sábado, 21 de setembro de 2013

VIDA NADA FÁCIL

como aperitivo um toque e depois o controle de massa


Acabou de acabar o treino oficial para o GP de Cingapura.
Em dois vídeos mequetrefes a vida nada fácil de massinha de modelar.
Conhecendo Mamã Ferrari como a gente conhece era de se esperar que dessem um puxão de orelhas nele por causa das declarações recentes quando disse que iria correr para si e não para Don Mimadon.
A trabalheira que ele teve com o carro (notem o movimento alucinado do volante) mostra que deram a ele um carro para lá de instável. Estamos no Q1 no final da volta conseguiu o décimo terceiro tempo.
Agora, o controle que teve do carro quando escapava em uma das curvas não é para qualquer um.
Borrou a cueca. (Com certeza, como diria o Rubim)
Mas, o bom é que massinha de modelar mandou legal no Q3 e vai sair na frente de Don Mimadon. Tome Mamã.
Não podemos esquecer que a classificação por equipe demanda maior suporte financeiro. Portanto, a equipe não pode dar uma carroça para o piloto  brasileiro sob pena de não conseguir um din-din melhor no final do campeonato.
Vetor foi tão superior que saiu dos boxes fez o tempo, voltou e saiu do carro para assistir o resto do treino comendo pipoca. Nem tanto, mas, que é superior isto é. Basta olhar a classificação de seu companheiro de equipe.

Vettel como, qualquer normal, torcendo contra
Abaixo o grid de largada.

1. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 1min42s841
2. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1min42s932
3. Romain Grosjean (FRA/Lotus) – 1min43s058
4. Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min43s152
5. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min43s254
6. Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1min43s890
7. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1min43s938
8. Jenson Button (ING/McLaren) - 1min44s282
9. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso) - 1min44s439
10. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber) – 
11. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) – 1min44s555
12. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso) – 1min44s588
13. Kimi Räikkönen (FIN/Lotus) – 1min44s658
14. Sergio Pérez (MEX/McLaren) – 1min44s752
15. Adrian Sutil (ALE/Force India) – 1min45s185
16. Valteri Bottas (FIN/Williams) – 1min45s388
17. Paul di Resta (ESC/Force India) – 1min46s121
18. Pastor Maldonado (VEN/Williams) - 1min46s619
19. Charles Pic (FRA/Caterham) – 1min48s111
20. Giedo van der Garde (HOL/Caterham) – 1min48s320
21. Jules Bianchi (FRA/Marussia) – 1min48s830
22. Max Chilton (ING/Marussi

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

RECORDAR É VIVER

Sempre é bom ver os "alemão" se ferrando....
Notem Shushu chamando os fiscais para empurrar seu carrinho como a dizer "podem empurrar. É proibido mas, sou "the king" e piloto uma Ferrari."

UFA!

Estou lendo aqui que a terra será habitável por mais um zilhão de anos.
Mais exatamente, mais ou menos, 1,75 bilhões (eu li/disse bilhões) de anos.
Isso tira um peso enorme de minha consciência.
Um tempo atrás fiz xixi em cima de uma ponte direto no rio (sei lá o nome do rio. Sei que era aqui perto).
Até hoje pensava que meu gesto mijadístico iria abreviar a vida terrena.
Parece que não......

"sou linda, gostosa e vou morrer véia"

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ATUALIZANDO

Estava pensando com meus botões e zíper esta tarde sobre a quantidade de notícias que são verdadeiramente atiradas sobre nós, pobres navegantes da infernal internet.
Algumas são risíveis e, normalmente, dizem respeito à celebridades que são célebres ninguém sabe o motivo.
Por exemplo: Liam Hemswort para de seguir Miley Cirus na internet.
Vamos postar uma foto dos pombinhos para subir a audiência e sabermos quem são.
acabou. A prova? Não te sigo mais, nega!
Outra: namorada de Roberto Justus segue Ticiane Pinheiro no twiter. Nem se dão ao trabalho de dizer (na manchete) o nome da seguidora. Pergunto: o que eu tenho com isso?
Tem mais: filha do Renato Gaúcho sensualiza na internet. Essa já ouvi falando e prefiro de boca fechada. Aliás, o pai também.
Além disso, tentativas de inovação com reportagens (se é que se pode chamar assim) do tipo "veja os famosos antes da fama". Ainda sobre os famosos "eles eram mais bonitos antes?"
Enfim, esporte também não escapa dessa busca por atenção.
Todo dia aparece um boato novo. Se confirmado, beleza, o cara se diz bem informado. Caso não se confirme o silêncio é o melhor caminho.
Em relação à F1 o espaço entre corridas deve ser preenchido com alguma coisa.
Até nosso blog faz tentativas trazendo gurus e coisas afins para dar o ar da graça. O último, Xelofane de Cólon, sumiu porque resolveu exigir uma pá de cerveja de trigo para cada aparição. Neste blog só o chefe bebe dessas especiarias. O lado caipira bebe o que sobra das festas dos parentes. Snif, snif.
Massinha de modelar anunciou que negocia com McLaren e Button diz que não está preocupado. Nem Chapolim Perez e seu baú de verdinhas.
Hoje, li que Rose Bráu estaria tentado a comprar uma parte da falecida Williams, num troca-troca já que vai perder a majestade na dona Mercedes. Com a chegada de cachorrim Totó Wolf que, por seu turno, estava na equipe Williams e tem que se desfazer de suas ações da falecida. Rose compraria a parte do cachorrim e voltaria para o berço já que começou na equipe inglesa. Dona Mercedes contratou, em verdade, Pá de Love (que era da McLaren) para substituir Bráu nas caras e bocas quando da largada nos GPs da vida.

esse ânimo e simpatia pode ir para a Williams
Incrível Hulk está perto de assinar com Lotus, essa não aquela e, dizem, que Berne Aquistone faz força para encaixar massinha de modelar na equipe. Imagino Dona Globo fazendo encomenda em tudo quanto é terreiro na Bahia de todos os santos (e parmera) para que, no ano que vem, um brasileiro tenha equipe na F1.
Gozado mesmo foi ler Massinha de modelar dizer que não vai ser mais o escudo de Don Mimadon no resto do resto de seu campeonato. "Vou para cima", disse ele. Quase defequei de tanto rir.
A resposta veio logo. Montemerdazolo deu-lhe uma bica no escroto e disse que (o brasileiro) vai ajudar sim. Não só Don Mimadon como a própria mamã Ferrari.
Com esta, encerramos por hoje.

