segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Só administrar?

O Kid está naquela fase do campeonato em que poderia só cozinhar o galo até o fim e ser campeão com o pé nas costas, sem estresse. Mas o menino não é assim, não.
A ultrapassagem sobre a Prima Dona, em Monza foi, simplesmente, sensacional. Arriscou colocar por dentro mesmo com pouco espaço, pôs roda na terra, freou fora da linha ideal e, mesmo assim, saiu com a Red Bull a frente da Ferrari.
Coisa de campeão, que ruma ao bi, tri... sabe-se lá.


Enganos

Assisti o GP da Itália indignado porque o Galvão Bueno não percebeu - ou não admitiu não perceber - que o Kid não ultrapassou a Prima Dona depois da segunda di Lesmo, mas depois da Curva Grande, na Variante della Roggia. E ninguém o corrigiu.
Mas agora, vejam vocês, a enquete ao lado contém um erro absurdo a respeito da corrida de Bruno Senna. Mea culpa. E isso que eu tive uma semana depois da corrida para bolar as alternativas - mesmo tendo pensado nelas em pouco mais do que sete minutos e meio.
Conversei com meus superiores no F-1 Literária e parece que, mesmo assim, a questão não será anulada, pois a alternativa do Bruno Senna não é a correta.

Oração

Ansiedade, minha velha inimiga, desta vez, fique fora disso. Não me faça ver tudo com débil antecipação, não me faça responder com ainda maior debilidade. Não me faça confundir saudade e desespero, não me deixe turvar o olhar para quem não merece.
Insônia, você, amiga fraterna da ansiedade, anda sempre a tramar. Mas deixe que eu durma, deixe que acorde com mente limpa e possa ver tudo com clareza. Deixe descansar e que, no dia seguinte, eu possa cuidar de mim, cuidar dela, cuidar de tudo. Não pense que eu não sei ser obra sua aquela propaganda da operadora que faz vibrar o celular de madrugada. Não me cutuque depois que já estou dormindo.
Cansaço, que vem pertinho da insônia, está sempre aqui à toa. Não é porque não dormi que você pode ficar. Vai também.
Autoestima, sua quase inexistência vive, junto com a miopia, embaçando tudo. Para os olhos, uso óculos. Talvez eu vá procurar um oftalmologista que receite lentes que tragam a apreciação por si mesmo e, quem sabe, com isso, tudo o que me deixa inseguro vá embora.
Solidão, faça-me lembrar o amor da família, dos amigos, das coisas extraordinárias e imprevisíveis da vida. Faça-me grato e me receba bem todas as noites.
Vocês todos, não tomem conta de tudo. Não me façam estragar tudo. Não façam chover quando não precisa, não façam demônios aflorarem onde não existem. Deixem espaço para a vida continuar leve, bem leve.
E se, no final, não for possível atender nada disso, que fique, pelo menos, a força para transformar tudo num texto bonito.

domingo, 11 de setembro de 2011

EMOÇÃO

Agora as emoções afloram.
Não existe quem não torça pelo Bruno Senna.
A gente espera que sua carreira ainda nos proporcione grandes momentos e alegrias.
Apesar de ser um quase veterano, não tem experiência com um carro competitivo.
Não podemos dizer que este carro da Renault, que chamam de Lotus, seja um carro dos sonhos de quem precisa de resultados urgentes.
Hoje, mesmo atrapalhado pelo lobo mau que caiu da moita, fez uma corrida dentro do esperado.
Principalmente pela, digamos sobriedade.
Nada de loucuras.
Para nossa sorte a TV que gera as imagens pegou bons momentos e destaco três que vão em seqüência.
A primeira quando chegou no Boêmio com pneus macios e o piloto dos toros vremeio mirins calçados com compostos mais duros.
Ou seja, bastava fazer tudo direitinho que a ultrapassagem estava garantida.
Nesta cena o Boêmio aparentemente tira o pé no meio da curva.
Essa é uma manobra meio gasta, mas muito usada pelos pilotos.
Tira-se o pé do acelerador e quem vem atrás tem que se virar para não bater, perdendo tempo.
Bruno soube evitar a batida por trás e o ex-piloto Jean Alesi definiu tudo com o gesto.
As duas seguintes, a ultrapassagem sobre o Boêmio.
Apesar dos recursos não muito esportivos (na minha opinião), asas que se abrem, pum atômico e etc, a ultrapassagem foi meio que pelo modo antigo.
Pensei que ele fosse desistir porque a aproximação não foi boa.
Qual nada. Quando o piloto da frente menos esperava enfiou o carro conseguiu frear direitinho e um abraço.
O pessoal do bar da dona lotus também gostou.
Mesmo sozinho na sala não resisti ao grito de “tá no sangue.”






