terça-feira, 6 de abril de 2010

AH! O RUBIM

Leio que o rubim está bravo com a imprensa brasileira que falou mal dele (para variar) dizendo que ele meteu o pau no carro e que a equipe Willians não iria gostar. Ele disse que o carro é uma "porcaria". Explicou que tudo não passou de uma brincadeira com o loucas de graça.
Eu acho que tudo mundo pega no pé do rubim algumas vezes sem razão.
Mas, é aquela coisa que vai disseminando e a gente não sabe bem como tudo teve início.
Lembro dos idiotas do casseta e planeta (êita programinha sem graça...) tirando uma dele alguns séculos atrás.
Enfim, já escrevi que ele também não ajuda.
Nesta última corrida ficou no grid como nos velhos tempos da bráu.
Sinal que alguma coisa anda errada com o pezinho e não o carro.
Assistimos a última corrida de uma maneira inusitada. Eu e o chefe do blog estávamos na praia (todo mundo tem que relaxar, de vez em quando) e fomos para o salão do prédio. A TV não ajudava muito, mas o que vale é bola na rede.
Mais ou menos seis de la matina entra um rapaz na sala. Boné na cabeça dando a impressão de que chegava de alguma balada. Mas, penso que era um funcionário do prédio.
Ficou ali olhando e eu pensei qual seria a fatal pergunta que faria.
De repente, olhou para nós e perguntou "e o rubim?"
Ahá!!!!!!
Nada mais interessava. Só que fim tinha levado o rubim, que não aparecia nos primeiros lugares.
E, foi só. Não perguntou mais nada.
Ah! O rubim. Todos adoram o rubim. Pelo sim pelo não o cara sempre está na boca do povo....


ATUALIZAÇÃO: Li, ainda há pouco, no blog do jornalista Felipe Motta, o post que esse escreveu sobre o episódio Barrichello na Malásia. Era o próprio Felipe quem estava ouvindo o Rubens quando o piloto brasileiro, brincando com Lucas di Grassi, afirmou que se carro estava uma porcaria. Aqui está o link para o post que, além do texto de Felipe Motta esclarecendo tudo, tem também os áudios das entrevistas concedidas à TV Globo e à rádio Jovem Pan.
Comparem com o que o blogueiro oficial Flavio Gomes escreveu. Estou começando a achar que, mesmo na era digital, é melhor acompanhar automobilismo com quem está pertinho da ação...

segunda-feira, 29 de março de 2010

TADINHO DO LEMÃO

Quem diria que eu iria escrever para dizer que as críticas sobre a corrida do lemão schuchu foram cruéis. Sim, a imprensa européia tirou uma da cara dele por conta de sua apagada corrida. Ainda levou um pedala robinho (ou rubim) de uma virgem.
Acho que, apesar de toda a experiência, o cara tem que se readaptar. Pelo visto não é fácil parar, ir brincar de moto, e voltar competitivo.
Ainda por cima, pelo menos até agora, a equipe está deixando o roseberg andar sem o breque de mão puxado. Ou seja, está dando a mó canseira no companheirão que não consegue acompanhá-lo.
Se bem que, algo me diz, que a hora de tirar uma do lemão é agora. Quando ele tomar gosto pela coisa vou se obrigado a secá-lo como antigamente. O chefe do blog deve lembar do "seca, seca, seca" quando ele parava nos boxes. O único jeito dele se dar mal era um mané travestido de mecânico colocar a roda dianteira no lugar da traseira.....

Dica

Para os aficionados que lêem o blog (se é que há algum além de mim e meu pai), vai uma dica interessante. No site oficial da F-1, está disponível um serviço que entrega mensagens em seu celular nos finais de semana de corrida. São coisas como as classificações de todos os treinos, o grid de largada, alguns comentários durante a corrida, a atualização da pontuação dos mundiais de pilotos e construtores, speed traps e maiores velocidades em cada trecho do circuito.
Enfim, é coisa para doidão, mesmo, mas eu achei bem legal o serviço, principalmente porque é gratuito. É interessante, também, para quem não vai assistir à corrida, já que as informações vêm em tempo real.
O único problema é que, mesmo quando as corridas são de manhã aqui para nós, no Brasil, há treinos que ocorrem de madrugada pelo horário de Brasília. Para evitar sustos na madrugada, é melhor desligar o celular ou cancelar a assinatura do produto - que, cá entre nós, não faz falta alguma...

GP2

Já comentamos, aqui, sobre os carros de GP2 que estão povoando o grid da F-1 neste ano.
Karun Chandock, companheiro de Senna na equipe Hispania, completou a corrida 4 voltas atrás dos líderes, o que significa que terminou muito, muito atrás.
Contudo, isso não é o fim do mundo. Carros que chegavam a 4, 5 voltas atrás do líder sempre houve. Ocorre que, nos últimos anos, as coisas foram bem diferentes. Principalmente no ano passado, quase não se via pilotos tomando volta dos líderes. Os grids de largada eram formados com quase todos os pilotos andando no mesmo segundo. Um equilíbrio assim é que era, realmente, inédito na F-1.
Este ano, como as coisas, digamos, "voltaram ao normal", estamos todos estranhando.
Dias desses, estava assistindo ao GP da Inglaterra de 1985. O líder era Senna, de Lotus, e antes da metade da corrida, Stephan Bellof, de Tyrrel, já estava 4 voltas atrás do líder.
No fim das contas, quando Senna abandonou sem combustível, faltando apenas 5 voltas para a bandeirada, somente ele e Alain Prost estavam na mesma volta. No fim, Prost foi o único a completar as 65 voltas previstas, já que o segundo colocado, Michele Alboreto, completou a prova uma volta atrás.
Senna, apesar do abandono, estava tão na frente que quase pontuou...
Quer dizer, carros mais lentos, retardatários, sempre existiram e sempre existirão - e a F-1 não vai acabar por isso. Os dois últimos anos, especialmente o último ano, é que foram exceções.
De todo modo, ser mais lento é uma coisa; prejudicar a segurança de todos na pista é que é complicado. Na primeira volta do GP da Austrália, houve um acidente forte envolvendo Nico Hulkenberg, Sebastian Buemi e Kamui Kobayashi. Minha primeira impressão foi "esse japonês é louco". Mas, na repetição, ficou claro que caiu a asa dianteira de seu carro, e o piloto nada pôde fazer para evitar o acidente, como ele próprio confirmou, após a corrida.
Esse tipo de acidente não é brincadeira. Foi algo assim que matou Roland Ratzenberger, em 1994. E o que é pior, a Sauber não é, nem de longe, uma equipe "nova".
Assim, o que preocupa não é ter que ultrapassar meia dúzia de retardatários por corrida, algo que sempre existiu, mas ter carros desmanchando no grid. Isso, sim, é que deve preocupar.

