quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O CARRO

Leio que o carro do shushu campeão de 1994 está a venda por 'centos milhões de alfaces
Quem deveria comprar o famoso carro da famosa batida que mostrou ao mundo com quem a F1 estava se associando é o próprio Dick Vigarista.
Deveria comprar e esconder para sempre.....
Ou o Danou-se Hill e usar como carro-vudu, atirando capacetes no dito até o sono chegar.

domingo, 24 de outubro de 2010

Que noite, por aqui também...

Leio os comentários do pai do blog sobre uma noite automobilística infernal. Na outra sede do F-1 Literária não foi muito diferente.
Recebíamos a visita de um velho e estimado amigo, o que demandava celebrações. As tais celebrações começaram na sexta à noite, atravessaram o sábado e se estenderam pela madrugada. Como não poderia deixar de ser, tendo chegado em casa por volta das 3 da manhã, fiquei de pé para ver a corrida.
Não contava, contudo, que haveria quase duas horas de atraso na largada. O resultado: fui dormir, também, às sete da manhã.
Tudo bem. Não haveria grandes problemas. Ocorre que hoje, domingo, 24 de outubro, foi o dia da rave espírita anual que acontece na rua Maria Paula, endereço da sede da Federação Espírita do Estado de São Paulo. Há vários shows ao longo do dia e o palco é montado exatamente embaixo das janelas dos quartos do prédio em que moramos. As janelas tremem, o barulho invade cada cômodo do apartamento. Não é só um cara com um violãozinho, não. A coisa é pra valer mesmo.
Resultado: dormimos às 7, fomos acordados às 9. E só agora, às 20h, é que a coisa toda terminou. Ainda ouço o tilintar das ferragens sendo desmontadas e um ou outro grito de "curíntia!".
Sobre a corrida.... bem, a corrida... foi uma decepção para nós, torcedores antiferrari. Alonso é um piloto fantástico, não há dúvidas. Não acho que o Massa poderia superá-lo no campeonato. Mas, ao mesmo tempo, não suporto a política cínica dos homens de vermelho.
Voltaremos depois de dormir um pouco...

QUE NOITE!

Já escrevi diversas vezes sobre o dilema das corridas (nossas) madrugadas adentro.
Desta vez resolvi dormir.
Eu disse dormir?
Aqui perto de onde moramos na infernal rib's abriram um espaço com supermercado e outras coisitas. Uns três quarteirões de distância.
Pois, nesta noite resolveram dar uma festa rave no estacionamento deste lugar.
Vocês "ouviram". Festa rave num bairro residencial.
Foi um tchum-tchum-tchum só noite adentro.
Não sei quem deu autorização para uma festa destas já que o bairro é residencial.
Mas, merece ser preso numa cela cheia de festeiros rave com o tchum-tchum-tchum no último volume.
Do outro lado da rua existe um condominio de sobrados. Imaginem o tchum-tchum-tchum e os sobrados chacoalhando.
Bom, vamos para a corrida com fundo musical.
Eu descobri o segredo da prima dona alfonsina. Além dos chiliques de menino mimado ele tem um poder secador impressionante.
Não aquele secador dos objetos molhados, ou aquelas coisas em forma de revólver que as mulheres usam. Secador de pessoas.
Lá na Alemanha não conseguiu secar o massa, mas deu piti e a mamã ferrari puxou as orelhas do piloto felipe que não saía da sua frente.
Mas, ontem, ao som do tchum-tchum-tchum, ele mostrou o poder.
Todos os buenos da vida falam que um grande campeão tem que ter sorte.
A prima dona mostra que tem sorte, ou o poder secador.
Senão vejamos:
Começa a corrida depois de assistirmos durante séculos aquela beleza de carro madrinha passear na frente dos meninos.
O roseberg vem todo assanhado muito disposto a mostrar que a mercedes dele também é bonita, além de possivelmente ser uma boa madrinha para ele.
Nosso herói uéber vinha na frente do alfonso.
Alfonso mirou seus olhos secadores, o uéber errou bateu e ainda por cima levou o roseberg assanhado com ele. Além de tudo sujaram os pezinhos na lama.
Mais carro madrinha e segue o tchum-tchum-tchum lá fora.
Para encurtar: o vetor sempre reclama dos freios. Não sei se os freios dele acabam porque ele não sabe frear ou se os freios acabam porque ele não sabe frear.
Enfim, o alfonso mirou no carro do vetor.
Não deu outra. Lá se foi, não os freios mas o motor e o vetor, que dessa vez não fez nenhuma besteira, além de não saber frear, ficou de fora.
Nosso outro herói, hamilton, resolveu ficar longe da prima dona para não ter que enfrentar o poder secador.
Acabou a corrida e a rave também. Acho que por volta das sete horas.
Foi uma noite para ser esquecida.
Sem falar no rubim que estava todo pimpão e acabou em sétimo.
Ah, o massa fingiu de morto e chegou em terceiro.
Destaque touro em loja de cristais para nosso nada sutil sutil (ai!)
Foi a única alegria da noite.

sábado, 23 de outubro de 2010

AH! OS TREINOS

Estamos diante do dilema já abordado pelo blog entre ir dormir ou não dormir nessas incríveis e boemias noites em que as corridas de F1 acontecem na nossa madrugada.
Nesse momento (etílico) meia noite e meia minha decisão é de ficar acordado preparando mandingas contra a prima dona alfonsina. Mesmo porque, na calada da noite posso atacar a geladeira em busca do néctar dos deuses.
Temos aqui dois problemas: o fato de considerar a prima dona o melhor piloto da F1 atual. Ali, pau a pau (cruzes!) com o Hamilton. Circunstâncias fazem com que o momento seja melhor para o espanhol.
O segundo problema: o uérber merece, pelo conjunto da obra, ser o bam-bam-bam de 2010. Um cara legal que vive um momento único e talvez único (êita!) na F1 atual.
Como dizem por aí, os touros vermelhos que chifram para valer, preferem o lemão vetor. O australiano soube, no entanto, aproveitar o momento e tornou-se o pentelho no cockpit número 2 que é o número um quando se fala em um campeão pelos touros que não espanhóis. Meio doido mas real. Caso contário o vetor já ouviria nos pavilhões auriculares a frase "o uéber é o cara, mano".
Então, a torcida é que o uéber mande bem no treino que vai começar e que eu aprenda a dedilhar melhor na bagaça desse lap.
Levei uma eternidade para postar este post (ai jesuis) pela falta de intimidade com as modernidades e a influência das amarelinhas.
Mas, aí está.
E,vamos correr para a geladeira.
Se as amarelinhas não ajudaram, pelo menos não atrapalharam.
Putz!
As amarelinhas atrapalharam, por outro lado, no mérito do post pelo que peço um aditamento à inicial.
Lembro do Senna, em entrevista à rede blobo, dizer que a corrida de F1 tinha graça já no sábado, nos treinos que definiam a largada. Se bem que naqueles tempos os tempos (nooooosssssa!) de sexta valiam para o domingo.
Enfim, depois dessa entrevista, no ano seguinte a Globo começou a mostrar os treinos de sexta e nós, amantes da F1 perdemos mais uma noite de sono quando dessas corridas lá no miesteriso oriente em que o dia é noite e a notie é sei lá o quê.
Só sei que devo parar e pegar outra daquelas coisas amarelas lá na geldaeira.
Porque as tcelas estálo ficando fugídias ou fugidías ou poeticamente falando, fugitivas.
meus dedos não sconseguem acompanbhar a velocidade do pensaemtoo.
espero que a prima dona alfonsidna tabém naõ consiga acompanhar os caras que, espero, chegam dna frenre dele.
até mais.
ou menos

