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domingo, 2 de setembro de 2012

O TODO PODEROSO


Terminado o GP de Spa não posso deixar de, antes de mais nada, postar este momento pavoroso de um sujeito que ainda é celebrado como um dos maiores pilotos de todos os tempos.
Uma vez Nelson Piquet disse que para se dar bem um piloto, além de ser bom, tem que ter bons advogados.
Shuhsu tem ótimos advogados uma vez que num dado momento da história da F1 todos conspiravam a seu favor.
Ganhou títulos pisando no pescoço de muita gente e, para nossa alegria, algumas vezes se deu mal como em 1997 quando jogou o carro para cima de Jacques Villeneuve e acabou por abandonar ficando o título com o piloto canadense.



Interessante o vídeo pela duração permitindo ver a reação dos envolvidos. A narração é em marcianês.

Hoje, cometeu esta estupidez homérica (como diria véio Mero). Indo para os boxes resolveu dar uma de bicudinho para cima de outro piloto alemão que, por sinal, está disputando o título deste ano o nosso ressucitado Vetor. Inaceitável para um piloto tão festejado tal e coisa. Mas, esperado vindo de alguém com um apelido tão "carinhoso".
Dick Vigarista.
Lógico que não foi punido durante a corrida porque é o queridinho de todos. Dizem que vão analisar os fatos após a corrida. São os cegos do castelo. No máximo vai ganhar uma multa ou algo assim. Enfim, espero que eu queime a língua.





domingo, 28 de agosto de 2011

PARABÉNS DICK

No sábado dia de treino para o GP da Bélgica, dona Gertrudes ligou gargalhando logo após o pancadão do Schushu cuja roda soltou.
Roda do carro da dona mercedes, bem entendido.
Se fosse roda no próprio lemão, seria, no mínimo, a porca da cabeça.
Enfim, a explicação dela me convenceu.
Shushu está fazendo mil anos de f1 e arrumou até um capacete novo para comemorar.
Uma carreira cheia de glórias, muitas questionáveis, mas, deixa para lá.
Porém, glórias em outras equipes e não na dona mercedes.
Hoje, o lemão é uma pálida lembrança do que foi.
Alguém já escreveu que ele é um fantasma perambulando pelos boxes.
Dona mercedes está puta porque gasta uma nota com o dito que não corresponde nas pistas.
Então, tome roda solta na volta de aquecimento para o treino de sábado.
É o nosso presente de aniversário!
Vá largar em último, seu ingrato!!!!

sábado, 27 de agosto de 2011

Pai Renatão

"Pai Renatão Pé Frio. Você, terceiro piloto de qualquer equipe, sem competir ao longo ano. Sua escuderia tem um piloto genial e que gosta de rally como titular? Tem outro titular cheio da nota russa? Pai Renatão Pré Frio escreve um post sobre você como subterfúgio para temas estranhos, fala dos apuros de sua carreira, apostando, inclusive, que dificilmente haverá oportunidade em um assento competitivo na F-1. Os resultados são imediatos! Em poucos dias, você será chamado para substituir o alemão, irá para o Q3 em seu primeiro treino classificatório em condições dificílimas, largará a frente da Prima Dona Afonsina e, de quebra, colocará módico 1.2s sobre seu companheiro de equipe, que até então vinha botando pra cima do outro piloto titular".

Senna sobrinho me deve essa. E fiquei impressionado com a performance.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Opa!

Pela primeira vez em sei lá quantos anos, Schumacher termina uma sessão na ponta da tabela. Fantástico para o alemão-mor, em meio às comemorações dos 20 anos de sua estreia na F-1.
Mas, com chuva e tudo, foi o Webber quem ficou com o melhor tempo do dia, 1,4s a frente do Kid, o décimo, apenas (ihh...)
Por falar em Webber, eu nunca tinha vista a imagem da entrevista em Silverstone, no ano passado, quando deram a asa nova para o Kid. Lembram?
Vai aí o vídeo, só para (des)animar a sexta-feira. As imagens são fortes.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Uma boa ideia