Valeu 2


Pódium do GP da Austrália de 2010 - a ausência sentida é, novamente, Sebastian Vettel (Fonte da foto: crash.net)

Foi, realmente, um grande corrida a que ocorreu no último final de semana. E não foi só por causa da chuva.
Claro que as gostas que caíram pouco antes da largada ajudaram a mexer no grid e fazer com que carros mais rápidos (Alonso, Hamilton, Webber e Schumacher) tivessem que avançar pelo pelotão, proporcionando uma quantidade absurda de ultrapassagens.
Mas a emoção da corrida se deu mais por conta das estratégias de pneus. Como já disse meu dileto progenitor, "quem pode
mais, pára menos". E, no domingo, puderam mais os quatro primeiros: Button, Kubica, Massa e Alonso.
Claro que o Hamilton deu espetáculo e foi atropelado pelo Webber duas vezes. Mas, com pneus mais novos, andando 2s ou 2,5s mais rápido que os carros da frente, ele não conseguiu ultrapassar o Alonso e partir para frente. Por que ele não tentou com mais ímpeto, é difícil dizer. Eu prefiro dizer que foi mérito dos carros a frente, que, mesmo com pneus mais desgastados, conseguiram manter uma boa velocidade a frente, impedindo o progresso de Lewis e Mark.
A F-1 sem reabastecimentos vai proporcionar corridas mais bonitas, em que não basta ao piloto acelerar como um doido até a próxima parada de boxes. As corridas vão ser mais bem pensadas (mais pelo piloto e menos pela equipe); vai se sair melhor aquele que souber dosar na hora certa e acelerar feito doido na hora certa.
A corrida de Alonso foi exemplar, caindo para o fim do grid na primeira volta e se recuperando para chegar em quarto, encostado na caixa de câmbio de Massa.
O brasileiro fez uma bela corrida, depois de uma largada excepcional e um carro menos adaptado às condições de pista que o de seu companheiro de equipe - ter um carro mais bem acertado, todavia, não deixa de ser mérito de Alonso.
Não ter cedido o pódium ao asturiano foi essencial para Massa na disputa interna da Ferrari. De certa forma, foi um troco pela largada no Bahrein. Agora, eles estão tecnicamente empatados. Alonso tem 4 pontos a mais que Felipe, mas, em um contexto em que a vitória vale 25 pontos, 4 são muito pouco.
Para mim, o nome da corrida foi Robert Kubica. Um sujeito bacana, que anda demais. Ele carregou o carro nas costas, ontem; verdadeiramente, tirou leite de pedra. Kubica corre de Renault que, embora seja equipada com motores - obviamente - Renault, os mesmos da Red Bull, é um carro muito mais lento e desequilibrado que a Ferrari ou McLaren.
Claro que o polonês contou com alguma sorte na largada, quando Alonso, Schumacher e Button tiveram uns "esbarrões", permitindo com que ele avançasse. Mas ter segurado Massa e Alonso atrás - lembrando que as Ferraris, por serem mais equilibradas, desgastam, teoricamente, menos os pneus - foi um feito digno de nota.
Pena que, dificilmente, o resultado será repetido ao longo do ano.
Button venceu pelo segundo ano consecutivo na Austrália. Fez uma corrida muito boa, ousando em sua primeira troca de pneus, calçando seu carro com slicks com uma pista ainda não totalmente seca. No fim das contas, quando todos ainda estava com intermediários, ele conseguia virar quase 2s mais rápido que o resto. O tempo que ele ganhou nesse período da corrida foi fundamental para sua vitória.
O resultado de Button é muito importante para ele. A estrela da McLaren é Lewis Hamilton, mas quem conseguiu a primeira vitória da equipe no ano foi Button. Isso joga alguma pressão sobre o piloto do capacete amarelo, que não gosta de andar atrás e não se dá muito bem com a pressão. Vamos ver como Hamilton reage.
Quanto aos demais brasileiros, Rubens Barrichello fez uma corrida correta, pontuando novamente, o que é muito importante para a Williams. Infelizmente, para nós, seu carro não permite brigar mais a frente. Segundo consta, os motores Cosworth contam com aproximadamente 25 cv a menos que os motores de ponta. Isso é uma pena, também, porque quase não teremos a oportunidade de ver como se comporta Hulkenberg, companheiro de Rubens, lutando por pontos.
Lucas di Grassi foi até onde seu carro permitiu - já não me lembro a volta em que abandonou. Mas deu um "X" no Schumacher. É algo para se colocar no currículo, já que o Schumacher anda de Mercedes e o di Grassi de Virgin.
Bruno Senna sequer apareceu, abandonou com 3 voltas completadas. Seu companheiro de equipe, Karun Chandock, conseguiu completar a prova 4 voltas atrás do líder - voltaremos a falar disso mais tarde.
Por fim, diga-se que o abandono de Vettel foi uma pena. O alemão, não fossem falhas mecânicas, poderia ter vencido as duas corridas. Infelizmente, para ele e para a Red Bull, não foi assim. Eles tem, certamente, o melhor conjunto carro/motor/piloto. Mas os abandonos permitem que os outros times, em especial a Ferrari, tenham tempo para se "ajeitar", ir pontuando, sem que a Red Bull dispare na liderança da tabela.

