segunda-feira, 24 de agosto de 2020

500 MILHAS

Confesso que pela primeira vez em muitos anos assisti a prova das 500 milhas de Indianápolis inteira.
Foi uma corrida interessante porque as bandeiras amarelas levam as equipes a mudar a estratégia de corrida. 
Mas, desde o início ficou claro que a corrida ficaria entre Scott Dixon, Takuma Sato, Josef Newgarden, Graham Rahal, e Santino Ferruci.
Como sempre acontece, quem corre em primeiro não tem nada garantido porque consome mais combustível. A estratégia do vencedor foi ficar na moita até as voltas finais. 
Takuma Sato, como quem não quer nada, apareceu no final da corrida.
Segundo o próprio poderia ter problemas de combustível pelo longo stint final.
Mas, o acidente (feio para carai)


de Spencer Pigot faltando 4 voltas para o final salvou o piloto japonês que venceu pela segunda vez. Cruzou em bandeira amarela mas, tá valendo.

Foi com motor Honda. Os carros equipados com o "empurrador" japonês deitaram e rolaram.

Abaixo alguns acidentes e o incidente com o freio dianteiro direito do carro James Davison que simplesmente pegou fogo sem mais aquela.
E, a panca de Marcus Ericsson que vinha todo assanhado entre os dez primeiros.  





Sem esquecer que Mimadon fez uma corrida ridícula. Seus fãs culpam a embreagem pela pífia apresentação. A verdade é que o espanhol não fez nem aconteceu.
Para nossa alegria.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

WILLIAMS VENDIDA

Durante um tempo na minha existência convivi com vendedores de carros. Zero bala e usados.
No caso dos usados aprendi que existe uma bela maquiagem envolvendo os negócios. Até mesmo "voltar" a quilometragem quebrando o lacre do odômetro. Hoje em dia não sei como funciona esta sacanagem porque a medição de distância é digital na maior parte dos veículos. 
Algumas atitudes são compreensíveis nos negócios. Explanar que o carro é praticamente novo apesar de dez anos de uso é muito comum. Esconder as marcas do tempo aplicando polidores que eliminam pequenos riscos mas, em contrapartida, diminuem a camada de tinta protetora também faz parte do jogo.
Até que é um pecado perdoável tendo em vista que alguns/algumas humanos também o fazem. 

Lógico é, que se alguém quer vender um produto usado, vai enaltecer o passado glorioso e o presente conservado para carai.

É o caso da equipe Williams que acaba de ser vendida para um grupo de investidores norte-americanos. Apesar da atual decadência a escuderia dispensa apresentações e maquiagem enganadora. Criada em 1977 por Frank Williams e o buldogue Patrick Head (sujeito mal humorado) atingiu seu auge nos anos 90. A famosa suspensão ativa causou espanto e ninguém conseguiu semelhante suspensão com a mesma eficiência.
Enfim, de 2000 para cá a equipe entrou numa espécie de montanha russa. Sobe e desce. Até que desceu.

Os novos donos, dizem, não vão mudar o nome (lógico) a sede (razoável) mas, quanto à direção não houve declaração. Sabemos que Frank Williams não dirige a equipe faz algum tempo. Claire Williams, que está à frente nos dias atuais, não conseguiu evitar a derrocada. Aguardemos.

O bom da história é que, pelo visto, a tendência é a preservação da equipe como entidade histórica dentro da F-1. Afinal, se compramos um carro histórico não faz sentido modificação a ponto de descaracterizá-lo.
Enfim, lá se vai a última equipe de garagem (como dizem os românticos) da categoria.   
Nós, fãs, queremos a recuperação da escuderia na pista dando calor na rapaziada da frente do grid

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

PARA CONSTAR

Voltando aos setenta. Participei de muitas atividades "contra o que aí está" nos meus tempos da Química. Já escrevi algo por aí.
Uma das coisas que me irritavam nas assembleias estudantis era a enrolação dos oradores pelos mais variados motivos. Normalmente, quando estávamos em greve, a falação sem fim tinha a função de cansar quem queria terminar o movimento. A maioria ficava de saco cheio das ladainhas e saía. O pessoal que ficava era a favor da continuidade. Havia toda a combinação. Política é política.
Acontecia assim: quando a mesa se preparava para iniciar a votação alguém erguia a mão e falava "por uma questão de ordem". Ou seja, pedi a palavra e não me foi dada. Isso depois de  'centos discursos parecidos.
Quando não dava mais (apupos gerais) o sujeito ainda vinha com o famoso "só para constar".
Que era a senha para constar na ata da assembléia que não foi dada a palavra ao chato.
Sim, meninos. Havia uma ata. Em plena ditadura militar elaborava-se uma ata da assembléia.
Lógico. Ninguém era maluco em declinar nomes e os palavrões dirigidos ao "que aí está". Mas, registrava-se o início, o número aproximado de participantes e o resultado. Maluco mesmo.

Então, em verdade o post é para constar que o piloto (um deles) que adoramos detestar Fernando "Mimadon" Alonso está pagando pela besteira em dizer, quando na F-1 que o pum Honda era de GP-2.
Tais motores (esses de verdade) dominam a Indy. Ele vai correr as 500 milhas. A fábrica japonesa vetou seu nominho. 
Daí, vai de Arrow McLaren e motor Chevrolet. Larga em 26º e admite que vai ser difícil vencer.
Nós torcemos para que não vença. "Não desejamos mal a quase ninguém..."


"DISCÓRDIO MAS CONCÓRDIO"

Essa lenga lenga pela assinatura do tal pacto da Concórdia acerca dos contratos das equipes com a F-1 lembra muito meus tempos de "horas felizes" quando cursava Química nos anos setenta.
Sexta feira era dia de afogar as horas extenuantes na tentativa de assimilar o que era um spin, fração molar e quetais. Para aliviar a eterna brincadeira "qual é o símbolo do cobre?"

O pessoal se reunia para decidir onde começar a bebelança. Uma maneira de agradar a todos envolvia uma via sacra de carro (!!!) ou a pé pelos bares preferidos de cada um. 
O problema era onde começar.
Discussões intermináveis que, o nome já diz, ainda eram presentes nas paradas. Alguém sempre dizia que deveríamos ter começado por outro bar.
Um saco. Só bebendo para aguentar.

Bom, a notícia que nos interessa é que o tal pacto foi assinado.
Ninguém sabe muito bem seu conteúdo mas, sabemos que mamã Ferrari foi coagida (mesmo ganhando rios de dinheiro a mais que a concorrência) pelos seus puns pornográficos do ano passado. Lógico que empurraram o escândalo para baixo do sofá em troca da assinatura.
Dona Mercedes estava fazendo ânus doce e algo aconteceu nas últimas semanas que ocasionou uma rápida anuência. Ah, tem o caso mal explicado (e punido) das Mercedes Rosa. Como se mexer fede mais um monte de esqueletos para baixo do sofá.
Enfim, esses pactos são muito parecidos com acordos entre mafiosos. Bem ao gosto de Berne Ecclestone. Mesmo que a dona das paradas, hoje em dia, ser a Liberdade.
De qualquer maneira as atuais equipes vão até 2025. Nós ficamos na esperança (talvez vã) de melhores corridas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

LAMBÃO EM BARCELONA

Fim do GP da Espanha 2020 e o blog inclinado a agraciar o leitão porcamente assado de dona Gertrudes ao monogachato Leclerc. Certo que devido à antipatia que sentimos pelo dito.

