companheiro dele, o jovem e fogoso roseberg não se importava com isso e se deu bem com a dona Mercedes, andando na frente do Schumacher.
Então aconteceu o que os amantes de uma boa corrida mais temiam. Sabem aqueles memorandos de cima para baixo? Se bem que nunca vi um memorando de baixo para cima. Bom, deixa para lá.
“considerando que o nosso amado Dick tem toda a história a ser respeitada...... blá, blá, blá.
É inadmissível que o roseberg usufrua da dona Mercedes no estado em que se encontra em detrimento do venerando Dick e sua história de glórias.”
Então, pegaram a dona Mercedes internaram a dita numa clínica e deram uma racauchutada na véia. Tudo para ajudar a libido do lemãozão (já que o roseberg é lemão também). Sabem como é: ele gosta de traseiradas e etc.
O roseberg sentiu o baque e rapidinho caiu lá para trás na tabela do campeonato.
Finalmente, chegamos ao Canadá. Este GP é um belo resumo do momento em que vive o Schumacher. O cara não consegue andar junto com os novos botas. Essa é a verdade. A equipe trabalhou e trabalha para ele. Porém, o carro não ajuda e ele não consegue tirar leite de pedra. Só para lembrar: tinha um cara que corria de capacete amarelo que tirava leite de pedra. No final da corrida, com o seu companheiro andando na frente (certamente pedindo desculpas pelo rádio) Schumacher viu seu carro se desmanchando e os jovens e fogosos botas vindo para cima sem piedade nem respeito. Doeu. E o lemão sentiu a dor no coração e fez o que sabe melhor. Freou antes da hora e seu irmãozinho massinha sifu. Cortou chicanes, gramas e nada adiantou. Todo mundo sentiu o gostinho de passar a mão na dona Mercedes.
E, não tenham dúvidas que essa situação vai continuar. Teremos uma ou outra corrida onde os buenos vão dizer que o home voltou, mas a verdade é que o piloto Schumacher é esse mesmo que nós vimos no GP do Canadá.
Ah! Faltou dizer. Imaginem o véio rubim gargalhando a cada fim de corrida com o desempenho do seu desafeto. Só não cai da cadeira porque a Willians é ruim de dar pena.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O "velhinho"

E já que falamos tanto do antigo Interlagos no post anterior, nada mais justo do que uma visão do traçado percorrido pelos carros de F-1.
No demoníaco YouTube, tem este vídeo que vai abaixo. É a primeira volta do GP do Brasil de 1980. Uma pena que cortam justamente no contorno da Curva do Sol para mostrar um replay.
A primeira volta foi liderada por Gilles Villeneuve, que largou muito bem, mas a prova foi vencida por René Arnoux, a bordo de uma Renault.



Fruto da largada do GP de 1980 é também esta maravilhosa foto dos carros entre as Curvas 1 e 2 , publicada no fantástico F-1 Nostalgia, do Rianov Albinov.


Para encerrar, eis aqui um gráfico com a sobreposição do novo traçado sobre o velho, em que dá para perceber bem o que foi que mudou.





Um dia para não esquecer

Sábado, 7:55 da manhã, toca o telefone. Dez minutos antes, havia sido meu despertador, e eu ainda relutava para enfrentar o frio e o sono naquela cinza manhã paulistana.
No telefone, era meu amigo Rodrigo Marchini, que já me aguardava em frente ao prédio.
Minutos depois, partíamos os dois desbravadores rumo ao desconhecido. Bem, na verdade, o desconhecido era o simpático e já um pouco idoso - somando 70 anos - autódromo de Interlagos. Posso dizer que, até o último sábado, efetivamente, não o conhecia tão bem.
Ocorreria, no dia 12, a 5ª etapa do Campeonato Paulista de Automobilismo, que reune diversas categorias, como a Classic Cup, a Força Livre, a Stock Paulista etc.
E lá fomos nós, com aquela garoa fina que aumentava ainda mais a sensação de frio. No caminho, expliquei ao Marchini que estacionaríamos o carro mais ou menos onde era a antiga curva do sol, já que o evento permite que se estacione dentro do autódromo.
De posse dessa informação, ao atravessarmos o portão 7, Rodrigo me ofereceu o volante de seu carro, para que eu pudesse ter o gostinho de dirigir, ainda que devagarinho, em um trechinho da pista de Interlagos - gesto que envolve sensibilidade e gentileza só característica das pessoas muito especiais.
E lá fui eu, sem saber muito bem para onde estava indo. A sensação se agravou quando, descendo rumo ao estacionamento, demos de cara com um protótipo que subia - depois soubemos - do reabastecimento de volta aos boxes.
Descemos e avistamos uma fila razoável de carros de competição aguardado para abastecer. E pela primeira vez pensei: "será que realmente posso estar aqui?". De todo modo, havia várias carros estacionados e por ali paramos também. Só quando saímos do carro é que pude perceber que estávamos, mesmo, sobre os restos mortais da antiga Curva do Sol.
O Campeonato Paulista oferece aos seus espectadores a oportunidade de assistir as provas da região do terraço dos boxes. Isso proporciona uma acessibilidade bastante grande a diversas regiões do autódromo. Tanto que, quando tentávamos chegar ao terraço, percebemos que estávamos atrás dos boxes. Caminhamos um pouco, observando os carros, atravessamos um dos boxes, e chegamos à ao pit lane. A essa altura, os carros da Classic Cup estavam saindo para o treino de classificação. E, por uma coincidência do destino, deparamo-nos, assim que saímos da garagem, com o Lada Meianov do blogueiro oficial Flavio Gomes, dono do único site que tem uma cobertura de automobilismo que ameaça a supremacia do F-1 Literária.

