domingo, 1 de março de 2015

TÁ CHEGANDO!

Dia 15 de março nas madrugas das vidas começa para valer a temporada de 2015 da F-1.
Pela experiência anterior ainda não saberemos quem é quem nas paradas. A primeira corrida é meio que um intróito do que vem por aí, ou ali.
Mas,pelo visto até agora nada muda.
Mercedonas na frente e o resto babando atrás. E, vamos ler o ano inteiro que El Mimadon (o chocado) estará vuduzando os dois pilotos da Mercedes em busca do título perdido.
Se conseguir um lugar em mamã Mercedes vamos torcer para que os lemães despenquem ladeira abaixo.....
Não acompanho com interesse os testes pré-temporada porque nem sempre dizem a verdade.
A Sauber, por ex., já andou nestes testes anos atrás, com o carro fora do regulamento (é permitido) e enganou os incautos. Na hora do vamu vê não vingaram.
Enfim, teremos algumas equipes utilizando carros do ferro velho, o que é um perigo. Se é que vão aparecer na Austrália.
Legal era quando havia a pré classificação e algumas nanicas participavam de uma carnificina para poder alinhar. Os carros eram fake (categoria inferior com motor de gente grande).
Mas, não havia porcaria em forma de carro.
Hoje, os pilotos nem precisam entender de pilotagem. Tem botão para tudo. Mistura de combustível, força do motor, aceleração, zap-zap para conversar com a equipe, botão para pedir pizza e por aí vai.
Tanto que Pastor sem ovelhas admitiu que bateu num treino da temporada passada porque estava fuçando no volante. Ah, ah.
 Enfim, que venha o campeonato.

"cadê o botão da pizza?"

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

VOCÊ SABIA?

Por falar em som da F-1 houve um piloto que era músico. Karl Edward Tommy Borgudd, ou Slim Borgudd. Nascido na Suécia foi piloto nos anos 1980. Estreou com 34 anos e teve um momento de glória quando pontuou em Silverstone em 1981 com um capenga ATS patrocinado pelo amigo do grupo musical onde tocou bateria nos anos anteriores. O nome do amigo era Björn Ulvaeus (vulgo Boa Vulva) e o grupo ABBA. Conseguiu um contrato com a Tyrrel para 1982, não foi bem nas primeiras corridas e perdeu o emprego. Correu em outras categorias e acabou campeão correndo de caminhão no campeonato europeu em 1995.

mamma mia

Barulho!

Além de dar choque, esses motores pseudo-elétricos tornaram a F-1 um categoria sem barulho. É engraçado como podemos não valorizar uma coisa quando ela se torna banal e está sempre ali. Se me dissessem, há dez anos, "vamos fazer F-1 sem barulho", acho que daria de ombros. Mas, agora que ele foi embora, sinto falta. 
O ruído dos motores V8 dos últimos anos antes da reforma do regulamento já era de impressionar. A primeira vez que ouvi de dentro do autódromo, fiquei embasbacado dias. Os motores contemporâneos não têm este poder. 
O blogueiro e baixinho oficial Flávio Gomes postou o vídeo abaixo, que exibe a Ferrari 412 T2, de 1995. Motor de 12 cilindros, um canhão. As imagens são bonitas e a trilha sonora, também. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

VOCÊ SABIA?

Sebastião Vettel estreou na F-1 pela equipe Sauber em 2007.
Sabia?
Era piloto de testes da Sauber quando Kubica, então um dos titulares, deu aquele pancão no Canadá.
Para o GP dos Estados Unidos a equipe o escolheu como substituto do polonês.
Com apenas 19 anos e onze meses pontuou chegando em oitavo lugar.
Ainda em 2007 assumiu o lugar de Scott Speed na Toro Rosso. O resto todo mundo já conhece.

o carro espinhudo do adolescente Vettel

MULHERES

A Lotus (essa, não aquela) confirmou a contratação de Carmem Jordá como piloto de testes para a temporada que se inicia.
Filha de um ex-piloto, José Miguel Jordá, vem fazer companhia a Suzie Wolf que só está na F-1 porque é mulher do Toto Wolf (vulgo Lobão Totó). Ele ainda tem participação na Williams (equipe da muié dele) e é dirigente da Mercedes. Pode? Deve poder. Ela não parece entender muita coisa para passar informações sobre o carro da Williams.
Enfim, pelo que entendi Suzie bateu no carro de Nars (tenho muita vontade em colocar um "i" neste nome) e saiu pela tangente dizendo que não teve culpa tal e coisa.
Acredito que tanto uma quanto outra vão mesmo é testar nos simuladores. Ali pode bater que não estraga carro nenhum.
Preconceitos à parte a gente queria mesmo é ver a Simona de Silvestro que manda bem na F-Indy.

Suzie Wolf (ofuscada pelo maridão) "vai brincar de carrinho, querida"
Carmem Jordá. Pose ela tem

AINDA "MÁQUEPORRA"?

