quarta-feira, 31 de julho de 2013

Adeus, dentinhos

_ Bom isso é que podemos fazer. No resto, vai ficar tudo bem, mas um dia, quando você tiver lá os seus trinta anos, vai ter que colocar implantes. Não tem outra coisa a fazer.

Foi assim que, há muitos anos atrás, quando os trinta anos pareciam distantes, o ortodontista me avisou que não tinha todos os dentes na boca - ou melhor, que os tinha, mas que nem todos durariam por uma vida. Em algum momento, teria que colocar dentes artificiais para continuar mastigando apropriadamente. 
Até há uma semana, os dentinhos de leite estavam aqui. Pequeninos, bem gastos, já desproporcionais a uma boca que cresceu. 
A possibilidade de alguém perfurar meu osso para inserir o implante nunca me agradou e temi por anos o dia da cirurgia. Mas era inevitável e, em uma manhã, aconteceu. Ao deitar na cadeira do cirurgião, tive a sensação de que algo importante estava acontecendo, algo que não poderia ser desfeito e que, em alguma medida, mudaria o modo de olhar para mim mesmo.
Aqueles dentinhos foram feitos para durarem, sei lá, seis, sete anos. Duraram bem mais que isso e, com os trinta chegando, chegava também a hora de substituí-los. Mais de 15 anos esperando a temida cirurgia; agora, não tenho mais dentes de leite. Talvez deva me tornar um homenzinho. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

KOBA VIVE!

Kalmaí Kobacrash mostrou que está vivo e forte.
Lá na frente do sorvete de Kremelin estampou o gradil em uma demonstração dessas inventadas para, vamos dizer, aproximar o povo da categoria.
Como a F1 é apreciadora voraz de verdinhas anda algum tempo rodeando os gélidos russos. Taí o Pedro Petróf que não me deixa mentir.
Agora tem mais um na bica uma vez que um conglomerado (sempre gélido e sombrio) russo comprou a Sauber e vão enfiar um tal de Sergião Tironoskin, de apenas dezessete anos.
Sei lá.
Sei que com essas batidas e outras ocorrências Kalmaí vai ficando apenas como destruidor de carros velhos.

http://stream.ig.com.br/v1/streams/b/ddf/ddfbb48a6ee0d1bd92a54afc1ba3d1b3/cebbcb9a5bf89b8ff828220a4e36f60f.mp4

sexta-feira, 19 de julho de 2013

PERDENDO O BONDE DA HISTÓRIA

O chefe do blog já se cansou de ouvir este véio escriba dizer que a F1 não reconhece talentos.
Incontáveis talentos, por sinal,  que não tiveram chances/momentos de mostrar a que vieram.
Ele, chefe do blog, abraçou um deles outro dia destes. Um tal de Alex Dias Ribeiro, de minhas ternas memórias.
Esbravejo aos quatro ventos dos quatro desertos (que fazem parte do ranking) que o mundo do automobilismo, nos tempos que correm, perde o bonde da história ao ignorar um alemão que está com meros vinte e seis anos (26, negada) de idade deixando sua marca no muro dos imortais.
Bastião Vettor vai fazendo história feito um trator derrubando mitos (shushu?). Mas, por incrível que pareça o mundo da F1 (esta entidade futebolística) insiste em render homenagens ao babaquara Don Prima Dona de Las Choraminguetas.
Ele, Prima Dona, é bão?
Si, desde que não acione a tecla "trago mir granas e quero títros".
Estou lendo aqui que o enorme Emersão está quase se rendendo ao talento de Vetor.
Pôrra!
Começo a pensar que vivemos um conto Kafkiano ( do cara tarado por baratas).
Afinal, o bonde vai passando e ninguém se dá conta que, daqui a algumas temporadas, Vetor vai ser o avassalador de estatísticas e Don Chorão vai ser mais um que abraçou um puta patrocínio e não foi a lugar algum.

"eu, me preocupar?

CIDADE

hell

rain

light

quinta-feira, 18 de julho de 2013

ISSO É "LEVANTAR A POEIRA"



Um DC-6 desce em uma pista poeirenta.
Notem o gajo sentado numa pá de escavadeira. Má que camarote que nada.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