"olha o cara!"

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

As seis horas mais rápidas da história


"Faz quanto tempo que não vamos juntos ao autódromo? Uns cinco anos?", perguntou-se a certa altura do fim de semana. 
Era isso mesmo, uns cinco anos que não se enviava a equipe completa do F-1 Literária ao autódromo para cobrir um evento automobilístico. Os patrocinadores já estavam cobrando uma cobertura in loco em vista das vultosas somas que acorrem aos cofres deste blog. E lá fomos. 
O evento é interessantíssimo, principalmente, pelos preços muito mais acessíveis que os praticados pela F-1, e o amplo acesso que se tem às áreas mais obscuras do autódromo, recheadas de atrações para todos os públicos, gostem ou não de corridas de automóvel. 
O WEC - campeonato mundial de endurance da FIA - é uma competição incrível, por juntar na pista, ao mesmo tempo, quatro categorias diferentes, com equipes vinculadas às principais marcas do mundo, como Audi, Toyota, BMW, Porsche, Aston Martin, etc.. O único grande fabricante que não tem equipe própria é a Ferrari. 
A corrida em São Paulo foi um passeio do Audi nº 1 na categoria LMP1, a principal do certame. O Toyota, que poderia fazer frente aos alemães, bateu logo de cara, facilitando ainda mais o trabalho da equipe das argolinhas. 
Este protótipo da Audi é uma atração à parte. É o melhor carro disparado e, por ter um motor híbrido, quase não faz barulho. O carro passa como um raio e, atrás dele, aquele fiozinho de ruído. É impressionante de ver. 
Outro destaque é o locutor oficial do evento. O cara é francês, mas fala um português impecável, com um sotaque bem carregado que acaba por dar um tom cômico à narração, com direito àquelas baforadas tipicamente parisienses. Não sei o nome dele e não encontrei na internet, mas acho que é Marchi, Marky, Markie, ou algo assim.
Mas vamos a algumas imagens da corrida. Nosso fotógrafo não esteve em forma ao longo do domingo, mas eis o que ficou aproveitável:

O incêndio na Ferrari de Kobayashi e Villander. 


Em destaque, no começo do vídeo, o Audi 01 contornado o Laranjinha; depois, a falta de foco do cinegrafista; por último, a porrado no meio do pelotão. Comparem o barulho do Audi, que aparece primeiro, com o da Ferrari, que aparece por último. 

O silencioso Audi, absoluto na pista

Dois protótipos da categoria LMP2. O da frente tem uma pintura que reproduz uma escultura de um artística francês que juntou um monte de placas encontradas ao redor de Le Mans. 

O Toyota "Rebellion", pilotado por Heidfeld e Nicolas Prost , não teve chances de seguir os carros da Audi na LMP1.

A antiga entrada do "Sol": hoje o carro vai na contramão (faltou acuidade histórica, mas a imagem vale o saudosismo).

Descida do "S" (com a verdadeira entrada do "Sol" em primeiro plano) 

O FD-04, cuja presença nos encheu de emoção: "se eu tivesse que ir até o autódromo apenas para ver este carro, eu o faria". 


O Penske com quê Emersão mandou a bota em Indianápolis, 1989.


Finalmente, a presença ilustre que assistiu a corrida de graça. 

A grande alegria daquele fim de semana, afinal de contas, foi recebermos papai e mamãe - ou o sogro e a sogra, a partir do outro ponto vista - para o café de domingo. Pena que acaba logo, e seis horas de corrida passam muito, muito rápido. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

MAIS LE MANS SERIES

Para dar um alívio nas últimas notícias.
Chefe do blog tirou zilhões de fotos e não fez nenhum post.
Então vamos de fotos amadoras e um filminho idem.

o bar. Três da tarde e não tinham mais água!

o final do incêndio da Ferrari 71 da AF Corse

carro em exposição

antigo stock car

Stock campeão de 1983

carretera vice campeã das mil milhas de 1958. Eu já era vivente!

"Fintinpaldi" venceu as 500 milhas de 1989 com este carro

a área interna

tenda onde o pessoal montava pneus

Rá. Momento histórico. Trecho da antiga curva do sol. Quase beijei o asfalto.

o sofisticado painel do FD - 04

o pessoal do posto de gasolina poderia ter dado uma limpadinha no pára-brisa


E, para encerrar, o carro 91 fez uma performance bem na nossa frente. Em verdade, houve um imbróglio entre alguns carros e até conseguir ligar a câmera só ficou este carro. Os outros envolvidos já haviam conseguido voltar à prova.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