Da série carros "lindos" da F-1 o Elfelland 21 que andou assombrando (pelas formas) em 1972.
Estava assistindo um documentário sobre a temporada de 72 (gloriosa para nós) quando surgiu na tela este carro. Confesso que nunca tinha notado.
O carro é um chassis March adaptado por um projetista suiço, Luigi Colani (sim suiço, apesar o espagueteano nome) que tentou colar o projeto na parede da glória (aquela gostosa).
Bancado por um alemão dono de uma fábrica de trailers o carro não foi longe.
A entrada de ar é muito estranha e fico imaginando se, em velocidade, o carro "respirava" devido à curvatura do bico. Enfim, charme maior é o espelho retrovisor. Certamente o piloto não via nada por causa da asa traseira.

aqui o carro em ação com Rolf Stommelen
LEGAL O PERISCÓPIO

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

DUCAROUGE

Os aficionados por F-1 estão acostumados com nomes não necessariamente dos meninos pilotam as máquinas velozes.
Também admiramos os construtores. Principalmente aqueles capazes de fazer algo tão singelo quanto uma banheira de gasolina equipada com um motor monstruoso andar a trezentos por hora.
Assim era o primeiro carro decente de Senna (o Ayrton) na F-1. Uma Lotus 98-T (aquela, não essa) equipada com motor Renault com (dizem) mais de mil cavalos de potência.
Pois um dos responsáveis por esse carro morreu aos 73 anos.
Gerard Ducarouge. Com passagem por várias equipes da F-1 estava aposentado das pistas desde 1994.

CHOCANTE

Tem muita gente acreditando que um choque elétrico foi responsável pelo acidente de El Mimadon.
Existe uma sombra ou mancha na lateral do carro acidentado que seria resultado da explosão do Pum Atômico e etc.
Começo a acreditar nesta história.
Um médico que foi defenestrado da F-1 em 2012 Gary Hartstein (vulgo Gari Tem Artes) disse que ninguém sofre uma panca dessa natureza e fica tanto tempo hospedado num hospital.
E, leio que dona McLaren vai ela mesma fabricar uma peça, que faz o quê? Uma das coisas é vedar a porra da bagaça do MGU-K, ou seja o Pum Atômico.
Então, ficamos assim. El Mimadon vai trabalhar com muito mais ênfase na volta dos motores beberrões mas, que não dão choque em ninguém.

"pelo choquim ou não, acho melhor tirar este negócio da zoreia"

"HAPPY BIRTHDAY, GEORGE"

Se vivo estivesse George Harrison estaria comemorando 72 anos de idade. Um menino ainda.
Dos Beatles o mais introspectivo e, de certa forma, assombrado pela fama.
De tempos em tempos mudo meu Beatle favorito.
Durante muito tempo foi ele.
No vídeo de Devil's Radio vemos a participação do amigo Eric Clapton com que dividiu muita coisa. Inclusive mulheres....

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

DA SÉRIE: MÁQUEPORRA?

Esta coisa bizarra (ou não) das fotos é o March 2-4-0 criado em resposta ao Tyrrel P-34, carro com seis rodas.
A diferença é que o Tyrrel tinha quatro rodas dianteiras e o March quatro rodas traseiras. Portanto motrizes. Portanto, deveria ter um senhor câmbio. Mas, não.

no museu

na pista
A March nunca foi uma equipe com dinheiro disponível. E, resolveu criar um Dinossauro difícil de lidar.
Notem que as rodas traseiras e dianteiras tem o mesmo tamanho. A idéia não era de todo má.
Em 1976 foi construído um protótipo (provavelmente este da foto "na pista") que não conseguia dar uma volta sem quebra de câmbio.
Então, o projeto foi abandonado no meio de 1977 por falta de condições financeiras da equipe.
Lembrando que hoje em dia carros com mais de quatro rodas estão proibidos.

o tyrrel "inspirador"

Queimem os motores elétricos!

A história do vento de través é difícil de engolir, mas se a razão para o acidente de Fernando Alonso, el Mimadón, em Barcelona, foi um choque elétrico do próprio carro, dificilmente iremos saber. 
A categoria investiu cifras gigantescas no desenvolvimento destas "unidades de potência" mistas, um pouco combustão interna, um pouquinho motor elétrico e recuperação de energia. Pretensamente, isto tem a ver com deixar a Fórmula-1 mais "verde" e ecologicamente correta. 
Não sou especialista na coisa, mas parece uma estupidez pensar que algo coisa movido à bateria possa ser bom para o meio ambiente. Claro, não solta gás, mas, um troço que é metade lata - ou a versão contemporânea da lata -, metade bateria, é terrível. Não vai poluir enquanto estiver em uso, mas qual o destino da bateria quando sua vida útil termina? 
Se, de fato, Alonso bateu em razão de um choque elétrico, este seria um golpe violento nesta ideia que a indústria faria de tudo para abafar. Marcas envolvidas na F-1 estão desenvolvendo há algum tempo seus supercarros movidos parcialmente à eletricidade. Compra-se a ideia da energia limpa, mas ninguém vai querer andar em uma cadeira elétrica. 
Nesta, eu acompanho o Jeremy Clarkson, que não é nada política ou ecologicamente correto: deveríamos ter enfiado este caminhão de dinheiro não em baterias, mas no hidrogênio. 


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

MAQUIAGEM

O acidente de El Mimadon em Barcelona nos faz relembrar as velhas mumunhas (termo futebolístico porém, apropriado) da F-1 no trato com este tipo de acontecimento.
Em tempos de eletrônica embarcada nada foi esclarecido e nuvens de dúvidas pairam sobre o evento.
No final, vai sobrar para o vento que soprou mais forte e jogou o carro no muro.
Ah, ah. Conta outra.
Mesmo com o Carlos do Sam's clube dizendo que também foi assoprado para fora da pista não dá para engolir essa sem uma dose de vodka. Sim, o vento sopra forte por lá. Todo mundo sabe e deveriam estar prevenidos. Pior, os dois saíram da pista no mesmo trecho que é de baixa velocidade.
Vou dormir com um barulho desses.

Quesou? Nadone estou?

E do outro lado?

