Vejam e ouçam este vídeo particular do setor G em Interlagos na corrida de 2007.
Acredito que foi feito por volta das dez horas do treino de sábado.
Nós conseguimos sentar no final do setor, perto da curva.
Tem apito, um toque de celular no megafone, e muita gritaria.
Pelo menos pudemos observar os carros na curva. E, ouvir também. Naquela ocasião ainda era permitido o controle de tração e os carros de fim de grid contornavam a curva com o dispositivo funcionando por falta de acerto ideal (que nem era possível em carros mal nascidos). E, dentre os pilotos, o Raikonem tinha um jeitão todo particular em fazer a curva do fim da reta oposta: freiava antes dos demais e em consequência acelerava antes também. Sei lá, mas a impressão é de que fica com o carro mais na mão.
Enfim, tudo isso com o pano de fundo sulista. Tem mais vídeos que colocarei depois.
Estivemos fora do ar por motivo de força maior. Férias para ser mais exato. Como não sou do tempo das facilidades técnicas nem pensei em usar o lap top para escrever alguma coisa. Mesmo porque, pelo visto, nada mudou no circo da F1. Senão vejamos:
Bruno não deve ser comparado ao tio. Não é justo etc e tal. Mas, toda reportagem sobre ele vem acompanhada de imagens do tio e a comparação que deveria ser evitada.
Aliás, o duende elepedra sugere que a equipe do Bruno nem vai largar porque não tem suporte financeiro. Putz!
Por falar em duende o elepedra é o maluco do momento. Agora sugeriu atalhos que poderiam ser usados pelos pilotos de maneira limitada para ultrapassagens. Ou seja, a velha sacanagem de furar a gincana (o schumaquinho era craque nisso) seria oficializada. Tem mais. O duendinho reclama que os carros não quebram, que os freios são muito bons e por aí vai. Desconfio que ele não anda tomando seus remédios regularmente.
Ma, sobre o assunto, canso a orelha do Renato falando em como a F1 era melhor sem essas merdas tecnológicas de hoje. Esporte é esporte. Os carros deveriam exigir não só que os meninos mimados apertem pedais como também que saibam economizar pneus e trocar marchas. E os motores não deveriam ter limitadores de giros. E, etc, etc.
Eu queria ver metade dos mimadinhos explodindo motores. Como antigamente. Bom, depois dessa demonstração de velhice ("no meu tempo tudo era meió". "Aqui tudo era mato".) vou me despedindo.
Estou lendo que os ingressos para a F1, etapa do Brasil-sil-sil, já estão à venda. A mesma situação dos anos anteriores. Nos casos de meia entrada, uma burocracia do carai que é para os interessados morrerem de raiva e desistirem de ir pagar os pecados no autódromo. Para quem compra a meia entrada modernismos como entrega dos ingressos pelo correio nem pensar. O comprador é tratado como meliante. Se quiser pegar a meia entrada tem que ir no guichê de campo de futebol com o sol ou chuva na cara. A gente não consegue ver com quem está tratando. Os caras ficam atrás de um buraco no muro. Sim, como eu disse é guichê de campo de futebol. E, para quem vai comprar o ingresso na hora o tratamento é igual. Não importa de que país o sujeito veio. Já vi uns branquelos alemães sofrendo na fila em dia de corrida. Não há informação sobre mudanças nas acomodações para o público. Nem vou comentar sobre esse assunto agora. Quem acompanha o blog já sabe o que penso. Ah, para completar as notícias houve um aumento no preço do ingresso. Brincadeira......
A volta do Schu-Schummy não é a única novidade para 2010 na Fórmula-1. Como já sabemos faz tempo, na próxima temporada não teremos mais os reabastecimentos, que são o "ponto alto" das corridas desde 1994.
A história dos reabastecimentos na F-1 não começa, contudo, em 1994. Em 1982, a Brabham, time liderado por um tal de Bernnie Ecclestone, resolveu arriscar alinhar os carros com menos combustível e, no meio do caminho, pará-los para completar o tanque e ir até o fim.
Houve várias tentativas frustradas por percalços no caminho: falhas mecânicas, batidas e uma luta de karatê entre Nelson Piquet e Eliseo Salazar.
Finalmente, o plano quase funcionou no GP da Áustria, não fosse uma tentativa de Riccardo Patrese de escalar um barranco de marcha-ré.
