quinta-feira, 25 de maio de 2017

Lambão apócrifo (e atrasado) do GP da Espanha

Dona Gertrudes ignorou todos os procedimentos burocrático-corporativos estabelecidos pelo F-1 Literária Media Corporation e veio direto até mim: 
"Teu pai não te deu o recado?" 
"Sim, sim, o Galvão esqueceu completamente das Force India, da corrida espetacular do Wherlein - com uma parada só, diga-se de passagem..."
"Claro que não, moleque imbecil!"
O recado, na verdade, era que, por ter sido a corrida no dias mães, Dona Gertrudes havia sido agraciada com um leitão extra, que deveria ser entregue ao menino. 
"Que menino, Dona Gertrudes?"
"O menino, o lituano, que é grosso igual ao pai. Não gosto dele!". 
Dona Gertrudes referia-se ao holandês Max Verstappen. Tentei argumentar: 
"Mas ninguém pode ser punido por empurrar um carro de volta para a pista, Dona Gertrudes". 
A resposta foi simples: "não gosto dele". 
A equipe de analistas técnicos do blog foi convocada para uma reunião de emergência a fim de analisar o pleito de nossa colaboradora. Reproduzo, a seguir, a nota informando o parecer final: 

O Conselho Técnico Deliberativo do F-1 Literária Media Corporation, após detida análise dos fatos ocorridos no último dia 14 de maio, na curva 01 (um) do Circuito de Montmeló, Catalunya, Espanha, após a largada do Formula 1 Gran Premio de España Pirelli 2017, concluiu o seguinte: 

1. Não há atribuição de culpa pelo acidente que tirou do certame os pilotos Max Verstappen e Kimi Raikkönen; três carros dividiram a curva e, certamente, daria merda, como deu; 

2. Esquentadinho, o piloto da Red Bull preocupou-se em levantar a mãozinha do volante para reclamar de Raikkönen em vez de frear seu bólido ou direcioná-lo para a área de escape, empurrando, consequentemente, o rival de volta para pista; 

3. Com isso, embora não haja previsão específica no regulamento sobre "forçar carro para dentro - e não para fora - da pista", considerou-se Verstappinho culpado pelo incidente, atribuindo-se-lhe o leitão apócrifo da Dona Gertrudes.

Restou inconcluso, contudo, em vista de trocentos carros vindo atrás de outros dois quebrados semi-estacionados no traçado, como o rebosteio não foi maior. 

CONSELHO TÉCNICO DELIBERATIVO 
F1 LITERÁRIA MEDIA CORPORATION 

Todo este trâmite acabou tomando mais tempo do que gostaríamos e, por isso, o leitão só sai agora, às portas do GP de Mônaco. Dona Gertrudes não está feliz, pois terá trabalho dobrado no final de semana. Suspeita ela, inclusive, que Stroll fará tanta lambança no principado que levará uns dois três suínos de uma vez. 


terça-feira, 23 de maio de 2017

POR QUEM OS SINOS TORCEM

Não gostamos do jeito de ser de Mimadon (vulgo Fernando Alonso).
Mas, claro que reconhecemos nele um piloto fora de série.
No último domingo não conseguimos assistir à classificação para as 500 milhas de Indianápolis arrastados que fomos para um cinema.
No entanto, algo dizia que o espanhol iria largar em uma boa posição pelos treinos anteriores e pelo fato de ter passado em quarto no dia anterior dando a chance de disputar a pole no domingo.
No domingo surpreendeu conseguindo um quinto lugar com um carro Andretti e motor Honda. É certo que dois de seus colegas de equipe vão largar à sua frente. Alexander Rossi e (vejam só!) Takuma Sato.
Lembrando que seu carro não tem nada de McLaren. 
E, no próximo domingo vamos esperar com ansiedade a corrida e, sim, este lado do blog vai torcer para Mimadon.
Ah. No mesmo domingo vamos ter o GP de Mônaco de F1. Hamitão vai levar o caneco. Anotem aí.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

À TOA NA VIDA

Recentemente Felipe Nariz deu uma entrevista dizendo que vai voltar ao mundo da F1 em 2018 por uma boa equipe. 
Ele submergiu depois que foi defenestrado da equipe Sauber. Surge agora com uma declaração que dificilmente vai se concretizar. Cá entre nós, mais do que perder o patrocínio do BB (vulgo Banco do Brasil) o problema dele é a assessoria que é muito ruim. Estão mais para "aceçores".
Mas, (ó!) eis que surge declaração de nosso grande inspirador das segundas feiras pós-corrida.
Pastor sem ovelhas, idealizador do troféu Lambão, diz que não voltou para a categoria neste ano porque não quis. Diz que "se não estiver com uma boa sensação, se não tiver nenhuma garantia de fazer as coisas do jeito certo..." foi melhor não voltar. Por essas palavras penso que ele está fazendo alguma terapia que não está dando bons resultados.
Como Nariz, Pastor sem ovelhas está à toa na vida.
Gostaríamos imensamente de vê-lo de volta, nem que fosse em uma carroça, só para ter a diversão garantida. 
Quem sabe no ano que vem....

"Here's Pastor!"



"Sóóóóó...!"

quinta-feira, 18 de maio de 2017

LAMBÃO EM BARCELONA

Ah, os tempos bicudos. Vivemos num país onde tudo acontece menos a normalidade.
Bom, o blog tem que seguir em frente. Mesmo porque Dona Gertrudes já berrou pelo telefone cobrando o lambão. Disse também, num colóquio entrecortado por vários palavrões ("se o Aécio pode porque não eu?", ponderou) que tentou mudar o nome de empresa de suínos para "Carne Fraca" mas, a proposta não foi aprovada nem pelo conselho deliberativo da empresa. Ou seja, ela mesma. 
- Como assim?
 - Depois que passou a bebedeira concluí que era provocação demais. Ademais (ui, interjeição minha) minha garantia em Brasília está tendo o que "temer".
Enfim, escolhemos o lambão para que o leitão porcamente assado possa ser desovado.
Uma escolha óbvia por sinal.
Mimadon já reclamou dizendo que, na reta, os caras que estão atrás parecem estar em Saturno e num piscar de olhos estão na sua bunda (dele, bem entendido). Vimos que não é bem assim. Pelo menos o carro dele andou acompanhando a procissão lá em Barcelona. 
Mas, a observação parece calhar para a situação maldonadiana em que se meteu Stofado Vandormi.
Finalmente o pimpolho estava participando de uma corrida. Seu carro, que nasceu bichado, sempre é escolhido para as falhas das mais variadas.
No caso, a falha foi dele. Desceu a reta todo garboso e contornou a curva como se estivesse só no  universo. Só que não. Havia massinha de modelar a ultrapassá-lo. Aparentemente não viu o azarado (na segunda curva havia dado uma bundada no outro McLaren, estragando sua corrida) piloto brasileiro.
Resultado. Uma maldonadice digna do leitão porcamente assado de dona Gertrudes.





