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domingo, 24 de novembro de 2019

"PISA, SORTA!"

Estou lendo, estarrecido, que Ricardo Maurício foi desclassificado da corrida 2 da stock brasil lá em Goiânia por um problema na luz de freio. O famoso Caca (bosta) Bueno (o playboy que diz que não) reclamou que a luz de freio do vencedor não acendia quando solicitada. E, três horas depois o vencedor foi desclassificado.
Manos, é doideira ou estou doidão?
Desde quando luz de freio é tão importante assim? Se não acende o babaca que vem atrás não freia?

Bom, essas e outras coisa não colaboram para que a gente leve a sério essas competições.

Mas, o episódio leva a recordações gostosas e perigosas das sagas familiares.

Quando tudo era mato o sogro do cunhado (sacaram?) comprou um sítio na divisa dos estados de Sampa e Minas (e seus montes gerais e lindos).

Bão.
Em muitas ocasiões a família e amigos iam visitar o local. Havia um posto da polícia na divisa dos estados. Não me perguntem em qual estrada. Não havia maiores problemas na "fronteira".Na maioria das visitas ao sítio nenhuma vigilância. Mesmo porque, salvo maiores elucubrações, somos todos brasileiros.
Fomos em várias ocasiões ao estado vizinho atravessando a "fronteira".  Lembrando que, quando tudo era mato, o povaréu bebia tudo e todas. As estradas simples, num passo alcoólico, viravam duplas.
Bão de novo. 
Quando a gente voltava para Rib's era em comboio. 
E, em uma dessas ocasiões, o posto da fronteira estava ativo. Polícia e tudo o mais, Com frio na barriga eu enfrentei a barreira, Lógico que, tinha bebido tudo o que merecia. E, um pouco mais.
Então, aconteceu o evento que resultou no que hoje é chamado de "meme".
Os carros foram passando pelo posto. E, o único conduzido pelo único sujeito que não ingeria nada alcoólico foi parado. Cômico. Sei que olhos esbugalhados estavam fora do critério.
Sei que a caravana parou.  Quem estava na frente, de olho nos espelhos, e quem estava atrás estacionou logo adiante.
Tipo fazer pressão. Meio que afastado para que a autoridade não sentisse o doce sabor da cerveja.
Se algo saísse do controle tínhamos o grande Carlitão como "resolvedor" de qualquer problema.

Bom, chegamos perto como a observar sem tentar qualquer interferência sobre a autoridade ali presente.
Então, documentos legalizados do nosso amigo só restava a inspeção veicular. A autoridade circula o veículo (um Gol quase zero) e começa aquele cheque que conhecemos. 
E, tivemos que conter o riso quando a autoridade ordena para nosso amigo pisar no freio para inspecionar a luz de freio.
"Pisa. Sorta. Pisa. Sorta. Pisa. Sorta"
Ó santa escolaridade primária.

Tudo nos "conforme" nosso amigo foi liberado e, liberado foi, o (hoje) meme.
"Pisa, sorta, pisa, sorta". 
Quando os Onofris passam por qualquer "poliça" na estrada, lá vem a frase, "pisa, sorta, pisa, sorta"
Como todo o respeito, naturalmente.

Espero que não tenha sido esta frase a ouvida por nosso querido Ricardo Maurício. Dói na alma



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

TEMPO QUE ESCOA

A paisagem revela o horizonte tão conhecido. 
Décadas no horizonte.
O morro, a plantação de cana de açúcar, ora prestes a ser cortada, ora a ser cultivada. 
Décadas.
Estou no campinho de futebol, hoje abandonado. Bem que nunca efetivamente utilizado. Mas, outrora um campo de batalhas inesquecíveis. Tempos passados quando os perna de pau de Rib's enfrentavam os perna de pau de sampa. Embates nada gloriosos porém, com a lembrança de uma peitada de um certo sobrinho contra o tio, que o adora anote-se. Hoje, o fato é digno de comentários e brindes pela ousadia, áras.
Décadas.
Hoje, 07/09/2017, estava a observar o morro e recordar as décadas passadas na velha chácara.
A porra do tempo que escoa mas. nos deixa o morro imutável a marcar a passagem das décadas.
Então, Henrique o neto/rei/herdeiro de tantas emoções alocadas num zip qualquer, chama minha atenção no espaço/tempo.
Zizi, zizique, nênes é o depositário de tantas décadas a observar o horizonte. O morro que sempre muda mas, sempre nos revela o tempo passado e guardado. Filhos, sobrinhos, parentes, amigos.
Crescem e pensam que se vão. Passam dessa vida e pensam que serão esquecidos. Estão do nosso lado e sempre amados.
No meu torpor (ave skoll) não distingo o antes de Renato/Mariana daquele que quem vem depois, Henrique.
Há uma doce mistura de voz, feições e a rebeldia que não adianta combater.
Nênes exige minhas habilidades em eliminar as formigas marcianas e suas bases terrestres instaladas na chácara. Entre inundações por água e devastações provocadas por chutes nas entradas secretas dos inimigos marcianos vivem em mim as inesquecíveis lembranças de Renato/Mariana neste mesmo espaço/tempo e embates contra os inimigos de sempre. Besouros, chifrudos, borboletas malucas, ou formigas marcianas.
De tudo, inclusive o choro feito bezerro desmamado, a certeza de que, enquanto nosso esquadrão secreto existir não há Trumph nos destrua.

décadas


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BAILE DO TATU

Ah, o mundo national geographic.
Vejam o belo exemplar de tatu que caiu no que restou da piscina de uma antiga chácara vizinha aqui do prédio onde moramos.
Pelo visto este terreno ainda vai abrigar um condomínio de prédios que certamente vai tirar nosso sossego.
Por enquanto, as árvores e o mato crescente abrigam as mais diversas formas da natureza.
Outra noite fui obrigado a protagonizar um filme pastelão tentando liquidar um besouro geneticamente modificado que resolveu entrar pela porta da sacada. Quem disse que besouros são lentos errou. O lutador de sumô alado deu um baile. Mas os ogros venceram mais uma vez.
Enfim, temos desde cigarras desafinadas até gambás enormes perambulando por aí.
Agora, um tatu.
Fui pego com a bateria da máquina descarregada e quase não consegui fazer as imagens.
No filminho ele escapa do policial florestal mas, acabou fisgado sendo tirado da piscina.
O bom da história é que foi solto no terreno porque deve ter família para cuidar.