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terça-feira, 17 de março de 2015

UMA BOA IDÉIA

Uma vez li em algum lugar que determinada pendenga iria terminar não em derramamento de sangue mas, sim em derramamento de cheques.
A encrenca judicial Sauber X Cagarde, lógico, iria terminar com centas abobrinhas sendo derramadas na salada de alguém.
Pelo que leio o piloto holandês, genro do sogrão, vai embolsar R$ 51.000,00 (uma excelente ideia) para se dar por satisfeito com a cagada feita pela Sauber que assinou com quem passasse na porta acenando alguma coisa verde. Como só podem alinhar dois carros (se bem que possivelmente a Sauber tenha jogado com a possibilidade de alinharem três carros por equipe) alguém iria chupar o dedo no alambrado. Cagarde saiu com cacife (não sei quanto levou para a escuderia antes da bagunça sauberiana) para comprar vaga em algum cockpit.
Só sei que nesta história tenebrosa os pilotos (os três, os que sentam no carro e o que não senta) são vítimas do sistema (linda expressão). A equipe falida abra as pernas para quem tem alface. E, só depois vai pensar no caso.
Pensando bem, a equipe também é vítima da F-1 atual que tudo quer e nada dá.
Neste samba da Fórmula louca o negócio é relaxar e abrir outra cerveja.
51 mijões de alfacinhas..... 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Aí, faz sentido

Não procurei outros textos a respeito, mas explica o Victor Martins, do Grande Prêmio, que a van der Garde pode ser só um instrumento para uma manobra mais audaciosa que implica na própria compra da equipe Sauber pela McGregor, grupo liderado por seu sogro. 
Um início de temporada muito estranho, este. Daqui a pouco, tem carro na pista, mas os assuntos são um cara que não vai correr e uma decisão de um tribunal australiano. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Visão do advogado

Não é inédita (aqui, um texto do TotalRace sobre a última vez que algo parecido aconteceu, em 1991, com Alex Caffi), mas é muito estranha esta situação por que passam Giedo van der Garde e a Sauber. 
Van der Garde não é piloto pagante e obteve alguns resultados expressivos nas categorias de base. Em 2008, dominou amplamente a Renault World Series, sendo campeão por antecipação. Sua passagem pela GP2 não foi tão bem sucedida, mas, ainda assim, satisfatória. Na F-1, correndo pela fraca Caterham - scuderia de orçamento limitado e, consequentemente, poucas possibilidades de desenvolvimento -, não impressionou. 
Depois de passar um ano como piloto de testes da Sauber, alegou que tinha contrato para ser titular da equipe em 2015 - e claro que devia ter mesmo, vide o desenvolvimento da situação. Confesso que fiquei surpreso com a decisão tomada na foro australiano. Claro que não conheço a situação de perto, não conheço nem mesmo os termos da decisão da corte, mas um argumento meio óbvio é que este tipo de contrato não comporta execução específica, pois se trata, antes de tudo, de uma decisão técnica da equipe. Então, oferecer-se-ia ao piloto holandês uns milhõezinhos como indenização e toca para o GP com Nasr e o filho do Eric. 
Pode até ser que este imbróglio traga ao começo da temporada a emoção que tende a faltar no resto dela. No entanto, é um retrato interessante da atual situação da F-1: piloto que corre é piloto que paga ou que dispõe de excelentes advogados. Todos os demais requisitos podem ser fabricados.

TAPETÃO NA F-1

A F-1 anda muito parecida com o futebol. Punições mal explicadas, bandeiras amarelas para ajudar determinados pilotos e por aí vai....
Agora, entra em campo o famoso tapetão. O piloto de testes da Sauber em 2014 tinha um contrato para correr em 2015. Giedo Van der Garde (vulgo Fredo Vá Cagarde).
Mas, as abobrinhas de outros interessados falaram mais alto e o Cagarde perdeu o assento. Irresignado (um termo apropriado) entrou na Justiça e (voilá) ganhou o direito de entrar no carrim da Saubim no fim de semanim.
E agora, José?
Como fica a situação?
Marcus Ericsson e Felipe Nars levaram din din para ter lugar na Sauber e vão se agarrar no carrim.
Imaginem a cena. Cagarde chega nos boxes com a decisão na mão e esfrega na cara de todo mundo. A equipe é obrigada a ceder um dos carros. Será que o tratamento vai ser igual? Vão servir cafezinho? Alguém, da equipe da graxa, vai ousar sorrir para ele e perder o emprego?
Vale a pena?
Engraçadas as declarações de Cagado quando soube do resultado. "estou ansioso por voltar a pilotar" e etc. Só não disse que criou um climão fidapu. E queimou seu filme. Qual equipe vai aceitar um jogador de merda no ventilador depois dessa?
Respostas no fim de semana.
Penso que a equipe pode entrar num cano monumental. O piloto que sair vai, de sua parte, entrar na justiça pedindo no mínimo o din din de volta. Ou a decisão pode ser revista e tudo voltar ao antes. Só que não. Alguém vai deixar de disputar uma prova sem dar causa.
São muitas as variantes (aliás, um carro horrível).
Vamos esperar o José esclarecer o imbróglio.
"vai rindo..."