domingo, 17 de março de 2013

A ZEBRA BÍPEDE

Nesta madrugada de domingo, depois do chove e molha, aconteceu a primeira etapa da temporada de F1 lá onde o Judas perdeu o guarda chuva. Ou guardachuva, ou guarda-chuva. Sei lá o que virou o acordo pornográfico Pt-Br.
Quase nada mudou, senão vejamos: na largada nosso renomado pé murcho Uéber ficou para trás e nem prestei mais atenção no rapaz.
Massa largou bem e ousou ignorar prima dona babando em seu cangote. Daí, veio o esperado. Mamã Ferrari ferrou seu filhinho de poucas posses para ajudar o filhinho preferido daquele banco.
Grande corrida do Adriano (nada) Sutil. No final ficou sem borracha. Merecia uma melhor estratégia da  Força Aí Índia sua zonza equipe.
Hamilton mostrou que continua fera e dona Mercedes construiu um carro melhor que a McLaren. Pelo menos é o que parece.
E vamos aos destaques: em primeiro a corridaça de Wiwi Vodkanem. Bela estratégia deixando a prima dona Alfonsinha cheia de mimimis. Duas paradas e a vitória zebrada. Ainda esnobou dizendo que foi fácil.Esperamos que continue na mesma toada (como dizia minha avó).
Na parte negativa a corrida do Vetor. Pelos treinos a impressão era de que iria vencer com três rodas. Qual nada. Corrida esquisita, fraca e ficou a impressão de uma certa falta de ânimo. Como é cheio de graça e batizou seu carro de Heidi faminta ou algo assim a gente pode dizer que broxou legal.
Finalmente devemos registrar nossa indignação pela falta de ação dos malucos de primeira volta.
Nem um pedacinho de carro voou durante a corrida. Romã da Granja, Chapolin Perez e aqueles que estreiam não honraram a tradição batista (de bater).
Em certos momentos deu até sono.
Assim não dá. O blog vai enviar uma moção de repúdio ao bom mocismo desse pessoal. Áras!
Tivemos um momento uáu com (claro) Pastor sem ovelhas que errou a freada e deu trabalho para o guincho. Segue o vídeo.
Mas, foi só.


ele vai dar mil desculpas mas, aposto que estava fuçando no rádio

GGRRRRRRRRRRR

"isso nunca aconteceu comigo"

"vira, vira, vira,virou!"

sexta-feira, 15 de março de 2013

COMEÇOU!!!

Acabou de acabar (ui!) o primeiro treino para a primeira corrida da temporada da F1.
Como disse Massa, aqui é onde a coisa pega e não nesses treinos extra-oficiais (foi mais ou menos isso).
Não tivemos muitas novidades.
No vídeo prima dona leva o carro para dançar na curva, roseberg gasta pneus e chapolin perez maltrata a zebra.
Na foto, os primeiros de sempre e o paulo que restou saindo do carro.
Vamos aguardar os outros treinos e a corrida arrastando correntes madrugada adentro para "alegria" da rainha da mansão.


quinta-feira, 14 de março de 2013

VELHO BARÃO

Não poderia deixar de lembrar do grande incentivador do automobilismo no Brasil. Com sua atuação as corridas de motos e automóveis tiveram maior divulgação, acelerando corações e mentes a gostar deste esporte tão seletivo.
Lembro que sempre disse ao chefe do blog que assisti à corrida em Monza no ano de 1972 com o coração na boca porque detesteva o rival de Emersão na disputa daquele título, Jackie Stwart.
E, que o velho barão não transmitiu a chegada pela emoção. Seria o responsável pela narração da chegada o comentarista.
A infernal internet já me desmentiu em outras ocasiões e agora também.
Vemos no vídeo postado pelo chefe que a chegada foi transmitida pelo Wilsão sem a voz embargada da minha memória. Provavelmente essa voz veio mais tarde quando caiu a ficha.
Mas, eu lembro bem que assistia às transmissões pela TV e ouvia o velho barão pela Jovem Pan.
Pelo menos ele não confundia retardatários com o líder da corrida. Cansei de ouvir os locutores da época dizerem pela TV que o piloto que iria levar uma volta do líder era quem liderava a corrida pelo fato de estar na frente de quem realmente liderava.

velho barão ao fundo com a prole pé pesado.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Habemus Papam! Mas ele é argentino...

Imaginem um país hipotético. Neste país - laico, por sinal - o anúncio do cardeal que assumiria o posto de sumo pontífice da igreja católica seria transmitido ao vivo. Um animador de televisão diria: "estamos, ao vivo, transmitindo para a maior nação católica do mundo o anúncio do novo Papa". Não soprariam no ouvido dele que a nação, a rigor, não tem religião. 
E então, anuncia-se o novo Papa e ele é argentino. O mesmo animador resigna-se, mas observa que gostaria mais que o eleito fosse um cardeal "do nosso país", afinal de contas, agora eles têm o Messi e, também, o Papa. Vejam só. 
No mesmo dia, também ao vivo, entraria na transmissão o julgamento de um indivíduo acusado de matar sua namorada. Estamos bem no momento em que o acusado é arguido por seus advogados de defesa. Após alguns poucos minutos, aquele mesmo animador, irritado, mandaria retirar do ar aquelas cenas, pois seria absurdo ficar ouvindo a defesa fazer perguntas para o réu responder. Ele diria algo como "estas perguntas devem ser combinadas. Claro que não vão fazer com que o réu se enrole". Logo, vamos tirá-las do ar. Nada mais óbvio naquele nosso país hipotético. 
Em seguida, entra a reportagem sobre o caso de um acidente automobilístico em que um indivíduo dirigindo um carro colidiu com um ciclista. O ciclista, tragicamente, teve um braço amputado. Por estar embriagado - ou, por terem dito estar embriagado -, quiseram que o motorista respondesse por tentativa de homicídio. E o elemento subjetivo do tipo? Dolo eventual, claro. Levado o caso ao juiz, esse decidiu que não, que não houve dolo eventual, pois tal figura é incompatível com crime tentado, mas não consumado. Acrescentou o magistrado que "raciocinar de forma diversa consistiria em verdadeiro sofisma". 
Nosso animador de TV do país hipotético discordaria, procurando explicar ao seu público o que é sofisma: "era uma coisa da Grécia antiga em que você especulava sobre algo que era contra a lei". Claro que, neste país hipotético, a história da filosofia é completamente diversa daquela que nós conhecemos. Percebe-se, claramente, que neste lugar inventado Sócrates jamais seria um sofista. 
Continuaria nosso animador, dirigindo-se agora diretamente ao magistrado: "concordo com Vossa Senhoria" - ah, sim, neste país os juízes não são chamados de Excelência - "e é por isso que eu acho que a lei tem que mudar". 
De repente, a televisão desliga e somos colocados a pensar neste país hipotético. Ora, se este animador de TV é formador de opinião é porque os verdadeiros formadores de opinião são ignorados ou muito incompetentes. Deve ser esse, pois, o problema: quem deveria seriamente pensar as questões do país está metido em conchavo e politicagem barata e não tem tempo ou interesse nas questões nacionais mais relevantes. 
Ainda, neste lugar inventado na nossa cabeça, se o animador de TV, formador de opinião, não quer ouvir as perguntas da defesa porque com elas o réu não vai se enrolar; mais, se uma decisão que aplica corretamente a lei é apenas um sinal de que a lei deve ser mudada, então, temos um país neofacista em que a lei é usada, na verdade, para subverter o direito. 
Após pensar hipoteticamente neste lugar inventado, o indivíduo levanta-se do sofá, vai até a sua geladeira procurando o que comer e constata: habemus ignorantiam