quarta-feira, 17 de maio de 2017

VELHO GAGÁ

Todo começo de transmissão da F1, com o Gavião da rede Bobo narrando, eu envio zap zap para o chefe do blog com os dizeres "galvão está gagá". Na verdade escrevo coisas piores.
Sinceramente penso que deveria se afastar da F1 uma vez que nem presta atenção no que acontece no mundo atual da categoria. Bobagens sempre disse em parceria com o Leme (outro que cansou). Graças às besteiras da dupla vou começar a procurar meios alternativos para acompanhar as corridas. Antigamente abaixava o som da TV e ouvia pela Jovem Pan e o velho barão. Hoje nem rádio temos. Mas, vou providenciar.
O que queria escrever sobre o dito, no entanto, está aqui no blog de Flavio Gomes que não é exatamente uma unanimidade do nosso blog.
Como dizem por aí, matou a pau. Percam um pouco de vosso tempo e leiam.


"Cumá?"


VARRENDO A VELHARIA


De vez em quando vemos Berne Aquistone em circuitos mundo afora. Dizem (cruzes!) que ele é amigo do puto Putin.
Reclama que foi colocado na geladeira tal e coisa. Todos dizem que a F1 chegou onde chegou por causa (e culpa) dele. Pode ter profissionalizado a coisa. Mas, exagerou ao elevar o deus dólar ao lugar mais alto do pódio em detrimento do esporte.
Parece que a atual F1 quer varrer a velharia do pódio.
O menino Thomas Danel foi o grande destaque da corrida de Barcelona. Chorou de cortar o coração com o abandono de Kiwi Vodkanem e vibrou com Sebastião Vetor.
Segundo o manda-chuva (mudou, ou continua assim?) Casei Casei (vulgo Chase Carey) a iniciativa de chamar o menino (e seus pais) para o padock foi da equipe Ferrari e não dos atuais mandões. Liberdade by Liberty.
Foi um toque mágico. Mais ou menos como a despedida, só que não, de massinha de modelar ano passado: por minutos ninguém queria saber da corrida em si.
Pena que a Ferrari não ganhou para alegrar de vez o menino. Mas, certamente vai ter lindas lembranças de Barcelona para o resto da vida.

"chora não..."

"o mundo é bom"

SOBRE O POST ABAIXO

Também sou fã de Rubem Fonseca. Não vou me atirar em razões porque certos gostos e encantos vem de alguns lugares, muitas vezes, escabrosos. Do coração, do estômago, das tripas. Pode haver, até mesmo, uma mistura de tudo. 
Escrever não é batucar as teclas, ou rabiscar palavras com lápis/caneta.
Um tempo atrás (lá em sampa) resolvi que seria jornalista e escritor ao mesmo tempo (quá, quá).
Enchia o rabo de cerveja e batucava a máquina de escrever portátil que véio Mero ganhou como descarte de seu serviço. Depois de alguns escritos resolvi que brigar com as teclas tortas estava atrapalhando minha concentração. No final concluí que não iria ser escritor porra nenhuma. Era ruim mesmo. Porém, fiquei com a cerveja.
Quando leio um livro a primeira coisa que admiro é a coerência da narração. Unir personagens, situações e enredo desde a primeira cena até a última não é tarefa fácil. 
E, mais árduo, prender a atenção do leitor. Rubem consegue, pelo menos no meu caso.
Não lembro agora mas, tem um conto (creio que o personagem Mandrake) em que fala-se sobre diversos instrumentos cortantes e a maneira como eles "induzem" a morte. Arrepiante.
Enfim, traçando um paralelo, sempre digo aos meninos que os Beatles são o ápice da música "ocidental". Reuniram diversos ingredientes, jogaram num enorme tacho e mudaram o mundo.
Até suas músicas ruins são boas. Nem liguei quando, recentemente, Keith Richard menosprezou a banda. Pura inveja.
Ôpa!
Chegamos ao ponto. Procurei Sergio Rodrigues no Google (esse instrumento satânico). Desculpem minha ignorância. Sei quem é Keith Richard. Não sabia quem é Sergio Rodrigues.
Sei que, quem nasceu para Sergio nunca chegará a ser Rubem. Por isso, tal qual o músico, vamos descer a lenha no inatingível. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Rubem Fonseca mudou meu modo de ver a literatura e a vida

Faz algumas semanas, foi lançada ao mercado a mais recente obra de Rubem Fonseca, intitulada "Calibre 22". Para brindar a chegada da coletânea de contos, a imprensa especializada publicou as suas críticas e uma delas chamou-me muito a atenção, a começar pelo título: "Rubem Fonseca parece encher obra com esboços tirados do lixo". Leia lá, depois me conta. 
Não conheço o crítico em questão e até fiquei curioso por ler alguma obra de ficção de sua autoria, mas preferi, no momento, ir atrás de adquirir o Calibre 22. Depois visitar diversas livrarias que não haviam recebido o título, uma senhorita teve a bondade de fazer vir do Rio de Janeiro um exemplar.
Li e gostei. Os contos estão longe de serem esboços tirados do lixo ou espelharem "gritante descaso autoral". Sim, muitos deles são constrangedores; alguns, podemos dizer, são efetivamente chatos. Deliberadamente chatos. Se Rubem Fonseca retrata a brutalidade do ambiente urbano, retrata também a sua falta de tempero, a sua mediocridade, a sua mesquinhez e, principalmente, os seus falseamentos; a literatura de Calibre 22 decorre precisamente destes elementos.  
O conto inaugural dá o tom do plano do livro. Trata-se de um sujeito endinheirado que finge ser psicanalista e, mesmo sem ter habilitação, torna-se "um dos melhores e mais caros da cidade". Há, também, a moça que estudou enfermagem, enojou-se ao ajudar pessoas idosas e, então, passa a prostituir-se tendo predominantemente idosos como clientes; a pretendente que, ao ficar nua, revela ser do sexo masculino. As histórias, todas em primeira pessoa, relatam as artimanhas, mais ou menos eficientes, que se encontram para justificar-se e encobrir-se a si próprio; relatam a mesmice e a chatice do cotidiano; passam o "problema do crer-ou-não-crer adiante".
Pode-se gostar ou não gostar, como de todos os outros livros do autor. Pode-se apelar para o clichê de que, "ah, o Rubem Fonseca, coitado, já foi tão bom e, agora, olha só que porcaria", como acontece todas as vezes que ele lança um livro novo. Mas não dá para dizer que o autor perdeu a fé na literatura; mais verossímil que tenha perdido a fé em todo o resto, pois, completando hoje 92 anos de vida, gozando da reputação de escritor consagrado, poderia, simplesmente, rodar por aí - como fazem muitos menininhos mimados - fazendo palestras e ganhando dinheiro para dizer obviedades sobre si mesmo; ou, quem sabe, poderia sentar-se em uma cadeira de praia no Leblon, tomando um sem número de caipirinhas; aos 92 anos, ele se importa tanto com a literatura que a continua. Parabéns. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

