domingo, 29 de novembro de 2009

A BOIADA




Vejam esta imagem da saída do pessoal da área G após a corrida em 2007. Foi feita em cima da passarela. Por baixo o que restou do famoso retão. Notem o perigo. Se alguém gritasse "cerveja de grátis no portão" a correria iria machucar muita gente. Por sorte nada disso aconteceu.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

MODA F1



Na foto dois exemplos de asas: uma lateral e outra traseira. Pelo que consta uma é obra da Renault (meio disfarçada).
Mais uma foto da F1 2007 na área G (sem pensamentos pecaminosos, por favor).
O calor estava de rachar coquinho (como diria aquela minha avó).
Notem que até a camiseta do rapaz da esquerda está derretendo.
Então, o jeito era improvisar para aguentar o "inferno".

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

SKINDÔ SKINDÔ



A F1 quando encerra o ano e começa outro vive de boataria e besteirada.
Até os prostitutos dão as caras e chamam o Raikkonem de vagal e bebum e coisas assim.
Dick Vigarista volta e não volta e etc. Seria interessante a volta do Dick porque até outro dia ele ficava nos boxes vermelhos fingindo que fazia alguma coisa. E agora louro José?
Enfim, resolvi publicar algumas coisas diferentes e achei esse vídeo (caseiro) feito por um grande cineasta a ser descoberto (mezzo Felini, mezzo Buttman).
Mostra um bloco desfilando no carnaval com o carro alegórico mais caro do mundo. Mesmo assim todo arrebentado.
Só faltaram as cabrochas e suas fabulosas bundas.
Falando sério. É o que restou do carro do Kovaslá em interlagos 2007.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Maioridade

Hoje, 24 de novembro, completa-se 18 anos da morte de Faruk Bulsara, líder de uma banda que, pode-se dizer, mudou minha vida.
Abaixo, só a voz, cantando, desafinando, durante a formação de uma das mais belas canções do século XX.


Hamilton x Button

Vai ser interessante observar, no próximo ano, como se comportarão os pilotos e a equipe McLaren tendo os dois últimos campeões ao volante de seus carros.
Os dois, para completar, ingleses.
A temporada de 2010 vai somando particularidades bastante fora do esperado. Uma montadora comprando uma equipe, e uma equipe contratando dois pilotos teoricamente fortes para dividirem o mesmo time, prática em total desuso desde a "era Schumacher".
A última vez que tivemos dois campeões na mesma equipe foi com Senna e Prost em 1989, também na McLaren.
Espero que o time de Woking tenha o bom senso de deixar os dois quebrarem o pau. Pelo bem do esporte.

Brawn e Mercedes

A Mercedes-Benz acaba de adquirir o controle da equipe Brawn GP, como já dito, na contra-mão das demais montadoras, todas abandonando ou querendo abandonar o barco Fórmula-1.
É interessante reparar uma coincidência interessante entre essas duas equipes. A Mercedes já teve equipe própria, na década de 1950, entre as temporadas de 1954 e 1955. Nesse período, disputou 12 Grandes Prêmios, dos quais venceu 9, perfazendo 75% de vitórias em relação a GPs disputados; foi 10 vezes ao pódio, o que significa 83,3% de aproveitamento. A equipe venceu os dois campeonatos de pilotos que disputou com Juan Manuel Fangio (ainda não se disputava o campeonato de construtores); ou seja, 100% de aproveitamento em relação a campeonatos disputados.
Também a Brawn GP tem 100% de aproveitamento em relação a campeonatos disputados, já que a unica temporada em que participou foi vencida por seu piloto Jenson Button. A Brawn levou também o campeonato de construtores. Em relação às vitórias, a Brawn disputou 17 GPs, vencendo 8 deles, o que significa 47% de aproveitamento; a equipe foi ao pódio 11 vezes, perfazendo 64,1%.
Isto é: os números relativos da Mercedes, enquanto equipe, e da Brawn GP são altíssimas, pois tiveram uma trajetória curta extremamente vitoriosa. A Ferrari, por exemplo, disputou 59 temporadas, vencendo 15 vezes o campeonato de pilotos. Isso totaliza "apenas" 25,4% de aproveitamento.
Uma vez li uma campanha publicitária em que uma certa emissora de televisão, para minimizar os números absolutos do Ibope, chamava atenção para o seguinte: "os números não mentem, mas não dizem toda a verdade". E não é que é isso mesmo?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