BUZINA AÍ, BUTTON!

Aqui o momento “quase merda”.
Rubim, (lembram dele?) resolveu ir para o bar trocar de pneus.
Butão também.
Nosso piloto da Williams não viu o Jasão babando para chegar no bar na frente e pegar a melhor mesa e quase se tocam.

UFA!

Ainda em relação ao duelo Dick e Hamiltão, este reclamou da atitude do lemão e dona McLaren foi pedir providências ao pessoal da Fifa (Federação Internacional dos Fodões Automobilistas).
Sim, algumas decisões tomadas pelos dirigentes da F-1 mais parecem coisas de futebol.
Enfim, dona Mercedes avisou seu piloto que o seu andar de bêbado (para lá e para cá ) não estava agradando.
Então, o Hamiltão pode ultrapassar o piloto dos carros prateados que preferiu perder a posição para não ser punido.
Vejam que sem a sacanagem de mudar várias vezes de posição a ultrapassagem foi tranqüila.


DICK VIGARISTA

Nosso shushu mostrou que continua o velho Dick Vigarista.
Durante as tentativas de ultrapassagem do hamiltão mudava de trajetória duas vezes para se defender.
Só que ele poderia fazer a manobra uma vez.
Está no regulamento.
Mas, uma vez Dick sempre Vigarista.
Aqui jogou o pobre piloto da McLaren na grama.
Por sorte nada aconteceu além do Lewis perder a chance de ir ao pódio uma vez que o esperto Butão passou por ele e acabou a prova em segundo.


LOBO MAU

Outro ângulo da pancada proporcionada pelo vitão. Vamos imaginar que o petrão e o roseberg estão andando de mãozinhas dadas pela floresta e o lobo mau literalmente pulando de uma moita sobre os dois.
Imagino o susto.

MONZA

Hoje tivemos o GP da Itália em Monza. É um grande prêmio especial para mim porque no século passado o Emersão ganhou a corrida e o campeonato na versão de 1972.
Lembro que assistia ao GP (não lembro por qual TV) e ouvia a Jovem Pan com a transmissão do pai do home, o véio barão.
Mas, hoje tenho que tirar o boné para a prima dona alfonsina e sua largada. Pulou de quarto para primeiro. Vejam que ele vem por dentro e a grama se aproximando. Tirou o carro na última hora e contornou em primeiro.
Agora prestem atenção no Vitão Luzão. O cara largou lá atrás e veio abanando por dentro, como o Alonso. E aí é o tal negócio: a grama chegando e ele não veio para dentro. Mesmo porque tinha alguém do seu lado. Arrancou alguns tufos continuou na mesma toada (como diria a minha avó), balançou para cá, balançou para lá os cavalos de seu motor gostaram do cheirinho da grama e resolveram voltar para lá.
O resultado foi só “alegria” para a funilaria das equipes. Maior trabalho pela frente.
Por sorte ele bateu nos carinhas de lado e não com o bico. Alguém poderia se machucar.
Em tempo, ele foi punido no fim da prova e perde cinco posições no grid do próximo GP lá em Pingapura.
Não faz diferença porque sempre larga nos últimos lugares. A sugestão é que obriguem o piloto da Hispania a largar uns quinhentos metros do último colocado no grid. No caso, ele mesmo.....


