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quinta-feira, 19 de julho de 2018

MINHAS COPAS - FINAL

Copa de 2010. África do Sul. de Nelson Mandela. Como não gostar?
A Vuvuzela foi apresentada ao mundo. Poderíamos ficar sem essa. Tenho um vizinho do prédio em frente que em jogos do curíntia  aciona a dita. Por sorte não há retorno e ele acaba desistindo de chamar a manada para torcer a plenos pulmões.
Em 2010 torcemos para que a África do Sul fosse longe mas não passou da primeira fase.Não poderia dar certo uma vez que o técnico era o Bronco Dinossauro (vulgo Carlos Alberto Parreira) que havia substituído outro brasileiro Joel Santana, um expert em se tratando da língua inglesa. 
A seleção do brasil tinha no comando um sujeito estranhíssimo chamado Dunga. Nunca havia comandado um time e foi alçado à seleção por motivos obscuros.
O time era muito ruim. Tinha Maicon na lateral direita que só sabia correr desembestadamente. Por vezes esquecia a bola. Lampejos de algum futebol com Julio Batista, Kaká (ou caca).
O Brasil pegou um grupo fácil na primeira fase. Só Portugal fazia cosquinha. Empatamos com os lusos despachamos os chilenos nas oitavas e encaramos a Holanda nas oitavas. 
Daniel Alves e Felipe Melo (que dispensam apresentações) faziam o jogo que Dunga (o pequeno) adorava. Porradas para todo lado. Até Robinho andou se assanhando dando safanões nos adversários. O brasil saiu na frente com gol de Robinho (e não rubim) mas no segundo tempo levou a virada porque sua defesa batia cabeça. Por sinal nosso pit bull Felipe Melo foi expulso ao chutar o craque Robben que estava no chão.
Copa e time para esquecer. 
Na final a Espanha venceu o mesma Holanda sagrando-se campeã pela primeira vez.

Copa de 2014. Essa foi engraçada. Aqui no brasil. Todo mundo dizendo que o brasil havia comprado a copa. Eu e a rainha da mansão passamos a maior parte do evento no mesmo hotel em que algumas seleções se hospedaram na primeira fase lá em Natal.  
Bom, o que lembro é que no famoso jogo contra a Alemanha eu estava puto porque torcia para Neymar arrebentado por um babaca colombiano. Antes, Suares, do Uruguai, mostrou seu lado vampiro ao morder um adversário italiano. Não houve marcação de falta. Um escândalo. Talvez se tivesse o VAR.... O vampiro continuou livre leve e solto. Mas, depois de tantas críticas o coitadinho sem noção foi punido com 9 jogos e ficou de fora do resto da copa. Futebol e suas merdanças.
O brasil tinha Felipão ( o reaça) como técnico. O time dependia muito de Neymar (até hoje) que,  como visto, saiu contundido nas quartas. Uns jogadores que não inspiravam confiança como Fred ( o cone), William (até hoje), Hulk (o bundudo), Oscar (uma das paixões do gavião, por isso a convocação), Ramires e Fernandinho (bons de porrada, e só), Thiago Silva (o chorão) e Maicon (o sobrevivente). 
Não assisti nenhum jogo por inteiro. Nem contra a Alemanha. Já explico. Assisti o jogo contra a Colômbia até a joelhada no Neymar.
Bom, nas semifinais, como disse estávamos no hotel em Natal. Resolvemos assistir o jogo em um dos bares. Marcamos mesa. Eu estava fazendo um regime alimentar mucho loco. Estava com uma obstrução intestinal da grossa . Resolvi encher o caneco. Para assistir o jogo e ganhar uma disenteria pelo excesso de líquido (ou algo assim).
Um problema: torci para a Alemanha. Afinal não torcia para a seleção e sim pelo Neymar. E, para variar, detestava o técnico.
Quando veio aquela saraivada de gols eu estava em Bagdá, depois de baldes de cerveja. Perdidão tanto quanto o brasil. Mas, não perdi minha verve cômica. Ficava perguntando a cada gol. É replay? É replay. 
O barman chamou a rainha da mansão e aconselhou minha retirada do bar. Uns caras estavam me encarando como se estivessem no estádio e eu fosse um lemão sem noção. Fui arrastado para o quarto não sem antes perguntar "aquele japonês está bravo comigo? Ele nem é brasileiro..."
Enfim, o 7 a 1 veio se ombrear com o Maracanazo de 1950. Nunca mais será esquecido. E, eu tenho história para contar aos netinhos. 
Em tempo. Não houve a "soltura" do intestino. Resolvi perder uma tarde inteira do hotel até parir a criança.
E, Alemanha campeã em cima dos hermanos. 


