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sábado, 8 de outubro de 2016

PEQUENA SURPRESA

O treino oficial para o GP de Suzuka foi, digamos, morno.
A pequena surpresa é mamã Ferrari com o terceiro tempo com Kiwi Vodkanen. Vetor, punido, fez o quarto tempo e larga em sétimo.
Os Toro Seniores largam em quarto e quinto. Como o ritmo de corrida deles é melhor que o de mamã Ferrari pode haver emoção no andar de baixo.
No de cima vai ser a velha encrenca entre os pilotos de mamã Mercedes.
Roseberg foi mais rápido que Hamiltão todo o final de semana.
O que isto quer dizer?
Nada.
O que vale é bola na rede. Diria que a largada, para variar, é essencial para o resultado final. E, Suzuka tem uma primeira curva muito esquisita. Ideal para que nosso maluco de primeira volta (Vetor) apronte mais uma.
Aguardemos.



"Tô com a barba de molho".

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Biãxí

A primeira vez que notei Jules Bianchi foi em uma corrida de kart, mais precisamente o Desafio das Estrelas de 2013, promovido por Felipe Massa na Penha-SC. O francês colocou todo mundo no bolso, guiando com classe ímpar. Na primeira bateria, venceu com imensa vantagem pilotos consagrados, entre eles, kartistas reconhecidamente habilidosos. No dia seguinte, garantiu o título com um quarto lugar após largar em oitavo.
Na ocasião, a bolha do kart de Bianchi estava pintada com cores parecidas com as da Force India e isso serviu para alimentar os rumores de que o piloto estrearia na Fórmula-1 por esta equipe. O francês estreou, de fato na F-1, em 2013, mas pela Marussia, equipe em que permaneceu em 2014 e pela qual marcou dois pontos com um novo lugar no GP de Mônaco. Apesar de serem apenas dois pontinhos, o feito é significativo, pois foi a primeira vez em que uma das equipes "nanicas" que iniciaram suas atividades na F-1 em 2009 pontuou. Além disso, estes dois pontos, até aqui, colocam a Marussia na frente de Sauber e Catherham no mundial de construtores.  Caso se confirme esta classificação, deve haver um impacto positivo no orçamento do time anglo-russo.
Bianchi era candidato a um imenso sucesso na F-1. Há algumas semanas, discutia-se um possível futuro seu na equipe Ferrari. Dias depois, todos apreensivos esperando novidades sobre suas condições de saúde que são muito difíceis. Para os fãs do automobilismo, fica a impressão horrível de que um acidente evitável pode ter encerrado uma grande carreira que apenas começava - a mesma sensação que tivemos com o acidente com o Kubica, em 2011. A carreira é o de menos, no entanto. Vamos torcer para que a família possa receber Jules em casa, depois deste longo dia de trabalho. 
Abaixo, algumas lembranças do Desafio das Estrelas de 2013.





