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terça-feira, 5 de abril de 2011

Café

A subida dos boxes, em Interlagos, onde ocorreu no último domingo o acidente fatal de Gustavo Sondermann é, realmente, palco de sérias pancadas. Não é difícil lembrar do acidente de Sperafico e batida que interrompeu o GP do Brasil de Formula 1 em 2003, envolvendo Webber e Alonso.
No entanto, "puxando" da memória, há pelo menos mais episódios recentes em que ocorreram acidentes feios naquele ponto.
Lá em 1999, o francês Stephane Sarrazin fazia aquele que seria seu único fim de semana a bordo de um carro de F-1, justamente no GP do Brasil. E sua única corrida na categoria terminaria na saída do Café, com um bela estampada e trocentos giros em cima do eixo:



Nada de mais grave com o piloto, e ele corre até hoje de Rally.
Outro acidente no mesmo ponto ocorreu em 2006, com Nico Rosberg, piloto da Williams naquele tempo. Ele e seu companheiro de equipe na época, Mark Webber, se estranharam na Descida do Lago. O alemão subiu com o carro já avariado e a pancada foi inevitável:



Em todos os acidentes mencionados, os carros voltaram para a pista, felizmente, sem consequências mais graves, exceto no caso de Sperafico, como já se sabe.
Interlagos é uma pista fantástica como é. Mas, em vista do histórico de acidentes, é inevitável que se repense a subida dos boxes para que se evite que mais pessoas percam a vida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

De novo?

Triste pensar que, novamente, um piloto da Stock Car vem a falecer após uma batida na curva do Café. Desta vez, a vítima foi o piloto da Copa Montana Gustavo Sondermann.
Há 4 anos, foi Rafael Sperafico, em uma batida muito parecida com a de Sondermann.
Coincidência? Fatalidade? Há culpados? Claro que há. Se em 2007 ocorreu um acidente fatal e em 2011 outro, na mesma categoria, no mesmo ponto do circuito, quase do mesmo jeito, é porque não se fez nada a respeito da segurança dos pilotos, nem por parte da administração do autódromo, nem por parte de quem organiza a referida categoria.
Soluções serão propostas, culpados serão encontrados (ou não). Eu não acompanho a Stock Car brasileira de perto. Na verdade, nem de perto e nem de longe. Mas, de todo modo, não posso deixar de me sentir um pouco imbecil por ser entusiasta de um esporte que mata.