Voltando ao assunto, espero que pela última vez, entre todas as hipóteses para a baixa performance de Vettel em 2014, poucos consideraram a possibilidade de Ricciardo ser um fora de série impressionante e que, com ele, não para ninguém, nem para o Vettel. 
Seu retrospecto na Toro Rosso, ao lado de Vergne em 2012 e 2013, não foi lá muito arrebatador. Em 2012, perdeu para o francês na pontuação: 16 x 10; no ano seguinte, devolveu com um ponto de vantagem: 20 x 13. Empate técnico. 
Contra Vettel foi que o australiano deslanchou. No entanto, ele tem três vitórias na carreira, enquanto Vettel tem quatro títulos mundiais. Se Vettel, a despeito de todos os números, ainda levanta desconfianças, há um longo, longo caminho para Ricciardo percorrer. 

SOBRE ONTEM À NOITE

Ontem, em contato com o chefe do blog repeti algo que se tornou um bordão. Eu postar um post (ai!) por dia.
Vamos lá.
Muita boa a análise sobre o que restou para Vettel.
Diria que muita coisa aconteceu. Ricardão Sorriso foi meio que imposto. Dava para perceber que não era o companheiro que ele queria. Como sempre foi o queridinho da equipe ficou de bico. O carro era (e aparentemente ainda é) fraco. Nada confiável. Para complicar quebras inexplicáveis só no seu carro.
Imagino que, nos bastidores, deve ter rolado alguma encrenca da grossa antes do campeonato e a equipe resolveu dar um tratamento corretivo ao jovem bota.
Deu no que deu.
Lembro que, no início da temporada, logo depois de uma dessas quebras falei que Vettel iria sair. Ninguém aguenta o companheiro se dando bem e seu carro quebrando do jeito que estava.
Na Ferrari o ambiente é outro. Tem um companheiro que corre e deixa correr. Mas, é bom no da direita. Se o carro corresponder não vai ter moleza.
O problema é a pressão da italianada sobre a equipe e seus pilotos. Se bons resultados não vierem, de preferência no começo da temporada, vai complicar.
Mudando de assunto, se a Honda não patrocinar a transmissão pela dona Globo, vamos ver Don Galvão (de novo?) babando pelo alemão e não pelo espanhol. Lógico, tem os Felipes. Vamos aguentar muitos gritos de "lá vem Felipe". Seja qual for.

Te vejo na Bobo

Muda o discurso?

Pai Renatão profetiza (lá vem...): neste ano, a babação global em torno de Fernando Alonso vai ser amenizada. O patrocinador de tudo quanto é Grande Prêmio, da própria transmissão da Rede Globo e que vinha acompanhando Alfonso onde quer que ele estivesse, não migrou com ele para a McLaren. O Santander ficou com a Ferrari. Com isso, pode ser que com a Ferrari fique o oba-oba acessório ao que se desempenha em favor dos pilotos brasileiros. 
Vamos esperar para ver. Pai Renatão costuma dar muita bola fora.  

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Entre carro e cabeça

Após conquistar quatro títulos mundiais em sequência entre 2010 e 2013, o Sebastian Vettel de 2014 teve atuações apagadas e ficou muito longe da performance que o colocou entre os maiores campões da história da Fórmula-1. Além de deixar de ter nas mãos um carro verdadeiramente vencedor, foi surrado por seu companheiro de equipe, o australiano Daniel Ricciardo, que venceu três corridas ao longo do ano, terminando a temporada com larga vantagem sobre Vettel na pontuação.
O campeonato ruim fez algumas dúvidas surgirem sobre a própria capacidade de Sebastian como piloto. Os grandes campeões não passaram por isso; pior, Fernando Alonso, apontado por boa parte da mídia especializada como o melhor piloto do atual grid, não teria passado por sufoco deste tamanho com qualquer companheiro de equipe ao longo de sua carreira. A baixa performance de Vettel associada ao massacre de Alfonso sobre seu companheiro de equipe Kimi Raikkönen fomentou a ideia, feita divulgar pelo próprio Alonsito e seus fanzitos, de que o espanhol é um injustiçado e só não tem mais títulos na F-1 pela incompetência ferrarista. 
Antes de tudo, comparações entre Vettel e Alonso, neste momento, ainda tendem a ser imperfeitas. São pilotos em momentos muito diferentes na carreira, já que Vettel é significativamente mais jovem e ainda em ascensão, enquanto Alonso é mais experiente e já há alguns anos está com pressa para achar um bom assento que lhe garanta a volta às vitórias antes da aposentadoria. Em suma, Alonso é experiente sem estar ultrapassado, enquanto Vettel ainda não atingiu a plena maturidade enquanto piloto. 
No entanto, pode-se cogitar uma comparação interessante se olharmos os momentos em que cessaram as sequências de títulos do espanhol e do alemão. Em 2007, após ser campeão em 2005 e 2006 pela Renault, Alonso penou com seu jovem companheiro de equipe Lewis Hamilton na McLaren. Por sua vez, Vettel apanhou feio de Ricciardo após o tetra. Acredito que a semelhança entre as duas situações está na menor experiência do companheiro que antagonizou um campeão, sofrendo menor grau de pressão, justamente em razão da falta de compromisso com os resultados. 
No caso de Vettel, o que chama atenção é o abismo que se abriu entre ele e Ricciardo -  o que não aconteceu na disputa acirrada entre Hamilton e Alonso. Parecia que o australiano havia incorporado o melhor de Vettel em sua própria pilotagem: o controle perfeito do ritmo de corrida e do desgaste de pneus para levar o carro ao máximo de sua eficiência. Ricciardo fez com naturalidade o que Vettel lutou para não conseguir. A rodada no GP da Hungria, com pneus desgastados, enquanto Ricciardo rumava para a vitória, foi um momento significativo da diferença entre os dois companheiros.
Seria Vettel, então, uma fraude? Há, por aí, uma série de opiniões a este respeito e todas valem o quanto custam - inclusive a minha: absolutamente nada. Hoje, ainda considero Vettel um dos melhores pilotos que vi correr. É impossível, entretanto, saber como o resto de sua carreira será. Daqui alguns anos, suas belíssimas atuações podem ser lembradas, apenas, como resultado de um projeto magnífico levado a efeito por Adrian Newey e sua equipe. 
Não creio, reitero, que Vettel seja uma farsa automobilística. Para tentar explica seu péssimo 2014, acho significativa a declaração de Christian Horner informando que Vettel considerara encerrar sua carreira em razão da insatisfação com os rumos assumidos pela F-1 neste último ano. Se o sujeito está tão infeliz com seu ambiente de trabalho, é normal que seu rendimento caia, não importa qual a atividade realizada. Digo por mim, com as minhas recorrentes "crises de meio de semestre", quando penso em jogar tudo para o alto e procurar um emprego que me permita jantar antes das 23h. 
Aventou-se, também, o cansaço em razão da disputa do título por cinco anos em sequência - lembrando, é claro, do vice-campeonato em 2009.  Cansaço pode ser um fator, é óbvio, mas só afeta, efetivamente, o piloto, se sua cabeça não está apta a responder adequadamente. 
Agora, o que não se duvida ter sido um fator crucial na queda de rendimento de Sebastian foi a drástica mudança de regulamento que sofreu a categoria de 2013 para 2014. Modelou-se um conjunto de regras técnicas anti-Red Bull e, consequentemente, anti-Sebastian Vettel. Este é um movimento normal na F-1 quando se assiste um longo domínio de um time: chacoalhemos as possibilidades técnicas para nos livrarmos de tudo o que o time em questão tem de vantagem. É feio, mas é mais feio ainda quando acontece no meio do campeonato, como a proibição dos amortecedores de massa em 2006. 
Eu ainda acrescentaria um fator, mas apenas a título de especulação. Fazer o que Vettel fazia até 2013 e o que Ricciardo passou a fazer em 2014, demanda uma perfeita integração piloto-equipe. O controle do ritmo de corrida e do desgaste do equipamento, mencionado alguns parágrafos acima, exigem um fluxo de informações com pouco ruído. Apesar de se dizer que apenas no GP do Japão é que Vettel contou à Red Bull que a deixaria pela Ferrari, já não haveria um pré-contrato ou algo que o valha circulando que teria feito a equipe anglo-austríaca "frear" as informações que chegariam até Vettel? 
Fossem quais fossem as razões para a queda do grande campeão, Vettel recomeça sua carreira vestindo vermelho daqui a poucos dias. Apenas o retorno das velhas velocidade e consistência dissipará a negra nuvem de dúvidas que hoje paira sobre ele. Torço para que o tempo abra, afinal, tem que sobrar um herói. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