segunda-feira, 14 de outubro de 2013

LAMBÃO EM SEUJUCA

Terminado o GP de F1 em Seujuca no Japan restou a nós esperar um pouco mais pelo final docampeonato.
Minhas previsões, novamente, falharam e Vetor não só não quebrou como venceu. Don Mimadon, sem querer querendo (Desanimadon que está) chegou em quarto e a decisão ainda respira por aparelhos.
Nossa comissão de frente resolveu entregar o leitão mal assado da quermesse para Hamiltão. Nem tanto pela lambança antes da primeira curva (mesmo porque foi o maior prejudicado) mas, pelo falatório desnecessário dos últimos tempos.
No vídeo sem vergonha de ser vemos que as duas Red Bull largaram mal. Romã da Granja, todo assanhado neste fim de temporada, largou muito bem e agarrou a ponta como um esfomeado agarra uma coxinha.
Hamiltão preferiu se meter entre as duas Red e levou um susto quando Uéber sacudiu, digamos assim, seu carro para a direita. O piloto inglês, meio que no reflexo, também foi para a direita onde estava Vetor com seu bico afiado. Lá se foi o pneu traseiro do carro da Mercedes e a corrida de Hamiltão.
Pelo susto, e reação impensada, leva o leitão.
Sutil, que largou em vigésimo pelo cartão amarelo, mostrou como se faz e ultrapassou uma centena de carros até chegar naqueles que contam. Mas, valeu a cena.
Notem que no final das imagens da largada Vai Cagado e Júlio Branco indo faceiros para a brita. 
Um dos dois poderia levar o leitão mas, nem mereceram um VTzinho para nossa apreciação, nanicos que são.
Dá para notar no final do vídeo, que vão entrar num clima MMA e um fiscal vai servir de juiz de luta livre. Para sorte das crianças na sala tiraram a imagem do ar.
Bom, como rescaldo nosso chato Uéber reclamou por ter parado três vezes e Vetor duas. Disse que se tivesse a mesma estratégia do piloto alemão as coisas seriam diferentes. Neste aspecto a afirmação cheira a mimimi. Vetor, na última parada, saiu atrás de Romã, chegou no dito e o despachou rapidamente. Por sinal, a aproximação e o contorno do "S" para ganhar terreno na reta foi uma lição não aprendida por Uéber que chegou no granjeiro, depois de sua terceira parada, e ficou naquela de "vou, não vou, vou, não vou, vou , não vou" até que foi e não restava mais tempo para alcançar seu companheiro pimpão. Se tivesse feito a lição de casa iria brigar com Vetor e provavelmente o passaria por ter pneus melhores, naquela altura.
Então, meu amiguinho, fique quieto. Um piloto que merece a vitória é aquele que sabe fazer acontecer na hora em que  deve acontecer. (quem sabe faz a hora, como diz a canção).
Para encerrar: Vodkanem não foi até o autódromo do Seujuca. Fez uma corrida para esquecer e seu chefe amenizou dizendo que ele não se acostumou com os pneus do jeito que estão. Tá certo. Chegou em segundo, ontem, na Corega do Sul por acaso.
Massinha de modelar, confirmou o que disse sobre sua classificação e posterior corrida, afirmou que desobedeceu Mamã Ferrari e não deixou Mimadon passar. Todos rimos e, como diria Frederico, La Nave Va.

domingo, 7 de outubro de 2012

Podia ser melhor?

Já faz algumas provas que arrisco, ao melhor estilo mãe Diná, uma previsão (que, na verdade, é só torcida) de resultado para a corrida: "hoje, o Alonso bate na primeira curva e o Vettel vence". A destinatária desses absurdos, a esta altura, apenas ouve resignada. 
Hoje, a torcida deu certinho. Afonso barbeirou logo de saída e o Sebastião mostrou e chacoalhou como nos velhos tempos. Se não arrumarem uma razão qualquer para desclassificar o alemão, voltamos amanhã com mais comentários. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

FINAL DESMENTE

Finalmente ficamos livres do bueno nosso de cada dia e suas contas para o final do campeonato. Em um momento da corrida ele dizia que o vetor precisava passar alguém e ficar com o décimo lugar para garantir o título. Diga-se que o lemão havia trocado pneus e estava de volta à pista. Pois, enquanto nosso oráculo fazia suas previsões, dois carros foram para o pit e o vetor passou pela reta duas posições à frente e com o campeonato garantido. E, ele fazendo contas.
O cara é dose.
Sobre a corrida em si, devo dizer que a equipe dos toros vremeios mostrou a sua verdadeira face. O final do campeonato desmente a imagem que a equipe tenta passar.
No ano passado quando o uéber estava quase chegando à tal glória a equipe disse que era diferente e o vetor não iria ajudar o australiano a ganhar a dona glória. Não havia jogo de equipe e eles eram liberais e o que importa é o esporte tal e coisa. Me engana que eu gosto.
Ontem, o vetor fez uma mudança de pneus no tempo errado e voltou atrás do tráfego perdendo a posição para nosso contrariado Alfonsinho. Veio para cima do espanhol com um carro bem mais veloz e ganharia a posição se não fosse a equipe jogar água no seu energético.
Mandaram o rapaz tirar o pé deixando nosso bueno em êxtase porque ele, bueno, é a favor de se deixar o espetáculo de lado em nome de um título que viria de qualquer maneira. Em conseqüência, avisaram o uéber que vinha em quarto atrás do vetor que o lemão não iria atacar o Alonso. Ou seja, fique quietinho aí meu filho. Então, ficou um gosto de quero mais. Penso que deveriam deixar os pilotos resolverem as coisas dentro da pista.
Por outro lado, o massa continua ladeira abaixo. Chegou atrás do Dick Vigarista numa corrida em que nada mostrou. Ainda levou uma bundada do Hamilton que teve a cara de pau em dizer que não enxerga o que vem atrás por causa do espelho sem vergonha que tem no carro.
Agora, vejam o vídeo. De vez em quando algum apêndice voa de um carro e muita gente duvida que faça falta porque o desempenho não muda. Não foi diferente com o massa. Algo saiu voando do carro dele na hora do chega para lá que levou do Hamilton.
Ficou uma discussão interessante na transmissão global sobre o que seria a peça e de qual carro foi defenestrada. Também não sei o que seria o objeto voador não identificado.
Meu palpite é que seja a marmita do massa. Ou o lap-top. Sei lá.