Foi-se o Barão

Esta semana, em que temos a largada para a temporada de 2013 da F-1, começou com uma notícia triste: faleceu o Barão Fittipaldi. 
A importância da família Fittipaldi e do Barão para o automobilismo de forma geral é bastante conhecida. Apenas para ilustrar, em uma transmissão no ano passado em que participava o Emerson, Galvão Bueno se referiu a ele como "pai de todos nós que gostamos e acompanhamos a F-1 há anos". Bem, se o Emerson é o pai de todos nós, o Barão era o pai dele. 
A título de homenagem, fica, abaixo, um dos momentos mais marcantes da vida e carreira de Emerson e Wilson Fittipaldi e, sem dúvida, uma das coisas mais incríveis que já ouvi: no GP de Monza de 1972, o Barão contava para o Brasil todo que seu filho mais novo vencia a corrida, sagrando-se campeão mundial de F-1, sendo - vale mencionar -, à época, o mais jovem piloto a vencer o campeonato, além de ser o primeiro brasileiro da história a conquistar o mais importante certame automobilístico.

sábado, 9 de março de 2013

BAGUNÇA TOTAL

Então tá.
Alguém chamou o Hugo.
Então, morreu o Chaves.

quem? Eu?
Não o mexicano. O venezuelano. Hugo Chaves, el presidente. 
Rumores surgiram no horizonte da F1 dando conta que Pastor ficaria no mato sem cachorro com a falta de Chaves 

                                                                           
                                                                                       Quem? Eu?       
 Não. O venezuelano. Enfim, dizem que Pastor Maldonado, venezuelano, teria problemas com "as grana" sem aquele presidente. Seria muito estranho, uma vez que este tipo de patrocínio deve ser profissional, ou seja, contrato assinado, com um princípio e fim. Pode ser que não seja renovado mas, é outra história.
Na minha opinião, o piloto da Williams continuará a nos dar alegria e trabalho para o guincho.

 sóóóóóó!!!!!!

Mano, que confusão. Vou chamar o professor Girafales para explicar.

Enquanto isso.........

fui...

quinta-feira, 7 de março de 2013

COMO SE FAZ

Lá nos treinos pré-temporada em Barcelona a roda do carro de Massa saiu em busca dos pneus aposentados. Vejam aí embaixo.
Neste vídeo esta roda ensina com se faz. Saiu, encontrou seus amigos e instalou-se para assistir a corrida.
Só falta o sanduba e a cerveja.

domingo, 3 de março de 2013

AGORA AUSTRÁLIA

Terminaram os teste pré-temporada em Barcelona. Agora, depois de muitas conjecturas, vamos ver quem anda na frente de quem.
Kico Roseberg foi o mais rápido no último dia. Pelo visto as equipes, neste dia, se preocuparam mais com consumo de pneus e combustível.
Nenhuma grande novidade. Até os bicos horrorosos continuam imperando.
Vale registrar que Luiz Razia perdeu seu lugar na Marússia (quem?) por não pagar a cota de patrocínio. Ele entrou pagando no lugar de quem não pagou, Timão Croc, e perdeu para quem paga (Bianchi).
Assim, caminha a humanidade. Pelo menos não levou o pé nos fundilhos no meio da temporada.

Kico e seu pum flamejante

NOVA ERA

Neste fim de semana a Stock Car iniciou uma nova era em sua longa existência. Deixou de ser o patinho feio da programação da dona Globo e foi desfilar garbosamente na grade da Sportv. Assisti um pedaço do treino no sábado e o finalzinho da corrida no domingo.
Algumas considerações: se vou continuar a assistir será sem som uma vez que a transmissão continua tratando playboy bueno como um gênio esquecendo de analisar a corrida com isenção. Hoje, domingo, ele levou, em verdade, sorte ao posicionar o carro na ultrapassagem que lhe valeu a vitória, no final da corrida, de maneira que Atlia Abreu líder, até então, atrapalhou o segundo colocado Valdeno Brito que acabou em segundo sem tempo de ultrapassar o playboy apesar de ser o mais rápido. Atila, por sinal, chegou em 12º. Perdeu um cosmos de posições em duas voltas.
Mas, outras ponderações devem ser colocadas.
Não deixa de ser um ponto positivo a mudança de grade para a Stock. O time de comentaristas e locutores é de primeira linha da Sportv, acostumados com automobilismo e com tempo para explicar as nuances de uma categoria com a qual, confesso, não simpatizo.
Porém, a tendência é de maior penetração (êpa!!) junto aos fãs do automobilismo porque, pelo maior tempo em exposição, a gente acaba dando uma olhada. Nem que seja para xingar.
Outro aspecto já abordado por mim diz respeito às câmeras on-board. A F1 tem muito que aprender.
É certo que aquelas dentro do carro mostrando o piloto de frente é impossível na F1 pelo cockpit apertado.
Mas, no vídeo um exemplo de boa colocação e colaboração do pneu que furou e fez a festa em termos de imagens.
Pena que o carro era do rubim, que vinha em 14º e graças ao pneu pavão chegou em 25º.

