quarta-feira, 19 de março de 2014

MAIS LENHA NO TURBO

Ainda sobre o som dos carros atuais um vídeo interessante chupado do Youseentubou.
Noves fora, e Ricardão também, que os carros de 2013 eram mais rápidos.


segunda-feira, 17 de março de 2014

PATO ROUCO

Todos já devem ter ouvido, e visto, o vídeo que bomba (êpa!) na infernal internet.
Comparação do ronco dos motores na Austrália entre 2013 e 2014.
Resolvi postar porque, ao ouvir o ronco de 2013, deu saudade das arquibancadas horrorosas de Interlagos.
O som de 2014, pensando bem, lembra um bando de patos roucos atravessando a estrada.
Quero meus V8 de volta.

domingo, 16 de março de 2014

LAMBÕES DA MADRUGADA


Agora vamos partir para a escolha tradicional e parcial da parte interiorana do blog.
Os lambões do evento. Aqueles que levam o tradicional leitão mal assado da quermesse em prol da reforma da casa da dona Gertrudes.
Hoje, ou nesta madrugada, a escolha é óbvia. Resolvemos dividir o leitão em dois. A melhor parte vai para Valério Bottas (literal) pelo excesso de entusiasmo. Vinha que vinha, sentando a bota (metafórica) quando pecou numa saída de curva resultando numa bundada no muro. Pneu para cá, pedaço de roda para lá, e Dona Clara Williams com cara de "onde fui amarrar meu burro?"
No entanto, Bottas (literal) chegou, noves fora e Ricardão também, em quinto lugar mostrando para a chefona que o burro está em boas mãos.




E o pior pedaço do leitão (onde fica o intestino) vai para nosso glorioso Crashaí Kobakrash.
Não explicaram para o rapaz onde fica o freio de sua Catarrã. Notem que ele pegou Kiwi e depois sobrou para massinha de modelar que nem viu o meteoro.
A equipe Catarrã soltou um comunicado dizendo que "a porra do freio traseiro falhou e Kobacrash virou passageiro da agonia."
Disse também que vai reclamar com o bispo e o papa Chicão.
O problema é que a porra do freio eletrôncio bostial é parte importante da recarga do aquífero punzal. Então, ....


Para nós, torcedores de massinha de modelar resta esperar a próxima. Não pancada, mas, corrida.

"o que é isso, companheiro?"



PELA MADRUGADA - A MISSÃO

A corrida foi, pensando bem, monótona. Único a quebrar a monotonia da prova foi Bottas (literal) que sentou a bota (metafórica) andando muito e mostrando que o carro tem futuro.
Massinha de modelar continua sua sina de protagonista de novela com anticlímax. Quanto todo mundo diz "agora vai" vem um japonês ou algo que o valha a dar uma pimba nos fundilhos do cara.
Muito sal grosso é bão.
Valeu pelos novos (alguns nem tanto) meninos que rondaram as primeiras posições.
Magnificuzem largou em quarto e, valendo a desclassificação de Ricardão, foi segundo com McLaren, deixando o veterano Butão com o sinal amarelo aceso. Tá certo que o inglês, típico come quieto, chegou logo atrás em terceiro. Mas, o menino andou sempre na frente dele. Vamos ver no que dá.
Luis Hamiltão e Vetor não foram para a corrida. O piloto da dona Mercedes, pole, certamente decepcionou-se mais que o atual campeão, com problemas no carro desde o aeroporto.
De resto, Mamã Ferrari fez uma porcaria de carro e, com isso, vai começar aquela ladainha de prima dona dizendo que todo mundo ainda vai ter problemas e as sacanagens esperadas dos italianos. Cansativo.
Kiwi Vodkanem também levou uma pimba do Kobacrash. Vejam no vídeo dos lambões. Não sei se foi esse o motivo de seus freios não funcionarem direito. Mas, sofreu com os ditos e não andou bem.
Todo mundo anda reclamando dos freios traseiros dos carros que agora funciona de maneira eletrônica. Não entendi muito bem o mecanismo da coisa. Sei que, quando o piloto freia, parte da energia é acumulada numa bateria para reaproveitamento do punzão (agora é punzão) atômico.
Vamos tentar entender e explicar depois. Agora bateu preguiça.

PELA MADRUGADA

Algumas corridas passam num horário bem maluco aqui nesta terra de ninguém. Três de la matina é um divisor de noite. Dependendo das horas não compensa dormir antes. Foi o que aconteceu comigo. Domingão começa onze e meia da manhã.
Enfim, vamos ao que interessa.
Em primeiro lugar a desclassificação de Daniel Ricardão, o homem da casa. Feliz com o segundo lugar o piloto sorriso foi alijado da prova por irregularidades no fluxo de combustível. Alguém instalou um pareio nos carros que mede o tal fluxo. Esta no regulamento a quantidade de combustível que deve passar pelo sei lá o quê. Como tudo é muito confuso entendo que os carros podem levar combustível à vontade. Uma ida e volta para Marte, por exemplo. Mas, o fluxo não pode ser maior que os 100 kg/h previsto no artigo 47584, inciso 2584, do parágrafo 6325 da Lei 55.698/2069, o chamado Código a ser lido em seis anos e nunca compreendido.
Os Toros Vremeios, vermelhos de raiva vão recorrer. Não alegam inocência mas, dizem que todo mundo fornicou naquela suruba. Adepto da teoria da conspiração penso que Mamã Ferrari acionou a máfia para ferrar os energéticos. Não é a toa que Montedemerda andou dizendo que "algumas sacanagens recentes devem ser evitadas". Não com essas palavras, mas valeu o aviso.