Sehr schön, Seb!

E o fantástico Kid levou, mais uma vez, o título mundial de pilotos da aclamada categoria máxima do automobilismo.
Apesar da monocórdia das vitórias e pole-positions, a temporada - que ainda não acabou - está longe de ter sido chata. Pelo contrário, foi das emocionantes dos últimos anos.
O domínio kidiano e dos carros rubro taurinos, como gosta de dizer o blogueiro oficial Flavio Gomes, foi muito grande, mas não foi absoluto, como já comentamos por aqui em outra ocasião. Webber não conseguiu acompanhar seu companheiro mais novo e as dobradinhas, até aqui, foram só duas.
Vettel teve que demonstrar não ser um piloto qualquer em várias ocasiões ao longo do ano - a última delas, no último sábado, na espetacular volta da pole.
A corrida morna da madrugada de domingo não tira o brilho da conquista, que colocou a Alemanha über alles como o país com o maior número de títulos conquistados na Fórmula-1. Se o Kid não foi exatamente brilhante no Japão - pelo menos no que se refere ao domingo -, certamente, foi muito mais do que brilhante ao longo do resto da temporada. Por isso, merece que coloquemos, pela 1197º vez, a musiquinha do George Harrison, dedicada àqueles que são muito, muito rápidos.
Depois, tem mais.


domingo, 9 de outubro de 2011

A volta mais linda do ano

A volta que deu a Sebastian Vettel a pole-position para a largada do GP do Japão, que ocorre daqui a pouco, foi emocionante. O Kid, mais uma vez, demonstrou que, apesar da larguíssima vantagem que tem na tabela de pontuação do campeonato, não está a fim de cozinhar o galo. Foi lá, mostrou e chacoalhou, como dizíamos outrora.
O menino andou exatamente em cima da linha que separa a perfeição do erro. Vale ver de novo, neste link aqui.
Dá para dizer que o bicampeonato vem só por causa do melhor carro?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Uma possível explicação

O pater familias do blog não entendeu a estratégia de Jenson Button no GP do Japão. Eu achei que não houvesse nada a entender. Uma estratégia que não funcionou e nada mais.
Não foi a leitura que fez Christian Horner, da Red Bull, para quem Jenson foi utilizado como uma espécie de "gado de sacrifício" pela McLaren, e a coisa toda só não funcionou porque Lewis Hamilton teve um problema na caixa de câmbio. É o que noticia o F-1 News.
Explica-se. Com a pista encharcada no sábado pelo dilúvio que caiu sobre Suzuka, a McLaren esperava que, sem borracha na pista, os pilotos que largassem com pneus macios teriam problemas com desgaste de pneus bem cedo na corrida. Por isso, colocaram Jenson com pneus duros na largada, o que possibilitaria uma longa perna de corrida na liderança, ditando o ritmo e abrindo vantagem para os concorrentes.
Ocorre que com o calor de domingo, o pessoal com pneu macio não teve grandes problemas e pôde fazer um primeiro stint mais longo que o esperado, prejudicando a estratégia de Button, que teve pista limpa por menos tempo que o necessário para o plano funcionar.
Frustrada a estratégia para Jenson, Horner afirma ter a McLaren utilizado o piloto do carro nº1 para segurar os carros da Red Bull, enquanto Lewis Hamilton se aproximava do pelotão. Nas palavras do próprio Horner, formou-se uma espécie de sanduíche entre as duas McLarens. Tudo foi por água abaixo quando Hamilton perdeu a terceira marcha.
É claro que o pessoal de Woking negou, mas parece ser uma explicação razoável. E, diga-se, não há nada de ilegal nisso. Pode ser condenável, contudo, utilizar um de seus pilotos, que ainda tem chance matemática de título, em benefício do outro. Mas isso são outros quinhentos.
No fim das contas, a estratégia de Button não funcionou para ele devido à boa durabilidade dos pneus macios no início da corrida. Não funcionou para Hamilton, pois, apesar da troca da caixa de câmbio, Lewis acabou perdendo uma marcha ao longo da corrida. E, com isso, o time prateado vai ficando cada vez mais longo do título mundial.

Só pode ser piada...

