sábado, 6 de fevereiro de 2016
REPITO: QUE SERÁ DE NÓS?
Estou lendo que o museu aeronáutico da TAM foi fechado. Fim do mundo!
João Amaro, presidente do museu, diz que o fechamento é provisório e dá a entender que a cidade de São Carlos não comporta mais a grandiosidade de tal empreendimento. É preciso expandir e abraçar novas mídias e etc.
Entendo que a manutenção de um museu que, além de tudo, restaura aviões encontrados em petição de miséria não custa barato e a TAM não suporta sozinha tal gasto.
Mas, dói em pensar que ninguém tenha imaginação suficiente para ampliar recursos trazendo novas atrações ou, como sugeri certa vez em uma visita, abrir uma passarela sobre a oficina de manutenção dos aviões da companhia que fica ao lado do museu.
Enfim, estava esperando Henrique, futuro colaborador do blog, crescer um pouco mais para levá-lo ao museu. Fica adiado por pelo menos uns cinco anos.
A família foi em caravana por duas vezes, sempre encantada com aviões dos mais diversos tipos que povoaram nossa infância e imaginação. Mesmo sabendo que alguns são, digamos, belicosos.
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| gloster meteor |
Não há como não se emocionar com o Gloster Meteor, primeiro caça a jato da Força Aérea Brasileira. Lembro dele quando visitava o domingo aéreo no Campo de Marte quando morava em sampa. Notem que o exemplar está sem o cockpit, ainda em restauro na data da foto.
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| corsair |
Observar a centímetros de distância o caça embarcado Corsair da segunda guerra mundial e suas asas de gaivota.
| spitfire |
Ver um exemplar do primeiro modelo que montei, quando criança, o Sptifire, caça britânico também da segunda guerra.
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| mig-21 |
Ou verificar em como é delgado o Mig 21, caça da então União Soviética. Vai encarar?
| preferência para o grandão |
Em nossa última visita a porteira estava fechada para a passagem de um Airbus 330 que ia para a oficina.
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| airbus 319 - aerolula |
E, quem estava sofrendo manutenção? O chamado areolula, um Airbus 319. A oficina também é um atrativo. Para as fotos tive que ir até uma cerca no final da área externa do museu. Logo depois apareceu um segurança pedindo para a gente sair. Mas, não se importou com as fotos.
Enquanto escrevia veio a idéia de sugerir a transferência do museu para a infernal Rib's. Porque não?
Tem até uma chácara abandonada do lado do prédio em que moramos....
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museu TAM
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
QUE SERÁ DE NÓS?
Leio sobre a chamada reforma do ensino em São Paulo, que resultará em fechamento de escolas e transferência de alunos para outras mais distantes e coisa do gênero.
Houve uma reforma anterior, em 1994, que resultou na chamada progressão automática. Eu dava aula naquele tempo e o caos (que era a escola) se transformou no caos caótico. Os alunos riam na nossa cara quando instados a estudar.
Mas, uma notícia chamou minha atenção.
A escola onde estudei no antigo colegial está no rol daquelas que vão ser fechadas.
O famoso CEDOM.
Fica num bairro nobre da zona norte e só os mauricinhos da época estudavam lá. Sim, escola particular era para quem não conseguia estudar na pública.
A seleção era democrática como a época. Ou seja, na base se "é filho de algo" merece estudar na escola.
Porém, por volta de 1971 (carai, o tempo voa) houve uma revolução e o CEDOM foi obrigado a fazer o chamado vestibulinho. Juntem a este fato a dedicação de dois professores de matemática (estudantes da POLI) que davam aula no ginásio onde eu estudava e voilá, um monte de periféricos entrou na escola dos riquinhos. Sim, lembro que estes dois professores falaram certa vez que dariam aula aos sábados para quem quisesse entrar no melhor curso colegial da região norte. Hoje sei que existem poucos como eles. A maioria que frequentou as aulas no sábado passou no vestibulinho.
Lógico que fomos "escalados" para o curso noturno. O discurso de boas vindas da diretora Emília não poderia ser de outra forma. Disse que foram obrigados a nos aceitar. Ah, ah. Foda-se.
Quem dava as caras no período noturno era a vice (não lembro o nome) que tinha centos óculos. Cada noite com um. Doida de pedra. Nunca perdeu a oportunidade em nos desmerecer.
