quinta-feira, 30 de julho de 2020

CHEGANDO PERTO

Sergio Perez está fora do GP da Inglaterra por testar positivo para o Covid 19.
O vírus chegando perto dos pilotos.
Entre este GP da Inglaterra e Hungria os envolvidos na F-1 foram para casa e, pelo visto, a infecção ocorreu neste período.
Apesar de todo o cuidado imposto pelos dirigentes.
 
Não poderia ser em pior hora o problema de Perez.
Ele está na corda bamba pelo fato de Sebastian Vettel estar em negociações com a equipe Mercedes Rosa, que vai ser Aston Martin em 2021.
Ninguém aposta que o braço duro e dono da equipe, Lance Stroll, será chutado para a entrada do lemão.
Dizem que o contrato já está encaminhado e quetais. A escuderia tem até o dia 31 para apertar o "butão vremeio" e ejetar o mexicano. Mas, essas coisas são sempre nebulosas.

Além da corrida deste fim de semana Perez perderá a corrida dos 70 anos da categoria máxima (ah ah) do esporte a motor que será realizada em 09 de agosto.

E, quem irá substituí-lo? 
Os reservas e secadores são Esteban Gutierrez (com chances) e Stoffel Bandoorne (sem chances porque envolvido com a F-chocante).
Mas, a torcida é para que Nico Hulkenberg (o incrível Hulk) ocupe o carro. 
Como a Mercedes Rosa é o segundo carro do grid (em termos de desempenho) numa dessas ele sobe ao pódio depois de três mil e trinta e duas participações.
Até nós do blog torcemos para isso. Com várias latinhas prontas para serem abertas. Bom, de qualquer maneira as latinhas serão abertas.

Acabamos de atender dona Gertrudes numa ligação por vídeo. Foi reconhecida pela voz, uma vez que usando máscara e óculos escuros. Disse em primeira mão que nosso querido Rubin já enviou inúmeras ofertas para substituir Sergio Perez. Quem sabe, né?



"Pera aí! O papai Noel deveria ser papi Stoll"



terça-feira, 28 de julho de 2020

NO MUNDO DA LUA

Algumas pessoas passam a impressão de que estão vivendo em outro mundo. 
No mundo da lua é uma expressão muito usada.
Parecem estar fora da compreensão espaço/tempo em relação à realidade.

Quando estudante lá em sampa formávamos grupos para desenvolver trabalhos escolares e sempre tinha alguém que não estava preparado, ou não havia lido nada sobre.
Uns tentando montar o trabalho e a dita perguntando onde a fulana comprou o sapato "lindo".
Um exemplo clássico foi uma garota ter ido na casa errada para um trabalho no colegial. Quando marcamos o lugar ela estava "lá na lua". Sem celulares ou telefones fáceis imaginem a situação. E, a mãe da menina da "casa errada" desconfiadíssima do engano. Que farra sua filha se meteu?

No caso do post, no entanto, o buraco é mais embaixo.
Os GPs da F-1 que seriam disputados nas Américas (Canadá, EUA, Brasil e México) foram cancelados por conta da pandemia. 
Até ai Ulisses não morreu. Tancredo sim. 
O que deveria ser encarado como uma condição normal acabou gerando declarações do mundo da lua do promotor da prova no Brasil, um tal de Tamas Rohoniy.
Entre outras sandices declarou que até a data do GP do Brasil a pandemia estaria, no mínimo, sob controle. E, que vai processar a Liberty etc e tal. 
Aprendi na facu de Direito que um contrato pode ser cancelado por motivo de força maior. No caso a pandemia descontrolada desta terra. 
Existem outros agravantes como a renovação de contrato para 2021 e diante. O Rio, que não tem nem sombra de autódromo, garante que vai enfiar um caminhão de dinheiro goela abaixo da Liberty para garantir um lugar no campeonato. São Paulo, no contrato atual, não paga nada. Eis a questão.
Teria que ser esse o foco do sr. Tamas e demais autoridades. Garantir que Interlagos continue no calendário.
Mas, esqueci que vivemos no mundo da lua. 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

ATUALIZAÇÕES E MERDAS

Todos nós que utilizamos um computador já nos deparamos com os avisos de atualizações.
Muitas vezes nem sabemos quais serão essas. 
E, normalmente, acabam por ferrar (para não dizer, foder) o computador.

Em certa ocasião perdi uma grana com um "upgrade" porque  a porra do sistema do PC travou.
Levei o dito ao "hospital" e ouvi que algum dispositivo estranho baixado pelo "up" ao programa então programado no disco rígido ocasionou a moleza da rigidez dos programas então instalados.

Deu merda, segundo o "menino" que examinou a vítima.
Depois disso toda vez que o computer me encarava de jeito estranho rodava um programinha de Windows 7 (pirata) até ferrar (para não dizer foder) a bagaça toda. O disco rígido não aguentou e pulou de um penhasco.
Além de  ficar famoso na família pelo fato de perder uma carreta de arquivos "familiares".

Vários dispositivos cibernéticos depois ainda fico emputecido com o fato de não ter ação sobre algo que comprei para determinadas tarefas e que, com o tempo, fogem do meu controle. 

Assim. Não consigo gerenciar a porra das atualizações das várias entidades cibernéticas que fazem parte do meu cotidiano.

Estou "navegando/trabalhando" quando surge do nada aquele aviso de "atualização". Leio e tento (depois de tantas decepções) "sufocar" a modernidade vinda do espaço sideral das coisas cibernéticas que estão pairando sobre a entidade cosmopolita etérea . Sei que, em algum lugar, existe uma chave que impede a bruxa das internéticas coisas do éter   tomar conta de sua vida. Mas, onde está?
É assim: estou feliz, o computador funciona de acordo com o que preciso, etc. e tal.
Só que a máquina maluca não se dá por satisfeita. Insiste em atualizar e o faz sem meu consentimento. Por mais que diga "mais tarde", chega um momento em que a atualização toma conta. E, a gente perde até mesmo o que está "fazendo".

E, várias funções vão para o espaço (cemitério "nternetical") de onde não consigo resgatá-las.
A "atualização" tornou meu computador um ser estranho.

Sim, reclamo de algo que não tenho controle. 

