terça-feira, 7 de julho de 2020

VEXAME

Mamã Ferrari tem a maior verba da categoria. Leva uma tonelada de abobrinhas só por existir. Porque tem história, tem tiffosi, carisma e por aí vai.
Só tem um problema: ultimamente seus carros são uma porcaria.
Ano passado tinha um motor suspeito que empurrava horrores na reta. Mesmo assim tomou um banho de dona Mercedes. Uma investigação, tenebrosamente sigilosa, revelou o que todo mundo suspeitava. O motor estava fora do regulamento. 
A FIA (da puta) fez um tenebroso acordo com os italianos que não foram punidos. Porém, os motores voltaram ao normal. Basta ver a velocidade atual nas retas.

Tudo isto é conhecido. 
Todos elucubram: como uma equipe tão cheia de grana não consegue dominar o esporte?
Sim, a resposta é gerenciamento aliado ao cozimento de pilotos ao invés de apoiá-los.

Mas, o que motivou o post é a declaração motivacional do CEO da equipe. É um tal de Louis Camilleri. Nunca tinha ouvido falar nele. Quero dizer, não prestei atenção. CEO é o diretor executivo.
Mais um cacique nos vremeios. Ele elogiou o fato da equipe levar para a segunda corrida na terra dos Toro as atualizações que seriam introduzidas na Hungria.
Oi?
Se teu carro é uma bosta evidentemente urge modificá-lo. 
Claro, o mais rápido possível.
Eu, no lugar dele bateria o instrumento na mesa, berrando cobranças. Tanta grana pelo ralo.
Mas, o cara elogiou Mattia Binotto que parece mais perdido que brasileiro na pandemia.
Para encerrar disse que mamã Ferrari é uma equipe unida (ah ah) e que enfrenta os problemas sem chorar.
Sem mais......
Segura o peido, fi

RUTH E RAQUEL

Confesso que não assisti a novela das personagens gêmeas do título. Ruth boazinha e Raquel do mal.
Sei que tinha o Tonho da Lua.
Mas, aqui em casa, muitas vezes a rainha da mansão pergunta se alguém está "Ruth ou Raquel".
Qualquer um levanta Raquel de vez em quando.

Lembrei que convivi pouco, na vida real, com gêmeos idênticos. Tenho sobrinhos gêmeos. Só que de sexos diferentes. Dá para diferenciar, nénão?
Duas gêmeas idênticas eram professoras lá em Curitiba no meu segundo ano de primário. No famoso "Prieto Martinez".

Para encher o saco ainda tinham o mesmo corte de cabelo. Lembro que eram jovens e bonitas.
Descobri que a minha professora era a Raquel.
Foi assim.
A, digamos, Raquel ficou doente e não deu aula para nós durante um mês mais ou menos.
Então, a irmã a substituiu.
Ruth entrou na classe e nós, pensando que era a Raquel, já pegamos o caderno lápis e aquele silêncio sepulcral.
No entanto, ela explicou que iria substituir a irmã doente por um tempo.
E, descobrimos que era boazinha. No começo uma conversinha fora de hora. Depois instalou-se a balbúrdia. Ruth não conseguia domar a criançada doida. Até que a gente tentava realizar as tarefas. Só que em meio ao caos.

Um belo dia Raquel voltou. Notamos sua entrada na sala e nem ligamos. Uma festa estava instalada. Todo mundo em pé, gritaria e objetos voando loucamente.
Pensamos que era a Ruth.

Quando a professora continuou em pé com ar furioso resolvemos prestar atenção nos detalhes. Qual nada. Ela continuava cópia fiel da irmã.
Bom, para resumir, veio aquela explosão de fúria mostrando que estava recuperada. Um dos castigos foi escrever o nome dela corretamente no caderno. Quem errasse perderia os dedos (brincadeira. Perderia alguns pontos na nota).
O nome dela era Shirley. Lembro bem. Com o maldito "Y".
Ninguém acertou. Bom, foi melhor perder pontos do que levar uma suspensão.
Raquel, que já era brava, nunca mais sorriu.

E, foi assim que fez-se a diferença entre elas. Uma queira nos esganar. Sempre com a cara amarrada. A Raquel. A outra, Ruth, andava leve pelos corredores.
E, nós com inveja da meninada da classe dela.

A VOLTA!

A volta, tida como certa, de Mimadon ao grid da F-1 para 2021 cheira aquelas situações em que o cara pega a mala e diz que novos e gloriosos ares o esperam.
Chuta o balde e parte em busca da, sempre ela, glória, na forma da tríplice coroa. 

O espanhol ganhou as últimas 24 horas de Le Mans de presente porque a Toyota tinha regalias no regulamento e ele regalias dentro da equipe.
E só. A tal tríplice coroa envolve as 24 horas o gp de Mônaco e as 500 milhas de Indianápolis.
Faltou combinar com os organizadores das 500, a última conquista antes da glória.
Em 2017 até que foi bem quebrando na volta 179. Mas, no ano passado foi aquele vexame. Não conseguiu ao menos se classificar. Este ano vai tentar com uma tal de Arrow McLaren e motor (que importa muito) Chevrolet.

Assinando com a Renault para 2021, provavelmente, não poderá correr as 500 milhas.
Acredito que não vencerá com este estranho carro neste estranho ano.
Então, o fodão (o cara se acha o maioral entre os maiorais) vai ter que dormir sem a glória.

Sinceramente sua volta (ainda mais pela Renault) cheira apreço pelo din din. Não vai ter carro confiável e, com a nova política da categoria, o desenvolvimento dos bólidos anda engessado.
Vamos, aqui no blog, torcer para que sua volta seja tão melancólica quanto à de Schumacher.


domingo, 5 de julho de 2020

LAMBÃO NA ÁUSTRIA


OU, A BICUDA!

Nunca fui um bom jogador de futebol. Mas, vez em quando a sorte sorria para meu lado. Recebia a bola, cortava algum adversário e lá estava eu de frente para o gol. A bola toda faceira e oferecida, o goleiro de olhos arregalados e a glória (essa gostosa) atrás com aquele ar lascivo.
Pensando na glória armava o chute e.......
Perpetrava uma bicuda. A bola sumia nas alturas feito um Sputnik desorientado e o mundo caía na risada.
Eu sempre culpei (interiormente) a glória. Ela abria o vestido na hora "H" desorientando o já desorientado.