O Lada oficial do blogueiro oficial Flavio Gomes, meu concorrente e contendor virtual, ainda que ele não saiba. A foto foi tirada depois da disputa da Classic Cup.


Continuamos explorando, percorrendo cada centímetro possível das dependências do autódromo, aguardando o momento de sermos expulsos. Enquanto isso, apreciávamos as passagens dos carros por ângulos verdadeiramente interessantes, como este:


Contudo, para mim, as cenas mais memoráveis ocorreram quando resolvemos "conhecer" um trecho do traçado antigo de Interlagos. O carro estava na Curva do Sol, e quando o Marchini precisou ir até lá para buscar mais agasalho, fomos "contornando" a curva a pé, notando, de perto, porque ela era tão interessante: começava mais ou menos em subida e terminava em uma descida considerável.
Aliás, uma das coisas interessantes de ver a pista "de dentro", é perceber os detalhes topográficos que, no caso de Interlagos, faziam - e fazem - o traçado realmente especial.
Fiquei impressionado com a descida entre o Sol e o Sargento. Talvez quem esteja na arquibancada ou vendo pela televisão, não consiga ter nítida ideia de como é.
Caminhamos em direção à extinta Curva do Sargento, que me parece ser a única do antigo traçado que não está mais lá. Por esse caminho, chegamos na saída da Descida do Lago e ficamos um tempo vendo o treino da Força Livre próximos ao guard-rail. Nessa hora, até achei que merecíamos ser expulsos.

Irresponsavelmente passando frio próximo a pista.


Em seguida, caminhamos até o Laranja, onde ficamos um tempo observando os carros de diversos pontos: na freada, no contorno e na saída. Impressionante ver que a roda traseira direita de vários carros levanta na saída da curva por causa do deslocamento de peso.


Vista do Laranja. Interessante notar que, neste momento, estávamos em cima do antigo Laranja. O trecho asfaltado em verde é o contorno da antiga Ferradura.


Vista do Laranja para o lago.


Enquanto explorávamos tudo quanto era canto da pista, um carro de segurança se aproximou e, educadamente, informou que não podíamos ficar ali.
Mas a exploração não acabou. Só depois disso é que fomos para o terraço dos boxes, não sem antes gastar R$ 6,00 em um "X-Picanha" de microondas...
A vista do terraço não é a melhor. A gente enxerga a pista mais ou menos assim:

Dá para ver também o outro lado, o "S do Senna".
Mas, pareceu que, na verdade, o melhor lugar mesmo é o estacionamento, em que se vê toda a parte mista da pista. E, em um sábado como aquele, o local foi providencial para aliviar o frio.
Assisitimos a Classic Cup próximos ao "S do Senna", e a Força Livre do tal estacionamento.
Satisfeitos com o que havíamos visto, satisfeitos depois de passar tanto frio, fomos embora por volta das 14h30min. Foi uma experiência realmente interessante para quem gosta de automobilismo. E é tudo de graça: entrada, estacionamento; só se paga o X-Picanha falsificado.
As corridas são muito boas, com vários pegas. O pessoal realmente manda bala.
É muito legal, também, poder ver o automobilismo mais de perto, já que é possível transitar entre pilotos e mecânicos sem maiores problemas e sem "estrelismos". A atmosfera amadora torna o evento ainda mais atraente.
O Marchini, depois de passar o dia todo ouvindo "ali era a curva 1, ali a 2, ali o Sargento, ali o Sol; aqui subia, e não descia, vinha pelo outro lado, tinha também o anel externo" virou especialista em Interlagos e já enviou seu currículo para a Ferrari.
As fotos não cobrem tudo o que vimos. Na verdade, só tinhamos um celular para fotografar e que, para piorar, estava ficando sem bateria. Mas, de um dia como esses é mais importante guardar as sensações do que as imagens.

Mais informações sobre o Campeonato Paulista, aqui: http://www.automobilismopaulista.net/

