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sábado, 2 de maio de 2020

SENNA

Já escrevi aqui que não gosto de mencionar datas de falecimentos.
Muito menos do Ayrton, apesar de alguns posts em homenagem.
No entanto, por estes dias, muito se falou sobre o homem e o piloto.
O ponto em comum é o fato de ninguém saber até onde iria o piloto. Quando do acidente contava com 34 anos. Já combalido com tantos embates no mundo "moedor de carne" que é a F-1.
Pode ser um pensamento mórbido mas, Ímola 94 ajudou a elevar o brasileiro ao panteão dos imortais gênios do esporte. Na minha opinião com merecimento. 
Mas, até que ponto chegaria o piloto com tantas variáveis que comandam a vida/esporte?

Seguindo, já assisti zilhões de vezes a primeira vitória de Senna em Portugal/85. Assistindo a corrida por inteiro vemos que, neste GP Ayrton mostrou a que veio. Correu, em verdade, no seco enquanto os outros se viravam no molhado.


Este é o carro, 





Bonitom mas, uma carroça. Lotus 97T com motor Renault.


quarta-feira, 1 de maio de 2019

21 DE MARÇO

Como muitos não gosto de lembrar da passagem das pessoas. Mas, sim é inevitável.
Dona Alzira passou no dia dos namorados e véio Mero no dia das bruxas. Cada um no seu tempo de maneira, porém, a eternizar a transposição.
Ayrton Senna foi no dia do trabalho.

Muito já falei sobre ele aqui no blog. Ainda presente o piloto nas mídias nos dias de hoje. Raro quando uma semana se passa sem alguma lembrança.
Outro dia assisti o tape de sua primeira vitória. Na chuva em Estoril/1985 dando um banho na concorrência.
Na época eu torcia para Nelsão Piquet. Mudei rapidinho. 

Dizem alguns que não fosse o acidente não teríamos essa verdadeira comoção em torno do piloto. Não contava, em 1994, com o carro da Williams até então imbatível. Com 34 anos enfrentava uma Benetton fora do regulamento e um alemão sem escrúpulos chamado Schumacher. Teria que lutar muito por títulos vindouros.
Não possui recordes a serem lembrados e superados.
Mas, está presente vinte e cinco anos depois.

Segredo nenhum. Carisma.
Raríssimas pessoas tem o chamado carisma (ou o mojo). Na F-1 então nem se fala. Vejam a cara de Alain Prost, o grande rival do brasileiro. Mais sem graça impossível.
Senna tinha aquele jeitão de menino solitário que fica no canto nos bailes da vida. Mas, quando tocam a música preferida......
 Sua música era o ronco dos motores. Deu no que deu.

Enfim, prefiro os dias 24 de abril (dona Alzira), 09 de julho (véio Mero) e 21 de março (Ayrton Senna).



No vídeo uma comemoração como se valesse o titulo de campeão mundial.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

DA SÉRIE: MENINOS EU VI!

Há trinta anos, nesta data, Ayrton Senna conquistava em corrida épica seu primeiro título da F-1.
Não vou falar da corrida em si porque todo mundo que gosta da categoria e do piloto já conhece a história.

Mas, a história vivida por nós (clã Onofri) é engraçada. Bom, só eu acho. Vejamos porque.

Naquela época assinava a Folha de São Paulo. Morávamos lá em Jaboticabal. 
Como a corrida, no Japão, passava na madrugada de sábado para domingo, lia o jornal de sábado com as notícias do evento. 

Vejam o fac-símile


A manchete, em seu início, "Maluf foge...." é enganadora. Ele não era procurado pela polícia. Sempre foi o que foi. E, desde sempre, a justiça adora um corrupto para chamar de seu. Maluf, por sinal, inspirou o verbo "malufar". Tipo eu malufei o banco.

Bom, lá embaixo o foto do Senna e a informação da pole. Tudo indicava que a briga seria boa. Tudo indicava que bastava o brasileiro largar na frente e manter seu "companheiro" Prost (ituto) sob controle.

Então veio a sessão "puta merda".

A vacilada na largada, puta merda. A recuperação já na primeira volta, puta merda. O ritmo forte da corrida, puta merda. O início da chuva que vinha e não vinha, puta merda. A visão dos dois carros e Senna chegando rápido, puta merda. A ultrapassagem, puta merda. A distância que abria do francês, puta merda. A volta final torcendo para que nada quebrasse, puta merda. A chegada, puta merda. A volta de desaceleração, puta merda. Puta merda.

Agora, a explicação. Porque só eu acho a história engraçada.