Mas, não ficou muito claro porque o carro sofreu um apagão. Se antes ou depois de peitar a zebra. Noves fora o pimpolho desatou o cinto de segurança para sei lá o quê. O carro "pegou" novamente e lá foi o Carlinhos dar uma volta inteira com o cinto solto. Merecia uma multa.




podemos ouvir Vettel gargalhando


No entanto, o telefonema gargalhante de dona Gertrudes resolveu a questão. 
Ela lembrou, com propriedade, que Romain Grosjean (o Romã da Granja) estava por merecer o leitão desde as atitudes grosseiras para cima dos pilotos que vão ultrapassá-lo. Em Silverstone, por exemplo, olhou para Ricardo e mudou a trajetória na zona de frenagem em atitude que demanda punição. Havia feito o mesmo com Carlos Sainz (noção). Mereceu apenas uma advertência. Depois da corrida soltou uma pérola/explicação sobre as infrações. Disse que se Verstappen faz e não é punido "porque eu seria"? 

Em Barcelona, mais uma vez, o francês se empenhou em merecer o premio para melhor maldonadice da corrida. Primeiro veio para cima de Kimi Raikkonen que não é um cara bem humorado.
Depois, ao ser ultrapassado por Nicholas Latife com sua gloriosa Williams engrossou saindo da pista e largando um pedaço de seu carro que quase estraga a corrida de Hamilton.
Não satisfeito rodou na última volta.

Conseguiu assim duas proezas. A primeira ser ultrapassado por uma Williams que não a do Russel.
A segunda levar o leitão porcamente assado de dona Gertrudes.
Como, dizem, ser um cozinheiro gourmet o leitão vai cheio de iguarias exóticas como grama do jardim da casa de dona Gertrudes que é regado com xixi de cavalo manco. Para acompanhar um vinho chileno que virou vinagre. Mas, como diz nossa cozinheira favorita, um detalhe. 
Por sinal, algum detalhe que não entendemos é o que mantém a dupla de pilotos da Haas.
O leitão vai ser enviado para a residência de Grosjean uma vez que corrida que é bom só no fim do mês. 











quarta-feira, 12 de agosto de 2020

"PARA O ALTO E AVANTE"

A frase do título é do Super-Homem. Alguns dizem que os pilotos são quase isso.
Sabemos que não. A maioria um monte de meninos mimados.

Mas, as fotos lembram a frase.




Para encerrar alguém tira uma foto de alguém que tira uma foto.


DANDO UMA PASSADINHA

Um tempão atrás morava em sampa e entrei na facu em Rib's. No início era um troço louco com relação às roupas. Ia para sampa todo fim de semana com uma mala de roupa suja e voltava com a mesma mala porém, com roupas limpas.
Dona Alzira resolveu me ensinar a passar roupa. Porque as ditas chegavam ligeiramente amassadas pela viagem. Como se eu me importasse. Mas, mãe é mãe. Queria ver seu filho todo mauricinho.

Mas, aconteceu um fenômeno estranhíssimo. Ao passar uma camisa/camiseta uma da mangas restava amassada. Ao passar a amassada a outra amassava. E, por aí vai.
Até hoje não consigo passar roupa decentemente. Pelo menos aprendi a dobrar.
Então, "dar uma passadinha" desperta o lado defeituoso em termos de afazeres domésticos. Traumas, traumas.

Mas, o título do post é sobre algo que o universo sabe e dona Ferrari finge que não sabe.
Eles estão sabotando Vettel.
Tanto que, depois de duas corridas sofríveis, descobriram um problema no chassi do lemão. Claro, causado por um impacto em uma zebra qualquer. Como as zebras são gente boa e não dão coices sem serem provocadas, jogaram a culpa pelo chassi capenga no colo de Sebastian.

Vamos ver em Barcelona como o carro se comporta porque a pista é semelhante ao circuito de Silverstone: rápida e o clima vai estar (literalmente) quente.

Tem muita gente apostando que o piloto lemão sai de mamã Ferrari antes do final do campeonato. 
Eu acredito que, dependendo das negociações pela quebra do contrato, tal fato ocorra. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

VEM CÁ!

Quando mais jovem que hoje a expressão "vem cá!" tinha significados os mais variados.
Normalmente o frio na barriga, quando ouvia a expressão , era justificado.
Dona Alzira, por mais benevolente que fosse, usava muito esta frase quando a mostrar uma defecada qualquer de seu primogênito.
E, meninos, eu aprontava. Lógico, tantos anos depois, não lembro de nada. Juro. Era um anjo em forma de criança.
Lembro, no entanto, de uma ocasião em que a frase poderia significar chibatadas amarrado ao mastro principal da nau Onofri.
Em uma brincadeira inocente com meu inocente irmão (ah ah) arremessei uma almofada em direção ao cabeção. Época natalina. Sim, já adivinharam.
O cabeção desviou do bólido ultra/atômico/nuclear que atingiu a árvore de natal tão "mimadamente" decorada por dona Alzira.
Foi uma catástrofe. A árvore explodiu em milhões de caquinhos.
Bolas natalinas voando. Papai Noel espatifado. Uns enfeites em forma de foguetinhos que lançados (ué!) explodiram por defeitos de fabricação. E, pior, tudo espalhado no chão da sala. Lá na Djalma Forjaz, em sampa.


onde está o carro é onde morávamos. Imagem de 2010. (ave google)


Dona Alzira surgiu do além. Sim, toda mãe surge do além quando nós tentamos ir ao dito. Os zóiões (dois!) arregalados e a indagação sem precisar indagar: quem?
Meu irmão, sem pestanejar, entregou seu amado (ah ah) irmão.
E, o que veio a seguir, foi pior que tortura. Tipo comer jiló (adoro jiló. Mas, sou o único no universo. Então...) 

Dona Alzira perpetrou o que de pior poderia esperar. Informaria ao véio Mero o autor da destruição de metade da árvore natalina. O terror se apoderou deste que vos tecla. Véio Mero era imprevisível. Poderia morrer de rir (besteira o gordo Noel) mas, poderia incorporar o espírito natalino e exigir, via sapatadas na bunda (ou algo assim) o resgate dos símbolos natalinos destruídos.

Chorando pedi anistia/perdão/ alforria, sei lá. Iria limpar a lambança, imaginando enfiar os restos  goela abaixo do irmão sacana.
Bom, limpar era o óbvio.
Limpei.
Fiquei o resto do dia imaginando quem aceitaria o renegado. Seria expulso da família. Chutado porta afora. Afinal, cometi um pecado capital contra aquele gordo sacana (nunca trazia o que pedia) chamado Noel ( o espírito natalino).
Úlceras, gastrites, visões tenebrosas, santas na janelas (lembram?) com o dedo do meio.  Depois, desta tortura mental, entra em cena véio Mero.

Eu, cagando o que restava de medo. Ele entrou, foi para a cozinha cheirar a janta e etc.
Dona Alzira (a santa) nada falou sobre a catástrofe . Depois do que me pareceu horas, véio Mero jantou, tomou banho, vestiu o famoso pijama (ainda faço um post sobre) e foi para a sala pramó de assistir TV.
Lá estava eu, pronto para ser esganado.
Entrou, sentou.
Colocou a TV, em preto e branco, em sei lá qual canal e entrou naquela sonolência característica de espectador  insatisfeito com o que é oferecido.
Eu, escaneando o chão em busca  de cacos esquecidos. Meu irmão não lembro mas, deveria estar amarrado e amordaçado no quintal.

Um tempo depois véio Mero levanta. Gelei porque deu uma olhada na árvore.
Nem pestanejou. Continuou seu caminho em direção ao quarto.
Não percebeu o desastre dos símbolos natalinos sumidos. Mesmo porque não dava bola para os mesmos.
O que interessava para ele era a confraternização. Nem que houvesse a concessão comercial que sempre acompanhou o Natal.
Lembro que, até hoje, meus melhores natais foram aqueles de "ajuntação" da primaiada e bebedeiras (dos adultos) e festividades independentes de presentes e árvores.
Ah, lógico que dona Alzira, a benevolente, nunca entregou a destruição da árvore.
Afinal, mãe é mãe.

E, o "vem cá" do título "postal" se perdeu em reminiscências da infância deste que vos tecla.