De qualquer modo, a Brabham inaugurou o reabastecimento na era moderna da F-1. Não foi, todavia, a primeira vez que se encheu o tanque de um carro em uma corrida. Na década de 1950, isso já era feito.
O filminho abaixo, encontrado por acaso no YouTube, conta a historinha, com toques de bom humor do narrador.
Hoje li na uol que o irmão braço duro ráu-ráu schumizinho está se oferecendo desesperadamente para alguma equipe visando voltar para a F1.
Quem conhece a história do ráu-ráu sabe que o irmão Dick Vigarista está ligando para todo mundo vivo e morto para encaixar o chato do pentelho do irmãozinho caçula.
Foi assim que ele, digamos, adentrou ao circo. Mas, não serve nem para ser palhaço, função exercida no ano passado pelo Loucas Vaidoer, nem para marabalista, função exercida pelo campeão butão (que caiu da corda mas não quebrou a perna). Penso que poderia concorrer ao cargo de limpador de bosta (ou fezes se quisermos honrar o nome do blog). Pelo que vimos no ano passado matéria prima tem de monte.
Enfim, não esqueçamos do Free Willy que gerencia a carreira (?) do ráu-ráu assim como a da estrela da companhia Dick.
Free Willy tem a força das camisas nada a ver. E, voltando a ganhar quatrilhões arruma saco para carregar o braço duro da família.
Concluindo, tudo leva a crer que vamos ter que aguentar mais uma prima dona. Só que uma prima anda. A outra só tem pose.
Nesta época natalina onde todos se confraternizam, perdoam seus inimigos assim como são perdoados (ah, ah) fico imaginando o teor das cartinhas que os pilotos escrevem para o Papai Noel.
Sim, o velhinho pentelho de barbas brancas é uma espécie de terapeuta. Todos que escrevem para ele (mentalmente ou não) contam com o sigilo que deve prevalecer nessa relação, digamos, maluca.
O massa por ex. iria pedir que todas as molas passem longe, bem longe.
O Raikonem um carro de rallye com frigobar (maldade!).
O hamilton um carro bom à altura de seu charme e beleza inigualáveis.
O butão um carro bom à altura de seu charme e beleza inigualáveis.
O bocó roseberg uma equipe para 2011, porque a dona mercedes só tem olhos para seu dileto mimado.
O Dick pede um grid composto de um só carro. O dele naturalmente. Não tem mais aquela juventude para chutar os outros pilotos por debaixo da mesa.
O rubim pede que o esqueçam. Quem sabe funciona.
O vetor pede que continuem achando que ele é um moleque de fraldas a encantar com seu arrojo e falta de experiência.
O véber que caia da bicicleta nas férias e quebre a outra perna. Em 2009 quebrou uma perna e foi seu melhor ano.
A prima dona afonsina pede que baixe um santo alemão e que a véia ferrari pense que se trate de uma reencarnação divina.
O menino senna pede que o tio dê uma força lá de cima. Aí, não é com papai noel. Quem entende sabe que a carta foi enviada para quem não tem competência para julgá-la.
E, olhando a fauna que povoa a F1 constatamos que pululam uma quantidade assombrosa de duendes. Desde o toddy até o berne. Todos são donos da verdade e decidem tudo.
Finalmente confirmou-se o que vinha sendo ventilado em tudo quanto é canto.
Schumacher volta pela dona mercedes. Como já lemos num post do Renato ele deve o início de sua carreira a essa velha senhora que bancou sua entrada na F1 bem ao estilo alemão: chutou a porta e colocou seu mimadinho no primeiro carrinho de F1 que viu pela frente.
Engraçado é que sempre diziam que o nosso mimadinho iria, qualquer dia destes, correr pela dona mercedes via McLaren.
Todo ano as mães dinás cantavam essa bola.
Agora que elas esqueceram do assunto lá vem o Schumi de mãos dadas com a dona mercedes e chutando o bocó roseberg por debaixo da mesa.
Falam muito na questão da idade do lemão. O cara tem 41 anos e penso que ninguém é inválido nessa idade a ponto de não conseguir virar o volante (?) de um F1. Sim, hoje em dia os pilotos só servem para virar o volante (?). O resto vem mastigadinho mastigadinho.
Então, vai ser legal o lemão desafiar a macacada toda. Daqui do alto do morro dá para ver que o Dick tem lenha para queimar, a dona mercedes grana para gastar e uma praia ensolarada sem nenhum surfista de destaque.