Acordei hoje com a sensação de que estava esquecendo o aniversário de alguém. Hoje, Ayrton Senna faria 51 anos de idade. Gosto de lembrar dele porque, no fundo, é um dos dois sujeitos responsáveis pela minha irremediável paixão por corridas.
Um vídeo legal para celebrar: uma volta no treino de classificação para o GP da Bélgica de 1991 sem narração, só o propulsor de 3,5L, V10 da Honda para ouvir.




domingo, 5 de setembro de 2010

Amarelo, Deus e Chuva

Lewis Hamilton venceu magnificamente o GP de Spa Francorchamps, na semana passada. Não deu chances a ninguém, assumindo a ponta na largada e ficando ali até a bandeirada final.
Houve apenas um momento em que os adversários de Hamilton efetivamente tiveram alguma chance: foi no momento em que o inglês escapou na Rivage, quando a chuva já começava a cair, e por muito pouco não acertou a barreira de pneus.
Qual a explicação de Lewis para o acontecido? Como ele conseguiu manter o carro deslizando pela brita sem ficar atolado e sem bater? Perguntas essas que demandam uma resposta técnica, obviamente. Vamos ver o que Lewis disse:

"Eu freei muito tarde e bloqueei os pneus, alargando na curva oito, e - Jesus! -, o Senhor definitivamente tinha sua mão sobre mim ali e eu pude me safar dessa. (I braked quite late and locked my wheel and went wide at turn eight and jeez, the Lord definitely had his hand over me there as I was able to get away with it)".

O inglês ainda declarou que, antes da prova, estava rezando para que tudo desse certo.
O domínio de Hamilton sob condições oscilantes e adversas e sua explicação para tudo na vontade divina me lembrou um piloto muito popular, que também correu de McLaren e que também andava por aí com um capacete amarelo.
Vejam a explicação desse piloto para seu domínio na prova de Donington, em 1993:



Não se trata tanto de comparar as pilotagens de Hamilton e Senna. Mas as semelhanças entre eles chamam a atenção. Ambos pilotos muito rápidos, ambos polêmicos entre seus pares e ambos buscando na fé a explicação para suas performances. Esta atitude era comum em Senna; não me lembro de Lewis fazê-lo antes de Spa.
Dizem alguns que esta confiança de que Deus estava ao seu lado é que fez Senna ser tudo o que foi; dizem alguns que a mesma confiança o levou a colocar seus adversários e a si próprio em perigo em muitas ocasiões. Estaria Hamilton no mesmo caminho? Não sei. Mas o inglês, pelo menos, no mesmo carro já esteve para gravação deste Top Gear especial - vídeo muito legal.



Agora é esperar e ver quais glórias o futuro reserva ao capacete amarelo mais jovem, dono de uma carreira já muito bem sucedida.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Gelo e SPQR