LAMBÃO EM SILVERSTONE - 70 ANOS

Como sabem o blog torce descaradamente por Sebastian Vettel, o defenestrado.
Por esse motivo não levará o leitão porcamente assado por dona Gertrudes pela maldonadice na primeira curva do GP dos 70 anos da F-1, em Silverstone. Rodou, caiu para último e ficou no mimimi ao longo da corrida.
Podemos pensar que o cara não se ajuda. Sofrendo uma fritura descarada comete erros infantis para um tetra.
Mas, está perdoado justamente pela fritura que tira a concentração de qualquer um.

E, lógico, uma maldonadice maior se revelou. 
Dona Mercedes e sua soberba. 
Um carro que anda um segundo ou mais do que toda a concorrência levou uma tijolada e tanta dos Toro Seniores na pele do holandês Mad (cada vez menos) Max. Louve-se a rebeldia do garoto (22 anos) ao se negar diminuir o ritmo em relação às Mercedes antes do primeiro pit stop. Diante dos pneus indo para o espaço de seus concorrentes apertou o pé. Levou, merecidamente, o caneco de primeirão no aniversário de 70.

Dona Mercedes diz que sabia do sofrimento em relação aos pneus com alta temperatura. Só não resolveram a questão. 

Então, de dona do pedaço, vencendo corridas com três rodas e tudo mais, a lemã ficou com cara de tacho, como dizia minha avó.
Assim, o leitão porcamente assado de dona Gertrudes vai ser enviado, via Tartarudex, para o capo da equipe Toto Wolf (nosso Totó Lôbão) lá para Barcelona, palco do próximo GP já neste fim de semana.
Mas, a nossa cozinheira anda mais maternal nestes meses estranhos.
Junto com o leitão vai enviar algumas caixas de cerveja Heineken. A ironia é que a iguaria é holandesa como o piloto que deu um baile na equipe Mercedes em Silverstone "70 anos".

por debaixo da máscara a cara de tacho




quinta-feira, 6 de agosto de 2020

HAMILTON X RECORDES

Então é assim.

Com a F-1 "congelada" até o final da temporada de 2021 dona Mercedes vai fazer e acontecer.

Ninguém, em condições normais de temperatura e pressão, tem carro para vencer a escuderia que mais soube trabalhar o pum atômico nas regras atuais. Noves fora soluções, se não inovadoras, inovadoras como  o DED (no rabo da concorrência) que altera o ângulo das rodas dianteiras de maneira a otimizar a temperatura dos pneus.

O que nos resta?

Lewis Hamilton e os recordes prestes a serem batidos. Nem acompanho de perto os números porque a F-1 é um esporte mutante. De ano para ano. Mudam pistas, formato das corridas, número de corridas por temporadas, e por aí vai. Como comparar pilotos da década de cinquenta com os atuais? Quem é melhor?

Na minha opinião, não importa. Todos os destaques de seu tempo merecem o topo. 

Mas, Hamilton está aí para quebrar os recordes de Dick Vigarista em números brutos. Só pelo fato de não haver óbices acerca de sua carreira eu torço por ele. Schumacher foi um piloto "sujo" no sentido de bater propositalmente, fingir despiste para interromper a classificação, e não ter pudor em pilotar carros fora do regulamento (Britadore e Benetton e Ferrari...).

Joguemos tudo isso no liquidificador e temos o resultado: dona Mercedes quer fazer parte da bagaça dos recordes e da história. E, acontecendo, vai fazer por merecer pela trajetória extremamente profissional desde a mudança do espírito das engrenagens que empurram os carros.

 E, o anúncio da renovação de Valtery Bottas vem corroborar a intenção de fazer a história. Lewis Hamilton, bem ao seu estilo, não diz que sim nem que não em relação à renovação de contrato com a Mercedes. Dinheiro, nesta altura do campeonato não faz diferença. E, por mais que negue, os recordes são o desafio. Já ganhou tudo e mais um pouco. O que o impulsiona são as metas além da realidade da categoria nos tempos atuais. Se não renovar com a escuderia mais fodona para onde iria?

Sabemos que Bottas é o companheiro ideal para suas pretensões. Mesmo porque, toda vez que se assanha leva uma lambada a mostrar o seu lugar de segundo piloto.

Portanto, aguardemos os recordes a serem abatidos e batidos. E, cá entre nós, torcemos para tanto.

 


 

A INTEGRAÇÃO

Voltando ao CEDOM comento sobre a integração periferia/burguesia.
Não houve o conflito que muitos esperavam no ano de 1972, o primeiro após o vestibulinho. Pelo menos no período noturno.
Muitos trabalhavam e não estavam interessados em atritos de classe.
Mas, lembro bem que os maiores bagunceiros eram aqueles do bairro que já frequentavam a escola.
Neste ponto, a bem da verdade, a integração foi total.

Lembro bem de um sujeito mucho lôco. O Alemão. Era alto e chamava a atenção pelo cabelão. Mas, o lance dele era imitar ambulância no corredor abarrotado de alunos. Na primeira vez muita gente saiu da frente imaginando uma tresloucada viatura avançando pelo corredor. Uma véia funcionária (tadinha) tentava por ordem na turba. Penso que sabia que era o alemão a ambulância mas, nunca o pegou.

A diretorona só aparecia no período noturno quando era para ferrar geral. Quando ela surgia com aquele ar de superioridade a gente sabia que o bicho iria pegar.
Então, quem "diretorava" noturnamente era uma auxiliar com mestrado em sadismo.
Havia uma peculiaridade na figura. Ela ganhou o apelido de Elton John porque usava uns seiscentos e extravagantes óculos. As meninas juravam que ela nunca repetia. Cada dia um. Para riso (interno) geral.
Pompa e circunstância até o dia em que pagou mico. Ou melhor, noite.

Numa ocasião a diretona estava na nossa classe preparando uma suspensão geral. Eram tantas que não lembro o motivo.
Mas, perguntou o porquê de estarmos indignados com a escola. Era, um dos assuntos em pauta.
Tínhamos vários alunos de nível intelectual acima da média.
Não conta um (antigo do GESI) que era um tremendo gozador. Toda noite vinha com uma palavra diferente que enfiava assim que possível nas nossas conversas. Ninguém entendia e ficou com a fama de sabichão. Até o dia (noite) que confessou olhar no dicionário e pegar palavras difíceis só para zoar geral.

Enfim, um dos intelectuais raiz desandou a fazer um discurso coerente para espanto da diretoria lá na frente.
Num dado momento falou que nós, os alunos, tínhamos que ser autodidatas porque o nível dos professores deixava a desejar. Principalmente pelo pouco interesse em ministrar aulas decentes.
Mas, o "autodidata" pegou a "Elton John" no contrapé.
Não sei o que ela pensou. Interrompeu o aluno e disse que ele nem sabia do que falava. E disse "nem sei o que esta palavra significa".
Confesso que também não sabia.
A diretorona explicou, quase gritando, o que significava para uma perplexa professora e encerrou o assunto. Até esqueceu da suspensão geral.
Sei que a "Elton John" ficou sumida um bom tempo.

E, eu enriqueci meu vocabulário.


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

LAMBÃO EM SILVERSTONE - CORRIDA 1

De vez em quando assistimos um filme que prometia ser bom e revela ser monótono.
Então, à medida em que o filme se desenrola, vem aquele sono que tira nossa atenção. Tentamos ficar despertos entre um cochilo e outro. O que nos faz sair do torpor é uma cena mais forte, um tiro, um grito, um escorregada do roteiro (adoro criticar roteiros), e quetais. Em alguns casos, no final da película, vem tudo o que se prometeu no início. Perseguições, revelações bombásticas (tipo o assassino é o mordomo), a salvação da terra porque o botão vermelho era o que desarmava a bomba interestelar e não o que a acionava e por aí vai. Bom, acordamos no final sem saber muito bem o que se passava no meio. Marcamos na folhinha para uma reprise..... 