CHAPOLIN COLORADO

"Acredito em vidas passadas uma vez que já vivi várias.
Meu fim em uma delas foi muito engraçado. Quero dizer, hoje acho engraçado. Na época doeu.
Na primeira guerra mundial era comandante de um monte de bastardos.
Estávamos em uma trincheira que era uma bosta. Nada de serviço de quarto e muito menos água quente.
Numa manhã gritei para um reco qualquer por um chá decente. Ele, numa voz quase inaudível, relatou que não havia chá e muito menos água quente. Essa informação me enfureceu. Que porra de guerra é essa? Onde estão os bons costumes? Como é possível não haver condições mínimas de uma boa convivência bélica sem um bom chá?
Lembro que aos berros gritei: que faço para ter água quente para um bom chá?
E a voz quase inaudível respondeu: lá na trincheira dos inimigos tem chá, água quente, cerveja de trigo e o scambáu. Dizem que eles tem internet wifi e canais de TV a cabo. Inclusive canais pornô.
Foi o estopim. Empunhei minha pistola, agarrei minha metralhadora (cromada), embolsei um monte de granadas último tipo, cravei meu capacete heavy metal (iron maiden, se não me falha a memória), escalei a trincheira fedorenta, e iluminado pelas primeiras luzes do dia (sim admito, uma cena meio gay) berrei a plenos pulmões:
SIGAM-ME OS BONS
Corri para o campo aberto sem saber ao certo qual objeto bélico usar primeiro. Olhei para o lado procurando a porra do estagiário (ou reco) para explicar o que fazer. Nada, ninguém.
Olhei para trás e percebi que estava sozinho em meio ao campo aberto.
Mas, não deu tempo de xingar ninguém.
Ao mesmo tempo em que ouvia risadinhas daqueles filhos da puta que não me acompanharam, senti uma bala passando pelo meu cérebro. Doeu para carai, mas, foi um segundo só.
Hoje, tenho vontade de fazer o mesmo (balamente falando) quando ouço meu bordão ser usado em programinhas chulés. Tudo bem que o patriarca do blog sempre fala que detestava o programinha porém, assistia por causa dos filhos. Por esse motivo (os filhos)  não entro com um processo contra todo mundo.
Mas, que dói, dói." 

terça-feira, 16 de julho de 2013

FILHOTE DE SHUSHU

Não é de hoje que temos reservas em relação ao piloto espanhol don Prima Dona de Las Choraminguetas.
Junto com o chefe do blog assistia novamente a corrida passada lá no ringue do Nurbur. Na sexta volta o chefe exclamou "que faz Alonso com a asa aberta?"
Estas tecnologias para dar mais merdança à F1, na teoria, não permite que o piloto acione a abertura da asa sem que esteja no mínimo a l segundo do piloto que vai à frente.
Prima dona estava a seis segundos ou mais do adversário.
Então, pergunto, que faz Alonso com a asa aberta?
Ninguém fiscaliza?
Não há punição?
Não esquecendo que ele abandonou o carro logo após a chegada dando a entender que não teria os cinco litros de combustível no tanque. O regulamento diz que o carro deve ir por conta própria de volta aos boxes e o tanque deve conter cinco litros de gasosa.
Até o pessoal de dona Globo fãs declarados do espanhol disseram que viria punição. Não veio.
Tem cheiro de chucrutes de Shushu no ar.
Durma-se com um barulho desses.
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Compostura

Com peso, potência e técnica equivalentes, ganha quem tem a cabeça no lugar.

Era a segunda bateria do dia e largar em primeiro era um bom sinal para a corrida. Aquela rápida olhada em volta, um breve aceno entre companheiros de equipe para comunicar as qualidades do kart e, em breve partiríamos. 
A largada foi confortável, nem dei os tradicionais "pulinhos" para dar impulso. Tinha certeza de que sairia da primeira chincane liderando o pelotão. E foi assim. 
Aproximando-nos, pela primeira vez, do cotovelo, não via ninguém. Por causa da proximidade entre os karts, achei por bem fazer uma tomada mais por dentro, sem tangenciar completamente. Daquele modo, mostraria para quem viesse atrás - especificamente, ao meu amigo\companheiro de equipe - de que estava ali e queria continuar ali. Na freada, julguei estar confortável: era a primeira volta, ninguém largara melhor que eu e ninguém estaria disposto a arriscar tudo ali no cotovelo, especialmente tendo posicionado o kart na parte interna da pista. 
Foi uma grande surpresa avistá-lo por dentro na tomada, freando profundamente e perdendo levemente a tomada. Minha única reação foi frear ainda mais, buscando sair mais "justo" do grampo, tracionar melhor  e devolver a ultrapassagem na subida. 
O plano, elaborado em uma fração de segundo, foi por água abaixo quando senti a traseira escapando sem volta. Não sei bem o que houve - tive quase certeza de ter sido tocado, mas é possível que, no susto, tenha pisado demais nos freios ainda frios, tenha travado as rodas traseiras e virado sozinho. Tomei batidas de tudo quanto foi lado, agradeci por estar inteiro, endireitei o kart na pista e fiz a subida sem avistar ninguém a frente, não em razão de liderar, mas por estar em último, muito atrás do penúltimo. 
Enquanto o kart subia pela reta, eu calculava a distância para os demais e se valia a pena persegui-los ou parar no boxe para assistir o resto da corrida tomando um Gatorade. A frustração era imensa. Mais, perder a primeira disputa de freada acaba com a confiança.
Continuei, afinal, cada 20 minutos na pista custa uma pequena fortuna - e eles não dão desconto pelo abandono. No fim das contas, fiz uma prova muito boa, chegando em segundo e descontando boa parte da vantagem conquistada pelo meu companheiro de equipe após a rodada. 
Ótimo resultado final para nós! Uma dobradinha no território em que só correm caras com trinta quilos a menos que nós e que treinam semanalmente - luxo que nós não temos. Mas, ficou uma pontinha de decepção por não saber o que aconteceria sem a rodada. 

