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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ATUALIZANDO

Estava pensando com meus botões e zíper esta tarde sobre a quantidade de notícias que são verdadeiramente atiradas sobre nós, pobres navegantes da infernal internet.
Algumas são risíveis e, normalmente, dizem respeito à celebridades que são célebres ninguém sabe o motivo.
Por exemplo: Liam Hemswort para de seguir Miley Cirus na internet.
Vamos postar uma foto dos pombinhos para subir a audiência e sabermos quem são.
acabou. A prova? Não te sigo mais, nega!
Outra: namorada de Roberto Justus segue Ticiane Pinheiro no twiter. Nem se dão ao trabalho de dizer (na manchete) o nome da seguidora. Pergunto: o que eu tenho com isso?
Tem mais: filha do Renato Gaúcho sensualiza na internet. Essa já ouvi falando e prefiro de boca fechada. Aliás, o pai também.
Além disso, tentativas de inovação com reportagens (se é que se pode chamar assim) do tipo "veja os famosos antes da fama". Ainda sobre os famosos "eles eram mais bonitos antes?"
Enfim, esporte também não escapa dessa busca por atenção.
Todo dia aparece um boato novo. Se confirmado, beleza, o cara se diz bem informado. Caso não se confirme o silêncio é o melhor caminho.
Em relação à F1 o espaço entre corridas deve ser preenchido com alguma coisa.
Até nosso blog faz tentativas trazendo gurus e coisas afins para dar o ar da graça. O último, Xelofane de Cólon, sumiu porque resolveu exigir uma pá de cerveja de trigo para cada aparição. Neste blog só o chefe bebe dessas especiarias. O lado caipira bebe o que sobra das festas dos parentes. Snif, snif.
Massinha de modelar anunciou que negocia com McLaren e Button diz que não está preocupado. Nem Chapolim Perez e seu baú de verdinhas.
Hoje, li que Rose Bráu estaria tentado a comprar uma parte da falecida Williams, num troca-troca já que vai perder a majestade na dona Mercedes. Com a chegada de cachorrim Totó Wolf que, por seu turno, estava na equipe Williams e tem que se desfazer de suas ações da falecida. Rose compraria a parte do cachorrim e voltaria para o berço já que começou na equipe inglesa. Dona Mercedes contratou, em verdade, Pá de Love (que era da McLaren) para substituir Bráu nas caras e bocas quando da largada nos GPs da vida.

esse ânimo e simpatia pode ir para a Williams
Incrível Hulk está perto de assinar com Lotus, essa não aquela e, dizem, que Berne Aquistone faz força para encaixar massinha de modelar na equipe. Imagino Dona Globo fazendo encomenda em tudo quanto é terreiro na Bahia de todos os santos (e parmera) para que, no ano que vem, um brasileiro tenha equipe na F1.
Gozado mesmo foi ler Massinha de modelar dizer que não vai ser mais o escudo de Don Mimadon no resto do resto de seu campeonato. "Vou para cima", disse ele. Quase defequei de tanto rir.
A resposta veio logo. Montemerdazolo deu-lhe uma bica no escroto e disse que (o brasileiro) vai ajudar sim. Não só Don Mimadon como a própria mamã Ferrari.
Com esta, encerramos por hoje.

"olha o cara!"

terça-feira, 6 de março de 2012

INFERNAL INTERNET

Sempre me refiro à internet como infernal.
Mas, lógico que não penso em algo como os nove círculos do inferno de Dante.
No máximo uma argolinha.
Acredito que o excesso de facilidade em termos de pesquisa leitura de informação acabe por tirar a concentração das pessoas que não conseguem ler um livro, impresso ou algo que o valha, mais do que uma hora sem desviar a atenção. Li na Superinteressante que um jornalista, Nicholas Carr, escreveu um livro sobre este assunto.
No entanto, um link postado num comentário por um de nossos leitores que cabem numa Kombi remeteu minha atenção ao site Youtube e enquanto ouvia a música comecei a pensar sobre as mudanças na vida das pessoas provocadas por estas ondas de tecnologia.
Como exemplo: sempre fui fissurado por imagens aéreas. Fotos da terra vindas do espaço, tiradas ou não por E.T.s, fascinam na medida em que mostram a terra como uma caquinha em relação ao cosmos.
Minha ansiedade foi aplacada em grande parte pela chegada no Google Earth.
Aqui em casa todo mundo anda de saco cheio com minha mania de ficar repetindo “Google Earth” toda vez que aparece uma imagem aérea. É meu lado véio Mero.
Passeando pelas imagens e Street View posso viajar sem sair de casa.
Outro dia fui até Helsinki láááá na Finlândia e sentei num banquinho em frente ao porto.
Repentinamente surgiu esse sujeito pilotando algo que parece ser um kart pintado com as cores da Ferrari. Não deu tempo para perguntar “que porra é essa?”.