O chefe do blog já era nascido. Tinha quase quatro anos e já acompanhava as corridas com seu véio.
Mas, não nesse horário. Duas de la matina.
Para completar ele e a dona da mansão comeram um bolo estragado. Escapei porque bolo nunca foi meu forte. A não ser que seja de abacaxi.

Os dois passando mal. Conseguiram dormir um pouco. Lá fui eu para a sala assistir a corrida.
Acabada a efeméride entrei no quarto acordando todo mundo na base do "puta merda". Que corrida, que vitória, que título, que festa. Puta merda!

Até hoje a rainha da mansão vocifera contra este que vos tecla por acordar os enfermos por causa de uma corrida de carros.

Puta merda. Não entende a beleza da coisa.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

MOMENTO UFA!

"Ah! Era o nariz!"

MOMENTO QUÊQUÉISSO?



"quando cresce fica deste tamanho....."

quarta-feira, 27 de junho de 2018

VEM QUE VEM

Senna encarando a Eau Rouge.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

ME PERDOEM OS POETAS

Vinte e cinco anos atrás Ayrton Senna (dú básil, como dizia o chefe do blog, então um garotinho) perpetrou a chamada primeira volta mágica da F-1.
Lá em Donington Park, em 1993. A história é por demais conhecida. Senna largou em quarto e no chove e não molha em que se encontrava a pista mostrou que é um gênio incomparável do automobilismo. Os poetas elegeram esta primeira volta como a volta da volta.

Mas, ....

Reparem bem no vídeo. Tem um garotinho fazendo sua terceira corrida. Pela Jordan, equipe média. Largou em décimo segundo lugar. Em 1:30 m podemos vê-lo contornando a curva em "U" em quarto lugar. Na primeira volta.

Quanto faltavam cinco voltas para o final estava em terceiro. Na frente de Alain Prost. Ficou sem gasolina. Disse mais tarde que calcularam o combustível para pista seca. Na pista semi molhada o controle de tração fazia com que o carro gastasse mais combustível para evitar que as rodas patinassem. Mas, hoje em dia penso que esta volta do garotinho foi realmente mágica.

Ave, Rubim.

terça-feira, 21 de março de 2017

21 DE MARÇO

Conquistar o mundo não tarefa impossível no mundo dos esportes. Uma pitada de talento aqui, outra de sorte ali, um pouco de dinheiro acolá....
Já, conquistar o mundo e corações não é para qualquer um.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

GRANDES MADRUGADAS

Há vinte e cinco anos atrás. No GP do Japão!
Valia a pena levantar madrugada adentro (se bem que eu não dormia) lá em Jaboticabal para assistir a F-1. Nem tanto pelas vitórias de Senna (o Ayrton) mas, pelos grandes embates. Naqueles bons tempos só havia um piloto mimimi. Alain Prost(ituto).
O resto era pé embaixo.
Tão embaixo que Nigel Mansell (vulgo Nada Manso) perdeu o controle de sua Williams, saiu da pista e Ayrton tornou-se tricampeão (tri-campeão, tri campeão) podendo até largar a corrida e ir para o bar.
Mas, ele mudou a estratégia (explico depois) passou seu grande companheiro Gerard Berger (vulgo Geraldo Brega), abriu vantagem e, praticamente na linha de chegada, permitiu a vitória do austríaco. Até hoje ninguém sabe direito se foi ordem de Ronron Pênis, se foi boa vontade do brasileiro pela ajuda recebida ou sei lá o quê.
Resumindo: para continuar a luta pelo título Mansell tinha que vencer o GP do Japão. A estratégia da McLaren era "largar" Berger na frente e Ayrton segurar o povo na unha. Foi o que aconteceu até o inglês sair da pista. 
Para nossa alegria. Grandes e inesquecíveis madrugadas.
Notem a cara de Frank Williams em 1:30. Não é a toa que recebeu o título de Sir. Na verdade estava pensando "filho da puta. Segura esse carro na pista, carai!"