CAÇULINHA 171

Senta que lá vem história.
Como sabem nos idos 1970 muitos professores do curso de Química da USP em Rib's eram estrangeiros.
Como em todo ensino, época, curso e etc, existem os professores legais e os malas sem rodinhas. Como professor legal não aqueles que dão nota à toa mas, os que sabem ensinar o caminho por entre as pedras pontiagudas. 
Tínhamos naquela época várias malas e, algumas estrangeiras.
Um deles faz parte do time que marca prova no mesmo dia (e depois) que outro professor marcou. E, não muda só por pirraça.
Esse é daqueles que escolhiam alguns alunos (normalmente mauricinhos "cu de ferro") como modelos a serem seguidos. Ouvi, em certa ocasião, um professor dizer que ninguém tiraria nota maior que "eles". 
Dá para imaginar o tipo de babaca com quem lidávamos. Eu sofria de um agravante. Era tido como da "esquerda festiva". Não sei o que isso quer dizer. Nunca fui de esquerda. Mas, festivo sim.
Naquele tempo quem não era a favor da ditadura era comunista. Bem simples. Certa vez fui discutir nota com um desses babacas que, na falta de argumento pela nota baixa, me acusou de ser da "esquerda festiva". 
Um desses malas normalmente se deslocava para lá e para cá de moto. Era, seguramente, um dos únicos motociclistas de Rib's a usar capacete. Foi o que o salvou.
Quando este sujeito corrigia meus trabalhos visivelmente tentava baixar as notas pelo que "eu era".
Num fim de ano bateu uma clarividência e eu fui bem numa prova. Ele ficou embasbacado e sabia que eu não tinha colado de ninguém porque sempre sentava isolado nas provas. Mesmo assim eu precisaria, para alcançar a média, fazer uma prova substitutiva. 
Aí entra o capacete. Antes de decidir como seria a tal prova o cara caiu da moto, fechado por uma velhinha. Bateu o quengo na guia da calçada, arrebentou a clavícula, sofreu 'centas escoriações. Mas, não morreu.
O capacete partiu (deve ter comprado no Paraguai) deixando marcas no rosto e o olhão inchado.
Todo mundo pensou que ele iria dar nota para os necessitados porque não tinha condições físicas.
Qual o quê. Ressurgiu das cinzas e tal qual um zumbi chamou o pessoal sem-nota-para-passar e marcou sabatina. Não lembro de quantos. Mas, lá estava eu. Marcada a sabatina só restava encontrar vontade em estudar uma matéria que já havia sido exaustivamente escarafunchada.
No interregno marcou-se uma chopada. Para inaugurar o prédio da Química, que por fim iria sair do prédio do IML. Lógico, o prédio não estava pronto mas, motivo para chopada não faltava. 
O professor estropiado confirmou presença. Eu não poderia faltar. E agora? A chopada era na véspera da sabatina.
No dia/noite lá estava eu sorumbático no meio da festa. Todo mundo com copo na mão, o chopp descendo fácil. E, o "tio" de longe mirando este pobre coitado com um olho inchado e o outro brilhando de vontade em me pegar bebendo o líquido precioso. Pensei que se bebesse chopp estaria perdido. Seria uma falta digna de se levar um zero de ofício.
Então, aconteceu uma dessas coisas que só o famoso jeitinho brasileiro pode explicar. Não lembro quem. Mas, meus colegas pegaram uma garrafa de guaraná caçulinha, davam uma disfarçada, enchiam com chopp e entregavam para este pobre escriba. Eu bebia fazendo aquela cara de melancolia que só cachorro abandonado faz.
Certa altura da festa eu estava "feliz" e, para minha surpresa, lá veio o zumbi para meu lado. Disse que estava feliz em saber que eu era responsável o suficiente para não beber em véspera de prova. Eu pensando que ele deveria estar espantado com o número de caçulinhas consumido por mim.
Final da história: no dia seguinte lá estava eu, curtindo uma ressaca brava, e ele doidinho para me pegar no contrapé. Esqueci de dizer que ele fazia uso de uma bengala porque a perna não escapou de uma contusão. Lembro que, depois de uma outra pergunta teórica, lá foi o zumbi trôpego para a lousa.
Na prova que fui bem havia uma questão cabeluda que consumiu uma folha e meia. Ele colocou a questão na lousa e disse que finalmente iria descobrir se eu havia colado. Depois de um tempão destrinchei a pegadinha porque realmente havia resolvido na prova anterior. Sem cola (aliás, diga-se nunca colei).
Ele, visivelmente contrariado, nem deixou que saboreasse a vitória. Me dispensou dizendo que havia alcançado a média.
Fiquei feliz porque consegui conciliar uma bela chopada e o fato de (incrível mas, verdade) impedir que um professor se deleitasse com um fracasso, que seria, de resto, dele também. Afinal, quem é o mestre?

"A laranja."

terça-feira, 2 de maio de 2017

DESSA HAMILTON ESCAPOU

Uma das vantagens de Hamiltão não ter ido ao pódio foi escapar deste papo aranha com o puto Putin.
Pelo que entendi ele (puto Putin) não fala inglês e foi preciso um intérprete para a conversa esquisita.
Não fala inglês?
Então tá.