o cara arrisca o pescoço, fica feliz e no final paga mico

sábado, 15 de março de 2014

LAMBINHO E LAMBÃO

Começou  o tal campeonato de F1 que veio para revolucionar a categoria. Como exemplo, motor não é mais motor. Pretensiosamente, é uma "unidade de força". Como diria véio Mero "Bela Roba"
Os carros são horríveis e o som que fazem lembram uma vaca moribunda.
Bom, como não vamos deixar de assistir vamos ao que interessa.
Percebemos, desde o primeiro treino que Mamã Ferrari vai fazer com Kiwi Vodkanem o que fez com outros tantos companheiros do queridinho primeiro piloto. Ferrar o cara. O finlandês mal saiu dos boxes nestes tempos de pré temporada e treinos extra oficiais. 
Enquanto prima dona fazia seu serviço, Kiwi amargava um carro instável saindo da pista várias vezes.
Aliás, tive a impressão de que os carros são difíceis de conduzir. Mesmo no seco os pilotos "bailaram" muito com seus bólidos (tá certo, nem tão bólidos assim).
Surpresa boa, pelo menos por enquanto, são os estreantes Kevin Magnificuzem da McLaren e o russo Daniel Kuájato com Toro Vremeio Jr.
O menino da McLaren larga em quarto (!) e o menino do líquido energético em oitavo. Vamos ver no que dá.
Notei algo interessante no treino oficial. Para quem está acostumado a ver o chefão da McLaren Ronron Pênis todo sisudo e com cara de quem vai pular no pescoço de alguém, toda vez que Magnificuzem melhorava os tempos ele abria um sorriso e olhava para os lados como a dizer "menino bão de bota." Significa que a batata de Butão está assando. O inglês andou falando mal do carro e isso na F1 é tão proibido quanto fazer xixi no pódio.
Massinha de modelar ficou em nono e culpou a aderência (ah vá!) pela performance abaixo das expectativas que os treinos extra oficiais trouxeram. 
Seu companheiro de equipe, o pseudo gordinho Valter Botas (o literal), já teve problemas e trocou a caixa de câmbio (se é que hoje em dia ainda é caixa de câmbio). Com isso, perdeu duzentas e duas posições no grid e vai largar na sede da equipe, em Salvador, Bahia.
Portanto, quem chegar ao fim a corrida chegou. Desconfio que muita gente boa vai ficar pelo caminho. 
Nossa prima dona disse que ficaria feliz em terminar a corrida. Logo ele que teve poucos problemas de durabilidade do carro nos testes pré temporada. Na verdade, espera vencer a primeira do ano.
Agora, os lambões do treino. Terminando o Q2, pista molhada, Chapolin Perez saiu de um lado e Vodkanem de outro. Bela imagem.





sexta-feira, 14 de março de 2014

Grandes mulheres e seus homenzinhos

Contam por aí que James Joyce era um sujeito arrogante, extremamente egoísta, que se utilizava da boa vontade das pessoas à sua volta para que lhe servissem em todas as suas necessidades, inclusive financeiras. Embora nunca tivesse um puto no bolso, não se importava em gastar o dinheiro alheio em caríssimas refeições, generosas gorjetas, apartamentos confortabilíssimos e viagens de férias. Mesmo com reservas aos automóveis e seus possuidores, não deixava de ir para cima e para baixo de táxi. Portava-se como uma espécie de messias com seus apóstolos, um sujeito perseguido por ser genial e que demandava constante apoio para cumprir sua missão na literatura. Não por mero acaso foram doze os escritores que contribuíram para divulgar, por meio de ensaios críticos, o livro que viria a ser intitulado Finnegans Wake, no volume "Our exagmination round his factification for incamination of Work in Progress".
O escritor irlandês tinha sérios problemas com álcool e contam que bebia todas as noites até seu corpo estar anestesiado ao ponto de não sentir que o cigarro queimava seus dedos. Joyce deixou de frequentar encontros e reuniões diurnas, pois era muito difícil para ele manter-se sóbrio se houvesse bebida disponível. Comprometeu-se, então, a expor-se ao álcool apenas depois das cinco da tarde.
Já nos últimos anos de sua vida, atormentado pela ideia de perseguição, pela falta de visão que atrapalhava o desenvolvimento de seu trabalho, pela constante necessidade de dinheiro e pela doença psiquiátrica sofrida pela sua filha Lucia, Joyce desenvolveu um certo grau de misoginia, o que pode soar como contrassenso se olharmos para as pessoas que o ajudaram a ser uma das figuras mais importantes da literatura universal.
Para que pudesse viver de seu trabalho como escritor, Joyce, que sempre teve dificuldade em publicar seus textos, até por conta de seu caráter vanguardista, dependia da ajuda financeira da senhorita Harriet Weaver. Encantada com o talento do artista, ela se comprometeu a auxiliá-lo para que sua obra fosse desenvolvida.
No entanto, mais do que o suporte financeiro, o escritor contou com ajuda em todos os outros campos de sua vida de uma outra mulher, que tomava conta de sua correspondência, de seus negócios pessoais, de adiantamento de royalties e empréstimos para as necessidades da família, angariava intelectuais e literatos para as resenhas críticas e para divulgação da obra de Joyce e, acima de tudo, foi responsável pela publicação do principal livro do irlandês, Ulysses. Trata-se da senhora Sylvia Beach.
É possível afirmar que sem Sylvia Beach, que escrevera apenas um livro de memórias ao longa da vida, a história da literatura do século XX seria outra, não só por causa da publicação de Ulysses, mas também pelo número significativo de associações criativas entre a literatura francesa e anglo-americana a que ela e sua companheira, Adrianne Monnier, fomentaram em suas livrarias na rue de l'Odeon em Paris do entre-guerras.
Nascida nos Estados Unidos, filha do pastor presbiteriano Sylvester Beach, Sylvia emigrou para Europa, vindo a fundar a célebre livraria Shakespeare & Company em Paris. O nome sobrevive nas proximidades do marco zero da capital francesa, nomeando, agora, a antiga livraria Mistral, de George Whitman. 
Sylvia Beach viu sua mãe suicidar-se em uma visita a Paris e manteve a informação sobre a razão de sua morte em segredo, a fim de preservar sua progenitora dos julgamentos da família; sua companheira, Adrianne Monnier, também tirou a própria vida e foi tratada com a mesma dignidade por Sylvia; um dos seus melhores amigos, Ernest Hemingway, também foi um suicida. 
Durante a ocupação nazista, um oficial alemão demandou, na Shakespeare & Company, que lhe fosse entregue o livro Finnegans Wake. Sylvia disse que a obra não estava a venda e que era seu único exemplar. O oficial disse que voltaria mais tarde, não só para o livro de Joyce, mas para todas as obras nas prateleiras. Com ajuda de sua assistente e de Adrianne, Sylvia encaixotou toda a livraria, escondendo o acervo no quarto andar do prédio que abrigava o estabelecimento. Foi o fim da história da Shakespeare & Company, que não mais reabriu. O oficial nazista ficou sem seu Finnegans Wake. 
Por seu legado como pessoa e pelo encorajamento às letras, homenageamos Sylvia Beach, nesta data que seria seu centésimo vigésimo sétimo aniversário.