Agora o momento putaquemepariu. O narrador oficial, percebam, não entende muito bem a aproximação de Berger na última curva. Quando Senna faz sinal também não.
Mas, quando o austríaco passou para vencer gritou o famoso bordão (que não o engrandeceu, pelo contrário). Meninos, que vergonha alheia....

quarta-feira, 27 de abril de 2016

1º MAIO

Sem querer comentei num post que a próxima corrida, na Rússia, será numa data triste para os brasileiros. Primeiro de maio, em 1994. A corrida em Ímola foi para esquecer.
Leio que, depois de 22 anos, a data se repete. 
Por sinal, aquele fim de semana foi para esquecer.
Na sexta, Rubim estatelou seu carro no muro e sábado houve o acidente fatal com Roland Ratzenberger. Toc, toc na madeira.


sem boas lembranças

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O DESPONTAR DE UM GÊNIO

O título é forte e verdadeiro.
Assisti esta corrida ao vivo e umas três vezes nos últimos tempos. Ela foi "baixada" pelo chefe do blog.
Há 31 anos, tô ficando véio, em Estoril, Portugal, Ayrton Senna mostrou toda a genialidade que espantaria o mundo automobilístico.
Resumindo Senna correu como se estivesse no seco e o resto em gelo.
Inesquecível.
Vale a pena ver de novo (a frase também é nova).

quinta-feira, 17 de março de 2016

ADORAMOS DETESTAR

Não resisti ao me deparar com a foto. Carinha de filhinho de mamã desolado.
Mimadon já foi nosso preferido enquanto enfrentava Miguel Shuámarca (vulgo Michael Schumacher).
Depois de um tempo o cara mostrou que é um pé no saco.
Tanto quanto pedante. A diferença é que não soube aglutinar a F-1 em torno de seus interesses. Shushu tinha a seu favor o fator de "esquecimento" de Senna e a procura (desesperada) por outro gênio.
O tempo passou, a história é cruel, e tanto um quanto outro não substituíram o brasileiro no panteão dos ídolos inesquecíveis.
E, num lampejo, penso que a grande diferença entre todos é que Senna só queria chegar em primeiro.
Deu para entender?



"mimimi"

sábado, 27 de fevereiro de 2016

FÉRIAS?


Enquanto alguns se matam trabalhando, outros curtem a vida.



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

AMARELO QUE SE DESTACA



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

ATUALIZANDO

Leio aqui que Ali Pros(tituto) (vulgo Alain Prost) declarou que ele e Senna seriam, hoje, grandes amigos.
Irônico. Enquanto outro brasileiro (Piquetezão) mostra todo seu rancor em qualquer entrevista, o francês deita-se em elogios.
Lembrando que, no primeiro ano em que participava sem seu grande rival, Senna o cumprimentou de dentro do carro (se não me engano na largada do GP Brasil) dizendo que ele fazia falta.
Um grande campeão precisa sempre de um grande rival.
Mudando de pato para ganso, como diz o poeta, parece que a conta da ida de Botas, o amigo de Dora a aventureira, para mamã Ferrari anda meio salgada e, pode melar. Além do mais, concordo com Totó Lobão. Quero dizer, Totó é manager da dona Mercedes e o amigo da Dora, a aventureira, é da Williams. O que tem Lobão com a vida do finlandês?
O cachorro tunado investiu na carreira do atual piloto de dona Clara e tem "interesses" nos rumos do dito. Explicado.
Mas, o que ele declarou, e eu humildemente concordo, é que não há motivo para o gordim fake sair da equipe inglesa. Ele tem um carro com desempenho semelhante à Ferrari e, saindo, vai encarar um companheiro mais fera que massinha de modelar. Ou seja, a não ser por uma bela grana não vale a pena.
E, o grande motivo: dona Williams pediu muitas abobrinhas para liberar seu piloto. Certamente mamã Ferrari anda pensando se entra nessa. E, por justiça deve dar mais uma chance para Vodkanem uma vez que seu carro (ainda) não se equivale ao de Vetor. Vide a última corrida.


  

sexta-feira, 31 de julho de 2015

DE NOVO?

Leio aqui mais uma declaração de Nersão Piquet sobre Ayrton Senna.
Lembrando que ambos são tricampeões tal e coisa.
São talentos incontestáveis de uma era de ouro do automobilismo pátrio. Quero dizer, dentro da F1.
Sem adentrar ao mérito de um e outro noto que Nersão sempre está muito incomodado com a presença de Senna. Quando o brasileiro Ayrton surgiu para a F-1, em 1984. seu compatriota estava no auge.
Mas, já no primeiro ano Senna ganhou o coração dos torcedores da F-1.
Confesso que torcia para Nersão e julgava Ayrton como mais um a provar seu valor.
Mas, depois de Mônaco em 1984 e a vitória roubada pelo Shushu da época (Prostituto) passei a torcer pelo piloto meio que obcecado que estreava. 
Resumindo, todos os adversários e inimigos de Senna louvam sua capacidade e reconhecem nele o maior piloto de F-1 de todos os tempos.
Com exceções, claro. 
Nersão, uma desses exceções, nesta entrevista mostra seu ressentimento por não, em verdade, morar no coração dos torcedores brasileiros como seu compatriota. Aliás, ponha uma pitada de Emersão Finttipaldi nisso e báu-báu Piquet. 
Emersão sabe de sua grandiosidade e seu lugar no panteão dos imortais.
Nersão, desconhece suas próprias sacanagens (gasolina adulterada para ganhar o campeonato de 1983, por ex) e destila, mais uma vez, sua dor de cotovelo por não ser reconhecido como o maior dos pilotos brasileiros dentro da f-1. A descrição que faz de sua ultrapassagem sobre Senna abaixo