_ Você não me passaria de jeito nenhum, sentenciou meu amigo. 

O tom seco da afirmação foi tão surpreendente quanto a ultrapassagem naquela primeira volta. Ali, estava contida uma lição difícil de aprender: meu amigo - meu melhor amigo - faria tudo o que fosse preciso me vencer. Enquanto estou sentado aqui, escrevendo, julgo que estou em boa forma em termos de pilotagem. Mas, na pista, em determinada situação em que as coisas não estiverem saindo bem para mim, não vou me sentir desta mesma forma e, claro, não vou conseguir ir para frente - eis aí o aspecto mais difícil de qualquer competição. 
Pensei em inúmeras explicações para nossa diferença de abordagem, passando, como não poderia deixar de ser, pela origem nórdica dele, a minha origem latina. Mas o fato é que ter a cabeça no lugar determina se se vai perder ou vencer. É assim na pista, talvez seja assim na vida. A ideia, no fundo, é muito simples: manter a cabeça no lugar e não deixar o estresse nos desconectar de nossa sensibilidade. Endurecer, e endurecer na medida e na hora certas é um desafio para vida e para a pista.  
E se alguém tiver uma dose de autoconfiança para emprestar, encaminhe para a sede paulistana de nosso blog. 

sábado, 13 de julho de 2013

NADA É FÁCIL


"A busca pelo saber e o significado de nossa existência terrena não foi uma tarefa tranquila.
Lembro que no início caminhava na escuridão sem as ferramentas adequadas para absorver a sapiência cósmica. Então, paguei a conta de luz, tudo clareou. Comprei uns equipamentos e pude realizar alguns downloads providenciais."

sexta-feira, 12 de julho de 2013

CITANDO RICARDO


"Como diz Keith Richard é ótimo enxergar alguém. Qualquer alguém."

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O ERRADO PODE DAR CERTO


"Sempre digo que o errado pode dar certo. Tenho um amigo, médico psiquiatra, que prescreveu a um paciente com depressão uma grande viagem. Disse que ele merecia pelo menos uma alegria anual.
Tempos depois o paciente ligou dizendo que estava curado e muito feliz da vida.
Certo que, segundo meu amigo, ele confundiu alegria anual com alegria anal, mas, o que importa é a cura."

terça-feira, 9 de julho de 2013

MAIS UMA DE CÓLON


"Dizem que a escatologia é uma merda."

INTRODUZINDO XELOFANE


"Sempre digo que para ser um bom observador deste mundo não é necessário ter grandes pensamentos. Basta que sejam úteis. Por exemplo: Existo. Defeco. Limpo."

NOVO PERSONAGEM

Mariana, além de mãe do Henrique, é uma pessoa antenada em assuntos profundos como conspiração dos cinzas para tomar conta da terra. Para quem não sabe cinzas são os ETs do mal. Eu concordo com ela.
Herdou essa curiosidade do pai. Em seu aprendizado acaba por conhecer gente diferente e diz que o blog deveria ser mais desapegado do mundo da F1. Principalmente porque Butão não forneceu seu número de telefone.
Enfim, ela nos apresentou um personagem interessante. Um pensador, como gosta de ser apresentado. Não totalmente desapegado do mundo material. Mora no Tibet, um edifício de classe média altíssima (como diz) em São Paulo. Costuma viajar a maior parte do tempo ministrando palestras e conhecendo os bons restaurantes pelo mundo afora.
Bom, aos poucos vamos conhecendo melhor Xelofane de Cólon, nome herdado de um filósofo grego ou algo assim. Como ele mesmo diz "na verdade meu pai tava muito bebo quando foi me registrar".