sábado, 10 de setembro de 2011

Preocupante

Schuchummy, na última corrida, realizada na Bélgica, andou muito bem, pontuou, chegou a frente do Rosberg.
A coisa toda parece ter mexido com a confiança do alemão-mor, pois, pela segunda vez na temporada - e sétima desde que voltou às pistas - Schumacão largará na frente de Rosberg.
Para os que o amam, como nos por aqui, é preocupante. Rosberg, caso tivesse ficado à frente do Sapateiro hoje, ampliaria sua vantagem, cravando 12 x 1 no placar do ano. No entanto, com o triunfo do Dick, o placar fica apertado: 11 x 2 pró Nico.
Ano passado, o resultado final foi 14 x 5 para o Rosberg - placar apertado. Este ano, a prometida recuperação de Schumacher não se verificou. Aliás, está pior para ele do que na última temporada. Na 13ª etapa de 2010 - que foi na Bélgica e não na Itália, já que este ano não tivemos o GP de Bahrein -, o placar acumulava Nico 10 x 3 Schuchummy. Este ano, o alemão filho do finlandês que nasceu na suécia tem um ponto a mais de vantagem.
Esperamos que o Rosberg Jr. possa voltar à velha forma nas próximas corridas.

Senninha

Não deixa de ser curioso notar que a "babação" em torno do Senna sobrinho não é um fenômeno estritamente regional. A transmissão do treino, hoje, preocupou-se em mostrar o brasileiro em suas voltas cruciais.
Difícil saber se é o efeito do sobrenome, se é efeito da boa performance na Bélgica ou se é um pedido do Heidfeld para poder "secá-lo" com mais eficiência.
Seja como for, Senninha hoje não fez frente ao seu companheiro russo, que andou mais forte. Não deixa de ser normal, no entanto, já que Monza é uma pista difícil de andar rápido, exige que a confiança esteja impecável para frear no último instante com o carro usando pressão aerodinâmica baixíssima. É natural que Petrov esteja em melhor forma do que o Bruno, que sequer havia testado um carro de F-1 neste ano.
Chegar ao Q3 foi uma façanha, ainda que largando atrás do companheiro. Vamos ver se amanhã a freada da primeira curva sai como esperado.

25

Kid chegou à sua 25ª pole position. Vinte e cinco é um número maior do que sua idade e significa que o moleque largou na pole em um terço das corridas que disputou. Significa, também, que superou Niki Lauda e Nelson Piquet neste quesito, e está a apenas 4 de chegar em Fangio (entre parênteses, Fangio disputou apenas 51 corridas de F-1, o que significa que ele largou na pole em mais da metade das vezes que alinhou no grid).
Como já foi escrito, o Kid chama atenção não só pelos números, mas pela maneira como pilota. Hoje, no Q3, ele estava com o melhor tempo, tentou uma segunda volta rápida, vinha 0,2s. mais rápido que ele próprio. Mesmo assim, veio abanando para tudo que é lado e, na Ascari, saiu nas quatro, corrigindo de forma linda e brilhante.
Deixa a impressão que todo o resto é só o resto.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

RARIDADE - 2




Voltando à velha estante mais uma da série "já babei num carro de corridas".
Esta foto não é fruto da minha autoridade patriarcal. Minha memória gasta pelo tempo registra que ele foi com uns primos nessas feiras onde os bovinos e eqüinos são a atração principal.

Esse carro era da safra do Mauricio Gugelmim lá da Fórmula Indy.

Se estiver errado o Renato que me corrija.

Há que se registrar a pose de galã do chefe do blog e o seu primo Rafael ameaçando levantar vôo. Rafael está vestido como o dono da vaca premiada. Mas, entende tanto de boi quanto o Renato, ou seja, nada.

Dessa vez se houver processo por uso indevido de imagem (apesar da puxada de saco) vou ficar em apuros. Até porque o Rafael é mais um daqueles sobrinhos com músculos sobrando.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

RARIDADE!

Vejam como é a vida. Temos aqui em casa na estante do quarto do Renato duas fotos raras.
Essa é uma foto do Renato e a Mariana num shopis aqui de rib’s posando com a Ferrari nº 1 do nosso Dick Vigarista.
Houve uma promoção qualquer e o pai “obrigou” os filhos a posarem com o carro.
Eu sempre procuro imagens antigas em revistas aqui em casa e nunca notei a preciosidade me encarando da estante....
Ah! A outra foto vai depois.