E agora?

Quando surgiram os primeiros rumores de que Vettel assinaria com a Ferrari para a temporada 2015, dei de ombros e afirmei: "se isso acontecer, eu viro ferrarista". 
Aqueles mais próximos a mim saberão da seriedade da frase. É pior do que dizer "eu viro corinthiano" e eu jamais a pronunciaria se não tivesse absoluta certeza de que a transferência do alemão para o time italiano não passava de boato. 
Pois bem, Sebastian foi-se e não posso esconder que fiquei alegrinho ao ver, por dois dias nesta semana, a Ferrari na ponta da tabela nos testes. É óbvio que isso não quer dizer nada e talvez seja até um mau sinal para os tifosi. Mas abri um sorrisinho no canto da boca, o que demonstra que estou ficando velho e infiel aos meus princípios.

domingo, 4 de janeiro de 2015

ICH BIN EIN BERLINER

Faz tanto tempo que não visitava o blog ("o blog está abandonado") que só agora vejo os posts anteriores.
Bem, preliminarmente, tenho idade o suficiente para lembrar da guerra fria e a morte que surgiria por detrás de uma nuvem em forma de cogumelo.
Os americanos do norte sempre venderam o peixe de salvadores da humanidade. Cretinos que são.
Quando John Fitzgerald Kennedy proferiu a famosa frase do título desta postagem, em Berlim da guerra fria, em 1963 eu ainda não tinha discernimento sobre as questões mundiais e o rumo deste planeta.
Mas, ao ler um dos posts do chefe do blog foi o que me ocorreu. Ou seja, a frase. Por quê? Sei lá.
Como diria Zequinha, meu açougueiro favorito, vamos dissecar as partes.
Quanto tiram uma foto num ângulo não apropriado tenho aquela famosa coroinha de padre.
Continuo míope, só que operado. Mais ou menos como o ex-alcoólatra. Bebo muito, só que não.
De vez em quando solto umas pedras "rinais" feias para carai. Só que sem dor. Ou melhor, com a dor "final" quando elas encaixam vocês sabem onde.
Aprendi algumas coisa nesta jornada da vida. O corpo sabe. Neste fim de ano comentava sobre as dores de cólicas renais e meu corpinho lembrou das ditas mandando um aviso em forma de pré dores "cólicais". Melhor nem escrever sobre isso já que, por hora, o corpo "esqueceu" das dores.
Mas, o motivo desta visita é o título do post.
Em uma de minhas crises renais um médico "japonês" brincou comigo (contorcendo de dor) porque ele também tinha pedras no rim. Conselho: muita cerveja. Adorei o cara.
Calvíce: um filha da puta de um colega do colegial vivia dizendo que eu ficaria careca por causa das entradas. Motivo: ele tinha que cortar o cabelo pelo emprego no banco e eu era cabeludo para irritar "seu" Mero.
Miopia: era meu charme. Nada como um tímido de óculos. A rainha da mansão que o diga. Ela adorou quando operei (meio que sem querer querendo). Brincadeira.
Enfim, somos todos  berlinenses.
O que importa é estarmos em paz com nosso corpinho e com a humanidade que nos cerca.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Pedaços no tempo