"vou mandar Kuajato para a Sibéria"

LAMBÃO EM SOCHI

Terminado o GP da Rússia, em Sochi, dona Gertrudes ligou dizendo que está ficando fácil escolher o lambão da corrida.
Realmente foi fácil.
O querido Romã da Granja foi o escolhido para levar o leitão porcamente assado de dona Gertrudes.
Sim, alguém vai dizer que a FIA considerou que não houve culpados e ninguém vai ser penalizado na próxima corrida devido ao acidente envolvendo Romã e Jóia Palmas.
Mas, existe algo no mundo do automobilismo que, muitas vezes, é ignorado pelos pilotos: o bom senso.
Lembram que Romã já foi considerado um maluco de primeira volta?
Pois é.
Na largada o bom senso deve prevalecer. Ninguém ganha corrida na primeira volta, ou curva, como no caso em análise.
Granja largou em último porque nem treinou no sábado. Vem sentando a borracha (expressão "anos de chumbo") na equipe que rebate dizendo "o outro carro não reclama". Aparentemente os carros da Rás (!) apresentam problemas de freios. Sei lá. Sei que ele é o Mimadon dos pequenos. Reclama até de gol a favor.
Enfim, o cara vem por detrás (êpa) e deveria ter cautela com as brigas na frente. Enfiar o carro por dentro, disputando a freada com outros dois carros, pode levar à merdança, como levou.
Diria que Romã da Granja lembrou os bons tempos em que a gente esperava maldonadices em geral na primeira volta.
Garantiu o leitão.




atropelando o quadrúpede quadriculado
Atualizado logo após o "enter" uma vez que o vídeo chupado do site oficial não "entrou" com o "enter".

segunda-feira, 1 de maio de 2017

"O BIGODE"

Impossível separar a imagem de Belchior de seu bigode. Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes.
Não vou falar de suas realizações artísticas porque estão aí para quem quiser ver/ouvir.
Mas, em 1976, já conhecido (Elis Regina gravou várias músicas dele) lançou o disco Alucinação com vários sucessos inesquecíveis.
Nesta época veio fazer um show no teatro de Arena em Rib's. O teatro em questão é pequeno com capacidade para 2.000 pessoas e encostado no irmão maior, o teatro Municipal.
Pois bem.
Fomos, eu e a rainha da mansão, então namorados, assistir o show do já renomado artista. Não entendemos o porque do espetáculo ocorrer num local pequeno e tratamos de chegar cedo para ocupar um bom lugar. 
Estávamos num dos primeiros lugares da fila fora do teatro. Havia uma certa tensão no ar porque, estamos no brasil e, sempre alguém precisando ser catequizado, tentava furar a fila.
Numa dessas chega um sujeito barbudo, cabeludo com cara de poucos amigos. Vai direto para o portão. Começa um tumulto com xingamentos, lançamentos de elogios à mãe do rapaz e tudo o mais.
O cabeludo esquisitão volta-se para a multidão e passa a gritar mais alto. Disse, entre vários palavrões, que tudo bem, não iria entrar mas, não haveria show. Em voz pastosa. Ou seja, o cara já estava "calibrado". E foi embora.
Conhecíamos Belchior de fotos (até do cartaz do show) e sabíamos que o nervosinho sem educação furador de filas não era o cantor. Eu, paranóico doidão, concluí que o cara era da repra (1976, meninos) e saiu para buscar reforços. Não percebemos quando alguém saiu do portão do teatro em busca do cabeludo perdido.
Abertos os portões a manada entra em busca de um bom lugar. Meia hora de atraso era normal naquela época. Mais uns quinze minutos e vislumbramos o cabeludo sem educação sendo conduzido escada abaixo tomando posição junto à mesa de som. Alguém foi resgatá-lo de algum bar porque entrou tropeçando em tudo quanto era degrau.
Sim, o sujeito era o técnico de som. Sem ele realmente não haveria show. 
Por sinal uma noite inesquecível. Cantou várias músicas que compõem a "parede da memória" do cenário musical brasileiro. 
Nesta semana partiu como devem partir os grandes. Ouvindo música clássica no fone de ouvido.

o cenário

o bigode

domingo, 30 de abril de 2017

ENCERRANDO A QUESTÃO

Na F-1 atual também os chefes de equipes e quetais gostam de aparecer fazendo caras e bocas.
Totó Lobão já virou meme com o soco na mesa pelo drible levado no GP da Austrália.
Hoje, no GP da Rússia era alegria sincera com a vitória de Valtteri Bottas. 
Tanto que declarou o desejo de pagar uma cerveja para massinha de modelar pela "ajuda" ao finlandês.
Encerrando a questão, portanto. Houve uma mãozinha amiga....

"para lembrar nossos tempos de Williams, áras!"

BLUE FLAG

Ano passado Vetor extravasava sua irritação (seja com o carro, com a pizza que chegava fria, ou com a macarronada sem molho branco) exigindo/cobrando a bandeira azul para os retardatários que, pensava ele, atrapalhavam sua corrida. Lógico que, nos tempos cibernéticos a choradeira (com razão ou não) virou meme. 



Na corrida de hoje, em Sochi, tudo é diferente. Vetor é líder do campeonato e, de bem com a vida. Vinha em segundo babando para cima do primeiro colocado, Botas, o amigo de Dora, a aventureira. Não acredito que passaria o finlandês. Mesmo porque chegou, de verdade, na abertura da última volta. Não creio que arriscaria uma manobra que poderia resultar em acidente. Mas, massinha de modelar, como visto no post anterior meio que "sem querer querendo" deu uma mãozinha ao ex-companheiro de equipe. Com isso foi "homenageado" na volta de desaceleração.



No cercadinho, após a corrida, o brasileiro se mostrou surpreso com a atitude e reclamações do piloto alemão. Aguardemos os próximos capítulos.

RECEITA PARA VENCER PELA PRIMEIRA VEZ

Em primeiro lugar mentalize a foto abaixo:



- segurando o peidinho constate que você é o único de branco na galera vremia no treino classificatório de sábado. Significa que o mimizento de seu companheiro largará em quarto, pelo menos.
-  No domingo, largue como se não houvesse amanhã. De terceiro para primeiro.
- Olhe no espelho e note que seu companheiro mimizento não está logo atrás. Ou seja, dona Mercedes não vai (pelo menos por enquanto) ordenar que abra caminho para o dito.
- Continue pisando fundo, fazendo força para não bocejar. Sim, a corrida está/foi chata.
- Na última volta conte com seu ex-companheiro de equipe, massinha de modelar, que, ao levar uma volta de Vetor, ficou meio que "saio da frente, não saio. Saio aqui, saio ali". O lemão foi obrigado a passar "sujando" os pneus e não conseguiu a aproximação. Talvez não passasse se não fosse o brasileiro. Mas, rendeu uma reclamação e o dedo do meio. 
- Cruze em primeiro e sorria como nunca dantes fotografado.
- Como todos dizem: a primeira a gente não esquece.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