Feito o calendário da F-1 deste ano.
Atualizações sobre atualizações e especulações sobre especulações.
Depois de idas e vindas os GPs das Américas foram cancelados. 
Por obviedades. Não sei quanto ao Canadá, mas o resto do novo continente não está no rumo certo para evitar o Covid 19.
Melhor ficar no velho continente.
E, desisti de marcar na folhinha as datas dos GPs.
Mas, confesso, adoro as corridas que acontecem nas madrugadas aqui da bosta do brasil-sil-sil.
Tem um "quê" de intimidade que só os aficionados desfrutam.

De qualquer maneira o que vier será lucro.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

AH, REGULAMENTOS!

Estou lendo que os carros da Haas levaram, cada um, uma punição de dez segundos por trocarem pneus na volta de apresentação.
Assim: durante a volta de apresentação ambos entraram nos boxes para colocarem sapatos para pista seca. Qual o problema?
Não pode entrar? Se algum pneu estiver furado?
Pode acontecer, lógico. Se Verstappen bateu indo para o grid.....
Fiquei sem entender até ler a notícia. 
Durante a volta de apresentação os dois foram chamados, via rádio, para a troca de pneus. Entenderam os entendedores que foi violado o art.27.1 da porra do regulamento que reza "os pilotos devem conduzir os carros sozinhos, sem ajudas".

Então, a conversa "radial" foi considerada ajuda. 
Risível, né?
Penso que, se eles entram por conta própria, tudo bem. 
Bom, Kevin Magnussenn perdeu o nono lugar mas, ficou em décimo marcando um pontinho para esta estranha equipe.

Esses regulamentos cheios de detalhezinhos não ajudam em nada. Qual o problema da equipe chamar os caras para os boxes?

Lembra o regulamento da NFL, o futebol americano, cheio de coisinhas que nós os mortais (pelo menos do blog) não alcançam. Temos que esperar a explicação de um especialista e ficamos sem entender nada do mesmo jeito. 

Era melhor no meu tempo de moleque e as peladas (futebol entre amigos, bem entendido) que obedeciam regras simplistas. O mais forte sempre tinha razão. Valia, então, até gol de mão.


domingo, 19 de julho de 2020

LAMBÃO NA HUNGRIA


Uma reunião se formou após o GP da Hungria de 2020.
O leitão porcamente assado pode ser agraciado num momento anterior à largada?
Terminado  a corrida verificamos que não houve, na corrida, nenhum evento que motivasse a destinação do troféu.
Alguns entreveros tal e coisa. Defecada do Latife entrou na pauta. Mas, a equipe teve parcela de culpa.

Dona Gertrudes berrava que não importava o resultado da pista. A maldonadice de Max Verstappen era merecedora do prêmio.
O rapaz foi muito afoito na ida ao grid de largada e acabou despistando na curva 12 quebrando a asa dianteira e danificando a suspensão dianteira esquerda. 
O holandês correu, com o rabo entre as pernas, para o grid onde um frenético trabalho colocou tudo nos eixos.

Ainda considerando a boa largada e o segundo lugar o blog decidiu, por falta de candidatos, que excepcionalmente o leitão porcamente assado vai para a maldonadice anterior à largada.
Afinal, este é um ano lôco.

O leitão vai ser entregue via Tartarudex para a residência de Max uma vez que a próxima corrida, em teoria, vai ocorrer no dia 02/08 em Silverstone.






sexta-feira, 17 de julho de 2020

O DITO PELO NÃO BENEDITO

As especulações sobre para onde irá Vettel estão atarantadas feito aquele pernilongo que estava no meu quarto. Joguei um fritz para cima dele. Não morreu mas, saiu zanzando pela mansão.

Primeiro veio a notícia de sua volta para os Toro Seniores porque o dono, de nome impronunciável e "inescretível", estava condoído de sua situação. O cara que venceu a primeira pelos Red.

Agora leio que o dono da porra toda não quer o lemão nem pintado de ouro. Primeiro porque não precisa de ouro. Já tem muito ouro no banco. Segundo porque Vettel teria assinado com mamã Ferrari sem falar com a equipe lá atrás. 
Então, o blog nem especula muito.
A atual notícia está aqui.

O babado forte, segundo as "penúltimas" seria a de que Tião iria para a Mercedes Rosa. 
No lugar de quem?
Fácil. Um dos carros é ocupado pelo dono da equipe......
Quem viver verá.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

DE VOLTA PARA O PASSADO

O carro da Racing Point provoca muitas discussões pela semelhança com a Mercedes do ano passado.
É até chamado de Mercedes Rosa.

Os Toro Seniores entraram com uma reclamação/choradeira questionando a legalidade do carro.
Mas, como disse "hammer" Marko o buraco é mais embaixo.
Se a Mercedes Rosa for considerada legal, outras equipes vão usar chassis "véios" de seus fornecedores de puns.
Como disse o dirigente dos Seniores um baita caminhão de dinheiro será economizado.
E, a diferença para as marmanjas vai diminuir, em termos de desempenho. 
Vettel venceu em 2008 com um chassi dos Toro Seniores de 2007. Mas, o carro era um Toro Mirim.

É ruim?
Do ponto de vista do desenvolvimento do esporte (ah ah) sim. Muito engenheiro vai trabalhar como mecânico de manutenção. Do ponto de vista do esporte penso que vai melhorar se, a exemplo da Mercedes Rosa, os carros ficarem mais próximos na pista ocasionando muitas lutas (e maldonadices).
Melhor ainda: não haverá a discussão, por exemplo, se a Haas é cópia mal copiada (ui!) da Ferrari e outros quetais. Seriam carros com uma temporada de uso mas, com lenha para queimar.

Vou mais longe. Um tempo atrás, quem tinha dinheiro, e um pouco de ousadia, comprava um chassi usado qualquer, pintava de acordo com seu gosto e botava para correr. O caso do McLaren M23 BSF com a qual Piquetezão correu três provas em 1978. A equipe Hesketh utilizava chassis March. Aliás, davam um banho nos "oficiais".

McLaren M23 BSF com Nelson Piquet em 1978


Terminando: o que está em jogo é, na verdade, o futuro da F-1 e a questão financeira. Querem limitar orçamento o que, no final, levará a um maior distanciamento das grandes equipes (Ferrari fora, porque nem com todo o din din do mundo faz carro "bão") em relação às demais. Se a Mercedes Rosa for considerada "in" vamos ter um festival de carros "antigos" para 2021.
Será bom?
Quem viver verá.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

LAMBÃO NA........ESTÍRIA!

Dona Gertrudes ligou gargalhando antes mesmo da primeira volta.
Disse que nem Grosjean na sua melhor forma tiraria o leitão do monogagochato Leclerc.
"ele estava sem óculos", berrou ela.