Schumacher Patético

A atuação de Michael Schumacher ontem, no GP do Canadá, foi digna de nota. Infelizmente, não pelo que teve de positivo. Muito pelo contrário, o alemão oficial teve uma das piores - senão a pior - atuações de sua carreira.
No início da disputa, ainda parecia que conseguiria brigar pelas primeiras posições. Ocorre que após suas paradas para troca de pneus, a corrida de Schumacher foi uma lambança só.
Após seu primeiro pit stop, o sapateiro se meteu em uma briga com Robert Kubica, que vinha mais rápido atrás. O alemão espremeu o simpático polonês, que foi obrigado a colocar duas rodas fora da pista. Na curva seguinte, ambos escaparam, seguindo reto e saltitando pela grama.
Pouco depois, Schumacher parou novamente para troca pneus. Assistindo a corrida, imaginei que fosse um lance de estratégia. Pode parecer estranho, mas no contexto da corrida, até faria sentido. Todos os pilotos são obrigados a usar os dois tipos de pneus ao longo da prova. Os pneus mais moles estavam acabando muito rápido, entre 5 e 7 voltas de uso. Seria até razoável, então, que se tentasse uma jogada: andar uma duas voltas com o pneu mole, voltar para o duro e ir até o fim da corrida.
Contudo, parece que não foi isso o que houve. Schumacher teria tido um pneu furado após a briga com Kubica, o que provocou sua nova entrada nos boxes.
Até aí, tudo bem. O único problema, para Schumacher, é que ele nunca soube poupar o carro. Schumacher é o piloto paradigma da era dos pit stops, em que não se precisava pensar muito na manutenção dos pneus, em economizar combustível etc. Com o novo regulamento, largando-se com o carro pesado, é preciso pensar a estratégia não só com relação às paradas para trocas. O piloto deve pensar a sua estratégia, quando é a melhor hora para dar tudo, quando é a melhor hora para poupar o que se tem.
O alemão oficial ontem acabou com seus pneus. E foi ficando para trás. Disse, depois da corrida, que não tinha condições de reagir porque usou o mesmo jogo de pneus por muito tempo. É verdade. Mas não foi diferente para os demais, com exceção de Robert Kubica, que fez 3 paradas.
O fato é que Schumacher, andando muito lento na pista, casou sérios problemas a outros pilotos e merecia uma punição. Um drive thru após a manobra em cima de Kubica não seria um exagero. Depois da disputa com Massa, a punição era um imperativo. Depois das brigas com os carros da Force India, o mínimo que se poderia esperar era que fossem acrescentados ao seu tempo final de corrida 25 segundos. Nada disso aconteceu, e todas as peripécias de Schumacher passaram impunes.
Vejamos: 1) empurrou Kubica para grama; 2) defendeu a posição em cima de Massa alterando sua linha duas vezes, tocando, inclusive, no brasileiro; 3) defendeu a posição em cima de Liuzzi cortando a chincane de entrada da reta; 4) na volta final vazou duas chincanes em disputas de posição, primeiro com Liuzzi, depois com Sutil, na última curva.
A imprensa brasileira, idioticamente, insinuou que a punição para o alemão, em Mônaco, só ocorreu porque Damon Hill estava entre os comissários. Então, pode-se dizer que ele só não foi punido ontem porque Emerson Fittipaldi, amigo do sapateiro, segurou as pontas para ele?
Seja como for, Schumacher agiu muito mal. Tanta lambança que lembrou seu antigo companheiro de equipe, Eddie Irvine. É só lembrar que, em 2000, na corrida do Canadá, irlandês metido a engraçadão não conseguia manter seu carro em linha reta na chuva.
E o que ele dirá ao seu patrão Ross Brawn? "Quero um carro que produza mais pressão aerodinâmica". Já tem. "Quero um carro que saia mais de traseira, e dane-se o Rosberg". Já tem, e já danaram o Rosberg. O que sobra agora?



E já chega! Isto está ficando exagerado: escrevo 15 linhas sobre a corrida em geral, e outras 350 para falar mal do Schumacher.

domingo, 13 de junho de 2010

Hamilton impecável

A corrida no Canadá foi excepcional. Uma pista que proporciona bons momentos; uma pista de verdade, não um desses kartódromos modernos, como já dissemos em algum lugar do passado. Muitas ultrapassagens, muitas disputas, muitos problemas em uma pista que oferece dificuldades para o equipamento; muitas bobagens por parte de um certo piloto alemão.
Pelo visto, o pessoal dos pneus avaliou mal como seria o desgaste na pista do Quebec, e vimos os compostos de borracha se desfazerem no asfalto com uma rapidez inesperada.
Isso proporcionou uma dose extra de incerteza quanto ao resultado. Até o fim, eu estava acreditando que todo mundo faria mais um pit stop, e que, por ter se aguentado na pista com os pneus gastos, Mark Webber faria sua segunda troca ao mesmo tempo que os outros fariam suas terceiras e que, desse modo, o australiano levaria a vitória. Não foi o que aconteceu. Webber terminou em quinto, depois de ter tido problemas no câmbio que levaram sua equipe a trocar o componente e fazê-lo perder cinco posições no grid.
Eu, fiel adepto da teoria da conspiração, creio que a troca pode ter ocorrido para que Vettel largasse, pela primeira vez desde Barcelona, a frente de Webber. Mas deixa isso para depois.
No meio disso tudo, Lewis Hamilton fez hoje uma corrida impecável. Não cometeu erros, enfrentou bem a briga com Alonso - que, aliás, também fez uma ótima corrida -, e, no fim, quando parecia que não tinha mais pneus, fez três voltas inacreditáveis, com tempos na casa de 1min17s.
Para mim, o único problema de o Hamilton andar na frente é que toda hora a TV mostra a insuportável pussycat sua namorada. Nada contra ela, na verdade; mas detesto gente fazendo "caras e bocas". E quem era aquela criança no colo da donzela hoje? Vai saber...
Jenson Button, bem ao seu estilo, fez uma corrida discreta, mas muito eficiente, ficando atrás, apenas, de seu companheiro de equipe, tanto na corrida, quanto no campeonato.
Com mais uma dobradinha, a McLaren mostra muita força na briga pelo mundial. Os dois pilotos estão na ponta da tabela, com duas vitórias cada um. Mais importante, eles vêm brigando sem se dilacerar. Para mim, a equipe de Woking tem os dois candidatos mais fortes ao título. Depois explico porque.
Alonso mais uma vez no pódium. Mais uma vez, Felipe Massa não conseguiu acompanhar o espanhol ao longo do final de semana. Claro que a corrida do brasileiro foi muito problemática, mas Alonso vai se distanciando no campeonato e, pelo visto, Massa não será adversário na luta pelo campeonato.
Quanto ao placar particular do blog, Rosberg aplicou uma goleada no alemão oficial - goleada que será comentada em post específico, pois a atuação patética do sapateiro hoje é digna de um destaque.