TRILHOS

Hoje, 18/11, as notícias são mais alvissareiras como diria minha avó. Raikonem na Dona Mercedes (o que é, de certo modo, normal porque ele andou de McLaren-Mercedes um tempo atrás).
O lindo cavalgando, da tv paga, diz que seria uma vingança pela retirada do butão da bráu pela McLaren. Então, a Dona Mercedes tirou o Raikonem da McLaren. Eu penso que a dona Mercedes ganhou na loteria. O butão mereceu ganhar o campeonato porque não fez besteira e o carro/equipe deu a mó força. Mas, não se compara ao Kimi, na minha opinião muito melhor.
Agora, vai sofrer na mão do pequeno genio genioso, luiz.
Nós, amantes da boa corrida agradecemos a contratação do quase desmpregado Raikonem pela dona Mercedes.
Que, por sinal, começaria muito mal tendo o Mico Rossbife e o Mico Haidfield como pilotos. Um é jovem e nem sabemos se anda de verdade. O outro deveria estar em casa faz tempo. A gente sabe aque não anda.
Aguardemos os próximos capítulos.....

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CONTRA-MÃO

Leio que a Mercedes deixou a McLaren ( o time MM) e comprou a bráu.
Isso tem um belo significado: a Mercedes sai da moita e assume os riscos em ser dona do nariz e carro.
Outra: o butão pode procurar equipe. Está na cara que todo mundo acha que ele foi campeão em função do carro e das enrabadas no rubim.
Deve estar dormindo na porta da McLaren para ser contratado por ela.
Leio também que a dona mercedes disse que não vai interferir na escolha dos pilotos. Deixa tudo na mão do Rose.
Desde, claro, que os contratados sejam dois alemães. O pior: O mico haidefield tem chance. Esse sim tem estrela na bunda.
E, pelo que sinto, a McLaren está ligeiramente feliz em se livrar dos lemão. Continua a ter motores da dona mercedes, tradição na construção do carro (a Ferrari apanhou e não melhorou quase nada em 09), e etc.
Enquanto isso um pilotaço como o Raikonem fica chupando o dedo esperando um brinquedinho decente para 2010. Essa F1 sabe moer carne....
Vamos ver no que isso tudo desemboca.

sábado, 14 de novembro de 2009

Balls

E já que falamos em "pista de verdade", não se poderia deixar de mencionar esta: o velho traçado de Nürburgring.
A Fórmula-1 andava em um traçado com quase 23km, cujo recorde em corrida pertence a Clay Regazzoni, com 7min06s. Sim, 7 minutos; em treino de classificação, o recorde (de F-1) é de Niki Lauda, com 6min58s - tudo isso tratando-se do traçado de 22.835km.
A filmagem abaixo foi feita em 2005, a bordo de um protótipo SR8, da Radical Sportscars, que competiu na Le Mans Series. O piloto é Michael Vergers.
Na época, esta volta, em 6min55s, estabeleceu o novo recorde deste traçado de 20.832 km, conhecido como Nordschleife:


(fonte: Wikipedia)

Michael Vergers foi campeão da Le Mans Series na categoria P2 em 2006. É um feito digno de nota. Contudo, não precisaria ter conquistado nada: bastaria ter dado esta volta em Nürburgring. Uma verdadeira obra de arte.
O vídeo é interessantíssimo: dá para ouvir o motor, as marchas, o carro batendo no chão, o carro batendo na zebra, dá para ver as correções que o piloto tem que fazer, o carro pulando; na entrada do Karoussel parece que o carro vai escorregar para a parte de baixo da pista.
Tem uma outra coisa que também dá para perceber: não é para qualquer um andar deste jeito numa pista dessa. Para dizer o mínimo, tem que ter coragem.
Vergers ainda quebrou o recorde deste traçado em uma nova oportunidade, em 2009, cravando o tempo em 6min48s.
Eis a obra de arte:



Depois de assistir a esta filmagem, este cartazinho faz muito sentido para mim:


Pista de verdade

O campeonato de 2009 terminou em uma pista encrencada e sonolenta, mas com um entorno muito bonito e bem construído. É uma Fórmula-1 estanha, em que os petrodólares comandam onde ocorrerá a corrida; quando, é o Sr. Ecclestone quem decide, conforme o horário europeu. É por isso que temos corrida ao anoitecer, no escuro, na chuva equatorial do fim de tarde malasiano e etc.
Abu Dhabi foi um furo n'água. Pista chata, corrida chata, um túnel para sair do box e um hotel que muda de cor. Clap, clap, clap... um monte de dinheiro gasto para atrair mais dinheiro para o bolso de uns e outros. O público que se dane.
Entretanto, o calendário provisório para o ano que vem traz uma "novidade" muito boa: a volta de Montreal para o campeonato.
Montreal é uma das poucas pistas "de verdade" que sobraram na F-1. Entre elas, Interlagos, Monza, Spa-Framcorchamps, Suzuka, e algumas outras, ao gosto do freguês. Aliás, Silverstone não está na lista porque, por enquanto, está fora para o ano que vem.
Dei uma olhada no Youtube e achei essas filmagens do circuito canadense em dois tempos: a primeira, com René Arnoux, de Renault, em 1982; a segunda, Juan Pablo Montoya, com a Williams, exatos vinte anos depois.
O traçado sofreu algumas modificações ao longo desses anos, mas, essencialmente, a pista é a mesma. Basicamente, foram suprimidas as curvas de alta após o grampo, e a reta de chegada foi mudada de lugar. Também foi suprimida uma chincane, que ficava antes do que hoje é a curva 1 - que, aliás, se chama "virage Senna".
Mais impressionante nos vídeos é perceber como os espaços de freada diminuíram, o jeito de acelerar mudou, a maneira de entrar na curva... enfim, a pista é a mesma, mas os estilos de pilotagem divergem diametralmente.
Agora, de 2002 para cá, já ocorreram diversas mudanças, e se formos comparar a pilotagem do Montoya no vídeo com a do Vettel este ano, já encontraremos inúmeras diferenças.
A coisa anda rápido...



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

SOBRINHO SENNA

Falar do Senna tio é sempre muito difícil pelas circunstâncias em que ele nos deixou.
Vou tentar falar alguma coisa mais tarde. O Senna sobrinho chega à F1 por uma equipe pequena, como o tio.
Por mais que a gente não queira fazer comparações ou algo do tipo, são inevitáveis as lembranças e expectativas. Bueno nosso de cada dia já falou que não sabe como vai comportar seu coração na primeira corrida com a participação de Bruno Senna. Na verdade, nem nós fãs incondicionais do maluco que mais deu certo na F1.
O carro vai ser uma incógnita tal e coisa. A gente não sabe como o Bruno vai se comportar. De tudo, eu sei que vou, junto com o Renato, torcer do fundo do coração para que o garoto (nem tão garoto assim) mostre que tem nas veias o sangue e o talento do tio. E bote para quebrar. E, que haja um pódio só de brasileiros no ano que vem.
Amém.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Williams e Rubens

Os caminhos de Rubens Barrichello e da equipe Williams se cruzaram, finalmente. Digo finalmente, pois houve outras oportunidades em que o acordo parecia que iria sair, mas, no fim, Rubens acabou ficando onde estava.
A primeira oportunidade parece ter sido após a morte de Ayrton Senna. Barrichello, na época um jovem promissor, foi cogitado para ocupar o posto de Senna, incluvise com o envolvimento de Nelson Piquet nas negociações, já que a Arisco patrocinava a ambos.
Posteriormente, Rubens teve oportunidade para correr pela equipe Grove em 1998, mas também ficou sem vaga, já que preferiram Ralf Schumacher, cujo empresário era Willi Weber (o mesmo do irmão mais velho).
Também em 2003 houve rumores de que o brasileiro poderia se transferir para o time inglês. Montoya havia assinado contrato com a McLaren, mas ainda tinha obrigações com a Williams até o final de 2004. O colombiano, entretanto, tentava resilir sua relação contratual antes do fim do prazo. O primeiro na lista de substitutos para o Montoya na Williams era, justamente, Barrichello.
Depois de tanto namoro, as coisas deram certo. É uma união interessante, já que Williams e Rubens são representantes de outros tempos na Fórmula-1 moderna. Williams não tem vínculos com nenhuma grande montadora, embora já tenha recebido motores de BMW e Toyota; a parceria entre Patrick Head e Frank Williams na F-1 teve início em 1977, e a empresa contava com apenas 17 colaboradores. Hoje, é uma das equipes mais tradicionais e vencedoras do grid, com 9 títulos de construtores e 7 de pilotos.
Rubens terá como companheiro de equipe Nico Hulkenberg, mais um alemão assessorado por Willi Weber. É, sim, um estreante, mas o pouco que conheço dele revela que é um sujeito muito talentoso e que promete competir de igual para igual com Barrichello. Vamos esperar para ver uma lutar limpa entre os dois.
É difícil saber onde estará a Williams no próximo ano. Mais uma vez, o regulamento igualou a todos com as mudanças técnicas. Torço por um bom ano para Nico e Rubens.

(Desenho feito por Eduardo Barrichello, representando seu pai na nova equipe; divulgado por Rubens Barrichello via Twitter)

Duende vermelho

Como se sabe, o duende vermelho Jean Todt é agora o homem que manda no automobilismo.
O estatuto da FIA, em seu artigo segundo, inciso III, dispõe que é objeto da Federação "promover o desenvolvimento do esporte a motor, atuando, interpretando, e tornando efetivas regras comuns aplicáveis à organização e administração de eventos de esporte a motor". Trata-se, portanto, de uma organização com fins, entre muitos outros, esportivos.
Este aqui é o novo presidente da FIA:




É, sem dúvida, o homem certo para a função.