Copa de 2018. No começo da Copa estávamos em hotel lá em Socorro. 
Esta copa está muito recente e só vou relembrar, por ex., o primeiro jogo do brasil lá em Socorro e um telão com reflexo da luz do sol. Tivemos que assistir por uma TV.
Horários malucos da |Justiça nos dias dos jogos do brasil. Muito mais coerente não funcionar nos dias de jogos (como a trabalhista) uma vez que os prazos estavam suspensos. Contra a Bélgica fui belga desde criancinha. Neymar já não tem minha unanimidade. Urge amadurecer. Entrei na zoação do cai-cai. Rainha da mansão e Mariana só não me jogaram sacada abaixo porque tem rede. No final saí vitorioso. Afinal, não tinha com dar certo com um técnico curintiano.



quarta-feira, 18 de julho de 2018

MINHAS COPAS - PARTE 3

Copa de 1998. Jogada na França. Vamos ficar só nas minhas lembranças. Sempre detestei o técnico Zégalinha. Seu jeito pedante de ser. Foi "comandante" do time brasileiro porque fazia o que o "sistema" queria. Desde a CBF até os interesses da grande mídia (leia-se globo). Na verdade já não me interessava tanto por futebol. Alguns lampejos e só.
Mas, simpatizava com Ronalducho e seu jeito simplorão de ser. Além de ser um baita jogador (como diz Neto, o alucinado).
Em relação aos jogos. Já fincados em Rib's. A rainha da mansão assumiu um cargo na Justiça Federal e eu sofria dando aulas para alunos que deveriam estar na Febem (hoje Fundação Casa). No dia do jogo Brasil e Holanda MM marcou audiência na hora do espetáculo. De nada adiantaram as súplicas no sentido de não marcar audiência no horário.
Bom, em todo caso fiquei de plantão em frente à Justiça para o que der e vier. Todo mundo saindo e nada. De repente lá vem a rainha. Disse que os advogados estavam putos pedindo o adiamento. Finalmente, MM (tinha que ser corintiano) cedeu. Mas, perdemos o primeiro tempo.
Na final aquele suspense pelo acontecido com Ronalducho. Piripaque mal explicado, substituído pelo "animal" Edmundo na escalação oficial. Quando o time entra em campo lá está o nove nem tão firme.
História mal contada gera a teoria da conspiração. Brasil perdeu, França campeã. Invadiram a página da CBF na inter colando um panfleto apócrifo segundo o qual o Brasil, dentre outras besteiras, vendeu a copa para sediar o campeonato de 2002 que seria (e foi) no Japão e Coréia do Sul. Até hoje tem gente que acredita nisso.

Copa de 2002. Como dito no Japão e Coréia do Sul. Eu trabalhava no TRF em sampa. No concurso, fui inscrito por parentes na instância errada. Naquele tempo a inscrição era presencial ou (como no meu caso) por procuração. Na época morando com meu irmão logo após o falecimento de véio Mero.
Os jogos ocorriam na nossa madrugada. Não havia a folga nos dias de jogos do brasil. Logo parecíamos zumbis tamanho o sono. Decidimos, eu e meu irmão, dormir e acordar na hora do jogo. Só esquecemos de avisar os vizinhos que soltavam fogos a todo momento e praticavam aquela gritaria nas janelas. Mas, torci para o time comandado pelo reaça Felipão Scollari (que adorava a ditadura chilena) até mesmo porque enfrentou meio mundo (inclusive a prima dona FHC) não convocando o paneleiro Romário e o bad boy Djaminha.
Torci principalmente para Ronalducho saído de um calvário de dois anos após estourar (literalmente) o joelho.
Marcou os dois gols sobre a Alemanha na final e, de quebra, artilheiro da copa com 8 gols.