terça-feira, 1 de junho de 2010

ESTOQUE


Praticamente não se fala em outras categorias neste blog a não ser a F1.
Dia 30 de maio tivemos as tradicionais 500 milhas de Indianápolis com as mesmas coisas de sempre.
Assisti duas bandeiras amarelas e perdi a última.
porque é assim que funciona a coisa por lá. As corridas são decididas pelas bandeiras amarelas. Quando alguém não bate eles arrumam uma bosta de passarinho para acionar a dita (a famosa frase é do Piquetesão).
Mas, teremos aqui em Rib's em 06 de junho uma etapa da Fórmula Cacá Bueno, ou melhor, stock car. Eu não assisto porque não passa na globo. Eles fingem que passam alguma coisa. Outro dia cortaram os três minutos finais de uma corrida. Acho que de pirraça porque não tinha nenhum bueno na frente.
Peguei birra (como diria minha avó) da stock porque é constrangedora a maneira como os globais torcem para o cocô. Então, deletei a categoria de minha agenda.
Mas, meus colegas ficam perguntanto a cada três minutos se não vou assistir a stock in loco aqui nesta maravilhosa e infernal (de quente) cidade. Quando explico porque não vou todos me olham significativamente. Não enxergam a postura ideológica por detrás da atitude. Bão, deixa para lá.
Domingão, fui no shopis (mais precisamente no Novo Shopis) e lá estava repousando numa das praças internas um carro da stock. Do Nono Figueiredo. Daí, aproveitei para tirar umas fotos. Essa aí é uma delas.
Além disso, fui testar a pista de rua que vai ser usada e, asfalto novo, consegui andar a uns cinquenta por hora. Todo mundo resolveu dar umas voltas no circuito e não consegui desenvolver toda a velocidade que minha Lamborghini 1.0 Total Flex oferece. Tinha até um mané dando ré em plena avenida. Só nesta cidade de trânsito amalucado mesmo.
É isso.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

KID VETTEL CONTRA A PASMACEIRA



Após o GP da Turquia neste domingo 30 de maio as opiniões se dividem entre os, vamos assim chamar, formalistas da F1 e os informalistas.
Ou seja, os que pensam em regras a serem obedecidas pelos pilotos em nome da harmonia do cosmos ou os que querem mais é que um cometa venha a cair no nosso quintal.
No caso da Turquia dizem que os pilotos (os quatro ponteiros) não entenderam as mensagens cifradas que as equipes transmitem no decorrer das provas e no calor da corrida muitas vezes o que era abacate vira abacaxi. No caso deste domingo uns entenderam que era para economizar combustível e outros entenderam que “é nóis mano” e foram à luta. Entre os primeiros Webber e Hamilton. Entre os segundos Button e Vettel. As mensagens são cifradas porque é proibido o jogo de equipe na F1. Assim como a proibição do papai Noel se inscrever com sua biga de 680 renas.
Uma das coisas que mais me irritam na F1 é essa coisa de um companheiro respeitar demais o outro a ponto de não ultrapassar, ou não poder ultrapassar para não ficar mal na equipe de modo, por exemplo, a não “esquecerem” de tirar o cavalete de seu carro quando da volta de apresentação. Aconteceu com o rubim na França em 2002. A desculpa? O carro não pegava. Até o pobre rubim deu entrevista dizendo que o carro “não pegou”. Sei, sei.....
Enfim, a torcida quer mais é corridas com disputas entre pilotos sejam de quais equipes forem. Batidas, quer de carro, de maracujá, acontecem nas melhores famílias.
Nosso locutor oficial adora dizer que na Ferrari “isso não acontece”. Numa certa altura da corrida o poderoso chefão diz “tragam as crianças para casa”. Tudo em nome da chatice das corridas.
Eu prefiro um Vettel criando asas e indo para cima mesmo batendo no companheiro de equipe. E, vimos em dois momentos, o que se sucede na F1 em nome da harmonia do cosmos. Primeiro o lemão saiu do carro fazendo gestos de que alguém é biruta. Não necessariamente seu companheiro de equipe. Poderia ser o próprio Vettel, porque não? Depois de ir até ao motorhome e tomar umas seis latinhas de red Bull com croc saiu dizendo as pasmaceiras de sempre.
Para terminar temos duas fotos tiradas da TV com a transmissão da Globo. A segunda (já que saíram invertidas) a batida entre os dois bois. Vejam o Hamilton atrás. Quase dá para ouvir um “UHÚ”.
Na primeira foto a equipe da boiada comemora mais um gol do Curíntias.
Eh eh

sexta-feira, 28 de maio de 2010

FACU X F1




A sexta-feira com treino extra oficial da F1 apresenta um dilema shakespereano: ir ao não ir à facu?
Claro que a F1 vence esse duelo.
Portanto, assisti ao treino que de resto não apresentou muita coisa.
Senão vejamos. A equipe do boi vermelho mandou no treino apesar do Butão ter chacoalhado a jaqueira. Em minha opinião a boiada é mais consistente.
Tivemos, por sinal, o lado pastelão por conta do Weber que, ao ter abandonado o treino entrando num daqueles desvios para uso da fiscalização, tentou se fazer entender gesticulando feito um italiano pedindo mais um chopp. Os fiscais, juntamente com o resto da humanidade, não entendiam o que o australiano queria. Ele apontava as rodas dianteiras, principalmente da direita. Tenho a impressão que pedia que descarregassem o extintor de incêndio nas rodas para esfriar os freios. Mas, nem fumaça saía. Num anticlímax o cara saiu do carro e, novamente junto com o resto da humanidade, pensei que ele ia pegar o extintor da mão do atarantado fiscal e mostrar como se faz freio quente com chantily. Mas, desceu como se não tivesse acontecido nada.
O massinha mostra que sente sua batata assando e não consegue usar o extintor de tempos consistentes para apagar o incêndio que começa a tomar conta de sua cozinha. Ainda saiu da pista, voltou na frente do shushu (mistura de lemão com sushi) e da prima dona alfonsina. Ganhou um tchauzinho do lemão, pelo menos.
E, no placar particular dos escrevinhadores deste blog, o rosebergue ficou na frente do lemão.
A prova está na foto tirada da TV mostrando o próprio lemão e os tempos à esquerda. Chupa esta manga shushu.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CEVERT E A TYRREL