Como sabem sou adepto da teoria da conspiração. O blog não chegou a um acordo sobre a maldonadice do "menino".
O chefe pensa que ele simplesmente não admite andar atrás do tetracampeão. Tacou o carro na curva na esperança dos outros carros esvanecerem e ele sair todo pimpão do outro lado.

Eu vou mais longe. Analisando as "ibagens" concluo que ele bateu propositalmente. Tipo jogo o carro e "vamu vê no que dá".
Não havia, na curva, somente a outra Ferrari. Centenas de carros disputavam o espaço. Nem o mais otimista consideraria entrar na dança e sair inteiro.
Desta feita, a minha conclusão.

Indo mais longe está na hora de Mattia Binotto pedir para voltar para a garagem, ele que é engenheiro de motores.  Não consegue gerenciar a bagaça. O que mais faz é ficar com aquela cara de choro contido. Tenha dó.

Mas, de qualquer modo, o monochato leva o leitão porcamente assado de dona Gertrudes.
Ela continua de quarentena escondida em algum canto pelo mundo. Mas, ainda frequenta a cozinha preparando os mais dantescos pratos.
O leitão vai ser enviado via Tartarudex para a Hungria na esperança de que não fique de molho pela pandemia.


sábado, 11 de julho de 2020

AOOOO TREM!

Falando sério, esse negócio de trem é sério (nhein?).
Sempre gostei destes troços gigantescos e, principalmente, os movidos a vapor.
Na minha infância/juventude vinha para Rb's e a linha de trem passava dentro da cidade. 
Meus primos moravam do "ladim" da linha férrea.

Lembro que havia uma ponte ferroviária perto da casa. Meus primos já estavam de saco cheio da barulheira provocada pelos trens e não topavam se aventurar pelos trilhos como eu, caipira da capital.
Bão, num belo dia estava caminhando pelos trilhos e resolvi atravessar a tal ponte. Já na época os trens não eram tão frequentes. Pensei que tudo estava bem. Para quem não tem ideia a ponte ferroviária naqueles tempos era uma ligação de um ponto ao outro parecendo uma extensão da linha férrea. Ou seja, trilhos e seus "adereços". Um puta vazio, entre os trilhos, caindo pelo infinito e além. Era uma aventura atravessar uma ponte dessas. 
Bão, lá fui para a travessia. No meio da empreitada ouvi o apito do trem se aproximando. Pensei, feito os sujeitos de um filme pastelão. "vou daqui até ali, ou volto daqui até ali?"
Vou não , vou, vou, não vou.
Quando vi a fera vindo para cima não pestanejei. Virei e corri para o ponto de partida. Deu certo porque estou aqui teclando. 
Mas, não contei para ninguém a besta aventura.

Feita a introdução vamos ao motivo do post. Todos sabemos que a NASCAR é uma categoria cômica. Certa vez, na última curva da infinita corrida, vi um sujeito dar uma bicuda no adversário e vencer.
Pensei que o cara seria desclassificado coisa e tal. Qual nada. Tem uma cláusula que declara (rimou!) que se você está incomodado com o cara na sua frente, nas voltas finais, basta dar uma bicuda que está valendo.

Então, a partir daí, comecei a assistir  a categoria pelo lado cômico.
Hoje em dia, a NASCAR enfrenta problemas pelo seu lado, digamos, preconceituoso (para não falar racista) e quetais.

Mas, o post tem motivação nessas cenas amalucadas. 
Batidas monstruosas em qualquer lugar. Como esta dentro dos boxes.


Ou brigas após enroscos com os "amiguinhos". Pela leitura labial informamos que um disse "cadê a máscara"? O outro disse "vá tomá no cu. Aqui é capitão. Que love o Trump" 
E tome porrada.
Aooooo Trem!


Lógico que, este lado do blog assiste tudo soltando gargalhadas.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

E AGORA HAMMER?

Para falar sobre a fase em que vive Sebastian Vettel resolvemos esperar o grande prêmio da Estíria neste fim de semana.
Sim, a fase é brava para ele, adiantando.

A partir do momento em que o lemão anunciou ter sido defenestrado por telefone entendemos melhor o que se passa ( e o que se passou no ano passado) nos vremeios. O cara merecia mais respeito. Não tem um currículo recheado sem mais aquela. Reagiu, como qualquer outro, ao fato de ver um pimpolho monogachato tomar seu lugar. E perdeu o foco. Enfim, a mudança da política interna da Ferrari tem, como  diz o chefe do blog, os dedos sujos dos Toddy.

O que interessa, entretanto, neste momento é uma notícia alentadora.  O dono da porra toda dos Toro, Dietrich Mateschitz (carai de nome), instruiu Helmut "hammer" Marko a "trazer Vettel para casa".

Não importa quem saia. Ou seja, Alex Albon. Ele tem carinho especial pelo lemão devido ao fato dele ter ganho a primeira corrida pelos Toro (e mirins!) em Monza no ano de 2008.
Todos, gostando ou não de Vettel, pensam que ele sair pela porta dos fundos é uma humilhação desnecessária.
Uma volta ao ninho e um ano digno, mesmo que ande atrás do queridinho, seria uma despedida merecida.

A notícia não parece tão descabida pelas fotos do fim de semana. Vettel conversando com a cúpula dos Toro. E, já adiantou que não teria problemas em dividir a equipe com Max. Aí tem.


"tamu junto, Diet.... Dieta...Dyet...Matas....Matias.... Véio!"


quarta-feira, 8 de julho de 2020

ÁGUA NO CHOPP DOS OUTROS

Já tive desavenças familiares porque, em meio à campanha por melhores salários, fui "acusado" de ter um rendimento acima da média. 
Sem entrar em detalhes a melhor resposta é "faça um concurso e entre no clube". Nem sempre funciona.

Bom, o post é para anotar uma declaração infeliz de um piloto que está fazendo hora extra na F-1.
Ganharia o troféu Xepa se dona Gertrudes estivesse frequentando feiras livres (que estão mais para lá do que para cá).