Hoje, no GP da Áustria, a glória atrapalhou Vettel.
Em uma das relargadas viu Carlos Sainz (noção) brigando com seu "companheiro" de equipe Charles Leclerc (o monogagueschato). O que um sujeito normal faria?
Ficaria sentadinho numa poltrona assistindo um possível toque dos xarás.
Mas, não. O lemão avistou a glória no guard-rail com aquele sorriso maroto.
Pensou em dar um passão no Carlos, ficando atrás do Charles.
Foi quando a glória tirou a máscara (obrigatória) revelando que só usava a máscara.
Então, percebeu que o carro de Carlos (o espanhol) era concreto e não abstrato. Falando sério, tentou uma ultrapassagem destinada ao fracasso. Tanto que travou as rodas dianteiras.
Rodou, foi para o fundo do pelotão de onde não se recuperou.
Ainda viu seu "companheiro" herdar o segundo lugar em uma corrida maluca.
Ou seja, deu uma senhora bicuda. Disse para um dos nossos informantes que a culpa foi da glória. Melhor dizendo, dos peitos da glória. Mas, o resultado oficial é que importa.

Pela maldonadice, leva o leitão porcamente assado de dona Gertrudes. Por sinal, ela está em quarentena desde o final da temporada passada. Anda sumida, desanimada com o que "aí está", segundo ela.

Mas, assim mesmo, vai enviar o leitão porcamente assado para o circuito dos Toro uma vez que a próxima corrida vai ser no mesmo local. 
Tião espera que não seja um repeteco da corrida de hoje.



quinta-feira, 2 de julho de 2020

MORTE E LENDA

O tema é meio macabro para os dias que correm mas, andei assistindo alguns filmes e documentários em que a morte parece conveniente para alguns envolvidos.

Como exemplo a série da Netflix "Jeffrey Epstein: Poder e Pervesão" sobre o quaquilonário americano amigão de um monte de poderosos que abusava de menores de idade. Depois de escapar por décadas acabou preso e suicidou-se na prisão, antes do julgamento. Uma morte estranha por estar sendo vigiado 24 horas por, justamente, ter tentado o suicídio. Por tudo o que ele sabia dos amigões poderosos (incluindo o boçal de lá, Trump) foi uma morte conveniente. Uma das acusadoras disse, no documentário, que ele filmava os encontros na casa de vários andares que mantinha em Nova York.
Muita gente duvida de sua morte. A teoria da conspiração diz que deram um jeito de "sumir" com ele. Ou seja, foi ajudado a fugir e está numa ilha paradisíaca qualquer.

Assisti outro dia "Framing DeLorean". Muito bom. É mistura de documentário e filme sobre o criador do icônico carro DeLorean DMC-12, John Zachary DeLorean.





A história nos diz que o carro era uma bosta. Demorou dez anos para começar a ser fabricado. Pesadão, com motor fraco, portas problemáticas e caro demais. Fabricado na conturbada Belfast, Irlanda do Norte entre 1978 e 1982.

Foi eternizado na trilogia "De Volta para o Futuro". Os realizadores do filme receberam uma carta de agradecimento do próprio DeLorean. 
Não vamos falar do criador do carro como tema do post porque sua morte foi "normal" em março de 2005.
Mas, uma associação relatada no filme me chamou a atenção.
John  associou-se a nada mais nada menos que Colin Chapman dono da Lotus para a construção da fábrica em Belfast. Chapman possuía uma fábrica de esportivos e ajudaria o norte-americano na empreitada.  
Era o ano de 1978. O governo britânico enfiou um monte de dinheiro no negócio.
De cara ambos fizeram um rolo envolvendo 10 milhões de Libras. Empresas fantasmas receberam o dinheiro que entrou naqueles circuitos de lavagem que os brasileiros conhecem bem. Os dois sócios repartiram a bolada.

DeLorean e seu sonho estavam descendo a ladeira e, meio que no desespero, John entrou num esquema de transformar cocaína em dólares. Mas, o documentário deixa claro que o FBI forçou a barra  para que ele se envolvesse no negócio. Portanto, foi absolvido. 

Aí volta o caso do dinheiro de 1978 e Colin Chapman. Estavam fuçando no caso quando o inglês morreu de ataque cardíaco aos 54 anos em dezembro de 1982. Cheio de dívidas envolvendo a Lotus, equipe de competição, e a fábrica de esportivos. Só faltava este escândalo para ferrar mais ainda.
Então, diz a lenda que Colin forjou a própria morte e caiu na vida. Lembro que na época falavam em coisas estranhas envolvendo o falecimento do construtor. No velório só a mulher Hazel e o médico. Por sinal, ela tinha medo de avião mas, Emerson Fittipaldi a encontrou num aeroporto em São Paulo e ela alegou que estava em férias. Lógico. A lenda envolve o Brasil para onde ele, Chapman, veio morar. Mais exatamente em Várzea Grande no Mato Grosso. Enfim, outra morte conveniente. 

Quanto ao americano a então ex-mulher dele (sempre elas) entregou que ele forjou uns documentos para justificar a grana desaparecida. 
Nunca mais se recuperou mas, morreu ainda tentando reavivar o sonho do DMC .

Confesso que fiquei perturbado com essas mortes que viram lendas. 
Sou do tempo em que Elvis Presley não morreu. Quis ficar só. 
John Kennedy não morreu mas, ficou com sequelas irreversíveis. O bilionário grego Aristóteles Onassis o levou para sua ilha particular e, de quebra, catou Jackie. 
Paul McCartney morreu e foi substituído por um sósia. Que é tão bão que até hoje faz um sucesso estrondoso.

Enfim, um estranho post às vésperas do início da temporada de F-1.




quarta-feira, 1 de julho de 2020

O VELHO NORMAL

A temporada da F-1 nem começou e Helmut "hammer" Marko já começou a assar Alexander Albon.
O tailandês nascido na Inglaterra  (nhein?) foi promovido no meio da temporada passada porque Pierre Gasly não deu conta do recado nem da pressão.

Agora é a vez dele "ouvir" de hammer que sua batata está assando. 
O austríaco disse que ele deve fazer por merecer a vaga para 2021 porque tem uma penca de jovens pilotos cobiçando a vaga. 
Helmut é o pateta com a ideia de juntar a pilotada toda (das escolinhas, dos Toro e da Alpha) num cercadinho, soltar o corona de maneira a criarem (os pilotos) imunidade. Lógico que ele não iria entrar nesta roubada. Por sorte não aceitaram a brilhante solução.

Penso que o dono de tudo, Dietrich Matteschitz (que nome é esse?), poderia fazer o favor de defenestrar seu compatriota em nome do bom senso. 
O cara só faz queimar jovens pilotos. Um prazer idiota.

"e aí, mano? Gosta de batata assada?"

terça-feira, 30 de junho de 2020

AGORA VAI?

Finalmente, se nada de última hora acontecer, a F-1 começará a temporada neste fim de semana.
Lá nas terras dos Toro Seniores, na Áustria. 
Engraçado é que as notícias sobre 2021 impactaram tanto que nem lembrava, por ex., que Vettel é, ainda, piloto de mamã Ferrari.