Com mais atraso do que a largada do Barrichello, vamos ao GP da Bélgica.
A chuva esteve presente em Spa-Francorchamps, mas não chegou a influenciar os treinos classificatórios e a corrida. Eu não consigo imaginar como teria sido caso a chuva tivesse caído no sábado à tarde. Se o grid ficou todo invertido no seco, imagine se estivesse molhado.
O romano Giancarlo Fisichella surpreendeu a todos com uma pole completamente inesperada. Se um carro da Force-India passa para o Q2, é um resultado fantástico; se passa para o Q3, nossa, é um sonho! Quem dirá fazer uma pole-position. E o espanto foi ainda maior quando os pesos dos carros foram divulgados: Fisichella não era o carro mais leve do grid. Mais leve do que ele estava Rubens Barrichello, que largaria em quarto, demonstrando que ele e a Brawn não encontraram o melhor equilíbrio no asfalto belga.
E eu não sei que espécie de desequilíbrio fez com que Rubens, pela terceira vez no ano, não conseguisse arrancar no apagar das luzes. Se é um erro do piloto ou se um problema congênito de seu BGP 001, só ele e o engenheiro podem saber. Dizer que a falha é humana ou da máquina seria meramente um chute.
No vídeo do post abaixo, dá para ver que o carro pula e depois entra em ponto-morto já em movimento. O Luciano Burti, na transmissão da TV, informou que é um programa que impede que o carro morra quando o giro cai muito. Será que Rubens acelera pouco para lagar? Ou solta a embreagem muito rápido?? Pessoalmente, não creio que um piloto com trocentos anos de Fórmula-1 possa cometar erros assim. Pode até ser que seja erro dele, mas talvez haja um segredinho para largar que não conhecemos.
O fato é que, depois que o carro andou, a corrida de Barrichello foi até muito boa. Contornando a primeira curva em último, logo ultrapassando vários carros, com a faca nos dentes, como se pode ver na câmera onboard. Gostei de vê-lo combativo.
Os dois pontos foram importantes, mas com o abandono de Jenson Button, era dia para tirar mais diferença, para dar aquela "apimentada" no campeonato.
Button dificilmente vai perder, mas a sua enorme falta de performance desde Silvertone pode possibilitar uma aproximação perigosa das Red Bull. O inglês foi terrivelmente mal nos treinos de sábado, largando em décimo quarto. Sair lá no meio do pelotão, com a La Source logo à frente, em seguida a Eua Rouge e depois a reta para a Les Combes tem sempre uma grande probabilidade de dar merda. E deu mesmo.
Grosjean cantou de galo dizendo que a culpa pela batida foi de Button, mas não é o que parece. Esse franco-suiço, aliás, protagonizou um incidente na GP2, no circuito de Hungaroring, em que colidiu de forma ridícula com Franck Perera, causando a abandono dos dois da qualificação. Perera procurou Grosjean por explicações e ouviu dele: "Quem é você?". Esse acidente da GP2 pode ser visto aqui.
Parece que, no caso com Button, o inglês já estava no contorno da curva quando Romain o acertou no pneu traseiro. Ou seja, a preferência era de Button e quem tinha de esperar era mesmo Grosjean.
Button está sob pressão, mas seus adversários não estão tão eficientes para tirar a diferença. Parece que só verá o título ameaçado se Webber, Vettel ou Barrichello emendarem vitórias nestas cinco corridas que faltam. A Red Bull, contudo, enfrenta problemas de limitação de motores, enquanto a Brawn já não tem o mesmo ritmo do começo do ano, o que dificulta as coisas para o brasileiro. É esperar para ver.
Vettelzinho voltou a fazer alguma coisa em corrida no último final de semana. Largou em oitavo e chegou ao pódio com muita competência, mostrando um pouco do brilho que o tornou um dos pilotos mais cotados do grid. Andou mais que Webber, que, aliás, ficou apagado tanto em Valência quanto em Spa.
E o Luca Badoer? Apelidado pelos ingleses de Look howBadyouare, o italiano deve ter feito sua última corrida na Ferrari, e provavelmente na Fórmula-1, com uma atuação abaixo da média, chegando em último lugar dirigindo o mesmo carro que venceu a corrida.
Mas os grandes nomes do fim de semana só poderiam ser Kimi Raikkönen e Giancarlo Fisichella. Uma boa atuação do finladês em Spa já era até esperada. Como já dito por aqui, dos que alinharam no domingo ele era o único a já ter vencido em Spa. É uma pista em que ele é especialista e já teve atuações de gala lá, como sua vitória sobre Schumacher em 2004, tendo largado em décimo e tirado leite de pedra para superar a Ferrari, muito superior a sua McLaren àquela altura.
O Homem de Gelo é um piloto fantástico, mas que se apaga por não estar nem aí para nada. É o jeito dele. Mas, em um dia inspirado, é um piloto difícil de ser batido. Creio que, de sua geração, é o maior potencial, mas ele mesmo não liga muito para isso, tanto que há rumores que o colocam no WRC no próximo ano.
Mas Fisichella foi fantástico. Correndo com o carro indiano, qualquer pontinho seria maravilhoso. O romano fez muito mais, e arrisco-me a dizer que só não venceu porque a Ferrari conta com o KERS. O dispositivo ajudou Raikkönen a ultrapassá-lo na relargada e impediu que ele pudesse recuperar a posição, muito embora tenha andado o tempo todo no ritmo da Ferrari.
Uma atuação de gala de Fisichella, talvez a melhor de sua carreira, junto com a vitória no GP da Austrália de 2005. Só que, naquela ocasião, ele contava com o melhor carro; domingo, muito longe disso.
O que fez a Force-India andar tanto é um mistério. Se acharam algo no carro, acertaram direitinho a relação arrasto/downforce, não dá para saber. Talvez, o motor Mercedes tenha ajudado bastante, mas não é só isso. E, infelizmente, não sou eu quem pode saber.
O fato é que talvez tenha sido o canto do cisne do romano. Com 37 anos, uma carreira sem lá grande brilho, é provável que Fisichella, em breve, pendure o capacete.
Entretanto, boatos o colocam na Ferrari no GP de Monza, já que o time de Maranello deve dispensar os inestimáveis serviços de Luca Badoer. É conhecido o sonho de Fisichella de guiar o carro vermelho e também é conhecido a vontade de que um piloto italiano tenha sucesso a bordo da Ferrari. Depois do GP da Bélgica, torço mesmo para que isso aconteça. E que o cisne cante mais um pouquinho.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Spa-Francorchamps (que agora não é mais estrada)