O GP de Silverstone deste fim de semana foi mais ou menos assim. Começo prometendo. Nós do blog torcendo para um enrosco entre o monochato e o holandês pentelho. Mas, apesar de andarem lado a lado no início nada aconteceu.
Uma batida aqui (injustiça a punição de Albon. Batida de corrida) uma esfregada ali e o sono veio junto com a chatice que se tornou a disputa. 
No final, a esperada parada de Verstappen na tentativa da melhor volta.
E, a pneuzada furada. Até imagino que a Pirelli sacaneou entregando compostos com furos programados. 
Mas, despertos pela chegada em três rodas de Hamilton restava escolher o lambão. 
O homem da maldonadice do dia.
Dona Gertrudes veio com a solução. Ela anda ligeiramente "soviética" desde que se entendeu com o puto Putin. Mas, não perdoou o russo Daniil Kvyat pela falta de educação após o despiste por culpa própria. Subiu demais na zebra, levou um coice, estampou o gradil. Até aí ele entraria no rol dos possíveis ganhadores do leitão porcamente assado por dona Gertrudes.




Mas, a atitude infantil dando um tapa na câmera (ou seja, em nós telespectadores) fez com que fosse o agraciado do domingo. Maldonadice a gente perdoa. Falta de educação não.



Desta forma, o leitão porcamente assado por dona Gertrudes vai para o russo desprovido de educação. Ela explicou que vai enviar o prêmio direto para Silverstone mesmo sem saber se os pilotos ficaram de castigo (queremos dizer) acampados por lá esperando a próxima corrida no fim de semana que vem.



sábado, 1 de agosto de 2020

PAULADA NA BURGUESIA

O título é exagerado mas, o ocorrido tem significado especial para este que vos tecla tantos anos depois.

Estudava, o antigo ginásio, no inesquecível Ginásio Estadual de Santa Inês. Hoje não consigo "ver" no maps porque o complexo de salas, que era da Polícia Militar (uáu!) foi devolvido.

Mas, o que importa é o que relato.
Naqueles tempos (ditadura militar e conservadorismo muito parecido com o que temos hoje) o sujeito estudava onde o aceitassem. Não recordo os requisitos para ser aceito em uma escola. Mas, meu tio Mário era inspetor de ensino, e explicou para nós (os Onofris) que eu, saindo do ginásio, iria estudar numa escola que oferecia o curso colegial no "bairro" onde morasse. Se fosse aceito. Caso contrário haveria uma peregrinação por vaga onde houvesse.

Complicado? Até que não. Até hoje pais acampam defronte escolas tentando vagas para seus rebentos.

Mas, algo diferente ocorreu em 1971 (faz tempo, nhein?).
Alguém determinou que haveria um vestibulinho nas escolas que ofereciam o curso colegial. Todos os habitantes do planeta participariam. E, quem obtivesse nota entrava. 
Até aí, como sempre digo, Ulisses está numa ilha cercado de beldades. Tancredo morreu.
Perguntamos para meu tio Mário que explicou.
Vai lá e participe do vestibulinho na escola que lhe aprouver.
Se passar vão ter que te aguentar (rimou).
Bão, as escolas: Havia uma, no sentido do Horto Florestal, que era novinha em folha. Problema: longe, sem ônibus e caminhos ideais para ataques de zumbis sedentos de sangue (e carne) de branquelinhos gordinhos (eu).
Outra opção era o famoso Grupão 

"Grupão hoje (2019)"
Era relativamente perto, morávamos na Av. Santa Inês, e não dependeria de ônibus. Problema. A fama de alunos baderneiros. Tinha medo de levar surras diárias.

Então surgiu o motivo do post. A escola da burguesia. O famoso Cedom.

"que fizeram com você, Otávio"

Era, na época o Instituto de Educação Dr. Otávio Mendes. Na Voluntários da Pátria. Defronte à caixa d'água referência da região. Tipo "vai em qual endereço? Ah, duas ruas para baixo da caixa d'água".
Enfim, uma escola para os patricinhos e patricinhas do bairro São Paulo na parte nobre da zona norte.
Problema. Os pobres não eram, até então, aceitos. E, dependeria de ônibus. 

Corta para o Gesi. (Ginásio Estadual de Santa Inês).
Enquanto lá em casa a discussão girava em torno do longe e do problemático, mesmo porque queria estudar à noite, dois professores entram para revolucionar a bagaça. 
Eram prôfes (como meus alunos me chamavam) de matemática. Eram jovens estudantes da Poli-USP.
Eram "cabeças". Eram antenados. E, queriam fazer história. 
No sentido de nos ajudar a entrar na escola dos burguesinhos.
Reuniram os alunos e apresentaram um plano. Dariam aula aos sábados à tarde para nos preparar para o vestibulinho.
Aulas grátis. De graça. Sem custos.
Lindo.
E, assim foi.
Eu, apesar de ser um cuzão, resolvi entrar nessa batalha contra "o que ali estava". Eh, eh.

Confesso que foi legal uma vez que eram verdadeiras aulas particulares. A matemática que era algo inatingível virou algo que não entendia mas, dava para quebrar um galho. Não lembro quantos alunos participavam. Lembro que os dois sempre falavam que seria uma paulada nossa entrada numa escola de burgueses. O vestibulinho consistia numa prova de matemática, português e conhecimentos gerais.

E, sim. Entramos. Quero dizer, a maioria. Fui com Dona Alzira olhar a lista dos aprovados lá no CEDOM.
Meu nominho estava entre os primeiros.
Pela primeira vez na vida me senti um vitorioso. Como muitos de meus colegas.
Naquela altura do campeonato não havia mais contato com os meninos que dedicaram muitos sábados de suas vidas a nos preparar. Lógico que estavam orgulhosos. Lógico que, se pudesse, daria um abraço nos dois. Infelizmente não houve esta oportunidade. Mas, sempre lembro e dedico muita energia boa.

Primeiro dia de aula. Nós, os suburbanos, estávamos em sua maioria. à noite.
Mas, o que seria uma humilhação para os da periferia, foi uma consagração.
A diretora da época (não vou dizer o nome porque o chefe do blog tem medinho de ação) foi de classe em classe no primeiro dia de aula.
Fez questão de citar os antigos alunos do ginásio (do bairro) que, agora, estavam no colegial. Todos cheirando talquinho de mamã apavorados com a "perifa".
E, para completar, disse que a escola era obrigada a aceitar alunos vindos da periferia. Palavras dela.
Se fosse pela vontade da diretoria estaríamos fora. Palavras dela.
Por dentro, eu e meus "revolucionários" colegas bradávamos "chupa véia"! 



quinta-feira, 30 de julho de 2020

CHEGANDO PERTO

Sergio Perez está fora do GP da Inglaterra por testar positivo para o Covid 19.
O vírus chegando perto dos pilotos.
Entre este GP da Inglaterra e Hungria os envolvidos na F-1 foram para casa e, pelo visto, a infecção ocorreu neste período.
Apesar de todo o cuidado imposto pelos dirigentes.
 
Não poderia ser em pior hora o problema de Perez.
Ele está na corda bamba pelo fato de Sebastian Vettel estar em negociações com a equipe Mercedes Rosa, que vai ser Aston Martin em 2021.
Ninguém aposta que o braço duro e dono da equipe, Lance Stroll, será chutado para a entrada do lemão.
Dizem que o contrato já está encaminhado e quetais. A escuderia tem até o dia 31 para apertar o "butão vremeio" e ejetar o mexicano. Mas, essas coisas são sempre nebulosas.

Além da corrida deste fim de semana Perez perderá a corrida dos 70 anos da categoria máxima (ah ah) do esporte a motor que será realizada em 09 de agosto.

E, quem irá substituí-lo? 
Os reservas e secadores são Esteban Gutierrez (com chances) e Stoffel Bandoorne (sem chances porque envolvido com a F-chocante).
Mas, a torcida é para que Nico Hulkenberg (o incrível Hulk) ocupe o carro. 
Como a Mercedes Rosa é o segundo carro do grid (em termos de desempenho) numa dessas ele sobe ao pódio depois de três mil e trinta e duas participações.
Até nós do blog torcemos para isso. Com várias latinhas prontas para serem abertas. Bom, de qualquer maneira as latinhas serão abertas.