FIM DAS ESPECULAÇÕES

Massinha de modelar acabou com a novela.
Se fica, se sai da equipe de mamã Ferrari.
Pelo twiter disse que sai.
Portanto, o post e a boataria segundo a qual haveria um troca-troca entre Don Mimadon e Vodkanem foi para o vinagre.
Agora, ou massinha de modelar arruma uma equipe decente ou vai para casa. Segundo o próprio.
Equipe decente seria a Lotus, essa não aquela, ou a filial energética italiana os toros vremeios.
Prefiro ficar no meu canto aguardando os acontecimentos. Mas, conhecendo o trabalho de Todinho (manager do brasileiro e filho do Todão) Massinha vai para casa.
Também não pode reclamar de falta de apoio na conquista de título mundial. Perdeu um (nos detaaaaaalhes, como diria um falecido locutor de futebol aqui da terrinha) para Hamiltão. Nós do blog presenciamos a última corrida.
Nos últimos tempos alternava resultados e desempenhos pífios com desempenho e resultados pífios. Não dá.
Independente de não termos um piloto brasileiro no ano que vem correndo na F1 a saída de Massinha traz até um certo alívio pois nós, que gostamos da categoria, não aguentávamos mais a situação ridícula de escudeiro de Don Mimadon mesmo que o espanhol pedante não estivesse na pista.
Porém, de tudo aparentemente Massinha de modelar ainda tem alguma lenha para queimar e não é pior que a maioria do grid. Com uma boa equipe a dar suporte quem sabe....
Aguardemos os próximos capítulos.

pela Ferrari nunca mais

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

NOVELA QUE SEGUE

Mas, será que Don Mimadon aceitaria esse quadro sem espernear?
Reclamar e ganhar um companheiro de equipe tão forte quanto ele próprio?
Em termos de equipe Mamã Ferrari seria um time fortíssimo para a temporada que entra. Principalmente se lembrarmos que tudo muda em termos de motores. Ninguém sabe ao certo como ficará a F1 no ano que vem.
Pois então.
Leio que Don Mimadon em verdade voltará para suas origens.
Vai haver um troca-troca (êpa!) entre as equipes Lotus, essa não aquela, e Mamã Ferrari onde todos ficam felizes.
Sabemos que a Lotus, essa não aquela, era a antiga equipe Renault tão conhecida do piloto espanhol. Foi, simplesmente, bi-campeão guiando seus carros.
E, fazem de tudo para ajudar Don Mimadon. Remember Cingapura e a batida fake de Piquetezinho.
Se pensarmos bem, faz sentido. 
E, nosso querido massinha de modelar já pode pagar a promessa e percorrer o caminho de Santiago de Compostela de joelhos.

"fingimos que fumos e vortemos. Ó nóis aqui traveiz"
"posso usar joelheiras?"

MAIOR QUE INTERESSE PESSOAL

Enquanto Vetor encomenda o chopp e chucrutes para a festança do quarto título (seguido, como sempre lembra o locutor mor do brasil) ferve nas rodas da F1 a novela de Mamã Ferrari.
O mundo da F1 é repleto de egos absolutamente inflados.
Até Luca de Montedemerda pensa que é o bambambã das quendengas (sei lá o que é isso).
Vira e mexe aparece nos boxes fazendo caras e bocas.
Don Mimadon não é diferente e cometeu um erro que já vimos no passado.
Alain Prost(ito) era piloto de Mamã Ferrari em 1991. Quem conhece a história lembra que era o rei do mimimi. Nunca admitia um erro. Colocava a culpa no companheiro de equipe, nos pneus, no motor, na chuva, no seco, nas meninas dando tchauzinho naquela curva, nas nuvens, no horóscopo, no almoço mal digerido e assim por diante.
Em 1990 seu companheiro era o insano Nigel (nada) Mansell. O homem só apertava o da direita e salve-se quem puder.
Em 1991, Prost(ito), com a ajuda de Cesare Fiorio, o capo da época, tentava enquadrar o piloto inglês, que pelo seu estilo deixa que eu arrebento era mais do gosto da torcida italiana.
Certa altura do campeonato Alain convenceu Mamã Ferrari que não obtinha o resultado esperado porque Cézinha atrapalhava a beleza dele. Mandaram Cézinha plantar batatas.
Onda vai onda vem, Senna foi campeão no GP do Japão daquele ano (GP do famoso "eu sabia, eu sabia!").
Prost, sem mais desculpas na cartola saiu dizendo que a Ferrari parecia um caminhão.
Mamã deu um bica em seus fundilhos. Nada é maior que o interesse de qualquer piloto.
Prost(ito) era mais na época que Don Mimadon é hoje.
O piloto espanhol não conhece a história e disse que queria de aniversário o carro da Red Bull.
Levou umas taponas na orelha e passa o tempo todo dizendo que Mamã Ferrari é ótima e adora todo mundo de vermelho rampante.
Mas, garantem que vai ganhar um bota fodão como companheiro de equipe que é para pensar no cantinho.
Kiwi Vodkanem volta para os braços de Mamã Ferrari e não deixa de ser um piloto apropriado para o momento. Anda muito e fala pouco.
O piloto espanhol seria, então, punido pela ingratidão e não haveria a necessidade da equipe procurar outros patrocinadores em caso de pé na bunda. Lembrando que Mimadon levou uma carreta de verdinhas para a equipe daquele banco com símbolo em forma de bosta.

"mimadon não ouviu o professor"

LAMBÃO DE MONZA

Terminado o GP das Monjas em Monza leio por aí que a corrida não teve graça. Sem grandes emoções etc e tal.
Pelo visto não prestaram atenção nos pegas no fundo do grid. Se bem que Hamiltão não costuma frequentar o fundo do grid e foi um grande protagonista.
Mas, de certo modo Vetor mandou legal e meu desafeto Uéber foi o bunda mole de sempre. Levou um passão memorável de Don Mimadon e, no final da corrida, comboiou o espanhol (como profetizou o chefe do blog) fingindo que ia tentar uma ultrapassagem.
Agora o momento lambão.
Nosso Kiwi Vodkanem seria um grande candidato quando encheu  a traseira do carro de Chapolin Perez.
Mas, nosso júri formando pelos maiores entendidos em leitões deste planeta (e de Marte também) não chegou a uma conclusão sobre a autoria da lambança. Na imagem de cima vemos que Chapolin age como um motorista pátrio. Saiu da direita e sem "dar seta" fechou o finlandês que, distraído observando os carros vermelhos da Ferrari, não conseguiu evitar a pancada.


