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domingo, 8 de março de 2015

A NOVELA CONTINUA

Continua a novela "Alonso do Bairro".
As últimas dão conta que ele acordou pensando ter 15 anos. Até aí tudo bem. Tem muita gente boa que acorda no dia seguinte em lugar estranho sem lembrar de porra nenhuma do dia anterior. E, ainda leva um susto ao olhar no espelho...
Mas, pelo sim pero no, colocamos Dona Gertrudes na parada e ela conseguiu informações preciosas sobre o que aconteceu com nosso chocado piloto.
Ela não confirma mas, dizem que subornou algumas pessoas usando sua famosa torta de goiaba estragada ao molho de óleo queimado. Por cima bigatos torrados. Uma delícia.
Então, foi assim.
Mimadon levou um choque de um zilhão de vorts (cada vort equivale a mil volts). Foi ver estrelas ao meio dia. Bateu o quengo desacordado e sofreu uma cagação (o que explica a mancha cinza na lateral do carro).
Acordou no hospital cantando "quanta lameira". Num primeiro momento  acreditava ser um brasileiro aturdido com a situação (normal) da lama que envolve o solo pátrio. Com o tempo os médicos concluíram que ele estava nos anos noventa. Falava italiano treinando a língua para correr, no futuro, na equipe Ferrari. 
Com a demora na recuperação os médicos apelaram para um tratamento de choque. 
Perguntaram se ele gostava de futebol.
Ante a resposta "porra!", disseram a ele que houve um campeonato mundial de futebol no Brasil em 2014. A Espanha saiu na primeira fase e a Alemanha, antes de ser campeã, trucidou o país anfitrião por 7 a 1 com direito de tirar o pé por dó.
Agora, recuperado da memória alguém tem que convencer Mimadón que o tratamento de choque foi baseado em fatos reais.
"caraca. 7 a 1"

domingo, 22 de julho de 2012

NOBRE AUSTRÍACO

Ao relembrar os pilotos que já passaram ou mesmo os que ainda correm de F1 fico a imaginar em como era a vida desses botas antes de ingressarem no circo.
Principalmente em consideração aos nomes que ostentam.
Os de hoje nem tanto porque a decisão de tentar a carreira na F1 vem muito cedo. Provavelmente quando alguém notou que eles são competitivos com seus carrinhos de bebês.
Então, a vida anterior não é tão interessante.
Mas, vamos imaginar um piloto das antigas como Alex Soler-Roig.
Um nome pomposo, como diria minha avó.
Seria assim: Alex Soler-Roig é um nobre austríaco desses que andam pela mansão de robe vermelho. Um charuto em uma das mãos e uma taça de champã na outra. Ao seu lado um criado carrega o jornal aberto na página com as últimas notícias financeiras. Descobre que acordou mais rico do que quando foi dormir. Tédio.
Uma bela manhã esta no jardim de inverno pensando no que fazer com tanto dinheiro e também em uma atividade outra que não ganhar mais dinheiro.
Ao olhar a capa do jornal nota uma manchete informando que um tal Jim ganhou uma corrida de F1.
Bom, ele pensa, se um Jim pode vencer porque não um nobre como Alex Soler-Roig.
Assim, a F1 ganha mais um piloto em suas fileiras.


                             Alex Soler-Roig antes de dar uma virada em sua vida.

Agora a realidade.
Alex Soler-Roig é espanhol nascido em 1932 com estréia na F1 em 1971 na África do Sul.
Correu somente até 1972 tendo como último GP o da Espanha. Não fez nenhum ponto em sua curta carreira andando com Lótus, BRM e March.
Uma carreira nada nobre. Deveria continuar sendo, em minha imaginação, um nobre austríaco.




Este é um dos carros que Soler-Roig utilizou em sua curta carreira. É um March. Um carro improvável como podemos notar pela prancha de surf servindo de asa dianteira. Nem Dona Gertrudes pensou nessa solução.

O simpático Alex Soler-Roig. Mais parece um professor de física.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

VALÊNCIA

O próximo GP da F-1 vai ser em Valência na Espanha. Como grande parte da costa mediterrânea da Europa, Valência andou nas mãos dos mouros e cristãos até que estes últimos expulsaram de vez os invasores árabes.
Talvez por isso uma das atrações da cidade seja a observação da espada de D. Jaime I famosa pela reconquista junto aos árabes em 1238 (ontem).
História à parte o circuito de F1 de Valência, com seu traçado urbano, figura no calendário desde 2008. 



Felipe Massa foi o primeiro vencedor e é dele esta volta pelo circuito que enfeita o post.
 



Na verdade, a corrida em si não tem muita graça pelos poucos pontos de ultrapassagem. Neste ponto, lembra Mônaco cheio de glamour, porém com corridas entediantes.
Valência não tem o mesmo charme e não acredito que vá ter. Principalmente pelo aparente problema envolvendo enchentes obrigando alguns espectadores a assistir a corrida no, digamos, molhado. Vejam na foto.