Acabamos de atender dona Gertrudes numa ligação por vídeo. Foi reconhecida pela voz, uma vez que usando máscara e óculos escuros. Disse em primeira mão que nosso querido Rubin já enviou inúmeras ofertas para substituir Sergio Perez. Quem sabe, né?



"Pera aí! O papai Noel deveria ser papi Stoll"



terça-feira, 28 de julho de 2020

NO MUNDO DA LUA

Algumas pessoas passam a impressão de que estão vivendo em outro mundo. 
No mundo da lua é uma expressão muito usada.
Parecem estar fora da compreensão espaço/tempo em relação à realidade.

Quando estudante lá em sampa formávamos grupos para desenvolver trabalhos escolares e sempre tinha alguém que não estava preparado, ou não havia lido nada sobre.
Uns tentando montar o trabalho e a dita perguntando onde a fulana comprou o sapato "lindo".
Um exemplo clássico foi uma garota ter ido na casa errada para um trabalho no colegial. Quando marcamos o lugar ela estava "lá na lua". Sem celulares ou telefones fáceis imaginem a situação. E, a mãe da menina da "casa errada" desconfiadíssima do engano. Que farra sua filha se meteu?

No caso do post, no entanto, o buraco é mais embaixo.
Os GPs da F-1 que seriam disputados nas Américas (Canadá, EUA, Brasil e México) foram cancelados por conta da pandemia. 
Até ai Ulisses não morreu. Tancredo sim. 
O que deveria ser encarado como uma condição normal acabou gerando declarações do mundo da lua do promotor da prova no Brasil, um tal de Tamas Rohoniy.
Entre outras sandices declarou que até a data do GP do Brasil a pandemia estaria, no mínimo, sob controle. E, que vai processar a Liberty etc e tal. 
Aprendi na facu de Direito que um contrato pode ser cancelado por motivo de força maior. No caso a pandemia descontrolada desta terra. 
Existem outros agravantes como a renovação de contrato para 2021 e diante. O Rio, que não tem nem sombra de autódromo, garante que vai enfiar um caminhão de dinheiro goela abaixo da Liberty para garantir um lugar no campeonato. São Paulo, no contrato atual, não paga nada. Eis a questão.
Teria que ser esse o foco do sr. Tamas e demais autoridades. Garantir que Interlagos continue no calendário.
Mas, esqueci que vivemos no mundo da lua. 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

ATUALIZAÇÕES E MERDAS

Todos nós que utilizamos um computador já nos deparamos com os avisos de atualizações.
Muitas vezes nem sabemos quais serão essas. 
E, normalmente, acabam por ferrar (para não dizer, foder) o computador.

Em certa ocasião perdi uma grana com um "upgrade" porque  a porra do sistema do PC travou.
Levei o dito ao "hospital" e ouvi que algum dispositivo estranho baixado pelo "up" ao programa então programado no disco rígido ocasionou a moleza da rigidez dos programas então instalados.

Deu merda, segundo o "menino" que examinou a vítima.
Depois disso toda vez que o computer me encarava de jeito estranho rodava um programinha de Windows 7 (pirata) até ferrar (para não dizer foder) a bagaça toda. O disco rígido não aguentou e pulou de um penhasco.
Além de  ficar famoso na família pelo fato de perder uma carreta de arquivos "familiares".

Vários dispositivos cibernéticos depois ainda fico emputecido com o fato de não ter ação sobre algo que comprei para determinadas tarefas e que, com o tempo, fogem do meu controle. 

Assim. Não consigo gerenciar a porra das atualizações das várias entidades cibernéticas que fazem parte do meu cotidiano.

Estou "navegando/trabalhando" quando surge do nada aquele aviso de "atualização". Leio e tento (depois de tantas decepções) "sufocar" a modernidade vinda do espaço sideral das coisas cibernéticas que estão pairando sobre a entidade cosmopolita etérea . Sei que, em algum lugar, existe uma chave que impede a bruxa das internéticas coisas do éter   tomar conta de sua vida. Mas, onde está?
É assim: estou feliz, o computador funciona de acordo com o que preciso, etc. e tal.
Só que a máquina maluca não se dá por satisfeita. Insiste em atualizar e o faz sem meu consentimento. Por mais que diga "mais tarde", chega um momento em que a atualização toma conta. E, a gente perde até mesmo o que está "fazendo".

E, várias funções vão para o espaço (cemitério "nternetical") de onde não consigo resgatá-las.
A "atualização" tornou meu computador um ser estranho.

Sim, reclamo de algo que não tenho controle. 

Feito o calendário da F-1 deste ano.
Atualizações sobre atualizações e especulações sobre especulações.
Depois de idas e vindas os GPs das Américas foram cancelados. 
Por obviedades. Não sei quanto ao Canadá, mas o resto do novo continente não está no rumo certo para evitar o Covid 19.
Melhor ficar no velho continente.
E, desisti de marcar na folhinha as datas dos GPs.
Mas, confesso, adoro as corridas que acontecem nas madrugadas aqui da bosta do brasil-sil-sil.
Tem um "quê" de intimidade que só os aficionados desfrutam.

De qualquer maneira o que vier será lucro.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

AH, REGULAMENTOS!

Estou lendo que os carros da Haas levaram, cada um, uma punição de dez segundos por trocarem pneus na volta de apresentação.
Assim: durante a volta de apresentação ambos entraram nos boxes para colocarem sapatos para pista seca. Qual o problema?
Não pode entrar? Se algum pneu estiver furado?
Pode acontecer, lógico. Se Verstappen bateu indo para o grid.....
Fiquei sem entender até ler a notícia. 
Durante a volta de apresentação os dois foram chamados, via rádio, para a troca de pneus. Entenderam os entendedores que foi violado o art.27.1 da porra do regulamento que reza "os pilotos devem conduzir os carros sozinhos, sem ajudas".

Então, a conversa "radial" foi considerada ajuda. 
Risível, né?
Penso que, se eles entram por conta própria, tudo bem. 
Bom, Kevin Magnussenn perdeu o nono lugar mas, ficou em décimo marcando um pontinho para esta estranha equipe.

Esses regulamentos cheios de detalhezinhos não ajudam em nada. Qual o problema da equipe chamar os caras para os boxes?

Lembra o regulamento da NFL, o futebol americano, cheio de coisinhas que nós os mortais (pelo menos do blog) não alcançam. Temos que esperar a explicação de um especialista e ficamos sem entender nada do mesmo jeito. 

Era melhor no meu tempo de moleque e as peladas (futebol entre amigos, bem entendido) que obedeciam regras simplistas. O mais forte sempre tinha razão. Valia, então, até gol de mão.


domingo, 19 de julho de 2020

LAMBÃO NA HUNGRIA


Uma reunião se formou após o GP da Hungria de 2020.
O leitão porcamente assado pode ser agraciado num momento anterior à largada?
Terminado  a corrida verificamos que não houve, na corrida, nenhum evento que motivasse a destinação do troféu.
Alguns entreveros tal e coisa. Defecada do Latife entrou na pauta. Mas, a equipe teve parcela de culpa.

Dona Gertrudes berrava que não importava o resultado da pista. A maldonadice de Max Verstappen era merecedora do prêmio.
O rapaz foi muito afoito na ida ao grid de largada e acabou despistando na curva 12 quebrando a asa dianteira e danificando a suspensão dianteira esquerda. 
O holandês correu, com o rabo entre as pernas, para o grid onde um frenético trabalho colocou tudo nos eixos.

Ainda considerando a boa largada e o segundo lugar o blog decidiu, por falta de candidatos, que excepcionalmente o leitão porcamente assado vai para a maldonadice anterior à largada.
Afinal, este é um ano lôco.