São uns imbecis

Após os testes da pré-temporada, Massa já era campeão. Faltava só abrir o Martini e se embebedar. Claro, a imprensa fez um estardalhaço enorme com a boa performance da Williams e a ruim performance da Red Bull no inverno. "Massa vai ganhar corrida", "Massa vai brigar pelo título". Previsões com pouco fundamento e de realismo questionável. Temos que esperar para ver e criar expectativas sobre um carro ou piloto nesta fase é só um exercício de especulação. 
Então, ontem começou para valer. Massa obteve um pouco significativo 12º lugar nos treinos desta madrugada. "Pouco significativo" aponta que a colocação em um treino livre não quer dizer muita coisa. Pode ser que ele estivesse fazendo simulação de corrida ou seja o que for. Mas a primeira manchete sobre F-1 que leio no dia dizia "Massa decepciona". Está, na página inicial do site. A esta hora, a orelha de Felipe já deve estar fervendo, com ferozes torcedores vociferando que se trata de "um novo [novo?] Barrichello". Ele é que deveria esquentar de porrada a orelha do imbecil que pôs em seus ombros uma pressão que não pediu. 

terça-feira, 11 de março de 2014

O MUNDO VAI ACABAR

Minha infância/juventude transcorreu sob o signo do fim do mundo.
Nos anos sessenta a idéia de uma hecatombe nuclear era muito concreta. A crise dos mísseis em Cuba em 1962 por pouco não levou USA e URSS a um MMA fatal.
Naquela época havia influência de um e outro (influência sinônimo de fornecimento de armas e cositas más) para supostos revolucionários nos países sob influência, ou do capitalismo selvagem ou do comunismo comedor (literal, literal) de criancinhas.
Nós, pobres mortais, no meio desse bang-bang.
Não vou descrever as mazelas da guerra fria que são conhecidas por todos.
O objetivo deste post é dizer que a atual crise lá onde o Judas perdeu a Ucrânia e a Criméia provoca em mim nada mais que sonolência.
Aprendi nestes anos todos que o mundo em que nasci e cresci (1955 para cá, portanto) sempre esteve sob a influência dos dois gigantes nucleares. China correndo por fora.
O único ponto dissonante é Cuba. Os norte americanos não engolem um país comunista (nem sei se de fato é comunista) na porta da Flórida. Desde que o barbudo desceu a Sierra Mestra tirando do poder o marionete da máfia americana, Fulgêncio Batista, que nossos prezados amigos da liberdade doa a quem doer tentam "libertar" a Ilha.
De resto, o mundo está repartido entre "nós" e "eles". Estranho que "eles" não são mais comunistas. Como diria Ronald Dããã Reagan "ganhamos a guerra." Então tá.
Portanto, Barack Obama (que nome é esse?) pode espernear, telefonar, ir na encruzilhada, xingar, ameaçar, dar xilique e tudo o que tem direito. É só para inglês ver. Ele não vai mexer um dedinho sequer se Putin (que nome é esse?) puto que está invadir a, como é mesmo?, Ucrânia quebrando uns crânios à lá crimeiada (não resisti).
Hoje eu tenho sono. Mas, já perdi muito do dito na minha juventude. Lembro do início dos anos 1970 quando convivia com alguns jovens mais velhos que diziam para aproveitar a vida porque vinha ali na esquina o bloco da guerra nuclear. Noves fora, a ditadura militar também dava seus pitacos ajudando no desânimo em viver uma vida ordinária.
As notícias que lia no jornal ou o que passavam na TV me arrepiavam todo. Golpes para cá e guerras em fim de mundo (tipo África) para lá.
Até que uma entrevista acabou de vez com meu sono.
Um correspondente da Globo deu um depoimento num programa qualquer dizendo que tinha medo de uma guerra nuclear. Até aí morreu Tancredo e Ulisses está numa ilha cercado de beldades.
Ele disse que havia, no entanto, um consolo. Morava, em Londres, próximo a um entroncamento ferroviário alvo, certamente, de um míssil qualquer em caso de guerra. Morreria de saída, sem sofrer os efeitos da radiação. Morrer com esses efeitos, disse ele é muito pior. Fora o inverno nuclear e quetais.
Porra, mano!
Eu vivia no Brasil!
Este enorme e bobo país não merecia nem uma bombinha de efeito moral. Significava que eu iria morrer com os tais efeitos da radiação. Fora o inverno nuclear. Tá certo. Adoro frio. Mas, nuclear não, obrigado.
Perdi o sono. E passava o dia tentando bolar alguma coisa que colocasse a rua Djalma Forjaz no alvo de uma bela e repousante bomba nuclear.