Romain Grosjean, que é diretor da GPDA (Associação dos Pilotos), disse que o salário de Lewis Hamilton é inaceitável. Não sabia que é ele quem paga o salário do inglês.
Em meio aos cortes de orçamento das equipes o salário dos pilotos ficou de fora.
Segundo ele, Hamilton ganha 40 milhões de euros enquanto alguns ficam com 150 mil euros por ano.
Lembrando que o contrato de Lewis termina este ano e ainda não houve renovação.
Lembrando também que, do salário do piloto, sai uma porcentagem para empresários e o scambau.
Ele, Romain, ponderou, no entanto, que pilotos em início de carreira teriam dificuldades em financiamento da carreira justamente pela limitação de salários, que ocasionaria um retorno do investimento num prazo maior caso houver a limitação.
Uma boa discussão. De qualquer maneira é cômica a declaração do francês braço duro. Se não tenho cacife para ganhar zilhões ninguém deve ganhar.

Mas, sem entrar no mérito se devido ou não o pornográfico salário, alguém entregaria uma Mercedona para o Grosjean? 
Por 40 milhões de euros?

"Eu na Mercedes? Nem eu acredito!"

terça-feira, 7 de julho de 2020

VEXAME

Mamã Ferrari tem a maior verba da categoria. Leva uma tonelada de abobrinhas só por existir. Porque tem história, tem tiffosi, carisma e por aí vai.
Só tem um problema: ultimamente seus carros são uma porcaria.
Ano passado tinha um motor suspeito que empurrava horrores na reta. Mesmo assim tomou um banho de dona Mercedes. Uma investigação, tenebrosamente sigilosa, revelou o que todo mundo suspeitava. O motor estava fora do regulamento. 
A FIA (da puta) fez um tenebroso acordo com os italianos que não foram punidos. Porém, os motores voltaram ao normal. Basta ver a velocidade atual nas retas.

Tudo isto é conhecido. 
Todos elucubram: como uma equipe tão cheia de grana não consegue dominar o esporte?
Sim, a resposta é gerenciamento aliado ao cozimento de pilotos ao invés de apoiá-los.

Mas, o que motivou o post é a declaração motivacional do CEO da equipe. É um tal de Louis Camilleri. Nunca tinha ouvido falar nele. Quero dizer, não prestei atenção. CEO é o diretor executivo.
Mais um cacique nos vremeios. Ele elogiou o fato da equipe levar para a segunda corrida na terra dos Toro as atualizações que seriam introduzidas na Hungria.
Oi?
Se teu carro é uma bosta evidentemente urge modificá-lo. 
Claro, o mais rápido possível.
Eu, no lugar dele bateria o instrumento na mesa, berrando cobranças. Tanta grana pelo ralo.
Mas, o cara elogiou Mattia Binotto que parece mais perdido que brasileiro na pandemia.
Para encerrar disse que mamã Ferrari é uma equipe unida (ah ah) e que enfrenta os problemas sem chorar.
Sem mais......
Segura o peido, fi

RUTH E RAQUEL

Confesso que não assisti a novela das personagens gêmeas do título. Ruth boazinha e Raquel do mal.
Sei que tinha o Tonho da Lua.
Mas, aqui em casa, muitas vezes a rainha da mansão pergunta se alguém está "Ruth ou Raquel".
Qualquer um levanta Raquel de vez em quando.

Lembrei que convivi pouco, na vida real, com gêmeos idênticos. Tenho sobrinhos gêmeos. Só que de sexos diferentes. Dá para diferenciar, nénão?
Duas gêmeas idênticas eram professoras lá em Curitiba no meu segundo ano de primário. No famoso "Prieto Martinez".

Para encher o saco ainda tinham o mesmo corte de cabelo. Lembro que eram jovens e bonitas.
Descobri que a minha professora era a Raquel.
Foi assim.
A, digamos, Raquel ficou doente e não deu aula para nós durante um mês mais ou menos.
Então, a irmã a substituiu.
Ruth entrou na classe e nós, pensando que era a Raquel, já pegamos o caderno lápis e aquele silêncio sepulcral.
No entanto, ela explicou que iria substituir a irmã doente por um tempo.
E, descobrimos que era boazinha. No começo uma conversinha fora de hora. Depois instalou-se a balbúrdia. Ruth não conseguia domar a criançada doida. Até que a gente tentava realizar as tarefas. Só que em meio ao caos.

Um belo dia Raquel voltou. Notamos sua entrada na sala e nem ligamos. Uma festa estava instalada. Todo mundo em pé, gritaria e objetos voando loucamente.
Pensamos que era a Ruth.

Quando a professora continuou em pé com ar furioso resolvemos prestar atenção nos detalhes. Qual nada. Ela continuava cópia fiel da irmã.
Bom, para resumir, veio aquela explosão de fúria mostrando que estava recuperada. Um dos castigos foi escrever o nome dela corretamente no caderno. Quem errasse perderia os dedos (brincadeira. Perderia alguns pontos na nota).
O nome dela era Shirley. Lembro bem. Com o maldito "Y".
Ninguém acertou. Bom, foi melhor perder pontos do que levar uma suspensão.
Raquel, que já era brava, nunca mais sorriu.

E, foi assim que fez-se a diferença entre elas. Uma queira nos esganar. Sempre com a cara amarrada. A Raquel. A outra, Ruth, andava leve pelos corredores.
E, nós com inveja da meninada da classe dela.

A VOLTA!

A volta, tida como certa, de Mimadon ao grid da F-1 para 2021 cheira aquelas situações em que o cara pega a mala e diz que novos e gloriosos ares o esperam.
Chuta o balde e parte em busca da, sempre ela, glória, na forma da tríplice coroa. 

O espanhol ganhou as últimas 24 horas de Le Mans de presente porque a Toyota tinha regalias no regulamento e ele regalias dentro da equipe.
E só. A tal tríplice coroa envolve as 24 horas o gp de Mônaco e as 500 milhas de Indianápolis.
Faltou combinar com os organizadores das 500, a última conquista antes da glória.
Em 2017 até que foi bem quebrando na volta 179. Mas, no ano passado foi aquele vexame. Não conseguiu ao menos se classificar. Este ano vai tentar com uma tal de Arrow McLaren e motor (que importa muito) Chevrolet.

Assinando com a Renault para 2021, provavelmente, não poderá correr as 500 milhas.
Acredito que não vencerá com este estranho carro neste estranho ano.
Então, o fodão (o cara se acha o maioral entre os maiorais) vai ter que dormir sem a glória.

Sinceramente sua volta (ainda mais pela Renault) cheira apreço pelo din din. Não vai ter carro confiável e, com a nova política da categoria, o desenvolvimento dos bólidos anda engessado.
Vamos, aqui no blog, torcer para que sua volta seja tão melancólica quanto à de Schumacher.


domingo, 5 de julho de 2020

LAMBÃO NA ÁUSTRIA


OU, A BICUDA!