Algumas coisas legais estão acontecendo num mundo tão fechado que é a categoria máxima (ah, ah) do automobilismo.
Uma manifestação contra o racismo está sendo discutida pelos pilotos.
Seria no domingo antes da corrida.
Além da mudança de cor da Mercedes,


para uma pintura onde prevalece o preto. Uma vitória para Lewis Hamilton que adotou uma postura mais consciente nos últimos tempos. Demonstra, entre outras, preocupação com o meio ambiente em atitude inédita em se tratando de pilotos da categoria e o mundo que os cerca.

Acredito, mesmo pela falta do público, que será um GP meio melancólico onde os protagonistas vão sentir a falta de atividade e um evento que soará fora de lugar por causa dos acontecimentos muito mais relevantes que assolam o mundo.
O tal do novo normal.
Estaremos, de qualquer modo, firmes e fortes diante da tela.

domingo, 28 de junho de 2020

SÔDADES

Quando exatamente experimentei a (experiência) saudade?
O fato de ter que superar a ausência de alguém que. como um super herói, enfrentaria o universo?
Tipo o dentista e sua anestesia do araque?
Saudades tem um monte de explicações e etc e tal. Na minha opinião é a dor da distância.
Quando a gente sente falta de alguém basta ir até a pessoa e abraçá-la (ou algo equivalente) e pronto.
O arquivo saudade zera. Fácil, só que não. Quando a distância (ou algo equivalente) torna-se um problema a saudade transforma-se em dor.

A primeira vez que experimentei a dor para valer foi quando voltei para minha terra natal "pramó!" de estudar Química.
Trezentos e  tantos Km que não eram transponíveis facilmente. Telefonemas eram caríssimos e não tínhamos o aparelho em casa (sampa).
Dor da ausência de mamis, de meus amigos (poucos), de meu amor juvenil, da minha existência até então, e tudo o mais. Muita choradeira debaixo do chuveiro.
Então, como aplacar a ausência de tudo o que era meu mundo?

O que restava? As cartas. Aquelas tipo papel, envelope, idas ao posto do correio e etc.
Escrevia uma por dia para a minha "base" em sampa. Acreditem.
E, as cartas rareavam na medida em que as raízes eram fincadas na nova vida.
A saudade, depois de um tempo, não era mais cortante e sim algo que sabia seria aplacado logo na primeira oportunidade em uma viagem para sampa.

O tempo passou, as comunicações ficaram mais fáceis.
E, mais acessíveis.

Como imaginaria na década de sessenta que as ligações no decorrer dos tempos se tornariam tão simples e baratas?

E, vamos aos tempos atuais.
Todos sabem que o chefe do blog está morando lá na Alemanha.
E, por mais que a saudade bata forte penso que ele, e Dani tem mais é que ficar por lá.
E, quem ninguém nos ouça, preparar nossa ida....... para as terras germânicas.






E, trabalhando em casa, tenho estes quadros, tipo caricaturas, a aliviar a dor da saudade.
Estão na parede bem defronte ao lap que possibilita o post.
Enquanto o chefe do blog interagia, nesta data, via zap-zap ,olhava os quadros na parede.
Foram feitos em um evento que reuniu o clã dos Onofris. Ou, parte dele.
 Hummm, o caricaturista ajudou no modo capilar.....
Mas, um sem números de vezes, ergo os olhos e as sôdades são aplacadas pelas caricaturas tão simples e presentes.
É a modernidade a favor das ligações familiares. Além das ligações via apps.
Aliviando a dor das sôdades......

V.I.P.


A primeira vez que me deparei com a expressão "V.I.P." foi na década de sessenta. Li, numa coluna social, e procurei saber mais. O que significa?
Lógico que dona Alzira não sabia nada sobre a expressão.
Pesquisa aqui e ali (sem google, lembrem-se) e descobri que a expressão se refere às Very Important Person".
Ou seja, àquelas que entram nas festas por serem "importantes". Tipo o fornecedor das drogas que seriam usadas em alguma festa.

Bem isso. Pessoas importantes tem um significado diverso para as pessoas e ocasiões. Numa overdose o usuário vai considerar importante o médico e não o fornecedor.
Bom, queria dizer que temos uma V.I.P. aqui em casa nos tempos que correm.
Cookie é o nome da figura. 
Quando resolve brincar vem com algum "brinquedo" na boca e interrompe o que a vítima está fazendo cutucando pedindo atenção.

Recentemente Mariana descobriu que melhor que ração é preparar a refeição do peludo em casa.
Lembram do post sobre a cachorrada lá atrás? Atrás no tempo e post. Cachorros que comiam restos dos humanos e ficavam felizes? Apesar de vomitar de vez em quando?
Esqueçam.

Bom, hoje domingão Cookie ganhou uma refeição digna dos V.I.P.s. Até, pasmem, arroz integral. Mariana dedicou uma receita animal ao animal
Mas, o lado selvagem do cachorrão me salvou. 
Jogou para o lado a cenoura toda trabalhada em vídeos do Youtube.
E, eu louco para dar uma cervejinha para acompanhar.





o descanso do V.I.P.

sábado, 27 de junho de 2020

SOTAQUES

Passei por várias situações em que o sotaque linguístico afetou minha existência.
Quando contava com uns quatro anos fui para Curitiba com sotaque daqui. De Rib's.
Que não é caipira, como pensam. Normal, diria.

Lá na capital do Paraná assimilei o sotaque sulista. Que, por sinal, é muito bonito. Por causa das palavras que saem "cantadas". Fora as gírias regionais. Eu, por exemplo, era um piá.
Enfim, fomos para sampa em 1966.
Foi um desses anos para esquecer. Apesar de irmos no começo do ano o trauma foi inesquecível.
Novos ares, novos "amigos", novos sotaques, novos costumes. Nova escola. Repeti de ano.  Detestei tudo aquilo e meu sonho era voltar para Curitiba.
Sonho que nunca se concretizou.
Meus novos amigos eram os mesmos que exerciam o que hoje é conhecido como bullying. Na verdade ninguém era amigo de ninguém. Uma selva.
E, para piorar, o sotaque sulista.
Eu era tímido para carai. Alguns professores adoravam que eu falasse qualquer coisa como exemplo do sotaque do sul.
Puta que la merda.

Não lembro muito bem mas, com o tempo, perdi o sotaque do sul e não assimilei o paulistano. Então, não falava como minhas primas da capital "einteinde"?

Aprendi, com tudo, a admirar os diversos sotaques desta terra brasilis e a fala regional que exerce um fascínio para aqueles que entendem o tamanho do país (e, a encrenca em que nos metemos).

Bom, séculos depois, realizei o desejo de conhecer Portugal. Mais precisamente o lugar de partida das caravelas desbravadoras dos campos e tempos virginais do mundão véio. A torre de Belém.
Tem um post apocalíptico sobre em algum lugar por aí. Fiquei locão com o lugar. Descobri que, em outras vidas, fui um mísero marinheiro que morreu num naufrágio antes mesmo de alcançar o mar.