TIRANDO A POEIRA

Depois de séculos sem aparecer por aqui confesso que apanhei um pouco para adentrar ao "escrever".
Aliado ao tempo curto, nestes tempos de avô/babá/quebaba, vem uma decepção com os rumos que a F1 tomou.
Mudanças radicais que ainda serão testadas na quinta feira.
A ameaça de abandono da maioria dos carros por falta de treinos de desenvolvimento. Principalmente para quem usa motores (não mais motores, mas, continuarei a chamar a engenhoca de motor) Renault.
Até o som dos carros tornou-se uma aberração.
Enfim, continuaremos a acompanhar. Sem aquela animação de sempre.
Afinal, se até prima dona reclamou que os carros estão mais lentos e que os pilotos gostam de carros velozes....
Mas, tem uma pimentinha nesta feijoada estragada.
O duende mor do circo, Berne Aquistone, fez uma besteira que não agradou ninguém. Mas, colou.
Introduziu uma regra segundo a qual na última prova do campeonato vale ponto dobrado.
Porque aquele que trabalhou melhor foi campeão no ano passado com centenas de etapas de antecedência. A regra veio para ferrar Vetor, resumindo.
Pois, nesta temporada os Toros Vremeio estão vremeios de raiva porque não conseguem sair dos  boxes sem uma quebra qualquer.
Ou seja, no final do campeonato quando o carro estiver nos trinques (como dizia véio Mero) a pontuação dobrada pode ajudar Vetor a mostrar e chacoalhar.
E nós (do blog) vamos defecar de tanto rir.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um pouco de F-1

Já estamos com saudade de assistir alguma corridinha e o YouTube provém um sem número de vídeos de certames antigos para os entusiastas se esbaldarem. 
O vídeo abaixo é muito interessante. Trata-se do primeiro treino oficial, realizado na sexta-feira, para o GP da Austrália de 1990. Senna havia assegurado, duas semanas antes, o bicampeonato mundial por meio daquela famosa batida em Prost na primeira curva do GP do Japão. Naquele tempo, o treino da sexta à tarde valia para a qualificação, de modo que conseguir um bom tempo poderia assegurar uma boa posição de partida para o domingo. 
A volta mais rápida de Senna nesta sessão foi 1:15:671, a mais rápida do fim de semana. Todos ainda viravam na casa de 1:17 quando Senna  virou a primeira volta na casa de 1:15. No fim do treino, apenas Prost e Alesi alcançaram 1:16, mas ainda 0.6 atrás do brasileiro. 
Na sessão de sábado, Senna não melhorou o tempo - quer dizer, não sei dizer se ele tentou melhorar. O segundo melhor tempo foi de Gerhard Berger com 1:16:244, mais de meio segundo, portanto, mais lento que a melhor marca de Senna no dia anterior, ainda que com o mesmo carro e um dia a mais de treino. Coisa de louco. 
A história da corrida - que, aliás, era a de número 500 da F-1 -, todos conhecem: Senna bateu bestamente, deixando a briga pela vitória entre Piquet e Mansell. O veterano brasileiro, que vencera no Japão seguido por Roberto Pupo Moreno, levou a Benetton à segunda vitória consecutiva. 
Destaque-se ainda a volta onboard com Alain Prost na Ferrari de transmissão semi-automática e de belo ronco proveniente do propulsor V12. 



E, aqui, o compacto da corrida, em que Piquet mostra para Mansell que ele ficaria na frente na última corrida da temporada. Note-se, narração de Cléber Machado. 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A favor, pela primeira vez

Eu poderia dizer que nasci e, desde então, torci por Ayrton Senna. Em seguida, após a morte do piloto brasileiro, passei a torcer contra Schumacher. Torci para Damon Hill, porque ele era contra o alemão; Villeneuve, idem; os únicos que me despertaram uma torcida autônoma a favor, quer dizer, não só por serem antagonistas de Schumacher foram Häkkinen, Barrichello e, recentemente, Vettel. O resto, só reflexos de minha torcida contra o Sapateiro. 
De um jeito torto, acompanhei a carreira toda de Schumacher na F-1, e de modo sempre muito apaixonado - Schumacher era tudo o que eu não gostava em um piloto. Hoje, o distanciamento "histórico" me faz ver mais que eu via há alguns anos, mas, ainda tenho muitas reservas.
Por ser um ponto de referência desde meus tempos de menino, o acidente de ski do indestrutível Schumacher - o cara que ganhou uma corrida de F-1 no dia em que sua mãe morreu - foi muito triste. Torço por sua recuperação com muito mais força que torci ao longo de toda vida para que ele não ganhasse uma ou outra corrida. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Um ano de poucas palavras

Lembro-me do dia em que percebi que as coisas não estavam mais no lugar certo. Era para ser, aliás, uma ocasião especial, pois íamos a um concerto de uma das bandas que mais gosto. Vê-los tocar, para mim, é quase como ver os Beatles. Quer dizer, claro que gosto mais dos Beatles e de suas músicas, mas acompanho a outra banda desde adolescente, aprendi a executar várias canções, mesmo que elas durassem 20 minutos, e elas significam muito para mim.
Eu assisti o show e me diverti, mas quis ir embora. Mesmo diante dos Beatles da pós-modernidade, eu quis ir embora para casa. Na época, coloquei a culpa em uma das nossas companhias. Hoje, não tenho dúvidas de que a culpa era minha mesmo. Eu é que estava estragado.
Então, decidi crer que estávamos vivenciando a falência da civilização ocidental e que a popularização do MMA seria um sinal claro disso: a pancadaria tornou-se parte do cotidiano e do entretenimento das pessoas. 
No último fim de semana, recebemos a visita de um sujeito incrível, com sensibilidade ímpar, que fez observar que não é a falência da civilização, pois a civilização é assim mesmo. É assim mesmo, oras. Não há falência da civilização, mas falência da alma, o total descolamento entre um sujeito e sua sensibilidade. "Comigo me desavim", diria Sá de Miranda. 
Por isso, não escrevo mais. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Um fio de cabelo

Sempre que encontro cabelo na comida, não me preocupo muito. Normalmente, trata-se de um dos meus próprios cabelos caídos. Assim, é melhor não fazer qualquer furdunço, pois é culpa exclusiva da vítima. Não foi o caso, entretanto. O anúncio foi feito ao gerente de forma polida:

"Não vou deixar de ser cliente, mas é bom que se registre. Olha aqui, o cabelo". 
"Eu agradeço. Todos os funcionários usam a toquinha, mas, com os clientes passando pela pista, sempre pode acontecer de cair alguma coisa. Quer se servir de novo?"
"Não, não, estou satisfeita". 
"Pegue uma sobremesa. Não quer?"
"Não, não, obrigada". 