Desnecessário dizer que o CEDOM nunca mais foi o mesmo. Tinha de tudo. Desligávamos a energia com tanta frequência que um funcionário passou a vigiar a central de força. Como vingança contra os mauricinhos passávamos papel carbono embaixo das carteiras manchando a calça do uniforme da petizada que estudava pela manhã nas mesmas classes. Eles, usavam uniforme e nós pobres mortais avental.
Espetar bilhetes pornográficos no vão da carteira onde os livros eram guardados era coisa normal. Lógico que na carteira do vizinho. Quem ia ao banheiro externo no intervalo sofria de tudo. Desde banho de xixi até ter as calças arrancadas e jogadas no telhado. Cueca era poupada. Jogar os chatos no lixo era corriqueiro. Nem dava suspensão. Diria que sobrevivi a este tempo. E, participava de algumas traquinagens. Vigiar o funcionário da noite era tarefa minha quando os malucos aprontavam alguma.
Quando passo em frente com a família baixa o véio Mero em mim e digo com voz gutural "aqui é o famoso CEDOM" e encho o saco deles com histórias da época.
A fachada continua igual. Meio escondida como se tivesse vergonha de tanto tempo passado.
Para mim, tempos inesquecíveis. Grandes recordações e, por incrível que pareça, grandes professores.
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cedom
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
ÓRFÃOS
O lado interiorano do blog em férias recebendo estupefato a notícia que um dos nossos "heróis" da F-1 não vai mais esquentar o banco do cockpit.
Sim, ficamos órfãos de Pastor sem ovelhas e suas maldonadices.
A categoria não é mais aquela. Onde já se viu.
É preciso manter a atenção dos aficionados. Hoje em dia somente Mimadon e seu infindável pedantismo e Pastor sem ovelhas e sua infindável mania em cometer maldonadices tinham a capacidade em manter o blog acordado. Mesmo levando em conta que ele andava meio jururu no quesito "vou lá bato e volto".
De resto, a F1 é um saco de bocejos.
Nem de longe Kero Magnificúzem vai substituir o venezuelano. Só falta o pobre ser obrigado a voltar a morar na terra do maduro.
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| "a F-1 perde um lindão" |
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maldonadice
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
PEDRA NO LAGO
Muitas vezes me pergunto o que um artista deve incutir em nós pobres mortais?
O que faz, no meu caso, parar, ver, ouvir, sentir a obra?
E gostar?
Fui apresentado a David Bowie no início dos anos 70 pelo meu irmão.
Ele, por sinal, foi responsável em apresentar diversos artistas que desconhecia. Cinco anos mais novo sempre gostou de música e cinema. Hoje, estamos afastados. Acontece nas melhores famílias. Imaginem na minha.
Enfim, quando vi o bolachão de Pinups estranhei muito um sujeito com olhos arregalados e pupilas diferentes uma da outra.Sem falar no visual. E, o que fazia a modelo Twig deitada no ombro dele?
Não dei importância ao disco mas, também de 1973 meu irmão comprou Aladin Sane. Novamente uma capa estranha. Ouvia meu irmão tocar e percebi que o cara era diferente. Uma voz com trejeitos femininos e marcante. Daí, ouvi sua versão para "Let's Spend the Night Together", dos Rolling Stones. Foi a pedra no lago. A perturbação que todo artista deve provocar em seu público. O querer mais.
Comecei a ouvir tudo o que me caía nas mãos de David. Lembrem-se que, naquele tempo, só as bolachas caras. Fitas cassete também custavam o olho da cara (um deles, não os dois).
Em seguida "Diamond Dogs" um disco meio desconcertante. E, por aí vai.
Ele entrou para minha galeria de artistas com passe livre.
Coincidência, ou não, o toque de meulular é uma versão de "Prettiest Star" música inspirada em Angela, sua primeira mulher.
Não a versão original, do disco "Aladin Sane", e sim esta:
Outro dia (anos atrás) baixei uma versão dele para "Growin Up" de Bruce Springteen. Sua voz, irreconhecível foi marcante para ela ficasse durante muito tempo em primeiro lugar na minha parada de sucessos.