domingo, 28 de março de 2010

VALEU

Afinal, valeu ficar acordado. Ninguém pode reclamar da falta de emoção no GP da Austrália neste ano. Algumas sensações que senti. A prima dona afonsina não tentou passar o massa que, de sua parte, largou divinamente mas andou cometendo alguns erros. Pelo bom ambiente tal e coisa senti que o Alonso tirou o pé. Shuchu levou uma cotovelada, trocou o bico e sumiu da corrida. Não se falou mais nele. Esquisito o cara não ter se recuperado como o Alonso, por ex. O carro pode não ser uma brastemp, mas ele perdeu a oportunidade de dar um show. Que de resto foi dado pelo Hamilton. Típico, como diz o luizão. Andou, passou todo mundo, saiu da pista, passou todo mundo, parou para ir ao toalete, passou todo mundo, parou na lanchonete, passou todo mundo, levou uma barrigada do Webber e chegou em sexto. Assim é o Lewis. Pelo menos a gente se diverte com ele.
E, por aí vai. O butão está de parabéns. O locutor oficial (o distribuidor de abobrinhas) disse que o dito trocou prematuramente de pneus (chegou da dar uma escapada). Era o que ele tinha que fazer na situação em que se encontrava. Agiu certo e levou o caneco. O distribuidor de abobrinhas nem se desculpou pela bobagem dita voltas antes. Aliás, a TV dava o Senninha fora da corrida e ele falava como se o Bruno ainda estivesse na pista. Ô lôco.
Depois a gente volta.

sábado, 27 de março de 2010

SONO

Fim de semana com corrida da F1 de madrugada acaba trazendo para nós, que assistimos ao vivo, algumas dúvidas. Dormir antes do treino/corrida?
Bom, vai depender do horário. Lá na Austrália o martelo bateu em não dormir. Três de la matina é cruel. Se vou dormir antes, nem levanto para assistir. Portanto, vigília completa. E tome sono fora de hora.
Neste ano o chefe do blog não veio para rib's e tenho que assistir sozinho. Meio chato porque adoro xingar algum piloto e é sempre bom alguém ouvir.
O treino?
Legal a observação do chefe do blog sobre carros da GP2. É uma prova de que não basta aumentar o número de carros. Tem que haver qualidade. Infelizmente, tem brasileiro bom de braço sendo xicane ambulante por conta da carroça sem cavalo que dirige.
Para encerrar: já começou a ladainha ferrarista (com certeza) no sentido de se proibir a suspensão da Red Bull. Eles sossegaram o facho em relação à tubulação do ar condicionado da McLaren porque não funcionou como deveria. Senão, estariam dando a grita até hoje.
Afinal, não levaram a prima dona Afonsina para andar atrás da plebe. Ele custou caro e vai ter que ser campeão neste ano. Com gol de mão ou penalti arrumado.....

Pitacos

Breves pitacos sobre a classificação na Austrália:
1) Schuchumy encostou no Rosberguinho. Já era de se esperar;
2) Alonso, seja lá porque razão, deu um coro forte no Massa;
3) Vettel é o cara, mas o Webber também está andando bem. Não é igual ao Vettel, mas correndo em casa pode ser que surpreenda;
Aliás, acabo de ler no blog oficial do Flavio Gomes que já estão desconfiados em relação à suspensão da Red Bull. Isso parece aquela história da suspensão de massa da Renault, em 2006 - que não era bem uma questão na suspensão propriamente dita. O que é parecido é quererem proibir alguma coisa que faz alguém andar mais que os outros.
Outra coisa é que o Schuchumy andou reclamando do comportamento de outros pilotos na pista. Não vi nada. Só vi, no Q1, um emaranhado de carros atrapalhando uns aos outros.
Isso porque tem carros da GP2 andando no meio dos da F-1.

quarta-feira, 24 de março de 2010

SENNA

Muito foi falado sobre as qualidades e humanidades, vamos assim dizer, do Ayrton Senna. Prefiro falar sobre o lado pessoal. Meu lado pessoal. Ele começou a carreira como tantos outros brasileiros e sempre com nossa torcida para que tudo desse certo e que fosse mais um brasileiro a chacoalhar a jaqueira dos gringos. Lembro que, no início de sua carreira, eu o achava meio, digamos, ansioso demais. Para não dizer meio doido. Houve uma corrida na Austrália em 1985 quando ele corria com Lotus em que só não bateu na própria sombra. Naquela época eu era mais o Piquet (ezão). Senna sempre carregou uma teimosia teimosa (ai!) que o levava a tomar certas decisões que significavam um tiro no pé, ou no pneu. Por falar em pneu, muitas vezes, e teimosamente não trocava pneus quando já não conseguia parar na pista. Foi mais ou menos o que acontceu na Hungria em 1987 quando levou aquele drible do Piquet (ezão): não tinha mais pneus e não abria mão em ferrar o outro brasileiro de quem já era desafeto e que disputava o título. Porém, o tempo passou e o jeitão dele foi sendo incorporado ao jeitão brasileiro de gostar dos que se destacam. Tinha um ar de menino desconsolado. Pagou um mico indo ao programa da Xuxa (arghhhh!) quase se declarando ao vivo para a dita. Ao lado disso tudo, corridas memoráveis. Na Tolleman, Lotus (preta principalmente). Conquistou a torcida de vez. Começou a fazer parte da família. Não importava quem tinha razão. Mas, aprendemos a odiar o Prost, o Ballestre, e por aí vai. Essa relação da qual participei intensamente até mesmo escrevendo para jornais espinafrando jornalistas esportivos, transcedeu a esfera esportiva. Senna era nosso irmão e maior amigo. Mas, no fundo é algo inexplicável. O que levou a nação a gostar tanto assim de um piloto de F1? Num país, ainda hoje, de torcedores de futebol. Conversando com aqueles que vem comentar comigo corridas e quetais percebo que não conseguem captar a corrida por detrás da corrida. O rubim sofre com isso. Enfim, o Senna falou a todos. Não importava a classe social, ou o grau de conhecimento do esporte que praticava. A torcida era dele. Daí, veio aquela estranha corrida em Ímola. Passamos o resto do domingo torcendo para tudo não fosse um susto. Mas, eu lembro da enorme mancha de sangue quando o puseram na ambulância. Ela ficou no chão denunciando algo mais grave. Depois, soubemos que foi feita uma traqueostomia ali no chão mesmo. O desconsolo de quem o atendeu na pista era visível. Eu já havia perdido entes queridos, mas o nó na garganta em relação ao Senna não se desmanchou. Ainda hoje, quando a gente vê alguma reportagem as lágrimas aparecem. Acredito que são essas coisas que escapam da nossa compreensão. Dizem que ele acreditava ser um predestinado. Que veio cumprir uma missão. Pois conseguiu. Tornou-se um ícone e uma referência. Por mais que o tempo passe ninguém vai pilotar como ele. Nós acreditamos nisso e, portanto, é fato. Para encerrar: ele tinha dois grandes defeitos. Corintiano e malufista. Ninguém é perfeito.