foi assistida pelo blog e só foi possível porque Senna, apesar de genial, era teimoso para carai. Sem pneus tentou segurar Piquet sabendo que só teria a perder. Veio para dentro em algumas tentativas de Nersão até que, pegando sujeira no lado interno da pista, não conseguiu evitar o olé que se tornou imortal.
Mas, era um piloto defendendo posição tanto quanto inúmeros outros.
Nersão não consegue defender sua carreira de tantas glórias enquanto não superar o trauma de ser inferior ao superior. (filosofias à parte).

"Senna? Não conheço..."


quarta-feira, 22 de abril de 2015

ONTEM, 30 ANOS

No dia 21 de abril de 1985 Ayrton Senna venceu o GP molhado de Portugal. Recentemente assisti a corrida inteira e, novamente, fiquei embasbacado com a maneia como conduziu na chuva forte um carro com câmbio mecânico e motorzão turbo. Muitos ficaram pelo caminho e ele venceu com mais de um minuto de vantagem para Alboreto da Ferrari.
Na minha opinião a melhor corrida dele. Imbatível.

terça-feira, 7 de abril de 2015

07/04/1968

Nesta data eu tinha 13 anos e era um garoto assombrado pelo mundão véio. Já sabia sobre a ditadura militar e corria para casa toda vez que via um carro oficial. Qualquer que fosse.
Queria usar botas feito o Reibeto Carlos e Cia e deixar o cabelo crescer.
Acompanhava automobilismo por revistas e parcas e porcas imagens da TV.
Foi neste dia que o maior ídolo da F-1 morreu tragicamente disputando uma corrida de F-2.
Jim Clark, como a maioria dos pilotos de ponta participava de competições outras além da F-1.
A história todos conhecem.
A pista de Hockenheim, na Alemanha, sem nada a separar a pista das árvores. Um provável defeito no carro Lotus de F-2 e a batida fatal.
Lembro que fiquei chocado ao ler nos jornais e revistas. Afinal, um super-homem não morre. Décadas mais tarde vi meu filho ter a mesma sensação quando morreu Ayrton Senna.
Aliás, uma vez assisti uma reportagem de Senna visitando uma escola na Escócia, terra de Jim Clark, e dizer que ele era seu maior ídolo ao lado de Juan Manuel Fangio, argentino.
Fangio e Jim Clark foram destes pilotos fora do modelo. Gênios a entender e tirar tudo o que uma máquina consegue fornecer.
Tivemos um piloto deste naipe com uma morte igualmente trágica e difícil, até hoje, de engolir.
Ayrton Senna e outros, se minha teoria tiver embasamento, estão disputando e se divertindo na interminável pista reservada aos pilotos fora de série.
o verdadeiro escocês voador

sábado, 22 de setembro de 2012

AH! A NATUREZA HUMANA!

Leio aqui uma entrevista do nosso aposentado shushu declarando orgulho por ter provocado a rodada de Senna aquele (não esse) no GP do Brasil de 1994.
Seria melhor o lemão ter ficado quieto com essa lembrança uma vez que pilotava um carro irregular. O mundo da F1 erroneamente imaginava que Senna aquele ( não esse) levaria imensa vantagem pilotando o carro do momento, Williams.
Com a proibição da suspensão ativa o carro virou uma fezes.
Mas, a Benetton já andava fora do regulamento sob a benção do universo.
Deu no que deu.
Acho engraçado uma declaração dessa uma vez que Dick Vigarista, em sua volta às pistas, desconstrói a aura criada em torno dele. Tentam preservar sua imagem falando mil bobagens e servindo abobrinhas corrida após corrida. Dizem até que ele está se divertindo, nada mais que isso.
O fato é que, apesar de tudo, o piloto alemão continua firme em seu pedantismo.



Schumacher saiu da fábrica sem o software "modéstia"

terça-feira, 1 de maio de 2012

SENNA


Este menino foi longe. Além de piloto fora de série tinha carisma. Poucos conquistam os corações como ele.