Li outro dia que ele morreu. Minha irmã chorou, Mariana chorou. Mas, um cara desses não morre. Volta para o planete de onde veio.
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david bowie
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
PAGANDO SAPO
Notem que a risada do rapaz (ao fundo do histerismo mulheril) é de alguém meio "lesado".
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
VIVENDO "PEREGOSAMENTE" - O RETORNO DA MISSÃO
Mais sobre os tempos setentões.
Tinha um gosto estranho para roupas. Dona Alzira (Ziri Yonara para os íntimos tamanha sua predileção por horóscopo) não explicava para o filho que, por ex., camisa preta com tecido brilhante não era para ser usada durante o dia. Eu adorava uma essas. De manga comprida ainda por cima.
Bom, quando vim para Rib's no início de 1976 era comum a realização de assembleia estudantil. Depois de tanto tempo entendo que o movimento aqui no campus era uma verdadeira salada. Havia uma coisa em comum. Todos queríamos a volta da democracia e votar nosso destino de nação. Santa ironia, nénão? Votamos e o país está nesse lodaçal onde bandidos fazem acordos com bandidos para se manter no cargo e que se foda o resto.
Voltando, tínhamos uma série de organizações como a Libelu (liberdade e luta), ALN (Aliança Libertadora Nacional) e várias outras. A maioria não se identificava como integrante dos grupos por motivos óbvios. Mas, as faixas apareciam nos muros e no restaurante. Logo sumiam.
A maioria das assembleias ocorria no ginásio de esportes na foto abaixo.
O prédio lateral é o restaurante, que também tem história.
Em 1976 participava, como calouro, das assembleias extasiado pela descoberta de pessoas falando abertamente sobre os malefícios da ditadura militar. Lógico, que os grupos antagonizavam entre si. Muitas vezes a reunião nem acabava porque tínhamos que voltar para as aulas e as discussões se tornavam infindas.
Também era comum a imprensa participar. Gozado, né? Com a censura tesourando tudo jornalistas apreciam junto com fotógrafos dos jornais. Ou não.
Nesse meio normalmente compareciam os dedo duros e fotógrafos da ditadura.
Quando pediam fotos a gente ficava de costas para a mesa onde estavam os dirigentes da reunião e o autor só tirava foto do pessoal de costas. Vez ou outra algum espertinho tirava fotos de frente (da mesa principalmente) e, descoberto, saía correndo perseguido pela turba enfurecida. Uma vez também corri. O cara entrou num fusca que o esperava e ficou tripudiando da gente.
Bom, algumas matérias saíam nos jornais de Rib's porque tratavam de possível greve estudantil. E fotos da gente de costas.
Neste ponto entra dona Alzira e sua complacência com o filho sem noção de ridículo. Num belo dia um colega meu veio dizer que eu saí na foto sobre a assembleia. Como assim?
Eu tinha uma camisa estampada branca com faixas raiadas. Parecia o homem elétrico. Pois é. Só dava a tal camisa na foto. Mesmo em preto e branco impossível não identificar o Kojac (meu apelido logo após o trote).
Desnecessário dizer que a camisa foi para o lixo.
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ditadura
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
VIVENDO "PEREGOSAMENTE" - O RETORNO
A andança no centro de Rib's fez aflorar lembranças dos tempos de passeata contra a ditadura militar e o salve-se quem puder quando a repra chegava o cacete. Ou seja, sempre.
Um amigo da época não conseguiu correr o suficiente e além de umas bordoadas foi preso.
Aqui em Rib's houve um tempo em que o pau comeu feio. Até o final de 1978 muita gente sumiu, foi torturada e os scambáu.
O ano era 1976. Pegaram meu amigo e o enfiaram num fusca com mais dois "sorteados".
Dois policiais civis (sim, civis) na frente praguejando porque eram de cidades vizinhas e perdiam tempo com os caras da "medicina". Naquele tempo quando a gente dizia para o cidadão comum que estudava na USP todos diziam "ah, na Medicina", porque o curso foi pioneiro no campus, por sinal, doado por um barão do café.
Voltando, meu amigo no banco de trás com duas garotas. Para fazer graça perguntou se não deveriam ligar a sirene. Tipo pacote completo. Para sorte dele os policiais civis não estavam muito interessados em apagar alguém ou algo assim. Foi levado para uma delegacia comum, fichado e solto.