Mika, 10 anos

Seguindo em frente, mas olhando para trás com saudades, no último sábado, dia 31 de outubro, completou-se dez anos que Mika Häkkinen conquistou seu segundo título mundial de Fórmula-1.
A temporada de 1999 foi muito estranha. Tudo acontecia normalmente na primeira metade do ano, com Schumacher e Häkkinen disputando a liderança do campeonato palmo a palmo. Contudo, após o GP de Silverstone, quando Schumacher quebrou a perna, Mika embarcou em uma maré de maus resultados, ora por erro dele, ora (muitas "oras") por erros da equipe: quebras, pneus furados por estarem com pressão muito baixa, erros no pit-stop e etc. Também Eddie Irvine, principal adversário de Häkkinen pelo título sofreu com os "erros" da Ferrari. Em uma certa ocasião, Irvine parou nos boxes e não havia pneus a serem colocados em seu carro.
McLaren e Ferrari fizeram tanta força para perder que Heinz-Harold Frentzen, da Jordan, entrou na briga pelo título, constituindo uma ameaça efetiva. Contudo, o alemão ficou fora da briga após sofrer uma falha no carro no GP da Europa, em Nurburgring.
Isso resultou em uma das temporadas com aproveitamento mais baixo da história da Fórmula-1. Mika foi campeão somando apenas 76 pontos.
A despeito da temporada maluca, a corrida final, em Suzuka, aconteceu em uma serena normalidade. Schumacher estava de volta e fez a pole position. Häkkinen, entretanto, fez uma largada fenomenal, assumindo a ponta e mantendo-a até o fim da prova, conquistando, assim, o título pela segunda consecutiva.
Eis a largada e um "micro-resumo" da prova:



E foi assim que os três primeiros viram a corrida:



Häkkinen foi, sem dúvida, um grande piloto, certamente um dos melhores que já vi correr. A despeito disso, Mika não esqueceu seu lado humano. Prova disso foi a sua última vitória na Fórmula-1, no GP de Indianápolis de 2001. Aquela ocasião marcaria a aposentadoria de Jo Ramirez, "lendário" chefe de mecânicos mexicano da McLaren, que trabalhou com todo mundo desde Emerson Fittipaldi. Ramirez era o carequinha que entregava o boné do Banco Nacional para o Ayrton Senna antes do podium. Mika prometera vencer aquela corrida em homenagem a Jo, e, mesmo sem ter um carro tão rápido quanto Williams e Ferrari, cumpriu sua promessa, celebrando a vitória com um longo abraço em Ramirez, em uma cena muito bonita (embora Ron Dennis estivesse puxando Häkkinen pelo macacão para que o finlandês se dirigisse logo ao podium).
Fica nossa homenagem ao grande campeão, com uma grande volta de qualificação, em San Marino, em 2000. Quando os tiffosi já celebravam a pole de Schumacher, Häkkinen jogou água no chopp italiano de forma magistral:


terça-feira, 3 de novembro de 2009

CARLITÃO

Vamos imaginar a vida como se passada em uma pista de corrida. Todos que conhecemos teriam seu carro esportivo e estaríamos na corrida da vida para fazer e acontecer. Alguns carros seriam mais rápidos, mas, a maioria seria equivalente ao nosso. Então, correríamos sempre juntos, ora ultrapassando, ora sendo ultrapassados. Seríamos fechados, faríamos barbeiragens dignas do Mansell, muitos xingamentos e ameaças em geral. Passaríamos a vida nessa diversão. Seria uma corrida diferente sem bandeirada final. Os corredores iriam, na verdade, um a um abandonando a pista. E, de várias formas. Motor repentinamente quebrado, falha de freio e a conseqüente estampada no gradil, pneu furado, batida com outro corredor com os impropérios de praxe, e por aí vai.
Nós saberíamos do abandono quando, passando no ponto, veríamos o carro parado e o pessoal de apoio ajudando o piloto a sair e passar em segurança pelo gradil. Neste caso, não teríamos tempo de acenar ou algo assim.
Outros, como o Carlitão, apresentariam defeito no motor começando a andar mais devagar. Nós passaríamos por esse corredor tendo tempo de acenar, levantar a viseira e sorrir para ele. Ficaríamos o maior tempo possível andando lado a lado como forma de solidariedade e força. Pediríamos aos deuses da velocidade que encontrassem para esse amigo um lugar bacana para encostar o carro.
Finalmente, quando seguiríamos em frente olharíamos pelo espelho até seu carro parar e, lembraríamos dos tempos passados juntos, das curvas difíceis que contornamos, das festas ao cruzar com outros conhecidos nossos (todos, claro, com latinhas de cerveja na mão), das risadas com as besteiras nossas e dos outros e etc.
E, desejaríamos do fundo de nosso coração que o pessoal de apoio transporte nosso amigo em segurança através do gradil até aos boxes e que essa jornada lhe seja leve. É a nossa forma de homenagear um companheiro de jornada pista afora.
E, ao passar novamente no ponto em que parou o carro teríamos, no início, a vista embaçada pelas lágrimas. Mas, depois de algumas passagens, abriríamos um sorriso pelas boas lembranças que nosso amigo deixou. Assim será com o Carlitão que estacionou seu carro em 30/10/09.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SONO