Nunca fui um bom jogador de futebol. Mas, vez em quando a sorte sorria para meu lado. Recebia a bola, cortava algum adversário e lá estava eu de frente para o gol. A bola toda faceira e oferecida, o goleiro de olhos arregalados e a glória (essa gostosa) atrás com aquele ar lascivo.
Pensando na glória armava o chute e.......
Perpetrava uma bicuda. A bola sumia nas alturas feito um Sputnik desorientado e o mundo caía na risada.
Eu sempre culpei (interiormente) a glória. Ela abria o vestido na hora "H" desorientando o já desorientado.

Hoje, no GP da Áustria, a glória atrapalhou Vettel.
Em uma das relargadas viu Carlos Sainz (noção) brigando com seu "companheiro" de equipe Charles Leclerc (o monogagueschato). O que um sujeito normal faria?
Ficaria sentadinho numa poltrona assistindo um possível toque dos xarás.
Mas, não. O lemão avistou a glória no guard-rail com aquele sorriso maroto.
Pensou em dar um passão no Carlos, ficando atrás do Charles.
Foi quando a glória tirou a máscara (obrigatória) revelando que só usava a máscara.
Então, percebeu que o carro de Carlos (o espanhol) era concreto e não abstrato. Falando sério, tentou uma ultrapassagem destinada ao fracasso. Tanto que travou as rodas dianteiras.
Rodou, foi para o fundo do pelotão de onde não se recuperou.
Ainda viu seu "companheiro" herdar o segundo lugar em uma corrida maluca.
Ou seja, deu uma senhora bicuda. Disse para um dos nossos informantes que a culpa foi da glória. Melhor dizendo, dos peitos da glória. Mas, o resultado oficial é que importa.

Pela maldonadice, leva o leitão porcamente assado de dona Gertrudes. Por sinal, ela está em quarentena desde o final da temporada passada. Anda sumida, desanimada com o que "aí está", segundo ela.

Mas, assim mesmo, vai enviar o leitão porcamente assado para o circuito dos Toro uma vez que a próxima corrida vai ser no mesmo local. 
Tião espera que não seja um repeteco da corrida de hoje.



quinta-feira, 2 de julho de 2020

MORTE E LENDA

O tema é meio macabro para os dias que correm mas, andei assistindo alguns filmes e documentários em que a morte parece conveniente para alguns envolvidos.

Como exemplo a série da Netflix "Jeffrey Epstein: Poder e Pervesão" sobre o quaquilonário americano amigão de um monte de poderosos que abusava de menores de idade. Depois de escapar por décadas acabou preso e suicidou-se na prisão, antes do julgamento. Uma morte estranha por estar sendo vigiado 24 horas por, justamente, ter tentado o suicídio. Por tudo o que ele sabia dos amigões poderosos (incluindo o boçal de lá, Trump) foi uma morte conveniente. Uma das acusadoras disse, no documentário, que ele filmava os encontros na casa de vários andares que mantinha em Nova York.
Muita gente duvida de sua morte. A teoria da conspiração diz que deram um jeito de "sumir" com ele. Ou seja, foi ajudado a fugir e está numa ilha paradisíaca qualquer.

Assisti outro dia "Framing DeLorean". Muito bom. É mistura de documentário e filme sobre o criador do icônico carro DeLorean DMC-12, John Zachary DeLorean.





A história nos diz que o carro era uma bosta. Demorou dez anos para começar a ser fabricado. Pesadão, com motor fraco, portas problemáticas e caro demais. Fabricado na conturbada Belfast, Irlanda do Norte entre 1978 e 1982.

Foi eternizado na trilogia "De Volta para o Futuro". Os realizadores do filme receberam uma carta de agradecimento do próprio DeLorean. 
Não vamos falar do criador do carro como tema do post porque sua morte foi "normal" em março de 2005.
Mas, uma associação relatada no filme me chamou a atenção.
John  associou-se a nada mais nada menos que Colin Chapman dono da Lotus para a construção da fábrica em Belfast. Chapman possuía uma fábrica de esportivos e ajudaria o norte-americano na empreitada.  
Era o ano de 1978. O governo britânico enfiou um monte de dinheiro no negócio.
De cara ambos fizeram um rolo envolvendo 10 milhões de Libras. Empresas fantasmas receberam o dinheiro que entrou naqueles circuitos de lavagem que os brasileiros conhecem bem. Os dois sócios repartiram a bolada.

DeLorean e seu sonho estavam descendo a ladeira e, meio que no desespero, John entrou num esquema de transformar cocaína em dólares. Mas, o documentário deixa claro que o FBI forçou a barra  para que ele se envolvesse no negócio. Portanto, foi absolvido. 

Aí volta o caso do dinheiro de 1978 e Colin Chapman. Estavam fuçando no caso quando o inglês morreu de ataque cardíaco aos 54 anos em dezembro de 1982. Cheio de dívidas envolvendo a Lotus, equipe de competição, e a fábrica de esportivos. Só faltava este escândalo para ferrar mais ainda.
Então, diz a lenda que Colin forjou a própria morte e caiu na vida. Lembro que na época falavam em coisas estranhas envolvendo o falecimento do construtor. No velório só a mulher Hazel e o médico. Por sinal, ela tinha medo de avião mas, Emerson Fittipaldi a encontrou num aeroporto em São Paulo e ela alegou que estava em férias. Lógico. A lenda envolve o Brasil para onde ele, Chapman, veio morar. Mais exatamente em Várzea Grande no Mato Grosso. Enfim, outra morte conveniente. 

Quanto ao americano a então ex-mulher dele (sempre elas) entregou que ele forjou uns documentos para justificar a grana desaparecida. 
Nunca mais se recuperou mas, morreu ainda tentando reavivar o sonho do DMC .

Confesso que fiquei perturbado com essas mortes que viram lendas. 
Sou do tempo em que Elvis Presley não morreu. Quis ficar só. 
John Kennedy não morreu mas, ficou com sequelas irreversíveis. O bilionário grego Aristóteles Onassis o levou para sua ilha particular e, de quebra, catou Jackie. 
Paul McCartney morreu e foi substituído por um sósia. Que é tão bão que até hoje faz um sucesso estrondoso.