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O CARRO LAMBÃO DA CORRIDA

Terminado o GP da Alemanha lá no circuito do Nurbur o que chamou a atenção foi um fato inédito em termos de F1. Penso que nunca um carro fugiu do guincho como a gente foge da injeção.
A Má Rússia do Júlio Branco soltou um gás legal e lá se foi o motor.
Depois de estacionar em lugar perigoso, Branco se mandou deixando o carro para os meninos do guincho.
E, o solitário carro tomou a atitude de procurar por conta própria um lugar mais seguro. 
Num primeiro momento foi preocupante uma vez que o dito resolveu atravessar a rua sem olhar.
Mas, depois a gente caiu na risada. O carro fujão anda acertou uma placa de publicidade.
Não sei quem apertou o botão que "solta" o carro deixando-o em ponto morto para ser empurrado livremente.
Funcionou da mesma maneira quando a gente solta um cachorro da corrente: ele sai correndo.
Leva, o carro, o leitão engordurado do dia.

sábado, 6 de julho de 2013

O FATOR ROSE

Minhas impressões sobre o treino de hoje para o GP da Alemanha no Ringue do Nurbur.
Não posso deixar de anotar a transmissão de Dona Globo e seus babacas. Rubim nem tanto.
Mas, só para terem uma ideia da parcialidade eles ficam o tempo todo procurando justificar a Ferrari.
Se anda bem, se não anda (mas, vai andar). Acabam esquecendo que são jornalistas. Hoje, em determinado momento, Reginaldo sem Leme exclamou algo como "uma boa notícia" o fato das Ferraris entrarem na pista com pneus novos.
Como assim? Boa para quem?
Nem valeria justificar pelo fato de massinha de modelar andar de Ferrari. As transmissões pecam por essa parcialidade.
Disseram que os carros vremeios optaram por guardar pneus para a corrida abdicando da luta pela pole. Só faltaram gritar que é coisa de gênio. Pode funcionar uma vez que a Ferrari anda bem na corrida. Mas, outras equipes fazem isso e não merecem destaque.
Enfim, hoje tivemos uma demonstração de como funcionam as coisas na F1.
Não conhecemos os bastidores de uma escuderia. Mas, o pontapé no saco de Roseberg desferido pela própria equipe doeu em todos que gostamos do esporte.
Sabemos que Hamiltão foi contratado para ser o protagonista na equipe prata de Dona Mercedes. Ele saiu da McLaren (na hora certa, aliás) para voltar a ser campeão. Sua contratação deve-se muito ao Mickey Lauda que é austríaco. No entanto algumas ponderações: Hamiltão é inglês. O ex-dono da equipe, e um cara que gosta de manobras escusas, também é inglês. Seu nome é Rose Bráu.
Todos os fatores para fazer com que Hamiltão possa (ou pudesse) desfilar seu talento nas pistas.
Mas, esqueceram de avisar Kico Roseberg,. O piloto alemão (ou algo assim) como Dona Mercedes, deveria ser coadjuvante. Entretanto, resolveu andar na frente de seu companheiro.
Depois do vexame na Malásia, quando impediu Roseberg, mais rápido, ultrapassar Hamiltão, Rose Bráu andava na muda pela repercussão negativa. Esperando o momento de dar uma pimba em Kico.
E, o momento chegou em grande estilo. Na Alemanha, terra da equipe e de Kico que chegou todo animado e embalado pela recente vitória em Silvastone. Tanto que muita gente o coloca como candidato ao título.
Roseberg tinha o segundo melhor tempo no Q2 e viu o mundo ultrapassá~lo. Ficou sentado dentro do carro nos últimos seis minutos de treinos quando todos os outros se esgoelavam para conseguir bons tempos. A equipe "pensou" que estava garantido. Tá bom. Tem dedo podre na decisão de mantê-lo nos boxes.
Noves fora esperamos (nós que gostamos deste esporte) que Kico Roseberg não se abale com essa paulada no saco e continue a andar do mesmo modo neste ano.
Em tempo: Hamiltão sai na pole e Kico em décimo primeiro.

"olha o tamanho da encrenca. Não basta ser bom. Tem que ter bons advogados"