domingo, 21 de março de 2010

Cinquentão e ainda em forma

Ayrton Senna faria, hoje, como de conhecimento geral, 50 anos de idade.
Eu fiquei até espantado com a repercussão desse fato na mídia especializada. Não imaginei que fariam especiais, homenagens etc. Pensei que seria apenas uma data a ser lembrada.
O próprio blogueiro oficial Flavio Gomes fez uma série em lembrando alguns momentos pouco conhecidos da carreira do piloto brasileiro lá no seu blog.
O Grande Prêmio também fez um especial, mostrando como Senna ainda é referência entre outros pilotos e esportistas brasileiros.
Na verdade, é difícil de entender e explicar como, mesmo depois de tantos anos de sua morte, Senna continua sendo lembrado com uma certa comoção pelas pessoas. Até porque automobilismo não é um esporte tão fácil de entender e acompanhar. Tanto é assim que muitas pessoas não entendem nada do esporte, mas amam Ayrton Senna.
Exemplo disso são os mais de 2 mil comentário ao post do Flavio Gomes em que o blogueio oficial tentou expor seu ponto de vista no sentido de que Senna não era um deus nem um santo, e que deveria ser lembrado pelo que fez na pista. Quando olhei a última vez, tinha 2.304 comentários, quase todos espinafrando o jornalista. No Brasil, dizer qualquer coisa sobre o Senna que não seja um um elogio é mexer em um vespeiro.
Hoje em dia, quase 16 anos após sua morte, Senna é mais do que um piloto que faleceu em atividade. Sua memória invoca um sem número de outras coisas: projeto social, com o Instituto Ayrton Senna; atividades empreenderas de sucesso, com a marca Senna; invoca uma série de emoções que foram associadas à sua imagem, quisesse ele ou não, antes e depois de sua morte.
Para a "equipe" aqui do blog, é sempre complicado falar de Senna, pois somos, inegavelmente, fãs do piloto. É só olhar a "capa" do site. Em alguma medida, a própria existência do blog deve-se a Senna.
Entretanto, Senna foi, antes de tudo, um piloto de corridas profissional. Era o que ele fazia, era para isso que vivia e, consequentemente, moldava seu comportamento para ter sucesso em sua profissão. E ter sucesso no automobilismo, especialmente na F-1, não implica, de modo algum, ser "bonzinho". Muito pelo contrário, há quem afirme que o sucesso na categoria depende de uma dose de desumanização. Senna não fugiu a essa regra, tanto que o único companheiro de equipe do brasileiro que se tornou seu amigo foi Gerhard Berger.
O próprio Senna explica que o ambiente da F-1 implica "ser durão":




De qualquer modo, isso não significa que Senna fosse "mal caráter", ou coisa que o valha. Muito pelo contrário, ele apenas se adaptou às condições de sua profissão e por isso foi muito bem sucedido, tão bem sucedido que é lembrando ainda hoje pelas marcas que deixou no esporte a motor.
Por fim, como forma de homenagem, deixo abaixo o depoimento de David Crabtree, segundo mecânico do carro de Senna em 1993. O depoimento de Crabtree é interessante porque é um homem que trabalhou diretamente com Senna nos tempos de McLaren, mantendo com ele uma relação profissional. Pode-se dizer, então, que Crabtree conheceu muito bem o piloto Ayrton Senna. Suas palavras, pronunciadas antes da morte do brasileiro, não estão contaminadas pela comoção das condições de seu falecimento.
A frieza britânica deixa entrever a admiração do mecânico por seu piloto:




Em seu quinquagésimo aniversário, é assim que gosto de lembrar de Senna: como o melhor piloto de sua geração, que encantava por sua perícia, bravura e determinação pelas pistas mundo afora.

terça-feira, 16 de março de 2010

ULTRAPASSAGENS

Por uma feliz coincidência assistimos, no sábado dia 13, uma corrida de F-1 de 1980 lá em Brands Hatch, Inglaterra, puxada da infernal inter pelo chefe deste blog. Como neste ano, não havia paradas para reabastecimento, somente permitida a troca de pneus.
Nesta corrida os carros Ligier eram os mais rápidos (muito mais rápidos, por sinal), mas tiveram problemas e abandonaram. Problemas com furos de pneu. Para constar, Alan Jones (Williams) em primeiro, Piquet(ezão) (Brabham) segundo e o Carlos Reutemann (Williams) em terceiro.
A corrida não teve grandes ultrapassagens, mas, foi emocionante pelas quebras, paradas de boxes e os carros andando relativamente juntos. Infelizmente, o Emersão levou 'centas voltas dos líderes por conta de seu carro ser movido a pedal.
Tudo para dizer que já andam reclamando do novo regulamento da F1. Onde estão as ultrapassagens?
Oras, a graça em corrida sem reabastecimento é justamente a tática que o piloto tem que adotar em função do carro estar muito mais pesado no início da corrida. Sou contra a parada obrigatória em função do uso de dois tipos de pneus.
Penso que a troca deveria ser livre. Quem pode mais gasta menos pneu e, numa dessa, leva o troféu para casa.
As ultrapassagens ocorrem mais pela diferença dos carros (uns mais velozes e confiáveis) do que em função do regulamento. Domingo, naquele país desértico, distante, com petróleo saindo pelas torneiras aconteceu mais ou menos a mesma coisa. O Vetor dançou em função do motor. E, o Afonso disse a que veio. Já vou adiantando que torço pelo Vetor e em segundo lugar pela prima dona do Afonso. Ele é um chato, mas manda bem no da direita.
Querem ver ultrapassagens?
Coloquem o grid de ponta cabeça. O Senninha largaria em primeiro e em meia volta já teríamos mais ultrapassagens que em todo o campeonato passado.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pelo menos a publicidade...