terça-feira, 19 de outubro de 2010

HUNTER HUNT

Mamma mia!
Li que lançaram a biografia do James Hunt.
Mais do que o título de 1976 (título este abandonado pelo Mickey Lauda a bem da verdade) o cara é lembrado pelas bagunças que aprontava.
Não o admirava muito como piloto.
Mas, se verdade for, o cara merece respeito.
Trinta e três aeromoças numa farra preparatória para o GP do Japão de 1976, em Monte Fuji.
Na teoria não existia nada parecido com o Viagra.
A bagunça durou duas semanas.
Esse merece que tiremos o capacete para ele.

MONEY

Ah, o dinheiro!
Como diria o poeta, ergue e destrói coisas belas.
A F1 adora dinheiro.
E, nós que gostamos de F1 aprendemos a odiar a grana que compra cockpit.
Acredito que exista uma falta de ética e esportividade numa atitude em que um piloto entra com dinheiro e a equipe com um carro, seja lá ele qual for.
Imaginemos uma cena de faroeste: uma bucólica cidadezinha onde o melhor cowboy merece beber da melhor bebida destilada. Envelhecida 'centos anos numa caverna cheia de fungos alucinantes.
O melhor cowboy entra no boteco com o traseiro em frangalhos depois de domar o melhor cavalo empinado da região e molha a garganta com a bebida dos deuses.
Um dia, porém, chega à cidade um cowboy filhinho de mamã. Desce de seu corcel (II evidentemente), um puxa saco chuta a porta do boteco, e ele entra jogando um saco de moedas de ouro no balcão.
Explica que sabe montar o melhor corcel (II evidentemente) da fazenda de papá e merece ganhar toda a garrafa da bebida dos deuses.
Faz um biquinho em direção à garrafa.
o dono do boteco, um certo Bernye (eclestone, evidentemente) olha o saco (de dinheiro, de dinheiro) oferecido pelo forasteiro. Seus olhinhos de duende saltam de alegria.
Resumindo: o forasteiro sai com a garrafa da maravilhosa bebida e os outros cowboys (é assim o plural em inglês?) ficam chupando o dedo.
Nós, amantes da F1, ficamos chateados com a situação e sempre nos perguntamos até onde poderia chegar determinado piloto se tivesse tido tempo e tranquilidade para mostrar o que sabe.
Dessa vez, lamentamos que o incrível Hulk não tenha chance de mostrar serviço.
Ontem, entre tantos, foi o nosso Moreno.
Agora, o dono do corcel (II evidentemente) é um tal de Maldonado.
Mas, ele que se cuide. Amanhã pode entrar na cidade um outro almofadinha montando um Mustang.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

TRABALHAR QUE É BOM

Engraçada a F1.
Leio por todos os lados que o Dick Vigarista pediu para a equipe que masseasse o roseberg.
Não funcionou, mas, que a roda do roseberg atendeu aos anseios do lemão maior, atendeu.
Basta os touros vermelhos andarem na frente e são acusados de doping.
Os adversários precisam compreender que os touros vermelhos tem asas....
Leio no Speedblog que andaram testando os carros do vetor e do ué(ber).
Haja saco.
Enquanto isso, e por falar em desrespeito ao regulamento a prima dona alfonsina pede que o pobre massa o ajude.
Logo o massa que está na chamada marca do penalti.
Ah, a justificativa do título.
Schumacher, Alonso e etc querem facilidades. Trabalhar para conseguir resultados que é bom nada.
No caso do schuschu os posts do chefe dizem tudo.
Agora, o Alonso ficar pedindo o penico para o companheiro é muito feio.
Ele, tem minha antitorcida, mas é bom e não precisa apelar para conseguir mais um campeonato.
Se não vier neste ano, virá com certeza no ano que vem.

Uma possível explicação

O pater familias do blog não entendeu a estratégia de Jenson Button no GP do Japão. Eu achei que não houvesse nada a entender. Uma estratégia que não funcionou e nada mais.
Não foi a leitura que fez Christian Horner, da Red Bull, para quem Jenson foi utilizado como uma espécie de "gado de sacrifício" pela McLaren, e a coisa toda só não funcionou porque Lewis Hamilton teve um problema na caixa de câmbio. É o que noticia o F-1 News.
Explica-se. Com a pista encharcada no sábado pelo dilúvio que caiu sobre Suzuka, a McLaren esperava que, sem borracha na pista, os pilotos que largassem com pneus macios teriam problemas com desgaste de pneus bem cedo na corrida. Por isso, colocaram Jenson com pneus duros na largada, o que possibilitaria uma longa perna de corrida na liderança, ditando o ritmo e abrindo vantagem para os concorrentes.
Ocorre que com o calor de domingo, o pessoal com pneu macio não teve grandes problemas e pôde fazer um primeiro stint mais longo que o esperado, prejudicando a estratégia de Button, que teve pista limpa por menos tempo que o necessário para o plano funcionar.
Frustrada a estratégia para Jenson, Horner afirma ter a McLaren utilizado o piloto do carro nº1 para segurar os carros da Red Bull, enquanto Lewis Hamilton se aproximava do pelotão. Nas palavras do próprio Horner, formou-se uma espécie de sanduíche entre as duas McLarens. Tudo foi por água abaixo quando Hamilton perdeu a terceira marcha.
É claro que o pessoal de Woking negou, mas parece ser uma explicação razoável. E, diga-se, não há nada de ilegal nisso. Pode ser condenável, contudo, utilizar um de seus pilotos, que ainda tem chance matemática de título, em benefício do outro. Mas isso são outros quinhentos.
No fim das contas, a estratégia de Button não funcionou para ele devido à boa durabilidade dos pneus macios no início da corrida. Não funcionou para Hamilton, pois, apesar da troca da caixa de câmbio, Lewis acabou perdendo uma marcha ao longo da corrida. E, com isso, o time prateado vai ficando cada vez mais longo do título mundial.