Lembro que no início do meu interesse por F1 uma equipe e piloto chamavam a atenção por serem rivais diretos do Emersão e sua Lotus preta.
Era o carro Tyrrel e o chato Jackie Stewart. Chato por vários motivos. Entre os quais o fato de defender melhores condições de segurança e se aproveitar de certas circunstâncias das corridas para favorecimento próprio. O caso comentado neste blog da morte de Roger Willianson fala tudo.
Stewart não se importava em ser chamado de “escocês voador”, quando na verdade o voador era outro escocês: Jim Clark o Senna da época.
Mas, um piloto da Tyrrel chamou minha atenção em 1973. François Cevert.
Não vou falar sobre ele ou carreira porque disponível aos montes pela diabólica internet.
Mas, eu lembro que fazia o curso colegial em 1973 (sim, sou véio) e achei que o cara tinha futuro. Era considerado o sucessor do chato Stewart, andava muito bem. Lembro da corrida de Nurburgring, em 1973, em que ele não ultrapassou o chefão porque não quis. Ou não podia...
Enfim, estava eu na classe no colegial numa noite qualquer quando umas meninas entraram com uma revista (não lembro qual) falando do Cevert. Eu pensei que eram meninas modernas acompanhando a F1. Que progresso da humanidade tal e coisa.
Que nada!
Elas estavam babando nos olhos azuis e quetais do cara. E,óbvio, nenhuma foto dele dentro do carro.
Quando ele morreu nos treinos em Watkins Glen última corrida do ano fiz uma sacanagem inominável. Arrumei uma revista com as fotos do acidente. Horripilantes. Fui mostrar para as meninas que “adoraram” a minha idéia. Fiquei famoso entre elas e nunca mais me dirigiram a palavra.
Mais tarde eu concluí que realmente foi muita idiotice de minha parte.
Dando uma olhada na internet achei esta foto do Cevert na Tyrrel nº 6.
Vejam o tamanho da entrada de ar. Este carro tinha a entrada deste jeito mesmo. Se colocarmos o carro em pé, teria uma napa respeitável. Daquelas que não deixam ar para mais ninguém...
A foto foi retirada do site www.f1-images.de

sexta-feira, 21 de maio de 2010

BUEIRO ABAIXO

Acabei de ler no G1 que foi confirmada a versão de que o rubim abandonou a corrida de Mônaco no domingo passado por causa de uma tampa de bueiro solta.
Não foi pneu ou suspensão.
Eu apostava na suspensão, mas o inusitado me pegou.
O incrível hulk, também da Willians, já havia abandonado por problemas na asa dianteira.
O locutor oficial adora dizer que os pilotos, com exceção do lemão shushu, abandonam as corridas por culpa exclusiva.
Foi asssim com o Luís Hamilton em Barcelona. Ficou esbravejando que o piloto inglês havia jogado fora a oportunidade de ser segundo na última volta da prova.
Não sossegou nem com o replay mostrando que, ou pneu ou suspensão falharam.
Completando, no caso do incrível hulk ele disse que o piloto, também lemão, entrou na parte suja da pista. O comentarista que já foi piloto e manja tudo da coisa explicou como funciona a curva dentro do túnel.
O problema é que o locutor oficial não deixa ninguém completar um pensamento.
Agora seria bom uma mea culpa ao admitir que houve quebra do carro e não erro do incrível hulk.
Ele vai admitir o comentário errado tendo ao lado o verdadeiro papai noel. Ou seja, esperem sentados.
Para encerrar, supema ironia do destino uma tampa de bueiro fazer a corrida do rubim ir para o esgoto.....
ele deve estar em casa se perguntado "má logo eu?"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Webber x Vettel

E Mark Webber vem colocando Vettelzinho no chinelo. O australiano venceu as duas provas da fase européia da temporada, assumindo a ponta da tabela e firmando-se como um forte candidato ao título.
Verdade seja dita: Vettel poderia já ter sumido na frente dos outros, não fosse uma série de problemas mecânicos que o atrapalharam bastante. Outra verdade, porém, é que, desde que o carro parou de quebrar, quem vem vencendo é Webber.
Será que a briga pelo título vai ficar entre os dois? Veremos.

Foto: E-Band

A Promessa

Último domingo, terminada a corrida nas estreitas ruas de Mônaco, eu vociferava contra as injustiças da F-1. Era só o que faltava, o sujeito ultrapassar sob regime de safety car e ficar tudo por isso mesmo - como já ficou, em outros tempos (EUA, 2004).
Prometi a mim mesmo: se Schumacher não for punido, não assistirei mais F-1.
Ocorre que, no meu tempo, não se podia ultrapassar, em relargadas, até a linha de chegada, na reta principal. Ou seja, até que se passasse pela ponto da bandeirada, ninguém podia ultrapassar.
Isso foi modificado, contudo. Agora existe uma tal de safety car line, a partir da qual, dirigindo-se o safety car para os boxes, pode-se ultrapassar. A tal linha fica mais ou menos na entrada dos boxes.
Não sabia que isso existia. Por isso fiquei tão doido da vida, a ponto de meu querido progenitor ter de me pedir calma durante o pódium.
Por outro lado, há uma regra específica para o caso se safety car na última volta. É o item 40.13 do regulamento: If the race ends whilst the safety car is deployed it will enter the pit lane at the end of the last lap and the cars will take the chequered flag as normal without overtaking.
Fizeram um grande estardalhaço, dizendo que Schuchummy só havia sido punido porque Damon Hill estava entre os comissários da corrida. Bullcrap. Schumacher só foi punido porque fez uma manobra ilegal. E Damon Hill, estivesse onde estivesse, não tem teria poderes para decidir nada sozinho.
Aliás, os blogueiros e jornalistas oficiais de F-1 brasileiros estão incorrendo em um venire contra factum proprium: a vida inteira, negaram que houvesse favorecimento da Ferrari ou da FIA a Schuchummy; mas, quando a coisa ocorre contra ele, aí o pobre tedesco foi prejudicado pelas forças malignas que pairam sobre a categoria mais idiota do automobilismo, depois da Stock Car.
Depois de algumas horas, quando vi que Schumacher não ficaria impune, respirei aliviado, e já ajustei o despertador para 08hrs45min no dia 29 de maio.