Saímos em direção à rua, sem tomar café. Caminhamos em direção ao Largo São Francisco, tendo de esperar o semáforo para conseguirmos atravessar. Interessante que, agora, os semáforos para pedestres apenas piscam o verde e já voltam a sinalizar em vermelho sem dar tempo de chegar ao outro lado da rua, fazendo todo mundo sair correndo da frente dos carros. Tudo em nome do aumento do bem estar. 
Caminhamos margeando a Faculdade de Direito pela rua Cristóvão Colombo, observando como a cidade estava triste e sem cores, a ponto de ficar ela própria sem sentido. O assunto foi se dissipando conforme nos aproximávamos da Riachuelo. Ao atravessá-la, já no meio do caminho entre as duas calçadas, fazia uma imitação do Mr. Sheffield no The Nanny quando um estrondo nos fez voltar a cabeça. Só fui entender do que se tratava quando vi a moto e a pessoa que a guiava voando em minha direção. Fiquei parado entre a rua e o meio-fio, sem reação. Pensei que a motocicleta iria me acertar e julguei que poderia pará-la com as mãos - uma ideia estúpida que, felizmente, não levei a efeito. 
A roda traseira parou a um fio de cabelo dos meus pés. Estávamos todos bem, exceto pelo susto e pelo motociclista que levou alguns segundos até retomar a consciência. Caminhei até ele, como se procurasse alguma coisa que não sei bem o que era e, então, puxei o celular para discar 192. O policial que estava a postos em frente ao Ministério Público veio correndo em nossa direção e chamou a ajuda por rádio, informando que era sério. 
Enquanto prestava atenção aos procedimentos, pensei que, por muito pouco, não fora um acidente maior. Por muito pouco, não nos envolvemos nele. Se tivéssemos comido 50 gramas a menos, talvez saíssemos do restaurante uma fração de segundo antes do que, de fato, deixamos, sem encontrar um fio de cabelo no prato e outro entre meus pés e a moto. 
Ainda perto do acidentado, ouvi-o balbuciar: "por que ele fez isso?". Eis uma pergunta que não pude responder. Coloquei a culpa na cidade, que anda muito triste e sem sentido.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ACONTECIMENTOS

Nestes intervalos em que a F1, mote do blog, fica em hibernação a gente também entra num vácuo.
Quebrado por posts interessantes como o último do chefe e suas lembranças inesquecíveis no mundo dos esportes. Melhor que eu. Minha lembrança inesquecível foi uma distensão muscular no primeiro chute em um aquecimento do primeiro jogo da nossa classe da química nos idos de sei lá quando.
Sim, eu nem sabia fazer um aquecimento decente.
Era o campeonato Interquímica. Joguei (pior que o normal) no sacrifício (como dizem) porque nosso time tinha um só reserva que não queria entrar nem sob ameaça de morte. Logo, todos queriam torcer meu pescoço. E, não adiantava dizer que não conseguia chutar com a perna esquerda (sou canhoto de perna, ha ha). Só consegui sair do time no último jogo porque nem andar era mais possível.
Enfim, resolvi sentar e batucar o teclado porque algumas coisas aconteceram.
Entramos em 2014. Existem algumas lendas na família nos janeiros em que passamos férias juntos.
Uma delas é o fato do motorista (eu) perder o rumo nas estradas do Brasil-sil-sil. Apesar de toda a tecnologia e placas disponíveis. Eu não me perco. Só quero desbravar novos caminhos.
Outra coisa é meu interesse pela desgraça do momento. Enchentes, buracos do metrô, assassinatos midiáticos e coisas do gênero.
Pelo visto, neste ano o tema vai ser o acidente do Shushu.
Espero, e sou sincero, que ele se recupere e volte a esquiar. Mesmo que fora da trilha oficial.
Sim, ele se acidentou fora da pista demarcada por algum motivo. Conhecia o local, sabia do perigo e correu o risco.
Quem viveu a maior parte da vida colocando a vida em jogo por adrenalina não abandona o desafio de hora para outra.
Assisti um documentário sobre o jogador Sócrates onde Zico diz que o atleta tem que se preparar para qando parar de praticar esporte. Iniciar outra atividade. Caso contrário, começa a viver do passado ficando vulnerável à depressão.
Shushu, aparentemente, ficou de saco cheio das politicagens da F1 e parou repentinamente. Ainda disse que parou para ajudar seu "irmão" Massinha de modelar dando a entender que, caso contrário, o piloto brasileiro nunca seria protagonista. Diga-se de passagem que o piloto alemão foi o maior beneficiário das sacanagens que permeiam o meio.
Correu de moto, caiu, machucou o pescoço. Não voltou por causa desta lesão. Mas, voltou. E, foi o maior vexame.
Dava a impressão que corria de pijama.
Parou de novo.
No dia do acidente assisti uma reportagem onde ele aparecia num cavalo (!) fazendo estripulias (como diria minha avó). Estava com um colete protetor e tudo.
Foi o chefe do blog, lá em Vegas, que me deu a notícia do tombo na montanha.
Portanto, ele não havia sossegado.
Agora, vejo comentários dos mais variados. Ele é o maior gênio que o esporte já viu. Um babaca num site dos gigantes da mídia justificou as vigarices e até o apelido de Dick Vigarista (que não foi dado por um brasileiro, como ele deu a entender). Ou seja, esporte honesto é para os imbecis. Vamos sacanear e entrar para a história.
Agora, dizem que ele se acidentou porque foi ajudar uma menina perdida.
Um herói.
Uma babaquice devidamente desmentida pela sua assessora de imprensa. O que houve de fato é que ele ajudou a filha de seus amigos a levantar devido a um tombo normal de quem esquia. Nada relacionado com seu tombo.
Durma-se com um barulho destes.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A primeira