Dando continuidade à programação humorística semanal, Schumacher confessou que pediu à equipe que mandasse seu companheiro Nico Rosberg lhe dar passagem. Schuchummy afirmou que estava mais rápido que Rosberguinho, que enfrentava problemas em seu carro, e que, por isso, esperava colaboração da Dona Mercedes. Está lá no Tazio.
Segundo a cartilha elaborada, publicada e divulgada pelo próprio Sapateiro, o piloto que está 587 pontos atrás do outro no campeonato não tem direito de ultrapassar. Não importa o quanto esteja mais rápido, a prioridade é sempre daquele com a pontuação maior, ainda que esteja andando atrás ao longo de todo final de semana. Em uma outra equipe em que o alemão oficial pilotou, não tinha essa, não. "Tá mais rápido? Problema é seu. O Sapateiro fica na frente".
Rosberguinho, filho do homê, tem 122 pontos no campeonato, apenas 68 a mais do que o alemão oficial, que soma 54. Diga-se de passagem que 122 é mais que o dobro de 54.
Interessante a mudança de valores do Schuchummy.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ode ao Koba

A F-1 de hoje é quase que um saco. Vinte e poucos meninos mimados treinados desde o berço para serem pilotos de corrida.
Uma interessante exceção é Kamui Kobayshi. Em uma entrevista recente, o piloto japonês afirmou que nunca sonhou ser piloto de F-1. Queria mesmo era ser comediante. Segundo Kamui, seus pais nem carro tinham, e não estavam interessados em automobilismo. O piloto ainda revelou que já deu dois carros a seu pai, mas que ele vendeu os dois!
Não fosse bom de kart, Koba teria se tornado sushiman, como seu pai.
É um contraste interessante em um esporte em que os pais costumam "empurrar" os filhos carreira adentro, pressionando por resultados. Eu mesmo já presenciei uma corrida de kart em que o pai ficou berrando para o filho o que ele tinha que fazer. O moleque estava botando todo mundo no chinelo. Quase uma hora depois da corrida o pai/psicopata ainda estava falando na orelha do moleque porque os tempos não tinham sido suficientemente baixos, embora ele tivesse vencido a bateria com muita folga.
Quem sabe esse desprendimento seja o diferencial de Kobayshi. Um piloto muito bom, sempre bem disposto e pronto para arriscar uma ultrapassagem por um pontinho a mais.
Em sua corrida "em casa" não foi diferente. O japonês realizou diversas ultrapassagens, levando seu carro ao 7º lugar, após largar em 14º, o que garantiu à Sauber seu melhor resultado no ano, somando dez pontos com Kamui e Nick Heidfeld.
É possível que Kobayshi nunca dispute um título mundial. É possível, até, que nunca vença uma corrida. Mas, com sorriso aberto e freando tarde pra caramba, o japonês dá à torcida aquilo que ela quer ver: um piloto combativo que mesmo aos trancos e barrancos procura avançar no pelotão; e é isso que faz sua presença ter grande valor no grid da Fórmula-1.
Confira abaixo a entrevista do japonês à tv inglesa logo após o GP do Japão. As imagens estão invertidas e as vozes distorcidas para que o YouTube não delete o vídeo.


sábado, 9 de outubro de 2010

Três caras

A madrugada foi frustrante pelo não-treino de Fórmula-1. Não faz mal. A alegria do final de semana foi garantida pelos três caras canadenses que fizeram um show em São Paulo nesta sexta-feira.
Simplesmente fantástico.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Japão

Para não ficar no chororô antiferrarista, é interessante lembrar um momento marcante da pista que vai sediar o próximo GP de Fórmula-1: o fantástico Suzuka.
Para os brasileiros, o traçado é especial. Ayrton Senna conquistou seus três campeonatos lá, viveu um grande drama em 1989, com a coisa toda entre ele, Prost e o saudoso Ballestre. Nelson Piquet venceu em terras nipônicas o campeonato de 1987, com a batida de Mansell nos treinos. Barrichello obteve uma maravilhosa vitória em 2003, o que, no fim das contas, deu uma mãozinha para o título do alemão oficial.
Mas vamos lembrar de um outro momento mais recente da história do autódromo. Trata-se da vitória de Kimi Raikkönen em 2005. O finlandês partiu da 17ª colocação para a vitória, ultrapassando Giancarlo Fisichella na abertura da última volta.
O pole position na ocasião foi Ralf Schumacher; o grid foi todo bagunçado por causa da forte chuva nos treinos.
Alonso e Raikkönen partiram lá de trás e fizeram corridas memoráveis. A vitória de Kimi merece entrar na galeria das maiores. Kimi Raikkönen, um sujeito diferenciado, que hoje em dia - e talvez mesmo naqueles dias de 2005 - está dando bananas para a Fórmula-1.
Relembre, na narração dos frustrados italianos.