Continuando com o "Sinal Verde" - gostei da comparação - pré-GP da Bélgica.
Spa-Francorchamps é, muitas vezes, palco de corridas excelentes, pela dificuldade da pista e instabilidade do clima. Às vezes começa tudo molhado depois seca; às vezes, tudo seco, depois molha; e muitas outras, fica sempre molhado mesmo...
Em 2000, tivemos lá um dos episódios mais marcantes dos últimos dez anos da Fórmula-1. Foi uma ultrapassagem que entrou para a história do esporte como uma das mais belas e difíceis. O GP começou no molhado, com largada atrás do safety-car. Mika Häkkinen e Michael Schumacher lutavam equilibradamente pelo campeonato. Tal equilíbrio, contudo, não parecia estar presente em Spa-Francorchamps. Häkkinen fez a pole-position, a terceira consecutiva na pista belga, em busca de sua primeira vitória em Spa; Schumacher fez apenas o quarto tempo, atrás de Jarno Trulli, com a Jordan e o estreante Jenson Button, com a Williams.
No começo da corrida, com a pista molhada, mas já secando, Schumacher superou Button e Trulli, partindo à caça de Häkkinen.
A pista foi secando e Schumacher conseguia alguma aproximação sobre Häkkinen. O finlandês sucumbiu à pressão e rodou após o pit-stop para troca para pneus slicks, retomando o percurso aproximadamente 5 segundos atrás do alemão.
Häkkinen, contudo, tinha um stint mais longo e fez seu primeiro pit-stop estratégico bem mais tarde em relação a Schumacher. Quando parou, estava uns 16 segundos mais adiantado.
Após as trocas de pneus e reabastecimentos, Schumacher e Häkkinen estavam em primeiro e segundo, respectivamente, com o finlandês tirando a diferença para o alemão, aparentemente por ter um carro mais adaptado às condições de pista daquele momento. O asfalto já se encontrava seco por inteiro e sol iluminava certas partes do circuito.
Faltando cinco voltas para o fim, Häkkinen encostou de vez no líder. Na reta Kemmel, a vantagem de velocidade final da McLaren em relação à Ferrari estava evidente, e Häkkinen, procurou um caminho para ultrapassar Schumacher na entrada da curva Le Combes; o alemão, como de costume, forçou o finlandês para o lado de dentro, deixando-o sem passagem e obrigando-o a recolher.
A corrida estava no fim e Häkkinen, se quisesse vencer, não poderia perder muito tempo. Na volta seguinte, na mesma reta Kemmel, Häkkinen encostou muito em Schumacher na saída da Eau Rouge. Contudo, havia Ricardo Zonta, retardatário, bem no meio da pista, deixando o lado de fora do traçado para Schumacher passar. O normal seria que Häkkinen recolhesse, ultrapassasse Zonta, e tentasse de novo na próxima volta. Mas não foi assim. Mika colocou o carro por dentro de Zonta, arriscando tudo em uma manobra muito corajosa. Havia apenas um "buraquinho" entre o carro de Zonta e a grama, e Häkkinen conseguiu se encaixar ali, superando o brasileiro a tempo de colocar o carro no ponto mais adequado para a tangência da Le Combes.
Após a manobra, ao avistar Häkkinen, Schumacher move sua Ferrari bruscamente para o lado de fora, revelando, talvez, alguma surpresa com a presença do finlandês ali. Bom, a surpresa foi justificada...
Muito melhor do que minha terrível descrição, é ver as imagens.
O primeiro vídeo contém a primeira tentativa de ultrapassagem, onboard com Häkkinen, bem como a tentativa que deu certo, onboard e por fora. O narrador diz, em espanhol, "menos mal que Zonta não se moveu". Pois é.