Quando era menino, jogava futebol e, parece, era um bom goleiro. Sofria, então, do mesmo problema que sofro hoje: lembro-me que, em determinados dias, aconteciam defesas incríveis, eu pulava de um lado para o outro e não passava nada; em outra ocasiões, eu estava inseguro e um frango ou outro era esperado. Mas, em um bom dia, eu era um bom goleiro.
Para provar, tenho uma medalha guardada no fundo da primeira gaveta do guarda-roupa em Ribeirão Preto. Ela está dentro de uma embalagem azul que abrigou um relógio que ganhei naquela época.
Acho que o ano era 1996 e fui convocado pela esquadra da 4ª série A para pegar no gol no campeonato interclasse. Se não me falha a memória, éramos o segundo time da sala, o time "das sobras". Mas era um bom time. Claro que não teríamos chance contra a temida 4ª B: havia repetentes mais velhos, enormes e violentos. Como se isso não bastasse, jogavam no time infantil do Botafogo de Ribeirão, o que reduzia os confrontos com os demais times a mera formalidade até que chegassem ao título. 
De algum modo, nós chegamos à final do campeonato. Como não poderia deixar de ser, a partida seria  a contra a 4ª B. No entanto, para surpresa geral, os meninos que jogavam no Botafogo não apareceram na final, justamente porque tinham um jogo pelo pantera. Por essa razão, tínhamos uma chance de levar o caneco. Como goleiro, eu poderia estragar tudo - e quase o fiz, de fato. Primeiro chute a gol e não sei por quê diabos caí para o lado contrário da bola, jurando que ela havia desviado em alguma coisa.

"A bola desviou!" - bradei.
"Não começa, não, hein, goleiro!" - foi a bronca.

Tremendo como uma vara verde, fui me recompondo ao longo do jogo. Fiquei confiante de vez ao defender um penalti no final do primeiro tempo. Depois disso, a coisa entrou nos eixos. Havia uma série de cobranças diretas para o gol, como se fossem lances-livres do basquete. Aparentemente, era - ou é - alguma regra do futebol de quadra. Defendi todos! A certa altura, o cobrador oficial da 4ª B olhou bem para mim, após uma dessas defesas, e vociferou:

"Goleiro filho da puta".

Tive certeza, então, que estava indo bem.
Vencemos o jogo e o campeonato. Nunca vou esquecer aquela sensação muito gostosa e particular das competições esportivas. Tudo continuava igual, no dia seguinte teríamos aula, tínhamos de ir para casa fazer a lição, mas, naquele momento, estávamos felizes, batemos a 4ª B e nada tiraria aquilo de nós.
Aguardei meus pais chegarem do trabalho com a medalhinha no peito, todo orgulhoso. Para comemorar, fomos à lanchonete "Da Hora" que ficava do lado de casa. Meu pai tirou fotos minhas com o uniforme de goleiro e a medalha. Ainda hoje, remexo a gaveta para ver de novo aquela medalha.
Esta foi minha única conquista esportiva, embora eu sempre tenha praticado esportes. Como dito, o problema sempre foi a confiança e eu não me arrisquei mais em competições. No ano seguinte a este, fiz um teste para o time da escola e, como era um teste, com pessoas olhando, não consegui segurar nada e recebi a sentença:

"É, baixim... assim não vai dar".

Foi o fim da minha carreira de atleta. Parece que é verdade ser o menino o pai do homem, mas na exata medida em que o homem é o produto das potencialidades esquecidas do menino. Ou que o homem é o menino amedrontado.
Enfim, julguei que aquele torneio interclasse seria, para o resto da minha vida, o único sabor de vitória esportiva. Seria isso mesmo se, agora, depois de velho, não tivesse voltado ao mundo das competições. Meu sonho de menino era correr de kart e, hoje, posso fazer isso. Desde o início de 2012, eu e meu companheiro de equipe sueco passamos a correr uma vez por mês, pelo menos. Competimos em baterias abertas de outros kartistas amadores de forma honesta, sem violentar os demais e, com isso, fomos melhorando. Chegamos a fazer uma dobradinha, com o sueco na frente e eu em segundo, houve alguns pódiuns para um e para outro e a briga sempre foi muito acirrada. Até que chegou o dia 30 de agosto de 2013.
Tínhamos uma bateria agendada para 21h30 no Kartódromo da Granja Viana. Em razão de uma manifestação no Rodoanel, levamos duas horas e meia para chegar em Cotia e, claro, perdemos a bateria. Inscrevemo-nos em outra, às 23h30.
Sentei no kart ansioso como de costume. Olhei ao redor e me julguei mais lento que metade do grid. Lembrando-me de que estava ali apenas para brincar e me divertir, parti para qualificação. Acho que fiz o quarto melhor tempo, atrás do sueco que se classificou em terceiro. No entanto, dois pilotos mais experientes,  por qualquer razão que desconheço, optaram por sair do fundo pelotão, o que me fez largar na segunda colocação. Sueco na pole-position, eu ao seu lado na primeira fila. Quando alinhamos, estava um pouco aflito, lembrando de outras ocasiões em que fui derrotado por ele mesmo estando mais rápido na pista. Tinha, naquele dia, uma boa chance de vencer, mas, para isso, teria de superar meu grande amigo. Como fazer isso? 
Dada a largada, mesmo saindo pelo lado de fora e tendo de percorrer uma trajetória maior até à primeira curva, superei o pole-position e abri uma considerável vantagem na primeira volta. Contornar a primeira curva na frente é uma sensação bastante interessante, que te faz querer forçar tudo para ir mais e mais rápido. E assim fui, da primeira à última volta, procurando intensamente melhorar os tempos de volta.
Senti a liderança ameaçada ao longo de toda corrida. Havia muitos retardatários e, sempre que olhava para trás, havia algum kart próximo, de modo que não conseguia identificar se aquele era ou não o segundo colocado. Apenas quando recebi impressa a classificação final, notei que terminei a prova mais de vinte segundos à frente dos demais e que tinha sido dominante naquela noite. Os pilotos que saíram do fundo do grid chegaram em terceiro e quarto, virando tempos parecidos com os meus. 
Foi a primeira vitória no kartismo amador. Vale alguma coisa? Não, claro que não; significa que sou bom piloto? Muito menos! Mas tem um gostinho tão bom quanto um pint de Old Speckled e posso, com isso, beirando os trinta anos, voltar à meninice das brincadeiras e dos sonhos que se tornam verdade.  