PEDRÃO 38 ANOS DEPOIS

Hoje, 28 de abril o lado deste blog, masculino e feminino, foi manifestar-se "contra o que aí está" trinta e oito anos depois. Sim, meninos. Em 1979, ditadura militar, o lado masculino do blog participou de uma manifestação em frente ao Teatro Pedrão II (para os íntimos) contra a ditadura militar. Não foi a primeira participação, evidentemente. Outras tinham ocorrido e todas terminaram numa "alegre" olimpíada. Manifestantes versus a Repra. A gente corria na frente e a Repra sentava o pau atrás.
Nossa maior tristeza desde sempre é que a lógica Homeriana (de "seu" Homero) prevalece: mudam os canos e a merda é a mesma.
Este que vos tecla e a rainha da mansão aderiram ao chamamento cívico e, ideologias à parte (porque esta não existe no nível civilizado no brasil) fomos participar da manifestação do dia 28 de abril contra as reformas que levam o país de volta ao séc. 18.
Enfim, o que interessa ao blog é a divertida(?) vigilância paranóica deste que vos tecla aos milicos no entorno do Pedrão no dia de hoje. Nos velhos tempos, ao avistar um milico (ou alguém tido como "infiltrado", ou seja, civil com cara de "vendido" ) a gente já mapeava as rotas de fuga.
Loucão, hoje, eu vigiava os movimentos de quem (descobri no fim) fechavam o trânsito para a passagem de nossa civilizada passeata. Vai saber se não iriam bloquear nossa rota de fuga.
De qualquer maneira, minha vantagem sobre os meninos fardados é que conheço as ruas alternativas para uma eventual fuga. Ou seja, entrar em alguma loja de departamento e realizar compras, como um alienado qualquer, alimentando o imperialismo ianque.
O que nos levou às ruas hoje não diz respeito àqueles tempos de fim de curso da Química (1979).
Queríamos, naquela época,  respeito aos anseios para uma volta da democracia e o voto livre para presidência da república e a supressão dos atos que permitiam a prisão arbitrária de quem quer que fosse.
Hoje, infelizmente, a situação é outra mas, ainda, os direitos da população estão sempre para serem jogados ralo abaixo.
Quando, em passeata, vislumbrava as antigas fachadas (muitas sem grandes mudanças) das ruas dos tempos passados. Tristemente, constatei que aqueles tempos estão presentes. Toda aquela luta na esperança de um país melhor e (mais) consciente desaguou numa situação anacrônica onde bandidos mudam as leis para livrar-se de uma justiça que tudo faz para livrá-los da justiça.
Vindo para casa comentamos que mais do que a vontade de continuar a luta, existe o desânimo ante os ignorantes (e alguns burros mesmo) que acreditam no que é oferecido na hora do jantar em forma de jornal nacional.
Trinta e lá vai oito anos depois, estamos vivendo a mesma luta contra a vilipendiação de direitos básicos. 
Meninos, isto cansa. E, para aqueles que pensam em sair deste buraco sem fundo digo que vão em frente e nos levem junto. 
Cansei...

Ah, ah. Sim, do lado esquerdo o Pinguim 


terça-feira, 25 de abril de 2017

LARANJADA RADIOATIVA

Senta que lá vem história.
De volta aos velhos e etílicos tempos da Química anos 70.
Já disse que os laboratórios do curso ocupavam o prédio (sinistro por si) do IML de Rib's.
Tudo era mambembe, deprimente, velho e com equipamentos obsoletos.
Mas, era o que nos restava.
O prédio (xô vê se acho algo no google "vc está sendo beservado").
Não achei nada. Também, não procurei direito.
Enfim, o prédio (que ainda existe, não sei se ainda do IML) é quadrado com um pátio interno. 
Num dos laboratórios "operavam" dois professores de Inorgânica. Nem sei mais o que significa "inorgânica". 
Como o campus é relativamente distante da cidade, os mestres levavam alguma coisitas para comer durante a tarde. E, pasmem, usavam a mesma geladeira dos componentes químicos que eram armazenados em baixa temperatura, para guardar determinados alimentos.
Pode Arnaldo?
Não pode. Mas, assim era.
Dentre as coisitas os professores levavam havia uma jarra de laranjada. Que, era guardada na tal geladeira.
Vale dizer que o laboratório em tela não era utilizado para fins didáticos. Só para pesquisa. Nós, os pobres alunos, não tínhamos acesso a ele.
Só os dois professores e os funcionários que ajudavam na limpeza dos "bejetos" e até na "fazedura" de determinadas "poções".
Num belo dia um dos mestre percebe que a jarra de laranjada está mais vazia, ou menos cheia, que o normal. Inqueriu seu par que negou ingerir mais laranjada que o combinado.
Então, quem foi?
Tcham, tcham, tcham.
Interrogado o principal funcionário frequentador do laboratório negou de pés e mãos juntas/juntos ser o autor de tamanho crime lesa laranja.
E agora?
O funcionário era o maior suspeito. Pior, a jarra teimava em esvaziar no dia a dia desta vida laboratorial, mesmo após a descoberta da "evaporação".
Que fazer?
Um deles teve uma brilhante ideia.
Um a um os funcionários que frequentavam o laboratório foram chamados.
A eles foi exposta a situação. Alguém estava se deliciando com a jarra de laranjada.
Só que havia um enorme problema. A laranjada era radioativa. Havia uma pesquisa em curso que incluía laranjas radioativas. 
Ou seja, quem estivesse tomando a tal laranjada ficaria broxa para todo o sempre. Fora outros problemas como ficar brilhando no escuro. Imaginem o susto da sogra. Melhor não. Susto do filhinho querido.
Então, o suspeito número um se entregou. Chorando disse que o líquido era muito gostoso e não resistia. Não imaginava o risco que corria (rimou).
E agora?
Que fazer? Vou ficar broxa? Ontem a patroa reclamou....
Aqui entra a brasilidade da situação.
Os  professores, com ar grave, explicaram que já haviam conversado com ele, que negou tudo e que aquilo era inconcebível e etc, etc, etc.
Não acabou aí.
Disseram que ele, o funcionário, deveria tomar uma beberagem com a finalidade de reverter os efeitos da laranjada radioativa.
E, durante um tempo que não me recordo, deram um líquido à base de limão com outras substâncias "ardentes" para reverter a brochura do moço.
Além de, claro, questionamentos sobre o funcionamento do "júnior" que fez a alegria da turma durante várias chopadas.
Por essa e por outras, que, ao comprar suco de laranja leio com toda atenção o rótulo para ter certeza que não é produto do laboratório daqueles dois professores cheios de imaginação.







