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quarta-feira, 17 de julho de 2019

MOTIVAÇÃO NOSSA DE CADA DIA

Não assisto por inteiro mas, de vez em quando, alguém posta vídeos de coaching onde o motivador parece possuído em motivar os letárgicos (legal, motivador e motivar).

O que move o mundo?
Motivação. 

Para ganhar din din, comer o próximo/a, subir na carreira e mostrar ao mundo que é bão na coisa. E, por aí vai.

Não é preciso um sujeito ganhar dinheiro para vociferar o óbvio.

Indo ao ponto.

De vez em quando leio pilotos dizendo que se começam a pensar no mundo pós competição perdem o foco e a concentração necessária para comandar os boxes e pilotar em alto nível. Então, deixam de ser competitivos. Ou seja, tornam-se mais lentos e estão mais sujeitos aos acidentes por falta de concentração.

Tião Vetor está visivelmente com a cabeça fora da F-1. Diz que o carro não se comporta como ele gosta saindo muito de traseira. Em condições normais de temperatura e pressão leva pau do fraldento Lacraia. E, aquele olhar de "o que estou fazendo aqui?"

Há pouco deu uma declaração dizendo que seu futuro depende do novo regulamento. Conclui-se que jogou a toalha em 2019.

Eu aposto que vai se aposentar no final do ano.
Não tem para onde ir. Todas as equipes com carro bom (Mercedes e talvez os Toros Seniores) estão comprometidas. Essa é a realidade atual da F-1.
Levando em conta que Lacraia tem as costas quentes vez que é protegido de Todinho, filho do todo pavoroso Jão Todão, em futuro próximo terá perdido terreno político dentro da escuderia.
Aliado ao fato de estar desmotivado o futuro é o pijama.
Não tem vídeo de motivação que funcione,

quinta-feira, 15 de março de 2018

(AINDA) NADA MUDOU

Quem diria que um dos capos de mamã Ferrari nos tempos de Shushu fosse capaz de ir ao encontro de interesse dos vremeios?
Pois João Todão (Jean Todt) vem dizer que os italianos deveriam perder o direito ao veto em relação às mudanças do regulamento da categoria. O veto foi concedido à equipe na década de 80(?) quando todo mundo era Ford e mamã fabricava seu motor (como ocorre até hoje). 
Esse poder foi usado em 2015, por ex., quando houve uma tentativa de simplificar o pum atômico.
Serjão Macarrone, capo dos capos, disse não, hoje não (poucos vão entender).

Esse blá-blá-blá todo tem lugar porque dona Liberdade (a estátua) quer mudanças que tragam menos gastos financeiros. Então, privilégios terão que ser cortados.

Vem à tona, com tudo isso, a velha história da saída de mamã da categoria. Como diria aquele jogador de pôquer, batendo na mesa: "pago para ver!"

Finalizando.

Alguém sabe qual piloto pilota (ui!) este carro?
Os patrocinadores capacetais estão muito felizes com o din din indo para o halo (o famoso ralo).