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

MÁFIA EM AÇÃO

O vídeo circula pela internet.
Mamã mafiosa Ferrari sacaneia e testa, irregularmente, o novo motor turbo para 2014.
Instalaram o dito num carro esporte. Conhecendo as práticas da F1, vai ficar o dito pelo não dito.
E se fosse outro time?

sábado, 30 de novembro de 2013

LAMBÃO EM INTERLAGOS

Sempre dizem, nas transmissões, que os pilotos tem pouquíssima visão externa quando estão mandando ver na pista.
Capacete, cockpit apertado e, hoje em dia, as laterais altas. Fora a miopia e coisas afins.
Temos também as condições de pista: chuva, poeira, fumaça, poluição, mulheres nuas à beira da pista, a novela passando no telão, aclives, descidas e tudo o mais.
Agora, no GP de Interlagos de 2013, massinha de modelar demonstrou uma, digamos, falta de atenção.
Cometeu uma senhora barbeiragem, passando por onde não deveria, porque não prestou atenção no quadro de avisos.
Por esta, leva o leitão da última quermesse do ano.
Quem conhece Interlagos sabe que ele estava numa leve subida com visão deslumbrante da pista.
Não tem desculpa e a mãe do fiscal também não.
Se a ordem de não "invadir" a faixa quadriculada é bobagem ou não, deveria ser discutida antes da corrida. Se alinhou e largou sabia, ou deveria saber, que era proibido fazer o que fez.


Dona Globo mostrou o quadro de avisos. Tava lá, desenhado, aqui não pode.

domingo, 24 de novembro de 2013

LAMBÃO MOLHADO

Final da Prática 2 em Interlagos. Sábadão com chuva e a pista estranha. Mezzo rápida, mezzo calabreza.
Todos tentando melhorar e nosso desempregado Chapolin Perez fez o que fez.
Cometeu um erro primário para quem anda no molhado. Acelerou na hora errada quando estava passando por cima da pobre zebra.
Para quem tem uma jamanta de alfacinhas e algum talento a ser aflorado foi um erro que pesa na hora da escolha por parte de alguma equipe. Afinal, temos vários pilotos com din din no saco e equipes precisando de din din no saco.
Desconfio que Chapolin vai amargar, como ele mesmo diz, um ano sabático.
Por enquanto, leva o leitão molhado do início da quermesse.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

QUEM TEM MEDO DE ANDORINHAS FECHE OS OLHOS E CURTA A MÚSICA!

 O título fala tudo.


PRATICE 2 = POESIA

Mar(ússia)!

Seguuuuuuuura peon!!!!!!!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

OLHA A MULTA!

Coloca o cinto, rapá!

ÊITA!

LAMBÃO EM AUSTCHIM

No último GP de F1, lá em Austchim naquele Estado grande e bobo daquele país grande e bobo, não tivemos uma eleição normal para nosso leitão engordurado de fim de quermesse.
A corrida foi previsível e o acidente em questão ficou meio que perdido em relação ao(s) autor(es).
Aparentemente Pastor sem ovelhas passou a mão na bunda do Adriano que sem sutileza foi parar no gradil.
Ai entram nossos vencedores.
Notem que o carro parou numa dessas entradas/saídas que o pessoal do apoio usa para limpar lambanças de todo gênero.
Ou seja, bastava dar um jeito de enfiar o carro neste, digamos, buraco.
Mas, estamos naquele país grande e bobo.
Eles adoram bandeira amarela. Qualquer pum estranho e lá vem o carro madrinha.
Tá certo que é a F1 e, teoricamente, essas práticas não se aplicam.
De qualquer modo levaram uma eternidade e notem na foto que até um caminhão guincho entrou na parada.
Para levar um carro batido numa distância de uns vinte metros só faltou chamar o Osama Obama Oxalá.
Levam o leitão a ser dilacerado entre os lambões.

loucos para colocar o carro sobre o caminhão e dar uma volta pela pista

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CRESCENDO!

Não sei se o piloto cresceu ou se o carro encolheu!

CONGESTIONAMENTO

Quem disse que Rib's não tem congestionamento?

notem a "linda" torre de energia

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ATUALIZANDO

Com o campeonato deste ano decidido o que nos entretém neste final de temporada é a chamada dança das cadeiras, ou, mais especificamente a dança dos cockpits. 
Vamos começar com Pastor sem ovelhas que anda brigando com a dona Williams. O engraçado é que a equipe vive esquecendo as porcas de alguma roda daquela porcaria que chamam de carro de corridas. Penso que é proposital. Só para sacanear o cara.
No meio do campeonato andou atrás de seu "companheiro" de equipe o Valério sentaBotas e ficou de bico no cantinho.
Como tem um belo (e faceiro) patrocinador resolveu procurar novos ares.
E, se deu mal. 
Iria para a Lotus (essa, não aquela) carregando sua jamanta de alfacinhas. O problema é que a Lotus (essa, não aquela) arrumou um novo patrocinador, e o mel virou um enxame de zabêias. O pessoal quer como piloto o incrível Hulck que não tem din-din mas, tem talento maior que Pastor sem ovelhas.
Então, temos um piloto sem equipe e com muita grana. E, muitas equipes sem grana loucas por um piloto desse quilate. Mesmo que seja um maluco de primeira volta.
Pastor sem ovelhas não ficará desamparado, comcerteza diria Rubim.

"sou lindo e rico"
E por falar em Rubim, comcerteza ele é um cara que não se manca. Está fora da F1 faz certo tempo e vive nas bocas tentando um lugarzinho qualquer. E, cá entre nós, perdeu um título porque não sabia largar bem. O mesmo problema que Uéber enfrenta. Quando o Tico grita "Vai" o Teco vacila.
Mas, Rubim comcerteza não desiste e sopram ventos com notícias que estaria negociando com a Lotus (essa, não aquela) para pilotar o carro em Interlagos. Como uma espécie de despedida. Sei lá

"posso comcerteza pilotar o carro madrinha!"
Mais um que fica sem emprego é o Chapolin Perez.
Dos malucos de primeira volta ele é o único que não evoluiu. Tá certo que Pastor sem ovelhas nem carro tem, mas, Chapolin ficou célebre por jogar o carro para cima de Butão, seu "companheiro" de equipe, em várias provas. O cara é um perigo ambulante. Não negocia ultrapassagens e tem a inconstância como marca.
É outro com uma carreta de alfacinhas à procura de abrigo.

não adianta ter pose sem conteúdo
Por fim, nosso massinha de modelar. Berne Aquistone declarou que o Brasil-sil-sil não poderia ficar sem um representante no grid. Rubim comcerteza deu um pulo na poltrona.
Massinha de modelar disse que se não arrumasse uma equipe decente iria para casa. 
Engoliu um belo sapo porque assinou com a Williams que, hoje em dia, vive das glórias passadas. Ninguém garante que a equipe vá sair do lodaçal em que se meteu. Porém, os ufanistas de plantão vão continuar maltratando nossos ouvidos.