MENINOS DO ALTO

Não podemos esquecer o pódio em Báeunhein.





Em primeiro (para nossa alegria) Vetor, em segundo Hamiltão, e terceiro Botas, o amigo de Dora, a aventureira. Hamiltão está feliz porque a equipe passou a perna duas vezes em Botas. Além de tudo, dona Mercedes realizou uma estratégia de corrida para ferrar com o finlandês. Bom, nada disso interessava ao vencedor que, olhos nos olhos, marcava um encontro romântico com Luciano Huck (trepado num banquinho). 

LAMBÃO EM BAHRAIN

OU NUNCA É TARDE

O blog deste lado entrou em pseudo férias aproveitando o feriado.
Tem historinha que é recorrente entre os escribas do blog.
Quando entro em contato com o chefe digo com voz de véio Mero (ou seja, gutural) "o blog está abandonado".
Já percebi (snif) que quando o chefe dá o ar da graça o "ibope" sobe. Mas, o dito "abandonou" o blog.
Então, quando entro em recesso o blog fica ao seudeus dará.
Enfim, dona Gertrudes berrou no meu ouvido desde o final de semana da corrida de Báeunhein.
Nem adiantou dizer que cometi uma maldonadice em sampa batendo num fusca (véião) parado.
Na hora do sangue subir e da vontade de bater a cabeça no muro (no caso grade) nem pensei em reivindicar um leitão porcamente assado de dona Gertrudes.
Bom, maldonadices acontecem nas melhores famílias. Prejuízo no bolso e bola para frente.
Nossa cozinheira "fake" estava aflita porque o leitão estava pronto para o Sedex e o blog não indicava o lambão.
Imagino o cheiro agradável que exala da embalagem. Mesmo com os procedimentos "carne fraca".
Lógico que, muito fácil a escolha do lambão em Báeunhein.
O querido Carlinhos Sain Noção sai dos boxes alucinado e tenta algo digno de Pastor Sem Ovelhas. Passar por dentro da Williams de Lancei Troll.
Vejam no vídeo que a tentativa de ultrapassagem não tinha como ter sucesso. Seria bonito Carlinhos se desculpar dizendo que perdeu os óculos no pit lane e não avistou a brancura do carro da Williams.
O espanhol foi punido em três punições para o GP da terra do Putinho e saiu espalhando mimimis achando que a maldonadice foi coisa de corrida. Sinceramente.....
Mereceu o leitão porcamente assado e, nesta altura do campeonato, podre.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

500 VEZES ALONSO

Amanhecemos com várias bombas. Aquelas de Brasília sabemos como termina. Pizza e caroços de azeitonas jogados para debaixo do tapete.
A noticia que envolve o automobilismo e Fernando Alonso é uma jogada espetacular em termos de marketing.
Senão vejamos.
O espanhol vai disputar as 500 milhas de Indianápolis e não o GP de Mônaco de F-1 disputado ridiculamente no mesmo fim de semana. 
O que parece ser uma atitude desrespeitosa do piloto em relação à sua equipe é, em verdade, uma jogada sensacional da McLaren-Honda em termos de publicidade. Sim, publicidade. Já explico.
Mimadon vai correr pela equipe Andretti que utiliza motor Honda. E, vai ser pintado (o carro) de laranja. A equipe, pelo que li, vai ser McLaren-Honda-Andretti.
Com isso, o foco das atenções desvia do fracasso da equipe neste ano na F-1 . Como temos visto não é só o motor que anda falhando. O carro, segundo engenheiros da Honda, tem vibrações que ocasionam quebras e rupturas de circuitos elétricos. Mimadon abandonou na Austrália, como ex., por quebra de suspensão.
Já na Indycar os motores Honda vão bem, obrigado. São motores V-6 bi-turbo, diferentes das bombas usadas na F-1.
E, a equipe Andretti, comandada pelo ex-piloto braço duro, Michael não é uma Sauber qualquer.
Mesmo assim e considerando que o piloto espanhol não é nenhum iniciante temos que considerar que trata-se de circuito oval e carros andando colados com aquela situação de "ar sujo" para quem vem atrás. Mimadon vai ter aquele tratamento que a categoria norte-americana dispensa aos rookies (calouros). Começando com patinetes até chegar ao pé embaixo. Não sabemos até onde pode chegar Fernandito. Numa dessas andará bem. Acredito que dará uma bela panca. Sei lá. Mas, em termos de publicidade já levou o Oscar.
De qualquer maneira vai ser divertido. E, aqui no Brasil, vamos poder assistir as duas corridas por causa do fuso horário.


Como vemos acima a McLaren já correu em Indianápolis. No caso Johnny Rutherford em 1976.

terça-feira, 11 de abril de 2017

DE PEQUIM PARA SÉTIMO

Mad Max disse que "parecia que jogava videogame" na primeira volta do GP da China. Hamiltão disse que é preciso analisar o que o fraldento faz com pista úmida/molhada.
Não sei onde busca aderência. Mas, que é espetacular, é.
Tem muito de desprendimento e autoconfiança. Notem que a única ultrapassagem arriscada (verdadeiramente) é sobre Massinha de modelar, em 1;16.
Ainda busca o lado interno da retona. Mais suja e úmida. Imaginem o dito com uma Mercedes. 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

LAMBÃO DA CHINA

Aconteceu algo engraçado/horrível na madrugada de sábado para domingo aqui deste lado do blog.
Acompanhava a corrida comentando com o chefe do blog, via zap-zap, quando este avisa que está ficando sem bateria do lular, I-Pod, I-Pad, I-Paint, ou algo que o valha. Antes que pudesse tirar um sarro, um barulho ecoou noite adentro e o breu se instalou. Algum engraçadinho bateu num poste qualquer e lá se foi a energia. Fiquei sem assistir parte da corrida. A energia voltou na volta final. Ufa.
Na minha cabeça já tinha escolhido o lambão do GP da China. Seria Botas, o amigo de Dora, a aventureira que conseguiu rodar com o carro madrinha em cena. Trocou pneus e quando deveria tomar cuidado pela baixa velocidade acabou perpetrando uma maldonadice digna do leitão porcamente assado de dona Gertrudes. Mas, liguei para ela no domingo e ouvi um monte de berros contra a minha escolha. Em favor de Botas, o amigo de Dora, a aventureira até a cor de seus olhos.
Daí para gritar que eu estava protegendo o "italiano" não demorou um segundo. 
Mas, usou um belo argumento. Antonio "gigio" Giovinazzi tem TOC (transtorno obsessivo compulsivo).
Nos treinos de sábado bateu na entrada da reta do lado esquerdo. Na corrida bateu no mesmo lugar porém, do lado direito. Ou seja, enquanto não fechou o ciclo não desistiu.