Enfim, um estranho post às vésperas do início da temporada de F-1.




quarta-feira, 1 de julho de 2020

O VELHO NORMAL

A temporada da F-1 nem começou e Helmut "hammer" Marko já começou a assar Alexander Albon.
O tailandês nascido na Inglaterra  (nhein?) foi promovido no meio da temporada passada porque Pierre Gasly não deu conta do recado nem da pressão.

Agora é a vez dele "ouvir" de hammer que sua batata está assando. 
O austríaco disse que ele deve fazer por merecer a vaga para 2021 porque tem uma penca de jovens pilotos cobiçando a vaga. 
Helmut é o pateta com a ideia de juntar a pilotada toda (das escolinhas, dos Toro e da Alpha) num cercadinho, soltar o corona de maneira a criarem (os pilotos) imunidade. Lógico que ele não iria entrar nesta roubada. Por sorte não aceitaram a brilhante solução.

Penso que o dono de tudo, Dietrich Matteschitz (que nome é esse?), poderia fazer o favor de defenestrar seu compatriota em nome do bom senso. 
O cara só faz queimar jovens pilotos. Um prazer idiota.

"e aí, mano? Gosta de batata assada?"

terça-feira, 30 de junho de 2020

AGORA VAI?

Finalmente, se nada de última hora acontecer, a F-1 começará a temporada neste fim de semana.
Lá nas terras dos Toro Seniores, na Áustria. 
Engraçado é que as notícias sobre 2021 impactaram tanto que nem lembrava, por ex., que Vettel é, ainda, piloto de mamã Ferrari.

Algumas coisas legais estão acontecendo num mundo tão fechado que é a categoria máxima (ah, ah) do automobilismo.
Uma manifestação contra o racismo está sendo discutida pelos pilotos.
Seria no domingo antes da corrida.
Além da mudança de cor da Mercedes,


para uma pintura onde prevalece o preto. Uma vitória para Lewis Hamilton que adotou uma postura mais consciente nos últimos tempos. Demonstra, entre outras, preocupação com o meio ambiente em atitude inédita em se tratando de pilotos da categoria e o mundo que os cerca.

Acredito, mesmo pela falta do público, que será um GP meio melancólico onde os protagonistas vão sentir a falta de atividade e um evento que soará fora de lugar por causa dos acontecimentos muito mais relevantes que assolam o mundo.
O tal do novo normal.
Estaremos, de qualquer modo, firmes e fortes diante da tela.

domingo, 28 de junho de 2020

SÔDADES

Quando exatamente experimentei a (experiência) saudade?
O fato de ter que superar a ausência de alguém que. como um super herói, enfrentaria o universo?
Tipo o dentista e sua anestesia do araque?
Saudades tem um monte de explicações e etc e tal. Na minha opinião é a dor da distância.
Quando a gente sente falta de alguém basta ir até a pessoa e abraçá-la (ou algo equivalente) e pronto.
O arquivo saudade zera. Fácil, só que não. Quando a distância (ou algo equivalente) torna-se um problema a saudade transforma-se em dor.

A primeira vez que experimentei a dor para valer foi quando voltei para minha terra natal "pramó!" de estudar Química.
Trezentos e  tantos Km que não eram transponíveis facilmente. Telefonemas eram caríssimos e não tínhamos o aparelho em casa (sampa).
Dor da ausência de mamis, de meus amigos (poucos), de meu amor juvenil, da minha existência até então, e tudo o mais. Muita choradeira debaixo do chuveiro.
Então, como aplacar a ausência de tudo o que era meu mundo?

O que restava? As cartas. Aquelas tipo papel, envelope, idas ao posto do correio e etc.
Escrevia uma por dia para a minha "base" em sampa. Acreditem.
E, as cartas rareavam na medida em que as raízes eram fincadas na nova vida.
A saudade, depois de um tempo, não era mais cortante e sim algo que sabia seria aplacado logo na primeira oportunidade em uma viagem para sampa.

O tempo passou, as comunicações ficaram mais fáceis.
E, mais acessíveis.

Como imaginaria na década de sessenta que as ligações no decorrer dos tempos se tornariam tão simples e baratas?

E, vamos aos tempos atuais.
Todos sabem que o chefe do blog está morando lá na Alemanha.
E, por mais que a saudade bata forte penso que ele, e Dani tem mais é que ficar por lá.
E, quem ninguém nos ouça, preparar nossa ida....... para as terras germânicas.






E, trabalhando em casa, tenho estes quadros, tipo caricaturas, a aliviar a dor da saudade.
Estão na parede bem defronte ao lap que possibilita o post.
Enquanto o chefe do blog interagia, nesta data, via zap-zap ,olhava os quadros na parede.
Foram feitos em um evento que reuniu o clã dos Onofris. Ou, parte dele.
 Hummm, o caricaturista ajudou no modo capilar.....
Mas, um sem números de vezes, ergo os olhos e as sôdades são aplacadas pelas caricaturas tão simples e presentes.
É a modernidade a favor das ligações familiares. Além das ligações via apps.
Aliviando a dor das sôdades......

V.I.P.


A primeira vez que me deparei com a expressão "V.I.P." foi na década de sessenta. Li, numa coluna social, e procurei saber mais. O que significa?
Lógico que dona Alzira não sabia nada sobre a expressão.
Pesquisa aqui e ali (sem google, lembrem-se) e descobri que a expressão se refere às Very Important Person".
Ou seja, àquelas que entram nas festas por serem "importantes". Tipo o fornecedor das drogas que seriam usadas em alguma festa.

Bem isso. Pessoas importantes tem um significado diverso para as pessoas e ocasiões. Numa overdose o usuário vai considerar importante o médico e não o fornecedor.
Bom, queria dizer que temos uma V.I.P. aqui em casa nos tempos que correm.
Cookie é o nome da figura. 
Quando resolve brincar vem com algum "brinquedo" na boca e interrompe o que a vítima está fazendo cutucando pedindo atenção.

Recentemente Mariana descobriu que melhor que ração é preparar a refeição do peludo em casa.
Lembram do post sobre a cachorrada lá atrás? Atrás no tempo e post. Cachorros que comiam restos dos humanos e ficavam felizes? Apesar de vomitar de vez em quando?
Esqueçam.