Porém, para nossa sorte outra lambança se apresentou como candidata e saiu vencedora.
Primeiro porque, parciais que somos, não estávamos felizes em dar o prêmio para um piloto que admiramos.
Depois porque houve um fator inusitado. Paulo que Restou ganhou óculos especiais com visor térmico. Feliz da vida com nova identidade à la X-Men esqueceu de frear e pimba, acertou Romã da Granja.
Restou ao Paulo abandonar com a suspensão quebrada. Mais incrível é o fato do Romã continuar faceiro na corrida a ponto de chegar em oitavo. Tipo Wolverine. O carro não o Granja.

domingo, 8 de setembro de 2013

ÂNIMO

"não se enganem com o número 3. Se for, vou ser o número 1
Terminou a corrida lá nas monjas Monzas mais ou menos como nós do blog torcemos.


Vetor dominando, vencendo com uma roda atrás.







 Durante a transmissão por dona Globo ouvimos umas conversas estranhas sobre problemas estranhos nos carros touros vremeios mas, nada que mudasse alguma coisa.



Uéber foi ultrapassado por Don Mimadon no início da corrida, mostrando, mais uma vez, que adora ser a comida do espanhol.

De resto, Di Resta estragou o que seria o must da prova, os pneus ferventes mostrados pela câmera de raios gama trazida do "praneta" Karmaleão. Ele encheu a lata de um incauto Romã da Granja logo de cara abandonando a prova e deixando os animadores de torcidas de dona Globo sem as imagens para berrar o progresso da F e as câmeras que mostram as entranhas quentes de pneus.
Mas, o que queria dizer, é que após a previsível vitória, confirmada, de Vetor a boataria ferve feito a zona equatorial do astro rei.


Eu apostei minhas fichas na permanência de massinha de modelar na equipe mafiosa.


Mas, depois das defecadas da equipe Lotus, essa não aquela, Kiwi Vodkanem esta louquinho para assinar com qualquer coisa que não seja preta e dourada.


Pintou boato de McLaren (o que é um absurdo). Agora, horas depois de Monjas Monza, dão de barato seu retorno para Mamã Ferrari. Já comentei sobre isso.

Na verdade, torço por isso. Don Mimadon merece um malukovisck como companheiro de equipe. Alguém que corre e deixa correr.  








Vingança perfeita para a gorda mamã que, disfarça mas, anda de saco cheio dos mimimis de Don Mimadon.





















juro que não entendi o vazio existencial deste post...............


UNIVERSO

Nestes tempos cósmicos Vênus está em conjunção com a Lua e posa de pinta da menina mais próxima de nós, babacas, viventes no planeta terra.
Hoje, fui completamente despreparado para a famosa chácara. Henrique jogou meu lular em algum canto e nem lembrei de minha máquina "fortográfica".
Mas, sempre tem o "gogle" para nos ajudar.
O post é devido ao lindo quadro visto da chácara (que o chefe conhece tão bem) onde a lua mostrou sua pinta ao fundo azul.
Só para constar.....
Na perspectiva a Lua maior que Vênus

sábado, 7 de setembro de 2013

GÊNIOS IDIOTAS

Assisti o treino oficial para o GP de Monza de amanhã e algumas impressões ficaram.
Don Mimadon em conluio com Mamã Ferrari usou Massinha de modelar como coelho para melhorar, ou não, o tempo do espanhol.
Ou seja, Felipinho sai na frente para fazer volta rápida e Don Mimadon vem no vácuo.
Essas coisas nem sempre funcionam, se é que funcionam, ainda mais se levarmos em conta a curva parabólica que impede os carros de entrarem muito juntos porque provoca pouco arrasto na asa dianteira fazendo que com os bólidos saíam de frente perdendo tempo ou saindo da pista.
Enfim, Don Mimadon reclamou, em sua última tentativa, que Massinha de modelar estava muito à frente respondendo pelo rádio o pedido para que se aproximasse mais ao iniciarem a volta rápida.
Vejam no vídeo.



Essas táticas são coisas de jerico como dizem por aqui. Se dá certo é genial. Mas, muito perto de idiotice.
Aliás, ficou a polêmica sobre o rádio. Muita gente pensa que o espanhol chamou o pessoal de idiotas, e não gênios (ironicamente) mas, eu tenho a impressão de que ele não está se esforçando como antes. Que existe um climão de fim de festa na casa de Mamã Ferrari não há dúvidas. Este fato pode até ajudar Massinha de modelar uma vez que já conhece e é conhecido da equipe. Colocar um Vodkanem ou mesmo Gugu no time é botar lenha na fogueira que esquenta a moringa de Don Mimadon.
Minha impressão sobre o fim de festa para o piloto espanhol  é maior quando a gente percebe que ele não usou a pista inteira como costuma fazer. Não subiu exageradamente nas zebras nem maltratou o carro arrastando rodas como sempre faz.
Eu comento com o chefe do blog o fato dele maltratar o carro e conseguir bons tempos. Não é o que aconteceu hoje.
Vamos aguardar os próximos capítulos.
Bom, de resto nenhuma grande surpresa. Vetor mostrou o dedo de number one novamente e incrível Hulk abriu a porta e gritou "buuuuu" para todo mundo.



1) Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 1m23s755
2) Mark Webber (AUS/Red Bull) 1m23s968  +0s213
3) Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) 1m24s065  +0s310
4) Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1m24s132  +0s377
5) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1m24s142  +0s387
6) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1m24s192  +0s437
7) Daniel Ricciardo (AUS/STR) 1m24s209  +0s454
8) Sergio Pérez (MEX/McLaren) 1m24s502  +0s747
9) Jenson Button (ING/McLaren) 1m24s515  +0s760
10) Jean-Eric Vergne (FRA/STR) 1m28s050  +4s295
11) Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) 1m24s610
12) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1m24s803
13) Romain Grosjean (FRA/Lotus) 1m24s848
14) Pastor Maldonado (VEN/Williams) 1m25s011
15) Paul di Resta (ESC/Force India) 1m25s077
16) Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber) 1m25s226
17) Adrian Sutil (ALE/Force India) 1m24s932*
18) Valtteri Bottas (FIN/Williams) 1m25s291
19) Giedo van der Garde (HOl/Caterham) 1m26s406
20) Charles Pic (FRA/Caterham) 1m26s563
21) Jules Bianchi (FRA/Marussia) 1m27s085
22) Max Chilton (ING/Marussia) 1m27s480

terça-feira, 3 de setembro de 2013

QUAL O VERDADEIRO?

Mesma fábrica......
Mesmo escriba?

faltou o muzzarela

FD - 04

Domingo passado, dia 01 de setembro, o blog foi em peso (se bem que "menas" pesados que antes) ao autódromo de Interlagos participar do evento Le Mans Series. A corrida de seis horas de duração trazida para cá pelo empreendedor Emersão Fintinpaldi (como diria seu Homero).
A corrida não se resume em uma corrida. Explicando melhor: existem vários eventos que correm paralelos e o público pode circular pelo miolo do autódromo para ver diversas atrações.
A corrida em si, ao contrário do que a gente pensa, tem emoções o tempo todo. 
É certo que na principal categoria correram apenas quatro carros. Em verdade três com chances de vitória. Um dos Toyotas era particular e sem força para acompanhar os fantásticos carros da Audi.
Devido a motorização (mezzo explosão, mezzo elétrico) esses carros quase não fazem ruído. São silenciosos e velozes. 
O outro carro da Toyota era de fábrica e levou uma pimba logo de saída de um carro de categoria inferior que, afobado foi dar passagem sem perceber que o Toyota já estava do seu lado. Com o abandono do Toyota oficial os carros da Audi até fizeram graça como o número dois que deu uma volta inteira com o pneu preso na carenagem, depois de soltar do eixo. 
Enfim, no passeio que fizemos encontramos uma raridade que foi recentemente restaurada. 
Um Copersucar FD-04 que os pilotos da Equipe Copersucar utilizaram nos campeonatos 1976/1977. Nem eu era nascido.
Para a época tem um desenho arrojado mas, não andou muito. Chegou em quarto lugar na Argentina e Brasil e um quinto nos Estados Unidos. Tudo em 1977.
Enfim, o que importa é o fato de estarmos ali bem do lado de um carro histórico usado por um piloto fantástico. Fiz até um toc-toc na asa dianteira para testar a resistência.

o carro em plena forma

notem o apêndice aerodinâmico no bico. Foi feito no fundo da garagem


detalhe notado pelo chefe do blog. Vejam a mola (no corpo do carro) que prende a asa dianteira. Última palavra em tecnologia

terça-feira, 27 de agosto de 2013

CIDADES ENTUPIDAS

Li o post do chefe sobre locomoções e emoções acerca do tema.
O texto me inspirou a escrever sobre ruas, carros, engarrafamentos e perplexidades acerca do tema.
Quando fui, finalmente, transferido de sampa para rib's escrevi para meus colegas do prédio de vidro (não necessariamente transparente) que levava exatos oito minutos do trabalho para casa. Em sampa uma hora e meia entre vans e metrô.
Este tempo não mudou após dez anos de transferência. Mas, agora vivo uma situação sui generis.
Mudei meu horário de trabalho e, em alguns dias da semana, busco nênes na escola e volto direto da escolinha para buscar a rainha da mansão, que sai uma hora depois do trabalho.
Sim, muitos vão dizer do porquê não sairmos juntos para buscar o neto.
Questão de ocupações profissionais, vamos assim dizer.
O que importa é que saio seis da tarde em direção à escolinha e volto para o mesmo lugar de onde saí.
Nesta abrasiva cidade já existe congestionamentos monstros, dependendo do horário. Claro que, muito mais em função da falta de educação de berço desta gente interiorana. São outros quinhentos.
Vejam, saio seis da tarde e tenho que voltar até sete da noite. Em sampa um horário cruel e quase impossível de ser cumprido.
Em Rib's, apesar do trânsito pesado do horário, tenho que andar a passos de tartaruga. Caso contrário chego cedo de volta ao prédio de onde saí. E, chegar cedo significa tourear o pequeno ser que divide o espaço de aço comigo. Em condições normais de temperatura e pressão essa operação dura quarenta minutos.
Bom, cortando a etapa em que chego na escolinha volto com nênes na cadeirinha. Tenho meia hora de enrolação no trânsito. Enquanto tento atar o cinto de segurança da cadeirinha (praguejando porque quem inventou este cinto não tem criança pequena) Henrique faz suas reivindicações. Naná (a fralda amiga de toda criança com sono), pepetá (chupeta amiga de toda criança com sono), pá (calçado amigo de toda criança com sono), 'guá (água amiga de toda criança com sono) e o choro sem razão de ser.
Saímos finalmente e, se tiver sorte, meu companheirinho ou dorme ou vem quieto olhando pela janela.
Esta situação, de estar com uma criança presa ao banco do carro, aflora em mim algumas paranóias.
Dirijo o mais devagar e atenciosamente possível. Fico pensando em não ter um infarto ou algo do gênero. Bater o carro traria um problema horrível.
Algumas vezes nênes está on fire, como diria o tio dele. Então, não adianta tentar enganá-lo mostrando motos (que adora) ou ônibus e coisas da espécie. Ele só quer chorar e chamar "mamãiê".
Por sorte, na maior parte das vezes reina a paz dentro do carro. Consigo prestar atenção nos malucos do trânsito e ficar longe deles, constato novos buracos nas ruas, detalhes na paisagem antes desapercebidos, e coisas assim.
Sei que, com o passar do tempo Henrique vai crescer e nossa interação vai aumentar. Vamos nos comunicar e a viagem vai ser mais interessante para os dois.
Lembro que buscava o chefe do blog na escola e o papo rolava solto. Um dia percebi que devemos prestar atenção na reação nossa de cada dia. Quando eu avistava um sujeito qualquer usando a rua como banheiro gritava "ô mijão!" Um belo dia vinha com Renato e ouvi aquela vozinha "ô mizão!"
Ele aprendeu comigo a chamar a atenção dos mijões. E, melhor, avistou um e eu não.
Creio que é dessa maneira que os filhos vão ensinando os pais a serem mais adultos.
Espero ter grandes papos com Henrique e incutir nele nossa paixão pela F1. Espero também menos mijões pelas ruas.