O leitão vai ser entregue via Tartarudex para a residência de Max uma vez que a próxima corrida, em teoria, vai ocorrer no dia 02/08 em Silverstone.






sexta-feira, 17 de julho de 2020

O DITO PELO NÃO BENEDITO

As especulações sobre para onde irá Vettel estão atarantadas feito aquele pernilongo que estava no meu quarto. Joguei um fritz para cima dele. Não morreu mas, saiu zanzando pela mansão.

Primeiro veio a notícia de sua volta para os Toro Seniores porque o dono, de nome impronunciável e "inescretível", estava condoído de sua situação. O cara que venceu a primeira pelos Red.

Agora leio que o dono da porra toda não quer o lemão nem pintado de ouro. Primeiro porque não precisa de ouro. Já tem muito ouro no banco. Segundo porque Vettel teria assinado com mamã Ferrari sem falar com a equipe lá atrás. 
Então, o blog nem especula muito.
A atual notícia está aqui.

O babado forte, segundo as "penúltimas" seria a de que Tião iria para a Mercedes Rosa. 
No lugar de quem?
Fácil. Um dos carros é ocupado pelo dono da equipe......
Quem viver verá.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

DE VOLTA PARA O PASSADO

O carro da Racing Point provoca muitas discussões pela semelhança com a Mercedes do ano passado.
É até chamado de Mercedes Rosa.

Os Toro Seniores entraram com uma reclamação/choradeira questionando a legalidade do carro.
Mas, como disse "hammer" Marko o buraco é mais embaixo.
Se a Mercedes Rosa for considerada legal, outras equipes vão usar chassis "véios" de seus fornecedores de puns.
Como disse o dirigente dos Seniores um baita caminhão de dinheiro será economizado.
E, a diferença para as marmanjas vai diminuir, em termos de desempenho. 
Vettel venceu em 2008 com um chassi dos Toro Seniores de 2007. Mas, o carro era um Toro Mirim.

É ruim?
Do ponto de vista do desenvolvimento do esporte (ah ah) sim. Muito engenheiro vai trabalhar como mecânico de manutenção. Do ponto de vista do esporte penso que vai melhorar se, a exemplo da Mercedes Rosa, os carros ficarem mais próximos na pista ocasionando muitas lutas (e maldonadices).
Melhor ainda: não haverá a discussão, por exemplo, se a Haas é cópia mal copiada (ui!) da Ferrari e outros quetais. Seriam carros com uma temporada de uso mas, com lenha para queimar.

Vou mais longe. Um tempo atrás, quem tinha dinheiro, e um pouco de ousadia, comprava um chassi usado qualquer, pintava de acordo com seu gosto e botava para correr. O caso do McLaren M23 BSF com a qual Piquetezão correu três provas em 1978. A equipe Hesketh utilizava chassis March. Aliás, davam um banho nos "oficiais".

McLaren M23 BSF com Nelson Piquet em 1978


Terminando: o que está em jogo é, na verdade, o futuro da F-1 e a questão financeira. Querem limitar orçamento o que, no final, levará a um maior distanciamento das grandes equipes (Ferrari fora, porque nem com todo o din din do mundo faz carro "bão") em relação às demais. Se a Mercedes Rosa for considerada "in" vamos ter um festival de carros "antigos" para 2021.
Será bom?
Quem viver verá.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

LAMBÃO NA........ESTÍRIA!

Dona Gertrudes ligou gargalhando antes mesmo da primeira volta.
Disse que nem Grosjean na sua melhor forma tiraria o leitão do monogagochato Leclerc.
"ele estava sem óculos", berrou ela.

Como sabem sou adepto da teoria da conspiração. O blog não chegou a um acordo sobre a maldonadice do "menino".
O chefe pensa que ele simplesmente não admite andar atrás do tetracampeão. Tacou o carro na curva na esperança dos outros carros esvanecerem e ele sair todo pimpão do outro lado.

Eu vou mais longe. Analisando as "ibagens" concluo que ele bateu propositalmente. Tipo jogo o carro e "vamu vê no que dá".
Não havia, na curva, somente a outra Ferrari. Centenas de carros disputavam o espaço. Nem o mais otimista consideraria entrar na dança e sair inteiro.
Desta feita, a minha conclusão.

Indo mais longe está na hora de Mattia Binotto pedir para voltar para a garagem, ele que é engenheiro de motores.  Não consegue gerenciar a bagaça. O que mais faz é ficar com aquela cara de choro contido. Tenha dó.

Mas, de qualquer modo, o monochato leva o leitão porcamente assado de dona Gertrudes.
Ela continua de quarentena escondida em algum canto pelo mundo. Mas, ainda frequenta a cozinha preparando os mais dantescos pratos.
O leitão vai ser enviado via Tartarudex para a Hungria na esperança de que não fique de molho pela pandemia.


sábado, 11 de julho de 2020

AOOOO TREM!

Falando sério, esse negócio de trem é sério (nhein?).
Sempre gostei destes troços gigantescos e, principalmente, os movidos a vapor.
Na minha infância/juventude vinha para Rb's e a linha de trem passava dentro da cidade. 
Meus primos moravam do "ladim" da linha férrea.

Lembro que havia uma ponte ferroviária perto da casa. Meus primos já estavam de saco cheio da barulheira provocada pelos trens e não topavam se aventurar pelos trilhos como eu, caipira da capital.
Bão, num belo dia estava caminhando pelos trilhos e resolvi atravessar a tal ponte. Já na época os trens não eram tão frequentes. Pensei que tudo estava bem. Para quem não tem ideia a ponte ferroviária naqueles tempos era uma ligação de um ponto ao outro parecendo uma extensão da linha férrea. Ou seja, trilhos e seus "adereços". Um puta vazio, entre os trilhos, caindo pelo infinito e além. Era uma aventura atravessar uma ponte dessas. 
Bão, lá fui para a travessia. No meio da empreitada ouvi o apito do trem se aproximando. Pensei, feito os sujeitos de um filme pastelão. "vou daqui até ali, ou volto daqui até ali?"
Vou não , vou, vou, não vou.
Quando vi a fera vindo para cima não pestanejei. Virei e corri para o ponto de partida. Deu certo porque estou aqui teclando. 
Mas, não contei para ninguém a besta aventura.

Feita a introdução vamos ao motivo do post. Todos sabemos que a NASCAR é uma categoria cômica. Certa vez, na última curva da infinita corrida, vi um sujeito dar uma bicuda no adversário e vencer.
Pensei que o cara seria desclassificado coisa e tal. Qual nada. Tem uma cláusula que declara (rimou!) que se você está incomodado com o cara na sua frente, nas voltas finais, basta dar uma bicuda que está valendo.

Então, a partir daí, comecei a assistir  a categoria pelo lado cômico.
Hoje em dia, a NASCAR enfrenta problemas pelo seu lado, digamos, preconceituoso (para não falar racista) e quetais.

Mas, o post tem motivação nessas cenas amalucadas. 
Batidas monstruosas em qualquer lugar. Como esta dentro dos boxes.


Ou brigas após enroscos com os "amiguinhos". Pela leitura labial informamos que um disse "cadê a máscara"? O outro disse "vá tomá no cu. Aqui é capitão. Que love o Trump" 
E tome porrada.
Aooooo Trem!


Lógico que, este lado do blog assiste tudo soltando gargalhadas.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

E AGORA HAMMER?

Para falar sobre a fase em que vive Sebastian Vettel resolvemos esperar o grande prêmio da Estíria neste fim de semana.
Sim, a fase é brava para ele, adiantando.

A partir do momento em que o lemão anunciou ter sido defenestrado por telefone entendemos melhor o que se passa ( e o que se passou no ano passado) nos vremeios. O cara merecia mais respeito. Não tem um currículo recheado sem mais aquela. Reagiu, como qualquer outro, ao fato de ver um pimpolho monogachato tomar seu lugar. E perdeu o foco. Enfim, a mudança da política interna da Ferrari tem, como  diz o chefe do blog, os dedos sujos dos Toddy.