Em segundos fui até os apertados subúrbios de Tókio lááá no Japão e, erguendo os olhos, pensei que poderia estar num subúrbio qualquer aqui no Brasil. O poste parece ter ‘centos gatos. Lógico que no Japão gato em poste de energia elétrica é raro (se é que existem) uma vez que os japoneses são civilizados.

Agora o lado humano.
o excesso de tecnologia pode atrapalhar. A facilidade em comunicação e o fato de, supostamente, estarmos sempre acessíveis pelo celular ou algo assim nos remete a uma alienação em relação ao aqui e agora.
É preciso cuidar ou nos transformaremos em zumbis antenados no mundo e avoados com o que se passa ao lado.
Muito comum vermos motoristas ao fone móvel, pessoas no restaurante de olho não nos olhos da companhia, mas na tela do celular, que hoje faz um monte de coisas, até ligação telefônica.
Outro dia estávamos num restaurante e o casal da mesa ao lado começou a discutir porque ele atendeu o celular e ainda por cima levantou da mesa. Quando voltou, meia hora depois, o barraco estava armado. Barraco fino porque o restô era desses de chorar ao pagar a conta. Mas, barraco.
Bom, chegando ao ponto que me levou a batucar esse teclado.
A tecnologia internetical (inventei a palavra? Pelo menos o word ficou vermelho) permite que haja interação entre pessoas que ou não se conhecem ou que quase não se vêem.
Então, publicamos um post e alguém comenta. Inserimos um comentário num site qualquer. Acabamos por acompanhar alguns blogs ou sites de notícias porque descobrimos afinidades com o sítio.
Essa atividade acaba por criar afinidades entre pessoas que, como já disse, podem nem se encontrar. Mas, tem algo em comum que faz com que interajam e se comuniquem fazendo comentários ou enviando um link. Uma dessas pessoas até me chama de doutor!!!
Tudo porque assim é o ser humano. Partilhar nossas reminiscências e coisas afins faz parte de nossa essência.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PENSAMENTO EM TURBILHÃO

Ao comentar o texto do chefe do blog cometi um erro que parece ser recorrente.
Não sei o que fiz, mas o comentário saiu duplicado.
Sempre peço auxílio para inserir vídeos ou fotos e não consigo “linkar” textos. O famoso leia “aqui”.
Enfim, sou daqueles que usam o computador como uma máquina de escrever. Ou quase.
Houve um tempo em que eu me internava em um canto lá no apartamento dos meus pais, já nos Bancários, e passava as madrugadas datilografando. Muitas vezes Dona Alzira passava arrastando correntes (sim o gene é dela) e comentava algo sobre o “tec tec” da máquina de escrever.
Nem sei onde estão os contos amalucados que escrevi com ajuda de algumas loiras geladas.
Sei que a máquina tinha um defeito e uma das letras saía em vermelho. Nem precisa de DNA para identificá-la.
Houve esse tempo nas lembranças do Renato em que acreditava no Ombudsman da Folha de São Paulo. Eu era um assinante entusiasta e pensei que realmente iria ajudar a melhorar a porra do jornal.
Se não me engano o primeiro foi Caio Túlio Costa. Sei que respondeu sobre alguns assuntos.
Mas, logo percebi que a grana, que ergue e destrói coisas belas, engoliu as boas intenções, se é que haviam, da figura do ombudsman.
Hoje, não assino mais o jornal e me tornei um véio Mero a proferir discursos pela casa contra estes fascistas da grande mídia.
Por conta disto quando leio na infernal internet alguma notícia ou comentário sobre qualquer coisa meus dedos coçam com vontade de enviar o que penso do assunto.
Andei de fato chutando algumas portas e mandando ver. Ainda bem que com pseudônimo. Lógico, mais elaborado que “anônimo”.
Fui xingado em várias ocasiões.
Resolvi então ler alguns comentários anteriores antes de enviar o meu.
Percebi que a maioria das pessoas não entende o que está escrito e muito menos o que elas próprias comentam.
Cômico mesmo.
A partir desta contestação não comento mais nada. Ou quase nada. Mas, me divirto com as baboseiras e facadas no vernáculo.
Encerrando: diante de tantas possibilidades de qualquer pessoa, instruída ou não, postar seus pensamentos, vídeos, neuroses, comentários sobre F1, como um profeta do após-Calypso vos digo que chegará o dia (ou noite) em que voltaremos a ter círculos fechados de escritores e leitores. Como nos antigos monastérios. Uns escreverão com a certeza da iluminação. Outros lerão com a certeza da verdade.
E, os grupos fechados não irão interagir, por vários motivos. E essa interação é necessária para discussões sobre os rumos deste planeta. Todos terão a verdade, portanto, ninguém a terá.
Amém.