Pois é.
A corrida que fechou a F1 2009 foi no fim do mundo. Horário mais ou menos para nós. Onze horas.
Lá um tremendo mico. Como cansou de falar o bueno nosso de cada dia, uma pista cheia de encantos no tal do entorno (seria como o entorno das mulatas de escola de samba. Muito entorno e nada de cérebro.....) e uma pista tipo sonífera ilha.
A corrida uma merda.
Enfim um grand finale que lembrou circo furelo. Um monte de turbante, uns mané (ou manézes) na pista e nada de emoção.
Para piorar um fim de dia, por do sol igual ao de milhões de anos (parece que aqueles logo após Krakatoa foram bem melhores) e um lusco fusco que não acrescenta nada a não ser uma consulta ao oftamologista.
Final de campeonato para ser esquecido....

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

TELHADO

Pilotos e equipes.
Rubim subiu no telhado. Elogiou a Williams. Disse que não depende do butão para resolver a vida. Só faltava. Ele está fora da bráu desde que entrou, se é que me entendem. Pelo menos a Williams diz que vai anunciar os pilotos segunda-feira. Mal posso esperar...
Naka disse que nada feito até agora para o ano que vem. Nakaquem?
Legal o Koba ter mais uma chance. Deram um crock no glock e ele continua dodói.
E, por aí vai.
Hoje, num desses treinos que só servem para a gente matar saudade dos feiosos carros atuais, kovaslá deu o ar da graça, mas é tarde demais. Penso que vai se aposentar da F1 com vinte e poucos anos.
Por enquanto é isso.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ENGRAÇADINHA

A F1 tem seu lado engraçadinha quando todos negam o óbvio. Algumas vezes é caso de se negar mesmo. Mas, lendo as notícias morro de rir quando dizem que o Rosberg sai da Williams mas não sabe para onde vai. O rubim, até o Free Willi já disse, vai para o lugar do Rosberg. Mas, tudo é negado até sob tortura. A McLaren vai contratar um alemão. Aí, já podemos imaginar: ou o Sutil ou o Heidfield. Só para andar atrás do Hamilton que não quer ninguém fazendo sombra. Já chegou a prima dona. Pobre do Raikonem...
Ah, tem a última corrida lá onde o judas perdeu o turbante.
Por fim, leio que o Loucas do Montedemelão disse que a Ferrari não vai intervir na gestão do duende vermelho. Nem vai precisar. O filho do duende vermelho gerencia a carreira do massa. Adivinha qual equipe vai continuar sendo a queridinha?

domingo, 25 de outubro de 2009

TUBES

Para vocês terem idéia da porcaria dos tubes que infestam a internet quando comparados com a nossa memória. Sempre falei para o Renato que o GP de Las Vegas era disputado num estacionamento de hotel cassino (verdade) num traçado delineado por muros de concreto que massacravam os pilotos e, dentre outras coisas, fazendo com que respirassem o escapamento dos carros, uma vez que não havia dispersão suficiente da descarga dos motores. Fora a falta de referência devido ao "túnel" feito de concreto. Hoje não resisti à tentação de buscar alguma coisa de F1 nos tubes da vida e descobri esse videozinho sobre o GP de 1981, com a narraçao "do lá de lá" do Luciano do Valle. Tentarei colocar o link. Se não conseguir o Renato vai fazer o favor de arrumar (afinal ele é o gerente do blog).
Só para dizer que na minha memória o circuito era muito mais travado e estreito. Vendo o vídeo ele é muito melhor que Mônaco (por ex.).
Mas, havia mesmo, na imprensa, essas histórias de ar sufocante e gente vomitando dentro do carro. Sei lá.
Só sei que tenho essa relação de amor e ódio com os tubes.
Lá vai o link. Se não funcionar entrem no youtube e busquem algo como "GP las vegas 1981" que é o que fiz: youtube.com/watch?v=FJ4fBSMaZvk