É mano. Sobrou a Williams

terça-feira, 12 de novembro de 2013

ASA MÓVEL

Não estamos falado da asa traseira e sim da asa dianteira da Ferrari.
Sei que parece pegação no pé (e é) da equipe mais desonesta (principalmente com seu segundo piloto) da F1.
Um tempo atrás criou-se uma celeuma porque, supostamente, os carros da  Red Bull abaixavam o nariz.
Eram de borracha, diziam.
Pelo que entendi nem estariam fora do regulamento que nada fala sobre bico de borracha.
Enfim, na corrida passada vimos estas imagens em câmera lenta e nosso novo comentarista rubim fez umas explanações e comcerteza não falou que o chacoalhar da asa dianteira cheirava mal.
Em todo caso comcerteza cheira mal.

ACREDITE SE QUISER

Depois daquela saída dos boxes feito uma mula alucinada, Don Mimadon botou para quebrar e acabou em quinto lugar. Tá certo que Mamã Ferrari ferrou Massinha de modelar que, até então, estava andando na frente de seu "companheiro" de equipe e ganhou pneus equivocados na sua parada de boxes.
Para completar Mimadon fez a melhor volta da corrida. 
Terminado o GP a imagem abaixo vem surpreender (ou não) quem acompanhou a corrida.
Quem machucou as costas naquele pulo na saída dos boxes não faz o que Mimadon fez.
Estava cheirando mais um mimimi do espanhol.
Na verdade, li em algum lugar que ele não participaria do GP de Austin por conta desta novelita.
Ou seja, está tão desanimado vendo sua carreira escorrer e um alemãozinho bater todos os recordes que seria melhor ficar em casa.
Mas, já levou uma chamada de Mamã Ferrari e declarou que participa sim. E, vai se esforçar 120 por cento.



"una enfermera pelamó!"

BUBU DADÁ

Faz alguns séculos que ocorreu o GP de Bubu Dadá lá nas incríveis areias de Não Sei Onde.
Sei que nesta terra correm rios de ouro (na forma de petróleo) e os caras gastam uma enormidade brincando de gostar de F1.
Bom, pingando um comentário, catei este vídeo no Tubonocê.
Don Mimadon saí furioso dos boxes, tem um corpo a corpo com Berne, saiu da pista e passou o concorrente. O regulamento não permite ultrapassagens deste tipo mas, tratava-se de Don Mimadon. Então, Berne teve sorte em escapar sem punição porque jogou o pobre chiliquento para fora da pista.
Tudo bem. Só que o regulamento também diz que aquele que sai dos boxes deve manter cautela e dar preferência para quem está ralando na pista.
Mas, tratamos de Don Mimadon ......

sábado, 2 de novembro de 2013

PEQUENA LAMBANÇA

Hamilton nunca foi unanimidade entre os tecladistas deste blog. 
Nos últimos tempos vem dando algumas declarações que poderiam ser evitadas. Chefe do blog já escreveu sobre isso.
Minha admiração diminuiu quando passou a fazer parte da equipe da Dona Mercedes e apadrinhado de Rose Bráu, o homem do dedo podre.
Ainda assim, se bobear (a equipe e ele) come poeira de Roseberg.
Se olharmos o grid de largada veremos que não sai em posição ruim. Quarto lugar ficou de bom tamanho para ele.
Na última volta lançada nosso alvo saiu a pista e declarou que algo aconteceu no carro.
Comentei com o chefe do blog que poderia ter acontecido algum dano uma vez que ele havia atropelado uma zebra anteriormente.
Tudo bem. Pode ser, como pode não ser.
Mas, que foi uma pequena lambança, foi.
Ele e nosso don Mimadon andam cabisbaixos porque um alemão faminto por estatísticas não dá trégua para os adversários. Quer ir longe.
No vídeo a rodada de Hamilton.
Engraçado a punição de Vodkanem. Parece que no contrato entre ele e a Lotus, essa, não aquela, há uma previsão de zilhões de alfacinhas para cada ponto conquistado. Então, hoje deram um carro melhor para ele, porém, bichado.
Punido vai largar de Tóquio.
Se fizer pontos, vai mostrar o dedo do meio para o povo de sua equipe.



O grid de largada. Aposto que Uéber vai largar como de costume e Vetor vai sumir no horizonte.

1) Mark Webber (AUS/RBR) 1m39s957
2) Sebastian Vettel (ALE/RBR) 1m40s075 +0s118
3) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1m40s419 +0s462
4) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1m40s501 +0s544
5) Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) 1m40s576 +0s619
6) Romain Grosjean (FRA/Lotus) 1m40s997 +1s040
7) Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1m41s015 +1s058
8) Sergio Pérez (MEX/McLaren) 1m41s068 +1s111
9) Daniel Ricciardo (AUS/STR) 1m41s111 +1s154
10) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1m41s093
11) Paul di Resta (ESC/Force India) 1m41s133
12) Jenson Button (ING/McLaren) 1m41s200
13) Jean-Eric Vergne (FRA/STR) 1m41s279
14) Pastor Maldonado (VEN/Williams) 1m41s395
15) Valtteri Bottas (FIN/Williams) 1m41s447
16) Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber) 1m41s999
17) Adrian Sutil (ALE/Force India)1m42s051
18) Giedo van der Garde (HOL/Caterham) 1m43s252
19) Charles Pic (FRA/Caterham) 1m43s528
20) Max Chilton (ING/Marussia) 1m44s198
21) Jules Bianchi (FRA/Marussia) 1m43s398*
Desclassificado:
22) Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) 1m40s542 +0s585**