Mas, o que interessa é que estava só com a rainha da mansão. E, sabia, que a língua seria um problema.
Sim, pensam vocês. Que língua fala este cara?
Português......

Mas, e o sotaque? E, as gírias? E, etc.?
Tudo começou em Porto e uma visita à uma vinícola. O rapá que nos guiou falava uma língua que não entendia. E, não tinha bebido nada. Num certo momento dirigiu uma piada à minha pessoa. Todos riram. Até a rainha da mansão. Eu, não entendi nada. Mas, ri. E, anotei numa caderneta mental, a encomenda da morte daquele sujeito. Brincadeira.

Muito chato ter que pedir para a pessoa falar pausadamente para entender o que ela diz.
De toda sorte o sotaque e a velocidade da fala torna-se uma identidade regional.

Para encerrar. Na faculdade de Direito havia um aluno mais velho que a média e formado em Filosofia. Ele tinha um sotaque do sul da Bahia, segundo ele. Nunca tinha ouvido nada parecido. Quando ficava nervoso a coisa piorava. Ele falava, fazendo uma comparação, como aqueles bêbados que tropeçam e vão "trupicando" até cair. Ninguém entendia nada.
Fico imaginando uma sustentação oral dele.






sexta-feira, 26 de junho de 2020

UM BAILE NO CHEFE

Um dia, na vida profissional, quase todos nós fomos subordinados a um chefe.
Chefe chato, chefe que sabe das coisas, chefe chato, chefe que não sabe das coisas, chefe chato, chefe que te usa para "aparecer" para o chefe acima do chefe (seu), chefe chato, chefe que te ajuda, chefe chato e por aí vai.

Em várias situações profissionais tinha a impressão que era o único índio (sem preconceitos, por favor) nas paradas. Um monte de cacique e eu no meio carregando a aldeia nas costas.

E, de vez em quando, a gente dá um baile no chefe. O cara fala uma baboseira qualquer e a gente, com o ânus na mão, bate de frente com o "home". Lógico que, com a certeza de estarmos certos. Caso contrário, é "morte" certa.
Sempre lembro de um "deus" dizendo que "não erro" quando eu (índio) apontei um erro. Era uma defecada homérica (de véio Mero).  Deus errou, ninguém é perfeito. Corrigir é preciso. Mas, deus não erra, segundo este "deus".
Na ocasião não sabia se ria ou se mandava o "deus" à merda. Ri (por dentro) e o mandei à merda (por dentro).

Mas, o blog é sobre a f-1.
Em 1980 a finada equipe dos irmãos Fittipaldi (Copersucar como é mais conhecida) comprou a tal Theodore Racing e adotou entre outros o piloto Keke Rosberg e o projetista Adrian Newey, este em início de carreira.
Na primeira prova do campeonato, Keke destruiu vários chassis nos treinos. Mas, lembro muito bem, era muito mais rápido que o chefe Emersão. De cara, nos treinos, botou dois segundos e o carai no chefe. Tá certo que era um cavalo novo encarando um cavalo véio que já estava de saco cheio por carregar o carro "brasileiro" nas costas desde 1976.
Nesta corrida o novato chegou em terceiro lugar. Um puta baile no chefe que acabou por abandonar na volta 37.
E, foi assim durante a  temporada toda. O segundo piloto bailando em cima do dono da equipe.
Lembro que, na época, vislumbrei a aposentadoria de Emersão. Não aguentaria, por motivos acima expostos, um novato fogoso como o finlandês, sendo mais rápido que ele.
Deu no que deu. No final da temporada Emersão disse adeus.
Voltou para a glória (essa gostosa) em outras paragens. Mas, é outra história.
E sem o menino que (então) que lhe deu um baile.
Keke é um dos meus pilotos preferidos com menos títulos que mereceu ao longo de sua carreira. Um destemido.


"Tá vendo este pedal do meio? É o acelerador!!"


sábado, 20 de junho de 2020

SONHO - ZIZI

DO KART À FÓRMULA UM

LÔCA QUARENTENA


"caminhada ao cair da tarde"

cair da tarde da janela da cozinha enquanto lava louça

olhos satânicos. "nem tente pegar meu petisco palitinho"

quarta-feira, 17 de junho de 2020

terça-feira, 16 de junho de 2020

A PROVA

Já postei esta panca do Gerhard Berger em Estoril/93.
Dizem que a suspensão ativa da Ferrari estava desativada. Pelo que entendi ela entrava em standby quando o carro parava e Berger esqueceu de apertar o "butão" para ativá-la.
Ou defecou nas herbáceas mesmo.


OS LÔCOS POR VELOCIDADE

Nigel Mansell é um daqueles pilotos meio atabalhoados que dão, mais ou menos, certo. 
Poderia ter ido mais longe se não enfrentasse os melhores pilotos de sua época.
Mas, o grande adversário de Mansell era ele mesmo.

Bom, tem uma história que não sei se verdadeira mas, condizente com a cabecinha de vento do piloto.
Nos tempos da suspensão ativa a Williams (ela mesma!) dominava o espetáculo.
E, dizem, que a suspensão falhava, de vez em quando. Parava de funcionar e quando acontecia o carro ficava "duro" meio que impossível de guiar. Nos segundos posteriores à falha o piloto tinha que apertar um botão para resetar o sistema e ativar a suspensão ativa (ui!). Até aí é pumba no muro.

Em uma dessas ocasiões o piloto inglês acabou por acelerar ainda mais o carro. Talvez pelo pânico da situação. Mas, voilá!
A suspensão voltou a funcionar imediatamente. 
Reza a lêndea (que vira piolho) que assim aconteceu. Aumentando a fama de lôcão de Nigel.

Pensando neste fato lembrei que já fui um desses pilotos sem noção, ora vejam só.
Já contei que lááá nos anos setenta apanhava a famosa Brasília de véio Mero, enquanto ele trabalhava com o carro da firma, "pramó" de dar um rolê nas redondezas. Um dos circuitos que armava incluía a Av. Santa Inês no alto do Mandaqui. Havia um trecho que adorava. Este aqui:

"a curva"

 Na seta a curva desafiadora. Esta curva:

"a curva"
Naquele tempo tudo era mato. O posto de gasolina era um terreno baldio. Neste sentido (centro/bairro) era possível ver a saída da curva.

Não havia muito trânsito nas tardes. Então, quando a saída da curva estava limpa eu acelerava como o "Emersão" faria.
Numa dessas a Brasília começou a escorregar e eu comecei a ver a viola em cacos (como dizia minha avó). Que fazer?
Frear ? Rezar? Chamar mamãe? Confessar os pecados?
Na aflição e pouco tempo para reação, acelerei.
Sim, Na minha cabecinha de vento o pé estaria no pedal do freio. Só que não. Ele continuava no acelerador. Que eu pisei com toda a sofreguidão.