Bom, passado um tempo esse amigo chegou na república com um fusca branco. Era noite e ele propôs irmos em busca do bar perdido. Topei, entrei no carro e lá fomos nós rumo ao centro da cidade. Nota: meu amigo não tinha carta de motorista. Detalhe insignificante na visão dele.
Começamos a rodar o centro e eu falando sobre os bares que pareciam legais e ele nada de parar. Sou paranóico e logo notei que havia um opalão seguindo a gente. Comentei com ele que olhava no espelho e deu uma risadinha sem graça.
Foi quando tive um estalo. De quem é este fusca?
Meu amigo explicou: era de um dos líderes do movimento estudantil. Havia uma reunião marcada dos cabeças das manifestações e a repra sabia do encontro e queria pegar todo mundo com uma rede só.
Então, chamaram o porra loca e propuseram a ele a voltinha gratuita. Eles, meu amigo e o líder, tinham o mesmo físico. Cabelo enrolado e baixinhos. Perguntei para ele o que eu tinha com isso?
Ora, para os caras não desconfiarem que o motorista não era o alvo nada como pegar alguém e seguir para a reunião. Ou seja, o cara queimou nossa república e euzinho. Queimou porque se estávamos sendo seguidos eles iriam pesquisar quem era o barbudo e cabeludo que foi apanhado naquela casa.
Gelei. Tá certo que todo mundo tinha motivos para andar gelado naqueles tempos mas, o negócio poderia ficar sério. Ou não.
Aliás, não ficou. Continuamos a gastar gasolina por um certo tempo. O opalão desistiu de seguir a gente. Não sei porque.
Sei que nada aconteceu em relação a este episódio e me senti participante de um grande evento.
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domingo, 3 de janeiro de 2016
OS COLE
Nos meus tempos de Curitiba o rádio em AM dominava ambiente em casa. Ligado o tempo todo em estações que tocavam músicas das mais variadas dos mais variados ritmos.
Portanto, ouvia desde Elvis Presley até Nat King Cole e sua voz de veludo (nova esta expressão).
Anos depois, quando o rock me dominou deixei de ouvir esses boleros (sim, até os Beatles gravaram algo parecido com bolero: And I Love Her). Afinal, o que meus amigos iriam dizer?
Mas claro, os brutos também são românticos. De vez em quando ouço Nat e sua voz de veludo.
Como na música abaixo, um sucesso pra lá de Bagdá (quando Bagdá era um charme).
O pai morreu cedo demais, em 1965 com 45 anos de idade
Nunca dei muita atenção aos filhos de artistas por inferir que estão nadando na esteira dos pais não herdando o dom mas aproveitando o fato de serem filhos "do home".
Portanto, até este dia, em 1990, não dei muita atenção à filha do home Natalie Cole.
Mas, esta interpretação de Ticket to Ride no show (inesquecível, por sinal) em homenagem à John Lennon em Nova York é coisa de gente grande. Ela lutou conta as drogas e morreu recentemente em decorrência de várias complicações de saúde.
Portanto, ouvia desde Elvis Presley até Nat King Cole e sua voz de veludo (nova esta expressão).
Anos depois, quando o rock me dominou deixei de ouvir esses boleros (sim, até os Beatles gravaram algo parecido com bolero: And I Love Her). Afinal, o que meus amigos iriam dizer?
Mas claro, os brutos também são românticos. De vez em quando ouço Nat e sua voz de veludo.
Como na música abaixo, um sucesso pra lá de Bagdá (quando Bagdá era um charme).
O pai morreu cedo demais, em 1965 com 45 anos de idade
Nunca dei muita atenção aos filhos de artistas por inferir que estão nadando na esteira dos pais não herdando o dom mas aproveitando o fato de serem filhos "do home".
Portanto, até este dia, em 1990, não dei muita atenção à filha do home Natalie Cole.
Mas, esta interpretação de Ticket to Ride no show (inesquecível, por sinal) em homenagem à John Lennon em Nova York é coisa de gente grande. Ela lutou conta as drogas e morreu recentemente em decorrência de várias complicações de saúde.
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John Lennon
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
VIVENDO "PEREGOSAMENTE" - A MISSÃO
Como dito no post anterior, fizemos um tour pelas minhas memórias do centro de Rib's. Ao passar em frente ao café Única lembrei de outra história.