Em tempo: ninguém entendeu porque o Rosberg, antes de seu pit-stop, ficou algumas voltas andando atrás do Webber, limitado pelo australiano, se, parando antes, teria perdido menos tempo e, talvez, voltado a frente de Schumacher. Eu entendi. A equipe mandou que ele ficasse na pista, justamente para que o escolhido pudesse chegar... em sexto, e o alemão mais novo, logo atrás. Felizmente, a punição colocou as coisas em seus devidos lugares.

sábado, 15 de maio de 2010

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

O título acima é um dos meus bordões preferidos ao encerrar comentários em que não se chega a lugar algum: a humanidade caminha trôpega pelos cosmos sem que ninguém verdadeiramente a defina (não senhores, não bebi).
Na verdade é o feliz título em português para o filme Giants.
O chefe do blog perdeu as estribeiras com toda a razão. Feito eu com o último jogo do meu santios ao levar o título com o invejoso do kreber vociferando ao fundo "perdeu mas ganhou".
Enfim, a F1 começou a perder crédito para mim quando em 1973 (mamma mia!) em pleno séc XX a Lotus não mandou o grande Ronnie Petterson deixar o Emersão passar em Monza e continuar na luta pelo título. Era um título muito difícil de ser consquistado, mas é melhor morrer na praia do que se entregar a uma sereia qualquer em pleno oceano. Pensando bem, a comparação não é boa. Sereia é melhor que areia. Sei lá, sigamos em frente.
Naquela ocasião xinguei todos os deuses e viventes terrenos pela barbaridade. Mas, hoje penso que o Emersão poderia ter forçado um pouco mais. Se ele tenta uma ultrapassagem e bate no Petterson teria uma bela desculpa pela perda do título.
De lá para cá vejo que nada mudou. Pilotos bons não tem bons carros porque como diria o Nerso Piquete "não tem bons advogados".
E, muitos e muitos são tratados como restolho pela própria equipe em detrimento daquele que traz mais grana.
A volta do picareta Schummy (cada bost invento um nome diferente. Culpa dele e sua língua de bêbado. O alemão é melhor falado com dúzias de cerveja para ajudar a enrolar a língua) foi como eu já disse uma paga pelo que a dona mercedes fez pelo então jovem e feio lemão. E, uma jogada de marketing tendo o free Willie como feliz maestro.
Essa atitude de ferrar o roseberg em nome do money supremo já era esperada.
Se a gente (eu e o Renato) já torcíamos contra o shuchu agora torceremos contra em altos brados.
Por sorte a corrida de amanhã não será de madrugada. Os vizinhos agradecem.

Chupa, Schuchumy

Sim, perdi a compostura. Até então, estava paciente, olhando o desenvolvimento da coisa, respeitando mais a atitude corajosa de voltar aos 41 anos, do que os fracos desempenhos do alemão-mor.
A paciência acabou quando, ridiculamente, a equipe Mercedes resolveu construir um chassis novo, com uma tendência a sair de traseira que o Schumacher adora - e só ele consegue dirigir assim - para salvar a temporada do sujeito.
Em termos práticos, aconteceu o seguinte: uma equipe com carro medíocre, que vinha conseguindo bons resultados com um piloto jovem e promissor, que chegou duas vezes ao pódium nesta temporada, abriu mão de qualquer coisa para chegar em quinto ou sexto nas mãos de umeterano que vinha dando mostras de que não acompanharia seu parceiro mais novo. Assim como em outras oportunidades, Ross Brawn precisava justificar o porquê de Schumacher ganhar (em termos financeiros) muito mais que seu companheiro de equipe.
E assim foi. Construíram o tal novo chassis, só dirigível pelo Schumacher. Rosberg penou em Barcelona. Largou lá para trás, e chegou mais para trás ainda. Um veículo de notícias especializado publicou, ridiculamente, "o campeão voltou", por Schuchumy ter chegado bem a frente de Rosberg no GP Espanhol.
Não, campeão não voltou. A Mercedes é que forçou a barra para que ele voltasse. Abriu mão do piloto promissor em nome da reputação de um veterano que veio se divertir e encher ainda mais o bolso de dinheiro.
E hoje, o que vimos na classificação em Mônaco? Um carro medíocre, classificando seus pilotos em sexto e sétimo lugares. Com Rosberg, novamente, a frente de Schumacher.
Dizem que, em Mônaco, é o piloto que faz a diferença. Quem irá negar? Rosberg, com ou sem traseiradas, deu um baile em seu companheiro mais velho. E é o piloto que mais conta com minha torcida neste momento.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

TREINO

Hoje, sexta feira, fiz um programa diferente.
Dei os canos na faculdade para assistir o treino de F1, das nove da manhã no nosso horário, em Barcelona.
Foi um tanto quanto frustrante, devo dizer.
Uma bandeira vermelha interminável e, para completar, o treino encerrado em bandeira amarela.
mais um pouco e eu me arrependeria em ter faltado.
Em dado momento os "meninos" andaram aparentemente com tanque cheio e os tempos ficaram lá em cima.
Para constar, finalmente a dona mercedes enquadrou o roseberg. Pelo que deu para sentir ele não está mais à vontade no carro que foi modificado para atender as necessidades do lemão.
É a ferrarização da dona mercedes.