Meninos. Por sorte não havia mais nenhum veículo nas redondezas. A Brasília véia de guerra entrou na curva de lado (literalmente) e por obra divina aprumou na saída da curva. Foi quando tirei o pé do acelerador ouvindo os aplausos e gritos do pessoal do bar dos bêbados. Ficava bem ali naquele predinho branco no meio da curva.

Enquanto me encaminhava para os "boxes" não sabia se ria ou chorava. Não foi a única maluquice que fiz com a Brasília (não lembro se a azul ou branca) de véio Mero.
Mas, esta foi a que me fez trocar de cueca logo que cheguei em casa.

"Tamu junto, Luizão!"

MÃO AMIGA

Bernie Ecclestone andou dizendo, tempos atrás, que Schumacher (o que vale) foi campeão do carai a quatro devido a mão amiga dos poderosos.

Vendo onde está a mão do duende entendi tudo.

"totoso!"

NUM TÁ FÁCIL

O lado de cá do blog (o único em funcionamento) está curtindo férias de 3 dias. Sim, loucura. A gente começa, cancela e joga para a frente (se houver) o restante.
Trabalhando em casa é o que nos resta.

Sim, num tá fácil a vida neste país (?).
Não bastasse a pademônia (de demônio) temos um (des) governo que sonha em tornar-se ditadura.
Procuro fugir das notícias, cansado que estou, mas algumas coisas "passam".
O discurso fascista atual é que as fake news, responsáveis pela eleição "dele" são legais. E, combatê-las, isto sim, é um crime contra a livre manifestação garantida pela constituição.

Enfim, o que "pega" neste espaço é um certo escapismo com pitadas de F-1.
Ou, no caso, a vitória de Emersão em Indianápolis/1989.
Olhando esta foto fico imaginando se as notas são verdadeiras.
E, se no final do evento ele contou a dinheirama para conferir se ninguém levou algum maço sem querer querendo.

lá o gesto é "tudo ok". Aqui é VTC mesmo

sábado, 13 de junho de 2020

"DISMINÓI AÍ!"

Todo mundo passa por situações na vida que, vista depois de algum tempo, parece um filme que assistimos e não acreditamos que protagonizamos.
Não vou entrar em detalhes acerca nossa vida numa cidade perto de Rib's. Comerciantes do ramo de tinta, principalmente automobilística, a gente tentava balançar de acordo com o balanço do mar.
Tempos bicudos.

Bom, uma da adaptações para a sobrevivência na cidade era do ponto de vista da linguística. 
Traduzir para o português certas expressões era recorrente no nosso dia a dia.
Explico: certa vez entra um casal de uma cidade ainda mais distante da "civilização" com uma lista de material para pintar o carro.
O pintor passou a lista e cobraria só a mão de obra. Lógico, estamos no brasil. A lista daria para pintar a frota dos ônibus da Cometa.
A rainha da mansão, de posse da lista e com pena do casal, foi explicando que a lista não precisava ser tão extensa.
Corta aqui, corta ali e o valor foi entrando no orçamento dos clientes.
Pois a mulher, entusiasmada com os cortes, bradou.
"Isso mesmo. Disminói aí."

Em princípio não entendemos o "disminói". Mas, quando entendemos o significado fechamos o negócio.
E, mais um meme interno na família. Tipo,  "disminói a cerveja aí, Luizão!"

Enfim, estou lendo que mais três GPs de F-1 foram cancelados neste ano que deveria ser cancelado do calendário, como já disse.

Estranho que o Japão cancelou seu GP que ocorre no final da temporada. Mas, devido ao fato que o país asiático cancelou todos os eventos internacionais neste ano. Os outros dois são urbanos e, portanto, explicável o cancelamento. Azerbaijão e Cingapura.
Ou seja, o negócio é não marcar na folhinha as datas dos GPs deste ano,
O que vier é lucro.

Por sinal, e acompanhando a carruagem, aposto que o GP do brasil vai ser cancelado. 
Acho que não preciso explicar a razão.
Mas, o bom senso está gritando no balcão,
"disminói aí!!"

quarta-feira, 10 de junho de 2020

FÉRIAS!

Qual a primeira lembrança de férias?
Eu diria que, no meu caso, não envolve escola e coisas do gênero. 
Mas, aquela lembrança de pegar estrada e ir para um lugar diferente de seu bairro, sem eira nem beira.

Minha primeira lembrança foi de uma ida até a praia de Matinhos no Paraná. Não estava nem em  idade escolar mas, tá valendo.
Lembro que foi no carnaval (não sei o ano) e já explico.
Véio Mero não foi. Nas minhas lembranças havia uma criança pequena que poderia ser meu irmão.

Enfim, chegando à cidade a visão da praia ao longe marcou para sempre minha memória. 
"Quanta água!"
Caí de boca, literalmente, no mar, logo que possível.
Outro espanto, para riso dos adultos.
"É salgada!"
E, por aí vai.

Lembro que era carnaval porque houve um baile e alguém, que não foi dona Alzira (porque foi ao baile!!), ficou com os rebentos (não sei quantos) que já haviam adormecido. 
Sei que Araci (quem será?) encheu o boné e mais alguma coisa por conta de ciúme de um dos rapazes. Foi um vexame tão grande que acordou os rebentos, na volta do baile.
Até hoje, séculos depois, lembro do bullying do pessoal cantando a famosa música. 
Primeiro chamavam a "Araci".
Assim, "Araci!! Cê pensa que cachaça é água, cachaça não é água não....."
E, ela sorria sem graça. O tal rapaz se declarou para ela (era antigo namorado) mas, nas minhas lembranças foi só. Ela continuou com motivos para beber todas.

Foi tão intensa a estadia que lembro de sair, com o dia amanhecendo, com o galã da Araci, para apanhar caranguejos na praia. Aos milhões, na areia.
Pelo que entendi vinham à praia pela noite e voltavam ao mar durante o dia.
Fiquei com medo do carai. Mas, fui treinado a pegar os pobrezinhos sem ter algum órgão cortado pelas garras. E, fiquei com muita dó dos coitadinhos sendo lançados em água quente. Mas, que eram apetitosos eram.
O tempo passou mas, este período está mais vivo em memórias do que muitas outros. 

Então é assim. Chega o período de férias e a gente se debruça sobre todas as possibilidades de estadia.
Zilhões de sites, estadias em casas já alugadas. viagens para a Alemanha (entendidos entenderão), praia, campo, outros planetas e muitas outras opções. Planejar férias é muito estafante.