E mudaram o sistema de pontuação da Fórmula-1. Ficou igual ao da Stock Car. Não parece ter sido uma boa mudança.
Primeiro, porque não afeta a proporção de pontos entre os concorrentes que pontuam. É vantajoso para quem chega em décimo, que terá mais exposição, agradando mais aos patrocinadores. Será vantajoso para o piloto que ganha dinheiro por pontos conquistados, cláusula que as equipes vão abolir a partir de agora. Mas, no geral, não mudou nada, já que 5 pontos entre o primeiro e o segundo colocados é pouco em um contexto em que o vencedor soma 25.
Segundo, porque descaracteriza o campeonato e as estatísticas. Na década de 1980, o sujeito, para marcar 25 pontos, teria que vencer duas corridas, chegar em segundo em outra e em sexto em outra (o sistema era 9-6-4-3-2-1 e só os 11 melhores resultados contavam), ou seja, levaria, pelo menos, 4 corridas para atingir tal somatória; na década de 1990, teria de ganhar duas, e chegar em segundo em outra, levando, pelo menos, 3 corridas (a partir de 1990, passou ao 10-6-4-3-2-1, sem as exclusões). Agora, com um calendário com cada vez mais corridas e esse sistema de pontuação, os pilotos de sucesso encerram suas carreiras com bilhões de pontos, coisa que era impossível há um tempo atrás (claro que "bilhões" é ironia, né).
O campeão também somará dez mil pontos por campeonato, e já era o recorde do Schumacher de campeão com mais pontos somados em uma única temporada.
Enfim, eu gostaria de ver de volta o sistema de 10 pontos para o vencedor, que valorizava bastante as vitórias. O que fizeram foi uma verdadeira "banalização" dos pontos.
Schumacher, segundo ele próprio confidenciou a Luca Di Montezemolo, está "muito perto" de correr na Fórmula-1 no próximo ano. É a hora de o alemão pagar sua "dívida" com a Mercedes, empresa onde fez carreira no Mundial de Marcas e que financiou, pode-se dizer, sua entrada na F-1.
Agora, quando o sujeito fala que está perto, já entrou há muito tempo. Teremos "Il Tedesco" de volta; mas, desta vez, ele será "Der Deutsche", mesmo.
Novela envolvendo a F1 é a coisa mais óbvia que existe.
Piloto elogia equipe que elogia piloto que visita a tia do dono da padaria em frente à fábrica e coisas do tipo.
Agora, dizem que o Schumacher (o Michael) conversa com a dona Mercedes e tudo pode acabar num motel qualquer.
Quem deve estar com a pulga atrás da orelha (como diria aquela minha avó) é o Roseberg (o Kico). Ou, dependendo do horário da novela, com os chifres nascendo.
Afinal, conhecemos a história do Dick e o que acontece com seus "amados" companheiros de equipe. Se bobear ficam com o carro sobre os cavaletes (remember rubim).
Uma volta do Schummy (é assim que se escreve?) vai ser uma atração a mais?
Craro Crarice.
Afinal, o cara pendurou o capacete (essa é velha), caiu da moto (duvido que permaneçam sequelas. É tudo firula) e etc. Mas, vira e mexe e lá estava ele nos boxes vermelhos com cara de quem fazia alguma coisa e babando nos carros. Eu tinha a impressão que ele ia pular dentro do carro do Raikonen e sair avenidas mundo afora. Não iria fazer isso no carro do massa porque ele (massa)tem contrato com o todinho filho do Toddy. Os brutos também tem ética.....
Não existiria surpresa numa possível volta. Eu acho salutar desde que não haja sacanagens para ajudá-lo. Lembrem-se que agora quem manda é o duende vermelho ( o tal do Toddy). Essa dupla bateu muitas carteiras. Dupla não. Trio, uma vez que o rose bráu (o inglês com ressaca permanente) sempre aparecia com o dedo no botão vermelho para ferrar a ferrari (não resisti!!!) do rubim.
Por outro lado, se ele correr como correu de kart lá no quintal do Massa em Floripa, vai colocar todo mundo no chinelo. Os meninos mimados que se cuidem. O tio está animado.
O link do vídeo chegou até mim pelo Luis Fernando Ramos (Ico) via Twitter.
É uma filmagem de 12 de maio de 1940 na inauguração do autódromo de Interlagos.
Sinto uma espécie de pesar e alegria em saber que o traçado original, quase intacto, ainda está lá, esperando ser restaurado, nem que seja para umas voltas esporádicas de meio dúzia de amalucados.