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Cotidiano

Tratava-se de fazer café. Coisa simples, talvez a tarefa que mais execute ao longo da semana. São, pelo menos, três doses diárias. 
Posicionei o suporte com o coador sobre o recipiente enquanto a água era aquecida. O pó foi ali depositado na medida correta. Para aquecer a garrafa térmica e torná-la apta para receber a bebida, despejei nela um pouco de água quente. Iniciei o processo de passar a água pelo pó e a mistura, pelo filtro. O aroma tomou o ambiente, aumentando a vontade de tomar a bebida quente. Só depois de tudo pronto é que pude atentar que havia me esquecido de tirar a água quente da garrafa, o que diluiu o café, tornando-o intragável. Claro que, em certas culturas primitivas, toma-se café diluído, quase sem gosto. No entanto, aquilo é menos uma bebida que água suja.
Nova tentativa, nova água aquecida, tudo posicionado, vamos nós de novo. Mais uma vez, passei a despejar a água sobre o pó quando, a certa altura, julguei já ter o suficiente para uma quantidade adequada. Aguardei com ansiedade até que toda a água passasse pelo filtro e retirei o suporte para tampar a garrafa. Fiquei surpreso, entretanto, ao ver que quase não havia café no fundo do recipiente: apenas um fundinho de três ou quatro dedos, o que dá para um caneca, nada mais. Isso causou grande estranheza, já que quase toda a água aquecida foi para o coador. A previsão era que, ao final, pelo menos um litro de café tivesse sido produzido.
Sem entender para onde foi aquela água, julguei estar cansado e que a falta de tempo de sono faz essas coisas com a cabeça da gente. Entendi, por outro lado, o quanto é difícil estar ao meu lado. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Pirelli, quem te viu, quem te vê

Quem viu os pneus Pirelli literalmente esfarelarem no último domingo em Silverstone talvez não imagine que a marca italiana já foi famosa por sua durabilidade. Durabilidade, aliás, que, indiretamente, pode ter decidido o campeonato de 1986.
México, Circuito Hermanos Rodriguez, dia 12 de outubro de 1986, penúltima corrida da temporada, em um tempo em que os pilotos de F-1 alinhavam para "apenas" 16 grandes prêmios por ano. Nigel Mansell chegava ali como favorito ao título, podendo levar o caneco antecipadamente naquele domingo. Os outros candidatos, como se sabe, eram Prost, Senna e Piquet.
Mansell sentiu a pressão, amarelou na largada e, como resultado, não conseguiu fechar o campeonato. Tudo ficaria para o GP da Austrália duas semanas depois.
Ocorre que, no México, todos ficaram surpresos com o excelente ritmo de corrida da Benetton, calçada com pneus Pirelli, que completou a corrida sem trocar a borracha nenhuma vez. As Williams com pneus Goodyear de Piquet e Mansell, por sua vez, pararam três vezes cada uma; Senna, de Lotus e Goodyear fez o mesmo. Em suma, todos fizeram pelo menos uma parada, exceto a Benetton de Berger, que não parou e venceu a corrida. Eis aqui o compacto da corrida:



A ideia da Goodyear para o GP da Austrália era dar o troco na Pirelli e mostrar que seus compostos também suportavam a um GP inteiro. A tentativa, no entanto, mostrou-se desastrosa. Prost parou cedo para troca devido a um pneu furado; Piquet teve problemas de superaquecimento nos pneus, o que provocou bolhas que o levaram a uma rodada; voltas mais tarde, Prost, com pneus novos, ultrapassava Mansell e, logo em seguida, o inglês vê seu pneu traseiro esquerdo estourar, provocando seu abandono da disputa pela corrida e pelo título. Era o fim para Mansell, que assistiu o azarão Alain Prost comemorar seu segundo título mundial. A cena é famosa:


Hoje, não existe mais a guerra entre os fabricantes de pneus e, mesmo assim, a Pirelli não consegue fazer um pneu que dure até o próximo pit-stop. Claro que isso não é culpa apenas do fabricante. A damn Fom tem interesse em manter esta borracha esfarelenta sob o pretexto de que torna as corridas mais emocionantes. Pessoalmente, eu gostava quando o piloto podia colocar pneu mole de um lado, duro do outro e ver se aguentava até o fim. Ficamos, hoje em dia, com esta emoção pré-fabricada e artificial, que tem tanta graça quanto uma torta de camarão congelada.  

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ESTAVA ESCRITO

Terminado o GP de Silvastone nas Englands corrido e ocorrido neste último fim de semana ficou uma sensação de frustração.
Vamos às impressões.
Pneus que são uma porcaria não é novidade.
Se a pista não comportasse zonas de escape adequadas alguém iria rachar a cabeça.
A bagunça provocada pelos pneus e a entrada de carro madrinha a meu ver desnecessária (por duas vezes) foi decisiva na classificação final.
Nem tanto por Kiko Roseberg que estava na moita pronto para o bote.
Mas, Markão Uéber e sua péssima largada talvez não chegasse em segundo.
Prima dona creio que iria chegar bem uma vez que a Ferrari tem carro para corridas e não treinos. Largou em nono, por conta da sacanagem que restou ao Paulo, e fez uma boa prova de recuperação.
Massinha de modelar iria para a glória mas, foi uma das vítimas dos pneus. Graças ao carro madrinha, que juntou alhos e bugalhos por duas vezes, acabou em sexto. Que ficou de bom tamanho
Hamiltão foi o maior prejudicado porque o pneu de seu carro o deixou na mão no início da corrida, quando liderava, e longe dos boxes. Torci muito para que ele ultrapassasse prima dona no final da corrida mas, ele só ameaçou.
De resto, a equipe Lotus, essa não aquela, resolveu (sabe-se lá porque) não trocar pneus do carro de Vodkanen na última entrada do carro madrinha. Resultado: o finlandês acabou em quinto e procurando uma caneta para assinar com a Red Bull.
Quem viver verá.