PORQUE ESCREVER

Acredito que a primeira vez que escrevi no blog foi um comentário colocado num post do chefe.
Dei um puxão de orelhas nele pelo horário em que houve o post, mas, eu mesmo fiz contato de madrugada, 0l:09 de um 12 de maio de 2009.
Depois fui “acrescentado”e comecei a postar meus “bosts” como costumo dizer.
Sempre gostei de escrever apesar da vergonha em mostrar algo mais sério.
Quando era adolescente, escrevia numa máquina portátil velha de guerra lá em Sampa no quartinho famoso transformado em copa. Quando possível com algumas loiras geladas na cabeça.
O Renato, nosso chefe de redação, já escreveu sobre o espanto do aumento do número de leitores do blog. Diria que ainda cabem numa Kombi.
Não havia percebido o aumento de quem passa os olhos no blog.
Isso porque, ao começar a escrever, eu sempre tive em mente que escreveria para mim mesmo.
Sim, não escrevo para aqueles que possam ter acesso ao blog, ou seja, o universo todo.
Pois, se assim fosse, não escreveria. Ou não me atreveria a escrever.
Portanto, toda vez que posto alguma coisa estou no quartinho de Sampa na velha máquina de escrever portátil me divertindo sozinho.
Meu caso com a escrita deve ser analisado do ponto de vista da psiquiatria. Eu rio do que escrevo. Dos filmetes, das fotos e dos comentários.
Escrevo o que sai da mente na hora. Não fico matutando (como diria minha avó) o que escrever.Tenho vontade e mando ver.
A única coisa mais ou menos pensada foi a Dona Gertrudes, que por ser pensada ainda não desabrochou. Aliás, é bom não desabrochar porque não tem idade para tanto.
A parte densa e a análise científica (ou quase isso) da Fórmula um e que tais fica por conta do Renato.
Não me atrevo mais a discutir sobre o pum quente que sai do escapamento e sua influência sobre a maré. Por preguiça e por preguiça.
Então, ficamos assim. Eu escrevo e o Luiz se diverte com os “bosts”.
Portanto, mais um a ocupar um lugar na Kombi.

domingo, 4 de setembro de 2011

DOMINGÃO

O último post do chefe do blog faz pensar.
Mas, antes de qualquer coisa vejam o vídeo da volta para casa depois do domingão na chácara da cunhada.
Renatão no volante e os Beatles (craro crarice!) nos falantes.
E, um grande domingão esmaece no horizonte.

Audiência

Por alguma misteriosa razão, a audiência deste humilde espaço cibernético, dedicado ao automobilismo e outras grandes bobagens, teve um aumento nos últimos meses.
Quando tudo começou, no último dia de 2008, tínhamos apenas um leitor, que era eu mesmo. Em 2009, subimos para três leitores, quando obriguei meu pai e minha mãe a ler um texto sobre o 1º de maio. Desde então, acrescentaram-se um amigo, que protagonizou este dia aqui, e uma amiga que nos lê por ser nossa amiga - ainda que automobilismo seja uma tortura para ela, o que pode ser inferido pelos comentários deixados por aqui.
Tudo mudou, no entanto, recentemente. Assim o indica o Google Analytics. Mas, a prova cabal do imenso sucesso deste blog é a enquete encerrada, ali no canto direito. Tivemos nada menos do que cinco votos. Cinco votos, sim! É um número astronômico, se considerarmos que as outras 678 enquetes terminaram, quase sempre, com a média oscilando entre zero e um voto.
Certo, temos de considerar que um daqueles cinco votos é meu. Provavelmente, um outro é da equipe da ala patriarcal do blog, o que deixa três do público em geral. Destes três, um é, sabidamente, de alguém com especial interesse no Gatsby. Portanto, é um voto parcial.
Seja como for, embora não possa tomar as respostas como indicativos do que fazer na vida - acabar o livro, afundar no álcool, etc. -, está claro que os três votos que não são dos autores do blog provam, definitivamente, que viramos best seller no mundo virtual.
Sem dúvida que, com tantos leitores, temos que dar uma especial atenção à qualidade dos textos aqui publicados. Eles podem significar uma enorme perda de tempo na vida de alguém, pois os dois minutos que se despendem para ler cada post poderiam, muito bem, ser utilizados na execução de tarefas úteis. Mais do que isso, os muitos minutos gastos para escrever porcarias poderiam ser melhor aproveitados por nós deste lado também. Mas a ideia disto aqui é que seja, mesmo, inútil, no melhor sentido pieperiano. Escrevemos, apenas, para que nos sintamos mais humanos. Não há qualquer compromisso ou dinheiro envolvido: o leitor pode perder tempo, mas não vai perder grana conosco.
Além disso, lembro-me, agora, de um velho professor que, prevenindo os leitores do seu próprio livro, afirmou que a melhor defesa que tem aquele que lê contra o texto ruim é, simplesmente, fechá-lo. Aqui, não se fecha o livro, mas fecha-se a aba ou a janela. Não ficaremos ofendidos - palavra! Não somos pessoas ilustres - ou ilustríssimas, se preferirem - que não andam de ônibus. Eu, que tomo pela primeira vez o mesmo ônibus todos os dias, sem procurar a vulgaridade das ruas, fecho os livros, fecho as janelas e as abas. Volto, quem sabe, anos depois, quando tiverem diminuído em mim as deficiências que impediram a compreensão do que ficou não lido. Aos domingos, no entanto, prefiro fechar o jornal. É fácil perceber que, ali, os defeitos de compreensão não estão em quem lê.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

