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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

PÍLULAS

Sempre que me deparo com a palavra "pílula" lembro de um episódio acontecido lá no século passado.
Um dos meus primos morava com a gente em sampa porque cursava Engenharia na Poli.
Ele arrumou uma namorada com ideias avançadas para nós, parentada dele.
Como exemplo ela era (ainda deve ser) adepta da homeopatia. Naquele tempo as pílulas pareciam pílulas de alka seltzer, antiácido que dissolve em água.
Portanto, a visão de meu primo engolindo cinco ou seis daquelas tampas de bueiro brancas não era nada agradável. Aquilo, para piorar, se repetia várias vezes ao dia.
Tadinho.
Hoje todos aqui são usuários da homeopatia. A rainha da mansão sabe mais sobre os remédios que muito médico da área.
E, as pílulas torturantes se transformaram em bolinhas simpáticas.

Mas, o título se dá em virtude de pequenas notas em pílulas homeopáticas.

- Centenas de equipes já apresentaram o carro para esta temporada. Todos horrendos como são os carros de hoje.
Todos otimistas declarando que "agora vai".
Sabemos, no entanto, que dona Mercedes vai fazer cu doce no início. Depois, levanta a saia e corre mais que as outras.
Hamiltão, campeão de 2020, agradece.

- Quando disse que Mimadon tinha até alguma chance nas 500 milhas de Indianópolis era porque estava em negociações com a equipe do gordin Andretti (o filho braço duro e não o pai fodão).  
Esqueci o fato da equipe utilizar motores Honda. Ora, ora, ora. O espanhol pedante meteu a rola nos motores lá nos Laranjas e pensou que iria ser empurrado por um desses na Indy?
Foi vetado.
Correu para os braços do Ed Carpenter que disse "cruzes", Deu  uma desculpa sobre a quantidade de carros para a disputa (só dois) e pulou fora do xiliquento.
Pelo visto Mimadon vai ter que comprar uma equipe se quiser a tal tríplice coroa. 

- Uma coisa boa está acontecendo em relação à mamã Ferrari. Todos dizem que seu novo carro é uma bosta sobre rodas. Então, o que vier será lucro. Estão com problemas até com relação a um dos patrocinadores que é ligado aos cigarros tal e coisa.
Italianadas.

- Graças ao Coronavírus estamos quase livres do GP da China e sua eterna neblina de poluição.
E, o Vietnã também corre o risco.


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

PÍLULAS

Não. Não se trata daquelas coisinhas de várias cores que tomamos quando doentes ou para repor algo que nosso corpinho se recusa a fornecer.
Mas, o que vem em forma de notícia, hoje em dia.
Lembro que tomei gosto pela leitura de jornais e revistas (sem esquecer as do "Valter Disney) com véio Mero, ainda em Curitiba.
Meu pai vivia lendo e comentando. Não era um intelectual a ler esses livros complicados cheios de letras que parecem não ter conexão entre elas.
Mas, era um cara que sabia discutir política no bar. Depois de algumas, durante certa época, era melhor ir para casa antes que a repra chegasse. Diria que meu pai era um anarquista. "Hay, gobierno ?
Soy contra". Sempre apontando os defeitos dos governantes. Desde a chegada do Cabral.
Tomei o hábito da leitura diária das notícias, apanhando o jornal que ele largava pelos cômodos. Cada caderno em um.
Hoje, não leio a imprensa escrita. Tentei manter uma assinatura da "Folha" mas, depois de vociferar contra o fascismo escancarado desisti. 
Tem até uma história engraçada. Um dia ligou uma dessas moças do telemarketing oferecendo a assinatura.
Comecei um infindável discurso contra a posição política do jornal. Cheguei ao ponto em que disse que, já que todos são fascistas, preferia o "Estadão" que tinha uma cobertura melhor em relação à F-1. Descobri, pelo silêncio, que a moça nem me ouvia. E, o que ela tem com a linha editorial da porra do jornal?
Décadas atrás, as notícias eram mais esmeradas. Não eram fruto da pressa moderna, apesar dos horários rígidos do fechamento das edições. Tudo era devidamente explicado. Havia, por sinal, um programa na Rádio Bandeirantes em que o locutor enfatizava o ensinamento máximo do bom jornalismo, "quem, quando, onde e por que".
Eram, para o jovenzinho, fascinantes as crônicas dos grandes jornalistas. Nem vou citar nomes, uma vez que, a maioria me decepcionou. Um deles virou malufista e assumiu no seu espaço na "Folha".
Hoje, existem os grandes portais de entretenimento. Não podemos dizer que são de notícias porque misturam tudo. De política até aquela dita que fala que não teve homem que a recusou, como se fosse a glória (essa sim, a gostosa).
E, ultimamente, as notícias estão nas manchetes. A maioria dos cliques revela uma repetição da "chamada". Nada a acrescentar porque não interessa o aprofundamento. Temos que mudar a página inicial para vencer a concorrência pelos dedinhos nervosos dos "navegantes". 
O motivo do post, no entanto, é a nota (nem notícia pode ser considerada) sobre o interesse dos mandões atuais da F-1 em levar a categoria para a Netflix. Sim, esta é a notícia. Abrimos, ansiosos, a "página" e nada é acrescentado à "manchetinha". Nem uma notinha sobre o que será de quem não tem o bagúio (não sei defini-lo). Ah, como brinde uma foto do "bigode" Carey. Essas pílulas não curam nossa vontade em conhecer mais profundamente o assunto em questão. 


sábado, 27 de fevereiro de 2016

PÍLULAS

1) Nós temos uma dificuldade em conseguir vídeos legais vindos da "F-1 oficial". Quando disponíveis no Youentuba (com a opção incorporar) acabam bloqueados. Eu tenho um canal no citado site e, outro dia, bloquearam um vídeo meu. Daqueles que filmo da TV. Como outros não foram bloqueados desconfio que apareceu o logo da dona Globo. Como não paguei pelo uso defenestraram o vídeo. Neste mundo digital e globalizado é uma atitude imbecil para carai.

2) Vamos ao que interessa. Mudaram o formato dos treinos. O chefe já comentou. Ficou estranho porque a cada minuto e meio alguém é chutado do treino. Como isso se dará? Vão parar o treino? Avisam o cara de que maneira? Rádio? E, o cara vai ser punido se voltar aos boxes a passos de tartaruga atrapalhando todo mundo? De qualquer jeito o novo formato já foi adiado até a quarta etapa em Barcelona. Ou nem vai ser implantado...

3) Na primeira semana de testes o que marcou mesmo foi a grande quilometragem de dona Mercedes sem qualquer problema. Acho que nunca antes. Mamã Ferrari andou rápido com algumas intercorrências mecânicas, algumas equipes estão se sobressaindo mas, na hora do "vamu vê" os lemães vão mostrar e chacoalhar.

4) Para os pilotos brasileiros o ano não podia começar pior. Nariz não tem carro novo e massinha de modelar ganhou um brinquedo esquisito. Elogia o dito e tudo mais. Só que parece estagnado (o carro).

5) Para encerrar. Os pneus chiclete só estreiam no GP do Canadá. Os caras fazem todo o alarido e adiam o uso.