Só pode ser piada...

Dando continuidade à programação humorística semanal, Schumacher confessou que pediu à equipe que mandasse seu companheiro Nico Rosberg lhe dar passagem. Schuchummy afirmou que estava mais rápido que Rosberguinho, que enfrentava problemas em seu carro, e que, por isso, esperava colaboração da Dona Mercedes. Está lá no Tazio.
Segundo a cartilha elaborada, publicada e divulgada pelo próprio Sapateiro, o piloto que está 587 pontos atrás do outro no campeonato não tem direito de ultrapassar. Não importa o quanto esteja mais rápido, a prioridade é sempre daquele com a pontuação maior, ainda que esteja andando atrás ao longo de todo final de semana. Em uma outra equipe em que o alemão oficial pilotou, não tinha essa, não. "Tá mais rápido? Problema é seu. O Sapateiro fica na frente".
Rosberguinho, filho do homê, tem 122 pontos no campeonato, apenas 68 a mais do que o alemão oficial, que soma 54. Diga-se de passagem que 122 é mais que o dobro de 54.
Interessante a mudança de valores do Schuchummy.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

É piada?

E o Schumacão reclamou que a Mercedes trabalha melhor para o Nico Rosberg do que para ele. Capaz...
Schuchummy afirmou que nem sempre os dois carros da equipe estão iguais e que o seu bólido sofre com sérios problemas de consistência. Está lá no Tazio.
Realmente, dá para perceber que o carro de Schumacher é bem mais lento que o de Rosberg. Existe um problema evidente em um composto fundamental. É uma peça que fica entre o volante e o assento do veículo, responsável por virar o volante, trocar as marchas, poupar pneus quando é necessário e, principalmente, dar um bom feedback aos engenheiros com relação ao acerto do carro. Essa é a parte defeituosa do Mercedes de Schumacher.
No Japão, Rosberguinho ficou parado na hora largada - expediente muito comum com os segundos pilotos das equipes dirigidas por Ross Brawn. Schumacher começou doidão, passou o Rubinho e o escambau. Depois do pit stop, lá estava ele, novamente atrás de seu compatriota mais novo, que havia se recuperado da má largada. Não fosse a roda traseira esquerda ser ejetada do carro de Nico, Schuchummy mais uma vez teria levado um couro de seu companheiro.
Não vou repetir tudo o que foi feito este ano para que o alemão oficial alcançasse o Rosberguinho. Cara de pau do sujeito ainda afirmar que a equipe não lhe dá os devidos préstimos.

Ode ao Koba

A F-1 de hoje é quase que um saco. Vinte e poucos meninos mimados treinados desde o berço para serem pilotos de corrida.
Uma interessante exceção é Kamui Kobayshi. Em uma entrevista recente, o piloto japonês afirmou que nunca sonhou ser piloto de F-1. Queria mesmo era ser comediante. Segundo Kamui, seus pais nem carro tinham, e não estavam interessados em automobilismo. O piloto ainda revelou que já deu dois carros a seu pai, mas que ele vendeu os dois!
Não fosse bom de kart, Koba teria se tornado sushiman, como seu pai.
É um contraste interessante em um esporte em que os pais costumam "empurrar" os filhos carreira adentro, pressionando por resultados. Eu mesmo já presenciei uma corrida de kart em que o pai ficou berrando para o filho o que ele tinha que fazer. O moleque estava botando todo mundo no chinelo. Quase uma hora depois da corrida o pai/psicopata ainda estava falando na orelha do moleque porque os tempos não tinham sido suficientemente baixos, embora ele tivesse vencido a bateria com muita folga.
Quem sabe esse desprendimento seja o diferencial de Kobayshi. Um piloto muito bom, sempre bem disposto e pronto para arriscar uma ultrapassagem por um pontinho a mais.
Em sua corrida "em casa" não foi diferente. O japonês realizou diversas ultrapassagens, levando seu carro ao 7º lugar, após largar em 14º, o que garantiu à Sauber seu melhor resultado no ano, somando dez pontos com Kamui e Nick Heidfeld.
É possível que Kobayshi nunca dispute um título mundial. É possível, até, que nunca vença uma corrida. Mas, com sorriso aberto e freando tarde pra caramba, o japonês dá à torcida aquilo que ela quer ver: um piloto combativo que mesmo aos trancos e barrancos procura avançar no pelotão; e é isso que faz sua presença ter grande valor no grid da Fórmula-1.
Confira abaixo a entrevista do japonês à tv inglesa logo após o GP do Japão. As imagens estão invertidas e as vozes distorcidas para que o YouTube não delete o vídeo.


domingo, 10 de outubro de 2010

DORMIR OU NÃO DORMIR?

Corridas pela madrugada adentro são estranhas.
Em primeiro lugar a decisão entre ficar acordado até a hora da largada ou dormir antes e acordar a casa inteira com o despertador.
Quando solitários, como foi essa corrida do Japão, não há ninguém para comentar sobre os acontecimentos na pista
Pior, manter o silêncio é lei.
Enfim, fiquei acordado.
Pelo início da corrida pensei que os sonados eram alguns pilotos e não eu.
O petroleiro largou (não consegui ver se queimou) com um rojão acoplado no carro e deve ter pensado "é hoje que a jurupoca vai piar."
Arrumou um toque com o incrível Hulk e abandonou.
Massa alargou a pista e saiu dando uma força na índia.
Aí, veio o anticlímax.
A corrida virou uma monotonia do caramba.
Não entendi a estratégia do butão. Se era para chegar na frente do luiz nem precisava de tanto.
Se inspirado no vetor de algumas corridas atrás, quando trocou pneus na antepenúltima volta, falhou do mesmo jeito.
Por fim vale anotar que o butão vremeio do rose bráu continua na ativa.
O antigo manda chuvinha (o manda chuva era o toddy) apertou o butão vremeio e a roda do roseberg voou longe.
O Dick Vigarista deve mais uma ao rose......