terça-feira, 27 de abril de 2010

PAU NO LEMÃO

Em todos os lugares o assunto é o lento lemão shuchu.
Então vamos lá.
Nem preciso dizer que nunca gostei dele desde que entrou para a F1 chutando a porta feito um menininho mimado trazido pela dona mercedes que, literalmente, comprou um lugar para o, então, pequeno lemão.
Daí para a frente só carros bons e equipes trabalhando para ele.
Lembrem-se que ele é o genio, o cara das estratégias mirabolantes, o homem que anda na água como ninguém e etc.
Lá na China levou foi uma lavada. Até o Petrão passou a bola no meio das pernas do shuchu.
Agora leio uma declaração do estilingue moss que lavou minha alma (por falar em água, né?). Ele disse "seus sete títulos são, para mim, um numero enganoso". Tá lá no sítio da Globo.
Eu sempre vociferei coisas parecidas para o chefe deste blog.
Na linha do bueno nosso de cada dia "eu já dizia, eu já dizia".
O futuro?
Vão trocar o chassi do dito. Vão enquadrar o roseberg. O seu bráu vai ficar com o dedo no botão vermelho. Se o roseberg se assanhar vai levar um motor estourado na cabeça.
E, o lemão vai voltar a ser o primeiro. Só que entre os últimos, a não ser que avisem aos outros pilotos para respeitar o genio.

domingo, 25 de abril de 2010

Felicidades

Só para constar, neste domingão, 25 de abril, é aniversário de Felipe Massa. Como lembrança, a volta da primeira pole position numa pista em que ele manda.


Alonso, o vilão

Muito do que se comentou após o GP da China decorreu da manobra de Fernando Alonso sobre Felipe Massa antes do pit-stop das Ferraris.
A ultrapassagem representou bem mais do que o ganho de uma posição. Como os dois carros vermelhos iriam parar ao mesmo tempo, aquele estivesse a frente ganharia muito tempo sobre aquele que ficasse atrás, já que esse teria que esperar a equipe completar a troca dos pneus do primeiro.
Colocando-se a frente de Massa, Alonso não só ganhou a posição do brasileiro como conseguiu uma boa vantagem sobre ele.
Fez-se uma alarde geral: Alonso é picareta, é desleal e etc. A questão é a seguinte: se há um acordo entre eles para que esse tipo de manobra não seja realizada, é problema deles, e não nosso. Alonso não fez nada de errado do ponto de vista desportivo.
Aliás, me parece muito positivo que isso tenha acontecido. Uma disputa interna na Ferrari é algo que não se vê há, pelo menos, dois séculos, desde que foi inaugurado o estilo pasteurizado marrom-tedesco insuportável e cínico que dominou a última década da F-1.
Agora, é torcer para que a disputa não vire briga e acabe com campeonatos na base da batida...

sábado, 24 de abril de 2010

McLaren à la Peixe

Quem diria que, de quatro corridas realizadas até aqui na temporada de 2010, duas teriam sido vencidas por Jenson Button? Bem, eu não diria.
Imaginei, no final do ano passado, que Hamilton comeria Button vivo, sem dó nem piedade e, ainda, com a típica frieza inglesa. Nada disso.
Hamilton tem sido, sim, uma espécie de piloto show do ano. É uma pena, contudo, que o show dure até metade da corrida - com exceção da corrida da China, é claro. Parece que o talento de Hamilton consome todo pneu antes dos demais. E, principalmente, antes de Button.
Dizia um outro piloto, que também usava um capacete amarelo e corria pela McLaren, que vencer uma corrida é saber dosar a hora de acelerar feito doido e a hora conservar o equipamento para sobrar fôlego no final. Hamilton é jovem e, assim que aprender, não tem para ninguém.
De todo modo, isso não se aplica à corrida da China, em que o inglês da McLaren nº 2 foi fantástico do início ao fim, conseguindo um excelente segundo lugar, dadas as circunstâncias da corrida.
Mas, mesmo assim, o vencedor foi Button, seu companheiro de equipe, que parecia não ter chances contra Hamilton antes do início do campeonato.
O estilo do inglês nº1 é exatamente o oposto daquele de Hamilton - muito menos apaixonante, diga-se. Tudo é feito na medida certa, e o arrojo está, principalmente, no desenho da estratégia, e não em ultrapassagens ousadas.
O fato é que a McLaren de Martin Whitmarsh vem dando show, com Hamilton, e conseguindo resultados, com Button. Parece um certo time de futebol do litoral paulista. Resta saber se os ingleses de Woking conseguirão aplicar uma goleada na temporada. Como disse o próprio Button, eles estão na frente nos dois campeonatos, mas, na verdade, estão ainda perseguindo a Red Bull, que, em termos de performance, continua dois passos a frente.

AQUELES QUE TUDO SABEM

Neste país do futebol é comum que as pessoas envolvidas com um tema acabem pensando que são os batutas do pedaço (batuta do pedaço é uma expressão de minha avó. Quer dizer os bons). Na maior parte das vezes nem chegam perto disso.
No fim de semana do GP da China tive que exercitar meu lado de monge tibetano. Necessário dizer que esses monges, de vez em quando, exercitam seu lado rambo pondo o templo abaixo. Afinal monge também é gente. E, haja saco!
Enfim, constatada a queimada de largada da prima dona alfonsina fui obrigado a ouvir do bueno da vida aquele “eu já desconfiava”. Pelo menos afirmou que não arriscou dizer por que não tinha certeza. Mas fica aquela sensação de que o cara se acha o batuta do pedaço. Lembrando sempre (uma expressão que ele adora, por sinal) aquela vitória do Berger em 1991 no GP do Japão que deu o título ao Senna, quando o próprio Senna deixou o seu amigo ultrapassá-lo praticamente na linha de chegada. O nosso bueno explodiu em “eu já sabia, eu já sabia” absolutamente constrangedor. Se a gente estivesse no buteco, de madrugada aqui no Brasil, assistindo o GP é claro que todo mundo estaria pulando de alegria, derramando o liquido precioso aos berros de “eu já sabia, eu já sabia”. Mas, o cara é o galvão da emissora mais poderosa do pedaço. Muito chato.
Li também, e pior, um desses pilotos frustrados que virou jornalista escrever que apesar de todos os sensores tal e coisa o alfonsino não queimou porra nenhuma.
Lógico que em alguns casos o cara tem que ser do contra para aparecer. Mas, nessa queimada quem se queimou foi ele. Nem o Alfonso reclamou....