Tivemos este gol do Ronaldinho Gaúcho (o dentinho) contra a Inglaterra que valeu o avanço do brasil às semifinais.
Afinal, quis cruzar ou chutou a gol? Claro que a intenção era cruzar mas, a lenda do gol espírita prevaleceu.

Copa de 2006. Na Alemanha. Agora com quase toda a família em Rib's, transferido que fui para a primeira instância. Alguns colegas, para sacanear, me chamam de "segunda instância".
Quase porque o chefe do blog já frequentava as Arcadas.
O Brasil contava com grandes craques e era o favorito. Tinha Ronalducho, Ronaldo dentinho, Kaká (ou caca, depende do referencial adotado), Adriano (o imperador que virou pó), Roberto Carlos (emoções), Cafú e outros. Alguns já veteranos porém, dando conta do recado. Mas, o técnico era o Bronco Dinossauro (Carlos Alberto Parreira).  Um cara de ideias quadradas. Ronalducho escondia o peso durante a copa. Tinha até bolão sobre quanto pesava o craque.
Lembro que o futebol não era lá essas coisas. O brasil venceu todas na primeira fase dando falsa impressão de que tudo ia bem. Nas oitavas despachamos Gana e pegamos a França nas quartas de final.
A França não era um time desprezível. Os caras entendiam desta coisa chamada futebol. Zidane, Henry, Ribéry, Thuram e cia. Então veio a pitoresca pixotada defecada desatenção que seria cômica se não fosse trágica.



Falta na esquerda, Zidane mandou no segundo pau e Henry empurrou para dentro. Notem que na área havia uma pilha de franceses e três brasileiros. E, a moçoila Roberto Carlos ajeitando a meia na risca da grande área. Quando deveria acompanhar Henry. Depois ele (Roberto) declarou que não era sua função ir atrás do francês. Claro, ele não é defensor....
Por conta disso volta o brasil para casa.
Segue o barco.
Na final França e Itália fizeram um jogo morno que foi para a prorrogação. Só lembro da cabeçada de Zidane em Materazzi. O francês foi expulso, o jogo para os pênaltis. A Itália venceu por 5 a 3 sagrando-se tetracampeã.

Lembro que já andava desanimado com o futebol. A mania de sempre querer levar vantagem, o cai-cai, a eternidade em arrumar barreira nas cobranças de falta e, principalmente, os "erros" de arbitragem fizeram com que abandonasse o dia a dia do esporte bretão.
Gosto de dizer que o futebolista profissional é o cara mais amador do mundo.  

sexta-feira, 13 de julho de 2018

MINHAS COPAS - PARTE 2

Copa de 1982, na Espanha. Morando em Ribeirão Preto. Trabalhando numa área totalmente diferente da Química: o comércio de tintas junto aos "cunhados". Quase casado. 
Seleção de Telê Santana. Do jeito que o povo gosta. A melhor defesa é o ataque. Craques como Sócrates, Casagrande, Falcão, Zico e outros.
Considerada a melhor do brasil. Prefiro a de 70.
Principalmente porque trouxe o título. 
Enfim, pela primeira vez 24 seleções diluíram a atenção. Lembro, em relação ao brasil, que os jogos eram tensos. Tipo tudo ou nada. Ganhamos de 3x1 dos hermanos. Foi bonito.
Em primeiro no grupo da fase dois era só empatar com a Itália. Mas, o desastre que rondava a seleção (100% por sinal) chegou na forma de Paolo Rossi, o centro avante italiano mezzo oportunista, mezzo grosso.
No jogo saíram na frente do brasil. Êpa.
Empatamos mas, uma defecada de Toninho Cerezzo no meio de campo que resultou no segundo gol dos italianos fez com que pensasse "fodeu". E, foi o que aconteceu. Derrota final por 3x2 e adeus seleção dos sonhos.
Lembro que jogávamos futebol society e, no primeiro jogo após a derrota, um dos nossos chegou cantando uma adaptação de um jingle de revenda de carros. Ao invés de "primo Rossi" ele cantava "Paolo Rossi". Como era baixinho e gordinho levou muitos pontapés no jogo sem poder revidar. 