NOVIDADES: ONDE ESTÃO?

Como já disse em outro post ando desanimado com a Fórmula um e seus recursos 171 para trazer mais emoção nas provas.
Mas, andei espiando as notícias e vejam como pouca coisa muda.
Shushu diz que não para de correr no fim de 2011.
Eu acreditava que realmente ele não iria parar, mas dona Mercedes iria dar o famoso ponta-pé nos seus fundilhos.
Depois de Spa dona Mercedes vai ter que engolir o que o lemão lhe oferecer.
Rubim derramou-se em elogios à Williams que derramou-se em elogios ao rubim.
Abertas as negociações para a renovação de contrato, rubim diz, nas entrelinhas que a atual Williams é uma fezes de carro.
E, o Sam (chefinho da equipe) derrama-se em elogios ao novo careca do grid, o Maldonado.
Para não chamá-lo do manjado Maldanado foi chamá-lo de McDanado.
Pelo visto, rubim vai correr a pé no ano que vem.
Truli, o aposentado, insiste que continuará aposentado correndo pela Lotus que, por sinal, virou nome de centas equipes na F1.
Massa diz que em Monza tudo será diferente.
É o processo de barriquenilização do piloto mirim da mamã Ferrari.
Só ele acredita que tudo vai melhorar.
E, para fechar com chave de ouro e prata.
Primeiro a prata: o mimado alfonsinho reconhece que o título não vem este ano.
Ufa! Pelo menos não precisamos agüentar o cara dizendo que vai ganhar tudo daqui para a frente e que os ET’s vão levar o Vettel para Marte deixando o caminho livre para ele.
Agora a chave de ouro: ele quer a contratação do homem que projetou os imbatíveis toros vremeios Adrian Newey.
Quem não quer a contratação do carequinha com cara de gozador?
Esse é o pedido de natal do mimado para a Santander que vem ser a mãe do Santaclaus.

domingo, 28 de agosto de 2011

NOTURNOS

Um assunto recorrente aqui no blog é a vida noturna de parte da família.
Nós não conseguimos dormir quando deveríamos, ou seja, à noite.
Algo que, em verdade, vem do sangue.
Lembro da Dona Alzira, vótriarca da família, passar boa parte da noite jogando paciência no quartinho transformado em sala de jantar do apartamento lá em Sampa.
Paciência jogada com cartas e não no computador, viu meninada?
Essa inquietude noturna foi passada para mim, paitriarca dos meninos que não dormem.
Eu, juntamente com a mãetriarca, dou broncas conselhos sobre os problemas de não se dormir à noite.
Mas, não sou o melhor exemplo para tanto, porque até hoje levanto nas madrugadas a arrastar correntes pelos corredores do castelo.
É o sangue da Transilvânia que corre em nossas veias.