bela imagem e, notem, um cronômetro bebum

sábado, 2 de março de 2013

PARA CONSTAR

Em mais uma rodada de testes lá em Barcelona o destaque não foi o domínio de dona Mercedes e seu novo pimpolho Hamilton.
Massa enfrentou a rebeldia de sua roda dianteira que saiu fora antes do término da sessão deixando o piloto brasileiro na mão.


o pneu do carro da Ferrari resolveu ir cumprimentar os pneus aposentados que tem o privilégio de sentar na primeira fila

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sobre datas e tons

Não faz muito tempo, resolvi arrumar minhas bagunças e notei que guardava, em um pote de sorvete em cima de uma escrivaninha, vários comprovantes de débito, desses que saem da maquinha depois de pagar a conta com cartão. Procurei reconstituir o sentido daquilo enquanto fuçava naquele mar de papeizinhos azuis - e o sentido estava em me deliciar olhando a data e onde havia sido gasto o dinheiro: eram pistas capazes de me levar a reconstruir com cores vivas um dia qualquer em um ponto do passado. Por exemplo, no dia 19 de julho de 2006, gastei R$ 7,00 no "Pedrinho" às 17h37. Certamente, seria um dia da semana, pois o Pedrinho não abre aos sábados e, pelo horário, devia estar voltando do fórum para o escritório e parei para almoçar (o horário do almoço era flutuante) um cachorro-quente com centenas de salsichas e molhos, acompanhado de uma Coca-Cola enorme. Considerando ser julho de 2006, eu devo ter chegado em casa e lido mais um pouquinho d'Angústia, de Graciliano Ramos, que me deleitava à época, sempre como um soco no estômago. 
Outras datas não são triviais ao ponto de precisarem de um papelzinho azul para serem reconstruídas. Estas não são apenas datas perdidas no tempo. São, ao contrário, um ponto na cronologia da vida em que se despejam outras tantas datas triviais e eventos de dias em que muito pouco aconteceu. São datas em que se resolve um quebra-cabeça e o sujeito, atônito, constata que aquela bagunça toda de peças embaralhadas era para formar aquela figura, daquele jeitinho. 
Por exemplo, eu me lembro que há um ano atrás era dia 25, e dia 25 era um sábado. Comemos pratos típicos japoneses, toda  a família. Não sei quanto custou, não paguei a conta, não guardei o papelzinho azul. Não preciso dele, contudo, para saber que faz um ano e que este ano rompeu com o anterior e os anteriores. Eu, que não sou de pedir, pedi um pedido, e peço, esperando, que este ano, que é tanto e tão pouquinho, não termine e espalhe, por tantos outros, a doçura de reencontrar uma recordação num papelzinho azul. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

FUTURO CAMPEÃO?

Neste vídeo, chupado do youtube, um garoto "pilota" um F-1 num simulador. Notem que as reações do carro não tem muita sincronização com o que acontece na "pista". Mas, pelo jeitão do garoto o futuro pode ser em um F-1 de verdade.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

TÉDIO

A pré-temporada não anima nada os tecladistas deste blog.
Acompanho alguns blogs e noticiário pela infernal internet e fico com pena dos escribas porque precisam arranjar assunto.
Hoje, por exemplo, disseram que prima dona superou vetor.
Mas, (oh!) o chato do roseberg foi o mais rápido do treino.
Sabemos que os tempos destes treinos não dizem muita coisa.
Ninguém sabe ao certo qual o acerto que as equipes estão usando.
Ou mesmo se os carros estão dentro do regulamento. Muito comum algumas equipes, pequenas principalmente, usarem carros que estão fora do regulamento e que devem ser ajustados para a primeira corrida da temporada. O regulamento permite estes "devaneios".
Neste ano até agora o alvo tem sido duas equipes que inventaram umas asinhas na saída do escapamento.
Fui dar uma olhada nas fotos e me pergunto até que ponto essas porrinhas ajudariam esses carros num pega pá capá.
A Williams entrou nessa de direcionar os gases do escapamento com a ajuda de um (sei lá) viadutozinho.
Senão vejamos:

Hummm! Além do viaduto temos aquelas suspeitíssimas guelras

Tudo bem. Não sou engenheiro aeronaval/espacial. Mas, dona Gertrudes sempre disse que os caras chutam muito e acabam acertando alguma coisa. É o que parece.
Agora, o escapamento da Katarrã (não resisto. Na verdade o nome é Caterham. Ou seja Katarrã em baianês).

Será que esta lâmina vai fazer diferença?
Bom, fica o registro. E espero que a temporada seja mais interessante que estes treinos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PROJETO TAMÃE


Recentemente viajamos para curtir merecidas férias (outras?) e visitamos lá no sul, Santa Catarina para ser mais exato, o projeto Tamãe.
Fizemos este vídeo onde um filhote sai em disparada em busca do mar, tal como suas primas tartarugas verdes ao nascer.




"Rapá! Que banheira grande!!"

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A mesma pré-temporada de sempre

É interessante como todos os meses de janeiro e fevereiro são iguais para a Fórmula-1. Todos estão preocupados em não desagradar os patrocinadores e patrões, dizendo que os carros estão muito melhores que os do ano passado, todos os dias de testes trazem a nova equipe sensação, a decepção e a surpresa da temporada. 
A verdade é que, para nós, aqui, sentados nas suntuosas sedes de nossos blogs, fica difícil saber quem está realmente bem ou mal, qual a consistência de cada equipe e de cada piloto, pois não podemos efetivamente conhecer as circunstâncias dos treinos, quais os objetivos de cada equipe, etc. 
Então, enquanto as luzes vermelhas não se apagam no dia 17 de março, dando início a mais um campeonato, contemplemos uma pré-temporada cujo desfecho já é bem conhecido. 