sábado, 9 de outubro de 2010

MASSA ENCEFÁLICA

Como todos sabem sou adepto da teoria da conspiração.
Estamos a poucos momentos da largada do GP-Japão.
Pela classificação a prima dona afonsina vai precisar da ajuda da arbitragem para sair bem na corrida
Vitória só se desclassificarem os touros vermelhos para o cavalinho empinado levar algum
Imaginem os toddys da vida numa hora dessas
Enfim, o massa usou a massa encefálica e resolveu ficar longe da parada.
Tipo "eu nhein"?
Nada de ajudar a prima dona, nada de ser o segundo piloto oficial da equipe e etc.
Vai largar lááááá atrás e vai passar a corrida assobiando aquela músiquinha grudenta de algum latino "Tô nem aí, tô nem aí".
E, para variar, mais boatos da saída dele da mamã mafiosa ferrari.
Pensem bem.
Ele é tudo o que o alfonso queria como companheiro de equipe.
Mudar para quê cara pálida?

FEIO (S)

Nesta madrugada, quando vi o dilúvio em Suzuka, resolvi ir dormir. Mesmo porque o campeonato perdeu a graça.
Para mim não resta dúvidas de que as cartas marcadas indicam uma espetecular arrancada da prima dona em direção ao título.
Vai levar todos os troféus em forma de bosta que vierem
Para completar o comentário do chefe do blog (que voltou depois de uma longa hibernação na caverna 51) de uns anos para cá a mamã ferrari sempre esteve na lista dos possíveis fraudadores do regulamento.
Os outros são investigados, massacrados (Ron Dennis) e nada acontece com mamã mafiosa
Como diria o Frederico "e la nave vá".
Mas, assistindo ao clipe do Rush do último post do chefe eu me permito uma reflexão.
Mais que isso, uma contastação.
Os grandes rockeiros são feios para bedel.
Desde a minhoca bocuda (nessa idade rebolando desse jeito o cara não tem coluna vertebral) Mick Jagger até o careteiro do Robert Plant.
Todos geniais, sem dúvida.
Quando lá em cima receberam a notícia que iam nascer de novo, ao escolher ser uma estrela do rock, a compensação seria nascer feio de doer.
Claro, tem exceções.
Elvis, dizem as mulheres, era bonito.
Mas, de certo modo, um rockeiro de araque.
No fim da vida, gordo (ou inchado) foi cantar em Las Vegas.
Ninguém merece.

Três caras

A madrugada foi frustrante pelo não-treino de Fórmula-1. Não faz mal. A alegria do final de semana foi garantida pelos três caras canadenses que fizeram um show em São Paulo nesta sexta-feira.
Simplesmente fantástico.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Japão

Para não ficar no chororô antiferrarista, é interessante lembrar um momento marcante da pista que vai sediar o próximo GP de Fórmula-1: o fantástico Suzuka.
Para os brasileiros, o traçado é especial. Ayrton Senna conquistou seus três campeonatos lá, viveu um grande drama em 1989, com a coisa toda entre ele, Prost e o saudoso Ballestre. Nelson Piquet venceu em terras nipônicas o campeonato de 1987, com a batida de Mansell nos treinos. Barrichello obteve uma maravilhosa vitória em 2003, o que, no fim das contas, deu uma mãozinha para o título do alemão oficial.
Mas vamos lembrar de um outro momento mais recente da história do autódromo. Trata-se da vitória de Kimi Raikkönen em 2005. O finlandês partiu da 17ª colocação para a vitória, ultrapassando Giancarlo Fisichella na abertura da última volta.
O pole position na ocasião foi Ralf Schumacher; o grid foi todo bagunçado por causa da forte chuva nos treinos.
Alonso e Raikkönen partiram lá de trás e fizeram corridas memoráveis. A vitória de Kimi merece entrar na galeria das maiores. Kimi Raikkönen, um sujeito diferenciado, que hoje em dia - e talvez mesmo naqueles dias de 2005 - está dando bananas para a Fórmula-1.
Relembre, na narração dos frustrados italianos.

De volta

Como já explicado pela ala patriarcal do blog, uma de nossas suntuosas sedes teve sérios problemas técnicos ao longo do mês de setembro. Faz poucos dias que a situação se regularizou.
Se está tudo bem com a conexão, é o "blogueiro" que anda meio desconectado.
Também pudera. Duas vitórias em sequência dos homens de vermelho. Está parecendo eleição no Brasil.
Alonso andou como um verdadeiro campeão, principalmente em Cingapura. Mas uma eventual conquista do espanhol neste ano já está manchada. Já tem o gosto de marmelada. Primeiro, pelo que fizeram com o Massa; segundo, pelo que fez a FIA, que jogou o regulamento no lixo.
Eu nunca vi um julgamento como aquele. Imagine só ajuizar uma ação que não vira em nada e ainda te prometem alterar a legislação vigente. Danem-se as regras do jogo.
Mas isso é assunto velho.
O que nos deixa ainda mais intrigados é o fato de a FIA ter resolvido não testar as asas da Ferrari, como a enquente ao lado faz irônica menção.
Quando surgiram as dúvidas quanto à regularidade dos equipamentos da Red Bull, a bola foi levantada também contra a Ferrari. A FIA testou todo mundo menos os italianos. O comentarísta oficial Reginaldo Leme disse algumas palavras sobre isso na transmissão do GP da Itália, alegando que "não sabia porque não foram atrás da Ferrari". E, para variar, ficou tudo por isso mesmo.
A temporada 2010 começou maravilhosa, cheia de disputas e corridas excelentes. Agora, já voltou à chatisse. O campeonato será marcado pela "fantástica" arrancada de Alonso rumo ao título. Mas nós sempre teremos a pulga atrás da orelha quanto a isso.
E eu torço para o Webber desde criancinha.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Peter Warr

Leio com tristeza a notícia do falecimento de Peter Warr, ocorrido na última segunda-feira. Warr era uma figura emblemática nos boxes da Lotus, até 1989, quando se retirou do time.
Sua carreira está intimamente relacionada com a de Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna, pois foi chefe de equipe de ambos em suas respectivas passagens pela equipe de Colin Chapman. Mais até do que isso, teria sido Warr o responsável por tirar Senna da Toleman e levá-lo para a Lotus.
A título de homenagem, segue abaixo a entrevista concedida por Ayrton e Warr a Reginaldo Leme, logo após o acerto entre o brasileiro e a equipe inglesa.