Copa de 1986. México da grande conquista de 1970. A seleção tinha como base àquela de 82. Morando em Jaboticabal. No comércio de tintas. Inflação galopante tirando o sossego e a vontade de torcer. Casado já com o chefe do blog a iluminar a casa. Confesso que não assisti com entusiasmo a copa devido aos problemas financeiros.
Mas, vamos lá. Não perdemos um jogo sequer. No decisivo, contra a França, um empate. Zico (de quem nunca gostei) perdeu um pênalti no final do jogo. Na disputa por pênaltis Sócrates e Julio César perderam os seus e lá veio o brasil de volta. Esta copa foi marcada pelo famoso gol de mão de Diego "carrera" Maradona contra a Inglaterra. Ele admitiu que autoria do gol foi  la mano de dios. Por sinal a Argentina sagrou-se bicampeã ao vencer a então Alemanha Ocidental na final.

Copa de 1990. Disputada na Itália.  Ainda em Jaboticabal com a corda financeira no pescoço. Mariana já havia chegado para completar o clã. A seleção era comandada por um panaca, Sebastião Lazzaroni, que implementou uma tática ortodoxa em relação à tradição ofensiva do futebol brasileiro.  Por sinal, a copa foi de um nível abaixo de zero. Jogos que embalavam o sono dos torcedores.
Lembro que o jogo decisivo para irmos à frente era contra a Argentina (sempre eles) e os panacas  de plantão davam a vitória como certa, pensando no adversário que viria a seguir. Mas, Maradona e Caniggia mostraram que não estavam para brincadeiras. Lá veio o "escrete canarinho"  de volta. Neste jogo aconteceu um episódio marcante. Branco (o ingênuo) pediu água para o massagista "hermano" que atendia um jogador. Lembro perfeitamente da imagem. Pensei na idiotice de um brasileiro confraternizar água com os "inimigos". Não percebi que o massagista deu uma garrafa "exclusiva" ao jogador brasileiro. Branco foi de um branco total. Em 2005 o técnico argentino de então admitiu que havia água para uns e para outros. Maradona tira onda até hoje, dizendo que os brasileiros foram dopados. Lógico que ninguém foi ou vai ser punido. É FIFA, é futebol, é Curíntia.
Na final a Alemanha Ocidental (lembram?) venceu a Argentina por 1x0. Por sinal, 90 foi o ano do ano para os lemães. Copa do mundo e reunificação. Haja cerveja....

Copa de 1994. Nos Estados Unidos, aquele país grande e bobo. Família de volta à Rib's. Fundo do poço. Fechamos a loja em Jaboticabal (que, no final, era um misto de loja de tintas e locadora de vídeo game !?!?).
A família se reunia em alguns jogos num misto de torcida e festa. Lembro que o técnico Parreira tinha o apelido de Bronco Dinossauro, personagem inesquecível de Ronald Golias. Era o cara que explicava inexplicando. Um saco.
E, a seleção era a panelinha de Romário. O mimadinho craque de então. Ele "cortou" a participação de Bebeto. Mas, o jogador do Flamengo acabou convocado.
O brasil foi bem em todos os jogos. Romário, polêmico até hoje, era rápido e desconcertava a defesa adversária. Mas, na final a velha Itália engrossou o caldo (como diria minha avó) e o jogo terminou empatado.
O pênalti decisivo foi batido, e perdido, por Roberto Baggio, o craque italiano. Chutou nas alturas. Confesso que fiquei com dó. Não foi um zagueiro obtuso qualquer. Foi o melhor do time a desperdiçar a cobrança. Dizem que estava combalido porque a Itália e Bulgária (nas semifinais) haviam jogado uma prorrogação.
Enfim, tivemos que engolir o "é tetra, é tetra" do bueno agarrado no pelé, que tanto criticou nos bastidores. Pelé era comentarista contratado para a copa.
A copa foi marcada pelo ocaso de Diego "cheiroso" Maradona.

Corram que os zumbis estão chegando


Quando o hermano correu para as câmeras ao marcar um gol contra os gregos (e não os troianos) fiquei com receio que o dito saltaria sala adentro mordendo todo mundo. Nesta altura do campeonato ele já estivera suspenso por uso de cocaína etc e tal. Pois, nesta copa foi pego com seiscentas substâncias proibidas pelo corpitcho, já avantajado. Mil teorias da conspiração. Dizem que ele caiu numa armadilha ao ingerir hóstia "batizada" dada por um padre dos diabos.
Enfim, este é um craque turbinado.