Diria que é Jean Alesi

quinta-feira, 9 de março de 2017

ZOEIRA NA POEIRA

Os treinos da F-1 transcorrem, mais ou menos, como esperado lá em Barcelona (que time é esse, Galvão?).
Sim, como diria Juan Manoel "treino é treino, corrida é corrida". 
Acredito, como muita gente, que dona Mercedes esconde o jogo. E, esconde Hamiltão. Quem está se divertindo na maior parte do tempo é Botas o amigo de Dora, a aventureira. Há um revezamento dia a dia nos melhores tempos. Dona Mercedes, mamã Ferrari e até mesmo dona Williams com massinha de modelar quando Lancei Troll não bate a máquina.
O que acontece em volta, no entanto, acaba roubando a cena.
Mimadon sentou a língua, para variar, na Honda. Primeiro ele bate e depois assopra. Quero dizer solta uma ironia. Disse que eles tiveram dois anos para aprender e vão dar um jeito no pum atômico. Quá, quá.
Jean Todão, o homem do botão vremeio, soltou uma besteira digna de suas sacanagens quando em mamã Ferrari. Declarou que os motores "barulhentos" não voltarão à categoria porque a "sociedade global" não aceitaria isso. Veio com a baboseira de trabalhar contra a poluição etc e etc.  Lembrando que a F-1 é um esporte e todo mundo gosta (ou gostava) do barulho dos motores antigos. Lógico que devemos pensar na poluição e trabalhar contra. Mas, soa demagógico um dirigente ir ao encontro da opinião de (quase) todos em relação ao motores e vir com um discurso de exemplo para a sociedade. Existem outras formas de combater a poluição mundial. Nem vamos entrar na questão.
Rose Bráu, o cúmplice de Todão, para não ficar atrás, disse querer tirar os pilotos pagantes da F-1. O cara é impagável no quesito sonho que se sonha só. Para isso, segundo a figura, as equipes teriam que ter estabilidade econômica. Não disse como. Lembrando que o inglês é dirigente indicado pela Liberty a compradora da F-1. Tudo porque Lancei Troll mostrou que precisa de quilometragem para mostrar que vale mais que o din din de papai. Penso, como já disse, que é cedo para julgar o fraldento. Quanto aos pagantes. Imaginem uma equipe estável em termos financeiros. Num belo dia aparece um rapazinho se dizendo bom na coisa e carregando um baú de alfaces. Claro que será contratado. Dinheiro sempre é bão.
Por fim, nesta manhã de quinta, Vetor marcou o melhor tempo dos testes. Cravou 1:19.024. Não importa que Hamiltão vinha que vinha para bater este tempo e uma bandeira vermelha atrapalhou. Provocada por quem? Não. Não por Mimadon mas, por seu companheiro de equipe Stofado Vandormi. Dona McLaren e sua sofrência. Vão acabar chamando Ronron Pênis de volta.

"Vão combiná. Primeiro a minha merda e depois a sua."