Temos férias emendando com o próximo feriado. Primeiro conferir se o governo não incluiu a data naquela emenda pornográfica que nada serviu (povo burro, santo cristo).
Então, a dúvida. Sair ou não sair?
Da toca, onde estamos desde março.
Ficou decidido que iríamos para um lugar já conhecido, na praia, com vista para o mar. Ir até a praia seria passível de investigação "in loco", devido às restrições de lugar em lugar .
Bom, a decisão seria sair de casa, carro com "sem parar", entrar no apê (com puta vista para o mar) com máscara e ficar confinado na sacada olhando as ondas.
Ah, Luizão proibido de tomá umas.
Ah, ah,

Rapidamente, pesquisei e informei que o bicho está pegando no lugar planejado. Estão colocando obstáculos até mesmo para entrar nas cidades do litoral norte.
E, gastar uma grana para ficar confinado não tem sentido. Ainda mais sem a companhia da cervejinha amiga.

Então, fizemos um combo com as férias. Vamos curtir o feriadão em casa, interromper  e jogar o restante para longe do Covid-19. Se possível.
 
A que ponto chegamos. Muitos companheiros já desistiram de cancelar férias e estão em casa fazendo sei lá o quê. Mas, em férias.
Mesmo trabalhando no lar chega uma hora que o cansaço bate. 
Descansar é preciso. 
E, pensar que uma atitude firme no início do pandemônio (de demônio) das nossas "queridas" autoridades desaguaria numa situação em vive hoje a Nova Zelândia.

E, estaríamos fazendo valer o exaustivo planejamento das férias marcadas para este período.

sábado, 6 de junho de 2020

COOKIE E A FAXINA

Nestes tempos de pandemia a faxina da casa fica por nossa conta. Nossa auxiliar do lar está de quarentena e estamos numa espécie de mutirão da limpeza.

Até Cookie entra na dança.
Tenta morder as vassouras e puxa os panos de chão pensando que é brincadeira.

E, fiscaliza tudo in loco.

O balde está vazio, tio



sexta-feira, 5 de junho de 2020

QUEQUÉISSO?

Quando estudante temente aos professores minha alma e corpitcho gelavam, junto com o resto da petizada, quando algum professor indagava com aquele olhar inquisidor: "quequéisso?"

Claro. O "quequéisso" significava muitas coisas. Um ponto no mapa, um "X" da porra da matemática no quadro negro, um vulto histórico (lindo né? "vulto histórico"), uma data qualquer, uma região no mapa geográfico. E 'centas e outras coisas a atemorizar os alunos.

Era hora de abaixar na carteira, fingir um desmaio, pedir pra cagá, dizer que esqueceu a porta aberta, falar que estava na classe errada, explicar que não estudou porque teve que ajudar a mãe na feira (teve disso!) e tudo o mais. 
Mano. Pesadelos noturnos garantidos.
Enfim, só para ilustrar. No famoso GESI (Ginásio Estadual Santa Inês) onde cursava o ginasial (ah vá!) gostava muito de um professor de história. Não vou dizer o nome porque o chefe do blog não gosta. Tá certo que nem ele lê o blog, mas chefe é chefe. Diz que podemos ser processados e o carai a quatro.
Bom, voltando. Esse professor não sabia que eu gostava da matéria história. Então, quanto ele indagava sobre algo e virava para as vítimas eu estava de boaça porque sabia a resposta. Tipo "quem construiu a pirâmide de Queóps?"
Eu diria: "um egípcio da porra!" Ah ah.
Brincadeira.

Ele gostava de perguntar e andar pela classe enquanto os alunos gelavam e tudo o que escrevi lá em cima procurando alguém para responder, ou não, a pergunta. 
Passando pela minha fileira nem notava que eu estava com aquela seta sobre a cabeça tipo "eu, eu".
E, pegava um outro qualquer.

Mas, o blog é sobre F-1.
Olhando esta foto imagino o sujeito coçando a cabeça atrás do carro pensando "quequéisso?"
Fora os pneus que parecem waffles.
Não consegui descobrir o piloto mas, ali do lado, olhando a bunda do carro está Mário Andretti que dispensa comentários.



Então, a resposta:


Luizão responderia ao professor que o "quequéisso" é a famosa Lotus 80 que foi utilizada em 1979 em três GPs, Espanha, Mônaco e França tendo ao volante o "entendedor" de bundas da foto acima. 
Mário Andretti.

Lógico que estaria escondendo a "cola" em algum lugar. 
Mas, o dez estaria garantido.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

COOKIE E A CAIXA DE BRINQUEDOS

Nos meus tempos de criança/juventude os brinquedos dos três irmãos compartilhavam a mesma bagunça. Quero dizer, o mesmo espaço.
Irmão mais velho, no entanto, é um saco.
Como irmão mais velho resolvi maquiar as bonecas de minha irmã. Não lembro muito bem mas, ela deve ter aprontado alguma. 
Ficaram lindas as bonecas. Olhos, contorno da boca, orelhas e algumas sardas feitas à caneta. 
Elas poderiam participar de um filme de terror à la Chuk o boneco assassino.
Minha irmã, Ana, não achou nada engraçado. Armou um berreiro obrigando este que vos tecla a "limpar" a arte. Qual nada. Não havia o que removesse a pintura.
Além de um trauma eterno a situação fez com que Ana retirasse seus brinquedos do convívio fraterno.

Não tínhamos muita coisa uma vez que os brinquedos que gostaríamos de ter (tipo miniaturas Matchbox) eram caras e raramente adquiridas.
Meus brinquedos favoritos eram os pinos mágicos.


Eram os legos da época. Só que muito mais baratos.

Eu montava uma porrada de coisas e inventava histórias de guerra,  naturalmente.

Um belo bombardeiro





Os tempos mudaram. Henrique tem zilhões de bonecos dos mais variados tipos e tamanhos, carrinhos lindos, helicóptero (que voa!), carrinhos de controle remoto e tantas outras coisas que nem sei.
Por sinal, legos por todos os lugares da casa.
Mas, só quer saber dos jogos eletrônicos......

Enfim, o post é para falar de Cookie e seus brinquedos. Mariana comprou vários. Ainda compra.
Ele tem sua caixa de brinquedos com alguns lá dentro.
Só tem um problema. Seu negócio é roer papelão, chinelos, uma bola de plástico amassada e mastigar parede. Sim, mastigar parede.
No vídeo abaixo ele está se desentendendo com algum brinquedo que insiste em ficar escondido embaixo dele mesmo.



terça-feira, 2 de junho de 2020

TEM CALENDÁRIO, SIM SENHOR!