ATUALIZANDO: O "gerente" coloca aqui o vídeo:


sábado, 24 de outubro de 2009

PAPI PIQUET

Piquet (o pai) tem problemas com o Senna (não o rio lá em Paris mas o piloto brasileiro).
Senna surgiu na era Piquet.
O piloto ranzinza dominava a F1 com seu jeitão nervoso de ser. Pilotava como ninguém e ainda por cima tirava um sarro do Prost (ituto).
Eu preferia o Piquet e vibrei muito com a ultrapassagem dele no Senna em Hungria (ia escrever o nome do circuito mas estou com preguiça de procurar a grafia certa), não sei em que ano (preguiça).
Mas, o Senna com seu ar de menor abandonado e o talento obstinado conquistou a todos. Inclusive eu.
Mas, não conquistou o Piquet que vive dando bordoada no coitado.
Agora, veio com uma desculpa abominável dizendo que o fi dele não fez pior que o Senna que andou batendo nos outros para ganhar campeonato.
Como dizem os paulistanos "Ôrra, meu".
Nada a ver.
Primeiro: a batida do piquetezinho desembocou numa chantagem que não deu certo para 2010. Não tem outra explicação a merda no ventilador tanto tempo depois. Não tem nada com decisões de campeonato. Pelo contrário.
Segundo: Senna não era santo. Era um sujeito amalucado que não se conformava em andar atrás. É só relembar a batida dele no Mansell em (pera aí que vou ter que espantar a preguiça)em 1992 na Austrália. Ele percebeu que não pegaria o Mansell, que pilotava um carro melhor, e, resolveu não freiou antes da curva que dava na reta de chegada. Foi visível a intenção de tirar do Mansell uma vitória fácil.
Terceiro: Papi Piquet deveria ficar quieto no canto dele.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PERDEMOS

João Toldo, o famoso duende vermelho, foi eleito para o lugar do tarado do mochiloslei.
Agora é que a F1 vai conhecer falcatruas de monte. O britadore perde.
Por isso, já prevendo a vitória do dito, o Schumacher (Dick Vigarista) andou dizendo que estava arrependido de ter parado.
Agora, com o amigão no comando de toda a F1 vai poder voltar e ganhar corridas por decreto.
Perdemos uma ótima oportunidade de livar a F1 desses parasitas sujos....
Ou anão de jardim com más intenções.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O CLUBE

Mais uma do “seu” Homero.
Como já falei o único interesse dele em relação à F1 era me atazanar perguntando o tempo todo se o “Fintinpaldi quebrou”. Outra característica do meu pai era o lado, como dizem os jovens de hoje, “sem noção”. Nos morávamos na zona norte de São Paulo. Pois ele cismou em arrumar um clube para o deleite da família lá onde o Judas perdeu o calção. Sinceramente não sei o nome do bairro. Sei que era às margens da represa Billings, na zona sul. Pertinho, pertinho. Para chegar lá era preciso pegar a famosa via Anchieta. Além da distancia havia o problema da churrasqueira. É que para garantir a carne queimada e a cerveja quente o sujeito era obrigado a estar no clube na primeira hora, ou seja, por volta das nove horas da manhã, para poder entrar na briga por uma churrasqueira. Muitas vezes era preciso sentar, literalmente, na dita cuja. Então era assim. Saíamos, ainda de madrugada de domingo, lá da zona norte, íamos pela Anchieta e seus belos congestionamentos até a Billings. Imaginem o tempo gasto. Não havia a Imigrantes e toda São Paulo queria “descer” para Santos no domingo. Mas, o drama era quando pegávamos a estradinha de terra para chegar ao tal clube. De duas uma: ou poeira ou lama. Meu pai não era nenhum “Fintinpaldi” e dirigia muito mal, apesar de nunca ter batido feio. Quando a estradinha estava coberta de lama a epopéia lembrava um rallye tresloucado de deixar o Ari Vatanem verde de inveja. Meu pai embicava a Brasília (que não era amarela) na estradinha, acelerava tudo o que tinha direito e o carro desembestava dançando feito cabrocha em escola de samba. Havia um trecho em subida que era o ponto alto da viagem maluca. Quem estava sonolento acordava de vez. O dia mais hilariante foi quando meu pai resolveu pegar embalo para conseguir subir a ladeira cheia de lama. Ele acelerou e a velha Brasília num esforço hercúleo chegou lá no alto e imediatamente começou a descer de traseira. Meu pai continuou acelerando e a Brasília descendo teimosamente ladeira abaixo. Os passageiros vendo a viola em cacos e minha mãe, claro, dando chilique. Hoje acho graça. Mas, na época queria matar o véio. Meu drama pessoal era o fato de irmos ao clube no domingão. E, alguns domingos significavam F1. É bom frisar que as famílias antigas lembravam muito um quartel do exército. O pai era o general e o resto era recruta. No sábado o “seu” Homero passava a ordem do dia para o domingo e aos recos só restava baixar a cabeça. Pois tentei uma rebelião num sábado véspera da corrida em Mônaco de 1972. Pensei até em simular uma doença qualquer, mas correria o risco de passar o domingo num hospital sem TV. Criei coragem e pedi para não ir ao clube. Argumentei que era longe, eu não estava a fim, tinha a corrida, seria um peso a menos no carro e etc. Só não chorei porque homem não chora (sou das antigas). Se bem que choro em alguns filmes por aí, mas é outra história. Para resumir, fui ao clube. Naquela época, em 1972 não havia como gravar programas da TV como hoje. Não havia reprise de corridas realizadas no exterior. Portanto, só quando voltamos da tragédia grega dominical é que soube que o Emerson havia feito uma corrida memorável em Monte Carlo conquistando, depois de “acompanhar” o Regazzoni num passeio extra pista, um terceiro lugar memorável na única vitória de Jean Pierre Beltoise na F1..
Hoje, nós temos vários recursos para assistir o que perdemos ao vivo. Desde a gravação caseira até a maldita Internet e seus tubes. Já falei para o Renato que, assistindo as velhas corridas da F1, eu constato que, nas minhas memórias, elas eram mais fantásticas e disputadas que a realidade. Prefiro as memórias. Além do que, se existissem esses recursos em 1972 eu poderia gravar a corrida e passar ao largo desses traumas que o “seu” Homero me proporcionou. E, hoje não teria nada para contar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Custe o Que Custar