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

FIA, Ferrari, F-1 e o Duende Vermelho

No começo deste temporada, Sebastian Vettel despontava como o garoto prodígio, sério candidato ao título, e ninguém esperava que veterano Mark Webber pudesse ameaçar sua posição dentro da Red Bull. O time austríaco tem uma clara preferência pelo alemão, mas tratou Webber com dignidade ao longo da temporada - exceto no caso da asa dianteira na Inglaterra - e Webber impôs-se impiedosamente sobre Vettel, a despeito da preferência da equipe.
Na McLaren, o "dono" da equipe Lewis Hamilton esperava em seu território o campeão mundial Jenson Button. Hamilton conta com apoio do time e com imenso carinho por parte de todos de Woking. No entanto, Button venceu duas vezes, logo de cara, deixando Hamilton em uma situação de pressão. Ao longo do ano, Hamilton inverteu a situação, vencendo três provas contra duas de Jenson, dominando amplamente, a esta altura, seu companheiro de equipe.
Desde o anúncio pela Mercedes da contratação do sapateiro oficial Michael Schumacher até a corrida de abertura no Bahrein, a mídia não falou de outra coisa que não a volta do heptacampeão às pistas. "É uma questão de três, quatro corridas para Schumacão mostrar para seu companheiro Rosberg como é que faz a coisa". Apesar da nítida preferência da chefia e do apoio incondicional dispensado a Schumacher, a despeito de suas patéticas apresentações, a Dona Mercedes trata Rosberguinho com dignidade - ou, pelo menos, sem sabotagem - e o alemão mais jovem domina amplamente seu parceiro mais famoso.
Na Ferrari, a contratação de Fernando Alonso trouxe para o time o patrocínio do banco gigantesco Santander e da seguradora Mutua Madrileña. Como todos podem ver, o banco em questão está em evidência em quase todos os GPs, e sua marca serve, inclusive, de molde para os troféus entregues - ridículso e muito feios.
Alonso foi para a Ferrari para ser campeão. É o time ideal para conquistar campeonatos. E só ver as estatísticas da última década. A Ferrari contratou Alonso para ser campeão, e por isso paga tantos milhões de euros ao espanhol.
Felipe Massa resistiu nas primeiras corridas, chegando a estar na liderança do campeonato. Alonso conquistou uma vitória na abertura do ano, cometeu vários erros, mas se impôs de forma razoavelmente sólida sobre o brasileiro. Pelo menos até a largada do GP da Alemanha.
Engraçado que, no dia anterior, conversávamos eu e a ala patriarcal do blog que era bem provável que Massa assumisse a ponta da prova na primeira curva. Vettel, o pole, não vinha largando bem, fecharia para cima de Alonso, atrapalhando-o, e sobraria a ponteira para Massa. Dito e feito.
Naquela oportunidade, com Massa liderando e Alonso reclamando, o espanhol tinha - repetimos - apenas uma vitória no campeonato. Massa, nenhuma. Poderia conquistar sua primeira, equilibrar as coisas no time. Era um final de semana especial para o brasileiro: completava-se um ano do fatídico acidente na Hungria, que o deixou de fora da temporada de 2009; morrera seu tio, incentivador muito próximo. Não poderia haver melhor circunstância para uma vitória, não só para a carreira, mas também para a vida de Felipe.
Entretanto, naquele dia, a Ferrari optou por não tratar Felipe Massa com dignidade. Naquela corrida ficou claro: só o Alonso disputa o título; o papel de Massa é não atrapalhar.
Falamos, no ano passado, sob um outro contexto, que o princípio do automobilismo é muito simples: ganha quem chegar primeiro. Não importa quanto custe o carro. Pode ser um carrinho de rolimã, um kart, ou um F-1: vence quem chegar primeiro, lúdico assim mesmo.
A Ferrari decidiu, há muitos e muitos anos atrás, que a lógica interna da equipe é outra. Lá na Itália, vence quem os homens de vermelho decidem.
A lógica ferrarista motivou, após um famoso episódio no ano de 2002, mudanças nas regras da F-1. Manipulações de resultado como aquela estariam dali em diante proibidas.
Tanto em 2002, quanto este ano, na Alemanha, a Ferrari escolheu o vencedor em uma corrida qualquer. Não havia nada em jogo. Em 2002, o domínio da equipe era tamanho que ninguém a ameaçaria na briga pelo título. Schumacher já havia desaparecido lá na frente. Era a sexta corrida do ano, e ficou claro para o mundo que, na Ferrari, só Schumacher estava disputando o título, ainda que Barrichello chegasse na frente.
Em 2010, estávamos na 11ª etapa de 19. A rigor, a Ferrari não está tão dentro da briga pelo título a ponto de precisar escolher um piloto. Na verdade, entregaram a Fernando Alonso uma vitória ocasional, que pode não mais se repetir, dado o rendimento dos carros vermelhos. Então foi um fuzuê danado, um papelão, por uma vitória que aconteceu por acaso, que não pode ser repetida sistematicamente; uma vitória que poderia significar muito mais para a vida de Massa do que significou para o campeonato de Alonso, da Ferrari e do Santander.
Mas, se em 2002 regras foram elaboradas para barrar a subversão do princípio básico do esporte, em 2010, tais regras foram quebradas. Foram quebradas com a conivência da FIA, sob presidência daquele que praticamente inventou os métodos ferraristas neste mister: o duente vermelho Jean Todt, sobre quem já falamos na ocasião em que assumiu a presidência o referido órgão.
A decisão do Conselho Mundial, na última quarta-feira, significa uma mudança no princípio do próprio esporte. Regras éticas e desportivas foram quebradas e o que se fez a respeito? Uma promessa de rever a proibição da manipulação de resultado, para agora permiti-la. Trata-se, ainda, de um esporte?
Talvez, um ser humano melhor que eu parasse de acompanhar a categoria. Isso seria o certo, já que estão sendo apregoados princípios com que não concordo.
Amanhã cedinho começarão os treinos para o GP da Itália. Assistirei tudo com o entusiasmo de sempre. Assim como é lúdico o princípio norteador das corridas, continuo com a crença lúdica - ingênua e tola - de que, acima de tudo, F-1 é um esporte em que homens vestidos de super-heróis sentam em máquinas especiais e brigam entre si para ver quem chega na frente. O problemas é que... não é.



Experimenta falar para um desses caras deixar o de trás vencer... Isso aí tem mais valor do uma corrida de F-1.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Duende vermelho

Como se sabe, o duende vermelho Jean Todt é agora o homem que manda no automobilismo.
O estatuto da FIA, em seu artigo segundo, inciso III, dispõe que é objeto da Federação "promover o desenvolvimento do esporte a motor, atuando, interpretando, e tornando efetivas regras comuns aplicáveis à organização e administração de eventos de esporte a motor". Trata-se, portanto, de uma organização com fins, entre muitos outros, esportivos.
Este aqui é o novo presidente da FIA:




É, sem dúvida, o homem certo para a função.