TILT

Esta é a última volta da corrida.
A imagem é do carro do vencedor, Sebastian Vettel.
Notem que o painel indicador de marcha, velocidade, previsão do tempo, facebook, MSN, radar, mira, telefone e etc, está com tilt.
Não dá para saber se o carro está comemorando a vitória vibrando suas luzinhas ou se ia dar um pau geral logo mais.
De qualquer maneira o vetor venceu.


O SOBRINHO DO HOME

Senna sobrinho realizou um grande treino no sábado que definiu o grid de largada para o GP da Bélgica.
Largou em sétimo.
Foi aquela falação.
Lógico que torcemos muito por ele, que realmente tem lenha para queimar.
O problema é que colocam muita pressão em alguém que só agora pega um carro mais ou menos para guiar.
Resultado: largou com entusiasmo fora do normal esqueceu de frear na primeira curva, acertou um coleguinha e a corrida foi para o brejo.
Portanto, vamos todos com calma que o pneu esfarela e o andor é de barro.

DANÇARAM

Pois é!
Shushu largou em último, pelo mimo recebido da dona mercedes, e chegou em quinto realizando uma pequena vingança.
Resolveu correr como gente grande.
Só que, lógico, teve um lampejo do velho Dick Vigarista.
Quando chegou no Roseberg, seu companheiro de equipe, dona mercedes avisou o Kiko que aqui não tem disso não.
Nada de abrir caminho. A disputa é livre.
Mas, logo depois mandaram o Roseberg economizar combustível.
Ou seja, tira o pé que o véio vai passar.
Beleza. Assim caminha a humanidade.
Para constar: Kiko estava com pneus mais duros que os de Dick Vigarista, que, mesmo assim, não conseguiu passar sem uma ajudazinha da dona mercedes.

PARABÉNS DICK

No sábado dia de treino para o GP da Bélgica, dona Gertrudes ligou gargalhando logo após o pancadão do Schushu cuja roda soltou.
Roda do carro da dona mercedes, bem entendido.
Se fosse roda no próprio lemão, seria, no mínimo, a porca da cabeça.
Enfim, a explicação dela me convenceu.
Shushu está fazendo mil anos de f1 e arrumou até um capacete novo para comemorar.
Uma carreira cheia de glórias, muitas questionáveis, mas, deixa para lá.
Porém, glórias em outras equipes e não na dona mercedes.
Hoje, o lemão é uma pálida lembrança do que foi.
Alguém já escreveu que ele é um fantasma perambulando pelos boxes.
Dona mercedes está puta porque gasta uma nota com o dito que não corresponde nas pistas.
Então, tome roda solta na volta de aquecimento para o treino de sábado.
É o nosso presente de aniversário!
Vá largar em último, seu ingrato!!!!

DE VOLTA

Bom, estamos de volta depois das férias da F-1 e do desânimo em escrever sobre uma categoria que não sabe se reinventar.
Falo dessas maravilhas de asas que abrem e deixam de ser asas, dos pneus que se esfarelam, dos KER'S da vida e tudo o mais.
O grande Kimi Raikonem sentou o sarrafo (como diria minha avó) nessas mazelas que tomaram conta da F-1 com muita propriedade.
Ele estava cotado a substituir o Uéber na Red Bull e não vai mais porque o Markão renovou contrato.
O engraçado nesta história toda é que os "entendidos" dizem que os amantes da velocidade reclamavam da falta de ultrapassagens.
Agora, dizem eles, as ultrapassagens acontecem. Duzentas e poucas por corridas.
Mas, não por força da habilidade do piloto e sim porque ele tem pneus novos e abre as asas (coisa de destaque de escola de samba)e solta um pum atômico chamado de KER'S.
O piloto da frente faz papel de trouxa e fica quietinho porque nada pode fazer.
Sim senhores, estou ficando ranzinza (mais do já sou!)