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

F-1 Literária on fire, in loco e atrasado

Após um trepidante voo de 12 horas, que aterrissou no dia 10 de janeiro pela manhã, o F-1 Literária pegou o carro, no dia seguinte, e dirigiu mais 10 para cobrir, in loco, o Desafio das Estrelas, torneio de kart promovido por Felipe Massa. 
O Desafio, neste ano, foi realizado na Penha, dentro do Parque Beto Carreiro World. O kartódromo do Beto Carreiro é bem legal, com um traçado interessante. As instalações das arquibancadas, apesar de tubulares, foram bem feitas, contornando todo o traçado. Todas as estruturas para o público eram cobertas e, apesar do forte calor, ninguém precisou torrar no sol. 
Se pensarmos que se trata de uma corrida de kart, com ingressos pagos, realizada no Brasil, o evento tem dimensões enormes: estima-se que foram à Penha aproximadamente 26 mil pessoas.  As arquibancadas estavam cheias, mas não abarrotadas, o que as tornava confortáveis para ver as corridas. Além disso, no setor em que ficamos, havia carpete e frescuras. 
Todavia, como todo evento automobilístico realizado em terras brasileiras, houve os habituais "senões": para transitar da arquibancada para o banheiro ou para os quiosques de comida, era necessário estar com uma camiseta fornecida pela organização que identificava o setor em que você estava. Muito legal, se a camiseta coubesse nas pessoas e os seguranças não ficassem desconfiados de você por não querer usar uma baby-look. 
Além disso, como sempre, os lugares reservados aos patrocinadores e seus amigos eram ótimos e nós, pobres mortais que desembolsam uma grana boa para assistir qualquer coisa, ficamos renegados aos assentos mais ou menos. Isso é uma grande sacanagem. 
As corridas, em si, foram ótimas. As duas baterias do Desafio das Estrelas foram muito legais de assistir e, de brinde, houve uma tal de "Corrida dos Artistas", com uns atores globais, também bastante interessante. 
Chama atenção ver como a pilotagem desse pessoal profissional é refinada. Dá gosto de vê-los entrando nas curvas. A proximidade da pista e o fato de ser uma corrida de karts permite que se preste atenção em mais detalhes da pilotagem - muito mais que em uma corrida de F-1, por exemplo. 
O destaque negativo, para mim, foi Fernando Alonso, que andou mal pra burro, ficou muito preocupado com os holofotes, não desperdiçando qualquer chance de dar entrevistas e aparecer no telão. Na hora do vamos ver, só aprontou e chegou lá para trás, apesar do impulso de seus muitos torcedores catarinenses.
Adorei ver o Jules Bianchi pilotar - parece ser um daqueles pilotos classudos e com grande consciência do que fazer ao longo de uma corrida; fiquei bem impressionado, também, pelo Fittipaldinho: o menino andou boa parte do tempo no ritmo dos caras da frente, pilotos muito mais experientes, quase todos com passagem pela F-1. Vamos esperar que sua carreira tome um bom rumo.
Seguem, abaixo, algumas fotos tiradas pelo repórter fotográfico interestadual do F-1 Literária: 

As Penélopes Charmosas elegantemente passeando pela pista. Disputaram a corrida dos artistas

Piquetezinho no sábado

Lucas di Grassi 

Antonio Pizzonia fazendo graça de quadriciclo

Allam Khodair e Jaime Alguersuari trocam um lero depois de se porrarem na pista

A promessa brasileira Felipe Nasr abre uma semana de vantagem sobre a concorrência na segunda bateria

Os lanternas de luxo: Prima Dona Alfonsina e Kamui Kobayashi

Senna este, não aquele, seguido por Ricardo Zonta e Bia Figueiredo 

O campeão do evento Jules Bianchi, seguido por Vitantonio Liuzzi e Lucas di Grassi

Sebastian Buemi

Fittipaldinho

O anfitrião Felipe Massa

Por fim, um filminho da volta de apresentação, com Kobayashi fechando a fila

A NOVELA DA F1

Já repararam que muitas "estrelas" de novela são protagonistas porque mulher/"amiga" de algum figurão?
Preconceitos à parte, basta uma separação para que elas sejam descartadas.
Nada a ver com talento.
Estou lendo que uma tal de Susie Wolff irá guiar o carro da Williams "em linha reta" para testes aerodinâmicos.
Ela, até outro dia, era Susie Stoddart. Mudou o nome quando casou com (adivinhem?) Toto Wolff, acionista e manda chuva da Williams até o ano passado. Neste ano foi para a Mercedes, sinal que Rose Bráw esta na marca de pênalti.
Enfim, o Totó continua acionista da Williams ( o que fede à maracutaia nas pistas) e gerente do Bottinha, que ocupa o lugar do Senna esse, não aquele, na Williams.
Portanto, a F1, além de semelhança com futebol, tem seu lado novelístico.


"não preciso do totó para vencer. Sou bonita e gostosa. Ah, não é novela?"

PARA CONSTAR

Meu gordito favorito, junto com uma pá de outros pilotos, venceu as famosas 24 horas de Daytona disputada naquele país grande e bobo.
O carro é este:


Uma BMW da equipe Chip Ganassi. Os outros pilotos foram Scott Dixon, Scott Pruet, Charlie Kumball e Memo Rojas. Pelo tamanho do carro alguns correram no porta malas. Brincadeira.
Mas, quem cruzou a linha foi Montoya nosso gordito favorito.
Eu o coloco no mesmo balaio que contém pilotos como Kiwi Vodkanem: andam muito e são bicudim. Não se curvam diante de imposições bestas do mundo da F1.