Muito boa a campanha publicitária para o GP do Brasil de 2010. Mas, será que vai ter assento na arquibancada este ano?




Já era sem nunca ter sido

E a USF1 foi para o saco. Conforme anunciado pela Autosport, os funcionários do time que restaram foram todos demitidos nesta terça-feira, dia 2 de março.
Estava meio na cara que isso aconteceria. Um dos sócios, Peter Windsor, é (ou foi, não sei bem) jornalista - era editor da F1 Racing, revista inglesa. Os EUA não têm o menor interesse por F-1 e pescar patrocínio por lá seria difícil. Nem mesmo os pilotos norte-americanos têm interesse na F-1. Danica Patrick chegou a declarar que não correria na categoria, pois não queria mudar para a Europa.
Aliás, eu desdenhei quando Peter Windsor falou que Danica era muito para correr na USF1. Para mim, na época, a mocinha deveria agradecer qualquer oportunidade de sentar em um carro de F-1.
Parece que eu errei nessa. Danica é infinitamente maior do que a USF1 foi... sem nunca ter sido.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Emerson, 40 anos

Este ano, precisamente no dia 18 de julho, completar-se-ão quarenta anos da estreia de Emerson Fittipaldi na Fórmula-1.
Para comemorar a data e celebrar a vida e carreira deste sensacional piloto, o Fórmula-1 Literária fará uma série especial contando as vitórias dos dois títulos mundiais de Emerson.
As fontes para a tal série serão as revistas Placar e Quatro Rodas da época, que traziam reportagens, imagens e, principalmente, no que se refere à Quatro Rodas, relatos feitos pelo próprio Emerson sobre as corridas.
Ao longo do ano, vamos colocando os textos e imagens por aqui. O primeiro passo já foi dado hoje: vascullhamos os imensos armários de uma de nossas sedes, localizada em Ribeirão Preto, separando o material a ser utilizado, tomando todo o cuidado para que ele não se desmanchasse em nossas mãos.
Em meio à muita poeira e revistas sobre automobilismo, algumas coisas muito interessantes foram encontradas: diversas revistas Placar sobre a Copa de 1970; uma revista O Cruzeiro especial sobre o bicampeonato mundial do Brasil em Copas, em 1962; um pôster do time do Flamengo (?!), Campeão do Povo (?!?!?!) de 1972.
Agora, é só esperar nossa própria boa vontade - e disponibilidade de tempo - para começarmos.
Enquanto isto, um vídeo bem legal - umas das minhas primeiras lembranças automobilísticas:


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mulher no volante

Acabo de ler no Grande Prêmio que Bia Figueiredo será a sexta representante brasileira na abertura da temporada da Indy 2010, que ocorrerá no Brasil no dia 14 de março. A notícia completa está aqui.
Tenho simpatia pela pilota, e já escrevi algo sobre ela em outra ocasião.
Bia não tem presença garantida em todos os GPs. Estará no GP do Brasil e nas 500 Milhas de Indianápolis, correndo com o terceiro carro da Dreyer & Reinbold, ao lado de Justin Wilson e Mike Conway.
Resta-nos desejar a ela boa sorte e celebrar a primeira mulher brasileira a chegar a um categoria top do automobilismo mundial.

Tinha, não tenho mais

No dia 22 de outubro de 2006, eu e meu dileto pai assistimos, pela primeira vez, ao GP do Brasil de Fórmula-1 em Interlagos, no maravilhoso setor G.
Naquela ocasião, ganhamos diversos brindes: queimaduras de segundo grau no sábado, por termos esquecido o protetor solar - coisa de principiante altamente mirim; vimos de perto a conquista do segundo título de Fernando Alonso, em meio à grande torcida espanhola que, vestida de toureiro, povoava as arquibancadas; vimos à primeira vitória de Felipe Massa no Brasil, a segunda de sua carreira; vimos uma grande atuação de Jenson Button, que saiu de décimo quarto na largada para terminar em terceiro; e, mais até do que tudo isso, vimos a última corrida de Schumacher na Fórmula-1.
Bom, aquela ainda é a última corrida de Schumacher na Fórmula-1. Mas, o alemão, voltando às competições, toma de mim um dos meus brindes de 2006. Se quiser de volta, terei de ir ao GP de Abu Dhabi em 2012, última corrida antes do término de seu contrato com a Mercedes.
Como com certeza não irei à Abu Dhabi, não vou poder contar para os meus netos que vi a despedida do Schumacher da F-1.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fórmula-1 Literária atrás do volante

Sentar aqui, atrás do computador, e escrever que o Fisichella isso, o Badoer aquilo, o Barrichello aquilo outro, é uma tarefa fácil, que demanda, apenas, paciência e boa vontade. Agora, sentar atrás do volante de um veículo de competição e acelerar é algo realmente trabalhoso.
Pensando nisso, o F-1 Literária lançou mão de parte de seu (apertado) orçamento e enviou um representante para o Kartódromo Internacional da Granja Viana, que, aliás, não fica na Granja Viana, mesmo sabendo dos protestos da ala patriarcal do blog que certamente viriam. Afinal, onde já se viu gastar dinheiro com este tipo de coisa?
De qualquer forma, lá foram eles. Quatro "pilotos" dirigindo-se ao kartódromo, com grandes expectativas, ansiosos por colocar as mãos e pés no kart e mandar bala. Só não contavam com um dilúvio no caminho. Nosso representante, diante de tanta água, já se conformava: não iria dar para correr.
O traçado utilizado nesta semana no kartódromo é o chamado "traçado 3", com 1.140 metros de extensão. Talvez seja a variação mais rápida da pista da Granja, como se pode perceber neste vídeo:



Quando os bravos competidores se aproximaram da pista, constataram que haviam chegado antes da chuva. Haveria corrida.
Mas o céu negro e as nuvens carregadas não deixavam dúvidas de que a chuva chegaria depois, mas chegaria com certeza.
E não deu outra. Em poucos minutos, leves pingos se transformaram, mais uma vez, em dilúvio.
Naquele momento, havia uma bateria em curso. Pilotos semi-profissionais, com seus capacetes impecavelmente pintados, seus macacões e sapatilhas a prova de balas, penavam para manter o kart dentro da pista.
A chuva, no entanto, ia diminuindo e nosso representante tinha certeza de que iria correr. Tinha certeza, também, de que iria passar muita vergonha com a pista naquele estado. Era a primeira vez na Granja Viana e a primeira vez na chuva.
Mas, todo mundo passa por isso. Quem nunca ouviu aquela história do Senna? Dizia ele que sua primeira corrida no kart debaixo de chuva havia sido uma lástima de tão ruim. Então, nosso representante não precisava ficar constrangido. Teria uma estreia na chuva muito ruim, assim como o Senna teve - embora o muito ruim do Senna seja anos-luz melhor que os "muito ruins"ordinários. Quem quiser vê-lo contanto a história, basta ver este vídeo, a partir de 1min50s.
Chegada a hora da bateria, lá foram eles assistir ao sempre útil briefing, em que é ensinada a diferença entre bandeiras amarelas e azuis.
Na Granja Viana, não há sorteio de karts; os próprios pilotos podem escolher aquele que lhes parece mais simpático. Corrida no molhado, nosso representante correu para o kart nº 12. A explicação:

Senna com a Lotus nº 12 no GP de Estoril de 1985. Sua primeira vitória, sob muita água. Fonte da foto: F-1 Um outro ângulo


Nosso representante estava com medo. Todo mundo ali com macacões, luvas, capacetes e muita pose de piloto.
Então, vem o mecânico ligando kart por kart. Era o momento.
A saída dos boxes é em descida, dá em uma reta, também em descida, e uma curva à direita. A pista toda molhada - e o kart com pneus slicks - e a primeira sensação de "agora f****". O representante do nosso blog freia e vira o volante. O kart segue reto, como se nada tivesse sido feito. À direita, passa um outro piloto, já rodando na freada e indo parar na área de escape. Era o caos.
Mas, depois de algumas curvas, toda a insegurança se transforma. O prazer de pilotar começa a fazer efeito, e todo o medo dá lugar à vontade de ir cada vez mais rápido. Pilotar na chuva é uma sensação ímpar. Você acelera e a traseira vai embora; você corrige. Você vira o volante, e o kart continua indo reto; corrige-se com o acelerador. E assim vai, deslizando curva a curva. Não houve uma volta em que nosso representante não foi passear na ondulada área de escape da curva 1 do traçado e voltou pulando para a pista.
Nosso kartista, apesar dos pesares, qualificou-se em quarto, já totalmente encharcado. Passou para terceiro na largada. Avistando os dois líderes logo a frente, lembrou que estava com o kart nº 12 e foi para cima. Coração na boca, adrelina correndo nas veias e então... rodou na curva 2, sendo ultrapassado por todo mundo - ou, pelo menos, pelos que não tinham rodado também. Todavia, a situação era tão crítica que ao final da primeira volta, já estávamos em terceiro lugar de novo. E nesta posição ficamos até a bandeirada, não sem passar por umas 4 ou 5 rodadas, uma batida em um retardatário que estava virado ao contrário e muita água que subia para lavar a alma.
Um excelente fim de carnaval.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Títulos em campo

Os matemáticos do F-1 Literária andavam meio sem ter o que fazer. Então lhes ocorreu uma coisa: 2010 talvez seja o campeonato com mais títulos de pilotos alinhados no grid da história.
Teremos 7 títulos de Schumacher, 2 de Alonso, 1 de Hamilton e 1 de Button, totalizando 11 triunfos.
Em 1991, por exemplo, havia 2 títulos de Senna, 3 de Piquet e 3 de Prost, perfazendo 8. Em 1985, havia Lauda com 3 títulos, Piquet com 2, Alan Jones com 1 e Rosberg com 1, totalizando 7.
Claro que os matemáticos não olharam ano por ano desde 1950, afinal, não são tão desocupados assim. Mas, parece ser 2010 o ano com mais títulos de pilotos em campo.
Outro dado curioso é que, caso Kimi Raikkönen estivesse na F-1, teríamos no grid todos os campeões da última década: Schumacher, Alonso, Raikkönen, Hamilton e Button. Contudo, o finlandês está feliz da vida capotando por aí no Campeonato Mundial de Rally.

Campanha pelo laranja


Este ano que se inicia vê a volta da "Lotus", que da velha Lotus não tem nada, exceto o nome e a pintura do carro. Vê, também, a volta da Mercedes com equipe própria: as velhas flechas de prata com dois pilotos alemães ao volante.
Pensando nisso, eu me pergunto: por que a McLaren não volta a utilizar a pintura alaranjada em seus carros? Já que a Mercedes tem equipe própria, essa, sim, prateada, bem que a McLaren podia voltar a sua cor original.
Na verdade, a montadora alemã ainda não deixou a McLaren de vez. As operações de venda de ações estão sendo feitas aos poucos, e devem terminar até 2011.
A foto acima é de 1971, em Silverstone, na última vez em que a McLaren utilizou o laranja em seus carros. O piloto em questão é Peter Gethin. A foto foi surrupiada do fantástico site F1 Nostalgia, do Rianov Albinov. Vale a pena dar uma olhadinha por lá. As fotos são, realmente, fantásticas.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