o personagem da corrida

sexta-feira, 28 de junho de 2013

PARA NÃO PERDER O COSTUME

Ainda rola o treino extra oficial lá em Silvastone (o segundo para ser exato) e já temos material para um post rápido.
Massinha de modelar bateu na primeira volta rápida. No primeiro treino, com chuva, fez o décimo primeiro tempo.
Engraçado são as explicações oficiais. Os globais dizem que a pista ainda estava úmida no trecho em que ele bateu. Ou seja, uma desculpa para a bicuda no gradil. 
O problema é que ninguém mais saiu da pista neste trecho. Quando escrevo faltam 25 minutos para o final.
Então, massinha de modelar errou mesmo. Veio forte demais na primeira volta lançada.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

APRENDENDO CEDO

Neste vídeo, Henrique aprende desde cedo o drama em esperar uma mulher para sair.  Ao fundo Mariana explica que "está no banheiro", ou seja, se maquiando e etc. Como Henrique ainda não fala nossa linguagem acionamos o Grogue Translation.
Senão, vejamos:
"brrrrr"
"#*&, #*%"
"Bem, que vôvos avisou para ter paciência com a mulherada. Eu pronto para a pizza e elas enrolando"

MAIS TÉDIO

A f1 deveria contratar esses sujeitos que escrevem roteiros ou novelas para auxiliar nos fatos que ocorrem na categoria. Desde o início da temporada sabemos que Uéber perdeu espaço (e etc) na equipe dos toro vremeio. Ele é um australiano que pensa que é argentino, ou seja, se ele fosse tudo que pensa que é seria 'centas vezes campeão do mundo. Mas, é um piloto limitado que, ou anda muito, ou bate nos malucos da primeira volta. Nada confiável.
Resumindo e roteirizando: depois das polêmicas do começo da temporada e analisando os prós e os contras (muito mais contras) a equipe mandou um emala para o australiano dando um prazo para cair fora de um modo honroso, sem levar um pé na bunda. Sei lá, a gente não tem acesso às letras miúdas de um contrato dessa magnitude mas, eu daria um pé na bunda do Uéber com todo prazer. Cara chato.
Ah, e apesar da mamã Ferrari dizer desde sempre que ama massinha de modelar foram perguntar para ele se não vai seguir Markão. Lógico que o piloto brasileiro desmentiu.

"entendi o recado"
"é nóis, mano. Desistir jamais"
Post Scriptum: Entenderam a ironia?
Roteiro: bom (até quando é ruim. Como música dos Beatles)
Novela: lixo (quando atuais)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

CHUCRUTES COM CHOPP

Depois de um julgamento mequetrefe saiu a punição para dona Mercedes por usar carros da atual temporada em testes "secretos" de pneus visando levar vantagem no campeonato. 
Quero dizer, lógico que não aproveitaram nada, não receberam informações privilegiadas e etc.
A F1 prima (e irmã) por ser um esporte transparente e sem as sacanagens futebolísticas.
Então tá.
Dona Mercedes não vai participar dos testes com novos pilotos que serão realizados em Silverstone no mês de julho.
Oh! Que desgraça!
Para servir este chucrute com chopp não era necessário toda a pomba e circunstância.

"não vou poder testar os meninos. Snif"

terça-feira, 18 de junho de 2013

O "DI MENÓ"

Rose Bráu andou fazendo besteira um tempo atrás quando não deixou Kico Roseberg ultrapassar o novo queridinho de mamã Mercedes Hamiltão. Foi na Malásia este ano. Kico ficou quicando de raiva e com razão.
A cavalaria passou e Roseberg mostrou-se mais competitivo que o piloto inglês deixando Bráu numa saia justa.
Pois leio aqui que o dirigente inglês vai assumir a culpa pelo teste de pneus em Barcelona com os carros deste ano, o que é proibido pelo regulamento e quetais.
Tudo leva a crer que "seu" Rose vai ser imolado em praça pública e dona Mercedes vai passar por aquela que não sabia de nada.
Tem mais: dizem que Bráu anda em baixa na equipe e está na mira de vários alemães e totós que foram recentemente contratados por dona Mercedes.
O fato é que seu estilão "deixa que uso o butão vremeio" dos tempo de mamã Ferrari anda ultrapassado.
Nem tanto pelo estilo mas, pela escolha errada em relação ao piloto que deve ser o protegido.
Não ficarei admirado se, seguindo a cartilha de Ronron Denis, fingir que vai para casa em nome de alguma coisa (como moralidade, ética, profissionalismo, aposentadoria, chateação, vontade de soltar um barrão e etc.).
Quem viver saberá.