"Esta pizza, na minha lembrança, era melhor". Tive o mesmo pensamento nas duas últimas vezes em que estive naquele lugar. Entre estas ocasiões, três anos de intervalo que foram suficientes para que eu esquecesse que o pedaço de pizza não é, propriamente, ruim, mas talvez existam melhores.
Há três anos, foi depois da viagem, logo que ela chegou de Londres. Sentamos lá no fundo, no salão de baixo, e fui pedir embalagens para levar. A pizza pode não ser a melhor, mas seu pedaço é dos maiores. Se qualquer ingrediente estiver amargo, vai ser uma grande amargura pra levar pra casa.
Este ano iremos viajar também, para o mesmo lugar. Passamos na pizza, entretanto, antes do embarque. Acabávamos de comprar alguns mapas e guias, ela falava dos planos, livros, bibliotecas. Será o auge do inverno, haverá chuva, frio e cinza nostálgico. Não tem problema, contudo. Desta vez, vai ser igual para os dois, e haverá um pint de Old Speckled em cada pub.


domingo, 28 de dezembro de 2014

Que sorte a minha, de novo...


(...)

Momento 3:

Uma correria terrível, fui ao fórum com calça de corrida, camiseta e tênis, a roupa para ir ao show. Não consegui planejar direito a logística, quem dirá sacar os velhos discos de vinil para entrar no espírito.
A noção de que aquele era um momento para lá de especial só veio aos poucos, quando a ansiedade e a putidão pelo som ruim foram baixando. 
Da outra vez, fiquei encantado porque o disco de vinil era o mesmo, na mesma vitrola. Meu pai ouvia quando era moleque, depois ouvia com a minha mãe, e depois eu ouvia sozinho e, agora, ouço com a Daniela. A MC não tem vitrola, mas convenceu meu companheiro de equipe sueco a ouvir também. E todos sorriram muito.

#somostodosostrogodos

Ela entrou no quarto, animada. Avistou sobre a caixa de som feita de criado o mudo o volume sobre ensino e cultura na Idade Média. 
"Ah, eu adoro coisas medievais. Você joga RPG?" 
"Não, não jogo RPG, não. Você joga?"
"Ah, eu adoro!", respondeu inclinando-se para deitar quanto olhava para mim com as mãos atrás da cabeça, ajeitando os cabelos para que não se amassassem tanto sobre o travesseiro. 
"Eu nunca me interessei muito", disse eu, em pé ao lado da cama, folheando a introdução ao livro. 
"Ah, mas eu sempre fiquei entusiasmada com coisa de dragão, armadura, sabe? Desde pequena gostei da Idade Média". 
Virei-me para ligar o rádio. Sintonizei em uma estação qualquer enquanto procurava um disco na estante. Ela prosseguiu:
"É estranho você não gostar. Meus amigos adoram RPG e eles são muito cultos, professores de faculdade. Você precisa se levar menos a sério, daí você iria se divertir com estas coisas. E Tolkien? Dele você gosta?". 
"Então, todos falam bem, mas ainda não li nada. Ele não escreveu já no século XX?"
"Sim, é verdade. Mas é bem medieval", sentenciou.
Querendo cortar o assunto, perguntei:
"E o Boécio? Você já leu o Boécio? Agostinho? O pseudo-Dionísio Areopagita? Se você gosta de coisa medieval, deve ter lido estes caras, não?".
"Não, não. Não conheço". 
Ficou olhando para mim com olhar meio perdido. Imbecil.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Trintão

Era a última profecia do meu pai que se concretizava. Estava em um auditório, sentado nas fileiras, quando alguém tirou uma foto de cima para baixo, reproduzindo a vista de quem olhasse da platéia a bancada em que se realizavam as conferências. Aquele, de costas, era eu, sem dúvida. Eu estava careca.
Não se trata, todavia, de uma calvície plena e absoluta. Ainda há, no topo da cabeça, vestígios de cabelo e, com estes parcos fios e a necessidade de ajeitá-los todas as manhã, resta ainda a percepção de se ter cabelo.
As minhas entradas remetem aos tempos de juventude. Tinha ainda uns quinze anos quando meu cabelo deixou de ter toda aquela pujança. Naquele tempo, eu atribuía o fato a dois fatores: meu desejo de não ter cabelo, em vista das dificuldades de convivência social que ele me trazia, e a maldição do meu pai, que desde minha infância informava que eu ficaria míope, deveria tomar muita água - e, eventualmente, cerveja -, já que certamente seria agraciado com pedras no rim e, por último, a carequísse. "Seu avô é careca e quase todos os seus tios também. Tenho pouco cabelo e é provável que o perca todo", dizia ele. No fim, a profecia funcionou só para mim. Meu pai ainda exibe uma potencialidade de topete bastante invejável, fez cirurgia nos olhos para não ser mais míope e há muitos anos não tem pedra no rim - muitos mais anos do que eu.
Este "fantasma" me acompanha desde muito. A  calvície não surgiu com um golpe de surpresa. Ela já era esperada e percebê-la foi, na realidade, um alívio. Está aí, é o fim do meu ciclo cabeludo. Acabou a expectativa e eu não tenho mais que brigar contra a natureza.