Aliás, o único blog que o Fórmula-1 Literária segue é, justamente este aqui, em que se propõem e discutem projetos para reviver o traçado antigo. Tomara que um dia resulte em alguma coisa.
É impressionante ver, no vídeo abaixo, como o local era um grande descampado. Hoje em dia, a cidade, literalmente, engoliu o autódromo.
Só uma nota rápida, para não passar em branco - o tempo anda curto demais.
Ainda não é "oficial", mas já é verdade incontestável: conforme divulgado pelo Grande Prêmio hoje de manhã, Lucas di Grassi será piloto da Manor/Virgin no próximo ano. Assim, o grid terá quatro pilotos brasileiros em 2010: Barrichello, Massa, Senna e di Grassi.
Eu confesso que di Grassi é o brasileiro que mais tenho curiosidade de ver na Fórmula-1. Acho até, que pela temporada que fez na GP-2 em 2008, merecia já estar na F-1 já em 2009. Sujeito talentoso, construiu uma carreira bem sucedida sem lá grandes apoios financeiros, se comparado, por exemplo, com Bruno Senna.
Vejam esta imagem da saída do pessoal da área G após a corrida em 2007. Foi feita em cima da passarela. Por baixo o que restou do famoso retão. Notem o perigo. Se alguém gritasse "cerveja de grátis no portão" a correria iria machucar muita gente. Por sorte nada disso aconteceu.
Na foto dois exemplos de asas: uma lateral e outra traseira. Pelo que consta uma é obra da Renault (meio disfarçada). Mais uma foto da F1 2007 na área G (sem pensamentos pecaminosos, por favor). O calor estava de rachar coquinho (como diria aquela minha avó). Notem que até a camiseta do rapaz da esquerda está derretendo. Então, o jeito era improvisar para aguentar o "inferno".
A F1 quando encerra o ano e começa outro vive de boataria e besteirada. Até os prostitutos dão as caras e chamam o Raikkonem de vagal e bebum e coisas assim. Dick Vigarista volta e não volta e etc. Seria interessante a volta do Dick porque até outro dia ele ficava nos boxes vermelhos fingindo que fazia alguma coisa. E agora louro José? Enfim, resolvi publicar algumas coisas diferentes e achei esse vídeo (caseiro) feito por um grande cineasta a ser descoberto (mezzo Felini, mezzo Buttman). Mostra um bloco desfilando no carnaval com o carro alegórico mais caro do mundo. Mesmo assim todo arrebentado. Só faltaram as cabrochas e suas fabulosas bundas. Falando sério. É o que restou do carro do Kovaslá em interlagos 2007.
Vai ser interessante observar, no próximo ano, como se comportarão os pilotos e a equipe McLaren tendo os dois últimos campeões ao volante de seus carros.
Os dois, para completar, ingleses.
A temporada de 2010 vai somando particularidades bastante fora do esperado. Uma montadora comprando uma equipe, e uma equipe contratando dois pilotos teoricamente fortes para dividirem o mesmo time, prática em total desuso desde a "era Schumacher".
A última vez que tivemos dois campeões na mesma equipe foi com Senna e Prost em 1989, também na McLaren.
Espero que o time de Woking tenha o bom senso de deixar os dois quebrarem o pau. Pelo bem do esporte.
A Mercedes-Benz acaba de adquirir o controle da equipe Brawn GP, como já dito, na contra-mão das demais montadoras, todas abandonando ou querendo abandonar o barco Fórmula-1.
É interessante reparar uma coincidência interessante entre essas duas equipes. A Mercedes já teve equipe própria, na década de 1950, entre as temporadas de 1954 e 1955. Nesse período, disputou 12 Grandes Prêmios, dos quais venceu 9, perfazendo 75% de vitórias em relação a GPs disputados; foi 10 vezes ao pódio, o que significa 83,3% de aproveitamento. A equipe venceu os dois campeonatos de pilotos que disputou com Juan Manuel Fangio (ainda não se disputava o campeonato de construtores); ou seja, 100% de aproveitamento em relação a campeonatos disputados.
Também a Brawn GP tem 100% de aproveitamento em relação a campeonatos disputados, já que a unica temporada em que participou foi vencida por seu piloto Jenson Button. A Brawn levou também o campeonato de construtores. Em relação às vitórias, a Brawn disputou 17 GPs, vencendo 8 deles, o que significa 47% de aproveitamento; a equipe foi ao pódio 11 vezes, perfazendo 64,1%.
