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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

INTOLERÂNCIA

O blog foi em peso ao show de terça-feira de Roger Waters, baixista do Pink Floyd e grande defensor dos direitos humanos. Foi um dos melhores que assisti. Tecnicamente perfeito. Nem é preciso falar das músicas icônicas. A produção, no entanto, foi espetacular. Caixas de som foram colocadas no lado oposto do palco, no alto. Sensação de estar dentro das canções.

Vamos lá. Penso que o objetivo do blog não é polemizar e sim entreter nossos dois leitores. Eu e eu. Nem o chefe do blog passeia por aqui. De vez em quando obrigo o pessoal da mansão a ler algum post. 
Em todo caso, a minha vida neste plano/planeta permite algumas reflexões. 
Vivemos um período de polarizações.Os tempos estão bicudos. Lá onde trabalho já disse que se o golpe militar (tão desejado por tanta gente) vier seremos (eu e uns três colegas) os primeiros a ir para o paredão, "dedados" pelos fascistas de plantão. Gente que se informa pelas notícias falsas e acreditam que o nazismo era comunista.
Pior. São jovens. 
Eu, na minha juventude, não tinha acesso fácil a determinados assuntos por obra da censura. Lembro perfeitamente quando fui, com minha prima, visitar o namorado dela em São Bernardo. O pai do rapaz, metalúrgico de São Bernardo. Na estante, livros subversivos como Karl Marx. Diante de meu interesse queriam que levasse um exemplar do "capital". Minha paranoia, no entanto, não deixou.
Hoje, temos acesso fácil a todo tipo de informação. Mas, a ignorância prevalece.

Na onda das falsidades o PT é o responsável pelo que de pior acontece. Quando algum político vai fazer uma rápida visita ao xilindró (até Gilmar soltar o bandido amigo) dizem que o partido dos trabalhadores é responsável pela lambança em que todos se meteram. Corromperam a classe política tão honesta. 

Sem me estender muito. Houve uma época, na Alemanha, que os judeus eram o mal do mundo. Aqui, hoje, são os "comunistas". Havia necessidade, na Alemanha, em fechar o regime e extirpar o mal do mundo (os judeus). Veio um maluco populista "salvar" a Alemanha. No brasil tem um maluco, que nem é populista porque não entende nada de nada, e que já deu entrevistas dizendo que dará um golpe de estado no primeiro dia de seu governo. E, tudo indica, vai ser eleito. 
Bom, meu passaporte está em dia. Só falta um porto amigo.

Voltando ao show. Era esperado manifestação política pelo histórico de Roger Waters. No intervalo passou um vídeo, "Resist" com alusões diversas. Desde proteção ao meio ambiente até a execração dos neo-fascistas. Entre eles o candidato obtuso.

Duas vezes a hashtag "elenão" apareceu no telão. Vaias e aplausos. Até aí tá valendo. Mas, os chamados bolsominions que estavam num camarote (tinha que ser) atrás de nós começaram a jogar cerveja no povão que estava abaixo. Começou um tumulto e a sensação era que iria se iniciar uma briga generalizada. Por sorte nada mais grave aconteceu.

Lógico que, no dia seguinte, pipocaram 'centos vídeos, comentários contando o que interessa para os fascistas. Então vem a grande ignorância. O que esse cantorzinho tem a ver com o brasil?
Pois é. Ele disse exatamente isso no final do show. Mas, reafirmou que é contra o neo-fascismo. Portanto, contra o obtuso.
Enfim, no vídeo abaixo um pouco do que ocorreu do ponto de vista de meu celular e abaixo um CTR-CHUP do tubão.






terça-feira, 11 de setembro de 2012

PINK FLOYD

 Lembro que meu mundo musical era formado basicamente pelo que tocava nas rádios e a busca de tudo que se relacionava aos Beatles e aos Roling Stones.
Pouca coisa escapava disto.
Um belo dia estava na frente da TV (preto e branco) assistindo um programa muito legal da TV Cultura onde os então arremedos de vídeo clipes eram exibidos.
Meninos eu lembro.
Passou o documentário inteiro do Pink Floyd Live at Pompeii. Foi uma experiência, digamos, psicodélica para um adolescente (de uns 14 anos). Não lembro bem o ano mas, eu morava na famosa Djalma Forjaz. Portanto, considerando que o documentário é de 1971 acredito que por volta de 1973.
Fiquei deslumbrado com o som que o grupo produzia. Sem pressa para acabar.
Tornei-me um fã de carteirinha do grupo. Daqueles que pensam que eram melhores quando Syd Barret fazia parte. Infelizmente, ele perdeu cedo o rumo da vida.
No vídeo uma amostra do que rolou. Já sem Barret mas, com David Gilmour para compensar.
Quando lançaram Dark Side of the Moon eu não tinha dinheiro para comprar o disco. Um amigo de minha prima tinha o disco e levou até a casa dela. Tocou inteiro para desespero do "seu" Homero.
Quando acabou eu coloquei para tocar novamente. Mas, o rapazinho que descobri mais tarde ser alegre, deu piti e levou a raridade embora. Cruel o rapazinho.
Nos dias de hoje sempre falo para a molecada que meu sonho era ter tudo dos Beatles, dos Roling Stones, do Pink Floyd e de vários outros. Nesta era tecnológica tenho tudo num HD. Até mesmo Mamonas Assassinas. Espantoso.
Chega de papo. Ao vídeo.