* * *

Algo em torno de um mês e meio após a famigerada e reveladora foto - revelou grande parte do meu couro cabeludo -, fui correr de kart. Havia 20 pilotos na pista, mas a disputa pela vitória ficou restrita aos dois ponteiros. Larguei na pole, liderei todas as voltas e fiz a volta mais rápida. No entanto, a corrida não foi fácil, pois fui pressionado pelo segundo colocado que esteve muito perto e ameaçou ultrapassar durante todo o certame. Neste tipo de situação, eu costumava sentir a pressão, acabava errando e abandonava a disputa pela vitória. Não foi o que aconteceu desta última vez. Percebi que aprendi bastante com a experiência, soube aproveitar a vantagem que tinha e aguentei firme, a despeito de alguns "empurrões" do meu competidor. 
Quando paramos nos boxes e nos cumprimentamos, notei que meu adversário devia ter vinte e poucos anos. Era quase dez anos mais novo que eu, portanto. Trocamos algumas palavras cordiais e senti-me como uma espécie de Rubens Barrichello vencendo o G.P. da Europa de 2009 sobre Lewis Hamilton. Quer dizer, aquele rapaz tende a ser bem melhor que eu - claramente, ele treina seriamente e já anda há mais tempo -, mas ainda não é. 

* * *

"O que você vai querer para o seu aniversário?". Esta é a pergunta padrão da minha mãe, todos os anos. Minha resposta anual é não querer nada, mas, mesmo assim, sempre se organiza ao meu redor alguma comemoração.
A data do meu aniversário faz com que as pessoas que não são da minha família estejam indo ao encontro dos seus, enquanto que os meus parentes estão chegando para a comemoração do Natal. A sensação que tenho é de que querer comemorar o aniversário é uma forçação de barra, afinal, não faria sentido constranger as pessoas a estarem comigo. Eu só nasci e, neste ato, não há, rigorosamente, qualquer mérito meu. 
Neste ano, no entanto, parecia importante marcar a passagem da década. "Tenho que comemorar, não é? Trinta anos...". 
E, então, foram todos chegando: familiares queridos, os primos que cresceram comigo, amigos que vejo todas as semanas, amigos que almoçam comigo, outros que jantam, amigos que não via há anos, outros que expulsaram os fantasmas de casa, amigos que moram perto, outros que moram longe e, ainda, os pequenos amigos que percorreram seus primeiros trezentos e poucos quilômetros de estrada para me ajudar a cortar o bolo. Todas as presenças imensamente significativas em suas individualidades. 
Não sei bem como minha mãe conseguiu isso. Mais difícil que juntar este povo todo é fazer despertar uma sensação rara. Se estiveram todos aqui, minha vida tem sido mais que perder cabelos no caminho.  

sábado, 29 de novembro de 2014

É NÓIS!

Dia 26 toda a diretoria do blog foi a um evento marcante para quem cresceu/nasceu ouvindo Beatles.
Fomos, em boa companhia, ao show de Paul McCartney. Diria o novo deus da chuva. Dois eventos debaixo de chuva. Mas, como ele mesmo disse: "who cares?"
Cresci, lá em Curitiba, assombrado pelo rock and roll e seus expoentes meninos (então). Com mais ou menos nove anos já procurava suas canções nas rádios, única fonte sonora para os sem dinheiro.
Lembro muito bem de "Help" e a preocupação do "seu" Mero com o deslumbramento de seu filho com "aqueles cabeludos".
Rá!
Deu no que deu.
Então, o show no antigo Parque Antártica foi um reencontro. Com o campo, onde fui várias vezes com "seu" Mero ver o Parmera jogar, e com minha criancice/juventude/maduranice/veteranice sempre com os Beatles como fundo musical relevante. Apropriadamente, em certa altura do show Paul diz em sonoro português/inglês "é nóis".
Há um momento no show em que eu choro. Quero dizer, mais que o normal. "Something" iniciando com uklele e o surgimento das imagens de George no telão. Tudo bem. Chovia e não eram lágrimas e sim lágrimas do céu.
Quero agradecer aos que foram conosco e aos que nos levaram e buscaram. Ah, ah.
E, como disse Paul McCartney ao fim "até a próxima".


domingo, 26 de outubro de 2014

CHATICE SEM FIM

A F1 anda muito chata. Nem Rubim, com  certeza, aguentou. Pelo visto, não fez força para continuar sendo o chato do grid. Depois de algumas corridas desisti da vergonha alheia de vê-lo cutucando as celebridades do mundo automobilístico.
A novela "Para onde vai Mimadon" continua.
A novidade é a autorização para duas equipes falidas não participarem das corridas dos EUA e Brasil-sil-sil.
Não vão fazer falta.
A encrenca maior da F1 foi a mudança radical no regulamento. Com isso, conseguiram cortar as asas da Red Bull mas, deram uma vantagem inesperada para a Mercedes. Vai ser a equipe a ser batida por umas três temporadas, no mínimo.
Os carros, com os motores híbridos não tem mais o som furioso que dava dor de cabeça nas pessoas.
Não estão feios. Estão horrorosos. Tanto que vão mudar o bico para o ano que vem.
As corridas são engessadas. Os pilotos são obrigados a usar dois tipos de pneus, a consumir assim ou assado e punições desencontradas estão cada vez mais na ordem do dia.
Até nós, aficionados, estamos desanimando. E, mesmo com tudo isso, as equipes estão falindo.
Chatice sem fim.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Biãxí