LAMBÃO DA CORRIDA E CULHÕES

Neste fim de semana tivemos mais uma etapa da temporada de F1 lá no Spa do Franco.
Corrida sem grandes novidades. Vetor venceu, todos babaram em Don Mimadon, Hamiltão foi terceiro, Uéber largou mal e nada fez o resto da prova e por aí vai. 
Mas, esta sequência de acontecimentos foram dos mais interessantes. Mostra o piloto lambão da corrida e outro com culhões.
Maldonado (ah, vá!) leva o leitão engordurado da quermesse. E, Adriano nada Sutil mostrou que tem culhões.
Pastor sem ovelhas vinha puxando a fila com Gugu Xi Erreis, Sutil e o Paulo que restou na rabeira.
O piloto venezuelano abanou lá atrás e Gugu emparelhou com ele. Vieram juntos e com a respiração presa, certamente. Maldonado na chicane abanou de novo levando um passão de Gugu. Adriano aproveitou e enfiou seu carro e sem sutileza alguma arrancou um pedaço da asa dianteira de Pastor sem ovelhas. Então, nosso homem da Williams resolveu ir ao boxes (é o que parece) e pimba, acertou Paulo que restou abandonando a prova com o carro todo arrebentado.
Se Maldonado usasse a massa cinzenta craniana e não intestinal acalmaria o espírito e deixaria, no mínimo, Gugu passar. Não, foi dar uma de macho latino e ferrou a corrida dele e do pobre Paulo. Pastor sem ovelhas trocou o bico de seu carro e acabou levando um stop and go como prêmio para a bobagem que fez.


Na sequência do acidente Gugu deu um chega para lá em Sutil que tentava ultrapassá-lo no grampo após a reta dos boxes. Este não havia diminuído a velocidade apesar de ter batido a roda de seu carro em Pastor sem ovelha correndo o risco de um pneu furado.
Continuou de pé embaixo, levou um desaforo e após o grampo ultrapassou o piloto da Sauber em grande estilo.


No vídeo acima o acontecido e a imagem de dentro do carro de Adriano. Vejam que ele mostra para Gugu onde ele deveria estar. No cantinho e não dando peitada nos outros.
Sutil mostrou que tem culhões.


sábado, 24 de agosto de 2013

Na presença de inimigos

Dia desses, dirigia o carro saindo de um trabalho e rumando a outro, sentindo-me mal porque estava perdendo tempo não trabalhando enquanto dirigia. É uma situação comum na grande cidade, a pessoa parada no trânsito, outros motoristas buzinam e a gente não entende a razão, os ruídos em volta incomodam e até a mocinha que fala no rádio passa a ser um pé. Eu não entendo, mas todas as moças da rádio hoje tem a mesma voz. Olhei, então, ao redor e me vi naquela bolha de aço e vidro. Em minha companhia, apenas uma pasta, a sacolinha com lixo transbordando pendurada na alavanca de câmbio e os demais bancos vazios. Ah, sim, e a voz da moça do rádio que me tirava a concentração anunciando que havia congestionamento recorde em todos os lugares por onde passam carros no mundo. E o resto do mundo, lá fora. 
Pensei, então, nas ordens mendicantes e na interessante concepção de "cela interior", a ideia de que os monges devem estar no ambiente urbano - no "burburinho da cidade" -, convivendo com todos e com todos os problemas, sem abrir mão, no entanto, da oração. Assim, o isolamento e contemplação não decorreriam do afastamento das questões mundanas, mas da concentração em deus, a despeito dos convites das distrações citadinas. 
Dentro do automóvel - uma cela móvel -, dirigia enquanto não trabalhava. Aliás, havia já realizado um trabalho que não queria ter realizado e rumava para outro que queria menos. Enquanto trabalhava, não podia ler, estudar ou escrever, logo, não podia desenvolver nada. Ainda, o trânsito, maldito, atravancando o caminho, o motoqueiro sem juízo que quase cai sobre o carro, o motorista sem educação que acha que tem mais direito de passar que os outros. 
Profundo descontentamento. Era isso. Profundo descontentamento com a vida. Se me perguntarem o que sinto e eu disser algo diferente de ansiedade e cansaço estou mentindo. O tempo todo, ansiedade, aquela que turva a visão. 
É um velho conhecido este estado de espírito, ainda antes que o relógio bata meio dia. É terrível se perceber assim e ali no carro, impaciente, olhando em volta, buscando uma esperança de que, em algum momento, os veículos à minha frente se moveriam, lembrei que não precisava dirigir antes e que talvez fosse mais feliz naquele tempo em que circulava de ônibus ou metrô. Ou não, na verdade, não era o carro, mas o emprego novo. Sim, o emprego novo, é ele que me deixa assim. Mas, talvez o emprego não incomodasse se não tivesse o doutorado. Quem sabe tenha a ver com o doutorado, a gente se sente sempre atrasado quando tem coisa para escrever. Mas, espera aí: o doutorado só começa no próximo ano. Então só pode ser o escritório; é isso mesmo, é muita responsabilidade para uma pessoa só. E estes protestos também. Colocaram fogo na frente de casa e eu tive que parar de ler um livro importante para a tese, agora está tudo atrasado. É certo que não vou dar conta, não vou dar conta. Às vezes, tenho vontade de fumar. 
Enquanto aquela corrente de pensamentos fluía, provocando até uma assimetria no tempo verbal do texto escrito tanto tempo depois, senti inveja dos que portam consigo a cela interior, que impede que os influxos externos os tirem da rota de suas convicções. Eles sabem que o problema é um só e a solução está na cela. 
A moça do rádio - ou outra com a mesma voz - continuava a anunciar que crescia em trezentos e setenta e dois por cento a incidência do crime "entradinha de funerária" e que o monotrilho nunca ficará pronto. Desliguei o rádio e pus-me pensar no porquê de um cigarro. 