Isto é: os números relativos da Mercedes, enquanto equipe, e da Brawn GP são altíssimas, pois tiveram uma trajetória curta extremamente vitoriosa. A Ferrari, por exemplo, disputou 59 temporadas, vencendo 15 vezes o campeonato de pilotos. Isso totaliza "apenas" 25,4% de aproveitamento.
Uma vez li uma campanha publicitária em que uma certa emissora de televisão, para minimizar os números absolutos do Ibope, chamava atenção para o seguinte: "os números não mentem, mas não dizem toda a verdade". E não é que é isso mesmo?
Hoje, 18/11, as notícias são mais alvissareiras como diria minha avó. Raikonem na Dona Mercedes (o que é, de certo modo, normal porque ele andou de McLaren-Mercedes um tempo atrás). O lindo cavalgando, da tv paga, diz que seria uma vingança pela retirada do butão da bráu pela McLaren. Então, a Dona Mercedes tirou o Raikonem da McLaren. Eu penso que a dona Mercedes ganhou na loteria. O butão mereceu ganhar o campeonato porque não fez besteira e o carro/equipe deu a mó força. Mas, não se compara ao Kimi, na minha opinião muito melhor. Agora, vai sofrer na mão do pequeno genio genioso, luiz. Nós, amantes da boa corrida agradecemos a contratação do quase desmpregado Raikonem pela dona Mercedes. Que, por sinal, começaria muito mal tendo o Mico Rossbife e o Mico Haidfield como pilotos. Um é jovem e nem sabemos se anda de verdade. O outro deveria estar em casa faz tempo. A gente sabe aque não anda. Aguardemos os próximos capítulos.....
Leio que a Mercedes deixou a McLaren ( o time MM) e comprou a bráu. Isso tem um belo significado: a Mercedes sai da moita e assume os riscos em ser dona do nariz e carro. Outra: o butão pode procurar equipe. Está na cara que todo mundo acha que ele foi campeão em função do carro e das enrabadas no rubim. Deve estar dormindo na porta da McLaren para ser contratado por ela. Leio também que a dona mercedes disse que não vai interferir na escolha dos pilotos. Deixa tudo na mão do Rose. Desde, claro, que os contratados sejam dois alemães. O pior: O mico haidefield tem chance. Esse sim tem estrela na bunda. E, pelo que sinto, a McLaren está ligeiramente feliz em se livrar dos lemão. Continua a ter motores da dona mercedes, tradição na construção do carro (a Ferrari apanhou e não melhorou quase nada em 09), e etc. Enquanto isso um pilotaço como o Raikonem fica chupando o dedo esperando um brinquedinho decente para 2010. Essa F1 sabe moer carne.... Vamos ver no que isso tudo desemboca.
E já que falamos em "pista de verdade", não se poderia deixar de mencionar esta: o velho traçado de Nürburgring.
A Fórmula-1 andava em um traçado com quase 23km, cujo recorde em corrida pertence a Clay Regazzoni, com 7min06s. Sim, 7 minutos; em treino de classificação, o recorde (de F-1) é de Niki Lauda, com 6min58s - tudo isso tratando-se do traçado de 22.835km.
A filmagem abaixo foi feita em 2005, a bordo de um protótipo SR8, da Radical Sportscars, que competiu na Le Mans Series. O piloto é Michael Vergers.
Na época, esta volta, em 6min55s, estabeleceu o novo recorde deste traçado de 20.832 km, conhecido como Nordschleife:
Michael Vergers foi campeão da Le Mans Series na categoria P2 em 2006. É um feito digno de nota. Contudo, não precisaria ter conquistado nada: bastaria ter dado esta volta em Nürburgring. Uma verdadeira obra de arte.
O vídeo é interessantíssimo: dá para ouvir o motor, as marchas, o carro batendo no chão, o carro batendo na zebra, dá para ver as correções que o piloto tem que fazer, o carro pulando; na entrada do Karoussel parece que o carro vai escorregar para a parte de baixo da pista.
Tem uma outra coisa que também dá para perceber: não é para qualquer um andar deste jeito numa pista dessa. Para dizer o mínimo, tem que ter coragem.
Vergers ainda quebrou o recorde deste traçado em uma nova oportunidade, em 2009, cravando o tempo em 6min48s.