MAIS BOCEJOS

Em meio aos treinos que ocorrem antes do início da temporada, que mais colocam dúvidas do que esclarecem, reflito sobre as novas equipes que nasceram as que nem nasceram, e outras que vão morrer antes da primeira largada.
A F1 é uma tremenda vitrine para os mais variados tipos de produtos. Patrocinar uma equipe significa ver sua marca mostrada em muitos países. No entanto, desde que acompanho este esporte surgem as mais variadas formas de picaretagem em termos de equipes e mesmo patrocínios.
Antigamente a maioria do dinheiro vinha da indústria do tabaco e houve quem dissesse que a F1 acabaria sem essa grana. Não acabou.
Lembro que a Hesketh, simpática equipe que comprava chassi March e andava mais que os oficiais, chegou a ter como patrocinadora uma importante revista literária chamada Penthouse. Fora a Coopersucar que bancou os Fittipaldi. O véio Mero adorava chamar os carrinhos amarelos de "açucareiros".
Enfim, hoje estou vendo, entre bocejos, que nada mudou.
A maioria das equipes novatas não tem patrocínio e muito menos carro para mostrar. Carro que ande, lógico. Carro para aparecer dando umas voltinhas até eu monto.
Algumas equipes apresentam carros que foram projetados sem o uso de um simples túnel de vento. Vi outro dia na TV uma dessas equipes apresentando o pessoal responsável pelo projeto do carro: uma salinha com uns quatro computadores e uns carinhas que, aposto, estavam passeando em páginas pornô.
Agora eu entendo a resposta do Senna quando perguntado quem seriam os favoritos para a temporada prestes a se iniciar: "os mesmos".
Porque, "os mesmos" são aqueles que levam a coisa minimamente a sério.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

BOCEJOS

Nestes séculos em que acompanho a F1 nunca me interessei pelos testes antes, durante ou depois dos campeonatos. É um blefe só.
Confesso que nem sabia da tal equipe Stefan (de onde saiu esse nome?) que vai levar equipamentos para não sei onde, sem ter pilotos anunciados ou mesmo mostrado um carro.
Não tem inscrição e dizem que pode tomar o lugar da Campos que não tem dinheiro. Bocejos à parte, andei dando uma olhada nos tempos de hoje lá na Espanha e pelo visto as coisas vão andar conforme o script: massa na frente (na frente também em número de voltas), e aquele povo todo atrás. De bom o Koba em segundo. Não sabemos o acerto dos carros e etc.
De resto, o rubim falando bobagens, o Dick chamando o massa de "ermão", o roseberg dizendo que o rubim perdeu para o Dick por seis anos, e, portanto, deve ficar de bico fechado.
Mas, o leitão da quermesse vai para o Aquelesoares (vulgo Jaime Alguersuari) que afirmou que o Schuchu é "como outro qualquer". Era melhor colocar uma melancia no bico do carro......

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quench my thirst with gasoline

Shows do Metallica em São Paulo, testes da F-1 comendo soltos.. então...

Gimme fuel, gimme fire!




P.S.: o vídeo é velho, mas não tem problema.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Outros (e fantásticos) tempos

Foi o blogueiro oficial Flávio Gomes quem postou lá em seu blog. É um vídeo produzido pela Elf mostrando os momentos que antecedem a largada de um GP de F-1.
Há coisas inimagináveis de se ver hoje em dia: o próprio piloto limpando e adesivando o capacete; mecânicos sem camisa trabalhando nos boxes; piloto andando por aí, dando autógrafo e fazendo gracinha para o fã (reparem no Jacques Laffite, 3min28s).
Ah, e estamos comentando por aí a beleza dos carros de 2010 e etc... bom, eu prefiro estes daqui.
Dez minutos que valem a pena.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ATÉ TU, JEAN?

Estou lendo que o Jão Lelési (conhecido como Jean Alesi) andou dizendo que o shumacher resolveu voltar para a F1 depois do desempenho do rubim, com 37 anos, no campeonato passado. Se o barrica disputou o título até o fim o shuchu teria chance porque sempre enquadrou o dito.
Tudo bem. Eu sempre gostei do Lelési que considero um dos pilotos mais azarados da F1.
Mas, desconsiderar as condições em que o rubim disputou campeonatos tendo o lemão como "companheiro" é passar recibo de ignorante. Nem vou lembrar algumas sacanagens contra o rubim.
Eu, no entanto, acho legal essas ilações quase filosóficas sobre os destinos dos que foram e voltaram e coisas da espécie. Todos temos direito a dar palpites. Senão não existiriam essas loterias todas.
Até eu tenho uma opinião sobre a volta do Dick Vigarista. Lá vai.
Ele foi lançado ao mundo automobilistico pela dona mercedes. E, nunca deu sequer uma encochada como agradecimento. Daí, a dona mercedes andou ameaçando o Dick e ele resolveu pagar o tal lançamento voltando a correr de F1. Portanto, o verdadeiro motivo é o medão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

COMEÇOU

A temporada nem começou e o schumacher já colocou as manguinhas de fora.
Com a desculpa de superstição pediu para correr com o carro de número 3 ao invés de número 4.
Com isso, o original número 3 que seria do rosebife vai para o supersticioso alemão.
Com isso, o mico rosebife fica atrás do lemão já na numeração dos carros. E, o schumakão, mais uma vez, mostra quem é o "bão" no pedaço.
Ah, tem aquela coisa de ganhar os títulos com números ímpares e tudo o mais. O Renato, chefe do blog, diz que ele (schumacher) nasceu num dia 3 e etc.
Mas, sou adepto da teoria da conspiração. O lemão já começou a sacanear....