domingo, 26 de setembro de 2010

CHATICE NA PONTA

A corrida de hoje em Cingapura (ou Singapura, escolham) foi, no frigir dos ovos (como diria minha avó) chata.
Tentanto resumir: o vetor era o cara que chegava e não chegou. A prima dona não precisou de muito esforço para vencer. Abaixo, no entanto, uma foto e comentário sobre a largada.
As únicas atrações foram os pilotos lá de trás que bateram uns nos outros parecendo aqueles carrinhos de parquinho de diversão.
Neste quesito, o shushu se deu bem porque seu carro resistiu. O engraçado é que ele levou uma bundada de ladinho do Koba e devolveu no Heidfield, que é da mesma equipe que o japones. Desconfio que ele não percebeu que o koba havia batido.
O campeonato, no entanto, está se desenhando como minha teoria da conspiração: o vetor entrou para trocar os pneus na mesma volta que o Alonso. De duas uma: ou burrice monumental ou não queriam repetir o vexame da McLaren que fez o butão perder a posição para a prima dona após a troca na Itália.
Para encerrar. Ninguém fala nada mas a prima dona alfonsina após a largada joga o carro para cima de quem está do lado.
Não sei reproduzir o vídeo da largada e, então, vai uma foto mesmo.
Mas, percebe-se que o vetor tirou o pé para não bater.
Fica tudo por isso mesmo.

sábado, 25 de setembro de 2010

DUENDE VERMELHO

A brincadeira surgida entre os tecladores deste blog sobre o duende vermelho e sua vítima preferida parece ressurgir no atual campeonato.
Sou adepto da teoria da conspiração.
Portanto, nada mais normal para mim que o duende vermelho (não sei se o substituto do toddy, o dominguinhos) apertou o butão vremeio e o massa ficou sem carro antes mesmo de apertar o da direita.
E, para completar, pelo menos neste sábado, minha teoria está funcionando.
Eu digo que aquele banco do logotipo em forma de bosta está comprando o título para a prima dona alfonsina.
O vetor, que mandou e desmandou quando a brincadeira não era para valer, nada fez na hora de se medir o tamanho da coisa.
E, por aí vai.
Se amanhã o luís hamilton e o vetor se estranharem na primeira curva e a prima dona sair morrendo de rir, corro para jogar na megasena.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

REALIDADE?

Leio na coluna de Fábio Seixas na Folha de São Paulo que o capo di tutti capi Flavio Briatore pode assumir o lugar do Domenicali (vulgo dominguinhos (?)) na mamã Ferrari.
Seria o óbvio não é mesmo?
Já que é para promover a bandalheira vamos colocar um profissional.
Daí, o massinha voltaria para a sauber. Na minha opinião ele não deveria ter saído da Sauber para a Ferrari. A maior prova é o lemão mó sacana chamá-lo de irmão. Ou seja, mais um Irvine nas paradas. O Ihvainessa é aquele piloto que adorava ser capacho do lemão sacana.
Fróide explica......
Ah!
Diz o Flávio Seixas que o Raikkonem iria para a Renault. Uma boa notícia.
Mas, o Kubica na Ferrari nem pensar. Imaginem o xilique da prima dona quando o Robertão Kubo ganhar dele por um nariz.....

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ABANDONO

Estamos sem postagens há vários séculos se considerarmos a velocidade com que o mundo anda hoje em dia.
Um pouco porque o chefe do blog está sem internet em casa e, mais um pouco porque este colaborador anda desanimado, além de uma certa monografia por fazer.
O desanimo fica por conta do colinho dado pela F1 esta entidade abstrata e voraz comedora de grana (eu disse grana e não grama) à mamã ferrari, que, por seu lado, é uma véia fedorenta.
Mas, este episódio de deserto em relação às postagens lembra um fato que se sucedeu no século passado envolvendo este tecladista ( no sentido de teclar).
Quando eu fazia faculdade de Química na gloriosa e fascista Filô de Rib's fomos em caravana curtir uns dias de ócio etílico num rancho (na verdade uma tapera) na beira de um rio (não me perguntem qual) nas proximidades de São Carlos.
Uns oito ou nove marmanjos.
Só para ilustrar a falta de experiência do grupo digo que não havia eletrecidade no local. A água vinha do rio através de uma bomba mais barulhenta que carro de F1 com escapamento furado. Apesar disso, não levamos água. Nem refrigerante. Somente cerveja.
Mas, o interessante é que mesmo não havendo essa facilidade em se "plugar" com o mundo e suas andanças, estranhei demais o fato de, pela primeira vez na vida, ficar uns quatro dias sem ler jornal ou assistir o noticiário da TV. Porque, mesmo com a censura imposta pelo regime militar, eu tinha o hábito, herdado do véio Mero, em ler jornais e acompanhar as notícias.
Quando voltamos dessa Odisseia levei um choque anafilático com tantas informações e em saber que o mundão véio continuou andando sem minha permissão.
Ah, perdi a corrida de Monza de 1977.
Também sobrevivemos. De certa forma, fizemos parte de uma experiência científica pelo grupo ter sobrevivido ingerindo somente cerveja.
No fundo, e cá entre nós, foi horrível. No sábado a visão de uma garrafa de cerveja já causava náuseas em todo mundo.
Mas, a boa notícia é que na sexta seguinte ao nosso retorno já havíamos superado esse problema.
Bebemos em comemoração, já pensando na próxima viagem. Que, por sinal, aconteceu.

sábado, 11 de setembro de 2010

Luto

Sim, um carro vermelho fez a pole, mas estou resignado com a ausência de justiça divina.
O luto é por outro fato - de antemão já aviso que não é nada sério.
Anunciou-se, nesta última semana, que o fantástico baterista Mike Portnoy está deixando o Dream Theater para viver novas experiência por aí.
Nunca vi em banda alguma um entrosamento tão grande entre bateria, baixo e guitarra quanto no Dream Theater. Tecnicamente, era impressionante, embora 90% das pessoas não goste.
A banda, contudo, não vai terminar. Ano que vem tem disco novo e uma turnê, já batizada de "The spirit carries on".
Bom, da minha parte, vi o "espírito continuar" em todas as últimas vezes que o Dream Theater tocou em terras brasileiras. Em todas elas, houve uma catarse coletiva. Com esse espírito, tomara que continuem por muitos e muitos anos.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dear Mr. Fantasy

Música para alegrar o GP de Monza.