A primeira vez que notei Jules Bianchi foi em uma corrida de kart, mais precisamente o Desafio das Estrelas de 2013, promovido por Felipe Massa na Penha-SC. O francês colocou todo mundo no bolso, guiando com classe ímpar. Na primeira bateria, venceu com imensa vantagem pilotos consagrados, entre eles, kartistas reconhecidamente habilidosos. No dia seguinte, garantiu o título com um quarto lugar após largar em oitavo.
Na ocasião, a bolha do kart de Bianchi estava pintada com cores parecidas com as da Force India e isso serviu para alimentar os rumores de que o piloto estrearia na Fórmula-1 por esta equipe. O francês estreou, de fato na F-1, em 2013, mas pela Marussia, equipe em que permaneceu em 2014 e pela qual marcou dois pontos com um novo lugar no GP de Mônaco. Apesar de serem apenas dois pontinhos, o feito é significativo, pois foi a primeira vez em que uma das equipes "nanicas" que iniciaram suas atividades na F-1 em 2009 pontuou. Além disso, estes dois pontos, até aqui, colocam a Marussia na frente de Sauber e Catherham no mundial de construtores.  Caso se confirme esta classificação, deve haver um impacto positivo no orçamento do time anglo-russo.
Bianchi era candidato a um imenso sucesso na F-1. Há algumas semanas, discutia-se um possível futuro seu na equipe Ferrari. Dias depois, todos apreensivos esperando novidades sobre suas condições de saúde que são muito difíceis. Para os fãs do automobilismo, fica a impressão horrível de que um acidente evitável pode ter encerrado uma grande carreira que apenas começava - a mesma sensação que tivemos com o acidente com o Kubica, em 2011. A carreira é o de menos, no entanto. Vamos torcer para que a família possa receber Jules em casa, depois deste longo dia de trabalho. 
Abaixo, algumas lembranças do Desafio das Estrelas de 2013.





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O BONDE DA HISTÓRIA

Os últimos acontecimentos acerca de contratos dos pilotos para 2015 mostram que alguns perdem o bonde da história. Talvez, por se valorizarem demais.
Mimadon passou um tempão dizendo que eram boatos as notícias de sua sua saída de mamã Ferrari.
Subiu no telhado e não decidia se jogar de lá nos braços de alguma equipe.
Vimos que o bonde da história o atropelou. Ele, com sua lerdeza estava trabalhando em função de guiar para a melhor equipe do grid. Dona Mercedes. 
Porém, jogaram água no chopp dele.
Vettel foi anunciado para mamã Ferrari. Dizem que para o seu lugar, Kvyat anunciado no lugar de Vettel, e Hamilton confirmado na Mercedes. Mais, Lauda (o falante) diz que Alonso assinou com McLaren e Hamilton continua na Mercedes.
Na verdade não há motivo para Lewis sair da equipe alemã porque, muito provavelmente, será o carro a ser batido no ano que vem. Sair agora por causa das rusgas com Rosberg não tem sentido. Principalmente porque tem preferência quase descarada da equipe.
Como vimos, Mimadon quer ir para a equipe Mercedes está vuduzando um de seus pilotos. Qualquer cockpit de Dona Mercedes interessa.
A equipe McLaren vai sair do zero com o motor Honda de volta a F1. Ninguém sabe como como será o desempenho dos motores (agora não é mais motor e sim "unidade de força") japoneses imediatamente após seu retorno.
O espanhol, vendo a aposentadoria chegar, precisa de um título para corroborar a sua fala (e de muita gente) que é o bam-bam-bam das paradas. Por isso, quer assinar com a equipe inglesa por um ano somente. E, continuaria vuduzando os pilotos da Mercedes pensando em 2016. 
Então, enquanto as pedras rolam, vamos lendo as teorias a respeito das cadeiras. 
Que Hamilton assinou com a McLaren (ôba-ôba para Mimadon). Que, em verdade, Raikkonen perderia seu lugar na mamã Ferrari. Lembrando que o piloto finlandês vem sendo visivelmente boicotado na equipe. Mesmo agora com a provável saída do espanhol. 
Diante do quadro não me espantaria o "fico" de Mimadon e a saída de Raikkonen. Azar de Vettel.


"como o mundo se mover sem meu consentimento?"

domingo, 5 de outubro de 2014

AVE CESARIS

Neste estranho domingo para os amantes da F1, após o trágico acidente de Jules Bianchi na madrugada, recebemos a notícia da morte de Andrea de Cesaris, ex-piloto de Fórmula um, em acidente de moto em Roma, onde morava. 
Tinha 55 anos e era um de meus preferidos pelo jeitão imprevisível de ser. Mais ou menos um Nigel Mansell que não deu a sorte de estar no carro certo na hora certa.
Famoso por seus acidentes em corrida repito um vídeo onde ele vocifera contra Nelson Piquet em Monaco após um encontrão dos dois. Imaginem o ruído dos carros desviando deles. Ninguém ouviu ninguém. Mas, assim era Cesaris.



Outro acidente dos bons foi esse em Zeltweg. Dizem que lhe custou o emprego. Notem que uma pistas dessas não entraria no calendário, hoje em dia. Uma valeta bem ao lado da pista e grama a granel para o carro escorregar até Marte.



Uma informação que não tinha conhecimento e que chupo, bem como a foto, do blog de Rodrigo Matar e que ele tinha a Síndrome de Gilles de Tourette que provoca espasmos musculares, principalmente na cabeça.

seria uma explicação para tantos acidentes?