O que interessa, entretanto, neste momento é uma notícia alentadora.  O dono da porra toda dos Toro, Dietrich Mateschitz (carai de nome), instruiu Helmut "hammer" Marko a "trazer Vettel para casa".

Não importa quem saia. Ou seja, Alex Albon. Ele tem carinho especial pelo lemão devido ao fato dele ter ganho a primeira corrida pelos Toro (e mirins!) em Monza no ano de 2008.
Todos, gostando ou não de Vettel, pensam que ele sair pela porta dos fundos é uma humilhação desnecessária.
Uma volta ao ninho e um ano digno, mesmo que ande atrás do queridinho, seria uma despedida merecida.

A notícia não parece tão descabida pelas fotos do fim de semana. Vettel conversando com a cúpula dos Toro. E, já adiantou que não teria problemas em dividir a equipe com Max. Aí tem.


"tamu junto, Diet.... Dieta...Dyet...Matas....Matias.... Véio!"


quarta-feira, 8 de julho de 2020

ÁGUA NO CHOPP DOS OUTROS

Já tive desavenças familiares porque, em meio à campanha por melhores salários, fui "acusado" de ter um rendimento acima da média. 
Sem entrar em detalhes a melhor resposta é "faça um concurso e entre no clube". Nem sempre funciona.

Bom, o post é para anotar uma declaração infeliz de um piloto que está fazendo hora extra na F-1.
Ganharia o troféu Xepa se dona Gertrudes estivesse frequentando feiras livres (que estão mais para lá do que para cá).

Romain Grosjean, que é diretor da GPDA (Associação dos Pilotos), disse que o salário de Lewis Hamilton é inaceitável. Não sabia que é ele quem paga o salário do inglês.
Em meio aos cortes de orçamento das equipes o salário dos pilotos ficou de fora.
Segundo ele, Hamilton ganha 40 milhões de euros enquanto alguns ficam com 150 mil euros por ano.
Lembrando que o contrato de Lewis termina este ano e ainda não houve renovação.
Lembrando também que, do salário do piloto, sai uma porcentagem para empresários e o scambau.
Ele, Romain, ponderou, no entanto, que pilotos em início de carreira teriam dificuldades em financiamento da carreira justamente pela limitação de salários, que ocasionaria um retorno do investimento num prazo maior caso houver a limitação.
Uma boa discussão. De qualquer maneira é cômica a declaração do francês braço duro. Se não tenho cacife para ganhar zilhões ninguém deve ganhar.

Mas, sem entrar no mérito se devido ou não o pornográfico salário, alguém entregaria uma Mercedona para o Grosjean? 
Por 40 milhões de euros?

"Eu na Mercedes? Nem eu acredito!"

terça-feira, 7 de julho de 2020

VEXAME

Mamã Ferrari tem a maior verba da categoria. Leva uma tonelada de abobrinhas só por existir. Porque tem história, tem tiffosi, carisma e por aí vai.
Só tem um problema: ultimamente seus carros são uma porcaria.
Ano passado tinha um motor suspeito que empurrava horrores na reta. Mesmo assim tomou um banho de dona Mercedes. Uma investigação, tenebrosamente sigilosa, revelou o que todo mundo suspeitava. O motor estava fora do regulamento. 
A FIA (da puta) fez um tenebroso acordo com os italianos que não foram punidos. Porém, os motores voltaram ao normal. Basta ver a velocidade atual nas retas.

Tudo isto é conhecido. 
Todos elucubram: como uma equipe tão cheia de grana não consegue dominar o esporte?
Sim, a resposta é gerenciamento aliado ao cozimento de pilotos ao invés de apoiá-los.

Mas, o que motivou o post é a declaração motivacional do CEO da equipe. É um tal de Louis Camilleri. Nunca tinha ouvido falar nele. Quero dizer, não prestei atenção. CEO é o diretor executivo.
Mais um cacique nos vremeios. Ele elogiou o fato da equipe levar para a segunda corrida na terra dos Toro as atualizações que seriam introduzidas na Hungria.
Oi?
Se teu carro é uma bosta evidentemente urge modificá-lo. 
Claro, o mais rápido possível.
Eu, no lugar dele bateria o instrumento na mesa, berrando cobranças. Tanta grana pelo ralo.
Mas, o cara elogiou Mattia Binotto que parece mais perdido que brasileiro na pandemia.
Para encerrar disse que mamã Ferrari é uma equipe unida (ah ah) e que enfrenta os problemas sem chorar.
Sem mais......
Segura o peido, fi

RUTH E RAQUEL

Confesso que não assisti a novela das personagens gêmeas do título. Ruth boazinha e Raquel do mal.
Sei que tinha o Tonho da Lua.
Mas, aqui em casa, muitas vezes a rainha da mansão pergunta se alguém está "Ruth ou Raquel".
Qualquer um levanta Raquel de vez em quando.

Lembrei que convivi pouco, na vida real, com gêmeos idênticos. Tenho sobrinhos gêmeos. Só que de sexos diferentes. Dá para diferenciar, nénão?
Duas gêmeas idênticas eram professoras lá em Curitiba no meu segundo ano de primário. No famoso "Prieto Martinez".

Para encher o saco ainda tinham o mesmo corte de cabelo. Lembro que eram jovens e bonitas.
Descobri que a minha professora era a Raquel.
Foi assim.
A, digamos, Raquel ficou doente e não deu aula para nós durante um mês mais ou menos.
Então, a irmã a substituiu.
Ruth entrou na classe e nós, pensando que era a Raquel, já pegamos o caderno lápis e aquele silêncio sepulcral.
No entanto, ela explicou que iria substituir a irmã doente por um tempo.
E, descobrimos que era boazinha. No começo uma conversinha fora de hora. Depois instalou-se a balbúrdia. Ruth não conseguia domar a criançada doida. Até que a gente tentava realizar as tarefas. Só que em meio ao caos.

Um belo dia Raquel voltou. Notamos sua entrada na sala e nem ligamos. Uma festa estava instalada. Todo mundo em pé, gritaria e objetos voando loucamente.
Pensamos que era a Ruth.

Quando a professora continuou em pé com ar furioso resolvemos prestar atenção nos detalhes. Qual nada. Ela continuava cópia fiel da irmã.
Bom, para resumir, veio aquela explosão de fúria mostrando que estava recuperada. Um dos castigos foi escrever o nome dela corretamente no caderno. Quem errasse perderia os dedos (brincadeira. Perderia alguns pontos na nota).
O nome dela era Shirley. Lembro bem. Com o maldito "Y".
Ninguém acertou. Bom, foi melhor perder pontos do que levar uma suspensão.
Raquel, que já era brava, nunca mais sorriu.

E, foi assim que fez-se a diferença entre elas. Uma queira nos esganar. Sempre com a cara amarrada. A Raquel. A outra, Ruth, andava leve pelos corredores.
E, nós com inveja da meninada da classe dela.

A VOLTA!

A volta, tida como certa, de Mimadon ao grid da F-1 para 2021 cheira aquelas situações em que o cara pega a mala e diz que novos e gloriosos ares o esperam.
Chuta o balde e parte em busca da, sempre ela, glória, na forma da tríplice coroa. 

O espanhol ganhou as últimas 24 horas de Le Mans de presente porque a Toyota tinha regalias no regulamento e ele regalias dentro da equipe.
E só. A tal tríplice coroa envolve as 24 horas o gp de Mônaco e as 500 milhas de Indianápolis.
Faltou combinar com os organizadores das 500, a última conquista antes da glória.
Em 2017 até que foi bem quebrando na volta 179. Mas, no ano passado foi aquele vexame. Não conseguiu ao menos se classificar. Este ano vai tentar com uma tal de Arrow McLaren e motor (que importa muito) Chevrolet.