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CORTINAS

A volta do Schumakão provoca também uma reflexão em torno da falada desonestidade do homem em relação ao esporte.
Que ele faz de tudo para pisar, literalmente, nos adversários não resta dúvidas.
O que me intriga é o "esquecimento" rápido dessas manobras à la Dick Vigarista. Até o nosso locutor oficial da F1, chato bueno, berra aos quatro microfones que o alemão é o "mó" genio que já correu na F1 esquecendo de lembrar, como um bom jornalista faria, as manobras sujas que renderam algumas glórias inglórias.
Não é, no entento, atitude isolada. Muitos, talvez até por preguiça, descem uma cortina rápida nesses fatos nebulosos.
É nessa hora que euzinho fico pulando no sofá e berrando que o home é "sujo que nem pau de galinheiro" (como diria aquela minha famosa avó).
Além disso, tem certos torcedores de futebol travestidos de jornalistas entendidos em automobilismo que, se admitem a sacanagem do alemão, dizem que o "Senna também era sujo".
Enfim, nestes dias de ócio e intermináveis campeonatos de GP-4 (férias, merecidas férias), li que o Alonso já andou dando umas cutucadas no alemão por conta dessas atitudes sempre relevadas pelos dirigentes esportivos. Abrindo um "parentes", a vista grossa era tão grossa que levou o Michael a parar o carro nos treinos em Mônaco em 2006 para atrapalhar a volta da prima dona Alonso crente que nada aconteria. Foi tão descarado que até o leme sem direção (aquele alienado que fala bobagens na transmissão da globo faz uns trezentos anos) entendeu a sacanagem. Daí a punição.
Mas, o que o mundo da F1 espera, e eu também, é o comportamento do alemão, dos dirigentes (lembrando sempre que o duende vermelho virou chefão de todo o circo) e etc nesta volta em 2010.
Tenho uma certeza: ele não voltaria se não tivesse certas garantias. Quem sabe algumas escusas. Ou escuras...
É pagar para ver. E, o sofá que aguente......

sábado, 16 de janeiro de 2010

SETOR G - 2007 I



Mais um vídeo de 2007.
Esse é interessante pelo lado torcedor de futebol da moçada.
Portanto, vale mais pelo som do que as imagens.
Notem que no final o cara do megafone tira uma da numeração dos ingressos.
Sim, os ingressos eram numerados mas ninguém obedeceu.
Então, ele passou grande parte do tempo zoando com os números.
Exemplo: um casal entra no setor. Ele gritava que o número do ingresso dela era o 000.000.1 e o do infeliz do namorado (ou algo que o valha) era 1.000.000.
Vale notar que o 000.000.1 seria do lado dele.
O chato é que depois de horas sentado, sua bunda ficar quadrada, suas pernas não obedecerem mais, qualquer zoação por um megafone na sua orelha perde a graça......

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

2007 - "O SETOR G"



Vejam e ouçam este vídeo particular do setor G em Interlagos na corrida de 2007.
Acredito que foi feito por volta das dez horas do treino de sábado.
Nós conseguimos sentar no final do setor, perto da curva.
Tem apito, um toque de celular no megafone, e muita gritaria.
Pelo menos pudemos observar os carros na curva. E, ouvir também. Naquela ocasião ainda era permitido o controle de tração e os carros de fim de grid contornavam a curva com o dispositivo funcionando por falta de acerto ideal (que nem era possível em carros mal nascidos). E, dentre os pilotos, o Raikonem tinha um jeitão todo particular em fazer a curva do fim da reta oposta: freiava antes dos demais e em consequência acelerava antes também. Sei lá, mas a impressão é de que fica com o carro mais na mão.
Enfim, tudo isso com o pano de fundo sulista. Tem mais vídeos que colocarei depois.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

VOLTANDO

Estivemos fora do ar por motivo de força maior. Férias para ser mais exato. Como não sou do tempo das facilidades técnicas nem pensei em usar o lap top para escrever alguma coisa. Mesmo porque, pelo visto, nada mudou no circo da F1. Senão vejamos:
Bruno não deve ser comparado ao tio. Não é justo etc e tal. Mas, toda reportagem sobre ele vem acompanhada de imagens do tio e a comparação que deveria ser evitada.
Aliás, o duende elepedra sugere que a equipe do Bruno nem vai largar porque não tem suporte financeiro. Putz!
Por falar em duende o elepedra é o maluco do momento. Agora sugeriu atalhos que poderiam ser usados pelos pilotos de maneira limitada para ultrapassagens. Ou seja, a velha sacanagem de furar a gincana (o schumaquinho era craque nisso) seria oficializada. Tem mais. O duendinho reclama que os carros não quebram, que os freios são muito bons e por aí vai. Desconfio que ele não anda tomando seus remédios regularmente.
Ma, sobre o assunto, canso a orelha do Renato falando em como a F1 era melhor sem essas merdas tecnológicas de hoje. Esporte é esporte. Os carros deveriam exigir não só que os meninos mimados apertem pedais como também que saibam economizar pneus e trocar marchas. E os motores não deveriam ter limitadores de giros. E, etc, etc.
Eu queria ver metade dos mimadinhos explodindo motores. Como antigamente. Bom, depois dessa demonstração de velhice ("no meu tempo tudo era meió". "Aqui tudo era mato".) vou me despedindo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

INGRESSOS

Estou lendo que os ingressos para a F1, etapa do Brasil-sil-sil, já estão à venda. A mesma situação dos anos anteriores. Nos casos de meia entrada, uma burocracia do carai que é para os interessados morrerem de raiva e desistirem de ir pagar os pecados no autódromo. Para quem compra a meia entrada modernismos como entrega dos ingressos pelo correio nem pensar. O comprador é tratado como meliante. Se quiser pegar a meia entrada tem que ir no guichê de campo de futebol com o sol ou chuva na cara. A gente não consegue ver com quem está tratando. Os caras ficam atrás de um buraco no muro. Sim, como eu disse é guichê de campo de futebol. E, para quem vai comprar o ingresso na hora o tratamento é igual. Não importa de que país o sujeito veio. Já vi uns branquelos alemães sofrendo na fila em dia de corrida.
Não há informação sobre mudanças nas acomodações para o público. Nem vou comentar sobre esse assunto agora. Quem acompanha o blog já sabe o que penso.
Ah, para completar as notícias houve um aumento no preço do ingresso.
Brincadeira......