"gordito o karai!! Carrego muito lastro"

AINDA NADA DE NOVO

Todo começo de temporada nós não temos muito assunto e a expectativa pela dança das cadeiras, ou melhor, cockpit ganha grande espaço nas notícias e discussões. E, cá entre nós, o que interessa para o grid que Timo Glock chutou sua equipe do ano passado? Ele pode ser um bom piloto mas, Marússia?
Uma grande combinação de nomes estranhos (Timo, Glock, Marússia) e só.
Nesta semana a Lotus lançou, no sentido de apresentar e não arremessar, seu novo carro.
Daí a idéia deste post.
Vamos lá:

Este é o carro de 2012



Este é o carro de 2013

de lado para mostrar que o bico continua horroroso

Pois é.
Nada de novo no front. Olhando com uma lupa vemos um novo patrocínio em homenagem ao Romã da Granja. Como ele vive tentando colocar mais gente dentro de seu carro nada como o slogan "sempre cabe mais um". 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Auf Wiedersehen, Schuchu

Nota prévia : o texto a seguir começou a ser escrito no dia 26/11/2012, segunda-feira seguinte ao domingo em que tivemos a corrida que definiu o campeão mundial da última temporada. Não foi ao ar antes, pois estivemos empenhados na busca pelo vídeo que ilustra o post. Lembrava de tê-lo assistido, ainda enquanto pessoinha, em uma fita VHS da Folha de São Paulo que meu tio Pan deu de presente. Dois meses depois, encontramos o vídeo, editamos e cá está ele. Tudo para concluir que o retorno de Schumacher à F-1 foi um erro que Fangio não cometeria. 

O GP do Brasil de F-1 foi marcado pela segunda despedida do Schuchu, el sapatero. Não há muito o que dizer sobre a segunda passagem do alemão pela categoria, além daquilo que vimos na pista. Limito-me a resenhar aquilo que escreveram o Luiz Fernando Ramos e a Juliane Cerasoli: sua importância como desenvolvedor de carros é, agora, relativizada, pois a Mercedes não evoluiu nada nestes últimos três anos; uma F-1 mais "econômica", com limitação de testes, um regulamento que exige um piloto mais inteligente em relação a poupar pneus e o equipamento não fizeram bem para o melhor de todos os tempos; um companheiro de equipe não impedido de brigar o derrotou frequentemente, embora este ano o esbofeteamento tenha sido bem menor. 
É claro que o blogueiro oficial Flávio Gomes está lá, escrevendo, com seus incríveis jogos de retórica e com toda convicção, que o Schumacher só não foi melhor porque era um só (aliás, este tipo de polêmica sobre os dons do Schumacher é ótimo para eles lá, pois dá um ibope tremendo entre os indignados sennistas). Não concordo e nunca vou concordar - assim como ele nunca vai concordar que Schuchu não foi o melhor.
Talvez tenha faltado ao Schuchu uma sensibilidade que sobrava a outros pilotos, principalmente a este aqui, ó:

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

NADA DE NOVO NO FRONT

Quando a gente alcança uma certa quilometragem na vida e alguém pergunta "como estão as parada?" a resposta "nada de novo. De bom ou de ruim" pode parecer tediosa.
Mas, significa que o trem está nos trilhos. Hoje em dia "noves fora", como dizem alguns, existe uma mini pessoa agitando a mansão. Estou pensando em entrar em forma para acompanhar o ritmo alucinado de quem engatinha feito um raio quando alguém abre uma porta de armário nunca dantes explorado.
Quanto à F1 realmente "nada de novo".
Os mesmos boatos, os mesmos pilotos tentando um lugar no grid e etc.
No entanto, uma notícia chamou minha atenção.
O chefe do blog esteve no desafio das estrelas. Diga-se de passagem houve uma falha muito grande da organização em não convidá-lo a acelerar junto com os paparicados pilotos que lá estiveram. A explicação que encontro é que os outros passariam vergonha diante talento tão enorme.
Enfim, o chefe relatou que ficou impressionado com o desempenho do neto do Fintinpaldi (como dizia véio Mero) Pietro Fittipaldi. Mandou bem o menino de (hoje) dezesseis anos.
Pelo que tenho visto ele nasceu para pilotar. Certamente sua primeira chupeta tinha forma de volante.
Com as notícias de mudanças no rumo de sua carreira, da tentativa de chegar ao topo na NASCAR (a stock norte americana) para a F1, fiquei imaginando as pressões sobre um ainda menino.
Com certeza começou a correr por prazer em ver o mundo passar rápido até transformar-se num borrão colorido.
A administração da carreira, no entanto, não permite a ele tomar todas as decisões. Alguém corre atrás "das grana" e merdas acontecem como o pedido de um milhão de alfacinhas com base na Lei de Incentivo aos Esportes. Certamente, não precisa disto porque seu sobrenome atrai financiadores.
Com pouca idade tem tempo para adaptar-se aos monopostos. O desempenho no kart no Desafio das Estrelas mostrou isso. Mas, será que é isto que deseja?
Até hoje morou nos States e tem a sua vida familiar fincada no enorme e bobo país do norte.
E, o mundo do automobilismo que hoje conhece é bem diferente da briga de faca no escuro que é o automobilismo europeu.
Enfim, de qualquer maneira seria muito bom ver, finalmente, um herdeiro de sobrenome famoso mandar bem  na selva da F1.


o garoto polishop vai tentar honrar as cores que inspiram seu capacete

sábado, 12 de janeiro de 2013

AQUECENDO OS MOTORES

Voltando de nossas férias de fim de ano vamos ao filminho do futuro campeão das pistas treinando na rua.
Lógico que,  para provocar a turma do blog, o carro tinha que ser Ferrari.
Notem o ar compenetrado.
E vamos torcer para que Mamã Jr não acesse o blog.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

51 Racing Team

Terminou o "51 International Championship". Não sei bem quem ganhou (certamente, foi o piloto sueco), mas me diverti um bocado com nossas corridas, após as disputas de kart, atrás do glorioso pint da vitória, normalmente, contendo Old Speckled Hen, quando essa incrível bebida não está em falta no pub. 
Percebi que larguei na frente em quase todas as ocasiões e cheguei atrás na maior parte das corridas. Formulei várias hipóteses para justificar esta estatística, prometi emagrecer para andar melhor e ser menos acomodado nas voltas iniciais. Mas, no fundo, não importa. Lembro-me de, há alguns anos, ter lido uma entrevista com Gerhard Berger em que o austríaco dizia que ser segundo quando Senna era o primeiro não era um mau lugar para estar. É mais ou menos assim que me sinto: se o piloto sueco está lá na frente, é como se eu estivesse também.