sábado, 27 de agosto de 2011

Pai Renatão

"Pai Renatão Pé Frio. Você, terceiro piloto de qualquer equipe, sem competir ao longo ano. Sua escuderia tem um piloto genial e que gosta de rally como titular? Tem outro titular cheio da nota russa? Pai Renatão Pré Frio escreve um post sobre você como subterfúgio para temas estranhos, fala dos apuros de sua carreira, apostando, inclusive, que dificilmente haverá oportunidade em um assento competitivo na F-1. Os resultados são imediatos! Em poucos dias, você será chamado para substituir o alemão, irá para o Q3 em seu primeiro treino classificatório em condições dificílimas, largará a frente da Prima Dona Afonsina e, de quebra, colocará módico 1.2s sobre seu companheiro de equipe, que até então vinha botando pra cima do outro piloto titular".

Senna sobrinho me deve essa. E fiquei impressionado com a performance.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Opa!

Pela primeira vez em sei lá quantos anos, Schumacher termina uma sessão na ponta da tabela. Fantástico para o alemão-mor, em meio às comemorações dos 20 anos de sua estreia na F-1.
Mas, com chuva e tudo, foi o Webber quem ficou com o melhor tempo do dia, 1,4s a frente do Kid, o décimo, apenas (ihh...)
Por falar em Webber, eu nunca tinha vista a imagem da entrevista em Silverstone, no ano passado, quando deram a asa nova para o Kid. Lembram?
Vai aí o vídeo, só para (des)animar a sexta-feira. As imagens são fortes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A luz do inverno

Interessante o que ocorre por aqui neste período curto do ano. Eu tendia a acreditar que, no Brasil, realmente não existisse inverno. Cresci em uma cidade quente como o inferno, que não tem praia nem vento. Então, fui morar em uma rua da capital paulista em que não bate sol. Quer dizer, bate sol, mas não como eu estava acostumado, aquele sol da tarde, quente, derretendo as paredes e o ânimo. Com rinocerontes.
Pior, tal rua tem vento.
O inverno tem suas mazelas. O frio, a primeira delas, acompanhado do ar seco e a inversão térmica detonando a saúde de todo mundo. Em São Paulo, a fuligem é um agravante terrível.
Em um apartamento com janelas grandes, que pouco vedam em termos de barulho ou ar, e ainda um pé direito alto, a sensação de frio é incrementada. E ainda o sol, que não derrete as paredes e o ânimo. Tenho que dormir encolhido como um tatu, embaixo de 147 cobertas.
Mas as noites de inverno não são apenas particularmente mais frias que as demais. Elas também são muito mais claras.
Logo ali, abaixo da varanda, tem uma árvore. Árvores costumam ter folhas. No primeiro inverno que passamos nesta humilde habitação, achamos que a árvore estava morta, pois todas as folhas se foram de um dia para o outro.
Uma árvore sem folhas, certamente, faz muito menos sombra. Essa é uma verdade durante o dia. Não deixa de ser, contudo, uma verdade também durante a noite.
Se você conta com as folhas da árvore para barrarem a luminosidade de um poste indiscreto, a noite de inverno será muito mais clara que a noite do verão.
Veja só:


No canto inferior esquerdo, é possível avistar o poste, só esperando, ansioso, seu momento de brilhar.


Acima, a estrela da noite, sem as folhas para fazer sombra. Talvez eu devesse ter cortinas, não?
Isso dura até o dia em que entro no quarto e percebo que está muito mais escuro do que de costume. Saio na varanda para ver se a luz do poste está queimada. Noto que as folhas estão de volta. E o inverno acabou.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Bullcrap