De qualquer maneira, é sempre doloroso notícia de morte trágica de pessoas ligadas à F1 do passado e que ainda buscam a descarga de adrenalina proporcionada pela velocidade.



sábado, 4 de outubro de 2014

ATROPELADO

El Mimadon, bem ao seu estilo, subiu no telhado e lá de cima poetizava sobre seu futuro.
Na maior viadagem desconsiderava todas as especulações, ou não.
"vou para cá, vou para lá, vou ficar, vou no banheiro e já volto, vou para a Lotus com Britadore (toc, toc na madeira), sou o máximo embora ultimamente tenha sido o mínimo" e etc.
Lá no outro canto do ringue estava o lemão Vetor. Não sei se escrevi aqui ou só comentei com o chefe do blog, mas, as inexplicáveis quebras de seu carro no inicio do ano deixavam claro que o amor pelas latinhas vremeias havia chegado ao fim. Disse que ele não iria emplacar 2015 nos toros vremeios.
Bom cabrito, no caso o alemão, não berra e não sobe no telhado. Fica esperando o momento de dar a cabeçada certa. Mimadon, pensando que é gato, subiu e ficou fazendo pose.
Pois levou uma tijolada no kengo.
Cristiano Horn buzinou no Japão que Vetor não só saiu da equipe austríaca como vai para os braços de mamã Ferrari.
Mó tumulto no terreiro e Mimadon, no telhado, aturdido. "Má que se passa? Ói eu aqui, gente".
Antes que pudesse sacar a arma de trocar o vremeio do cavalinho pelo vremeio dos toro anunciaram que o companheiro de Ricardão será Daniel Kuajato.
O espanhol, até o fechamento deste post, ainda está no telhado sorumbático (palavra quase pornográfica...) olhando o horizonte e vexado. Foderam o teatrinho dele.
Tanto que rubim massa tripudiou.

Está aqui:



Portanto, ficamos assim. Gato Mimadon só tem o caminho de Dona McLaren e, duvido, que vá concretizar outra coisa como sugerida num post aqui do blog.
E, nós, como disse o chefe, em mensagem no Uáts, vamos virar ferraristas desde criancinhas.
Afina, Vetor é o cara e Vodkanem tem o estilo que gostamos.

"vai ser divertido"

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

CORRENTES NA MADRUGADA

As corridas lá no outro lado do mundo trazem um ingrediente a mais no lado interiorano do blog.
Assistir ao vivo ou gravado?
Treinos e corrida?
Corrida não tem jeito porque faz parte do show. Assistimos ao vivo.
Lembro de uma história engraçada. A rainha da mansão sofreu uma pequena intervenção "siderúrgica" e estava internada logo após a operação. O médico entrou para explicar o que havia se passado. Eu estava de olho na corrida e, confesso, não prestei muita atenção. Até hoje sou lembrado do ocorrido. Mulher não esquece...
Mas, enfim.
Hoje temos o primeiro treino que terá início dez da noite. Fácil assistir.
Ainda teremos um atrativo extra que será a estréia do bebê Má Vernotápen, filho do Jos(é).
Ele vai deixar a mamadeira de lado por uns tempos.
Também poderemos ter a surpresa do anúncio da saída de El Mimadon da barra da saia de mamã
Ferrari.
Ele subiu no telhado e ameaça cair faz um tempão.
Jura amor eterno para uma equipe que quer ver (literalmente) pelas costas.
O treino oficial será duas de la matina de sexta para sábado. Gravar ou assistir está na pauta.
Corrida três de la matina no sábado para domingo depois de uma festa de aniversário vai ser punk.
Vamos fazer um esforço de reportagem e ficar acordado. Torcendo contra Mimadon, claro.

"olha o tamanho da mamadeira"

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

ALONSO SUBIU NO TELHADO

A saída, dada como certa, de Mimadon da barra da saia de mamã Ferrari virou uma novela sem enredo.
Vários jornais dizem que ele pediu uma grana preta (como se já não ganhasse) e mamã não quer pagar.
Aquela história, confirmada por Montedemerda, que se não tivesse um determinado número de pontos em relação ao primeiro colocado no campeonato o liberaria virou letra morta. Ninguém confirma que esta cláusula existe de fato em seu contrato. Dizem, por outro lado, que Honda san pagaria a multa rescisória para mamã e ter o espanhol pedante dividindo seu ofurô.
Enquanto isso, a gente se diverte tentando responder para onde vai Mimadon.
Particularmente acho que ele vem correr de Stock Car no Brasil
carro secreto com as cores de bosta. 
Acima a foto de um teste secreto de um carro secreto com as possíveis cores secretas do carro do secreto Mimadon. Como seria patrocinado pelo banco com logotipo em forma de bosta juntaram vaso sanitário e papel higiênico e chegaram ao piloto espanhol.

Mimadon e seu tricarro turbinado
Outros garantem que Britadore estaria criando uma categoria só para suas vitórias. Tricarros de descida de montanha. Ele correria com lastro maior que os outros para garantir o primeiro lugar.
Afinal, como berram os babacas globais "é um gênio."

"M" de Mimadon
Dizem também que vai para o ramos dos desenhos animados abstratos em concreto. Categoria criada por Berne Aquistone ávido por conquistar novos sítios de produção de grana. Correria com o melhor carro (lógico) com um "M" de Mimadon no capô.


cuidado com o choque
Outra opção é a categoria mais moderna da atualidade. Idéia do Jean Todão (o homem do botão vremeio).
Categoria com intervenção urbana. Os pilotos levam os carros elétricos até o traçado no bolso.
As corridas são marcadas via internet e com pouco tempo de antecedência. Público e pilotos só ficam sabendo onde e como horas antes. A audiência do site da categoria está garantida.
Lógico que, sendo um gênio, Mimadon vai saber antes de todos o traçado escolhido. Vai dar aquela treinadinha antecipada. Na foto a primeira corrida, ainda sem a presença do espanhol, que ocorreu dentro da Igreja de Notre Santo Daime. Uma loucura.
"We all run in yellow submarine"
Toma força também a categoria de corridas de submarino, muito famosa nos mirantes próximos às praias.
Mimadon já escolheu o seu, caso resolva se transferir lá.
Até a escolha do espanhol pedante muita especulação vai ocorrer. 
Estaremos atentos.