O importante é ter calendário.
Quando mais jovem que hoje os grandes calendários eram o da padaria do Afonso e do açougue das redondezas. 
Grandes com grandes fotos (rá!).
Daqueles de se pendurar na parede da cozinha e ficar sonhando com as paisagens.
Lembro também que havia uma corrida dos comerciantes para ver quem fornecia primeiro os tais calendários.
Os primeiros eram anunciados pelos babantes consumidores como se o distribuidor fosse um poderoso magnata com grana para passar à frente dos outros.
Véio Mero roubou a cena, certa vez, quando apareceu com calendário de garotas vestindo bikini. Fingi que era normal enquanto os hormônios explodiam (sabem como é, ditadura militar e censura brava) mas, sabia o que viria. Dona Alzira soltou os cachorros para cima do véio que sumiu com o objeto de prazer. Quero dizer, com o calendário.

Ainda existem calendários. Mas, perderam o carisma. Aqui em casa tem um que fica atrás da porta da cozinha, tadinho.

Nestes terríveis momentos que parecem não ter fim, a F-1 tenta voltar à normalidade. 
Divulgaram um calendário que pode ser ceifado já na quarta corrida.
É assim: dia 05/07 corrida em Spielberg, Áustria. Terra dos Toro Seniores.
Dia 12/07 corrida no mesmo circuito. Estranho não?
Teremos, ou não, mais duas corridas no mesmo circuito no final de julho. Quarta e quinta corridas.
O local será, ou seria, em Silverstone na Inglaterra. O problema é que o governo britânico pensa em voltar à quarentena se as condições continuarem do jeito que estão.
As corridas teriam que ser canceladas.

Enfim, outros problemas como testes de Covid-19 que podem afastar infectados (lógico) e seis corridas em sete semanas. Imaginem a Haas sofrendo com falta de peças devido ao "entusiasmo" de seus pilotos braço duro.

A Liberty promete o resto do calendário nas próximas semanas. 
Aguardemos.

Por enquanto a temporada tem estas datas:

5 de julho – Áustria
12 de julho – Áustria
19 de julho – Hungria
2 de agosto – Grã-Bretanha
9 de agosto – Grã-Bretanha
16 de agosto – Espanha
30 de agosto – Bélgica
6 de setembro – Itália



domingo, 31 de maio de 2020

LÁ VEM BOSTA

Quando não há turbulência no voo (em muitos setores) alguém inventa uma reunião/evento qualquer para justificar seu lugar ao sol.
Tudo vai nos conforme (como diziam os antigos), ou seja, nada de preocupante a nos preocupar. Mas, "alguém" tem que justificar o lugar que ocupa.
Então, vem aquelas reuniões com pauta em aberto. Uma desculpa qualquer para dar palanque.
O baixo clero, normalmente, sai dessas reuniões com uma pergunta que não quer calar.
Por que a reunião? Nada de produtivo foi falado.
Pois é. O grupo mais descolado e sem compromisso com esses compromissos (ui!) solta uma frase tipo "lá vem bosta" ao ser informado das ditas reuniões.

Ross Brawn, voltando à F-1, propôs um formato inusitado para as segunda corridas disputadas num mesmo circuito.
Lá vem bosta.
A volta da F-1 seria na Áustria em 05 e 12 de julho. Nem vamos falar de Silverstone que viria a seguir porque a coisa tá feia na casa da rainha.
Enfim, a segunda corrida (no dia 12/07, no caso da Áustria) teria a classificação substituída por uma corrida de classificação. Cuma?
Seriam, mais ou menos 100 km com grid invertido. Trocando em miúdos: Verstappen, que vai vencer a primeira corrida, iria largar em último na corrida de classificação para a segunda etapa.
Trocando em mais miúdos, ele dificilmente se classificaria numa boa posição para a segunda corrida. São vários fatores e o mais forte é o efeito Grosjean que sopra forte nas paragens austríacas. Por sinal, em todas as paragens.
Contra a bosta da ideia muitos obstáculos. Primeiro. A vida útil dos motores. O que mais ocorre nas corridas atuais é a preservação do equipamento para evitar trocas que significam perda de posições no grid. Muito comum ouvirmos o rádio do piloto perguntando se "posso colocar no modo fodão?"
E a equipe negar a permissão porque o orçamento está estourado e temos que preservar a imagem porque fica chato o carro encostar com a porra do pum estourado e a gente nem sabe porque estourou.
Enfim, a F-1 não é para os fracos. 
Um saco para os não iniciados.

Bom, não sabemos o que vem por aí.
Tal qual no brasil-sil-sil querem passar a boiada aproveitando o momento do pandemônio (de demônio). Lembrando que o autor da frase (no caso verde e amarelo) é um sujeito condenado por corrupção,  com trânsito em julgado e tudo. Mas, está lá num governo que brada ao gado que "aqui não tem corrupção".

Ôpa!
Melhor não falar disso.   
Esperamos que, pelo menos, a F-1 volte à normalidade. 
Sem corridas de classificação e pau na máquina.



sexta-feira, 29 de maio de 2020

AÍ SIM!

Muito legal a homenagem e presente de mamã Ferrari ao Kimi Raikkonen (nosso Kiwi Vodkanen).
Presentearam o finlandês com  a Ferrari (SF71H) com a qual venceu o GP dos USA (e não abusa) de 2018. 
Ele não vencia desde Austrália em 2013 com a Lotus (essa não aquela).
E, quem não gosta de Kiwi?
Ah, lembrando quem foi o último campeão por mamã Ferrari?
Em 2007?
Mimadon?
Non!!
Ele, o homenageado.
O cara é bão.
 
Aoooooooo!  
Já imaginou?
Colocar os fi no cockipit e dizer, "aqui tudo era mato?"

O REBELDE

Não sou a mãe de Cookie. 
Portanto ele nem disfarçou a rebeldia quando levou uma bronca por fazer algo errado.
Mostrou a língua para o repreendedor sem qualquer pudor.



quarta-feira, 27 de maio de 2020

BROCHADA

Sim. O título do post é propositalmente pornográfico.

Mas, não tem relevância ao desempenho masculino.
E, sim ao foguete que seria lançado hoje naquele país grande e bobo. 
O Space X, foguetão privado, enviaria ao espaço astronautas para a ISS (Estação Espacial Internacional).

Sou do tempo em que a corrida espacial significava um campeonato de pirocas mais potentes. 
A corrida besta (porque não uma parceria?) espacial entre os soviéticos (olha o Temer soltão aí, geiiinte!) e os americanos (do norte, naturalmente) era o grande assunto espacial dos anos sessenta. 
Os lançamentos norte-americanos dos puta foguetes Apollo faziam sucesso entre todos os interessados na conquista da lua.
E, vários lançamentos eram transmitidos (ao vivo!) no brasil-sil-sil.  
Eu, molecão acompanhava na medida do possível. 
Tanto tempo depois a conquista do espaço esvaziou. A lua nem mais foi xavecada. Um ou outro robô e nada mais.
Marte e seus encantos é o novo xodó. O problema é a distância e o mistério envolvendo o nosso irmão vremeio.

Fugi ao motivo do post.
Naquela época distante e pré-histórica assistia, ou não, aos lançamentos dos foguetes Apollo na grande missão de conquistar a bela e gloriosa e gostosa lua.