O programa CQC é bem engraçado. Verdade, sem ironia. Mas desperdiçaram uns 15 minutos hoje para zoar o Barrichello. Eu já tinha visto a perguta do Danilo Gentili na coletiva da Bridgestone, pois ela circulou pelos meios jornalísticos especializados em automobilismo ao longo da semana.
Esse mesmo Danilo Gentili esteve na Peruada, na última sexta-feira. Felizmente, minha saudação não foi um aplauso. Se não me engano, pedi que ele fosse tomar ... uma lata de cerveja num copo.
Sim, eu levo para o lado pessoal.

ATUALIZAÇÃO: Em certa medida, blogueiro oficial tem razão ao atribuir a culpa pela zoação à TV Globo. Talvez ele exagere um pouco, mas vale a pena dar uma olhada aqui.

PARA INGLÊS VER

Li em algum lugar e comentei lá.
Transporto para cá (rimou).
Equipe inglesa,dono inglês, piloto inglês, patrocinador inglês....
Alguém parou para pensar?
Rubim, com cara de morador da Moóca, queria o quê?
Tá bom demais.

Torcedores

O Sr. Luiz sempre comenta dos torcedores de futebol que se disfarçam de torcedores de Fórmula-1 aqui no Brasil - digo aqui no Brasil, pois não sei como é em outros lugares.
A primeira vez que fui a Interlagos ver F-1 pensei que iria encontrar um público "diferenciado", quer dizer, pessoas que realmente entendessem de automobilismo e que estivessem ali por gostar do esporte. Não é bem assim. A maioria não sabe nem quantas rodas tem o carro e, de fato, não dá para saber por quê gastam tanto dinheiro no ingresso. Bom, se é que gastam, pois às vezes tenho a impressão que só psicopatas como eu e meu pai é que pagamos (quer dizer, meu pai paga).
O vídeo abaixo é uma boa amostra do que se encontra. Vejam e comentem. Eu paro de comentar por aqui para não ser rude.




Amanhã escrevo mais sobre a corrida e o título de Jenson Button.

domingo, 18 de outubro de 2009

É esse aí que é o home


Ross Brawn é o home. A equipe Honda representava para a Fórmula-1 apenas um projeto frustrado com alguma tentativa de demonstrar consciência ecológica. Abandonaram o barco; Ross Brawn serviu-se de um bote salva-vidas e da grana deixada pelos japoneses, pintou os bólidos de branco e um amarelo duvidoso, botou seu nome na reta e pronto: campeão mundial de pilotos e construtores na temporada de estréia. Fantástico.
A equipe trabalhou na pré-temporada, mesmo sem saber se iriam ou não correr. E quando, na abertura da temporada, os carros brancos sem patrocínio fizeram dobradinha, foi realmente um momento muito bonito da Fórmula-1.
Agora, o ciclo se completa: Button campeão, Brawn campeã. Ao que tudo indica, vem Nico Rosberg, com a Mercedes por trás, rivalizar com Jenson. Uma dupla de pilotos que me parece forte.
Mas com a temporada 2010 vem também a pressão: manter o ritmo passa a ser obrigação, patrocínios não serão mero luxo, e os carros provavelmente não serão só brancos.
De todo modo, foi interessantíssimo ver um sujeito botar seu nome no carro, o carro na pista e vencer com os dois pilotos usando macacões sem estampas. Deu para sentir o gostinho de uma Fórmula-1 de outros tempos.