Largada na chuva: não é só a luz verde que pisca

Todos atrás do kart sueco nº 27

Ninguém atrás do kart  nº 21 ítalo-gordinho

Ousadia ao entrar de lado na curva

Resignação: eles vão ultrapassar

Tentativa de sabotagem para cima da ala sueca da equipe.

Proficiência

Interessantes são estas reuniões familiares. Normalmente, passam como agradáveis encontros em que bebemos, comemos e vamos embora sem grandes impactos no espírito. Ora, uma epifania não é o propósito de uma festa de aniversário. No entanto, a intimidade, escondida pela distância e a convivência rarefeita, pode trazer à tonar, por meio de uma frase bem colocada, uma aspecto interessante de sua vida. 

_ Você perdeu uma proficiência. 

Assim, secamente, um primo meu, com quem pouco converso ultimamente, dirigiu a palavra a mim. Achei graça de tal assunto surgir, justamente, na noite de meu aniversário. 
Iniciei a resposta, explicando que era assim mesmo, que apesar de ter feito duas provas de proficiência para ingresso no mestrado, apenas poderia aproveitar uma para a aprovação no doutorado, etc., etc., etc., quando fui interrompido: 

_ Não, não. Proficiência em solidão. Você perdeu a proficiência em solidão. 

E, assim, secamente, está feito bom resumo do meu ano. Perdi a proficiência em solidão. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

MEMÓRIAS - 0

Recentemente tivemos mais uma edição desse jogo de cartas marcadas que são as eleições no brasil-sil-sil.
Tenho experiência o bastante para sentir um certo asco por este período em que todos os problemas de nosso país serão resolvidos por estas pessoas tão dedicadas e preocupadas com o desenvolvimento. E, são sempre os mesmos políticos.
Quando não, os filhos e outros descendentes que tentam agarrar um cargo qualquer.
Véio Mero sempre dizia, e na época eu não entendia, que "muda o encanamento e a merda é a mesma". Agora entendo.
A primeira vez que votei foi no longínquo ano de 1974 quando completei 18 aninhos. Naquela época só "de maior" votava.
A ditadura era feroz. Até o Estadão, que pendia para a direita, era censurado.
Pois eu me encantei com um cara que, no horário político, baixou o sarrafo e soltou o verbo contra a ditadura. O horário político era ao vivo, uma falha enorme da ditadura.
Candidato a senador do MDB contra Carvalho Pinto (que nome é este?) da Arena.
Era Orestes Quércia, jovem dinâmico e com culhões.
Deu no que deu.
Graças a ele e outros sugiu em 1976 a risível e ao mesmo tempo trágica Lei Falcão.
A partir dela só "santinhos" como imagem e currículos pré gravados. Os humoristas se divertiram.
Ainda em 1976 voltei para minha terra natal (Rib's) para cursar Química na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto - USP. Filô para os íntimos.
Caí de paraquedas num mundo totalmente diferente. Ainda em 1975 quando fazia cursinho presenciei algumas coisas esquisitas como um professor que demitiu-se repentinamente porque algum dedo duro entregou o cara para a "repra" (repressão para os menos iniciados) já que em sala de aula defendeu a ecologia e disse que o brasil não respeitava a dita cuja. Professor de Biologia. Defendendo a ecologia naquela época! Tem que prender!
Enfim, no inicio do curso fui escolhido "voluntário" para a direção do centrinho da Química (Cenequi, que existe até hoje). A diretoria passou a ser toda do pessoal do primeiro ano. Mais ou menos contra a nossa vontade. Principalmente pela falta de experiência. Os veteranos, porém, passaram para nós (da capital) a responsabilidade.
Aqui se faz necessária uma explicação.
O curso de Química passou em 1976 a oferecer além da formação em Licenciatura a formação em Bacharelado.
Minha turma foi a primeira do Bacharelado.
Então, o curso que abrigava somente gente de Ribeirão Preto e região, repentinamente foi invadido pelo pessoal de São Paulo e região.
Outras pessoas, outras cabeças, mas, o centrinho continuou alheio à política.
Em parte. Eu tinha uma pequena formação política graças ao véio Mero e suas imprecações famosas contra qualquer governo.
Foi só abrir a boca que o pessoal de outros centrinhos (biologia, psicologia e medicina, os mais radicais) vieram  me "doutrinar".
Basicamente queriam que o jornalzinho da Química publicasse assuntos políticos contra "o que aí está".
Eu topei. Meus pares não toparam e, depois de muitas rusgas, ganhei a antipatia de todos. De um lado o pessoal do Cenequi porque eu queria "comunizar" o jornal. De outro, os outros, que me chamavam de bunda mole por não ter força política dentro do centrinho.
A partir daí passei a ser uma espécie de fantasma dentro do centrinho. Participava das reuniões, assinava cheques (eram necessárias três assinaturas!) mas, só.
Nesta época eu estava na primavera de minha formação política. Romanticamente pensava que poderíamos mudar o rumo da história do brasil conscientizando os colegas em volta que, por seu turno, conscientizariam outras pessoas e finalmente transformaríamos o brasil num éden.
Mais para Gramsci do que para Marx.
Cedo, constataria que nada é tão simples assim.
Continuamos depois.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