Eis a obra de arte:
Depois de assistir a esta filmagem, este cartazinho faz muito sentido para mim:
O campeonato de 2009 terminou em uma pista encrencada e sonolenta, mas com um entorno muito bonito e bem construído. É uma Fórmula-1 estanha, em que os petrodólares comandam onde ocorrerá a corrida; quando, é o Sr. Ecclestone quem decide, conforme o horário europeu. É por isso que temos corrida ao anoitecer, no escuro, na chuva equatorial do fim de tarde malasiano e etc.
Abu Dhabi foi um furo n'água. Pista chata, corrida chata, um túnel para sair do box e um hotel que muda de cor. Clap, clap, clap... um monte de dinheiro gasto para atrair mais dinheiro para o bolso de uns e outros. O público que se dane.
Entretanto, o calendário provisório para o ano que vem traz uma "novidade" muito boa: a volta de Montreal para o campeonato.
Montreal é uma das poucas pistas "de verdade" que sobraram na F-1. Entre elas, Interlagos, Monza, Spa-Framcorchamps, Suzuka, e algumas outras, ao gosto do freguês. Aliás, Silverstone não está na lista porque, por enquanto, está fora para o ano que vem.
Dei uma olhada no Youtube e achei essas filmagens do circuito canadense em dois tempos: a primeira, com René Arnoux, de Renault, em 1982; a segunda, Juan Pablo Montoya, com a Williams, exatos vinte anos depois.
O traçado sofreu algumas modificações ao longo desses anos, mas, essencialmente, a pista é a mesma. Basicamente, foram suprimidas as curvas de alta após o grampo, e a reta de chegada foi mudada de lugar. Também foi suprimida uma chincane, que ficava antes do que hoje é a curva 1 - que, aliás, se chama "virage Senna".
Mais impressionante nos vídeos é perceber como os espaços de freada diminuíram, o jeito de acelerar mudou, a maneira de entrar na curva... enfim, a pista é a mesma, mas os estilos de pilotagem divergem diametralmente.
Agora, de 2002 para cá, já ocorreram diversas mudanças, e se formos comparar a pilotagem do Montoya no vídeo com a do Vettel este ano, já encontraremos inúmeras diferenças.
Falar do Senna tio é sempre muito difícil pelas circunstâncias em que ele nos deixou. Vou tentar falar alguma coisa mais tarde. O Senna sobrinho chega à F1 por uma equipe pequena, como o tio. Por mais que a gente não queira fazer comparações ou algo do tipo, são inevitáveis as lembranças e expectativas. Bueno nosso de cada dia já falou que não sabe como vai comportar seu coração na primeira corrida com a participação de Bruno Senna. Na verdade, nem nós fãs incondicionais do maluco que mais deu certo na F1. O carro vai ser uma incógnita tal e coisa. A gente não sabe como o Bruno vai se comportar. De tudo, eu sei que vou, junto com o Renato, torcer do fundo do coração para que o garoto (nem tão garoto assim) mostre que tem nas veias o sangue e o talento do tio. E bote para quebrar. E, que haja um pódio só de brasileiros no ano que vem. Amém.
Os caminhos de Rubens Barrichello e da equipe Williams se cruzaram, finalmente. Digo finalmente, pois houve outras oportunidades em que o acordo parecia que iria sair, mas, no fim, Rubens acabou ficando onde estava.
A primeira oportunidade parece ter sido após a morte de Ayrton Senna. Barrichello, na época um jovem promissor, foi cogitado para ocupar o posto de Senna, incluvise com o envolvimento de Nelson Piquet nas negociações, já que a Arisco patrocinava a ambos.
Posteriormente, Rubens teve oportunidade para correr pela equipe Grove em 1998, mas também ficou sem vaga, já que preferiram Ralf Schumacher, cujo empresário era Willi Weber (o mesmo do irmão mais velho).
Também em 2003 houve rumores de que o brasileiro poderia se transferir para o time inglês. Montoya havia assinado contrato com a McLaren, mas ainda tinha obrigações com a Williams até o final de 2004. O colombiano, entretanto, tentava resilir sua relação contratual antes do fim do prazo. O primeiro na lista de substitutos para o Montoya na Williams era, justamente, Barrichello.
Depois de tanto namoro, as coisas deram certo. É uma união interessante, já que Williams e Rubens são representantes de outros tempos na Fórmula-1 moderna. Williams não tem vínculos com nenhuma grande montadora, embora já tenha recebido motores de BMW e Toyota; a parceria entre Patrick Head e Frank Williams na F-1 teve início em 1977, e a empresa contava com apenas 17 colaboradores. Hoje, é uma das equipes mais tradicionais e vencedoras do grid, com 9 títulos de construtores e 7 de pilotos.