UFANISMO NOVES FORA


O treino oficial de hoje lá no Spa do Franco foi daqueles em que a gente teme por quem torce. São Pedro não decidiu se chove se não chove e ficamos naquele de pinga aqui e pinga ali.
Interessante porque contribuiu para subida ao Q2  de alguns nanicos. Como exemplo o rapaz do Jardim que fez um incrível terceiro tempo no Q1 ao arriscar pneus para pista seca quando São Pedro resolveu dar um tempo.
O Q3 começou com um misto de garoa e secura ao molho pardo.
Paulo restou ser mais esperto e saiu dos boxes com pneus para pizza mezzo seca mezzo molhada enquanto o resto da rapaziada saiu com pneus para pizza seca. Massinha de modelar saiu um pouco mais atrás com pneus iguais aos do Paulo.
A chuva aumentou e nosso ufanista de plantão começou a bradar que massinha estaria na primeira fila porque a "chuva aumentou". No vídeo nota-se que o piloto brasileiro não conseguiu superar Paulo. Então, pelas contas do ufanista largaria em segundo.
Segue a carruagem.
Veio uma grande defecada da mamã Ferrari. Massinha de modelar foi para os boxes enquanto os outros pilotos davam suas voltas com a pista secando.
Então, os melhores tempos ficaram com os três últimos a cruzar a linha.
Hamiltão que estava quietinho o fim de semana inteiro é o pole.
A dupla de mamã Ferrari vai sair na quinta fila e vamos ter que aguentar o ufanista passar o GP inteiro dizendo que eles tem uma tática do carai para o final da corrida.

massinha de modelar será o pole se virarmos a tabela de ponta cabeça

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O QUE SERÁ DE NÓS?

Estou lendo a imprensa especializada que reflete a rádio "peão paddock" dando conta que massinha de modelar já era.
O assunto é velho e o piloto brasileiro já subiu na prancha outras vezes no navio pirata de mamã Ferrari.
Sempre surgiu o mocinho a salvá-lo de ser jogado aos tubarões na forma de bons resultados no segundo semestre.
Desta vez, pelo visto não vai ter salvação. Os tubarões salivantes vão ter seu quinhão.
O nome mais forte para substituí-lo é o de Kiwi Vodkanem.
Como já havia escrito em algum lugar por aqui, Kiwi vai sair dessa, não daquela, Lotus nem tanto "pelas grana" mas, por umas estratégias furadas que impediram melhor colocação em algumas corridas.
Como Vetor não é bobo nem nada disse que adoraria ter Kiwi como companheiro lá nos energéticos. Mas, no fundo dos boxes trabalha para ter outro. Um cara novo como Riatchimcardo. Mais fácil de driblar.
Como Eddie Jordan já dá de barato que o finlandês vai para os braços de mamã Ferrari não vai adiantar muita coisa eu dizer que o lugar certo para o menino (nem tanto) de gelo é a escudeira vremeia. Não serei o primeiro.
Mamã Ferrari tem uma certa dívida com o finlandês porque preferiu massinha de modelar ao invés de mantê-lo na equipe quando contratou um certo arrogante espanhol. Claro que houve dedo desse espanhol para que Vodkanem fosse defenestrado da equipe. Mas, agora Don Mimadon andou falando mal da equipe. Anda desanimado com o carro (que não é tão ruim assim) e vive dizendo que todo mundo evoluiu e mamã Ferrari ficou para trás. Deu a entender que negocia com os Toro Vremeio, deixando o pessoal chateado. Agora, vai ter que encarar um piloto muito bom com o pé direito.
Uma espécie de punição. Vodkanem é caladão e não enche o saco de ninguém. Só anda muito. Don Mimadon está acostumado a ter toda a atenção, como fraldinha nova e cheirosa a cada pum molhado, mamadeira de leite de búfala das estepes russas, manicure, pedicure, gueixas, maquiadoras, e outras coisitas más.
Vai ter que dividir tudo. Se assim acontecer vai ter muita foto de biquinho no ano que vem.
Mas, o que será de nós, torcedores de televisão sem um piloto brasileiro na F1?
O horizonte é negro para a meninada que está chegando e massinha de modelar vai ter que ter bons advogados para conseguir um lugar ao sol.
Sabemos que a transmissão da dona Globo não é técnica. O que interessa é o ufanismo e informações nem sempre realistas sobre o desempenho dos pilotos patropizes.
Como eles não tem dó em cortar corridas para transmitir até jogos de futebol entre os Arranca Toco e Bagres Cegos estamos no sal.
Quem diria que vou torcer para massinha de modelar arranjar um lugar ao sol. Na Lotus essa, não aquela, por exemplo.
"Vou para o UFC. Como sou baixinho ó no saco dos caras."
"Não levem em conta meu sorriso amarelo. Acho tudo muito dez"

FÉRIAS PARA QUÊ?