FATURANDO

Já havia comentado em "puro sangue" o destempero de Kiwi Vodkanem em relação ao seu engenheiro que entrou no rádio para falar o óbvio.
Como no mundão atual tudo é money vamos faturar sobre o fato.
Leio aqui que lançaram uma camiseta e outros bagulhos com a famosa frase.
Fico pensando se o engenheiro vai levar uma porcentagem.....
Caso contrário o chefe do blog pode entrar em contato com o sujeito e aventar uma possível ação.
Afinal, tudo é money!

a camiseta é bonita, vai

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

OS CINCO MENOS

O lado caipira do blog escolhe agora os cinco menos do campeonato de F1 de 2012.
Alguém disse que alguns pilotos  trazem para a F1 um certo ranço da GP2 que são as raladas contumazes quase sempre sem punição.
Penso que, em verdade, neste ano alguns pilotos sem noção de espaço e tempo tomaram parte do grid. Não importa de onde vieram. Mesmo porque onze entre dez pilotos da F1 atual passaram pela GP2 e nem todos concorrem ao prêmio lambão da corrida. Sim, eu sei que Kimi Raikkonen não passou pela GP2.
Na cabeça dos candidatos, no entanto, uma corrida de F1 dura uma volta. Por isso, saem em desabalada carreira assim que as luzes verdes acendem.
Vamos lá.

O PRIMEIRO MENOS: BRUNO SENNA


Para nós, brasileiros, é desagradável ter que admitir que Bruno Senna não chega nem perto do tio.
Os verdureiros viviam dizendo que era preciso um carro melhor e uma temporada inteira para que ele mostrasse serviço depois de penar com a HRT em 2010 e a Renault no ano passado.
Veio a Williams e a desculpa foi dividir o carro com Bottas o piloto reserva que o substituirá no ano que vem. No primeiro treino o preferido de um dos chefões da equipe usava o carro. Não acredito que este fato tenha sido preponderante para sua fraca campanha.
Um bom piloto se vira, nego.
Uma de suas grandes falhas, senão a maior, é a falta de velocidade em treinos. Neste aspecto seu companheiro de equipe foi melhor que ele.
Esse fator fez com que largasse quase sempre atrás e quando não se envolveu em problemas por conta própria acabava levando uma pimba por estar no lugar errado na hora errada.
Para completar as lambanças bateu em Vettel na primeira volta em Interlagos na corrida mais importante do ano. Quase tira da corrida um dos candidatos ao título numa atitude tosca.
Até os verdureiros admitiram que não tomou o devido cuidado. Eu assisti diversas vezes a batida e fiquei com a impressão de que simplesmente deixou bater. Do jeito que veio, como uma carroça desembestada, viu um carro fechando a curva e não se preocupou em evitar o toque. Depois deu declarações infelizes dizendo que Vettel é quem tinha que tomar cuidado. Diga-se que ele bateu na lateral traseira do carro do alemão. Ou seja, ligeiramente sem razão. A preferência da curva é de quem está com as rodas dianteiras à frente.
Enfim, dispensado da Williams está procurando um lugar qualquer. Dizem que pode ir para o campeonato alemão de turismo, a DTM. Lá, com as rodas cobertas vai se lambuzar de verdade.

O SEGUNDO MENOS: ROMAIN GROSJEAN


 o que sobrou de seu carro em Spa
"o seguro não quer pagar?"

Nosso Romã da Granja só não foi o primeiro menos pelo fato da decepção com Bruno Senna.
O piloto da Lotus, essa não aquela, foi mestre em se meter em confusão. Uéber o colocou no bloco dos malucos da primeira volta, após levar uma bundada no GP do Japão. Com razão.
Alguns analistas disseram que foi muito dura a punição que recebeu após o incrível pega para capar que promoveu na largada do GP de Spa.
Se levarmos em consideração que seu carro quase acertou a cabeça do mimadinho de mamã Ferrari até que Romã ficou no lucro. Foi suspenso por uma corrida e não participou do GP de Monza.
Apesar de tudo subiu ao pódio 3 vezes e ficou em oitavo na temporada à frente de pilotos como Roseberg com mais experiência e calma.
Até agora não foi confirmado como piloto da Lotus, essa não aquela. Mas, é questão de suspense barato. Tem o apoio dos patrocinadores maiores e do chefão da equipe.
No ano que vem vai continuar dando trabalho para os garis da F1.

O TERCEIRO MENOS: MICHAEL SCHUMACHER

Nós adoramos detestar shushu. Talvez faça um post sobre sua carreira. Se o chefe do blog não o fizer antes. Mas, no início desta temporada sabíamos que era tudo ou nada. Ou seja, seu milionário contrato chegaria ao fim, a equipe trabalharia para ele (sobrando as sobras (ui!) para Roseberg) e, confesso, que esperava mais do nosso aposentado.
Pouco, ou nenhum brilho, para alguém que tem um caminhão de estatísticas e um bonde cheio de puxa sacos.
Sua escolha se deu pela batida à la Mr Magoo (esse é do meu tempo) na traseira do carro de Vergne no GP de Cingapura. Notem o balançar de cabeça do Ross Braw. Ali ficou decidido que o aposentado iria se aposentar.
Por esta o terceiro lugar. Sem contar o fato de ter abandonado, por diversos motivos é claro, sete vezes em vinte corridas. Ficou em 13º lugar na temporada com 49 pontos e subiu ao pódio no GP da Europa quando foi terceiro.




"agora sim. Tô de férias definitivas."

O QUARTO MENOS: PASTOR MALDONADO
Pastor tem uma enorme vantagem que é o fato de sua carreira ser bancada pelo Chaves venezuelano e não o mexicano. O verdureiro mor da dona Globo de vez em quando berra nos nossos ouvidos "como é rápido esse venezuelano".
Sim, ele é muito bom em voltas lançadas. Mas, é um desses que precisam saber que a corrida tem mais de uma volta. As vezes nem isso.  Costuma dar o ar da graça no meio da prova mesmo.
Pegou de jeito na penúltima volta nosso querido Hamilton que ficou muito feliz com a atitude de mula sem cabeça do piloto da Williams.