(Fonte da foto: Globo.com)

Austrália no topo


Mark Webber conquistou hoje em Interlagos sua segunda vitória na carreira e na temporada de 2009. Aliás, temporada essa que vai ficar marcada pelos ressurgimentos que proporcionou: Barrichello, da aposentadoria à briga pelo título; o próprio Button já estava esquecido até pelos compatriotas ingleses, após a aparição fantástica de Lewis Hamilton; e Webber, que no começo do ano teve um terrível acidente em uma prova de triatlo, em que fraturou ambas as penas e alguns outros ossos por aí, quase não treinou na pré-temporada e, ainda, teve que lidar dentro da equipe com a estrela ascendente e novo queridinho da Fórmula-1, Sebastian Vettel.
Webber está, por enquanto, com uma vitória a menos que Vettel. Acho que um dos dois tende a vencer em Abu Dhabi. Mas vai saber. Quando fiz meus prognósticos sobre o GP do Brasil, acabei errando quase tudo. Então, é melhor deixar previsões para a mãe Dinah.
Webber fez uma corrida consistente do começo ao fim, não deixou Barrichello disparar no começo, mesmo com carro mais pesado. Depois do primeiro pit-stop, foi só controlar e não fazer nenhuma bobagem.
Destaque também para a corrida de Robert Kubica, arrancando um importante segundo lugar, com um carro sabidamente abaixo da média.
Também Lewis Hamilton que, ao ultrapassar Barrichello, garantiu seu primeiro pódio em Interlagos.

(Fonte da foto: markwebber.com)

FRUSTRAÇÃO

Deu no que deu.
Não adianta falar sobre a corrida porque um campeonato, como diria o filósofo, é construído ao longo de todas as 'centas corridas.
Butão foi fera quando precisou ser e mereceu ser campeão. Essa é uma das verdades.
Que a equipe bráu foi ferrari com o rubim é outra verdade.
O que sobra?
Na minha opinião o rubim é um cara especial.
Sim, é aquele chato, que muitas vezes fala coisas que não deveria falar.
Mas, é um eterno batalhador. Nesta altura do campeonato, tido como aposentado, escorraçado pelos torcedores de futebol que infestam a torcida de F1 no Brasil, encontrou forças para levar a luta até Interlagos. Imaginem a sua frustração porque fez tudo certinho e o carro, mais uma vez, falou na hora "H".
Ele dever ir para a Williams e ser primeiro piloto a primeira vez na vida! Numa dessas.....

PESO

13:13 do horário de verão (que eu detesto).
Rubim é o mais magrim do grid.
Interessante porque mostra a intenção psicológica de largar na pole.
Faz parte. O Butão diz que a decisão não sai no Brasil-sil. Mas, está torcendo para o rubim estampe o muro.
Vamos ver no que dá.
Em tempo: e sobre o tempo. Totalmente diferente de ontem. Isso quer dizer que o bicho pega, uma vez que os carros terão desempenho diferente com a pista seca e quente.

sábado, 17 de outubro de 2009

EMERSÃO

O locutor oficial da F1, pela globo, informou que estamos comemorando duzentos e tantos anos do bicampeonato do Emersão Fintinpaldi (como diria o véio Mero). Já comentei sobre ele e o Renato postou uma linda homenagem ao “rato” feita pelo não menos fabuloso George Harrinson (aquele dos britos).
Eu queria completar dizendo que antes dele nós, os amantes do automobilismo aqui da terra brasilis não tínhamos um parâmetro de pilotos da F1.Hoje nós falamos do Piquet, do Senna, de tantos outros. Mas, como o próprio Piquet já frisou, o caminho foi aberto pelo Emersão. Antes dele nossa vida na F1 era uma página a ser escrita. E, ele iniciou nossa história de maneira gloriosa. Não tinha para ninguém. Tá certo que tenho algumas ressalvas. Mas, ele mostrou e chacoalhou inúmeras vezes. Valeu Emersão. Longa vida ao rei.
Uma das minhas ressalvas: a decisão de jogar a carreira no lixo por uma equipe dita brasileira. Ele nunca vai admitir, mas, que foi uma tremenda mancada foi.
Depois eu comento sobre isso.