Rubens terá como companheiro de equipe Nico Hulkenberg, mais um alemão assessorado por Willi Weber. É, sim, um estreante, mas o pouco que conheço dele revela que é um sujeito muito talentoso e que promete competir de igual para igual com Barrichello. Vamos esperar para ver uma lutar limpa entre os dois.
É difícil saber onde estará a Williams no próximo ano. Mais uma vez, o regulamento igualou a todos com as mudanças técnicas. Torço por um bom ano para Nico e Rubens.
(Desenho feito por Eduardo Barrichello, representando seu pai na nova equipe; divulgado por Rubens Barrichello via Twitter)
Como se sabe, o duende vermelho Jean Todt é agora o homem que manda no automobilismo.
O estatuto da FIA, em seu artigo segundo, inciso III, dispõe que é objeto da Federação "promover o desenvolvimento do esporte a motor, atuando, interpretando, e tornando efetivas regras comuns aplicáveis à organização e administração de eventos de esporte a motor". Trata-se, portanto, de uma organização com fins, entre muitos outros, esportivos.
Seguindo em frente, mas olhando para trás com saudades, no último sábado, dia 31 de outubro, completou-se dez anos que Mika Häkkinen conquistou seu segundo título mundial de Fórmula-1.
A temporada de 1999 foi muito estranha. Tudo acontecia normalmente na primeira metade do ano, com Schumacher e Häkkinen disputando a liderança do campeonato palmo a palmo. Contudo, após o GP de Silverstone, quando Schumacher quebrou a perna, Mika embarcou em uma maré de maus resultados, ora por erro dele, ora (muitas "oras") por erros da equipe: quebras, pneus furados por estarem com pressão muito baixa, erros no pit-stop e etc. Também Eddie Irvine, principal adversário de Häkkinen pelo título sofreu com os "erros" da Ferrari. Em uma certa ocasião, Irvine parou nos boxes e não havia pneus a serem colocados em seu carro.
McLaren e Ferrari fizeram tanta força para perder que Heinz-Harold Frentzen, da Jordan, entrou na briga pelo título, constituindo uma ameaça efetiva. Contudo, o alemão ficou fora da briga após sofrer uma falha no carro no GP da Europa, em Nurburgring.
Isso resultou em uma das temporadas com aproveitamento mais baixo da história da Fórmula-1. Mika foi campeão somando apenas 76 pontos.
A despeito da temporada maluca, a corrida final, em Suzuka, aconteceu em uma serena normalidade. Schumacher estava de volta e fez a pole position. Häkkinen, entretanto, fez uma largada fenomenal, assumindo a ponta e mantendo-a até o fim da prova, conquistando, assim, o título pela segunda consecutiva.
Eis a largada e um "micro-resumo" da prova:
E foi assim que os três primeiros viram a corrida:
Häkkinen foi, sem dúvida, um grande piloto, certamente um dos melhores que já vi correr. A despeito disso, Mika não esqueceu seu lado humano. Prova disso foi a sua última vitória na Fórmula-1, no GP de Indianápolis de 2001. Aquela ocasião marcaria a aposentadoria de Jo Ramirez, "lendário" chefe de mecânicos mexicano da McLaren, que trabalhou com todo mundo desde Emerson Fittipaldi. Ramirez era o carequinha que entregava o boné do Banco Nacional para o Ayrton Senna antes do podium. Mika prometera vencer aquela corrida em homenagem a Jo, e, mesmo sem ter um carro tão rápido quanto Williams e Ferrari, cumpriu sua promessa, celebrando a vitória com um longo abraço em Ramirez, em uma cena muito bonita (embora Ron Dennis estivesse puxando Häkkinen pelo macacão para que o finlandês se dirigisse logo ao podium).