Na verdade ainda é uma incógnita porque quando não se envolve em acidentes consegue até mesmo vencer com um carro-carroça como a Williams. Foi assim no GP da Espanha.
Ficou em 15º na temporada com 45 pontos, mas, tem uma autoconfiança enorme. Do tamanho do cofre da estatal venezuelana de petróleo que mantem sua estada no grid.

"e ainda por cima sou lindo"

O QUINTO MENOS: SERGIO PEREZ
O amigo Chapolin Perez, esse sim mexicano, agarra o quinto lugar pela queda impressionante de desempenho quando anunciado pela McLaren para substituir Hamilton.
De uma hora para outra sentiu a pressão. Até então era uma promessa que jogou fora uma vitória para ajudar a prima dona Alfonsina no GP da Malásia quando ficou em segundo lugar. Sua equipe lembrou que o segundo lugar também era bom. Para bom entendendor bastou (nem com toda esta ajuda prima dona foi campeão!!).  Anunciado como certa sua ida para mamã Ferrari (pelos bons serviços prestados) ultrapassou prima dona em Monza tirando o segundo lugar do mimadinho que ficou em terceiro. Perdeu o futuro emprego com certeza.


pela cara de Alonso, Chapolin perdeu a chance de ir para a Ferrari em Monza

Entra para a nossa galeria dos menos pelo enrosco que provocou em Bubu Dadá tirando até mesmo Romã da Granja da corrida.



Vai ter algum tempo para esfriar a cabeça e se adaptar ao novo mundo que é a McLaren.
Segue o bonde.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CINCO MAIS

Terminado o campeonato de 2012, depois do chororô ferrarista, tivemos um período de ressaca aqui no blog.
Mas, como no futebol, todos tem uma escalação dos "melhores do ano".
Então, resolvi fazer uma lista dos melhores do ano do ponto de vista do lado caipira do blog.
Então, vamos aos cinco melhores.

PRIMEIRO LUGAR: KIMI RAIKKONEN

Devo dizer que o estilo "deixa que eu chuto" do piloto finlandês agrada não só a mim como uma imensa parte da torcida.
Tenho até uma certa desconfiança que seu estilo é estudado para diferenciá-lo dos engomadinhos que dividem as pistas com ele. Apesar de seu ar "blasê" quando acelera não é brincadeira.
Sua volta às F1 foi comemorada aqui no blog na certeza que não passaria em branco. Conduziu um carro improvável apresentando problemas em velocidade para ultrapassagens.
Mas, mostrou muita força, venceu em Bubu Dadá e esperamos que em 2013 vença mais vezes. Na minha opinião é um candidato ao título do ano que entra.


SEGUNDO LUGAR: SEBASTIAN VETTEL

 Esse dedo em riste significando "é nóis nas frita, mano!" parece não agradar os outros pilotos.
Talvez, por isso poucos disseram que merecia o título de 2012. Até Mickey Lauda andou dando opinião a favor do mimadinho. Ainda bem que Lauda quase nunca acerta....
Vetor caminhou por estradas esburacadas, ao contrário de seu maior rival pelo título. Teve em mãos um carro não muito confiável com falhas em um tal de alternador, além de punições estranhas para ajudar.
Na reta final, no entanto, suportou a pressão venceu três corridas em sequência e soube administrar a enorme pressão sobre ele.
Em Interlagos fez uma corrida fantástica. Dessa vez o carro resistiu à barbeiragem de Senna, esse não aquele, e apesar de avariado, soltando peças ao longo da corrida proporcionou uma corrida fantástica ao alemão que mereceu o título mais que ninguém.
Tricampeão aos 25 anos e com muita lenha para queimar. Vai longe.

TERCEIRO LUGAR: LEWIS HAMILTON

Hamilton é um piloto em transição. Deixa o ninho onde nasceu para reinventar-se. Dizem que deixou a McLaren por dinheiro mas, eu penso que a longa vivência, desde a adolescência, tenha pesado. O título de 2008 já está distante e Hamilton passou por anos difíceis com pilotagens inseguras ou mesmo temerosas (os envolvimentos com massa, por ex).
Neste ano apesar do carro ter altos e baixos disputaria o título (e penso que poderia vencer) se não fossem algumas estranhas quebras, quando já em negociação com dona Mercedes. Até comentei no blog.
Acredito que vai impulsionar dona Mercedes, engolir seu companheiro de equipe e forçar a equipe alemã a ser mais do que escada para volta de aposentados.

QUARTO LUGAR: FERNANDO ALONSO


Essa língua mostrada pode ser em relação à ética e a esportividade.
Prima dona Alfonsina gastou energia demais com planos e atitudes dignas do Dick Vigarista.
É piloto como poucos e sabe tirar tudo do carro. Mas, usa destes artifícios que deveriam estar em desuso com a aposentadoria de shushu.
Usou seu companheiro de equipe como capacho em diversas ocasiões e, em entrevistas tentava de modo pouco elegante abalar seus adversários psicologicamente falando.
Também não penso que seu carro era tão ruim assim. Sempre andou na frente ao longo do campeonato.
A Ferrari não andou bem em diversos treinos mas, tinha cacife para chegar entre os três primeiros. Tanto que chegou 13 vezes entre os três primeiros.
Talvez mude de atitude no ano que vem. Eu duvido.

QUINTO LUGAR: JENSON BUTTON

Jenson Button é o único piloto que faz a Mariana olhar a TV quando assistimos corrida. Vive dizendo que o único defeito dele é não ter o telefone dela.
Enfim, é um desses pilotos que a gente não nota e quando percebemos ganhou a corrida. Principalmente essas corridas complicadas como a do Brasil, quando venceu com certa facilidade depois que incrível Hulk tirou Hamilton da disputa.
Vai ter mais uma chance de liderar uma equipe no ano que vem. De certo modo era o líder da Brawn quando foi campeção em 2009. Esperamos que consiga conduzir as coisas na McLaren e que faça um ano melhor que 2012 sem o peso de ter um companheiro como Hamilton.

São esses, na minha opinião, os cinco destaques do ano. 
Estou pensando nos cinco destaques negativos. E, a briga é feroz.