Sábado.



Domingo


Por esta estranha obsessão que o leva à maldonodices  ganha o leitão encharcado de shoyu de dona Gertrudes.
Argumentei que shoyu não é da culinária chinesa mas, ela (aos berros, naturalmente) disse que "gigio" também não é diminutivo de Giovinazzi, ou Giovenazzi. É de Luigi. Portanto, vamos deixar tudo como está.

ALGO DIFERENTE NO TOPO




Na foto o pódio do GP da China. Em primeiro Hamiltão (portanto, sem caras e bocas). Em segundo Vetor (mamã Ferrari defecou na estratégia. Não tivemos briga entre os dois). Em terceiro o show fraldas Mad Max. Largou de Pequim e sapecou um monte de pilotos para chegar ao pódio.

sábado, 8 de abril de 2017

SHOW DO REIBETO

O grid (os portugueses falam "grelha" que é mais, digamos, simpático) de largada para o GP da China parece especial do Reibeto. Tudo igual.


Lembram da Austrália? Hamiltão em primeiro (portanto, sem caras e bocas). Vetor em segundo com seu gesto anos 70. Botas, o amigo de Dora, a aventureira e sua felicidade estampada no rosto, em terceiro.
Marcante foi a esperteza de Ricardão trocando de carro com Mad Max. Assim, o carro do filho do briguento (papai Jos é bad Old) apresentou aqueles estranhos problemas de software eliminando o fraldento logo de saída, ou seja Q1. Como a moça do tempo disse que vai chover teremos emoções (olha o Reibeto aí, gente!) pela frente com o amalucado menino indo para cima.

À PROCURA DA VÉRTEBRA PARTIDA

Então é assim.
Em complemento ao post "EU NHEIN?" surgiram alguns raios de sol em meio à chuva/poluição/quemeda lá em Xangai (conhecida como Xácomigo).
Primeiro as impressões deste que vos tecla.
Com o afastamento (estranho) de Pascoal Velánhein quem assumiu o carro (ah ah, conta outra) da Sauber foi um piloto italiano Antonio Giovinazzi (quer nome mais botálico que esse?) que vem a ser o queridinho de mamã Ferrari, fornecedora de motores para a equipe. Pascoal é piloto queridinho de dona Mercedes e Totó Lobão. 
Portanto, no meu entender, a Sauber "adorou" o script perpetrado por Velánhein porque pode agradar sua fornecedora de motores promovendo um italiano ao gosto de mamã Ferrari.
Desconfio que a vida de Pascoal não vai ser fácil nas terras Sauberianas. Mesmo porque Gigio está mostrando um bom serviço na pista.
Agora a versão oficial.
Décadas depois, Lobão vem à publico dizer que seu pupilo quebrou/partiu/amassou uma vértebra e quase nem anda mais. Com isso não pode treinar nem no vídeo game perdendo este tempo todo da temporada.
Não perguntem o porquê dessa versão tanto tempo depois. 
Não colou. Pelo menos para este lado cético da força.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

EU NHEIN?

Lembram que Pascoal Velánhein foi alvo de maledicências após ser preterido pela Força Aí Índia (que preferiu Estevão Cocô) e pela própria dona Mercedes quando da aposentadoria surpresa de Kico Roseberg?
Disseram que o menino, apadrinhado pelos lemães,  é cheio de mimadices e coisas do gênero.
Vamos dizer que ele deve ter tomado atitudes não muito amigáveis pelo chute a escanteio que tomou.
Ganhou uma Sauber para curtir uma deprê. Pilota o pior carro do grid.
As águas rolaram, o dito se acidentou numa prova de apresentação lá naquele país grande e bobo e até hoje, ou amanhã, não estreou/estreará na nova equipe.
Estranhamente ainda não se recuperou do acidente e não está com a preparação física em condições para aguentar o tranco de uma pilotagem nos bólidos atuais.
Na minha opinião está mesmo fazendo corpo mole.
Agora, leio que Totó Lobão espera que o pimpolho se recupere para a corrida de Báeunhein.
Sim, leram certo. Totó Lobão.
Ele é manager da meninada toda (aqueles que estão em ascensão) mas, não é o chefe direto de Pascoal.
Essa declaração mais parece um ultimato. Ou ele se "recupera" ou vai sofrer alguma sanção como perder o direito de ir dormir com chupeta e "naná".


"tá vendo? Quando peido, dói."

quinta-feira, 6 de abril de 2017

TERROR NA QUÍMICA

Não. Não diz respeito à ditadura. Poderia mas, não.
Em 1976 o campus da USP em Rib's era um lugar ermo. Um dos barões do café cedeu a sede (cedeu a sede é poético) de uma fazenda para a instalação da faculdade de Medicina. O resto é história. Outros cursos foram se instalando até a USP daqui se tornar uma referência. 
No início do curso da Química, e até 1979, quando me formei, o prédio do IML cedia parte de seu espaço físico para os laboratórios. Tétrico.
Muitos professores eram estrangeiros. Peguei parte deles. Péssimos, por sinal. Mas, esta é outra história.
Lógico que, os primeiros professores brasileiros introduziram aquele jeito tupiniquim de ser. Prontos para uma gozação (trollagem, como se diz hoje).  
Um dos professores estrangeiros, se não me engano inglês, tinha por hábito trabalhar à noite. Quero dizer ele ia para o laboratório e punha suas coisinhas para cozinhar (coisinhas para cozinhar também é poético). Algumas pesquisas  exigiam maquinário livre por bom tempo. Então, o ideal era o trabalho noturno. Ninguém iria pedir para usar. 
Enquanto esperava o cozido o tal professor praticava violino. 
Aqui entra o terror.
O campus era tremendamente escuro. Se olharem no google earth notem que há uma praça enorme e redonda dominando grande parte da área. Aquilo era um breu. Os postes porcamente instalados não davam conta. Naquela época a prefeitura cedeu uns guardas noturnos que faziam a ronda montados em cavalos. Sei lá porque.
Um deles se apresentou ao professor brasileiro. Durante o dia. Este não deixou por menos e levou o guarda noturno a conhecer as dependências do IML. Ato contínuo passou a discorrer sobre o negrume noturno e as histórias tétricas envolvendo os defuntos e o prédio.
Disse que vira e mexe aparecia um fantasma de um antigo músico que tocava violino à noite.
Pronto. Já imaginaram o que aconteceu.
Numa noite qualquer o professor estrangeiro bota as coisas para cozinhar e passa a tocar violino.
O guarda noturno vem com seu cavalinho e o fiofó piscando (do guarda noturno). Quando se aproxima do IML ouve o som do fantasma e pernas para que te quero. Pernas do cavalo, bem entendido.
Depois de uns dias alguém resolve ir até a casa do sumido. Ele disse que nem pensar em voltar a trabalhar naquele lugar. Pelo menos devolveu o cavalo.