Fantástica versão ao vivo!


MAMÃ FERRARI

Os comentários do dono do blog sobre o episódio mamã ferrari são definitivos.
Uma análise dos vários aspectos que, em verdade, regem os homens e a F1.
Uma das questões é sobre o fato de continuar, pelo menos eu, assistindo a algo que deixou de ser esporte para ser um negócio.
O Santader comprou a equipe mamã ferrari e certamente exige que sua prima dona alfonsina ganhe um título e rápido. De preferência neste ano. Nem que seja com gol de mão.
Nada melhor para o banco que seu mimadinho erga o troféu em forma de bosta em triunfo sobre todos os outros (patrocinadores).
Eu já ameacei deixar de assistir a F1 em várias ocasiões e realmente deixei de acompanhar algumas corridas.
Dessa vez não falei nada.
Sei que não deixarei essa droga (!).
No entanto, sou famoso aqui em casa por torcer contra.
A seleção do dunga, o amado santios (ontem levou gol de um loco no último minuto)
e etc.
Portanto, daqui para a frente sai o shushu (mesmo porque é chutar cachorro morto) e entra a prima dona. Estarei na primeira fila da torcida contra o mimadinho do santander.

FIA, Ferrari, F-1 e o Duende Vermelho

No começo deste temporada, Sebastian Vettel despontava como o garoto prodígio, sério candidato ao título, e ninguém esperava que veterano Mark Webber pudesse ameaçar sua posição dentro da Red Bull. O time austríaco tem uma clara preferência pelo alemão, mas tratou Webber com dignidade ao longo da temporada - exceto no caso da asa dianteira na Inglaterra - e Webber impôs-se impiedosamente sobre Vettel, a despeito da preferência da equipe.
Na McLaren, o "dono" da equipe Lewis Hamilton esperava em seu território o campeão mundial Jenson Button. Hamilton conta com apoio do time e com imenso carinho por parte de todos de Woking. No entanto, Button venceu duas vezes, logo de cara, deixando Hamilton em uma situação de pressão. Ao longo do ano, Hamilton inverteu a situação, vencendo três provas contra duas de Jenson, dominando amplamente, a esta altura, seu companheiro de equipe.
Desde o anúncio pela Mercedes da contratação do sapateiro oficial Michael Schumacher até a corrida de abertura no Bahrein, a mídia não falou de outra coisa que não a volta do heptacampeão às pistas. "É uma questão de três, quatro corridas para Schumacão mostrar para seu companheiro Rosberg como é que faz a coisa". Apesar da nítida preferência da chefia e do apoio incondicional dispensado a Schumacher, a despeito de suas patéticas apresentações, a Dona Mercedes trata Rosberguinho com dignidade - ou, pelo menos, sem sabotagem - e o alemão mais jovem domina amplamente seu parceiro mais famoso.
Na Ferrari, a contratação de Fernando Alonso trouxe para o time o patrocínio do banco gigantesco Santander e da seguradora Mutua Madrileña. Como todos podem ver, o banco em questão está em evidência em quase todos os GPs, e sua marca serve, inclusive, de molde para os troféus entregues - ridículso e muito feios.
Alonso foi para a Ferrari para ser campeão. É o time ideal para conquistar campeonatos. E só ver as estatísticas da última década. A Ferrari contratou Alonso para ser campeão, e por isso paga tantos milhões de euros ao espanhol.
Felipe Massa resistiu nas primeiras corridas, chegando a estar na liderança do campeonato. Alonso conquistou uma vitória na abertura do ano, cometeu vários erros, mas se impôs de forma razoavelmente sólida sobre o brasileiro. Pelo menos até a largada do GP da Alemanha.
Engraçado que, no dia anterior, conversávamos eu e a ala patriarcal do blog que era bem provável que Massa assumisse a ponta da prova na primeira curva. Vettel, o pole, não vinha largando bem, fecharia para cima de Alonso, atrapalhando-o, e sobraria a ponteira para Massa. Dito e feito.
Naquela oportunidade, com Massa liderando e Alonso reclamando, o espanhol tinha - repetimos - apenas uma vitória no campeonato. Massa, nenhuma. Poderia conquistar sua primeira, equilibrar as coisas no time. Era um final de semana especial para o brasileiro: completava-se um ano do fatídico acidente na Hungria, que o deixou de fora da temporada de 2009; morrera seu tio, incentivador muito próximo. Não poderia haver melhor circunstância para uma vitória, não só para a carreira, mas também para a vida de Felipe.
Entretanto, naquele dia, a Ferrari optou por não tratar Felipe Massa com dignidade. Naquela corrida ficou claro: só o Alonso disputa o título; o papel de Massa é não atrapalhar.
Falamos, no ano passado, sob um outro contexto, que o princípio do automobilismo é muito simples: ganha quem chegar primeiro. Não importa quanto custe o carro. Pode ser um carrinho de rolimã, um kart, ou um F-1: vence quem chegar primeiro, lúdico assim mesmo.
A Ferrari decidiu, há muitos e muitos anos atrás, que a lógica interna da equipe é outra. Lá na Itália, vence quem os homens de vermelho decidem.
A lógica ferrarista motivou, após um famoso episódio no ano de 2002, mudanças nas regras da F-1. Manipulações de resultado como aquela estariam dali em diante proibidas.
Tanto em 2002, quanto este ano, na Alemanha, a Ferrari escolheu o vencedor em uma corrida qualquer. Não havia nada em jogo. Em 2002, o domínio da equipe era tamanho que ninguém a ameaçaria na briga pelo título. Schumacher já havia desaparecido lá na frente. Era a sexta corrida do ano, e ficou claro para o mundo que, na Ferrari, só Schumacher estava disputando o título, ainda que Barrichello chegasse na frente.
Em 2010, estávamos na 11ª etapa de 19. A rigor, a Ferrari não está tão dentro da briga pelo título a ponto de precisar escolher um piloto. Na verdade, entregaram a Fernando Alonso uma vitória ocasional, que pode não mais se repetir, dado o rendimento dos carros vermelhos. Então foi um fuzuê danado, um papelão, por uma vitória que aconteceu por acaso, que não pode ser repetida sistematicamente; uma vitória que poderia significar muito mais para a vida de Massa do que significou para o campeonato de Alonso, da Ferrari e do Santander.
Mas, se em 2002 regras foram elaboradas para barrar a subversão do princípio básico do esporte, em 2010, tais regras foram quebradas. Foram quebradas com a conivência da FIA, sob presidência daquele que praticamente inventou os métodos ferraristas neste mister: o duente vermelho Jean Todt, sobre quem já falamos na ocasião em que assumiu a presidência o referido órgão.
A decisão do Conselho Mundial, na última quarta-feira, significa uma mudança no princípio do próprio esporte. Regras éticas e desportivas foram quebradas e o que se fez a respeito? Uma promessa de rever a proibição da manipulação de resultado, para agora permiti-la. Trata-se, ainda, de um esporte?
Talvez, um ser humano melhor que eu parasse de acompanhar a categoria. Isso seria o certo, já que estão sendo apregoados princípios com que não concordo.
Amanhã cedinho começarão os treinos para o GP da Itália. Assistirei tudo com o entusiasmo de sempre. Assim como é lúdico o princípio norteador das corridas, continuo com a crença lúdica - ingênua e tola - de que, acima de tudo, F-1 é um esporte em que homens vestidos de super-heróis sentam em máquinas especiais e brigam entre si para ver quem chega na frente. O problemas é que... não é.



