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domingo, 27 de outubro de 2013

TETRA EM BUDDH

diria que um reverencia o outro
O campeonato de F1 acabou, sem maiores dramas, numa terra sem tradição em automobilismo, num autódromo quase vazio



Em uma corrida previsível, pelo retrospecto do ano, Vetor fez e aconteceu.



Largou em primeiro, conseguir manter a liderança, parou para trocar pneus muito rápido (até pensamos que havia furado um deles) fez a lição de casa (seja lá o que isso quer dizer) e terminou na frente. 



Quase trinta segundos na frente de Roseberg.


Um título merecido pelo conjunto do trabalho realizado ao longo do ano. Quando muita gente deu a impressão de não desenvolver mais o carro por conta das mudanças que vem por aí (Mamã Ferrari, principalmente) os Toros Vremeios continuaram firmes e fortes mantendo um carro já vencedor na ponta dos cascos. 







Emblemática a imagem do final com a reverência de Vetor ao seu carro. Não podemos esquecer que hoje em dia o conjunto vence. Carro em sintonia com o piloto e ambos bem amparados pelo trabalho da equipe.


A corrida em si foi interessante, ou mais interessante que as anteriores recentes.







Massinha de modelar depois de uma eternidade conseguiu até liderar por algumas voltas mas, entrou numa estranha zona de calmaria e seu barquinho não chegou em melhor lugar que um quarto lugar. Está muito bom para quem não conseguia nada mais que críticas destrutivas.



Seu companheiro de equipe, Don Mimadon, vai ganhar um post só para si.

Romã da Granja foi o homem da corrida uma vez que saiu láááá de trás e chegou em terceiro depois de trançar bigodes com Vodkanem. Este andou sendo xingado e xingou o pessoal da Lotus, essa não aquela, porque mesmo com pneus derretendo não abriu para seu companheiro de equipe. Dizem que ainda vai dar pano para manga esse imbróglio.


Outro destaque foi o maluco beleza Chapolin Perez e seu quinto lugar com a improvável McLaren.


E, agora vamos para Bubu Dadá e a corrida lusco fusco







01. Sebastian Vettel 1h31min12s187
02. Nico Rosberg +29s823
03. Romain Grosjean +39s892
04. Felipe Massa +41s692
05. Sergio Perez +43s829
06. Lewis Hamilton +52s475
07. Kimi Räikkönen +1min07s988
08. Paul di Resta +1min12s868
09. Adrian Sutil +1min14s734
10. Daniel Ricciardo +1min16s237
11. Fernando Alonso +1min18s297
12. Pastor Maldonado +1min18s951
13. Jean-Eric Vergne +1 volta
14. Jenson Button +1 volta
15. Esteban Gutierrez +1 volta
16. Valtteri Bottas +1 volta
17. Max Chilton +2 voltas
18. Jules Bianchi +2 voltas
19. Nico Hulkenberg +6 voltas
20. Mark Webber Não terminou
21. Giedo Van der Garde Não terminou
22. Charles Pic Não terminou










domingo, 28 de outubro de 2012

O novo Alain Prost

Creio que a ala patriarcal do blog tenha feito uma comparação interessante, neste post aqui, ao relacionar o mimimi do mimadinho Alfosino com o mimimi do mimadão Alain Prost.
A comparação, no entanto, pode se estendida para além das reclamações de ambos em relação ao  desenvolvimento do carro proporcionado pela equipe Ferrari ao longo da temporada. Afonso e Prost são pilotos muito parecidos, tanto dentro quanto fora da pista. 
Assim como seu antecessor francês, Prima Dona é um piloto cerebral, arrisca na medida certa, não deixa escapar qualquer oportunidade de pontuar, tem uma regularidade incrível e uma visão especial de todos os aspectos de uma corrida. Por outro lado, em termos de classificação, ambos são pilotos apenas ok
Mas as semelhanças estão, também, fora das pistas. Prost era, assim como Afonso é, um piloto mesquinho, que nunca admitia seus erros e a culpa por suas derrotas. No combate ao seu arquirrival Ayrton Senna, o francês utilizou-se de todas as manobras políticas possíveis, aproveitando-se do contato pessoal que tinha com o então presidente da FIA, nosso eterno amor, Jean-Marie Ballestre. No vídeo abaixo, Senna atesta os mimimis prostitutos:


Alfonso também usa bem o jogo político da F-1, aproveitando-se da força da Ferrari nos bastidores. No último sábado, após tomar um couro de Sebastian Vettel no treino classificatório para o GP da Índia, Prima Dona disparou que sua briga não é contra o piloto alemão, mas contra o projetista Adrian Newey. 
Foi uma declaração pensada, daquelas que não são ditas por conta do calor do momento, mas para desestabilizar o adversário, bem ao estilo que Prost fazia contra Senna e que lhe rendeu bons frutos até o brasileiro aprender a por a cabeça no lugar. 
O objetivo mediato do espanhol foi o de colocar as autoridades que trabalham a favor dos mafiosos de vermelho de prontidão: foi um recado do tipo "vocês precisam fazer alguma coisa para que este cara não consiga largar na frente". Ao longo desta temporada, já se reclamou do tal mapeamento do motor e este foi proibido; já puniram o Vettel por razões pouco justificadas e, mesmo assim, Vettel e a Red Bull não deixaram de incomodar a Ferrari e o principal banco da F-1. 
A premissa do discurso de Alonso é que a Ferrari não é um carro bom o suficiente para competir com o time dos energéticos. Pura balela. A Ferrari pode não ser tão rápida - ou Alonso pode não ser tão bom - em classificação, mas o ritmo de corrida dos dois carros é muito parecido. Se Afonso conseguisse largar mais à frente, daria muitos problemas para Vettel e Webber. Aliás, a superioridade na corrida de hoje em relação aos carros da McLaren e da Red Bull de Webber demonstram isso. Massa não pode acompanhar  porque pilota a Ferrari do Massa e não a do Alonso, e teve, desde muito cedo, problemas com consumo de combustível. 
Afonso também afirmou que luta "contra um exército". Quase chorei de pena do espanhol. É uma grande bobagem lançada aos desavisados. A Ferrari tem uma estrutura imensa e bem preparada, gasta mais dinheiro que o banco que a banca, além de ficar com uma gorda fatia dos lucros da F-1, só por ser a Ferrari, conforme levantamento acurado feito pela Julianne Cerasoli.
Enfim, Prima Dona parece ter aprendido bem as lições do professor Prost, tanto no que se refere a pilotagem, quanto na sujeira atirada contra os adversários por meio das declarações aos jornalistas. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Drive thru pa nóis