Corria o ano de 1976. A coisa aqui no universo tupiniquim andava braba. Ditadura corrento solta.
O ditador de plantão, tio Geisel, fez uma visita na cidade que completava 120 anos.
A cidade faz aniversário em 19 de junho.
Mas, o home veio em 18 de junho de 1976.
Dia do Químico....
Eu, de olho na hoje rainha da mansão, resolvi comprar um mimo para ela em comemoração ao dia do que um dia iríamos ser, já que em 1976 cursávamos o primeiro ano.
Até aí destilação do bagaço de cana dá pinga. Entre outras coisas, claro.
Acontece que os tempos eram sombrios e a visita do home exigia uma logística doida. Ou seja, todo o centro foi fechado ao trânsito e havia soldados por todo canto. Inclusive com binóculos e fuzis no topo de vários edifícios. Tudo porque o "presidente" resolveu tomar um café na Única que ainda existe no centro da cidade na esquina oposta ao Pinguim 1 (que não existe mais, lembrem-se).
A Única era (ou é) a casa mais tradicional para um cafezinho antes de começar o dia, ou ao longo, ou ao anoitecer, ou sei lá. Alguns corretores de qualquer coisa começavam seus negócios encostando a barriga no balcão, tomando um café e dirigindo-se até a frente do Pedrão (ou Teatro Pedro II) no quarteirão seguinte para fechar grandes negócios (ou pequenos).
Pois na manhã da visita este desavisado rapaz foi comprar o mimo (uma caixinha de música) em uma loja no meio do quarteirão seguinte à Única. Quando dei por mim, havia um monte de gente verde oliva circulando, me encarando (eu, depois do trote, já estava barbudo e cabeludo) e alucinando minhas paranóias. Pensei em correr (e levar uns tiros na bunda como aconteceu com um amigo meu em sampa. Ele tinha uns quatorze anos e de terrorista não tinha nada. Só correu de medo quando a repra entrou a padaria em que ele estava), em sorrir (e ser preso por tentar disfarçar um atentado ou algo assim), em gritar "viva o home" (e ser preso por subversão. Ninguém em sã consciência gritaria deste jeito em favor do ditador), e outras maluquices mais.
Porém, consegui cumprir minha missão. Comprei o mimo e sobrevivi.
Lógico que fiquei com certa dor por não dar minha contribuição e berrar "abaixo a ditadura" no meio da rua.
Mas, ficou a história a ser contada aos filhos e daqui a pouco ao neto.
Em tempo. Naquele tempo a Única não tinha cadeiras (um charme). Hoje tem cadeiras ao longo do balcão. Heresia, heresia.
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| cadeiras na única! |
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VIVENDO "PEREGOSAMENTE"
Segunda, dia 28/12, fui até o centro de Rib's depois de anos sem aparecer por lá.
Aliás, fomos. Eu e o chefe do blog. O motivo primeiro era pagar por uma tortura sofrida por mim em uma cadeira de dentista.
Em seguida fizemos algo que era de praxe na cidade antiga. Uma visita ao Pinguim. Todo mundo sabe o que é o Pinguim. Quero dizer, era.
Descobri que o Pinguim número um não existe mais.
O famoso era este da foto abaixo.
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| o templo do chopp |
Quando voltei para Rib's pramó de cursar Química vez ou outra adernava o navio neste porto do mais famoso chopp do Brasil-sil-sil. Morava pertim e o calor ajudava a escapar dos estudos noturnos entrando pela noite aprendendo in loco sobre fermentação.
Lembrando, como disse ao chefe, que o centro da cidade nesta época era uma terra de ninguém. Quem dominava o habitat eram os famosos trombadinhas (em 1976!). Andar pelo centro só em grupo e atento aos perigos.
Logo em 1977 foi inaugurado o Pinguim 2 na esquina em frente ao templo.
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| o templo herege |
Os puristas torceram o nariz. Imagina abandonar o Pinguim original pela cópia. Porém, como o primeiro vivia lotado e o 2 era mais espaçoso a sede vencia a tradição. Envergonhados, íamos ao 2 com a desculpa da lotação do 1 e o fato do 2 estar ao lado do famoso Teatro Pedro II, Pedrão para os íntimos.