Enfim, eu molecão, ficava defronte à TV (preto e branco) esperando a grande ejaculação que lançaria o rocketão para o alvo branco e imaculado.
Mas, em algumas oportunidades, havia uma brochada. 
Lá em cabo Canaveral, campo dos grandes lançamentos, nuvens implicavam, no passado, em DRs entre os foguetões e as condições para o lançamento. O que acontecia?
Os dois, nuvens tempestuosas e os foguetões prestes a "explodir", concluíam que era melhor adiar a subida.
E, para nós os voyeurs, restava esperar a próxima oportunidade.

Hoje, infelizmente, não foi diferente.
Cientistas norte-americanos, na forma de astronautas, são/eram levados para a ISS (Estação Espacial Internacional) por veículos russos.
Então, um  ricaço criou um veículo particular, vamos assim dizer, para levar os norte-americanos ao espaço.

O lançamento de hoje seria o primeiro da parceria com a NASA. No horário de Brasília, 17,32m ocorreria a partida do foguete.
Desde quatro e pouco, trabalhava e acompanhava o lançamento.
E, observava as porras das nuvens esquisitas no cabo Canaveral, relembrando meus tempos de infância/adolescência e as Apollo. 
Se as enormes Apollo sofriam com o mau tempo, os traques Space X não escapariam.
E, como algumas vezes no passado, o lançamento foi adiado devido ao mau tempo.
Fico pensando, risos contidos, em como o tempo (clima) manda na caminhada humana no planeta terra. 
O rapazinho lá dos anos sessenta fica frustrado tanto quanto o véio dos anos 2020.
Mas, sábado tem mais. Um belo dia para um lançamento/ejaculação.







MÃE É MÃE

Mães não são do nosso planeta. Elas tem uma percepção que escapa aos parcos conhecimentos dos demais seres. Filhos principalmente.
Dona Alzira, Ziri Yonara para certa parte do clã, era dessas que olhava e entendia.
Muitas vezes ela lançava um olhar "escaneador" para um de seus rebentos e, sabíamos, vinha o diagnóstico. Mas, nem sempre ela informava aos filhos, discreta que era.

Aqui, como diria Zequinha, meu açougueiro predileto, vou abrir um "parente". Chamo minha mãe de Ziri Yonara e, certamente, a maioria da nova geração não entende.
É que a véia gostava de um horóscopo. Na época, década de sessenta, fazia sucesso no rádio a astróloga Zora Yonara. Daí, .......

Bom, todo filho é um rebelde sem calças (como diziam). Eu, para ficar no "eu", não fugia do regulamento. 
Ziri era do bem. Aguentava minhas traquinagens até certo limite. Quando a bolha estourava restava a este que vos tecla correr. Confesso que tinha minhas artimanhas. Enquanto corria, normalmente em volta da mesa de jantar, soltava umas coisas engraçadas. Como exemplo, "ora veja que a Hebe soltou um palavrão ao vivo", mesmo que não fosse verdade. A véia, ou por não conter o riso, ou por perder o fôlego, começava a rir e perdoava o primogênito. 
Tantas traquinagens e tantas palhaçadas levaram dona Alzira a dar um conselho. Eu deveria tentar a televisão já que era tão engraçado. Não sei se foi uma ironia mas, fiquei aborrecido.

Enfim, muitas vezes ao levar uma bronca fazia caretas nas costas de minha mãe. Mostrava a língua e tudo o mais.
Um belo dia ela entregou. Já adulto tinha conversas de adulto com a senhora. E, ela disse que sabia das minhas caretas e "mostração" de língua. "Mãe sabe de tudo", disse ela para minha agonia.
E, completou.
"Sabia de suas revistas pornográficas escondidas debaixo da gaveta de seu guarda roupa".
Meninos!
Tal esconderijo era mó trabalhoso. Eu tirava a última gaveta, escondia as revistas, colocava a gaveta de volta. E, era a mó logística para ir com alguma para o banheiro.
E, a véia sabia!


Sei que depois dessa revelação passei a admirar ainda mais uma mulher que passou poucas e boas e manteve a fleuma. Se hoje não está fácil para o sexo dito frágil, imaginem naquela época.
De qualquer maneira ela entregou ao mundão véio três rebentos que, como ela, são do bem. Lógico que há um certo limite. Como diria Lulu Santos "não desejo mal a quase ninguém".
Ah, ah.

terça-feira, 26 de maio de 2020

PROFISSIONAL

Alguns esportistas agem como se não tivessem compromisso ou são verdadeiramente irresponsáveis.
E, ditos profissionais.

Não costumo assistir a Fórmula chocante por motivos já amplamente declarados
Nesta pandemônia (de demônio) muitos esportistas participam de eventos, digamos, virtuais.
 Futebol, basquete, cuspe à distância, automobilismo, lançamento de pedras no telhado vizinho e por aí vai.
Apesar do grafismo estar zilhões de anos à frente do tempo em que jogava basquete no Mega drive não mais me interesso por esportes virtuais. Coisa de véio. 

Mas, vejam só a que ponto chegamos. 
No último fim de semana a Fórmula chocante promoveu mais uma corrida virtual com seus pilotos reais.
Foi a quinta corrida. 
Daniel Abt, companheiro na Audi de Lucas Di Grassi é um desses fidalgos, ou seja filho de algo. Trocando em miúdos rico pacarai. Filho de um acionista da equipe e fundador de uma empresa alemã especializada em modificar modelos Audi. Tem 27 anos e maturidade zero.
Nas outras etapas pouco fez. Lembrando que não fazia feio nos carros reais. Mas, já havia sido multado em evento virtual anterior por má conduta.
 A corrida em comento se deu no circuito virtual do Aeroporto de Tempelhof em Berlim, que, por sinal existe de fato. 
Para resumir, ele não mostrou o rosto quando da competição despertando suspeitas. Principalmente porque correu bem e chegou em terceiro quando foi mal em etapas anteriores. Uma investigação mostrou que, em verdade, quem correu em seu lugar foi um austríaco de 18 anos especializado em corridas virtuais. Um tal de Lorenz Hoerzing.

Um rapaz de 18 anos tentando dar um olé na turma profissional de carros reais até que a gente entende. 
Mas, um suposto profissional cedendo seu lugar para, segundo ele, "brincar" não faz sentido.

Bom, ele se desculpou, disse que não corre mais pela Audi (virtual ou real) e Lorenz punido não participando de mais nada relacionada à Fórmula chocante. 

Lógico que, de qualquer modo, a situação gera um desconforto para a categoria e coloca em cheque estas corridas "de computador".
E, pensando bem, Daniel teria sido mais esperto se fingisse pilotar enquanto por detrás (êpa!) o rapazinho pilotasse de fato.
Fica a ideia.