Bom, hoje domingão Cookie ganhou uma refeição digna dos V.I.P.s. Até, pasmem, arroz integral. Mariana dedicou uma receita animal ao animal
Mas, o lado selvagem do cachorrão me salvou. 
Jogou para o lado a cenoura toda trabalhada em vídeos do Youtube.
E, eu louco para dar uma cervejinha para acompanhar.





o descanso do V.I.P.

sábado, 27 de junho de 2020

SOTAQUES

Passei por várias situações em que o sotaque linguístico afetou minha existência.
Quando contava com uns quatro anos fui para Curitiba com sotaque daqui. De Rib's.
Que não é caipira, como pensam. Normal, diria.

Lá na capital do Paraná assimilei o sotaque sulista. Que, por sinal, é muito bonito. Por causa das palavras que saem "cantadas". Fora as gírias regionais. Eu, por exemplo, era um piá.
Enfim, fomos para sampa em 1966.
Foi um desses anos para esquecer. Apesar de irmos no começo do ano o trauma foi inesquecível.
Novos ares, novos "amigos", novos sotaques, novos costumes. Nova escola. Repeti de ano.  Detestei tudo aquilo e meu sonho era voltar para Curitiba.
Sonho que nunca se concretizou.
Meus novos amigos eram os mesmos que exerciam o que hoje é conhecido como bullying. Na verdade ninguém era amigo de ninguém. Uma selva.
E, para piorar, o sotaque sulista.
Eu era tímido para carai. Alguns professores adoravam que eu falasse qualquer coisa como exemplo do sotaque do sul.
Puta que la merda.

Não lembro muito bem mas, com o tempo, perdi o sotaque do sul e não assimilei o paulistano. Então, não falava como minhas primas da capital "einteinde"?

Aprendi, com tudo, a admirar os diversos sotaques desta terra brasilis e a fala regional que exerce um fascínio para aqueles que entendem o tamanho do país (e, a encrenca em que nos metemos).

Bom, séculos depois, realizei o desejo de conhecer Portugal. Mais precisamente o lugar de partida das caravelas desbravadoras dos campos e tempos virginais do mundão véio. A torre de Belém.
Tem um post apocalíptico sobre em algum lugar por aí. Fiquei locão com o lugar. Descobri que, em outras vidas, fui um mísero marinheiro que morreu num naufrágio antes mesmo de alcançar o mar.

Mas, o que interessa é que estava só com a rainha da mansão. E, sabia, que a língua seria um problema.
Sim, pensam vocês. Que língua fala este cara?
Português......

Mas, e o sotaque? E, as gírias? E, etc.?
Tudo começou em Porto e uma visita à uma vinícola. O rapá que nos guiou falava uma língua que não entendia. E, não tinha bebido nada. Num certo momento dirigiu uma piada à minha pessoa. Todos riram. Até a rainha da mansão. Eu, não entendi nada. Mas, ri. E, anotei numa caderneta mental, a encomenda da morte daquele sujeito. Brincadeira.

Muito chato ter que pedir para a pessoa falar pausadamente para entender o que ela diz.
De toda sorte o sotaque e a velocidade da fala torna-se uma identidade regional.

Para encerrar. Na faculdade de Direito havia um aluno mais velho que a média e formado em Filosofia. Ele tinha um sotaque do sul da Bahia, segundo ele. Nunca tinha ouvido nada parecido. Quando ficava nervoso a coisa piorava. Ele falava, fazendo uma comparação, como aqueles bêbados que tropeçam e vão "trupicando" até cair. Ninguém entendia nada.
Fico imaginando uma sustentação oral dele.






sexta-feira, 26 de junho de 2020

UM BAILE NO CHEFE

Um dia, na vida profissional, quase todos nós fomos subordinados a um chefe.
Chefe chato, chefe que sabe das coisas, chefe chato, chefe que não sabe das coisas, chefe chato, chefe que te usa para "aparecer" para o chefe acima do chefe (seu), chefe chato, chefe que te ajuda, chefe chato e por aí vai.

Em várias situações profissionais tinha a impressão que era o único índio (sem preconceitos, por favor) nas paradas. Um monte de cacique e eu no meio carregando a aldeia nas costas.

E, de vez em quando, a gente dá um baile no chefe. O cara fala uma baboseira qualquer e a gente, com o ânus na mão, bate de frente com o "home". Lógico que, com a certeza de estarmos certos. Caso contrário, é "morte" certa.
Sempre lembro de um "deus" dizendo que "não erro" quando eu (índio) apontei um erro. Era uma defecada homérica (de véio Mero).  Deus errou, ninguém é perfeito. Corrigir é preciso. Mas, deus não erra, segundo este "deus".
Na ocasião não sabia se ria ou se mandava o "deus" à merda. Ri (por dentro) e o mandei à merda (por dentro).

Mas, o blog é sobre a f-1.
Em 1980 a finada equipe dos irmãos Fittipaldi (Copersucar como é mais conhecida) comprou a tal Theodore Racing e adotou entre outros o piloto Keke Rosberg e o projetista Adrian Newey, este em início de carreira.
Na primeira prova do campeonato, Keke destruiu vários chassis nos treinos. Mas, lembro muito bem, era muito mais rápido que o chefe Emersão. De cara, nos treinos, botou dois segundos e o carai no chefe. Tá certo que era um cavalo novo encarando um cavalo véio que já estava de saco cheio por carregar o carro "brasileiro" nas costas desde 1976.
Nesta corrida o novato chegou em terceiro lugar. Um puta baile no chefe que acabou por abandonar na volta 37.
E, foi assim durante a  temporada toda. O segundo piloto bailando em cima do dono da equipe.
Lembro que, na época, vislumbrei a aposentadoria de Emersão. Não aguentaria, por motivos acima expostos, um novato fogoso como o finlandês, sendo mais rápido que ele.
Deu no que deu. No final da temporada Emersão disse adeus.
Voltou para a glória (essa gostosa) em outras paragens. Mas, é outra história.
E sem o menino que (então) que lhe deu um baile.
Keke é um dos meus pilotos preferidos com menos títulos que mereceu ao longo de sua carreira. Um destemido.


"Tá vendo este pedal do meio? É o acelerador!!"


sábado, 20 de junho de 2020

SONHO - ZIZI

DO KART À FÓRMULA UM

LÔCA QUARENTENA


"caminhada ao cair da tarde"

cair da tarde da janela da cozinha enquanto lava louça

olhos satânicos. "nem tente pegar meu petisco palitinho"

quarta-feira, 17 de junho de 2020

terça-feira, 16 de junho de 2020

A PROVA

Já postei esta panca do Gerhard Berger em Estoril/93.
Dizem que a suspensão ativa da Ferrari estava desativada. Pelo que entendi ela entrava em standby quando o carro parava e Berger esqueceu de apertar o "butão" para ativá-la.
Ou defecou nas herbáceas mesmo.