Hoje, o 1 não mais existe e temos Pinguins espalhados por vários lugares. Até em Shópis. Heresia total. Essa porra de franquia acaba com as tradições. Para sorte dos franqueados a sede é muita.
Para encerrar vi uma cena que me lembrou outra tradição: uma garota entrou carregada de compras e dirigiu-se à mesa com vários homens que a esperavam. Era muito comum maridos levarem suas mulheres às compras e se internarem no Pinguim enquanto as damas esbaforidas gastavam nas lojas do centro. Uma espécie de compensação pelo dinheiro gasto.
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domingo, 20 de dezembro de 2015
EU NHEIN, ROSA?
Vamos supor que você tenha um meteorito de idade estimada em 4 bilhões de anos caído na Namíbia no tempo do onça. Melhor dizendo, no tempo dos dinossauros.
Vamos supor que resolva fazer algo, tipo escultura, com o objeto vindo das profundezas do cosmos.
Um joalheiro e (maluco?) e escultor norte-americano (tinha que ser) resolveu usar a imaginação e criou uma peça de US$ 4000.000.
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| A obra .... |
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| prima (?) |
Desconfio que não entendo nada de arte.
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nada com nada
PESCA MODERNA
A polícia do Japão entra na modernidade com um dronão que caça drones intrusos. Quando algum drone entra em área não autorizada e, instado a sair, não se afasta entra em ação o bichão do vídeo que acaba com a brincadeira.
É um teste. Mas, logo logo muito marmanjo vai ficar sem seu brinquedo.
É um teste. Mas, logo logo muito marmanjo vai ficar sem seu brinquedo.
FÓRMULA CHOCANTE
Ontem, sábado, mais uma etapa da F-E. Desta vez no Uruguai, em Punta del Este, lugar bonito mas, com pista inapropriada para a prática de corrida a motor (mesmo elétrico).
Por sinal, as pistas onde a fórmula chocante faz suas graças poderiam ser melhor pensadas ou montadas. São, normalmente, de rua e estreitas. As corridas tornam-se entediantes pela falta de oportunidades em ultrapassagens.
Enfim, no vídeo as grandes luzes da corrida para destaque da pancada de Piquetezinho na última volta quando segurava (bem) a posição.
O brasil-sil-sil foi bem representado pelo Louco Disgraça que, chegando em segundo, garantiu a segunda colocação da temporada após duas corridas.
O grande fiasco tem sido Jacke Villeneuve (o falador). No Uruguai nem largou porque bateu na classificação que é realizada no mesmo dia da corrida.
O líder é Tião Boêmio com 62 pontos. Disgraça tem 61.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
RAPIDINHAS (OU 1,99)
1) Sérgio Machone o atual capo de mamã Ferrari disse, entre outras coisas para esquecer, que a equipe pode sair da F-1 se houver mudança no regulamento no que diz respeito aos motores (ou unidades de pum atômico). Já vimos esse filme. Não dá em nada. O mordomo é o culpado.
2) Serjão também disse que Vetor é mais compromissado com a equipe que Mimadon. Pronto, lá vem Montedemerda defender o espanhol dizendo que ele (o piloto) perdeu dois campeonatos na última prova e não dava para ser mais ferrarista com isto. Lembrando que em 2010 Mimadon nem tentou ultrapassar Petrão. Tinha mais carro, o russo não iria brigar por algo que não lhe dizia respeito mas, Zé Amarelão falou mais alto. Montedemerda faz jus ao apelido.
3) Aquistone e João Todão estão com a faca e a manteiga na mão. Falta o pão que seria o caminho dos motores alternativos. Quem está com o facão e o requeijão na mão (dona Mercedes e mamã Ferrari, por ex) nem quer saber de dividir o pão. Briga boa.
4) Ando lendo, e concordo, que Hamiltão anda muito estrelão (rimou). Cheio de mimimis declarando que queria fazer tal coisa e a equipe não deixou. Porque não fazer? Será que não tem autonomia para nada?
5) Vetor, o otimista. O piloto alemão disse que ele e a equipe vão lutar pelo título de 2016. Tsc, tsc.
E, chega.