Este segundo vídeo mostra o ponto de vista de Ricardo Zonta. Aqui, dá para perceber bem que havia pouco espaço para Mika.
Nota-se, também, que Zonta olha para o espelho esquerdo apenas uma vez. Como o próprio Zonta afirmou após a corrida, ele não percebera a aproximação de Häkkinen, já que, pelo retrovisor, só dava para ver Schumacher, que estava na frente. Realmente, não dá para ver muita coisa pelo retrovisor de um Fórmula-1 que, além de ser pequeno, tem o campo de reflexão limitado a uma fresta no aerofólio.




E para quem chegou até aqui, e tiver curiosidade, abaixo está a entrevista após a corrida, com as palavras de Häkkinen e Schumacher sobre a corrida e sobre a manobra de Mika. É engraçado ver o finlandês falar, com seu sotaque peculiar.
Interessante ver Schumacher preocupado com o campeonato, já que, com essa vitória na Bélgica, Häkkinen abrira 6 pontos de vantagem para o alemão, faltando apenas Monza, Indianápolis e Suzuka para o fim da temporada. Mas, como todos sabem, o título acabou mesmo nas mãos de Schumacher, seu tricampeonato, a respeito de que falaremos mais oportunamente.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A estrada entre Francorchamps, Malmedy e Stavelot

No próximo domingo, ocorrerá o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula-1. Para mim, um dos eventos mais esperados do ano.
Originalmente, a pista tinha praticamente 15 km, percorridos em velocidades altíssimas. Esse percurso recebeu corridas de 1924 a 1939. Após a guerra, as corridas voltaram ao circuito, agora um pouco modificado, mas ainda enorme para os padrões atuais: 14,120 km.
A partir de 1979, contudo, a pista foi encurtada, e tal traçado abriga, praticamente intacto, as corridas de Fórmula-1 na Bélgica até hoje.
O moderno Spa-Francorchamps ainda é bem maior que a maioria das pistas, com aproximadamente 7 km por volta. Monza, por exemplo, que também é um dos maiores, tem 5,7 km. A pista, apesar de ter metade da distância dos tempos áureos, conserva grandes desafios para carros e pilotos, como os trechos da Eau Rouge e de Blanchimont.
Vencer em Spa-Francorchamps é uma honra que nem todos os pilotos, ainda que campeões, conseguem. A Prima Donna Fernando Alonso, por exemplo, ainda não venceu em terras belgas na Fórmula-1. Dos pilotos em atividade, apenas Kimi Raikkönen, especialista no circuito, e Felipe Massa venceram o GP da Bélgica. Raikkönen, aliás, já venceu 3 vezes por lá em seqüência, e se tivesse vencido no ano passado, como quase o fez, teria igualado Ayrton Senna, que venceu o GP consecutivamente entre 1988 e 1991. O maior vencedor do GP, contudo, é Michael Schumacher, com 6 vitórias no bolso; Senna vem logo depois com 5; Jim Clark tem 4 triunfos.
Para finalizar, vejam o vídeo abaixo: fantástica filmagem feita para o não menos fantástico filme Grand Prix, do diretor John Frankemheimer. O filme tem as melhores tomadas onboard que já vi, feitas usando técnicas interessantíssimas. Frankernheimer, inclusive, fez com que os atores aprendessem a pilotar, para que as tomadas fossem as mais reais possíveis. Eles não dirigiram carros de Fórmula-1, mas de Fórmula-3; há, também, tomadas feitas durante as corridas, o que confere ao filme um realismo fora do comum.
As imagens abaixo foram feitas durante o GP de 1966, no traçado de 14,120 km, e na segunda-feira seguinte ao GP, que foi vencido por John Surtees, da Ferrari. Realmente choveu durante as filmagens, e algumas das rodadas que se vêem foram protagonizadas pelos atores/pilotos.
Impressiona ver a proximidade com que os carros passam em relação às casas. Eram os padrões de segurança de outros tempos...
Sem mais palavras, aproveitem o vídeo! E aproveitemos a corrida no domingo.