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domingo, 21 de fevereiro de 2016

QUANDO OS MACHOS ERAM HOMENS

Vi o final de "Era Uma Vez no Oeste" com ícones de meu tempo. Como, para citar alguns, Henry Fonda, pai da Jane (a Barbarella véi de guerra), Charles Bronson (o rochedo do agreste) e a eterna musa Cláudia Cardinale (musa sabem do quê).
Êita.
Naquele tempo não havia botox ou truques a enganar o público. Imaginem uma cena sudorenta nos filmes de hoje. Seria encenada num estúdio climatizado com fundo azul, ou verde, porém falso.
Meus ídolos daquela época eram verdadeiros com todas as rugas e marcas que tinham direito.
Ah ah. Sim, o filme é de 1968 o ano em que o mundo acabou.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

MEMÓRIAS

Tenho lembranças do tempo em que, tenra criança, morava em Rib’s antes da família ir para Curitiba. Tinha, portanto, uns quatro anos de idade. Lembro principalmente do calor que queimava meus pés ao andar descalço no asfalto da rua onde morava.
Mas, a memória pode nos pregar peças e embaçar o quadro na parede. Ou mesmo enganar a ponto de não reconhecermos fatos ou pessoas que ficaram pregadas na tal parede da memória durante muito tempo sem uma, digamos, atualização. 
Recentemente me rendi à modernidade e entrei numa rede social muito famosa. Com isso renovei contatos com pessoas que não via desde os anos 70 (do séc passado). 
Pois bem. Em alguns casos não reconheço aquela pessoa dos idos tempos. 
Minha memória marcou a amiga(o) por alguma peculiaridade. Óculos, cabelos (com suas variações), formato do rosto e etc. 
Alguns não usam mais óculos e eu tenho dificuldade em enquadrar e reconhecer a pessoa que ficou na lembrança como alguém que usava este apêndice. Outro com cabelos compridos e enrolados agora os tem curtos. Outros eram mais magros. Recentemente li o comentário de um deles que dizia não me reconhecer porque eu usava cabelos compridos (cortados no banheiro, quando cortados!), barba (meu apelido era barba, por sinal) e óculos (verde musgo. Musgo literal). Hoje nem óculos uso. O susto desse antigo colega foi maior. Assim, o tempo modificou cada um desses antigos companheiros e me deixa aturdido e desconfiado sobre as lembranças das outras pessoas que estão na parede, cada vez mais gasta, da memória (parodiando Belchior). Como estarão as outras que não encontrei recentemente? 
Já fui traído ao assistir antigas corridas de F1 e verificar que os fatos foram um pouco diferentes daqueles das minhas lembranças. Já comentei sobre isto neste blog e com o chefe. Minha particular conclusão é a de que a memória é movediça oscilando de acordo com a preferência de nosso inconsciente.

sábado, 29 de março de 2014

COTOVELO DOLORIDO

Desconfio que Vettel não é um cara simpático. Assim explicaria certas reações quando emite opinião.
A última diz respeito ao som dos novos carros da F1.
Lembro que, quando do primeiro treino da atual F1, os jornalistas chapa branca da dona Globo se apressaram em elogiar o som de vaca moribunda dos motores.
Um deles chegou a dizer que estava com saudades do silvo característico de um turbo. Só que demorou a arriscar o famoso "sobe o som".
O resto da humanidade, sem compromisso com contratos publicitários ou necessidade de puxar o saco de alguém para ter emprego, detestou o som.
Berne Aquistone é um deles. Também é manda chuva que não manda nada, pelo visto, na mesa de som da balada da F1.
Evidentemente o som está ligado ao tipo de propulsor que se usa. Hoje em dia é um motor V-6 turbo com punzões elétricos e tal.
Com isso os carros estão mais lentos e o barulho é mais baixo.
Então, tá.
Até aí morreu Tancredo e Ulisses está numa ilha cercado de beldades.
Mas, outro dia perguntado o que achava do som da F1 atual, Vettel disse que era uma merda. Disse também coisas legais que me remeteram ao ano de 1976, primeira vez que tentei ir a uma corrida de F1, em Interlagos. O relato está em algum lugar deste blog. Digo sempre ao chefe do blog que, daquela jornada inglória, o que restou foi o som. Como Vettel, minha maior lembrança foi o som. Fiquei com dor de cabeça só de ouvir os carros no warmup (naqueles tempos havia um treino domingo pela manhã). Os V-12 da Ferrari e Alfa (se não me engano os Matra que equipavam as Ligier) faziam doer até os ossos.
Pois bem, alguns urubus encheram Vettel de bicadas como se carniça fosse.
Massinha de modelar (!) e Mickey Lauda disseram que ele só reclama porque não está ganhando corridas.
Todos defendem as mudanças e Mickey ainda disse que sem elas a categoria iria para o brejo. Os fabricantes de motores, como Honda não voltariam e a Renault sairia. Salvo engano, os motores da Renault ainda não vieram para a nova F1.
Hoje, Vettel fez o segundo tempo e no fim do ano pode levantar o caneco mais uma vez. E vai poder continuar a achar o som uma merda. Não parece ser uma carniça a ser bicada.
Enquanto isso, Mickey Lauda só fala o que fala porque os motores Mercedes estão, momentaneamente por cima.
Já Massinha de modelar não acha o som uma merda. Mas, adora falar merda. Cresça e apareça.


"pensem antes de falar"

"pó deixá que eu chuto, dona Mercedes"

"hum! Será que deveria pensar antes de falar?"