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f-1
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
CABÔ ESTOQUE
Neste domingo 13 ocorreu em Interlagos a última prova da Estoque Caros (vulgo Stock Car).
A corrida teve pontuação dobrada o que é uma bosta enorme. Foi assim que o ex-gordito Montoya perdeu a F-Indy este ano.
Mas, os cretinos aprovaram o regulamento cretino. Fazer o quê.
O filho do home bueno teria que fazer aquela prova para conseguir tirar 32 pontos em relação ao primeiro colocado na tabela, Marcos Gomes.
Na verdade o campeonato acabou no sábado porque os favoritos foram prejudicados por São Pedro e treinaram debaixo de chuva. Um largou da padaria e outro do açougue ao lado. Em condições normais de temperatura e pressão nenhum dos dois iria sequer pontuar.
Fico perguntando se o filho do home bueno tivesse treinado no seco e Marcos Gomes no molhado e sofresse o acidente que o vitimou no início da prova. O cara bueno poderia vencer ( e ninguém faz força para ultrapassá-lo) e uma grande injustiça aconteceria.
Mas, nada disso.
No inicio da prova o filho do home bueno deu uma encoxada no carro à frente (parece que Ricardo Maurício) e o capô de seu carro ficou naquela coisa de saio não saio, saio não saio. Não saiu mas, foi uma das coisas mais faladas na transmissão. O capô do filho do home.
Em se tratando de Estoque é aquela situação: todo mundo bate em todo mundo. Noves fora jogaram (na verdade rubim não teve culpa dolosa e sim culposa) Marcos Gomes na barreira de pneus. Na transmissão chamou a atenção a calma dele (com a câmera on-board) esperando tirarem seu carro do lodaçal. Ele conseguiu ir aos boxes e (calmamente) esperou "fabricarem" seu carro novamente. Lógico, voltou centas voltas atrás sem chance alguma de comboiar o filho do home bueno, como era sua estratégia.
E, não adiantou a torcida da transmissão: o filho do home bueno ganhou e perdeu várias posições em refrega com seu capô e equipe. Toda hora punham rádio do cara no ar. Foi assim que seus impropérios contra a CBA foram ao ar logo após a prova de Rib's ocasionando sua suspensão para a prova em Curitiba. E, o episódio rendeu mimimis de sua parte após a prova. Se não tivesse sido suspenso seria tudo diferente. Dizer que exagerou e pedir desculpas nunca. O filho do home bueno é mimado demais para reconhecer que faz merda de vez em quando.
Em tempo: o mimado da Estoque chegou em 21º lugar e Marcos Gomes em 23º sete voltas atrás do vencedor, Átila (o fiat uno) Abreu.
No vídeo a tentativa de zerinho do campeão, o resultado da queima de pneus dentro do carro e, bacana, o aplauso do público via câmera on-board.
Por sinal, o fog cockpitiano não fica devendo nada para Pequim.
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Stock Car
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
DNA
Lembram do teste de DNA que resultou na exumação do corpo de Fangio?
Deu positivo.
Oscar Espinoza, com 77(!) anos, é filho do pentacampeão.
E, tem mais um argentino se dizendo filho do homem. Rúben Vásques (cheio de acentos) também quer um pedaço do bolo. Como sua mãe se relacionou com Fangio nos anos 40 deve estar beirando os 75 anos.
Nunca é tarde.
Deu positivo.
Oscar Espinoza, com 77(!) anos, é filho do pentacampeão.
E, tem mais um argentino se dizendo filho do homem. Rúben Vásques (cheio de acentos) também quer um pedaço do bolo. Como sua mãe se relacionou com Fangio nos anos 40 deve estar beirando os 75 anos.
Nunca é tarde.
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| "e nunca casei..." |
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juan manoel fangio
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
AINDA ESCUTAM?
Vira e mexe vão ouvir uma figura como Flávio Briatore (nosso Britadore) tão conhecido por suas baixarias. Ele adora dizer que descobriu pilotos como Shushu, Mimadon e outros.
Nós adoramos lembrar de Cingapura em 2008 como uma falcatrua capaz de terminar com a carreira de um piloto (pelo menos na F-1).
Como sempre dá uma patadinha em mamã Ferrari duvidando de sua capacidade para o ano que entra.