OS LÔCOS POR VELOCIDADE

Nigel Mansell é um daqueles pilotos meio atabalhoados que dão, mais ou menos, certo. 
Poderia ter ido mais longe se não enfrentasse os melhores pilotos de sua época.
Mas, o grande adversário de Mansell era ele mesmo.

Bom, tem uma história que não sei se verdadeira mas, condizente com a cabecinha de vento do piloto.
Nos tempos da suspensão ativa a Williams (ela mesma!) dominava o espetáculo.
E, dizem, que a suspensão falhava, de vez em quando. Parava de funcionar e quando acontecia o carro ficava "duro" meio que impossível de guiar. Nos segundos posteriores à falha o piloto tinha que apertar um botão para resetar o sistema e ativar a suspensão ativa (ui!). Até aí é pumba no muro.

Em uma dessas ocasiões o piloto inglês acabou por acelerar ainda mais o carro. Talvez pelo pânico da situação. Mas, voilá!
A suspensão voltou a funcionar imediatamente. 
Reza a lêndea (que vira piolho) que assim aconteceu. Aumentando a fama de lôcão de Nigel.

Pensando neste fato lembrei que já fui um desses pilotos sem noção, ora vejam só.
Já contei que lááá nos anos setenta apanhava a famosa Brasília de véio Mero, enquanto ele trabalhava com o carro da firma, "pramó" de dar um rolê nas redondezas. Um dos circuitos que armava incluía a Av. Santa Inês no alto do Mandaqui. Havia um trecho que adorava. Este aqui:

"a curva"

 Na seta a curva desafiadora. Esta curva:

"a curva"
Naquele tempo tudo era mato. O posto de gasolina era um terreno baldio. Neste sentido (centro/bairro) era possível ver a saída da curva.

Não havia muito trânsito nas tardes. Então, quando a saída da curva estava limpa eu acelerava como o "Emersão" faria.
Numa dessas a Brasília começou a escorregar e eu comecei a ver a viola em cacos (como dizia minha avó). Que fazer?
Frear ? Rezar? Chamar mamãe? Confessar os pecados?
Na aflição e pouco tempo para reação, acelerei.
Sim, Na minha cabecinha de vento o pé estaria no pedal do freio. Só que não. Ele continuava no acelerador. Que eu pisei com toda a sofreguidão.

Meninos. Por sorte não havia mais nenhum veículo nas redondezas. A Brasília véia de guerra entrou na curva de lado (literalmente) e por obra divina aprumou na saída da curva. Foi quando tirei o pé do acelerador ouvindo os aplausos e gritos do pessoal do bar dos bêbados. Ficava bem ali naquele predinho branco no meio da curva.

Enquanto me encaminhava para os "boxes" não sabia se ria ou chorava. Não foi a única maluquice que fiz com a Brasília (não lembro se a azul ou branca) de véio Mero.
Mas, esta foi a que me fez trocar de cueca logo que cheguei em casa.

"Tamu junto, Luizão!"

MÃO AMIGA

Bernie Ecclestone andou dizendo, tempos atrás, que Schumacher (o que vale) foi campeão do carai a quatro devido a mão amiga dos poderosos.

Vendo onde está a mão do duende entendi tudo.

"totoso!"

NUM TÁ FÁCIL

O lado de cá do blog (o único em funcionamento) está curtindo férias de 3 dias. Sim, loucura. A gente começa, cancela e joga para a frente (se houver) o restante.
Trabalhando em casa é o que nos resta.

Sim, num tá fácil a vida neste país (?).
Não bastasse a pademônia (de demônio) temos um (des) governo que sonha em tornar-se ditadura.
Procuro fugir das notícias, cansado que estou, mas algumas coisas "passam".
O discurso fascista atual é que as fake news, responsáveis pela eleição "dele" são legais. E, combatê-las, isto sim, é um crime contra a livre manifestação garantida pela constituição.

Enfim, o que "pega" neste espaço é um certo escapismo com pitadas de F-1.
Ou, no caso, a vitória de Emersão em Indianápolis/1989.
Olhando esta foto fico imaginando se as notas são verdadeiras.
E, se no final do evento ele contou a dinheirama para conferir se ninguém levou algum maço sem querer querendo.

lá o gesto é "tudo ok". Aqui é VTC mesmo

sábado, 13 de junho de 2020

"DISMINÓI AÍ!"

Todo mundo passa por situações na vida que, vista depois de algum tempo, parece um filme que assistimos e não acreditamos que protagonizamos.
Não vou entrar em detalhes acerca nossa vida numa cidade perto de Rib's. Comerciantes do ramo de tinta, principalmente automobilística, a gente tentava balançar de acordo com o balanço do mar.
Tempos bicudos.

Bom, uma da adaptações para a sobrevivência na cidade era do ponto de vista da linguística. 
Traduzir para o português certas expressões era recorrente no nosso dia a dia.
Explico: certa vez entra um casal de uma cidade ainda mais distante da "civilização" com uma lista de material para pintar o carro.
O pintor passou a lista e cobraria só a mão de obra. Lógico, estamos no brasil. A lista daria para pintar a frota dos ônibus da Cometa.
A rainha da mansão, de posse da lista e com pena do casal, foi explicando que a lista não precisava ser tão extensa.
Corta aqui, corta ali e o valor foi entrando no orçamento dos clientes.
Pois a mulher, entusiasmada com os cortes, bradou.
"Isso mesmo. Disminói aí."

Em princípio não entendemos o "disminói". Mas, quando entendemos o significado fechamos o negócio.
E, mais um meme interno na família. Tipo,  "disminói a cerveja aí, Luizão!"

Enfim, estou lendo que mais três GPs de F-1 foram cancelados neste ano que deveria ser cancelado do calendário, como já disse.

Estranho que o Japão cancelou seu GP que ocorre no final da temporada. Mas, devido ao fato que o país asiático cancelou todos os eventos internacionais neste ano. Os outros dois são urbanos e, portanto, explicável o cancelamento. Azerbaijão e Cingapura.
Ou seja, o negócio é não marcar na folhinha as datas dos GPs deste ano,
O que vier é lucro.

Por sinal, e acompanhando a carruagem, aposto que o GP do brasil vai ser cancelado. 
Acho que não preciso explicar a razão.
Mas, o bom senso está gritando no balcão,
"disminói aí!!"