Sempre que eu escrevo aqueles posts com o marcador "bullcrap", recebo, no dia seguinte, um telefonema dos meus pais, preocupados: "o que aconteceu? Por que você escreveu aquilo?" Minhas respostas são sempre evasivas, dizendo que é nada, "aquilo é uma tentativa frustrada de literatura". Lógico que eles sempre sabem que é mentira.
Realmente, sinto-me compelido a escrever principalmente em momentos não muito bons. Quando há felicidade abundante, a gente sai para brindar e brincar, e não senta para escrever. Não é?
Isso se tornou uma constante, principalmente desde mais ou menos um ano atrás. Algumas coisas não agradáveis aconteciam desde um período anterior, mas, há aproximadamente um ano, um ciclo meio tenebroso se iniciou por meio de um evento - ou o último evento de uma série de eventos - com consequências dramáticas.
Ontem, eu já nem notava que ainda estava girando naquele círculo. Percebo, agora, que ainda estava lá porque suspeito que o ciclo se fechou. E se, durante este tempo todo, usei este canal para dar preocupações aos meus pais - que estão lá longe -, nada mais justo que usar o mesmo meio para aliviá-las.
Claro que, como de costume, as coisas não serão explicitadas. Vamos dizer que foi assim: choveu por aqui nos últimos dias. Choveu e tem feito muito frio. Trombei com alguém, por acaso, e estava todo encharcado. Comentei, como que me explicando: "choveu". Recebi, em resposta: "eu não tenho um guarda-chuva para te emprestar, nem roupas secas. Mas fique por aqui. Gosto de você".
Um gesto singelo, muitas vezes, tem significado enorme na vida de alguém. E esse mero "fique por aqui" significa um rompimento com uma série de encontros e desencontros marcados por desaprovação e descrença. E esse rompimento me faz ter o coração leve, como há muito não tinha.
Hoje, pela primeira vez em muito tempo, a insônia é de entusiasmo e aprovação pela vida, e não por preocupação e pesar.
Então, papai e mamãe, estou escrevendo um monte de bullcrap, como sempre. Mas estou bem. Muito bem.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Timing - com um "m"

Estou aqui sem conseguir dormir - o que não é exatamente uma novidade -, muito intrigado com uma questão relevantíssima: Bruno Senna vai ter, algum dia, a chance de guiar um carro competitivo na F-1? Eu tendo a responder que não - e tomara que esteja errado.
Mas, vejam só: no fim de 2008, o Senna sobrinho era o favorito para assumir a vaga de Barrichello na extinta equipe Honda. Foi bem nos testes, é simpaticão, tem um nome importante. De repente - boom - a Honda não existe mais. Ross Brawn vai assumir a coisa, não vai, quem serão os pilotos, quais serão as renovações na área técnica e, no mar de dúvidas que se formou, Senninha foi deixado para lá.
A Honda virou Brawn e Barrichello assinou para quatro corridas ao lado do futuro campeão Jenson Button. O carro era um foguete que dominou amplamente a primeira parte da temporada.
Imaginem se o Senninha tivesse assinado com a Honda e Brawn tivesse mantido o compromisso. Ou se ele tivesse arrumado grana para correr ao lado do Button. Teria vencido corridas? Teria disputado o título? Um ano de estréia com um carro daqueles na mão seria uma excelente vitrine para um futuro promissor. Mas nada disso aconteceu e nós nunca vamos saber o que teria sido do Senna sobrinho se tivesse estado no lugar certo, na hora certa.
Muito preocupado essas especulações, fui levado a pensar em como o "timing" influencia nossas vidas - timing é determinante, por exemplo, no nível de risos provocados por uma piada. Outro dia, reclamei de um amigo, que me fez algo maravilhoso, mas em um timing totalmente errado.
Pior são as gripes! Terríveis gripes, que nos acometem nas semanas em que temos mais trabalho. O vigor físico vai para o saco e tomamos um sem número de placebos alcoólicos tentando esquecer o maldito vírus. Ou bactéria?
E aí começam as outras especulações: seria melhor antes, seria melhor depois... mas o mais provável é que seria a mesma coisa, antes ou depois.
Fato é que, creiamos ou não nas forças superiores que regem o universo, estamos sempre no lugar certo, na hora certa, para vivermos o que temos de viver e tentar fazer o melhor com o que nos jogam no colo ou na boca do estômago.

Mas alguém tem um remedinho para insônia? Minha falta de timing para dormir tem consequências sempre desastrosas no dia seguinte.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fantasmas e vermes

Se outro dia vi fantasmas, tenho visto, ultimamente, seres humanos. E é difícil aguentar. Vamos de Jorjão, que traduzia tudo de uma maneira mais feliz.