Dá para perceber, nas entrelinhas, que está louquinho de pedra para voltar. Pela Renault, ou, seu sonho, comandar a Ferrari. Toc, toc.
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| "Ferrari? Nham nham" |
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flavio briatore
35 ANOS HOJE
Corria o ano de 1980. Eu acabava de sair de minha primeira experiência profissional. Estava frustrado. Trabalhei numa fábrica (químico) que oferecia um ambiente insalubre sob todos os pontos de vista. Sem saber ao certo o que fazer resolvi ser um dos primeiros pacientes de um amigo que se formava em odonto. O Demerval (por onde anda?).
Lembro que havia trazido de sampa para Rib's (estava morando com uma tia) alguns discos dos Beatles para ele. Quem não era Beatlemaníaco naquela época?
No dia 08 de dezembro eu tinha horário com o Demerval. Bem cedo.
Cheguei no consultório e ele estava pasmo. Olho arregalado, me encarou e disse "não está sabendo?"
Não, não estava. Pensei num primeiro momento em guerra nuclear (era moda dizer que o mundo iria explodir em holocausto nuclear), um golpe militar dentro do golpe militar, a morte do papai noel, e outras coisas.
"Mataram John Lennon". Ele balbuciou e ficou esperando minha reação. Eu ri. Puta brincadeira sem graça. Só me convenceu quando ligou um radinho de pilha que havia levado para ouvir e acreditar.
Naquele dia, pelo menos, escapei da tortura. Ficamos ali tecendo mil conjecturas e, até hoje, não há explicação.
O mundo é louco. As pessoas são loucas. E, ponto final.
Trinta e cinco anos depois ainda dói no peito.
Uma observação. Procurando foto para ilustrar o post descobri que são raras as fotos em que Lennon aparece sorrindo. Sim, ele era um cara perturbado. E, rockeiro que é rockeiro não ri à toa.
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John Lennon
sábado, 5 de dezembro de 2015
MELHOR FICAR QUIETO
Num dos últimos treinos extra oficiais dona Globo mirim (sporttv) resolveu dar pitacos a respeito do novato do ano.
Claro que torceram, ou destorceram, o rabo do porco para falar de Nariz.
O carro não ajuda, o cara é bão, o patrocínio nem se fala, fez um belo campeonato e etc.
Pode ser tudo isso. Mas, Felipe Nariz andou fazendo maldonadices esquisitas como rodar aquecendo pneus lá no Canadá. Nem alguns kartistas que conheço fariam isso.
Enquanto forçavam a barra para ajudar o brasileiro eu dizia para as almofadas que restam que Ven No Tápen Zinho é o carinha do ano.
Além de tudo o jovem tem personalidade e peitou massinha de modelar sobre o acidente em Mônaco.
Foi protagonista em várias situações ao longo do campeonato e a única coisa que mereceu alguma atenção no GP Brasil.
Pois, ironias das ironias, essa ultrapassagem, justamente sobre Nariz, ganhou o prêmio de Momento do Ano lá na FIA. De quebra foi considerado Rookie do ano e Personalidade do ano.
Carai. As almofadas são testemunhas. Eu estava certo.
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FICA ASSIM
Durante meses aguentamos a discussão acerca dos propulsores, motores MPU, VTC e etc que empurrariam, ou não, os carros do Dietriixxx Matriixxx, vulgo Dietrich Mateschitz (que nome é esse?). A Red Bull ameaçou jogar o batom várias vezes porque não queriam dar unidades que empurram decentes para a equipe.
Sim, uma bosta de situação. Hoje, a F-1 é dirigida por um bando de ditadores que não querem ninguém ameaçando a hegemonia conquistada. Red Bull faria o mesmo se estivesse na crista da onda.
Não percebem que a categoria vira um marasmo só. Um monte de meninos mimados pilotando como se fossem robozinhos porque os carros são autosuficientes, ou auto-suficientes, ou auto suficientes, ou se bastam.
Mas, a novela chega ao fim. Os mirins Toro Vremeio andam com propulsores Ferrari (de segunda linha, claro) e os pro andam com Tag. Isso mesmo. Motores Renault preparados pela Ilmor batizados de Tag. Vão funcionar como um relógio...
E, nós aqui bocejando....
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| a unidade de força da Red Bull. Será preciso dar corda? |
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