Fica nossa homenagem ao grande campeão, com uma grande volta de qualificação, em San Marino, em 2000. Quando os tiffosi já celebravam a pole de Schumacher, Häkkinen jogou água no chopp italiano de forma magistral:
Vamos imaginar a vida como se passada em uma pista de corrida. Todos que conhecemos teriam seu carro esportivo e estaríamos na corrida da vida para fazer e acontecer. Alguns carros seriam mais rápidos, mas, a maioria seria equivalente ao nosso. Então, correríamos sempre juntos, ora ultrapassando, ora sendo ultrapassados. Seríamos fechados, faríamos barbeiragens dignas do Mansell, muitos xingamentos e ameaças em geral. Passaríamos a vida nessa diversão. Seria uma corrida diferente sem bandeirada final. Os corredores iriam, na verdade, um a um abandonando a pista. E, de várias formas. Motor repentinamente quebrado, falha de freio e a conseqüente estampada no gradil, pneu furado, batida com outro corredor com os impropérios de praxe, e por aí vai. Nós saberíamos do abandono quando, passando no ponto, veríamos o carro parado e o pessoal de apoio ajudando o piloto a sair e passar em segurança pelo gradil. Neste caso, não teríamos tempo de acenar ou algo assim. Outros, como o Carlitão, apresentariam defeito no motor começando a andar mais devagar. Nós passaríamos por esse corredor tendo tempo de acenar, levantar a viseira e sorrir para ele. Ficaríamos o maior tempo possível andando lado a lado como forma de solidariedade e força. Pediríamos aos deuses da velocidade que encontrassem para esse amigo um lugar bacana para encostar o carro. Finalmente, quando seguiríamos em frente olharíamos pelo espelho até seu carro parar e, lembraríamos dos tempos passados juntos, das curvas difíceis que contornamos, das festas ao cruzar com outros conhecidos nossos (todos, claro, com latinhas de cerveja na mão), das risadas com as besteiras nossas e dos outros e etc. E, desejaríamos do fundo de nosso coração que o pessoal de apoio transporte nosso amigo em segurança através do gradil até aos boxes e que essa jornada lhe seja leve. É a nossa forma de homenagear um companheiro de jornada pista afora. E, ao passar novamente no ponto em que parou o carro teríamos, no início, a vista embaçada pelas lágrimas. Mas, depois de algumas passagens, abriríamos um sorriso pelas boas lembranças que nosso amigo deixou. Assim será com o Carlitão que estacionou seu carro em 30/10/09.
Pois é. A corrida que fechou a F1 2009 foi no fim do mundo. Horário mais ou menos para nós. Onze horas. Lá um tremendo mico. Como cansou de falar o bueno nosso de cada dia, uma pista cheia de encantos no tal do entorno (seria como o entorno das mulatas de escola de samba. Muito entorno e nada de cérebro.....) e uma pista tipo sonífera ilha. A corrida uma merda. Enfim um grand finale que lembrou circo furelo. Um monte de turbante, uns mané (ou manézes) na pista e nada de emoção. Para piorar um fim de dia, por do sol igual ao de milhões de anos (parece que aqueles logo após Krakatoa foram bem melhores) e um lusco fusco que não acrescenta nada a não ser uma consulta ao oftamologista. Final de campeonato para ser esquecido....
Pilotos e equipes. Rubim subiu no telhado. Elogiou a Williams. Disse que não depende do butão para resolver a vida. Só faltava. Ele está fora da bráu desde que entrou, se é que me entendem. Pelo menos a Williams diz que vai anunciar os pilotos segunda-feira. Mal posso esperar... Naka disse que nada feito até agora para o ano que vem. Nakaquem? Legal o Koba ter mais uma chance. Deram um crock no glock e ele continua dodói. E, por aí vai. Hoje, num desses treinos que só servem para a gente matar saudade dos feiosos carros atuais, kovaslá deu o ar da graça, mas é tarde demais. Penso que vai se aposentar da F1 com vinte e poucos anos. Por enquanto é isso.
A F1 tem seu lado engraçadinha quando todos negam o óbvio. Algumas vezes é caso de se negar mesmo. Mas, lendo as notícias morro de rir quando dizem que o Rosberg sai da Williams mas não sabe para onde vai. O rubim, até o Free Willi já disse, vai para o lugar do Rosberg. Mas, tudo é negado até sob tortura. A McLaren vai contratar um alemão. Aí, já podemos imaginar: ou o Sutil ou o Heidfield. Só para andar atrás do Hamilton que não quer ninguém fazendo sombra. Já chegou a prima dona. Pobre do Raikonem... Ah, tem a última corrida lá onde o judas perdeu o turbante. Por fim, leio que o Loucas do Montedemelão disse que a Ferrari não vai intervir na gestão do duende vermelho. Nem vai precisar. O filho do duende vermelho gerencia a carreira do massa. Adivinha qual equipe vai continuar sendo a queridinha?