Experimenta falar para um desses caras deixar o de trás vencer... Isso aí tem mais valor do uma corrida de F-1.

domingo, 5 de setembro de 2010

Amarelo, Deus e Chuva

Lewis Hamilton venceu magnificamente o GP de Spa Francorchamps, na semana passada. Não deu chances a ninguém, assumindo a ponta na largada e ficando ali até a bandeirada final.
Houve apenas um momento em que os adversários de Hamilton efetivamente tiveram alguma chance: foi no momento em que o inglês escapou na Rivage, quando a chuva já começava a cair, e por muito pouco não acertou a barreira de pneus.
Qual a explicação de Lewis para o acontecido? Como ele conseguiu manter o carro deslizando pela brita sem ficar atolado e sem bater? Perguntas essas que demandam uma resposta técnica, obviamente. Vamos ver o que Lewis disse:

"Eu freei muito tarde e bloqueei os pneus, alargando na curva oito, e - Jesus! -, o Senhor definitivamente tinha sua mão sobre mim ali e eu pude me safar dessa. (I braked quite late and locked my wheel and went wide at turn eight and jeez, the Lord definitely had his hand over me there as I was able to get away with it)".

O inglês ainda declarou que, antes da prova, estava rezando para que tudo desse certo.
O domínio de Hamilton sob condições oscilantes e adversas e sua explicação para tudo na vontade divina me lembrou um piloto muito popular, que também correu de McLaren e que também andava por aí com um capacete amarelo.
Vejam a explicação desse piloto para seu domínio na prova de Donington, em 1993:



Não se trata tanto de comparar as pilotagens de Hamilton e Senna. Mas as semelhanças entre eles chamam a atenção. Ambos pilotos muito rápidos, ambos polêmicos entre seus pares e ambos buscando na fé a explicação para suas performances. Esta atitude era comum em Senna; não me lembro de Lewis fazê-lo antes de Spa.
Dizem alguns que esta confiança de que Deus estava ao seu lado é que fez Senna ser tudo o que foi; dizem alguns que a mesma confiança o levou a colocar seus adversários e a si próprio em perigo em muitas ocasiões. Estaria Hamilton no mesmo caminho? Não sei. Mas o inglês, pelo menos, no mesmo carro já esteve para gravação deste Top Gear especial - vídeo muito legal.



Agora é esperar e ver quais glórias o futuro reserva ao capacete amarelo mais jovem, dono de uma carreira já muito bem sucedida.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

CADÊ O ALONSO?

Domingo passado tivemos uma corrida em Spa que prometia muita emoção devido ao tempo.
Tempo no sentido aquático. Ou seja, todo mundo tinha certeza da chuva.
Ela viria em dez minutos, em cinco minutos, em vinte minutos, seria rápida, seria um dilúvio, seria, enfim, a estrela da corrida.
Veio no começo. Fraquinha, raquítica mesmo, e na primeira volta. Porém, a cena de pastelão na antiga bus-stop prometia se repetir ao longo das voltas que restavam. Mas, puseram o safety-car para acalmar os meninos e a chuva, de birra (como diria minha avó) resolveu não dar o ar da graça.
Pelo menos até as voltas finais.
Mas, o pessoal da F1 não deixou de se preocupar. Aquela nuvem negra, no entanto, não era de chuva. Era a nuvem negra que pairava sobre a prima dona alfonsina.
Largou em décimo, levou uma bordoada do rubim (comemorando em grande estilo seus centos e tantos GPs), o carro incrivelmente resistiu, foi para os boxes, colocou pneus intermediários e dançou não na chuva mas, na falta dela.
Quando vinha marcando seus pontinhos pisou na zebra que lhe desferiu um coice e pumba, finalmente seu carro entregou os pontos e a suspensão.
Confesso que vibrei (ou vibramos, já que o dono do blog estava aqui na abrasiva Rib's).
A prima dona é um pilotaço, mas é a bola de vez em termos de torcida contra.
Não esqueçam que o shushu é hour concour (acho que é assim que se escreve).
Mas, a inspiração para o post (ou bost) é o bueno da vida.
O cara que adoramos execrar quando assistimos corrida narrada por ele.
Tá certo que é ao vivo e etc, etc, etc.
Mas, o cara parece um verdureiro tamanha é a quantidade de abobrinhas.
No final da corrida começou a falar da pontuação dos pilotos.
Citou o Alonso dizendo que ele estava marcando.....
E aí soltou a abobrinha campeã: "cadê o Alonso?"
Pois a corrida estava com o safety car em cena justamente pela batida da prima dona....
O reginaldo sem leme ainda resmungou explicando o sucedido com o piloto da Ferrari.
Tudo bem. Mas, bem que poderia ter pedido desculpas, não é?
Feito a Vanusa que sempre põe a culpa nos remédios esquisitos.
Ah!
Só para clarear um pouco mais o seu bueno o Alonso está aqui.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Barrichello, 300 [7] - A Maior das Homenagens

Já em meio ao início das atividades em Spa, façamos a derradeira lembrança dos bons momentos de Barrichello na F-1 em vista de sua participação de nº 300 em finais de semana de Grandes Prêmios.
Desta vez, o texto não será meu. As palavras abaixo foram escritas pelo jornalista Reginaldo Leme por ocasião do GP da Inglaterra de 2008, publicadas em 11 de julho do mesmo ano, lá no site oficial do Flavio Gomes.
Infelizmente, o texto não está mais acessível pelo site. Neste momento, fico muito feliz por tê-lo "salvado" na ocasião em que li.
Silverstone, 2008, Barrichello chega em terceiro com aquela sofrível Honda. Todos já esperavam a aposentadoria do brasileiro naquela época e o resultado excepcional, sob forte chuva em parte da corrida, foi tido como o "canto do cisne" do piloto.