Felipe Massa nunca foi meu piloto favorito. A injustificada preferência por ele esboçada pelo público em geral sobre Barrichello sempre me irritou um pouco.
Com o tempo, no entanto, passei a gostar do rapaz e respeitá-lo como piloto. Inclusive, há exatos 3 anos - na verdade, o aniversário durou até até uma hora e meia atrás, quando ainda era 2 de novembro -, tive a maior emoção automobilística já experimentada graças a ele, no GP do Brasil de 2008, que, um dia, vai ter um texto próprio.
Além disso, Massa e sua carreira se tornaram constantes fontes de analogia em relação à minha própria vida. Então, eu posso escrever sobre mim e sobre os outros fingindo que estou falando de F-1, como aconteceu neste caso aqui, que é a maior mentira. Pelo menos, era mentira na época. Talvez, para hoje, seja mais verdadeiro.
Fato é que Felipe foi injustamente punido na última corrida. Já falei a respeito em um comentário a um post do patriarca do blog.
Vamos de novo. Massa estava na frente, assumiu uma linha interna sem espremer o Hamilton. A curva adiante era bem rápida, em 4ª ou 5ª marcha, o que significa que a freada não seria forte. Significa também que, ao frear mais tarde do que Massa, se fosse o caso, sem estar na linha de tangente ideal, o inglês passaria reto na curva. Vamos lá, abram o GP4 e tentem fazer igual. Não dá.
Hamilton insistiu e acabou acertando Felipe na sua roda traseira. Não encostou roda, não forçou o carro de Massa para o lado de fora, nada disso. Bateu na roda traseira.



Não que Lewis tenha feito de propósito, claro que não fez. Mas cometeu um errinho e acabou estragando a corrida dos dois. E esses erros de julgamento na pista acontecem o tempo todo. No fundo, é coisa de corrida.
Mas foram lá e puniram o Massa. E o Massa teve que andar devagarinho no pit-lane, louco da vida, percebendo que os carros lá fora estavam todos a ultrapassa-lo. Uma decisão mais ajustada, quem sabe, teria sido punir ninguém.
Após a corrida, o brasileiro disse que não aceitava e não aceitaria nunca ter sido punido por aquele acidente. "Foi como se eu tivesse feito alguma coisa errada. Eu não fiz. Se tivesse uma corrida amanhã e acontecesse o mesmo, eu iria repetir o procedimento, porque não fiz nada de errado", afirmou Felipe.
E estamos com ele. Envolver-se em um acidente acontece, perder posições na corrida por causa dele acontece, estragar o carro por causa da batida, é tudo normal. Não existe coisa pior, todavia, do que ter que passar lentamente pelo pit-lane por causa de um erro que não se cometeu.
Mas quem decide isso são os comissários da vida.

sábado, 29 de outubro de 2011

13

Então, fiéis admiradores das corridas de carrinho, acordamos às 6h30 para assistir o treino de classificação para o GP da Índia. Afinal de contas, dormir é coisa despicienda.
Mais uma vez, o show ficou por conta de Vettel, que conquistou, com aparente, facilidade sua 13ª pole position no ano, igualando, assim, o que conseguiu Ayrton Senna em 1988 e 1989.
Embora o número absoluto seja o mesmo - 13 -, as poles do Kid neste ano não têm exatamente a mesma significação que as de Senna. Em 1988 e 1989, Senna corria na McLaren ao lado, justamente, do segundo melhor piloto - ou do melhor piloto, conforme alguns - da F-1 da época: Alain Prost. Os dois competiram abertamente, Prost tinha exatamente o mesmo equipamento e, ainda assim, não fez frente ao brasileiro nos treinos de classificação.
Em 1992 e 1993, Mansell e Prost fizeram, respectivamente, 14 poles cada um. Mas, aí, o carro era um foguete e seus companheiros de equipe, embora talentosos, não eram Sennas.
Outro dado importante é que, quando o recorde foi estabelecido, corria-se 16 vezes por ano, e não 19 como hoje. O Kid tem 13 poles em 17 classificações e conta, ainda, com mais duas chances para igualar o recorde de Mansell e Prost.
Mesmo assim, o jovem alemão faz miséria quando se trata de andar mais rápido que os outros. É, sem dúvida alguma, o novo rei da pole.

Indiana Jones

Quem vai acordar às 6h30 amanhã para ver o treino da F1? Isso deveria ser proibido.
Hoje, Senninha entre os dez primeiros, o que não chega a ser surpresa; Hamilton punido, o que não é surpresa de forma alguma; Massa em primeirão, com a Prima Dona Alfonsina parando na pista, a mais absoluta surpresa.
Quem acordar às 6h30, me conte o desfecho.