Assinando com a Renault para 2021, provavelmente, não poderá correr as 500 milhas.
Acredito que não vencerá com este estranho carro neste estranho ano.
Então, o fodão (o cara se acha o maioral entre os maiorais) vai ter que dormir sem a glória.

Sinceramente sua volta (ainda mais pela Renault) cheira apreço pelo din din. Não vai ter carro confiável e, com a nova política da categoria, o desenvolvimento dos bólidos anda engessado.
Vamos, aqui no blog, torcer para que sua volta seja tão melancólica quanto à de Schumacher.


domingo, 5 de julho de 2020

LAMBÃO NA ÁUSTRIA


OU, A BICUDA!

Nunca fui um bom jogador de futebol. Mas, vez em quando a sorte sorria para meu lado. Recebia a bola, cortava algum adversário e lá estava eu de frente para o gol. A bola toda faceira e oferecida, o goleiro de olhos arregalados e a glória (essa gostosa) atrás com aquele ar lascivo.
Pensando na glória armava o chute e.......
Perpetrava uma bicuda. A bola sumia nas alturas feito um Sputnik desorientado e o mundo caía na risada.
Eu sempre culpei (interiormente) a glória. Ela abria o vestido na hora "H" desorientando o já desorientado.

Hoje, no GP da Áustria, a glória atrapalhou Vettel.
Em uma das relargadas viu Carlos Sainz (noção) brigando com seu "companheiro" de equipe Charles Leclerc (o monogagueschato). O que um sujeito normal faria?
Ficaria sentadinho numa poltrona assistindo um possível toque dos xarás.
Mas, não. O lemão avistou a glória no guard-rail com aquele sorriso maroto.
Pensou em dar um passão no Carlos, ficando atrás do Charles.
Foi quando a glória tirou a máscara (obrigatória) revelando que só usava a máscara.
Então, percebeu que o carro de Carlos (o espanhol) era concreto e não abstrato. Falando sério, tentou uma ultrapassagem destinada ao fracasso. Tanto que travou as rodas dianteiras.
Rodou, foi para o fundo do pelotão de onde não se recuperou.
Ainda viu seu "companheiro" herdar o segundo lugar em uma corrida maluca.
Ou seja, deu uma senhora bicuda. Disse para um dos nossos informantes que a culpa foi da glória. Melhor dizendo, dos peitos da glória. Mas, o resultado oficial é que importa.

Pela maldonadice, leva o leitão porcamente assado de dona Gertrudes. Por sinal, ela está em quarentena desde o final da temporada passada. Anda sumida, desanimada com o que "aí está", segundo ela.

Mas, assim mesmo, vai enviar o leitão porcamente assado para o circuito dos Toro uma vez que a próxima corrida vai ser no mesmo local. 
Tião espera que não seja um repeteco da corrida de hoje.



quinta-feira, 2 de julho de 2020

MORTE E LENDA

O tema é meio macabro para os dias que correm mas, andei assistindo alguns filmes e documentários em que a morte parece conveniente para alguns envolvidos.

Como exemplo a série da Netflix "Jeffrey Epstein: Poder e Pervesão" sobre o quaquilonário americano amigão de um monte de poderosos que abusava de menores de idade. Depois de escapar por décadas acabou preso e suicidou-se na prisão, antes do julgamento. Uma morte estranha por estar sendo vigiado 24 horas por, justamente, ter tentado o suicídio. Por tudo o que ele sabia dos amigões poderosos (incluindo o boçal de lá, Trump) foi uma morte conveniente. Uma das acusadoras disse, no documentário, que ele filmava os encontros na casa de vários andares que mantinha em Nova York.
Muita gente duvida de sua morte. A teoria da conspiração diz que deram um jeito de "sumir" com ele. Ou seja, foi ajudado a fugir e está numa ilha paradisíaca qualquer.

Assisti outro dia "Framing DeLorean". Muito bom. É mistura de documentário e filme sobre o criador do icônico carro DeLorean DMC-12, John Zachary DeLorean.





A história nos diz que o carro era uma bosta. Demorou dez anos para começar a ser fabricado. Pesadão, com motor fraco, portas problemáticas e caro demais. Fabricado na conturbada Belfast, Irlanda do Norte entre 1978 e 1982.

Foi eternizado na trilogia "De Volta para o Futuro". Os realizadores do filme receberam uma carta de agradecimento do próprio DeLorean. 
Não vamos falar do criador do carro como tema do post porque sua morte foi "normal" em março de 2005.
Mas, uma associação relatada no filme me chamou a atenção.
John  associou-se a nada mais nada menos que Colin Chapman dono da Lotus para a construção da fábrica em Belfast. Chapman possuía uma fábrica de esportivos e ajudaria o norte-americano na empreitada.  
Era o ano de 1978. O governo britânico enfiou um monte de dinheiro no negócio.
De cara ambos fizeram um rolo envolvendo 10 milhões de Libras. Empresas fantasmas receberam o dinheiro que entrou naqueles circuitos de lavagem que os brasileiros conhecem bem. Os dois sócios repartiram a bolada.

DeLorean e seu sonho estavam descendo a ladeira e, meio que no desespero, John entrou num esquema de transformar cocaína em dólares. Mas, o documentário deixa claro que o FBI forçou a barra  para que ele se envolvesse no negócio. Portanto, foi absolvido. 

Aí volta o caso do dinheiro de 1978 e Colin Chapman. Estavam fuçando no caso quando o inglês morreu de ataque cardíaco aos 54 anos em dezembro de 1982. Cheio de dívidas envolvendo a Lotus, equipe de competição, e a fábrica de esportivos. Só faltava este escândalo para ferrar mais ainda.
Então, diz a lenda que Colin forjou a própria morte e caiu na vida. Lembro que na época falavam em coisas estranhas envolvendo o falecimento do construtor. No velório só a mulher Hazel e o médico. Por sinal, ela tinha medo de avião mas, Emerson Fittipaldi a encontrou num aeroporto em São Paulo e ela alegou que estava em férias. Lógico. A lenda envolve o Brasil para onde ele, Chapman, veio morar. Mais exatamente em Várzea Grande no Mato Grosso. Enfim, outra morte conveniente. 

Quanto ao americano a então ex-mulher dele (sempre elas) entregou que ele forjou uns documentos para justificar a grana desaparecida. 
Nunca mais se recuperou mas, morreu ainda tentando reavivar o sonho do DMC .

Confesso que fiquei perturbado com essas mortes que viram lendas. 
Sou do tempo em que Elvis Presley não morreu. Quis ficar só. 
John Kennedy não morreu mas, ficou com sequelas irreversíveis. O bilionário grego Aristóteles Onassis o levou para sua ilha particular e, de quebra, catou Jackie. 
Paul McCartney morreu e foi substituído por um sósia. Que é tão bão que até hoje faz um sucesso estrondoso.

Enfim, um estranho post às vésperas do início da temporada de F-1.




quarta-feira, 1 de julho de 2020

O VELHO NORMAL

A temporada da F-1 nem começou e Helmut "hammer" Marko já começou a assar Alexander Albon.
O tailandês nascido na Inglaterra  (nhein?) foi promovido no meio da temporada passada porque Pierre Gasly não deu conta do recado nem da pressão.

Agora é a vez dele "ouvir" de hammer que sua batata está assando. 
O austríaco disse que ele deve fazer por merecer a vaga para 2021 porque tem uma penca de jovens pilotos cobiçando a vaga. 
Helmut é o pateta com a ideia de juntar a pilotada toda (das escolinhas, dos Toro e da Alpha) num cercadinho, soltar o corona de maneira a criarem (os pilotos) imunidade. Lógico que ele não iria entrar nesta roubada. Por sorte não aceitaram a brilhante solução.

Penso que o dono de tudo, Dietrich Matteschitz (que nome é esse?), poderia fazer o favor de defenestrar seu compatriota em nome do bom senso. 
O cara só faz queimar jovens pilotos. Um prazer idiota.

"e aí, mano? Gosta de batata assada?"