sábado, 17 de abril de 2010

Menino rápido, veterano nem tanto...

E o tal de Vettel, que surgiu como um raio há poucos anos na F-1, mais uma vez sairá na pole position. Basta fazer tudo direitinho para somar mais 25 pontos no mundial.
Webber tem andado bem, mas andar bem não é suficiente para superar o fantástico alemão de 22 anos.
Alonso colocou quatro carros entre ele Massa, que afirma ter perdido muito tempo cometendo um erro na última curva da pista de Xangai. Vamos ver se o brasileiro consegue se recuperar, como fez na Austrália.
Schumacher, mais uma vez, ficou bastante atrás de Rosberguinho. Eu imaginei que na quarta corrida do ano os dois já estariam andando pau a pau. O pessoal tem pegado muito no pé do heptacampeão. Não precisa tanto. Imagino que, sem possibilidade de testar - e sem mecanismo Ross Brawnianos para segurar o Nico - demore até o meio do ano para o Schuchummy pegar a mão da coisa novamente.
Hoje, na transmissão da TV oficial, foi dito que Schumacher nunca respondeu bem à pressão. Isso é verdade, mas em termos. Ele cometeu alguns erros estúpidos em momentos de pressão: as batidas em Hill e Villeneuve são exemplos claros; deixar o carro morrer (ou o carro suicidou-se?) no GP do Japão de 1998, quando decidia o título com Mika Häkkinen, é outro; a batida na traseira de Takuma Sato, também no Japão em 2003, quando lutava pelo hexa foi, igualmente, um erro cometido por ansiedade e nervosismo em momento de pressão . Por outro lado, veja-se a decisão do título em 2000: Schumacher foi soberbo na ocasião.
De todo modo, esses são exemplos tirados de situações isoladas. Uma oposição consistente dentro da própria equipe é algo que Schumacher não enfrentou. Talvez, na Ferrari, tenha havido uma exceção, justamente na temporada de 2003, quando Barrichello foi constantemente mais rápido que o alemão, especialmente após o GP da Inglaterra. Será que andar menos que o companheiro sistematicamente tira Schumacher dos eixos? Ou trata-se, apenas, de um veterano que não corria há três anos e que precisa de rodagem para voltar à boa forma? São respostas que só o desenrolar da temporada vai trazer.
Pessoalmente, ande mais ou ande menos que os outros, eu aplaudo a volta de Schumacher, embora nunca tenha gostado do cidadão. Foi uma atitude de coragem, pois desde o início ele sabia que voltar significaria, necessariamente, dar a cara a bater. E, na F-1, as pessoas batem. Sem dó.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

OBVIEDADES

Certas coisas são tão óbvias que conseguem dar sono e tédio ao mesmo tempo.
Vejamos.
Numa só tacada temos o Schummy dizendo que o povaréu chinês não vai sair "desapontado".
Com o que não sei.
Ah, o rubim. Ele disse que pode vencer em Xangai. Depois reclama da imprensa. Primeiro precisa aprender a apertar direito o da direita (ui!) na hora da largada.
Já estão querendo proibir a suspensão da Red Bull. Lógico, ganharam fácil a última corrida. Se a McLaren ganhar alguma vão dar um jeito de proibir o orifício mágico que tanto encantou o bueno da globo.
O Eclestone de pedra, aquele movido a dinheiro, já planeja ceifar algumas corridas tradicionais e incluir algumas pérolas no calendário.
E, a melhor. O Háu-háu da dona mercedes disse que sem essa de mandar o Schummy para casa antes do final do contrato. Putz!
O homem nem esquentou....
E, tem outra, imaginem o tamanho da indenização que vão ter que pagar para o lemão.
É mais fácil colocá-lo como motorista do caminhão da equipe. Será o mais bem pago do mundo.
Depois dessas, vou dormir.....

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Reabilitação

Tenho sérios problemas com corridas. Não consigo ficar sem assistir, sem ler a respeito, sem comentar. Parece que é uma questão genética que gera predisposição a esse vício.
Nesse último final de semana, contudo, tive que me comportar de forma mais normal. Pela primeira vez em duzentos e trinta e dois anos, deixei de assistir a um treino oficial, que ocorreu na madrugada de sábado.
Antes de dormir, pensei: "não tem importância. Eu acordo e assisto sem som mesmo". Mas logo tomei consciência que, naquele apartamento, só o fato de me mexer iria acordar metade da casa. Não acordei, não assisti o treino.
Uma sensação terrível. O dia todo angustiado. "Quem fez a pole?" Ninguém podia responder. Na verdade, não havia uma única alma preocupada com isso.
No sábado, já estávamos planejando: "um dorme na cozinha, outro no banheiro, alguém na sacada, aí ninguém será atrapalhado quando acordarmos para ver a corrida". Então, veio a ideia genial: por que não assistir no salão do prédio? Uma solução simples e salvadora.
Tivesse tido a ideia 24 horas antes, não teria passado um dia na fissura...