"será que engolem essa cara de "di menó?"

sábado, 15 de junho de 2013

A PANCADA



E, finalmente a batida. Vinha tentado melhorar em pista úmida uma vez que estava fora do Q1 com o tempo de então.
Pelas porradas no volante percebe-se que estava furioso consigo mesmo. Um erro normal. Mas, que custou largar mais atrás que o desejado.
De qualquer forma saiu em décimo sexto e chegou em oitavo. Fez uma boa corrida de recuperação.





PRÉVIA

Aqui, uma prévia da batida de massinha de modelar.
Sai reto no mesmo ponto em que, mais tarde, estampa a cerca.
Saídas de pista e acidentes com pilotos em treinos são tratados, hoje em dia, como uma grande catástrofe.
Antigamente não era assim. Um piloto não vai ao limite de suas habilidades se não os ultrapassa. Como saber se pode fazer uma curva no máximo se não souber qual é esse máximo?
Ao ultrapassar o limite bate o carro ou vai dar uma volta em largos acostamentos que são comuns nas novas e entediantes pistas de F1.
Hamilton vive fritando pneus e saindo da pista nos treinos extra-oficiais. Está buscando seus limites.
Penso que massinha de modelar não está muito a vontade com o carro. Alterna boas atuações com batidas fortes corridas aparentemente apáticas. Como dizia para o chefe do blog sobre um piloto brasileiro que saiu há pouco de F1, massinha não está sabendo frear.



VIKING CANADENSE

Voltando no tempo vamos dar uma olhada em vídeos mal ajambrados feitos nos laboratórios da sede campestre do blog.
No treino oficial massinha de modelar saiu novamente da pista batendo de ladinho na proteção do gradil.
Antes de comentar a batida em si, notem que um viking canadense ajuda massinha de modelar a encontrar o caminho.
Os fiscais são engraçados porque tratam os pilotos, após uma batida, como se retardados fossem.
Claro, são treinados para ajudar. O cara pode estar grogue com a batida mas a atuação dos fiscais, provoca risada em quem assiste a cena e, muitas vezes, a fúria do acidentado.
De qualquer maneira penso que o treinamento dos fiscais, principalmente no Canadá deve ser revista.
O traje estranho da fiscal pode ser cômico levando-a a perder a autoridade.
O problema é que depois da corrida, quando não havia urgência, um fiscal morreu atropelado por um guindaste que retirava um carro acidentado.
Algo deve ser feito.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

LAMBÃO DA CORRIDA

Algum tempo não escolhemos o piloto lambão da corrida.
Normalmente são aqueles três patetas. Ou um ou todos.
Desta vez o piloto a levar o leitão mal assado para casa é Giedo Van der Garde. Prazer.
Ele foi o destaque negativo no GP do Canadá de 2013.
Van Cagado é desses que pagam e levam uma bosta de carro. Eu disse bosta e não Bottas.
É holandês mas, não voador como o navio da lenda.
E, no Canadá resolveu ignorar, ou não viu mesmo, a bandeira azul que é acionada toda vez que alguém mais rápido vem por detrás (êpa!). No caso do Cagado até um Jaboti perneta é mais rápido, tadinho.
Quem vinha babando era nosso querido Uéber.
Não deu outra. Markão não se dá bem com a turma de lambões. Vira e mexe e acaba enroscado com algum deles num tango de cabaré à beira do cais (boa essa.). Ou seja, a coisa não termina bem.
Dessa vez a esfrega rendeu uns pedaços de asa dianteira. A gente nunca vai saber até que ponto esse monte de chifrinhos e penduricalhos serve para alguma coisa. Parece frescura de projetista.
 Mas, Uéber depois da fechada homérica não foi mais o mesmo e acabou a corrida em quarto lugar.
Van Cagado continuou sua saga e aprontou uma para cima do incrível Hulk.
Como prêmio recebeu uma punição e perderá cinco posições na largada para o GP de Silverstone.
Ou seja, vai largar da uns cinco km atrás uma vez que já frequenta as últimas posições.





"dois a menas"

sábado, 8 de junho de 2013

ONCOTÔ?

