A Fórmula-1 é um ambiente podre: bastou um desempenho ruim - tudo bem, péssimo - de Luca Badoer para que pilotos em atividade, em mais ou menos atividade ou parados passassem a criticar o italiano, cobiçando seu lugar no carro vermelho.
Badoer foi muito mal, muito pior do que eu esperava. Confesso que torcia para que ele fizesse seus pontos na Fórmula-1. O italiano detém um recorde negativo: é o piloto que mais vezes largou sem marcar um ponto, tendo andado sempre com carros lentos - Lola e Minardi.
A ocasião em que esteve mais próximo de pontuar foi naquele famoso GP da Europa, em Nurbürgring, em 1999. Badoer trazia sua Minardi, bravamente, na quarta posição, quando o motor falhou e ele foi forçado a abandonar faltando poucas voltas para o fim.
Aliás, aquela foi uma de suas últimas corridas na Fórmula-1 antes de substituir Felipe Massa. Honestamente, não há muito o que dizer sobre Badoer: não competia há dez anos e é um piloto de testes em uma época em que testes estão proibidos; é certo, contudo, que a Ferrari talvez devesse ter pensado melhor a substituição de Massa, já que teve muito tempo para isso entre os GPs da Hungria e Valência. Pelo visto, eles só foram atrás de Schumacher e, como não deu certo, coloram o Badoer lá.
Uma coisa é trazer de volta o heptacampeão que não corre há três anos; outra coisa é um piloto que não compete há dez anos - dez anos! - e que não tem um ponto sequer no currículo. Um alvo ideal para os urubus.
(Badoer lamenta os pontos perdidos em Nurbürgring, 1999)