VIDENTES

Todo mundo tem seu lado vidente. Quando aquele seu amigo cheio de cerveja vai acelerar uma moto mais potente do que está acostumado é fácil ser vidente. "Vai dar merda." E deu.
A moto empinou, seu amigo foi para um lado e a moto para outro. Lógico que, seu amigo encervejado, colocou a culpa em você e sua língua maldita. O caso narrado aconteceu nos idos 70's nos velhos e etílicos tempos da Química.
O tempo passa o tempo voa e a "porpança" Bamerindus nem existe mais.
No entanto, nosso lado vidente continua evidente (ui!).
Leio que Mimadon tá no maior cu doce em relação à uma futura contratação pela dona Mercedes.
No fim da linha dito e havido como o melhor entre os melhores, o espanhol não tem outra opção na tentativa em ser tricampeão do que sentar no colo da lemã mais gostosa do grid.
Com a saída de Kico Roseberg muita gente dava de barato que não perderia a chance. Acontece que o "outro" piloto seria/é Luís Hamiltão com o qual não divide mesa de bar. Imaginem Totó Lobão toureando os egos, inclusive o próprio.
Mas, os boatos e perguntas e sonhos e projeções continuam padock adentro. 
Fernandito abandonaria a bagaça no meio do ano (segundo seu amigo Marcão Uéber), tiraria um ano sabático (só que não). E outras pouco conhecidas como fazer um estágio na estação orbital. Participar de um reality show com outros campeões de diversas categorias patrocinado por uma TV norueguesa no fiord Coldfiofó. E etc.
O importante é estar na boca do povo.
Juntando alhos, galhos e bugalhos lanço uma clarividência.
Vetor, por mais feliz que esteja, não está gostando nada desse negócio de catar migalhas deixadas por mamã Mercedes. Sua vitória na Austrália ocorreu mais por um erro dos lemães do que por mérito do carro. Vamos aguardar os próximos capítulos.
Correm boatos que iria para dona Mercedes assim que possível. 
Quem não quer ter depressão em Paris?
Hamiltão já declarou que pretende correr nos braços de mamã Ferrari e ter aquela depressãozinha básica encarando um mundo diferente do que está acostumado em termos de carro e organização.
Então, tudo se encaixa. Botas, o amigo de Dora, a aventureira (que tem  só um ano de contrato) ganha uma Força Aí Índia de presente, e Vetor encara Mimadon como companheiro na equipe alemã.
Hamiltão vai ter depressão na Ferrari.
Tudo para 2018.
Quem viver verá.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

HOJE, CINCO ANOS DEPOIS

Num dia 5 de abril, então véspera de feriado, um menino nasceu. Sim, veio de maneira inesperada. Aliás, literalmente. Mamãe foi fazer exame e a médica anunciou "vamo que vem".
Lá fomos nós para o hospital.
Henrique, o nome do menino transformou a vida de todos. Desde a mãe até a Rosa, nossa secretária do lar.
Não vou falar dessas transformações nem dos "sustos" que provoca a cada filosofada que solta em meio a uma bronca recebida. 
Henrique significou uma lufada de energia radiante (quase um furacão, eu diria) que recarrega nosso espírito a cada dia convivido.
Nada vem ao acaso. A maior prova faz cinco anos hoje.

"cheguei"

"chegando!"

terça-feira, 4 de abril de 2017

Reclamemos, pois



Às vezes, quando quero tirar um cochilo meio fora de hora, uso como estratégia procurar no YouTube alguma corrida antiga, preferencialmente dos anos 80, com a narração inglesa do Murray Walker. Vejo a largada, as primeiras voltas e, geralmente, acordo já no quarto final do certame. 
"Herege! Como ousas falar coisas assim sobre a F-1 dos anos 80? Absurdo!". 
Não tenho certeza porque não vou assistir de novo esta corrida aí acima, mas dê uma olhada: nas voltas finais, apenas os dois líderes, Senna e Prost, estavam na mesma volta; Senna venceria, com Prost em segundo, mas o brasileiro ficou sem combustível, entregando o lugar mais alto do pódio de bandeja. Quanta emoção! 
Os carros eram, com efeito, infinitamente mais bonitos, os pilotos eram mais interessantes - vejam, na imagem congelada do vídeo, Keke Rosberg, o pai do Nico, dando uma tragada antes de sentar no seu bólido - e, especialmente, estavam menos amarrados à estupidez corporativa que toma conta de tudo hoje no esporte a motor. As corridas, no entanto, não eram tão mais interesses que aquelas que assistimos hoje. 
O GP da Austrália, primeira etapa da temporada 2017, reacendeu todas as luzes de alerta em relação à impossibilidade de que dois carros andem próximos o suficiente para que uma ultrapassagem ocorra; a consequência disto seria "falta de emoção" nas corridas. 
A tragédia já era anunciada. O movimento de resgate da F-1 da primeira década dos anos 2000 era um movimento de resgate da F-1 mais chata que a história já viu. Contudo, é preciso lembrar que a F-1 só é realmente chata para quem não tem lá grande interesse em corrida; por outro lado, ela só é efetivamente legal para quem realmente se interessa por corrida. A categoria, então, se coloca em uma posição incômoda de agradar um público altamente especializado, ao mesmo tempo em que procura atrair os olhos de novos entusiastas. Eis a dificuldade e a maluquice toda de regulamento após regulamento. 
A vitória da Ferrari e de Sebastian Vettel pelo menos criou a esperança de um campeonato disputado, ainda que as corridas em si sejam desinteressantes. 
Da minha parte, fosse chato ou não, eu assistiria tudo do mesmo jeito, e com o mesmo entusiasmo de sempre porque, justamente, gosto muito de corrida. Corridas espetaculares sempre foram exceção, assim como um jogo de futebol espetacular também é excepcional. A F-1, com qualquer regulamento, sempre proporcionará 16 a 20 corridas tão boas quanto um bom jogo de Copa de Mundo.
Então, minha reclamação é contra quem vive reclamando. Deixa de reclamar e aproveite enquanto a F-1 ainda existe com carros que têm motor e quatro rodas descobertas.