Em vista da habilidade de Barrichello em correr na água, recorrentemente demonstrada ao longo de sua carreira, Reginaldo Leme teceu as seguintes considerações:

"Coluna Grand Prix: A chuva e Rubinho
11/07/2008 - 07:30

Já faz um bom tempo que não falo do Rubinho aqui na coluna. O momento não tem sido de bons resultados e, mesmo as boas corridas que ele já havia feito este ano, andando lá atrás, fora dos pontos e da posição em que ele e a Honda deveriam estar, ficaram apagadas diante do equilíbrio que marca a briga pelo campeonato. Portanto, é com alegria que, desta vez, eu dedico a coluna toda a Rubinho, o melhor piloto do GP da Inglaterra de domingo passado e, certamente, um dos maiores da história das corridas com chuva.

Ainda na transmissão de TV do último fim de semana, foi lembrada a única prova de F-1 disputada em Donington, que será a nova sede do GP da Inglaterra a partir de 2010. Isso aconteceu em 1993 e, até hoje, a primeira volta do Senna naquele dia é tida como a "volta mágica" de abertura de um GP. Isso porque ele largou em quarto e já estava em primeiro quando passou diante dos boxes. Só que a volta inicial do Rubinho na mesma corrida foi melhor que a de Senna. Ele largou em 12º e completou a primeira volta em quarto, fazendo oito ultrapassagens com um carro Jordan, debaixo de chuva. Uma façanha que acabou ofuscada pela do Senna, por se tratar do líder e um tricampeão mundial. Mas jamais será esquecida pelos que acompanham a F-1.

Pois é. Choveu de novo domingo. E ninguém andou tanto quanto Rubinho Barrichello, embora o mais premiado, claro, tenha sido Lewis Hamilton, aquele que na semana anterior ao GP, toda Inglaterra perguntava se ele seria capaz de conseguir uma vitória em casa. Minutos depois da bandeirada, eu mandei uma mensagem via celular para Rubinho, dizendo da alegria que era ter visto não um brasileiro, um amigo ou companheiro, mas um piloto, seja ele de onde for, andar daquele jeito. Ele saiu do 16º lugar, fez ultrapassagens sem muita negociação, brigou com McLaren, BMW, Renault – a Ferrari não está nesta lista porque ficou logo para trás – e chegou ao pódio com um terceiro lugar porque falhou a bomba que injetou gasolina no segundo pit stop. Se a bomba tivesse feito bem o seu papel, Rubinho teria sido o segundo colocado. Na segunda-feira ele me respondeu o SMS. Contente, claro, mas consciente de que ele só fez o que a alma e o talento mandaram. Resumindo, divertiu-se como ninguém.

Eu continuo na Inglaterra e, depois de ler todos os jornais, me certifico que não exagerei ao dizer na TV que Barrichello está entre os melhores pilotos de chuva da história da F-1. Mas quantos são esses melhores? Cinco, quatro, três? Eu vi Jacky Ickx, um especialista na chuva. Assim como Ronnie Peterson, Keke Rosberg e alguns outros no decorrer de três décadas. Incluindo Michael Schumacher e Ayrton Senna. Shows inesquecíveis de Senna. Mas acredito que, se houvesse um campeonato com 18 corridas na chuva, nem para Schumacher Rubinho perderia o título. Ou seja, ele é o melhor de todos, sem exagero.

Aliás, da mesma forma como enalteceram Barrichello, os jornais europeus levantaram dúvidas a respeito da habilidade de Felipe Massa na chuva. Já falamos disso algumas vezes e ele diz que não se incomoda com pista molhada. Vi poucas vezes - algumas ruins, outras normais - e, portanto, é algo ainda a conferir. O certo é que isso não pode desqualificá-lo como candidato ao título. Nelson Piquet e Niki Lauda detestavam corrida com chuva e foram tri-campeões. Alain Prost, então, tinha verdadeiro pavor, e foi tetra".

Reginaldo Leme coloca Barrichello como o mais talentoso piloto em pista molhada da história. Melhor até do que Ayrton Senna. Para o jurista, seria como ser comparado a Savigny ou Pontes de Miranda; para o compositor, a Beethoven; o artísta plástico, a Dalí; o poeta, a Camões... e por aí vai.
O jornalista tem razão? "Ele é o melhor de todos, sem exagero"? Não sei. Mas, qualquer piloto que suscite a dúvida "é melhor que Senna?", "é melhor que Schumacher?" em qualquer situação de pista, teve uma carreira de sucesso e recebeu o maior reconhecimento que se pode receber em sua profissão.

Barrichello, 300 [6]

Ah, a juventude! Só percebemos que deixamos um monte de tempo escapar por entre os dedos quando uma simples partida de futebol ocasiona dores por meses a fio.
Exageros à parte, não parece ser esse o caso de Barrichello.
Caminhando para completar sua 18ª temporada na F-1 com 38 anos de idade, o brasileiro parece estar em excelente forma.
Prova disso, é que consegue competir com seus colegas muito mais novos de igual para igual. Já comentamos por aqui, de passagem, o GP da Europa do ano passado. Naquela ocasião, Rubens derrotou o talentoso e muito mais jovem - alguns dias mais jovens, inclusive, do que eu - Lewis Hamilton.
Não foi uma das vitórias mais espetaculares de sua carreira, como foram o GP da Alemanha de 2000 ou o da Inglaterra de 2003, mas chamou atenção, justamente, por este aspecto. Em uma disputa direta pela vitória, Barrichello teve fôlego para brigar e derrotar a estrela nascente, que já tinha, na época, um título mundial nas costas.
Por ser demonstração da boa forma de Rubens, a despeito de ser o segundo piloto mais velho do grid, recordemos o que ocorreu nas ruas de Valência no último ano.
Vitória, aliás, com sabor especial, já que foi o triunfo de número 100 do Brasil na F-1.