"Férias! Muitas pessoas vivem em função delas. Passam o tempo todo repetindo que não vêem a hora de sair em férias. 
Quando perguntado, sempre respondo que sou contra as férias. Afinal, a expectativa que se cria sempre faz com que sejam frustrantes. O sujeito vai para a praia e chove o tempo todo. Vai para as montanhas e faz um calor de rachar mamona. Tira férias em um período em que as estradas estão vazias e não encontra nem a venda do zé aberta porque não tem ninguém por lá. Ou, um período em que as passagens aéreas estão mais em conta só que o destino tem temperatura de turbo freezer.
Se bobear, a sogra vai junto. Ou aquele genro folgado que bebe toda sua cerveja, deita no único sofá e ainda passa a mão na bunda de sua filha sem se importar com sua presença.
E, por aí vai. 
Eu, por exemplo, nunca tirei férias. Tá certo que nunca trabalhei como um simples mortal. Mas, sou contra as férias."

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

HORIZONTES

light




night



middle

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ô LÔCO - IN LOCO

A corrida de F1 em Mônaco nunca foi  fácil para ninguém.
Ultrapassar só se o piloto do carro à frente permitir.
Uma corrida que sempre volta a nos assombrar foi a de 1988. Senna tinha uma semana e um dia de vantagem para Prost(ituto), então seu companheiro de equipe, perdeu a concentração e estampou o gradil antes da entrada do túnel. O piloto brasileiro disse mais tarde que aprendeu a lição mentalizando, depois do episódio, que a peteca não pode cair.
O braço caipira do blog resolveu investigar a fundo este episódio que sempre volta para a mesa de discussões. 
Fomos pessoalmente, o escriba e a rainha da mansão, verificar o ponto em que Senna bateu.

foi aqui, meninos!
Aproveitando a ocasião fomos constatar se o famoso bump existe mesmo. E, lá estava ele, logo após a faixa de pedestres.

na altura da faixa os carros manobram para a direita a fim de evitar o bump

sábado, 3 de agosto de 2013

Conflitos

Foi há aproximadamente dois anos que elas começaram a habitar minhas noites. Cenas de guerra, guerrilha urbana, fugas assustadoras que me fazem, vez ou outra, acordar sobressaltado no meio da madrugada. 
No início, parecia fácil entender de onde vinham tais pesadelos, pois meu subconsciente fornecia outras pistas para entender a inquietude. Frequentemente, durante o sono, eu era chamado a provar minha lealdade e firmeza de caráter ao ser atirado a situações embaraçosas em que pessoas conhecidas procuravam me desestabilizar com artimanhas, às vezes, vulgares. 
De fato, aquela era uma época em que meu ânimo se dividia entre o "faça" e o "não faça", o "espere" e o "não espere" e o cabo de guerra entre diferentes inclinações explicaria o conflito no meu sono. Entretanto, o realismo das imagens nunca consegui explicar. Não gosto de filme de guerra, não estudo estratégias militares, nunca tive uma especial inclinação para a guerrilha, mas, ainda assim, aparentemente, meu cérebro é capaz de recriar quase ex nihilo os mais complexos campos de batalha. Já estive em uma cidade medieval prestes a ser invadida; ajudei a esconder um guerrilheiro que, suponho, era vietinamita, na zona rural de Ribeirão Preto -  o pior é que nos acharam; vi de perto enorme troca de tiros entre duas infantarias sem encontrar abrigo seguro. Um dos meus cenários favoritos, no entanto, apareceu há poucos dias: era a Guerra Civil espanhola e, no meio de uma batalha, tive a chance de trocar algumas palavras com Ernest Hemingway. Aviões franquistas aproximavam-se da vila onde estávamos e eu deveria confrontá-los no ar. Obviamente, estava apavorado e Hemingway me aconselhou a ficar em solo, realizando outras tarefas e, caso a vila chegasse a ser bombardeada, deveria providenciar para que as pessoas fossem salvas. 
Acordei sentindo-me como uma personagem de Woody Allen. Cheguei mesmo a compor uma cena, em que o próprio cineasta diria, aflito, com as mãos a frente do corpo em direção ao interlocutor: 

"I had this crazy dream, I was in Spain and it was the Civil War. I met Hemingway and he told me not to get on the plane because I was too frightened. I'm a mess, I don't know what to do. I have to tell Nicky". 

A razão de encontrar Hemingway é fácil de entender. Tenho tido muito contato com o autor há algum tempo. Os conflitos refletidos nos sonhos de outrora diziam respeito aos temores em relação à convivência com aquilo que não podia controlar porque só dizia respeito aos outros;  o conflito, hoje, está ligado com aquilo que não quero fazer, mas não nego realizar, aquilo que preciso fazer, ainda que sem acreditar e o consequente afastamento das intuições. Hemingway fez suas escolhas: abandonou uma carreira porque queria vivenciar a literatura. Sobreviveu com menos de cinco dólares por dia em Paris para se tornar escritor. Relatou, anos depois, que sentir fome o ajudava no trabalho e a compreender as obras de artistas que, como ele, passaram por privações materiais. Hemingway fez suas escolhas, pagou o preço por elas e recebeu, com isso, um prêmio Nobel. Talvez, ao ir ter com ele enquanto dormia, eu esperasse ter indicações sobre as escolhas que não saiba fazer - ou, pelo menos, se preciso fazê-las ou não. 
Sonhos, bons ou ruins, parecem ser uma maneira interessante de contato consigo mesmo. Terríveis, entretanto, quando eles nos assustam mais quando deles não lembramos. 

"Você teve algum pesadelo esta noite?" 
"Não, não que eu me lembre. Por que?" 
"Você chorou muito enquanto dormia".