Mais que significativa sobre a classificação de hoje para  o GP do Canadá de amanhã interessante a foto.
Quem sentou o sapato foi o Bottas. Que é finlandês! E não japonês como pensei.
Na foto nosso Vetor e o famoso dedão "é ieu".
Bottas e dedão tipo "tamos aí".
E, Hamiltão tipo ... tipo ...
Tipo "eu quero uma casa no  campo.... Sem o Roseberg para me atazanar".
Assim caminha a humanidade.
Penso que, independente da classificação de hoje e tudo o que acontece na F1 a questão tão conhecida do RH de qualquer empresa diz respeito ao "animus" de seu pupilo/empregado/contratado e etc.
Hamilton sente que o tempo de levantar outro título está indo para o ralo do Roseberg.
Hoje, até por condições peculiares da pista, o piloto inglês ficou na frente de seu companheiro.
Mas, é evidente que Kiko Roseberg anda mais assanhado.
Enfim, amanhã será novo dia.
E, será impressão minha ou o finlandês  da foto carrega mais lastro?

o peso está na esquerda

sábado, 1 de junho de 2013

Um outro sábado

Acordei  num sábado de manhã um pouco atordoado. Notei que a televisão, ainda ligada, exibia um programa qualquer de fim de madrugada e que não havia visto o que ocorrera com o treino da F-1 para o GP da Austrália. Adiaram? Terminou? A chuva deu trégua?
Corri para checar na internet e confirmar que o treino tivera apenas um terço da duração programada. Dormi o resto da manhã.
O sábado automobilístico não parou por aí. À tarde, fomos ao Conjunto Nacional onde ocorreu o Velocult - uma exposição temática sobre a história das Mil Milhas de Interlagos. Carros que ajudaram a construir a história do automobilismo nacional expostos gratuitamente aos olhos dos admiradores. 
Estava lá a lendária Alfa Romeo do também lendário Belisse. Nunca vi o Belisse correr, nunca vi um vídeo dele correndo, nunca vi uma foto sua, mas sei que o cara mandava a bota, pois os suecos que viram atestaram que não tinha para ninguém, não. Mais importante que isso, foi ele que apresentou meu companheiro de equipe ao seu primeiro amor: o Kadettão I, hoje já falecido em algum canto do país. Está em curso, agora, o projeto Kadettão III, que será um kart, e o tal Belisse, que mandava a bota, está no começo de tudo isso. 
Eis a "alfinha": 



Drogaria Raia, a propaganda fica de graça, mas se quiserem financiar o próximo post, podemos começar a tratar de analgésicos por aqui.

A poucos metros dali, estava o Maverick pilotado por Luiz Pereira Bueno e Reinaldo Hernandez: 


Outra relíquia das mais preciosas, a Carretera 18, que venceu as 500 Milhas de de Interlagos de 1966. Curioso que 18 era o dia do aniversário de Wilma, mulher de Camillo Christófaro, o "Lobo do Canindé", que venceu a glamorosa prova em São Paulo em parceria com Eduardo Celidônio: 


Notável a presença do bonito bólido pilotado por Bia Figueiredo creio que na IndyLights (é isso mesmo?): 


Deixamos para o final as três peças que mais me encantaram. O primeiro carro abaixo é um protótipo HEVE, fabricado pela Herculano Veículos, de Herculano Ferreirinha, da equipe Hollywood: 



Foi ótimo ver também o Willys Interlagos, que foi pilotado por Bird Clemente. O bólido pertence a Sérgio Jorge e tem, na lataria, uma dedicatória de seu ilustre piloto ao proprietário: 




O carro abaixo me encheu de emoção. Trata-se do Karmann Ghia pilotado por Wilson Fittipaldi, José Carlos Pace e também por Emerson Fittipaldi no início de suas carreiras. O número 77 fez a pole-position em 1966, terminando a prova na oitava colocação: 





Enquanto andava de um lado para o outro contemplando o Karmann Ghia, avistei, a alguns passos dali, um senhor sentado atrás de uma mesa, ao lado de uma senhora que, imaginamos, seria sua mulher. Encarei o sujeito de maneira até mal educada. 

"O que você está olhando?"
"Acho que aquele senhor ali é o Alex Dias Ribeiro". 

E era mesmo. Autografava, na ocasião, seu novo livro. Depois de muito hesitar, aproximei-me, comprei o livro, imaginei aquele pequeno e simpático senhor que posava para uma foto ao meu lado em todos os carros que pilotara ao longo de sua carreira. Ainda recebi dele um presente: 

"Aqui está o último número da revista Racing. Saiu e hoje e, na página 14, tem uma carta que o Bird Clemente, o meu herói, escreveu para mim". 

Pois é, Sr. Alex. Nada melhor que encerrar o dia recebendo "aquele abraço" de nossos heróis.